Na mesma área já foram
perfurados os poços Pitu Oeste e Anhangá, nos blocos BM-POT-17 e POT-M-762, que
estão em fase de análise de viabilidade técnico-comercial. Os três projetos
integram o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal. O
secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, Hugo Fonseca, reforça que as
chances de novas descobertas no poço Mãe Ouro são promissoras e podem
consolidar um polo de exploração de petróleo e gás offshore no estado.
Do encontro, participaram
ainda os diretores Angélica Laureano (Transição Energética e Sustentabilidade),
Francisco Vervloet (Relações Institucionais) e Sylvia dos Anjos (Exploração e
Produção), que na última semana definiu como uma “luta diária” a obtenção da
autorização para explorar o primeiro poço no processo de licenciamento do bloco
FZA-M-59, na Margem Equatorial, a 500 quilômetros da Foz do rio Amazonas.
A declaração ocorreu durante
sua participação no 1º Mac Laren One-Stop-Shop Day, evento em parceria com a
FGV Energia, que reúne clientes, parceiros estratégicos, empresas e entidades
do setor, como a Marinha do Brasil e o Sinaval, a Petrobras e a Transpetro. Na
ocasião, ela disse ainda que a estatal tem um portfólio exploratório com mais
50 novos poços para o período de cinco anos do atual plano estratégico 2025-29.
O anúncio do terceiro poço no
RN acontece em um momento estratégico para a companhia e para a região. A
chamada Margem Equatorial — faixa marítima que se estende do Amapá ao Rio
Grande do Norte — é considerada uma das últimas fronteiras exploratórias do Brasil.
Em abril passado, a Petrobras já havia divulgado a intenção de intensificar
investimentos nessa área, considerada chave para a reposição das reservas
nacionais de petróleo e gás.
Apesar das expectativas, a
região tem enfrentado desafios. No leilão realizado pela Agência Nacional do
Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) em junho, blocos ofertados na
costa do RN não despertaram interesse de empresas privadas. A ausência de propostas
foi atribuída a fatores como riscos ambientais, insegurança regulatória e menor
atratividade geológica em comparação com outras áreas, como o pré-sal e a Foz
do Amazonas.
Com o início da perfuração do
poço Mãe Ouro previsto para janeiro, a Petrobras reforça sua presença na Margem
Equatorial e renova as expectativas de geração de empregos, atração de
fornecedores e fortalecimento da cadeia energética no Rio Grande do Norte. A
agenda de investimentos no Rio Grande do Norte deve se ampliar nos próximos
meses. Durante o encontro, ficou definida a visita de Magda Chambriard ao
estado em outubro, quando novos projetos e parcerias estratégicas deverão ser
discutidos com o governo potiguar.
Tribuna do Norte

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