terça-feira, 1 de julho de 2025

Situação dos Reservatórios do RN: Igarn divulga balanço hídrico de junho


O Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn) divulgou, nesta terça-feira (1º), o Relatório dos Volumes dos Principais Reservatórios do Estado, referente ao encerramento do mês de junho. De acordo com o levantamento, os mananciais potiguares acumulam, atualmente, 48,88% da sua capacidade total de armazenamento. No mesmo período do ano passado, o índice era de 76,56%.

O Igarn realiza o monitoramento de 69 reservatórios em todo o território potiguar. Juntos, esses mananciais armazenam 2.585.640.866 metros cúbicos de água, dos 5.290.123.351 metros cúbicos de capacidade total.

O maior reservatório do estado, a barragem Armando Ribeiro Gonçalves, localizada na região do Vale do Açu, está com 1.390.725.913 m³, correspondentes a 58,60% da sua capacidade máxima de 2.373.066.000 m³.

Já a barragem Oiticica, em Jucurutu, o segundo maior manancial do RN, acumula 103.352.479 m³, o equivalente a 13,92% da sua capacidade total de 742.632.840 m³. A barragem Santa Cruz do Apodi, por sua vez, apresenta 393.577.850 m³, o que corresponde a 65,93% da sua capacidade de 599.712.000 m³.

Entre os reservatórios com volumes mais expressivos, destacam-se ainda as lagoas de Extremoz, Pium (Nísia Floresta), Jiqui (Parnamirim) e Boqueirão (Touros), todas com 100% da capacidade. A lagoa do Bonfim, em Nísia Floresta, está com 51.882.252 m³, representando 61,57% do volume total.

Atualmente, três reservatórios monitorados pelo Igarn apresentam volumes superiores a 80% da capacidade:

  • Riacho da Cruz II: 92,78%

  • Açude Público de Encanto: 81,92%

  • Dinamarca (Serra Negra do Norte): 84,41%

Por outro lado, 11 reservatórios se encontram em situação crítica, com volumes inferiores a 10% da capacidade total:

  • Passagem das Traíras (São José do Seridó): 0,03%

  • Itans (Caicó): 0,43%

  • Jesus Maria José (Tenente Ananias): 2,32%

  • Mundo Novo (Caicó): 2,39%

  • Esguicho (Ouro Branco): 3,39%

  • Sabugi (São João do Sabugi): 4,53%

  • Brejo (Olho D’Água do Borges): 4,52%

  • Carnaúba (São João do Sabugi): 5,38%

  • Lulu Pinto (Luís Gomes): 5,64%

  • Tourão (Patu): 7,76%

  • Japi II (São José do Campestre): 8,10%

O Igarn reforça a importância do uso consciente da água e da adoção de práticas sustentáveis, especialmente em regiões onde os níveis dos reservatórios se encontram em estado de alerta.

Assessoria de Comunicação

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Assembleia Legislativa aprova projetos que reforçam política de proteção animal no RN


Crédito da(s) Foto(s):João Gilberto
 
Os deputados estaduais aprovaram 37 projetos durante a sessão plenária desta terça-feira (1). Entre eles, o de iniciativa do deputado estadual Ubaldo Fernandes (PSDB), que institui o Programa Estadual Amor com Patas. Outros projetos, também aprovados, são de iniciativas diversas, como de reconhecimento e incorporação ao patrimônio histórico do RN.

O propósito do projeto de Ubaldo Fernandes é o de incentivar pessoas físicas e jurídicas a contribuírem para a melhoria da qualidade e quantidade de adoções de animais domésticos em situação de abandono ou aqueles que estão abrigados em centros de controle de zoonoses na rede pública. 

"O RN tem testemunhado um aumento preocupante no número de cães e gato em situação de abandono e vulnerabilidade, refletindo não apenas uma questão de bem-estar animal, mas também afetando a saúde pública e o meio ambiente. É imperativo, portanto, que medidas sejam tomadas para enfrentar essa realidade e promover a adoção responsável desses animais", disse Ubaldo. 

Ainda na área da proteção animal, a deputada Divaneide Basílio (PT) propôs a criação da campanha permanente de prevenção e combate aos maus-tratos a animais. 

Entre os projetos de reconhecimento, está o do deputado Adjuto Dias (MDB), que teve aprovados o reconhecimento do prédio do Grupo Escolar Senador Guerra, em Caicó, como patrimônio histórico; a declaração da Festa de Nossa Senhora da Conceição, em Lagoa Nova, como bem cultural e religioso, além da inclusão do Festival Gastronômico de Caicó no calendário oficial do Estado. Ele também propôs o reconhecimento da Filarmônica Maestro Marciano, de Tenente Laurentino Cruz, como patrimônio imaterial.

O deputado Ubaldo Fernandes foi responsável por projetos como o reconhecimento da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição, em Canguaretama, como patrimônio cultural, religioso e histórico. A deputada Isolda Dantas (PT) teve aprovados os projetos que reconhecem como patrimônios culturais e arquitetônicos o Memorial da Resistência e o Museu Lauro da Escóssia, ambos em Mossoró, além da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, em Martins.

A deputada Terezinha Maia apresentou o projeto de criação do Programa Infância Sem Racismo, voltado à conscientização e enfrentamento ao preconceito.

Divaneide Basílio também teve aprovados projetos que instituem a Rota dos Mercados Públicos e das Feiras Livres, a Semana Estadual dos Direitos Humanos, o Dia da Pessoa Trancista (6 de junho), o Dia das Marisqueiras (28 de junho), e o programa “Dignidade tem Nome”, que facilita a retificação de nome e gênero para pessoas trans e travestis. Outra importante proposta sua foi a que proíbe a discriminação na doação de sangue contra pessoas LGBTQIA+, além da instituição do Dia dos Refugiados, Apátridas e Migrantes (19 de junho).

Outros projetos aprovados foram o Programa Criança Segura, focado na proteção infantil, e a criação da Política de Diagnóstico e Tratamento da Síndrome da Depressão e Transtornos de Ansiedade na rede pública de saúde, de iniciativa de Dr. Kerginaldo (PL). Já a deputada Eudiane Macedo (PV) foi a responsável por reconhecer as quadrilhas juninas como patrimônio cultural imaterial do RN. O deputado Ivanilson Oliveira (União) garantiu a reserva de imóveis em programas habitacionais para pessoas com deficiência.

O deputado Galeno Torquato (PSDB) foi autor do projeto que reconhece a Festa de São Sebastião, de Dix-Sept Rosado, como patrimônio imaterial do RN. O deputado Neilton Diógenes (PP) propôs a criação da Frente Parlamentar de Cooperação Econômica RN–China. 

O deputado Luiz Eduardo (SDD) propôs a inclusão da Festa de Santana, no município de Santana do Seridó, no calendário oficial do estado como patrimônio religioso, cultural e turístico. Já o deputado Coronel Azevedo (PL) foi o autor da proposta que institui o Dia do Médico Legista. 

Outros projetos aprovados foram o do deputado Francisco do PT:  denominando a RN-233 como Rodovia Padre Pedro Neffes; o reconhecimento de Currais Novos como capital da mineração; a criação do Dia Estadual da Juventude Rural; a obrigatoriedade do registro de violência contra crianças e adolescentes nos prontuários médicos; o reconhecimento da Mostra de Cinema de Gostoso como patrimônio cultural e turístico; a instituição do Dia Estadual da Educação de Jovens e Adultos (EJA); o reconhecimento da imagem de Nossa Senhora das Vitórias, em Carnaúba dos Dantas, como patrimônio cultural e religioso; o reconhecimento da Companhia Cultural Ciranduís, de Janduís, como patrimônio histórico e cultural; e a oficialização do município de Janduís como “Terra do Teatro Popular de Rua”.

De outros poderes, os parlamentares aprovaram projeto do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), que trata da regulamentação de seu quadro suplementar de funções administrativas.

CMN remaneja R$ 2 bi para operações de crédito de governos locais


A partir desta quarta-feira (2), os estados e municípios poderão pegar R$ 2 bilhões adicionais emprestados no sistema financeiro com garantia da União. Em reunião extraordinária, o Conselho Monetário Nacional (CMN) remanejou os sublimites para atender aos governos locais.

O total de crédito que os entes públicos (União, estados, municípios e estatais) podem contratar em 2025 continua em R$ 21,426 bilhões, limite estabelecido em janeiro. As realocações ocorreram porque quase metade do espaço para novas operações de crédito dos governos locais com garantia da União tinha sido consumida.

Com a decisão, o sublimite para o crédito dos governos locais com garantia da União, em que o Tesouro Nacional cobre eventuais inadimplências, passou de R$ 5 bilhões para R$ 7 bilhões até o fim do ano.

O dinheiro veio da redução de dois sublimites: o teto para operações de crédito de obras do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), também com garantia da União, caiu de R$ 3 bilhões para R$ 1,5 bilhão. O sublimite para operações de crédito com garantia da União em Parcerias Público Privadas (PPPs), caiu de R$ 1 bilhão para R$ 500 milhões.

A falta de demanda para os financiamentos de empreendimentos do Novo PAC permitiu o remanejamento dos limites. A resolução entra em vigor amanhã. Em janeiro de cada ano, o CMN define o limite, e os sublimites para a contratação de crédito pelos órgãos públicos para os 11 meses seguintes.

Agência Brasil

Consumo nos lares cresce 2,04% em maio, aponta Abras


O consumo nos lares de todo o País teve alta de 2,04% em maio passado no comparativo com o mês anterior – abril –, e de 3,98% em relação ao mesmo período de 2024, segundo aponta o monitoramento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). No acumulado do ano, o indicador representa elevação de 2,61%. Especialista ouvido pela reportagem avalia que o aumento da circulação de recursos entre os consumidores tem sido o principal fator para o resultado alcançado em maio. 

A manutenção desse cenário, no entanto, depende de aspectos como o impacto da taxa de juros no orçamento das famílias. Nacionalmente, de acordo com a Abras, a alta no consumo foi provocada pelo efeito sazonal do Dia das Mães, potencializado por medidas que ampliaram a renda dos consumidores – tanto de forma contínua, como os reajustes salariais e as transferências de renda -, quanto pontual, a exemplo da gratificação natalina do INSS, cujos impactos financeiros se estenderam do final de abril ao início de maio. Para a Abras, entre os recursos que movimentaram a economia naquele mês destacam-se o reajuste dos servidores públicos federais, com impacto estimado em R$ 17,9 bilhões.

A Abras também cita como recursos que impactaram o consumo o pagamento da primeira parcela do 13º salário para aposentados, pensionistas e demais beneficiários do INSS, com montante total estimado de R$ 73,3 bilhões e os repasses em transferência de renda pelos programas sociais do Governo Federal. Para o economista Robespierre do Ó, a estratégia do Governo Federal em injetar mais dinheiro nas mãos dos brasileiros é o principal responsável pela alta registrada. Segundo ele, no entanto, não é possível projetar se o consumo nos lares irá seguir crescendo, por conta das taxas de juros atuais.

“Na hora em que existe mais dinheiro em circulação, a população que usa benefícios como Bolsa Família e outros, corre para consumir mais, especialmente, no ramo da alimentação. Por outro lado, conforme mostra o IBGE, o nível de desemprego vem caindo. E se o desemprego cai, isso significa mais dinheiro na mão da população e um aumento do consumo em geral”, analisa o economista. Segundo ele, a desaceleração do quadro inflacionário, especialmente no setor de alimentação, tem pouca influência nesse cenário. “A inflação que ocorre no Brasil se dá por conta dos impactos causados por quebra de safra”, diz.

De acordo com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), o valor do tomate teve redução de 7,24% em junho. Já o café moído teve alta de 2,86%. O IPCA-15 refere-se às famílias com rendimento de um a 40 salários-mínimos nas regiões metropolitanas do Rio, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.

“O que vai contar para medir como se dará o consumo nos lares brasileiros nos próximos meses é a taxa de juros e o emprego. Uma taxa em 15% ao ano como a gente vê agora tende a causar retração em investimentos. Ao mesmo tempo, se o emprego continuar crescendo, o consumo vai permanecer em alta”, analisa.

Entre os consumidores ouvidos pela reportagem em um supermercado da zona Leste de Natal, a sensação é de que os preços estão mais em conta, mas isso não tem gerado estímulos ao aumento de consumo. É o caso da dona de casa Keyla Priscila, de 38 anos. “Alguns produtos já consegui encontrar com preços mais em conta, mas acho que não é ainda o suficiente para aumentar as compras no supermercado”, disse.

O aposentado e autônomo Edilson de Souza, 72, percebeu um controle maior de preços, mas afirma que reduziu o consumo. “A verdade é que não estamos comprando mais do que antes, mesmo percebendo que alguns produtos estão mais acessíveis”, relata o aposentado.

A reportagem procurou a Associação dos Supermercados do RN para obter um panorama do aumento na alta do consumo no RN, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

Tribuna do Norte

Hugo Motta faz alerta caso governo Lula leve o tema IOF ao Supremo


O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), deu um recado duro a integrantes do governo Lula sobre as consequências de entrar com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para questionar a derrubada do aumento do IOF.Motta destacou que o gesto será visto como um enfrentamento claro e que só fará o Congresso querer dobrar a aposta nos embates com o Palácio do Planalto. A leitura da judicialização do caso, segundo ele, será que “o governo abriu mão de governar com os parlamentares e agora busca governar com o STF”.

A aliados, Motta faz a avaliação de que levar a questão para o Supremo só vai piorar a situação do Executivo, já que o problema que tem hoje não é jurídico, mas político. A falta de base no Congresso e a crescente insatisfação de parlamentares com o governo Lula são apontadas por Motta como fatores que podem levar à ingovernabilidade, caso o Palácio do Planalto não consiga mudar sua relação com os congressistas. Para o presidente da Câmara, judiciar o IOF é dobrar a aposta no enfrentamento sem colocar no radar as consequências que estão por vir.

Em conversas com representares do governo, o presidente da Câmara ainda se queixou que ele só recebeu contatos com queixas e que o Palácio ignorou as medidas positivas que ele pautou e que foram aprovadas no mesmo dia da derrubada do IOF.

Motta se refere à Medida Provisória (MP) que autoriza o uso de até R$ 15 bilhões do Fundo Social do pré-sal para habitação popular e que permite ao governo leiloar óleo e gás excedente, com potencial de arrecadar até R$ 20 bilhões, à MP que isenta do Imposto de Renda de quem ganha até dois salários mínimos e a outra que permite a contratação de crédito consignado por trabalhadores do setor privado.
Entre as ações que estão no radar do centrão, caso o embate com o Executivo continue, está escolher o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), um expoente da oposição, como relator da CPI do INSS.

Na segunda-feira (30), o deputado federal, Hugo Motta, foi às redes sociais defender a decisão do Congresso que invalidou o aumento do IOF e disse que não traiu o governo ao pautar o projeto.

Motta critica o “nós contra eles”

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), publicou na segunda-feira (30) um vídeo em que rebate críticas do governo sobre a derrubada do decreto que elevava o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras). Ele também reagiu ao discurso do Planalto, que vem associando a derrota à suposta atuação do Congresso em favor dos mais ricos.

No vídeo, Motta rejeita a ideia de que o Executivo tenha sido pego de surpresa. “Capitão que vê o barco indo em direção ao iceberg e não avisa não é leal, é cúmplice. E nós avisamos ao governo que essa matéria do IOF teria muita dificuldade de ser aprovada”, afirmou.
O decreto foi derrubado pela Câmara na quarta-feira (25.jun), com 383 votos a favor e 98 contrários. No mesmo dia, o Senado confirmou a decisão em votação simbólica, sem contagem nominal.

Desde então, integrantes do governo e o PT têm usado as redes sociais para dizer que o Congresso favorece os mais ricos. O tom segue uma das marcas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo o qual os pobres pagam muitos impostos e os ricos quase nada.

Motta, no entanto, declarou que o governo de tentar estimular uma “polarização social” e afirmou que o Congresso tem atuado de forma equilibrada. “Quem alimenta o ‘nós contra eles’ acaba governando contra todos”, disse. Segundo ele, a narrativa de que o Legislativo atua contra os interesses do povo é falsa.

“A polarização política no Brasil tem cansado muita gente e agora querem criar a polarização social. No mesmo dia em que derrubamos o aumento do IOF, aprovamos outras 3 medidas importantes para o nosso país”, declarou Motta.

Entre essas medidas, segundo Motta, estão: o investimento de R$ 15 bilhões em habitação; a autorização para a venda do excedente de petróleo, com potencial de arrecadar até R$ 20 bilhões sem aumento de impostos; a regulamentação do crédito consignado privado; e a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até 2 salários mínimos.

Tribuna do Norte

Destinação do IR a fundos chega a R$ 4 milhões no Estado


O Rio Grande do Norte registrou um avanço na destinação de recursos do Imposto de Renda a fundos sociais em 2025. Dados divulgados pelo Conselho Regional de Contabilidade (CRCRN) mostram que os valores destinados aos fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente e dos Direitos da Pessoa Idosa somaram R$ 4,02 milhões, contra R$ 2,86 milhões no ano passado (+R$ 1,16 milhão). O crescimento de 40% é atribuído a uma maior conscientização da população. Apesar do avanço, o RN ainda figura na 14ª colocação entre os estados brasileiros em volume de recursos destinados. No Nordeste, ocupa o 4º lugar.

Ao todo, aproximadamente 4,8 mil contribuintes potiguares destinaram parte do imposto devido a fundos sociais na própria declaração. Embora o número tenha crescido em relação aos 2.856 de 2024, o potencial de participação ainda é muito maior: segundo a Receita Federal, 203.775 pessoas poderiam ter feito uso desse instrumento, que permite a destinação de até 6% do imposto devido a projetos sociais sem nenhum custo adicional.

“O valor não é uma doação extra, é a escolha consciente de onde parte do imposto de renda vai ser aplicado, podendo ajudar diretamente as pessoas e contribuir para uma sociedade melhor”, explica Anailson Gomes, presidente do CRCRN. Ele acrescenta que essa escolha pode ser feita durante todo o ano, mas tende a ganhar força no período da declaração, quando o contribuinte percebe claramente o valor do imposto devido e entende que pode aplicá-lo de forma socialmente útil.

“Você pode fazer doação no ano inteiro, mas isso é intensificado na declaração. O contribuinte, quando está fazendo essa declaração, percebe que tem imposto devido. E desse imposto devido, ele não vai tirar um centavo a mais do bolso. Ele pode ter R$ 10 mil de imposto devido e destinar R$ 1 mil disso para os fundos sociais, em dois pagamentos distintos, dois dados diferentes. Por exemplo, vai pagar R$ 9 mil para a Receita, mais um DARF de R$ 500 e mais outro DARF de R$ 500, continua pagando R$ 10 mil ao todo”, explica o presidente do CRCRN.

Segundo ele, o processo de destinação é seguro, transparente e traz benefícios diretos para as comunidades. “Então dessa forma não afeta em hipótese nenhuma. Isso é muito mais saudável, você destina para o seu município, para o seu estado, você já vê diretamente a aplicação do seu tributo, onde vai ficar”. Os recursos arrecadados na campanha deste ano ainda não chegaram às instituições, o que deve acontecer em breve. Existe um trâmite específico para o repasse e aplicação do dinheiro, de acordo com o contador.

“É importante explicar que esse tributo não vai para as instituições assim diretamente. Ele está nos cofres da Receita até então. Depois da confirmação do recolhimento via DARF da declaração do imposto de renda, a confirmação do recolhimento via DARF. Quando chega na Receita, ele vai para os fundos, são diversos fundos, tanto dos estados quanto dos municípios. São fundos que estão habilitados a receber, e a Receita repassa para eles”, detalha.

A partir daí, cada fundo realiza chamamentos públicos para repassar os recursos às entidades. “As entidades sociais, ligadas às ações da criança e adolescente e ações da pessoa idosa, se submetem a esses editais, e sendo aprovadas, recebem esses recursos, e depois prestam conta. Vamos supor que Natal tenha R$ 1 milhão, não significa que existe somente essa fonte de recurso, pode ter outras, sendo que uma delas é o imposto de renda. O município pode fazer um edital de R$ 1 milhão e selecionar 10 instituições sociais para destinar R$ 100 mil para cada”, complementa.

Os dados indicam um fortalecimento das campanhas locais em municípios do interior, o que também é apontado como fator relevante para o crescimento. “A gente atribui diversos fatores a esse aumento considerável. Os fundos e o município perceberem que é uma fonte de recursos, que ele vai ter disponível para a sua comunidade, e eles divulgarem, apoiarem e tudo mais. Todos os municípios que fizeram isso, os municípios que fizeram isso, conseguiram aumentar bastante. Temos o exemplo de Arez, que realmente é um sucesso”, avalia Anailson Gomes.

Destinação do imposto de renda

A destinação do imposto de renda é uma forma legal e segura de ajudar e incentivar projetos sociais e culturais, em que uma pessoa ou uma empresa pode destinar parte do imposto para estimular a proteção às crianças, adolescentes e idosos, as atividades culturais, audiovisuais e desportivas. Optando pelo regime de deduções legais na sua declaração, é possível destinar até 6% do seu imposto.

As destinações (pessoas físicas) podem ser para fundos especiais de proteção à criança, ao adolescente e ao idoso; projetos de incentivo à cultura (Lei Rouanet); projetos de produção audiovisual; projetos relacionados às atividades desportivas (até 7% desde 2023). Durante o ano os valores ou bens poderão ser doados diretamente aos fundos especiais e aos projetos previamente aprovados pelos órgãos competentes.

Outra opção é fazer a doação diretamente na entrega da Declaração de Imposto de Renda. Neste caso, você poderá destinar até 3% de imposto para os fundos de proteção às crianças e adolescentes e mais 3% aos fundos de proteção aos idosos. Esses valores são deduzidos do imposto de renda devido, ou seja, você não paga nada a mais por isso.

Para as pessoas jurídicas, caso a empresa for tributada pelo lucro real, ela também pode incentivar as mesmas atividades e fundos. Os valores poderão ser deduzidos do imposto devido na contabilidade e escrituração da empresa.

Municípios que mais arrecadaram

1. Natal – R$ 1.244.946,21 (1.043 doações);

2. Caicó – R$ 315.076,13 (372 doações);

3. Mossoró – R$ 295.895,08 (246 doações);

4. Arez – R$ 246.479,80 (88 doações);

5. Ceará-Mirim – R$ 136.028,85 (160 doações);

6. Currais-Novos – R$ 97.246,88 (90 doações);

7. Assú – R$ 81.781,35 (73 doações);

8. Jardim do Seridó – R$ 74.968,83 (85 doações);

9. Parnamirim – R$ 65.625,50 (73 doações);

10. Macaíba – R$ 53.401,25 (62 doações).

Tribuna do Norte

Indústria puxa saldo positivo e RN cria 2.220 vagas de emprego em maio


O mercado de trabalho formal no Rio Grande do Norte fechou o mês de maio de 2025 com saldo positivo na geração de empregos. Segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgados nesta segunda-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o estado criou 2.220 postos com carteira assinada no mês, resultado de 23.696 admissões contra 21.476 demissões.

O desempenho foi puxado, principalmente, pela indústria, que liderou a geração de vagas, com saldo de 2.974 empregos, representando uma recuperação significativa frente ao resultado de maio de 2024, quando o setor havia criado 566 postos formais. A construção civil, tradicionalmente um motor do mercado formal de trabalho no estado, registrou um saldo mais modesto, de 65 empregos, bem abaixo dos 695 postos criados no mesmo mês do ano anterior.

Já o setor agropecuário teve saldo positivo de 356 vagas, resultado superior ao do mesmo mês do ano passado, quando somou apenas 42 postos. O comércio também apresentou avanço, com saldo de 349 empregos em maio de 2025, superando com folga os 64 registrados em maio de 2024.

Por outro lado, os serviços foram o grande freio na performance do emprego potiguar. O setor registrou um saldo negativo de 1.524 vagas em maio, fruto de 10.275 desligamentos frente a 8.751 contratações. Esse número contrasta com o desempenho do setor em maio de 2024, quando os serviços criaram 1.521 empregos formais. A retração impactou diretamente o resultado geral do estado.

No total, apesar de positivo, o desempenho do setor formal de trabalho no RN em maio ficou inferior ao mesmo mês do ano passado, quando foi registrado um saldo de 2.888, resultado de 20.026 contratações contra 17.138 desligamentos.

Já no acumulado de 2025, o estado contabiliza um saldo positivo de 5.356 empregos formais. Entre janeiro e maio houve 110.193 admissões e 104.837 demissões.

Na análise setorial dos primeiros cinco meses do ano, o Caged aponta que os serviços permanecem na liderança da geração de empregos, mesmo com o desempenho negativo no último mês contabilizado. O setor criou 3.931 vagas no período, seguido pela construção civil (2.626), indústria (2.243) e comércio (596).

A agropecuária, no entanto, acumula um desempenho negativo expressivo de janeiro a maio: foram 3.373 admissões contra 7.413 demissões, resultando em um saldo de -4.040 vagas, o pior entre todos os setores.

O comportamento do mercado potiguar tem oscilado mês a mês. Abril apresentou saldo de 2.692 empregos, com destaque para os serviços (2.462). Em março, porém, o estado amargou saldo negativo de -1.885 postos, influenciado por cortes na agropecuária (-2.112), ocasionados pelo fim da safra de frutas. Fevereiro (2.628) e janeiro (299) também mostraram movimentos positivos, mas ainda modestos frente à volatilidade setorial.

No país, 148.992 novas vagas

O mercado formal de trabalho manteve a trajetória positiva no país e fechou o mês de maio com a criação de 148.992 vagas com carteira assinada. O resultado é decorrente de 2.256.225 admissões e 2.107.233 desligamentos. Com isso, o país acumula um saldo de 1.051.244 postos formais no ano de 2025 até agora e de 1.628.644 nos últimos 12 meses.

Os serviços, diferentemente do Rio Grande do Norte, lideraram a geração de empregos, com 70.139 vagas. O comércio também teve saldo positivo de 23.258, seguido da Indústria, com geração de 21.569 postos; Agropecuária, que gerou 17.348 empregos; e Construção com 16.678 vagas criadas no mês.

Entre os estados os maiores geradores de emprego foram São Paulo (+33.313), Minas Gerais (+20.287) e Rio de Janeiro (+13.642). O maior crescimento relativo ocorreu no Acre, com variação de 1,24%. O saldo negativo foi verificado apenas no Rio Grande do Sul, com saldo de -115 vagas de emprego.

Empregos no RN (maio/2025)

2.220
Saldo de empregos no RN

148.992
Saldo de empregos no Brasil

Saldo por setor (RN):
Indústria: 2.974 empregos
Agropecuária: 356 empregos
Comércio: 349 empregos
Construção civil: 65 empregos
Serviços: -1.524 empregos

Fonte: Caged/Ministério do Trabalho

Agência Brasil

Dólar cai para R$ 5,43 e atinge menor valor desde setembro


Influenciado pelo cenário internacional e pelo mercado de trabalho brasileiro, o mercado financeiro teve um dia de euforia nesta segunda-feira (30). O dólar teve forte queda e atingiu o menor valor desde setembro do ano passado. A bolsa de valores subiu quase 1,5% e valorizou-se mais de 15% no semestre.

O dólar comercial encerrou esta segunda-feira vendido a R$ 5,435, com recuo de R$ 0,05 (-0,88%). Em queda durante toda a sessão, a cotação chegou a R$ 5,42 na hora final de negociação, antes de acelerar um pouco perto do fim do fechamento, com investidores aproveitando o preço baixo para comprar dólares.

No menor nível desde 19 de setembro do ano passado, a divisa caiu 4,99% apenas em junho. Esse foi o melhor desempenho mensal desde janeiro, quando a moeda norte-americana perdeu 5,56%. No primeiro semestre, a divisa recuou 13,51%.

No mercado de ações, o dia também foi marcado pela euforia. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 138.855 pontos, com alta de 1,45%. O indicador subiu 1,33% em junho e acumula alta de 15,44% no primeiro semestre.

Tanto fatores internos como externos influenciaram o mercado financeiro. A decisão do Canadá de retirar uma taxa a empresas tecnológicas estadunidenses trouxe alívio global. No fim da semana passada, o presidente Donald Trump tinha ameaçado encerrar as negociações comerciais com o país vizinho.

As bolsas norte-americanas fecharam em níveis recordes e tiveram o melhor trimestre em mais de um ano. Ao mesmo tempo, as taxas dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos recuaram, o que estimula a migração de recursos para países emergentes, como o Brasil.

No Brasil, a divulgação de que o país criou 148,9 mil postos com carteira assinada em maio foi bem recebida. O número veio abaixo das previsões das instituições financeiras, o que aumentou as chances de que o Banco Central comece a reduzir os juros antes do previsto. Isso estimula investimentos na bolsa de valores.

*com informações da Reuters

Agência Brasil

Mulheres terão pelo menos metade das vagas na segunda fase do CNU 2025


Uma das novidades da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU), conforme anunciou o governo federal nesta segunda-feira (30), é que o número de mulheres que serão chamadas para a segunda etapa será igual ao de homens. Tanto nas categorias em livre concorrência, como das de cotas. 

A decisão, segundo a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, levou em conta que, no último certame, embora as mulheres tenham sido maioria entre todas as pessoas inscritas (56,2%), elas foram minoria na segunda fase em sete dos oito blocos (as áreas dos concursos).

A segunda etapa do concurso convoca um número de candidatos correspondente a nove vezes o número de vagas previstas.

Desistência de saída

No concurso realizado em 2024, no dia da primeira etapa, já houve uma desistência de candidatas: elas representavam 54,6%, menos do que no ato da inscrição. Depois, apenas 39,3% foram para a segunda fase. A maior diferença, na última fase, entre os aprovados, foi no bloco e (tecnologia, dados e informação), em que ocuparam somente 8,4% entre os aprovados. 

A segunda maior diferença foi no bloco  6 (setores econômicos e regulação), em que elas representaram 25,7% entre as pessoas que ficaram com as vagas. Nas áreas de nível médio, foram aprovadas 26,2%. A única área com maioria de mulheres aprovadas foi o bloco 5 (educação, saúde, desenvolvimento social e direitos humanos), em que elas ficaram com 60,3% dos cargos. 

Política afirmativa

Segundo a ministra, essa equiparação não deve ser considerada uma reserva de vagas, mas uma política afirmativa a fim de garantir inclusão e oportunidade de mais mulheres realizarem a segunda etapa. 

A decisão levou em conta que as mulheres são as pessoas a quem mais é delegado o cuidado dentro de casa. “A aprovação das mulheres foi mais concentrada na faixa etária entre 35 e 45 anos”.

Outro cuidado previsto está no cuidado especial às mulheres em cursos de formação depois da aprovação. 

“Nos cursos que o ministério estava coordenando, a gente exigiu que tivesse uma sala de amamentação, Uma sala para as crianças ficarem com algum responsável que pudesse cuidar delas”, disse a ministra.

Agência Brasil

CNU 2025: inscrições começam no dia 2 de julho; veja tabela de cargos


As inscrições para a segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CNU) começam em 2 de julho e seguem até o dia 20, informou hoje o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos. A taxa de inscrição única, de R$ 70, deverá ser paga até o dia 21 de julho. De acordo com o MGI, o edital será publicado ainda hoje (30). 

O CNU terá 3.642 vagas distribuídas em 32 órgãos públicos. Desse total, 2.480 são vagas imediatas e 1.172 para provimento a curto prazo. 

As provas objetivas serão aplicadas no dia 5 de outubro, das 13h às 18h, em 228 cidades de todos os estados e no Distrito Federal. O objetivo é garantir a acessibilidade e reduzir custos para os candidatos.

Para os habilitados, será aplicada uma prova discursiva no dia 7 de dezembro. A primeira lista de classificados deve ser divulgada no dia 30 de janeiro de 2026. 

>> Veja a relação de blocos e cargos do CNU 2025

A Fundação Getulio Vargas (FGV) é a banca examinadora responsável pela organização do concurso.

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Os cargos serão agrupados em nove blocos temáticos, que organizam os cargos por áreas de atuação semelhantes. O modelo – já adotado na edição anterior do concurso – permite que os candidatos concorram a diferentes cargos dentro do mesmo bloco, com uma única inscrição.

No momento em que fizer sua inscrição, o participante poderá definir sua lista de preferência, de acordo com interesses profissionais, formação acadêmica e experiência.

Cotas

Entre as novidades anunciadas pelo governo, estão as destinações de cotas. As vagas estão assim divididas: 65% para ampla concorrência, 25% para pessoas negras, 3% para indígenas e 2% para quilombolas e 5% para pessoas com deficiência

Outra novidade é que haverá equiparação entre gêneros quando houver chamada para a segunda fase. Como para a nova etapa, são convocados nove vezes o número de vagas, em todas as circunstâncias, serão chamados para a prova seguinte o mesmo número de homens e de mulheres. A regra funciona tanto para ampla concorrência como para as vagas destinadas às cotas.

A ministra Esther Dweck exemplificou o seguinte: em um hipotético cargo com 20 vagas, seriam chamadas 117 pessoas para ampla concorrência. “Se forem 65 homens e 52 mulheres, serão convocadas 13 mulheres a mais para a prova discursiva”, afirmou. Ao final, são preenchidas as vagas dos mais bem colocados. 

“Não se trata de uma reserva de vagas, mas de uma política afirmativa. Estamos bem seguros do ponto de vista jurídico”, garantiu a ministra.

Ela citou que, no último concurso, embora tenha havido mais mulheres entre os inscritos, elas foram minoria na segunda etapa. 

Segurança

Em relação à segurança no concurso, os candidatos terão código de barra para identificação individual. Outra medida que será mantida é o registro de uma frase escrita de próprio punho pelo candidato no momento da prova. 

Na próxima edição do concurso, farão parte também do processo de segurança do certame a Agência Brasileira de Inteligência e o Ministério de Justiça e de Segurança Pública. A Escola Nacional de Administração Pública (Enap) assumirá a responsabilidade pela execução e gestão do processo.

A ministra voltou a defender a necessidade do concurso em função do elevado número de aposentadorias previstas. Ela contou que, de 2010 a 2023, saíram do serviço público 246 mil pessoas.

“Há uma carência muito grande no serviço público."

Veja cronograma do CNU 2025

Inscrições: de 2 a 20/07/2025

Solicitação de isenção da taxa de inscrição: 2 a 8/07/2025

Prova objetiva: 05/10/25, das 13h às 18h

Convocação para prova discursiva: 12/11/25

Convocação - confirmação de cotas e PcD: 12/11/25

Envio de títulos: 13 a 19/11/25

Procedimentos de confirmação de cotas: 8/12 a 17/12/25

Prova discursiva para habilitados na 1ª fase: 7/12/25

Previsão de divulgação da primeira lista de classificação: 30/01/2026

Matéria ampliada às 18h16

Agência Brasil