quarta-feira, 8 de abril de 2026

Dados da Receita apontam que Master pagou R$80 milhões a escritório de esposa de Moraes

Viviane Barci ao lado do esposo, Alexandre de Mores, do STF | Foto: Reprodução STF

O Banco Master declarou à Receita Federal pagamentos que somam mais de R$ 80 milhões ao escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes. As informações têm base em dados enviados à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado.

De acordo com os registros publicados pela Folha de São Paulo e pelo G1, os pagamentos começaram em fevereiro de 2024 e seguiram até novembro de 2025, totalizando R$ 80.223.653,84. O valor mensal declarado foi de R$ 3.646.529,72. No período, o banco também informou ter recolhido R$ 4.933.754,76 em impostos retidos na fonte.

Em nota, o escritório Barci de Moraes afirmou que não confirma as informações divulgadas e destacou que os dados fiscais são sigilosos. A defesa também afirmou que houve vazamento ilícito das informações.

Em março, o escritório havia informado que foi contratado pelo Banco Master para prestar consultoria jurídica entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. Segundo a nota, os serviços foram realizados por uma equipe de 15 advogados, com 79 reuniões realizadas na sede da instituição financeira. O escritório também afirmou ter contratado outros três escritórios especializados para auxiliar na consultoria.

Ainda segundo o g1, em dezembro de 2025, o jornal O Globo revelou que o contrato entre o banco e o escritório previa pagamentos mensais de R$ 3,6 milhões por 36 meses.

A divulgação dos dados ocorre na reta final da CPI do Crime Organizado. O relator da comissão, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), informou que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), decidiu não prorrogar o prazo da CPI, que encerra as atividades na próxima terça-feira (14). O relatório final será apresentado com base nas informações já obtidas pela comissão.

Tribuna do Norte

Comissão da ALRN aprova fiscalização mais rígida na fabricação e venda de bebidas

Crédito da(s) Foto(s)
: Eduardo Maia
A Comissão de Administração, Serviços Públicos, Trabalho e Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), aprovou, na manhã desta terça-feira (8), vários projetos de lei durante reunião ordinária. Entre as matérias de maior destaque está o projeto de autoria do deputado Ubaldo Fernandes (PV), que proíbe a fabricação, distribuição e comercialização de bebidas alcoólicas adulteradas no estado, e a proposta do Governo do Estado que prorroga, até 27 de janeiro de 2027, a vigência do Plano Estadual de Educação. Ambas tiveram relatoria da deputada Divaneide Basílio e foram aprovadas por unanimidade.

A proposta de Ubaldo Fernandes busca reforçar a fiscalização e a segurança do consumo de bebidas alcoólicas, enfrentando práticas ilegais que colocam em risco a saúde pública. O texto aprovado inclui substitutivo já analisado anteriormente na Comissão de Constituição e Justiça, fortalecendo os mecanismos de controle e penalidades. 

Já o projeto do Executivo garante a continuidade do Plano Estadual de Educação, instrumento estratégico que estabelece metas e diretrizes para o setor educacional, evitando descontinuidade nas políticas públicas enquanto se discute uma atualização do plano.

Outro destaque da pauta foi a aprovação do projeto do deputado Francisco do PT, que institui a política de formação em direitos humanos e combate a preconceitos para servidores públicos estaduais. A proposta visa promover capacitação contínua no serviço público, contribuindo para um atendimento mais inclusivo e respeitoso à população.

Na área do funcionalismo, os parlamentares aprovaram ainda o projeto do deputado Hermano Morais (MDB), que trata do abono de faltas para servidores públicos estaduais convocados a representar o Rio Grande do Norte em competições esportivas oficiais. A iniciativa reconhece o papel dos atletas que representam o estado, garantindo respaldo administrativo para sua participação.

Fechando a pauta, foi aprovado o projeto da deputada Cristiane Dantas (PSDB) que institui o programa “Milhas Campeãs” no âmbito do estado. Embora com ementa parcialmente resumida no sistema legislativo, a proposta aponta para a criação de uma política pública específica, voltada à valorização e incentivo em sua área de atuação.

Todas as matérias foram aprovadas à unanimidade pelos parlamentares presentes, consolidando uma pauta diversificada que abrange desde saúde pública e educação até direitos humanos e valorização do serviço público.

Prefeito de Assú, Lula Soares, apresenta a imprensa o projeto São João 300 anos

O prefeito de Assú, Dr. Lula Soares, reuniu a imprensa local para a presentar o projeto “São João 300 anos.

Com o tema “O mais antigo do mundo”, o encontro aconteceu nesta segunda-feira, 06/04, nas dependências da secretaria municipal de Educação, de forma leve e descontraído.

Na ocasião o prefeito ressaltou a relevância do ato inicial acontecer em Assú, valorizando a Imprensa local, já que deverão haver outros momentos como o mesmo objetivo fora de Assú. “Não poderíamos deixar de priorizar a imprensa de Assú. Deveremos realizar algumas apresentações do projeto Joanino 2026, O mais antigo do mundo através do tema “Prosa do São João do Assú – 300 anos de Devoção e Alegria”, frisou Lula Soares.

TCE suspende contratação de energia solar por consórcio de municípios

A decisão de caráter cautelar foi tomada pela 2ª Câmara do TCE. O consórcio já suspendeu o certame| Foto: Divulgação

A Segunda Câmara do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN) suspendeu em caráter cautelar uma licitação do Consórcio Intermunicipal Multifinalitário Potiguar (CIM Potiguar) cujo valor estimado é de R$ 308,9 milhões. A medida foi tomada por meio de uma representação apresentada pela Diretoria de Controle de Infraestrutura e Meio Ambiente (DIA) do TCE/RN, que apontou falhas graves de planejamento e um possível sobrepreço calculado em cerca de R$ 197 milhões.

A contratação visava permitir que os municípios consorciados firmassem contratos para implantação de sistemas de energia solar fotovoltaica, com base em uma ata de registro de preços. Contudo, ao analisar o certame, os auditores da DIA identificaram inúmeros problemas que indicaram risco de dano aos cofres públicos.

Conforme os auditores, o consórcio utilizou inadequadamente o Sistema de Registro de Preços, modelo que só pode ser adotado quando há necessidade frequente e objetos padronizados. No caso analisado, os serviços licitados envolvem obras e serviços de engenharia de execução pontual, com alto grau de complexidade técnica, o que não atende às exigências legais para esse tipo de contratação.

A auditoria reiterou a ausência de projetos básicos e de planejamento técnico detalhado. O certame não definiu previamente as condições específicas de cada município, tais como as características dos locais de instalação, tipos de solo, infraestrutura elétrica necessária e particularidades ambientais. Com isso, essas etapas acabaram sendo transferidas para a futura empresa contratada, o que compromete a transparência e a adequada estimativa de custos.

A equipe técnica da DIA também encontrou uma discrepância expressiva nos valores registrados. Estudos de mercado indicam que o preço médio do quilowatt pico no Rio Grande do Norte gira em torno de R$ 2.500; já o valor contratado chegou a aproximadamente R$ 8.100 por quilowatt pico, ou seja, mais de três vezes acima da média estadual. Essa diferença resultou no cálculo de sobrepreço estimado em cerca de R$ 197 milhões.

Diante da análise, a Segunda Câmara do TCE determinou a suspensão de todos os atos decorrentes da licitação e da ata de registro de preços, como medida preventiva para evitar prejuízos ao conjunto de recursos financeiros pertencentes ao Estado. A decisão também estabelece prazo de 72 horas para que o presidente do CIM Potiguar comprove o cumprimento da determinação, sob pena de multa diária.

À Tribuna do Norte, a CIM POTIGUAR falou sobre o valor da licitação e discordou da análise feita pelo TCE. “O corpo técnico do TCE realizou comparação do nosso preço praticado na licitação com dados da Solfácil, uma fintech especializada no financiamento de projetos de energia solar. Porém, tal preço não engloba todo o serviço oferecido em nossa licitação, bem como não considera as exigências de contratação pública, ou seja, não foram utilizadas para fins de comparação outras atas de registro de preço cujo objeto era idêntico ao nosso”.

A entidade afirmou ainda que, ao comparar a ata com a de outros órgãos, ficou comprovado que o valor estava abaixo do mercado, conforme documentação anexada nos autos do processo perante o tribunal.

A CIM Potiguar reiterou que o processo licitatório deflagrado foi realizado na modalidade de concorrência eletrônica, por meio do procedimento auxiliar de sistema de registro de preços (SRP), permitido pela Lei Nº 14.133/2021, considerando que o objeto licitado foi a contratação de empresa especializada para fornecimento, instalação, comissionamento, treinamento, operação assistida e manutenção preventiva de sistemas fotovoltaicos conectados à rede elétrica em unidades públicas dos municípios consorciados. Isso constitui, na análise do consórcio, serviço de engenharia, que pode ser contratado na modalidade mencionada, a partir dos procedimentos de registro de preços para sua realização.

Sobre a suspensão, o consórcio ressaltou que respeita integralmente os órgãos de controle e já determinou a suspensão do certame. “A medida foi adotada de forma responsável, para viabilizar a análise técnica dos apontamentos e a apresentação dos esclarecimentos necessários, sempre com transparência e observância ao devido processo legal. Ademais, esclarecemos que nenhum município consorciado realizou a contratação do objeto licitado, tendo em vista que o Consórcio já havia apresentado razões prévias perante a Corte de Contas e nossos municípios estavam cientes dos apontamentos do Tribunal”.

Tribuna do Norte

Gás de cozinha deve subir até R$ 9 no RN, podendo chegar a R$ 125

O reajuste é influenciado por fatores globais, como o conflito no Oriente Médio, e internos, como a política de preços da Petrobras| Foto: Magnus Nascimento

O novo reajuste no gás de cozinha já começou a chegar às distribuidoras, com aumento médio de R$ 7,11. Impulsionado também pela alta no diesel, o repasse ao consumidor final deve deixar o botijão entre R$ 8 e R$ 9 mais caro para o consumidor final, segundo o Sindicato dos Revendedores Autorizados de Gás Liquefeito de Petróleo (Singás/RN). A estimativa é que o impacto para a população passe a ser sentido a partir desta quinta-feira (9). Quanto ao preço final do produto, o sindicato não quis estimar um valor aproximado, afirmando que o preço do gás pode variar muito conforme a distribuidora. No entanto, a TRIBUNA DO NORTE apurou que os valores devem ser praticados entre R$ 120 e R$ 125 após o aumento.

O presidente do Singás/RN, Ivo Lopes explica que o ajuste preocupa o setor, uma vez que o consumo do gás de cozinha pelas famílias deve diminuir após esse reajuste. “Na hora que você tem aumento, reduz o consumo. O poder de compra reduz”, aponta.

Segundo Ivo Lopes, ainda pode haver variação pontual até a sexta-feira (10), já que alguns estabelecimentos seguem vendendo estoques antigos. A tendência, no entanto, é de repasse generalizado. “Quem tem algum estoque ainda vai vender com o preço antigo, mas 90% da revenda, no dia 9, o cliente já está comprando entre R$ 8 e R$ 9 mais caro”, afirmou.

Os reajustes do gás liquefeito de petróleo (GLP) são influenciados por uma combinação de fatores globais e internos. No cenário internacional, conflitos geopolíticos — como tensões no Oriente Médio — impactam diretamente a oferta de energia e pressionam os preços. Já no âmbito nacional, pesam a política de preços da Petrobras, os custos logísticos e de distribuição, além da carga tributária estadual, como o ICMS. No Rio Grande do Norte, o valor do botijão tende a ser mais elevado devido aos custos de transporte e à menor escala de distribuição.

Bruno Souto, gerente comercial| Foto: Magnus Nasciment

Algumas distribuidoras já enfrentam redução no ritmo de vendas, com estoques parados em função da queda no consumo. Segundo o gerente comercial da Mega Gás, Bruno Souto, a alta no diesel tem pressionado os custos de transporte, já que toda a cadeia depende de veículos movidos a esse combustível, o que já indicava um encarecimento do produto.

Ele afirma que o setor foi surpreendido por um novo reajuste no próprio gás, elevando ainda mais o valor final. “A gente já vinha sofrendo uma pressão muito alta pelo aumento do diesel, e ainda fomos surpreendidos com mais um aumento no preço do produto”, explicou.

De acordo com ele, a tendência é de queda no consumo, especialmente entre famílias de baixa renda. O gerente comercial destaca que o botijão pode chegar a custar entre R$120 e R$125, o que dificulta o acesso para muitas pessoas. “Muita família de classe C e D não vai ter como arcar, porque tem gente que tem até cinco pessoas em casa. Já era difícil comprar o produto, e agora com esse aumento?”, afirmou.

Edimilson Silva, proprietário da Ultragaz Edx, já contabiliza perdas na empresa, já que não consegue repassar integralmente o aumento sem perder clientes. “O consumidor acha que o aumento vem da nossa cabeça, então a gente não consegue repassar o valor total do aumento; o máximo que a gente consegue é de 8% a 10%. Então, a gente encolhe a nossa margem, né?”, lamenta.

Distribuidores potiguares já avaliam suspender a oferta do chamado “Gás do Povo”, diante do aumento nos custos e da perspectiva de queda no consumo. “Existem vários revendedores que disseram que iriam sair do programa devido ao repasse do governo, pois o valor que a gente recebe do governo fica inviável depois desse aumento. Ou o consumidor vai ter que pagar a diferença ou o revendedor não vai conseguir dar continuidade ao programa”, disse Edmilson Silva.

Reajuste do gás pressiona orçamento das famílias

Para os consumidores, o aumento no preço do gás de cozinha agrava ainda mais o aperto no orçamento doméstico. A dona de casa Francisca Auzenira relata que precisa comprar um botijão todos os meses, o que torna o impacto ainda maior. “Eu compro gás todo mês, às vezes dura só 15 dias. Aí, quanto é que não vai pesar no meu bolso? Tudo aumenta, menos o salário mínimo?”, questionou.

A auxiliar de serviços gerais (ASG) Araceli dos Anjos afirma que o preço já é elevado em relação à renda da população e que qualquer reajuste dificulta ainda mais a rotina. “Com certeza vai pesar. Na realidade, já está um preço bem alto para o que a gente ganha, e aumentando mais ainda vai dificultar a vida de muita gente”, disse.

A professora Maria de Fátima Souza também se preocupa com o impacto do aumento do gás no orçamento da casa. “A gente tenta economizar em tudo, mas o gás não tem como deixar de comprar. Quando aumenta, a gente precisa tirar de outra coisa, às vezes até da alimentação”, afirmou.

Alta pode pressionar inflação

O economista Helder Cavalcanti destaca que o aumento no preço do gás liquefeito de petróleo, o famoso gás de cozinha (GLP), tem impacto direto e indireto na inflação. Segundo ele, o GLP integra o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o que faz com que qualquer reajuste eleve automaticamente o indicador. “O GLP entra diretamente no índice de inflação (IPCA). Ou seja, o aumento do preço eleva automaticamente este índice”, explica o economista.

Além disso, o reajuste provoca um efeito em cadeia em diversos setores, principalmente no segmento de alimentação. Restaurantes, lanchonetes, vendedores informais e pequenos produtores domésticos, como quem trabalha com bolos e salgados, dependem diretamente do gás e tendem a repassar os custos.

Ele explica que as famílias podem migrar o consumo, passando a cortar alimentos, lazer ou até itens básicos para compensar o aumento. “O gás de cozinha é um item essencial e de baixa elasticidade, ou seja, mesmo com aumento de preço, as famílias não conseguem reduzir muito o consumo”, afirma o economista.

Na prática, ele aponta que o aumento gera pressão sobre o orçamento das famílias, sobretudo as de baixa renda, que passam a cortar outros gastos para conseguir manter o consumo.

“Risco social gerado a partir do crescimento do uso de alternativas perigosas (lenha, carvão). No RN, esse impacto é ainda mais forte devido à menor renda média e maior informalidade, o que reduz a capacidade de absorver choques de preços”, ressalta.

Tribuna do Norte

Natal tem 3ª maior valorização do País nos imóveis residenciais em março

Entre os bairros de Natal, Capim Macio lidera com o metro quadrado mais caro (R$ 7.067/m²), conforme o cálculo do Índice FipeZAP| Foto: Adriano Abreu

Natal teve a terceira maior valorização (+1,17%) no preço médio da venda de imóveis residenciais em março de 2026 entre as capitais brasileiras monitoradas pelo Índice FipeZAP. A capital potiguar ficou atrás apenas de Fortaleza (+1,33%) e Vitória (+1,21%). O preço médio de venda residencial em Natal foi de R$ 6.248/m² no mês, sendo um dos metros quadrados mais acessíveis entre as capitais – terceiro mais barato entre 22 cidades, após Teresina (R$ 5.791/m²) e Aracaju (R$ 5.461/m²).

Nos primeiros três meses de 2026, Natal acumulou uma valorização de 2,21%, superando a inflação média do período (IPCA de +1,48%). A variação em 12 meses mostra que os preços em Natal subiram 8,77%. Esse índice representa uma alta real, pois é significativamente superior à inflação medida pelo IPCA (+3,69%) no mesmo período.

Na visão de interlocutores do setor imobiliário, a capital potiguar vive um ciclo de valorização no preço de imóveis e tem um preço competitivo em relação a outras capitais. Segundo Roberto Peres, presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio Grande do Norte (Creci-RN), a valorização ocorre porque “Natal tem uma qualidade de vida diferenciada, um turismo muito forte e ainda apresenta preços mais competitivos”.

Além disso, há uma procura crescente por parte de moradores e investidores. “Esse movimento já vem acontecendo há algum tempo, pois Natal passou muitos anos com um Plano Diretor ultrapassado e, entre 2021 e 2022, com sua aprovação, o mercado imobiliário começou a melhorar, com novos projetos e lançamentos”, diz Peres.

Para Ricardo Abreu, diretor da Abreu Imóveis, três fatores principais explicam a valorização: recomposição do preço de venda após um período de estabilidade nos últimos cinco anos, custos maiores na construção civil e maior demanda por moradia.

“Mesmo com essa alta recente, Natal apresenta um preço quadrado ainda competitivo, o que abre um espaço relevante para um movimento de crescimento”, frisa. “Isso não é um pico de valorização, mas um novo ciclo de crescimento da cidade”.

Wescley Magalhães, gerente de Incorporação da MDNE no RN, atribui a valorização a fatores como demanda reprimida por projetos, modernização da legislação urbanística e melhoria na infraestrutura turística e de serviços. “Esse contexto reforça o produto imobiliário e o torna mais atraente. Esse cenário reflete uma cidade que está se redesenhando e atraindo tanto investidores quanto famílias que buscam qualidade de vida”, afirma.

“Há um movimento consistente de retomada e expansão desde 2022, ocasião de inovações legislativas locais e a retomada econômica pós-pandemia. A tendência é que esse cenário se mantenha”, diz Magalhães.

O Índice FipeZAP de Venda Residencial acompanha a variação mensal dos preços de imóveis residenciais em 56 cidades brasileiras, a partir de anúncios de apartamentos prontos na Internet. Nacionalmente, o Índice FipeZAP registrou um aumento médio de 0,48% em março de 2026 na venda dos imóveis.

Bairros mais caros de Natal

Entre os bairros de Natal, Capim Macio lidera com o metro quadrado mais caro (R$ 7.067/m²), conforme o cálculo do Índice FipeZAP. O bairro é seguido por Tirol (R$ 7.055/m²) e Ponta Negra (R$ 6.963/m²). As maiores valorizações em 12 meses ocorreram, por sua vez, nos bairros de Petrópolis (+16,4%) e Neópolis (+15,0%). Já o mais barato foi o metro quadrado na Praia do Meio (com preço médio de R$ 3.980/m²), sendo o único a registrar queda nos preços nos últimos 12 meses (-3,6%).

Segundo Ricardo Abreu, bairros mais tradicionais, como Petrópolis e Tirol, caminham para uma valorização mais acelerada devido à infraestrutura que oferecem. Já regiões como “Ponta Negra, Capim Macio e Lagoa Nova vão ter essa crescente acentuada nos próximos meses e anos”.

Para Roberto Peres, a liderança no preço do metro quadrado era esperada no bairro de Capim Macio, enquanto Petrópolis surpreendeu positivamente com a maior valorização em 12 meses. Já a situação da Praia do Meio, que apresentou queda, “pode estar ligada a fatores pontuais como menor demanda, perfil mais específico de imóvel ou necessidade de revitalização urbana”.

Wescley Magalhães diz que o resultado por bairros reflete uma preferência do consumidor por conveniência e bem-estar. “Tirol e Petrópolis mantêm sua força como eixos tradicionais, enquanto Capim Macio e Ponta Negra consolidam a vocação turística e infraestrutura de serviços”.

NÚMEROS

Preço de venda residencial das capitais (março/2026)
Fortaleza (+1,33%)
Vitória (+1,21%)
Natal (+1,17%)
Aracaju (+1,14%)
Manaus (+1,11%)

Preço médio de venda por bairros (março/2026)
Capim Macio: R$ 7.067 /m²
Tirol: R$ 7.055 /m²
Ponta Negra: R$ 6.963 /m²
Lagoa Nova: R$ 6.656 /m²
Petrópolis: R$ 6.130 /m²
Ribeira: R$ 6.098 /m²
Neópolis: R$ 5.899 /m²
Candelária: R$ 5.179 /m²
Nova Descoberta: R$ 4.945 /m²
Praia do Meio: R$ 3.980 /m²
Fonte: Índice FipeZAP

Tribuna do Norte

Eneac 2026 reúne empresários no RN para discutir temas do setor de terceirização

Uma das pautas, segundo Edmilson Pereira, é o debate sobre o fim da escala 6x1| Foto: Divulgação

O Encontro Nacional das Empresas de Asseio e Conservação (ENEAC) 2026 vai reunir 800 participantes no Rio Grande do Norte para debater as principais pautas do setor de serviços terceirizáveis a partir desta quarta-feira (8). De acordo com o presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Terceirizáveis (Febrac), Edmilson Pereira, um dos assuntos de destaque é o fim da escala 6x1, atualmente em pauta no Congresso.

Neste ano, o evento vai ser sediado no Vila Galé Touros Resort, em Touros, no litoral do Estado. O presidente da Febrac destaca que a escolha foi motivada pela proposta de estimular o maior foco dos empresários na programação. “Vão participar empresários do Brasil inteiro, incluindo profissionais do Rio Grande do Norte”, destaca.

“A gente procura capacitar os empresários e, por isso, procuramos um local onde as pessoas fiquem mais próximas, escutem, interajam e participem das palestras. Se escolhêssemos Natal, por exemplo, poderia ocorrer uma dispersão maior, pois alguns iriam querer conhecer uma praia, ou um shopping, por exemplo”, explica.

De acordo com Edmilson Pereira, o setor de terceirização no Rio Grande do Norte, assim como em todo o país, exerce um papel essencial para a economia e precisa ser cada vez mais fortalecido. Além de gerar empregabilidade, aponta, o segmento é um dos principais responsáveis por promover a ocupação de pessoas com menor nível de escolaridade. “É preciso que as autoridades vejam esse setor como essencial. É um setor que tem mão de obra intensiva e que precisa ser reconhecido e valorizado. Essa é a nossa luta”, aponta.

A edição 2026 da Eneac conta com quatro dias de programação, reunindo palestras, cerimônias de premiação e shows musicais. Entre os nomes confirmados para palestrar, estão Marcos Lisboa, Miguel Falabella, Humberto Casagrande Neto, Laércio Oliveira e Luiz Gastão. Já as apresentações musicais vão contar com Luiza Possi, Marina Elali, Dorgival Dantas e Alexandre Pires.

“Eu acho muito importante termos conseguido trazer esse evento para o Rio Grande do Norte porque é uma oportunidade dos empresários locais participarem com mais facilidade, estarem junto com os empresários do Brasil todo discutindo temas relevantes para o setor de serviço”, ressalta Edmilson Pereira.

O Eneac é realizado a cada dois anos, sendo considerado o maior evento do setor de empresas de serviços terceirizáveis na América Latina. A iniciativa reúne empresários, dirigentes sindicais, especialistas e autoridades, com foco no aprendizado e valorização do setor de serviços terceirizáveis.

Programação:

08/04 (quarta-feira)
Jantar Versátil (Hotel) - 19h às 20h30
Cerimônia de abertura (Centro de Convenções) – traje social completo - 20h30
Coquetel de boas-vindas com show de Marina Elali (Centro de Convenções) - 21h

09/04 (quinta-feira)
Palestra 01 - 9h às 10h30
Tema: “Cenário econômico e político do Brasil”
Palestrantes: Laércio Oliveira (Senador da República) e Luiz Gastão (Deputado Federal)
Local: Centro de Convenções
Visita aos estandes e coffee break - 10h30

Palestra 02 - 11h às 12h30
Tema: “Acordo de cooperação técnica Febrac e CIEE – trilha de qualificação para o segmento”
Palestrante: Humberto Casagrande Neto (CEO do CIEE Nacional)
Local: Centro de Convenções

Almoço Versátil (Hotel)
Tarde livre
Jantar Versátil (Hotel) - 19h às 20h
Cerimônia de Premiação - 20h30
Prêmio Qualidade em Serviços (Centro de Convenções) – 20h30
Festa/show da premiação com Luiza Possi (Centro de Convenções) - 22h30

10/04 (sexta-feira)
Palestra 03 - 9h às 10h30
Tema: “O ambiente de negócios para o setor de serviços, na economia atual”
Palestrante: Marcos Lisboa (Economista)
Local: Centro de Convenções
Visita aos estandes e coffee break - 10h30

Palestra 04 - 11h às 12h30
Tema: “A Arte de se Reinventar: Criatividade e Resiliência no Palco da Vida”
Palestrante: Miguel Falabella (Ator e Diretor)
Local: Centro de Convenções
Almoço Versátil (Hotel)

Tarde livre
Jantar Versátil (Hotel) - 19h às 20h30
Apresentação de quadrilha estilizada (Centro de Convenções)
Noite regional - 20h30
Show de Dorgival Dantas (Centro de Convenções) - 21h

11/04 (sábado)
Dia livre
Cerimônia de encerramento (Centro de Convenções) – 19h30
Jantar de encerramento - 20h
Show com Alexandre Pires e banda (Centro de Convenções) - 22h

Tribuna do Norte

Abril Marrom alerta para prevenção da cegueira

A OMS destaca que entre 60% e 80% dos casos de cegueira são evitáveis com hábitos saudáveis | Foto: Alex Régis

O mês de abril é marcado pela campanha Abril Marrom, voltada à conscientização sobre a prevenção da cegueira e a importância do diagnóstico precoce de doenças oculares. A iniciativa busca alertar a população de que grande parte das causas de perda visual pode ser evitada ou tratada quando identificada a tempo.

De acordo com o oftalmologista Valério Florêncio, muitas doenças oculares evoluem de forma silenciosa, o que reforça a necessidade de consultas regulares, mesmo na ausência de sintomas.

Entre as principais causas de cegueira estão a catarata, o glaucoma, a degeneração macular relacionada à idade (DMRI), a retinopatia diabética e, em casos mais avançados, o ceratocone. “Dentre essas condições, a catarata é totalmente tratável por meio de cirurgia, enquanto doenças como glaucoma e retinopatia diabética podem ser controladas, desde que diagnosticadas precocemente. Já a DMRI, embora tenha opções de tratamento, está mais associada a fatores como envelhecimento e predisposição genética”, explica.

Um dos principais desafios no combate à cegueira é o diagnóstico tardio. Isso ocorre porque muitas dessas doenças não apresentam sintomas nas fases iniciais. O glaucoma, por exemplo, compromete gradualmente a visão periférica sem que o paciente perceba. Da mesma forma, a retinopatia diabética pode evoluir silenciosamente até estágios mais avançados.

A recomendação é que adultos realizem avaliação oftalmológica periódica, mesmo sem apresentar queixas.

“Em geral, consultas a cada um ou dois anos são indicadas para pessoas sem fatores de risco. A partir dos 40 anos, o acompanhamento anual torna-se ainda mais importante. Já pacientes com doenças sistêmicas, como diabetes e hipertensão, devem manter controle mais rigoroso”, orienta o especialista.

Além das consultas regulares, hábitos simples no dia a dia contribuem para a saúde ocular. O uso de óculos com proteção ultravioleta, pausas durante o uso prolongado de telas, controle de doenças sistêmicas, alimentação equilibrada e cuidados com lentes de contato estão entre as principais recomendações.

Evitar coçar os olhos também é essencial, especialmente pela relação com o desenvolvimento e a progressão do ceratocone.

Automedicação pode causar doenças

Outro ponto de atenção é o uso indiscriminado de colírios. A automedicação, especialmente com produtos que contêm corticoides, pode trazer riscos importantes à visão.

Entre as possíveis complicações estão o aumento da pressão intraocular — que pode levar ao glaucoma —, o desenvolvimento de catarata precoce, além do mascaramento de infecções oculares e atraso na cicatrização.

O uso de colírios exige atenção e responsabilidade, já que esses produtos são medicamentos e devem ser utilizados apenas com prescrição médica. “A orientação é clara: colírios são medicamentos e devem ser utilizados apenas com prescrição médica”, destaca Valério Florêncio.

A automedicação pode mascarar sintomas, agravar problemas oculares e provocar efeitos adversos, como aumento da pressão intraocular e risco de doenças mais graves. Por isso, qualquer tratamento deve ser orientado por um oftalmologista.

A campanha Abril Marrom reforça que cuidar da visão é também cuidar da qualidade de vida. O diagnóstico precoce e a prevenção continuam sendo as principais ferramentas para reduzir os índices de cegueira evitável na população.

 Tribuna do Norte

terça-feira, 7 de abril de 2026

Missão Artemis II passa pelo lado oculto da Lua, observa eclipse solar e inicia retorno à Terra; veja imagens

Foto: Reprodução/NASA

Após alcançar a maior distância já percorrida por humanos no espaço, a missão Artemis II iniciou a viagem de volta à Terra após contornar o lado oculto da Lua na última segunda-feira (6). A missão superou o recorde de distância da Terra anteriormente estabelecido pela Apollo 13 na década de 1970, atingindo 406.771 km e ultrapassando os 400.171 km do recorde anterior.

Durante o sobrevoo lunar, a tripulação teve uma visão inédita da Lua, incluindo regiões próximas aos polos. Um eclipse solar total saudou os tripulantes, enquanto a Lua bloqueava temporariamente o Sol.

Victor Glover destacou o "terminador", a linha que separa o dia da noite na Lua: "Quem me dera ter mais tempo para sentar e descrever o que vejo", comentou, antes de repassar as observações aos cientistas na Terra. Os astronautas também fotografaram e estudaram formações geológicas, como antigos fluxos de lava e crateras.

Eles propuseram nomes para duas crateras: uma em homenagem ao apelido da nave, Integrity, e outra em memória da falecida esposa do comandante, Carroll.

"Crateras Integrity e Carroll, recebido alto e claro. Obrigado", respondeu Jenni Gibbons, do controle da missão em Houston. A Nasa informou que os nomes serão submetidos à União Astronômica Internacional, órgão responsável por oficializar a nomenclatura de corpos celestes e acidentes geográficos lunares. "Em nome de toda a humanidade, vocês estão indo além dessa fronteira", disse também.

Jeremy Hansen acrescentou que o feito foi pensado "para desafiar esta geração e a seguinte, garantindo que o recorde não dure muito tempo".

A cápsula Orion segue agora em uma "trajetória de retorno livre" para a Terra, com acompanhamento contínuo da equipe de controle da missão. Durante os próximos quatro dias, os astronautas devem monitorar sistemas da nave e realizar experimentos científicos planejados antes da reentrada na Terra.

Veja as novas imagens da missão divulgadas pela Nasa:

Foto: NASAFoto: NASAFoto: NASAFoto: NASA

Trump fala com astronautas da Artemis II

Horas após a tripulação alcançar a maior distância da Terra já registrada por seres humanos e realizar um sobrevoo da Lua, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conversou com os astronautas da Artemis II.

Durante a conversa, Trump elogiou o feito dos quatro tripulantes "Os humanos realmente nunca viram nada como o que vocês estão fazendo. É realmente especial", afirmou. O presidente também disse que os Estados Unidos seguirão liderando a exploração espacial.

A tripulação relatou detalhes da passagem pelo lado oculto da Lua, momento em que ficou temporariamente sem comunicação com a Terra. Questionado sobre a experiência, o piloto Victor Glover disse que aproveitou o período para realizar observações científicas.

O astronauta canadense Jeremy Hansen, o primeiro de seu país a participar de uma missão lunar, agradeceu o apoio americano e defendeu a continuidade da cooperação internacional na exploração espacial.

Estadão Conteúdo/Tribuna do Norte

Incidência de raios aumenta 24% no RN e atinge mais de 45 mil descargas no primeiro trimestre

Foto: Divulgação/Neoenergia Cosern

A incidência de raios no Rio Grande do Norte aumentou 24% no primeiro trimestre de 2026, segundo levantamento da Neoenergia Cosern com base em dados da Plataforma Climatempo. Entre janeiro e março, foram registradas 45.377 descargas atmosféricas no estado, com maior concentração nas regiões Oeste e Seridó.

De acordo com a distribuidora, o aumento está diretamente ligado à maior frequência de chuvas nessas regiões. No mesmo período, o número de ocorrências relacionadas ao sistema elétrico provocadas por raios subiu 9%, resultando em interrupções pontuais no fornecimento de energia para cerca de 373 mil pessoas em todo o estado.

Segundo a Neoenergia Cosern, Apodi liderou o ranking de incidência de raios, com 2.633 registros, seguido por Caicó (2.300) e Mossoró (2.170). Também aparecem entre os municípios com maior número de descargas Governador Dix-Sept Rosado (2.023), Caraúbas (1.739), Campo Grande (1.448), Upanema (1.368), Serra Negra do Norte (1.346), Jucurutu (1.123) e Açu (1.066).

O superintendente técnico da Neoenergia Cosern, Antonio Carlos Queiroz, afirmou que a concessionária tem ampliado investimentos para reduzir impactos das descargas atmosféricas. "Entre as medidas estão a instalação de para-raios e a modernização da rede elétrica com equipamentos telecomandados, que permitem maior agilidade no restabelecimento do fornecimento de energia", apontou.

Confira a lista completa:

Apodi - 2.633
Caicó - 2.300
Mossoró - 2.170
Gov. Dix-Sept Rosado - 2.023
Caraúbas - 1.739
Campo Grande - 1.448
Upanema - 1.368
Serra Negra do Norte - 1.346
Jucurutu - 1.123
Açu - 1.066
Baraúna - 1.005
Santana do Matos - 964
Angicos - 881
Tenente Ananias - 849
São João do Sabugi - 744
Alexandria - 719
Felipe Guerra - 663
Pau dos Ferros - 635
Marcelino Vieira - 609
Patu - 569
Jardim de Piranhas - 569
Afonso Bezerra - 541
Florânia - 535
Umarizal - 532
São Fernando - 491
Acari - 490
Parelhas - 439
Olho d’Água do Borges - 380
Jardim do Seridó - 379
Pendências - 368
Francisco Dantas - 363
Severiano Melo - 355
São Rafael - 350
Fernando Pedroza - 343
Serra do Mel - 328
Paraú - 328
Carnaubais - 327
Itaú - 324
Pedro Avelino - 323
Jandaíra - 311
Ipueira - 295
Triunfo Potiguar - 286
Cruzeta - 282
Ouro Branco - 272
Rafael Godeiro - 271
São Tomé - 267
João Câmara - 259
Portalegre - 259
Lajes - 256
Riacho da Cruz - 253
Rodolfo Fernandes - 251
Antônio Martins - 241
Martins - 237
Pedra Preta - 234
Janduís - 231
São Miguel - 230
Paraná - 226
Ceará-Mirim - 226
Santa Cruz - 225
José da Penha - 224
Almino Afonso - 222
Taboleiro Grande - 221
São José do Seridó - 220
Macau - 220
Ipanguaçu - 217
São Vicente - 207
Encanto - 195
Currais Novos - 192
Alto do Rodrigues - 190
Jardim de Angicos - 177
Porto do Mangue - 167
Luís Gomes - 159
Timbaúba dos Batistas - 158
Riacho de Santana - 158
Areia Branca - 157
Rafael Fernandes - 155
João Dias - 152
São Francisco do Oeste - 149
Cerro Corá - 143
Equador - 143
Lajes Pintadas - 140
Serrinha dos Pintos - 137
São Miguel do Gostoso - 135
Pilões - 134
Touros - 133
Itajá - 129
Coronel João Pessoa - 118
Parazinho - 113
Campo Redondo - 95
Carnaúba dos Dantas - 94
Água Nova - 91
Doutor Severiano - 87
Frutuoso Gomes - 82
Venha-Ver - 82
Ielmo Marinho - 80
Januário Cicco - 77
Messias Targino - 77
Bodó - 74
Santana do Seridó - 71
Pureza - 70
Tangará - 67
Galinhos - 67
Coronel Ezequiel - 64
Rio do Fogo - 63
Santo Antônio - 61
Taipu - 53
Tenente Laurentino Cruz - 53
Lagoa Nova - 52
Macaíba - 52
Várzea - 50
Caiçara do Norte - 50
São José do Campestre - 49
Major Sales - 48
Nova Cruz - 48
Guamaré - 46
Caiçara do Rio do Vento - 46
Grossos - 44
São Bento do Norte - 43
Viçosa - 41
Sítio Novo - 36
Extremoz - 34
Santa Maria - 32
Bento Fernandes - 32
Tibau - 30
Pedra Grande - 30
Lucrécia - 30
Serrinha - 30
Serra Caiada - 30
Barcelona - 29
São Bento do Trairí - 29
Monte Alegre - 28
São Paulo do Potengi - 27
São Pedro - 24
Maxaranguape - 24
Riachuelo - 19
Monte das Gameleiras - 18
São Gonçalo do Amarante - 17

Tribuna do Norte