A PGR pediu as medidas sejam
adotadas “em tempo integral” e com o “cuidado de que não sejam intrusivas da
esfera domiciliar do réu, nem que sejam perturbadores das suas relações de
vizinhança”. O ex-presidente e outros sete réus do “núcleo crucial” da tentativa
de golpe começarão a ser julgados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na
próxima terça-feira, 2 de setembro.
O parecer da PGR pedindo o
reforço do policiamento cita um ofício encaminhado pelo deputado federal
Lindbergh Farias (PT-RJ). Na quarta-feira (20), investigação da Polícia Federal
revelou que Bolsonaro foi citado em um esboço de pedido de asilo político na
Argentina.
A minuta do pedido de asilo
foi produzida em fevereiro de 2024, após a deflagração da operação da PF que
apurou o suposto plano de golpe dos aliados do ex-presidente. O arquivo
digital, de 33 páginas, estava associado a Fernanda Bolsonaro, nome da esposa
do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Instada a prestar
esclarecimentos por Moraes, a defesa do ex-presidente alegou que Bolsonaro não
cogitou deixar o País. Além disso, segundo a defesa, o documento não é
contemporâneo ao momento em que Bolsonaro passou a ser réu.
Além da minuta do pedido de
asilo, a investigação da PF revelou novos descumprimentos de medidas cautelares
pelo ex-presidente. A PGR tem até esta quarta-feira (27), para se manifestar
sobre a manutenção da domiciliar ou se recomendará a prisão preventiva de
Bolsonaro. Como mostrou o Estadão, a avaliação no entorno do procurador-geral
da República, Paulo Gonet, é de que não houve alteração significativa no
cenário das provas. Nesse sentido, a prisão preventiva em regime fechado
criaria uma tensão desnecessária.
Estadão Conteúdo
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