Rogério Marinho preferiu ser
indicado suplente pelo bloco Pl/NOVO, porque devido o acúmulo de outras
atribuições políticas com a função de secretário nacional do seu partido,
ficará mais livre para coordenar as ações da bancada oposicionista no andamento
das investigações sobre os desvios de R$ 2 bilhões em apenas um ano de recursos
do INSS, que já atingiram aposentados e pensionistas em 27 estas do país:“O
Congresso tem o dever de expor, julgar e punir os culpados, bandido de
estimação não tem vez”.
O senador Styvenson Valentim
disse que a CPMI “não é contra o INSS, é contra a corrupção que rouba
aposentado”, sendo que o compromisso dos 32 membros da Comissão “é investigar
quem mais precisa, o aposentado e o pensionista da previdência social.”
Até a sexta-feira, a página da CMPI no site do Senado Federal registrava a
apresentação de 727 requerimentos.
Grande parte deles trata de
convite ou convocação do ex-ministro da Previdência Carlos Lupi; do atual
gestor da pasta, Wolney Queiroz; do presidente do INSS, Gilberto Waller; assim
como de vários outros ex-presidentes do órgão, como André Paulo Felix Fidelis.
Muitos requerimentos tratam da
convocação do ministro-Chefe da Advocacia-Geral da União, Jorge Messias; do
ministro da CGU Vinícius Marques de Carvalho; do delegado-geral da Polícia
Federal, Andrei Rodrigues; e do ministro da Justiça e da Segurança Pública,
Ricardo Lewandowski.
Outra convocação que aparece
em dezenas de requerimentos é a do irmão do presidente Luiz Inácio Lula da
Silva, José Ferreira da Silva, o Frei Chico. Ele é vice-presidente do Sindicato
Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi-FS), uma das
entidades investigadas pela Polícia Federal por supostos descontos indevidos
nos contracheques dos aposentados do INSS.
Outros solicitam a quebra dos
sigilos bancário e fiscal de várias associação de aposentados e pedem a órgãos
como a Polícia Federal e CGU o envio de informações. Pedidos de Relatório de
Inteligência Financeira (RIF) ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras
(Coaf) também estão na lista.
Em horário ainda a ser
definido, pela manhã do dia 26, os membros vão votar os primeiros
requerimentos, solicitando servidores da Controladoria-Geral da União (CGU), da
Polícia Federal e do próprio INSS para auxiliar nas investigações. Na
quinta-feira (28) eles devem votar o plano de trabalho.
O presidente da CPMI, senador
Carlos Viana (Podemos-MG), informou que o colegiado vai se reunir duas vezes na
semana: às segundas-feiras, a partir das 15h, e às quintas-feiras, às 9h.
Ainda conforme o presidente,
na terça-feira os parlamentares vão discutir sugestões para o plano de
trabalho, que será apresentado pelo relator, deputado Alfredo Gaspar
(União-AL). A votação do texto está prevista para a manhã de quinta, quando
também devem ser iniciadas a votação dos primeiros requerimentos de convites e
convocações.
— Vamos começar pelos
ministros da Previdência desde o governo [da ex-presidente da República] Dilma.
Nós queremos entender esse mecanismo, todas as falhas dele, independentemente
do momento. Então desde o governo Dilma nós ouviremos todos os ministros da
Previdência Social. Também desde o governo Dilma estaremos convidando e, se for
necessário convocando, todos os presidentes e ex-presidentes do INSS. Nós
queremos ouvi-los para entender o que foi feito, como começou e, naturalmente,
as responsabilidades de cada um.
Comissão vai ouvir gestores de
vários governos
A criação da CPMI do INSS
também repercute mesmo entre parlamentares do Rio Grande Norte que não atuarão,
diretamente, na condução dos trabalhos, a deputada Carla Dickson (União
Brasil), que elogia as primeiras medidas tomadas por seu presidente, o senador
Carlos Viana (Podemos-MG): “Já mostrou que não está para brincadeira, pediu a
quebra do sigilo bancário do irmão do Lula e do Carlos Lupi”.
“Seguimos firmes na
fiscalização e na busca por respostas que a população brasileira merece e que
os verdadeiros culpados sejam responsabilizados”, defendeu Dickson.
Já o deputado federal General
Girão (PL) comenta, que “se houvesse o envolvimento de alguém da Direita, já
haveria gente presa, denúncias, cartazes da Esquerda com os dizeres: “Ladrão do
INSS!” Mas não há. Por quê? Porque os maiores roubos aconteceram entre 2023 e
2024, exatamente no Governo do Lula”.
“E o pior — lamenta Girão, até
achava que a Procuradoria-Geral da República (PGR) faria um trabalho isento
nessa hora de investigação do escândalo do INSS, do roubo dos velhinhos, mas,
infelizmente, isso não está acontecendo”.
Girão diz, ainda, que o rombo
do INSS não pode ser coberto com recursos do Orçamento, porque o governo
federal já estão fazendo isso com o objetivo de parar as ações judiciais: Ora,
mas o que está acontecendo? Cadê a devolução do dinheiro? Vão fazer igual à
Lava-Jato: o dinheiro que foi roubado agora está sendo entregue de volta para
os ladrões? Não é possível isso! É inaceitável isso!”
O General Girão lamenta,
ainda, que a própria Advocacia-Geral da União “tenha recusado as ações contra o
sindicato do irmão de Lula”.
Mas, completou Girão, “o Brasil e o mundo esperam uma explicação sobre esse
roubo dos velhinhos e das velhinhas. Para mim, só há um carimbo na testa de
alguém: Lula da Silva, presidente da República. É uma pena termos esse
empreendimento do mal, porque o PT conseguiu criar um empreendimento do mal:
roubar os velhinhos”.
Oposição convoca irmão para
CPMI do INSS
Parlamentares da oposição
apresentaram na quinta-feira (22) pelo menos cinco requerimentos de convocação
de José Ferreira da Silva, conhecido como Frei Chico, irmão do presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT), para depor na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de
Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Ele ocupa o cargo de
vice-presidente do Sindnap (Sindicato Nacional dos Aposentados da Força
Sindical), entidade suspeita de envolvimento em esquema de fraudes contra
aposentados e pensionistas.
O entendimento dos membros da
comissão é que a investigação deve priorizar a apuração das denúncias
envolvendo entidades sindicais e suas possíveis relações com pensionistas e
aposentados. A condução dos trabalhos busca manter o objetivo principal da CPMI:
investigar as irregularidades no sistema previdenciário brasileiro.
Frei Chico, irmão de Lula, tem
vários requerimentos para CPMI. | Foto: Reprodução/Redes Sociais
No documento obtido pelo
titular desta coluna, a justificativa é que o Sindicato Nacional dos
Aposentados, Pensionistas e Idosos (Sindnapi) foi citado como entidade
envolvida no esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários. De
acordo com relatório da Polícia Federal, a entidade teve aumento incomum de
arrecadação ligada ao INSS, passando de R$ 17 milhões em 2019 para R$ 90
milhões em 2023, totalizando R$ 259 milhões.
O documento diz ainda que “se
torna imprescindível a oitiva do Sr. José Ferreira da Silva, conhecido como
Frei Chico, o qual integrou a direção da entidade no período investigado”.
Parlamentares da oposição afirmam que o testemunho de Frei Chico é da mais alta
relevância para a CPMI, tendo em vista o pleno esclarecimento das práticas
adotadas pela entidade, a cadeia de decisões que permitiram a ocorrência das
irregularidades investigadas e a sua responsabilidade pessoal e da instituição
no que tange ao tema. O colegiado já recebeu mais de 700 pedidos de convocações
e quebras de sigilos fiscais.
Tribuna do Norte

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