quinta-feira, 16 de abril de 2026
Samanda recebe apoio de prefeitos de Santa Cruz e Cruzeta ao Senado
Deputados de oposição e situação debatem pagamento de emendas parlamentares
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Caern abre consulta pública sobre PPP para universalização de esgotamento sanitário em 48 municípios do RN
Nesta quinta-feira (16), inicia uma etapa importante do projeto de estruturação da Parceria Público-Privado (PPP) para a universalização do esgotamento sanitário em 48 municípios potiguares, com a abertura da Consulta Pública do projeto. Nesse momento, os cidadãos e a sociedade civil poderão fazer contribuições relacionadas aos documentos disponibilizados. A consulta vai até dia 29 de maio e a consulta aos documentos, bem como as contribuições, podem ser feitas no seguinte link: https://transparencia.caern.com.br/ppp/ . No mês de maio, serão realizadas as audiências públicas, com data prevista para 11 de maio.
Com cerca de R$ 3,8 bilhões previstos em investimentos no serviço de esgotamento sanitário durante todo o período da PPP, ou seja, até 2051, seu objetivo é garantir o atingimento da meta de 90% de atendimento de esgoto até 2033, conforme preconizado pelo marco legal do saneamento. A PPP, na modalidade administrativa, complementará os esforços de investimentos da Companhia, sendo passo fundamental para a expansão do atendimento no estado. Dentre os benefícios da parceria estão a garantia de acesso aos serviços de saneamento, que são essenciais, e a consequente melhoria das condições de saúde pública e do meio ambiente.
"A universalização do saneamento básico é, acima de tudo, um compromisso civilizatório que assumimos com o povo potiguar. Levar esgotamento sanitário significa garantir saúde, dignidade e respeito ao meio ambiente. Esse projeto é um passo decisivo para que o desenvolvimento do Rio Grande do Norte aconteça com justiça social e cidadania. Por isso, a participação de cada cidadão e cidadã nesta consulta pública é fundamental, queremos construir juntos esse caminho para assegurar um direito essencial à nossa gente", afirma a Governadora do RN, Fátima Bezerra.
A PPP abrange 48 municípios do estado, dentre eles Natal, Parnamirim, Mossoró e Caicó. Esses municípios possuem contratos regulares com a Caern, conforme termo de atualização aprovado pelas Microrregiões de Água e Esgoto (MRAE) Litoral-Seridó e Central-Oeste. É importante ressaltar que, conforme preconizado pelo marco legal do saneamento, no caso da existência de estruturas regionalizadas, a titularidade dos serviços é exercida pelo estado em conjunto com os municípios, reunidos em colegiado interfederativo. Sendo assim, as MRAEs passaram a ser responsáveis pelas decisões acerca da gestão dos serviços de saneamento no estado do RN. Vale ressaltar que, além dos documentos relacionados à PPP, as MRAEs estão colocando em consulta os Planos Regionais de Saneamento Básico relativos aos serviços de esgotamento sanitário dos municípios abrangidos pelo projeto.
A estruturação desta parceria contou com o apoio do BNDES e de um consórcio de consultores especializados (Ceres, Serenco Engenharia, Cescon Barrieu e Amaral Andrade). O grupo foi responsável pelo diagnóstico, modelagem e confecção dos documentos licitatórios, sempre sob a diretriz do Novo Marco Legal do Saneamento (Lei nº 14.026/2020) e suas metas de universalização.
ETAPAS
Importantes etapas foram cumpridas desde 2024, ano em que o projeto iniciou. Desde então, foram realizados diagnósticos dos serviços de esgotamento sanitário da área do projeto, a modelagem econômico-financeira, a definição do escopo da PPP pela CAERN e a elaboração dos documentos de contrato, edital e anexos, que estão sendo colocados em consulta pública. Estão sendo adotadas medidas de divulgação interna e externa para garantir a visibilidade do projeto a todos as partes interessadas.
INVESTIMENTOS
A Parceria Público-Privado tem o potencial de contribuir para transformar a realidade do Rio Grande do Norte, beneficiando cerca de 1,9 milhões de norte-rio-grandenses e a população que visita o Rio Grande do Norte todos os anos, com serviço de coleta e tratamento adequado de esgoto. A PPP busca trazer eficiência nos investimentos e operação dos serviços, complementando os esforços da CAERN na universalização dos serviços de água e esgoto do estado. Através da parceria, serão alcançadas as metas de universalização de esgoto nos 48 municípios abrangidos pelo projeto.
Após a consulta pública, as contribuições realizadas serão consideradas e respondidas, com a realização das adaptações pertinentes nos documentos editalícios. O projeto também será apreciado pelo TCE-RN. Após esse período de análises e adequações será publicado o edital de licitação.
MUNICÍPIOS
Acari; Assú; Afonso Bezerra; Angicos; Antônio Martins; Apodi; Boa Saúde; Bodó; Bom Jesus; Caicó; Caraúbas; Carnaúba dos Dantas; Carnaubais; Coronel Ezequiel; Cruzeta; Equador; Florânia; Ipueira; Janduís; Jardim de Angicos; Jardim de Piranhas; Lajes Pintadas; Lucrécia; Luís Gomes; Macau; Martins; Monte das Gameleiras; Mossoró; Natal; Parazinho; Parnamirim; Passagem; Pau dos Ferros; Pedra Preta; Pendências; Porto do Mangue; Riachuelo; São Bento do Trairi; São Fernando; São José do Campestre; São José do Seridó; São Paulo do Potengi; Serra Caiada; Serra do Mel; Tangará; Tenente Ananias; Tenente Laurentino Cruz e Tibau do Sul.
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Ex-deputado Ramagem é solto após ficar dois dias preso nos EUA
Foto: Gustavo Moreno/STF
O ex-deputado federal
Alexandre Ramagem foi solto nesta quarta-feira (15) após passar dois dias
preso nos Estados Unidos, onde está foragido das autoridades brasileiras.
Na segunda-feira (13), Ramagem foi abordado por agentes do serviço de imigração, conhecido pela sigla ICE (Immigration and Customs Enforcement), e ficou detido na cidade de Orlando, no estado da Flórida.
O nome do ex-parlamentar não
consta mais nos registros de presos da região.
As razões que levaram à
soltura de Ramagem não foram divulgadas pelo órgão norte-americano.
Ramagem é alvo de um pedido de
extradição feito pelo governo brasileiro às autoridades dos Estados Unidos.
Fuga
Em setembro do ano passado,
Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin),
fugiu do país para evitar o cumprimento da pena de 21 anos de prisão pela trama
golpista ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Durante a investigação sobre a
trama golpista, ele foi proibido pelo STF de sair do país. Segundo a
Polícia Federal, Ramagem fugiu pela fronteira com a Guiana e embarcou para
os Estados Unidos com passaporte diplomático, que não estava apreendido.
No final do ano passado, a
Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou a cassação do mandato de
Ramagem. A Constituição determina que a Casa declare a perda do mandato de
parlamentar em função de condenação criminal.
Agência Brasil
Carga tributária bruta cresce e atinge 32,4% do PIB do país em 2025
A Secretaria do Tesouro
Nacional estima que a carga tributária bruta (CTB) representou 32,40% do PIB do
país em 2025, representando um crescimento de 0,18 p.p. em relação à proporção
de 2024. Com exceção dos governos estaduais, que tiveram uma queda de 0,10 p.p.
no cálculo proporcional, todas as esferas de governo apresentaram crescimento
na CTB. Na avaliação de economistas ouvidos pela reportagem da TRIBUNA DO
NORTE, embora não seja possível analisar o cenário atual da carga tributária do
Rio Grande do Norte, o Estado segue o padrão nacional de não converter o
aumento da arrecadação na melhoria de serviços à população.
A estimativa da Secretaria do Tesouro Nacional foi divulgada neste mês e segue o padrão do Manual de Estatísticas de Finanças Públicas de 2014 do FMI. Os dados consolidados, no entanto, serão divulgados pela Secretaria da Receita Federal no final do ano.
O economista Thales Penha,
professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), aponta que a
participação dos impostos na geração de riquezas do país varia conforme a
evolução do PIB brasileiro. Em geral, o valor costuma permanecer na faixa de 31
a 33%, ficando abaixo da média observada em países da Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de cerca de 35%.
Segundo dados do boletim do
Tesouro Nacional, embora a estimativa seja de aumento na CTB do governo geral e
central, houve queda nos governos estaduais. O percentual em relação ao PIB
saiu de 8,48% em 2024 para 8,38% em 2025, representando uma redução de 0,10
pontos porcentuais. O cenário é atribuído à queda de 0,09 p.p. do PIB na
arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Já nos governos municipais, os
dados apontam para um aumento da carga tributária de 0,03 p.p. do PIB entre
2024 e 2025, refletindo principalmente a expansão da arrecadação do Imposto
sobre Serviços (ISS). Em números absolutos, o percentual da carga tributária
saiu de 2,40% para 2,42%.
Segundo Thales Penha, o
aumento na arrecadação do ISS está ligado à expansão do setor de serviços e ao
cenário de tributação no país. “O crescimento é positivo. O problema no Brasil,
assim, quando analisamos a tributação, é a nossa base tributária, que tributa
muito consumo. Então isso é negativo, pois gera uma incidência tributária sobre
os mais pobres maior do que sobre os mais ricos”, aponta.
Embora os dados do boletim do
Tesouro Nacional apresentem estimativas gerais sobre o cenário nacional, não há
um recorte da carga tributária por unidades de federação. Aliado a isso, o
economista aponta ser desafiador traçar um paralelo entre a carga tributária do
Estado e do país, uma vez que o levantamento nacional agrega todos os tributos
dos entes federativos e o estadual considera os impostos pagos exclusivamente
ao governo.
No Rio Grande do Norte,
segundo dados da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz/RN), a arrecadação
líquida foi de 23,648 bilhões em 2025. O acréscimo nominal foi de R$ 2,211
bilhões em relação a 2024, representando crescimento de 10,32%. A receita foi
puxada principalmente pelo ICMS, que teve recomposição da alíquota modal em
20%.
Thales Penha reitera o papel
do ICMS na arrecadação estadual, mas explica que o crescimento nominal não
representa o crescimento real, uma vez que não desconta a inflação. “Então
quando descontada a inflação, esse crescimento vai ser muito menor que 10%. Mas
o crescimento vai acompanhar dois fatores: o aumento da alíquota do ICMS no ano
passado e o crescimento da economia estadual. O Estado teve um crescimento
positivo, embora não muito alto, e considerável”, completa.
O economista Helder Cavalcanti
também avalia que o crescimento da arrecadação do Governo do Rio Grande do
Norte pode ser considerado expressivo, mas os reflexos disso acompanham o
cenário observado no aumento da participação da arrecadação no PIB do país. “É
um crescimento que a gente pode considerar expressivo, mas acompanha a mesma
linha de raciocínio do cenário nacional. Isso porque o desenho da carga
tributária é o mesmo. O Governo sempre tem superávit na arrecadação, mas não
vemos melhoria dos serviços [ofertados à população]”, destaca.
Para o superintendente do
Conselho Regional de Economia do Rio Grande do Norte (Corecon/RN), Ricardo
Valério, atualmente o Brasil vive um cenário de desequilíbrio fiscal que exige
a revisão de algumas regulamentações. “Teremos que fazer uma reforma administrativa
para adequar o tamanho e os gastos da União e dos Estados, além de uma nova
reforma previdenciária, dois vilões do desequilíbrio estrutural da União e dos
Estados”, aponta.
Tribuna do Norte
Estado acumula R$ 86,87 milhões em dívidas cobertas pela União em 2026
O Rio Grande do Norte já
acumula R$ 86,87 milhões em dívidas honradas pela União nos três primeiros
meses de 2026, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional. Apenas em
março, o estado teve R$ 2,55 milhões em débitos pagos pelo governo federal após
não cumprir obrigações em operações de crédito.
No mês, o Tesouro Nacional quitou R$ 384,11 milhões em dívidas atrasadas de estados e municípios. Ao todo, foram cobertos débitos de três governos estaduais e três prefeituras. Entre os estados, os maiores valores foram registrados no Rio Grande do Sul, com R$ 250,07 milhões, e no Rio de Janeiro, com R$ 128,67 milhões, além do Rio Grande do Norte.
Em relação aos municípios,
tiveram dívidas pagas pela União as prefeituras de Iguatu (CE), com R$ 2,55
milhões; Paranã (TO), com R$ 214,36 mil; e Santanópolis (BA), com R$ 65,94 mil.
Acumulado
Nos três primeiros meses do
ano, o Tesouro quitou R$ 993,80 milhões em débitos em atraso de quatro estados
e quatro municípios. No recorte acumulado, o Rio de Janeiro lidera, com R$
492,85 milhões, seguido pelo Rio Grande do Sul, com R$ 389,74 milhões. O Rio
Grande do Norte aparece na terceira posição, com R$ 86,87 milhões, enquanto o
Amapá soma R$ 19,55 milhões.
No caso dos municípios, o
governo federal cobriu R$ 4,8 milhões em dívidas não honradas por quatro
prefeituras: Iguatu (CE), Guanambi (BA), Paranã (TO) e Santanópolis (BA).
Os dados constam no Relatório
de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito, divulgado nesta
quarta-feira (15) pela Secretaria do Tesouro Nacional.
As garantias são executadas
pelo governo federal quando estados ou municípios ficam inadimplentes em
operações de crédito. Nesses casos, o Tesouro cobre os valores em atraso, mas
passa a reter repasses da União ao ente devedor até a quitação da dívida, com
cobrança de multa, juros e outros encargos.
Os valores pagos são
descontados de transferências como os fundos de participação e receitas
relacionadas ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS),
entre outras fontes. Sobre as obrigações em atraso também incidem juros de mora
e custos operacionais referentes ao período entre o vencimento e a quitação.
Propag
Até o fim do ano passado, os
estados puderam aderir ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados
(Propag), que prevê condições como venda de ativos à União e um plano de corte
de gastos para viabilizar a liberação de até R$ 20 bilhões em investimentos.
O programa também estabelece
descontos nos juros e parcelamento das dívidas em até 30 anos. Em
contrapartida, os estados participantes devem aportar recursos ao Fundo de
Equalização Federativa (FEF), destinado a financiar áreas como educação,
segurança pública, saneamento, habitação e transportes.
Após o Congresso derrubar
vetos ao Propag no fim de novembro, 22 estados aderiram à iniciativa. Apenas
Distrito Federal, Mato Grosso, Pará, Paraná e Santa Catarina ficaram de fora da
renegociação especial.
Rio Grande do Sul
Em razão das enchentes
registradas em 2024, o Rio Grande do Sul teve o pagamento da dívida com a União
suspenso por 36 meses. Além disso, os juros anuais — em torno de 4% mais a
inflação — foram perdoados no mesmo período.
Atualmente, o estoque da
dívida do estado com a União gira em torno de R$ 100 bilhões. Com a suspensão
das parcelas, o governo gaúcho dispõe de cerca de R$ 11 bilhões para ações de
reconstrução.
Tribuna do Norte
Conema convoca reunião para discutir baterias e data centers
O Conselho Estadual de Meio
Ambiente (Conema) convocou uma reunião extraordinária para o próximo dia 24 de
abril com o objetivo de discutir a minuta de resolução que regulamenta o uso de
sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) e a instalação de data
centers no Rio Grande do Norte. Como antecipado pela TRIBUNA DO NORTE, o tema
estava na pauta da 101ª reunião ordinária do colegiado, que aconteceu nesta
terça-feira (15).
O processo de regulamentação
de baterias e data centers está em fase de revisão da redação inicial.
Atualmente, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema)
precisa atender aos ajustes solicitados pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE)
na minuta da resolução.
Segundo a Secretaria de Estado
do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), durante a apresentação da
proposta foram identificados pontos que demandam adequações no texto para
garantir maior precisão técnica. “Houve a necessidade de ter alguns ajustes na
redação e isso vai ser resolvido na próxima reunião extraordinária”, informou o
órgão.
A pasta informou que as
mudanças se concentram na redação da minuta da resolução que trata da
implementação de sistemas BESS, com o objetivo de aprimorar a precisão técnica
do texto. As correções deverão ser discutidas e consolidadas na próxima reunião
extraordinária, que terá como única pauta a análise da proposta, quando o texto
voltará à discussão para eventual deliberação.
As adequações jurídicas devem
garantir maior segurança normativa ao texto e destravar o processo de
licenciamento, apontado pelo setor produtivo como estratégico para a atração de
investimentos e o desenvolvimento de novos empreendimentos no Estado.
Sob a condução do presidente
do Conselho e secretário da Semarh, Paulo Varella, a reunião ordinária contou
com a presença de autoridades ligadas à área ambiental e de desenvolvimento do
Estado.
Participaram do encontro o
secretário adjunto da Sedec, Hugo Fonseca, o diretor técnico do Idema, Thales
Dantas, e o coordenador de Meio Ambiente da Semarh, Robson Henrique, além de
outros representantes institucionais envolvidos na pauta. A reunião marcou o
primeiro encontro ordinário do Conema em 2026.
O Estado estabelece normas
para data centers e BESS por meio de resolução do Conema, que tem sido
atualizada ao longo dos anos para acompanhar as transformações do setor,
incorporando novos modelos de empreendimentos e revisando critérios de
enquadramento já existentes. Diante disso, surge a necessidade de uma nova
adequação no texto, com o objetivo de viabilizar o licenciamento desse tipo de
empreendimento no RN.
Sem uma regulamentação
específica, o Rio Grande do Norte corre o risco de não atrair até R$ 232,6
bilhões em investimentos voltados à instalação de data centers, conforme
estimativa da Comissão de Energias Renováveis da Fiern (Coere), que considera a
implantação de projetos na ordem de 1 gigawatt (GW) por ano.
Na avaliação do setor
produtivo, a ausência de um marco regulatório pode fazer o RN perder espaço
para outros estados do Nordeste que já avançaram na criação de normas e
políticas de incentivo.
Além dos aspectos ambientais,
representantes do segmento também pedem maior clareza em relação a questões
tributárias, como a incidência do ICMS, e à definição de regras para o uso da
rede elétrica durante o processo de carregamento dos sistemas.
Tribuna do Norte
Pendências do governo junto ao TCE travam pagamento de emendas
Sem cumprir todas as
exigências do TCE-RN, o Governo do Estado ainda não pode obter a certidão para
liberar recursos; 7 dos 17 critérios seguem pendentes. O tema foi discutido
entre deputados, TCE e Executivo para viabilizar o pagamento das emendas de 2025
e das transferências de 2026 até 3 de julho.
Após decisão do ministro do
STF, Flávio Dino, em 2025, para maior transparência e rastreabilidade das
emendas parlamentares, o Tribunal de Contas do Estado, TCE/RN, normatizou 17
critérios das 29 condicionantes estabelecidas pelo ministro. Dos 17 critérios,
o governo do Estado, ainda não cumpriu na integralidade 7 critérios, sendo 5 de
transparência e 2 de rastreabilidade, e, por isso, não há possibilidade da
emissão de certidão por parte do TCE atestando que o Poder Executivo está em
conformidade com as normas da decisão do STF de 2025.
As informações são do
Secretário de Controle Externo do TCE/RN, Marcelo B. Oliveros, que esteve
acompanhado do diretor de contas de gastos e execução da despesa pública do
órgão, José Luiz M. Rebouças, de uma reunião, na sala da presidência da
Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte na tarde da terça-feira (14).
O encontro com uma comissão de
deputados estaduais formada por Cristiane Dantas (PSDB), Francisco do PT e
Coronel Azevedo (PL), integrantes do TCE-RN e de Governo do Estado foi
demandado pelo colegiado de líderes da Assembleia Legislativa, por solicitação
do presidente da Casa Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), para
tratar da tramitação dos pagamento das emendas parlamentares do modo restos a
pagar de 2025 e transferências especiais do exercício de 2026.
“Há um entrave no pagamento
destas emendas no âmbito do Estado e o parlamento estadual se coloca para
cooperar em busca de uma solução para otimizar o entendimento entre o Governo
do Estado e o TCE para que não se tenha prejuízo para a população dos 167 municípios
do Estado que necessitam destes recursos”, salientou o presidente, Ezequiel
Ferreira.
Inconsistências
Entraves na adoção do sistema
de transparência e rastreamento on line das emendas parlamentares, podem
terminar impedindo o governo do Estado de executar transferências de recursos
aos municípios do Rio Grande do Norte até o fim do prazo previsto em ano de
eleição – 3 de julho.
O deputado estadual Coronel
Azevedo (PL) explicou o governo estadual “falta observar cinco itens que se
referem à transparência e dois itens que se referem à rastreabilidade das
emendas de um conjunto de 17 itens que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) inicialmente
entregou ao Executivo”.
“Os sistemas usados pelo
governo não obedecem, adequou-se alguns, ainda restam para cumprir esses sete”,
continuou Azevedo, apesar de que o governo publicou um decreto e uma portaria
buscando se adequar à exigência do Supremo Tribunal Federal (STF): “Só que essa
portaria apenas se refere às emendas de transferência especial, o governo não
fez nenhuma regulamentação e precisa se adequar à norma”.
Para Azevedo, “não é possível
que o grandão seja o único Estado que não vai executar as emendas”, após a
decisão do ministro do STF, Flávio Dino, em 2025, com propósito de dar maior
transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares.
“Em 2026 tem um problema
adicional, que é a vedação do calendário eleitoral”, preocupa-se o Coronel
Azevedo, o qual também informou que o Poder Legislativo ofereceu sua
“expertise” na área de informática, mas o governo vem relutando em fechar
parceria: “A Assembleia tem tudo, mas o governo nunca permitiu essa
integração”.
O Coronel Azevedo relata que a
equipe de informática da Assembleia “tem ganhado prêmios nacionais, inclusive,
os sistemas utilizados pela Assembleia do Rio Grande do Norte são utilizados em
outras Assembleias do Brasil, no entanto, o governo não aceita esse apoio, não
tem dado importância ao apoio desse setor de tecnologia da informação da
Assembleia.
A deputada estadual Cristiane
Dantas (PSDB) esteve na reunião, no gabinete da presidência da Casa, e disse
que “os prazos estão apertados” e que o governo do Estado, realmente, tem
dificuldade em se adequar às exigências do TCU e do TCE, porque “tem um sistema
muito antigo, muito fechado”.
“Já estava estava difícil de
pagar, porque ainda teve os restos que ficaram do ano passado, os restos vão
pagar que ficaram também terão de se adequar nessa questão de 2026”,
complementou Cristiane Dantas.
Cronograma
Por sua vez, o governo do
Estado, através da Controladora Geral do Estado, Luciana Daltro de Castro
Pádua, externou a complexidade para alinhar os diversos sistemas de controle no
âmbito do Estado para as adequações exigidas pela nova norma de 2025. “Estamos
num esforço via gabinete civil e nas demais secretarias com cronograma
estabelecido para que possamos concluir este trabalho e o Estado promover o
pagamento das emendas como transparência e rastreabilidade”, disse a
controladora, que participará da reunião ordinária da Comissão de Finança e
Fiscalização (CFF), na quarta-feira, às 9h, para debater sobre a tramitação do
pagamento das emendas parlamentares.
Neste sentido a Controladoria,
que precisa dos dados do beneficiários da emenda, como objeto do convênio,
plano de trabalho, execução, entre outros, estabeleceu que até o dia 22
abril estará recebendo o plano de trabalho destas entidades, como prefeituras
municipais e instituições sociais, para que no dia 29 de abril se tenha um
primeiro parecer para análise do TCE, com um segundo prazo para correção de
inconsistências para o dia 05 de maio; finalizando o cronograma em 13 de maio
para os devido pagamentos.
Renato Guerra,
procurador-geral da ALRN, colocou o corpo técnico do legislativo estadual à
disposição das equipes do Poder Executivo com o objetivo de sanar as demandas
junto ao TCE no menor espaço de tempo possível. Por força da Lei Eleitoral, os
governos estaduais têm até 3 de julho para promoverem o pagamento das emendas
parlamentares.
Além de Renato Guerra,
procurador-geral da ALRN, acompanharam os deputados na reunião: Mário Sérgio,
diretor de gestão de tecnologia e inovação, Luciana Targino de Almeida Cardoso,
diretora de planejamento estratégico e Matheus Abdon, chefe de divisão de
controle externo.
Controladora Geral do Estado,
Luciana Daltro de Castro Pádua | Foto: Eduardo Maia
Comissão de Finanças vai ouvir
controladora
A Comissão de Finanças e
Fiscalização (CFF) da Assembleia Legislativa recebe, na manhã desta
quarta-feira (15), a controladora geral do Estado, Luciana Daltro, para debater
com deputados a tramitação do pagamento das emendas parlamentares.
O deputado estadual Coronel
Azevedo (PL) reforça que a audiência pública, a partir das 9 horas, inclusive
com a transmissão pela TV Assembleia, “ “é a oportunidade do povo saber o que é
que está acontecendo, porque o governo do Estado não consegue executar as
emendas parlamentares até agora”.
Coronel Azevedo disse que além
de ser aberta à população, vai estar presentes prefeitos e representantes da
Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), que tem à frente da
presidência o prefeito de Portalegre, José Augusto Rego.
“O problema é que o governo,
não sei se de propósito ou por incompetência mesmo, é muito lento. Ou porque
não quer executar o recurso, ou por incompetência mesmo, a gestão”, disse
Azevedo, a respeito da falta de repasses dos recursos de emendas parlamentares
ao Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2026.
“Espero que o povo acompanhe,
porque os beneficiários desse recurso não são os deputados, é a população, isso
é o orçamento participativo, porque o povo elege os seus representantes, os
deputados que participam da Execução”, reforçou.
Para Azevedo, o governo “não
conseguiu ou não quer dar essa participação popular, que se dá no ambiente
democrático, pagando as emendas parlamentares”, cobrou Azevedo.
O deputado ainda lamenta que o
entrave na liberação das emendas especiais “vai obrigar os municípios a saírem
correndo feito louco, porque tem prazo de dois dias e se o prefeito não aportar
as informações somente agora foram determinadas numa portaria do governo do
Estado, os prefeitos vão ficar sem receber”.
“É praticamente impossível
cumprir em tempo recorde. Vai ficar só pra depois das eleições”,m vaticina
Azevedo, para informar que tantos as emendas coletivas, especiais e impositivas
somam, juntas, em torno de R$ 4 milhões.
O Portal da Transparência do
governo do Estado é outra forma de acompanhamento da execução das emendas pela
internet, mas o link há dias oscila, ficando indisponível na rede.
Tribuna do Norte
quarta-feira, 15 de abril de 2026
Casos de dengue no Brasil caem 75% em 2026; malária reduz 15%
Foto: FRAME EBC
Dados do Ministério da Saúde
indicam que os casos de dengue registrados no Brasil ao longo dos primeiros
meses de 2026 caíram 75% em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro
a 11 de abril, foram notificados 227,5 mil casos prováveis da doença contra
916,4 mil identificados no mesmo período de 2025. A queda, segundo a pasta,
segue uma tendência observada desde o ano passado, quando o total de casos
chegou a 1,7 milhão após o pico de 6,6 milhões registrado em 2024.
Em nota, o ministério avalia que o resultado reflete o fortalecimento de ações coordenadas junto a estados e municípios, incluindo estratégias como a ampliação do uso de ovitrampas (armadilhas de monitoramento para combater o Aedes aegypti), presente em 1,6 mil municípios, com previsão de chegar a 2 mil até o fim deste ano. “Também avançam o uso de insetos estéreis irradiados e a expansão do método Wolbachia, prevista para 72 municípios prioritários”, destacou a pasta.
Ainda segundo o ministério,
1,4 milhão de doses de vacina contra a dengue foram aplicadas em crianças e
adolescentes de 10 a 14 anos, público-alvo que recebe o imunizante desde 2024.
Em 2026, a pasta passou a ofertar a vacina nacional de dose única contra a
dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, em três municípios-piloto, para a
faixa etária de 12 a 59 anos. Profissionais de saúde também recebem a vacina,
somando mais de 300 mil doses aplicadas.
Malária
O ministério também divulgou
números relacionados a outras doenças infecciosas registradas no país. Em 2025,
o Brasil contabilizou o menor número de casos de malária desde 1979, com queda
de 15% em relação ao ano anterior. Os casos recuaram, ao todo, 30%, com
redução, principalmente em territórios indígenas. As mortes caíram 28%,
passando de 54 para 39. Na Terra Indígena Yanomami, a redução foi 22% nos casos
e de 80% nos óbitos.
Para a pasta, o resultado está
associado à ampliação do diagnóstico e do tratamento, já que mais de 25 mil
pacientes foram tratados com tafenoquina. “Também houve intensificação da busca
ativa e aumento na oferta de testes rápidos”.
Tribuna do Norte
Turismo do RN cresce 13,7% em fevereiro e registra maior alta do país, aponta IBGE
Foto: Alex Régis
Após três meses consecutivos
de queda, o turismo do Rio Grande do Norte voltou a crescer e registrou a maior
alta do país em fevereiro de 2026. De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços
(PMS), divulgada nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia
e Estatística (IBGE), o volume de atividades turísticas no estado avançou 13,7%
na comparação com janeiro, já com ajuste sazonal.
Nos meses anteriores foram registradas as quedas de: janeiro (-2,8%), dezembro (-4,5%) e novembro (-2,1%). Com o desempenho de fevereiro, o turismo potiguar acumula crescimento de 3,0% no ano.
Enquanto o Rio Grande do Norte
apresentou forte crescimento, o resultado nacional foi negativo. Em fevereiro,
o índice de atividades turísticas do Brasil registrou retração de 0,9%,
acumulando queda de 1,7% nos últimos três meses.
Entre os estados, o RN liderou
o crescimento, seguido por Pernambuco (2,1%) e Bahia (1,3%). Já entre as
maiores quedas estão São Paulo (-1,8%), Pará (-11,2%), Rio Grande do Sul
(-2,0%) e Ceará (-2,6%).
Foto: Divulgação/IBGE
Tribuna do Norte











