domingo, 14 de junho de 2026

Matheus e Kauan emocionam público na 2ª noite do São João do Assú 2026

A segunda noite de shows do São João do Assú 2026 foi marcada por muita emoção, romantismo e valorização dos artistas da terra. O Polo Buraco do Prefeito recebeu mais uma noite de apresentações dentro da programação do São João Mais Antigo do Mundo.

A dupla sertaneja Matheus e Kauan abriu a noite levando ao público grandes sucessos da carreira. Com um repertório repleto de músicas românticas, os artistas encantaram os fãs e proporcionaram momentos de muita emoção, com canções que marcaram diferentes gerações.

Na sequência, a artista assuense Fádja Lorena subiu ao palco e mostrou toda a força do talento local. Com carisma e identidade musical, a cantora representou com orgulho os artistas da terra.

Encerrando a programação da noite, Israel Fernandez fez sua estreia no São João do Assú. O cantor apresentou um repertório sertanejo que animou o público e demonstrou seu potencial no cenário musical.

Neste ano, o São João do Assú celebra seus 300 anos de história, tradição e devoção a São João Batista. A programação segue até o dia 24 de junho, reunindo atrações locais, regionais e nacionais em uma grande celebração da cultura nordestina e da identidade do povo assuense.

Secom-Assú

Vinícius Júnior admite atuação ruim do Brasil: "Precisamos melhorar"

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

Autor do gol do Brasil na estreia da Copa do Mundo, o atacante Vinícius Júnior reconheceu que a seleção canarinho não teve boa atuação no empate por 1 a 1 com Marrocos. Em entrevista coletiva no MetLife Stadium, em Nova Jersey, depois do confronto deste sábado (13), o camisa 7 disse que sair perdendo atrapalhou os planos da equipe.

"Sem dúvidas, tem o peso da estreia. É sempre o jogo mais difícil, em que você tem que se adaptar o mais rápido possível. Tomamos o gol cedo, isso muda a nossa forma de jogar. Para ganhar a Copa, vamos ter que sofrer, que virar jogos. E temos que estar preparados para isso", afirmou o atacante, eleito pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) o melhor em campo.

Dominado, o Brasil viu Marrocos sair na frente aos 20 minutos, em um golaço por cobertura do atacante Ismael Saibari. A seleção africana controlava o jogo, mas em jogada individual pela esquerda, após receber passe do volante Bruno Guimarães, Vinícius Júnior deixou tudo igual dez minutos depois.

Brasil empata com o Marrocos na estreia da Copa do Mundo

Brasil empata com Marrocos e vai para o intervalo com placar de 1 a 1

"A gente não está feliz com nossa partida. Marrocos é uma excelente equipe, que joga junto há muito tempo. Precisamos melhorar para ganhar os próximos jogos", resumiu o camisa 7 brasileiro.

Questionado sobre as opções do elenco para atuar ao lado dele na sequência da competição, Vinícius Júnior evitou polemizar.

"Acho que a gente tem que se adaptar com os jogadores que temos aqui. Isso vai fazer toda diferença. Cada um tem sua característica. A experiência conta muito e tem o gás da galera jovem. Vamos precisar dos 26 jogadores", finalizou o atacante.

A seleção canarinho volta a campo na próxima terça-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), para enfrentar o Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C, que é todo disputado nos Estados Unidos - México e Canadá são os demais anfitriões.

Agência Brasil

STF mantém suspensão do concurso da Polícia Militar e impede realização de provas

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, suspendeu decisão do TJ-RN que autorizava a continuidade do concurso da Polícia Militar do RN. Com isso, permanece válida a paralisação do certame e o impedimento das provas previstas para domingo (14)

Foto: Magnus Nascimento

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou a suspensão dos efeitos de uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJ-RN) que havia autorizado a continuidade do concurso público para a Polícia Militar do estado. Com a medida, permanece válida a decisão de primeira instância que havia paralisado o certame e impedido a realização das provas previstas para este domingo (14).

A decisão foi proferida no âmbito da Suspensão de Liminar (SL) 1920, apresentada pela Defensoria Pública do Rio Grande do Norte. O ministro também determinou a notificação urgente do Estado, do Comando da Polícia Militar e da banca organizadora para cumprimento imediato da medida.

Ao analisar o caso, Fachin destacou que a Defensoria Pública possui legitimidade para atuar na defesa de grupos socialmente vulneráveis. O ministro também entendeu que a Presidência do TJ-RN não poderia ter revogado a suspensão do concurso, uma vez que o processo já estava sob análise da desembargadora relatora responsável pelo caso.

Na decisão, o presidente do STF apontou ainda o risco de insegurança jurídica caso o concurso prosseguisse sem a adequação das regras questionadas judicialmente. Segundo ele, a continuidade do certame poderia gerar prejuízos tanto para a administração pública quanto para os candidatos, especialmente diante da possibilidade de futura anulação do processo seletivo.

A controvérsia teve início após a Defensoria Pública questionar alterações promovidas no edital após o encerramento do prazo de inscrições. Entre os pontos contestados estão a eliminação das cotas destinadas a candidatos indígenas e quilombolas, a redução da reserva de vagas para candidatos pretos e pardos de 30% para 20% e a exclusão da participação de pessoas com deficiência (PcDs).

De acordo com a Defensoria, as mudanças contrariam entendimentos recentes do STF sobre políticas de inclusão e acesso a cargos públicos. No caso das pessoas com deficiência, a argumentação sustenta que a exclusão automática de candidatos sem avaliação individual da compatibilidade com as funções do cargo viola princípios constitucionais.

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A Justiça estadual chegou a suspender o concurso e determinar a correção do edital. Posteriormente, porém, a Presidência do TJ-RN acolheu pedido do Estado e autorizou a retomada do certame. Diante da decisão, a Defensoria recorreu ao Supremo.

A liminar concedida por Edson Fachin ainda será submetida ao referendo do Plenário do STF.

Tribuna do Norte

‘RN é vitrine no mercado internacional, exemplo na produção de frutas’, diz Waldyr Promicia

frente da Abrafrutas, Waldyr Promicia destaca o protagonismo do Rio Grande do Norte na fruticultura| Foto: Divulgação

O clima da região Nordeste, com destaque para o Rio Grande do Norte, pode ampliar a diversificação da produção de frutas e a presença do Brasil no mercado internacional. É o que avalia o presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frutas e Derivados (Abrafrutas), Waldyr Promicia, um dos nomes presentes no Fórum de Negócios da Fruticultura. O evento foi sediado na Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa), em Mossoró, com a proposta de debater os desafios e oportunidades da fruticultura brasileira.

Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, Promicia destacou os reflexos esperados na fruticultura com o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, a importância de viabilizar a abertura de uma rota do Rio Grande do Norte para a China, e os estímulos necessários para que os produtores locais possam apostar em novas variedades de frutas. Confira:

O senhor assumiu a presidência da Abrafrutas no final do ano passado, em um momento de crescimento das exportações do Brasil. Quais são as principais metas e prioridades da sua gestão para esses próximos anos à frente da associação?

A Abrafrutas tem se posicionado muito bem nesse setor, sendo a interlocutora das necessidades do setor produtivo junto ao governo e às entidades internacionais. A meta é continuar crescendo nessa linha e, nessa gestão, também pretendemos lançar luz ao mercado interno para que possamos aumentar o consumo da fruta no Brasil. Isso porque esse consumo no país ainda é pequeno, frente ao que as entidades de saúde recomendam.

Essa necessidade de expandir o mercado interno do setor da fruticultura é uma das pautas prioritárias da Associação junto ao Governo Federal?

Sim, nós estamos trabalhando junto com o Governo, além das Centrais de Abastecimento (Ceasas), como o Ceagesp, para fazer uma operação conjunta. No momento estamos realizando uma pesquisa muito ampla sobre o porquê que o brasileiro não consome tanta fruta, perguntando quais são as dificuldades, ou seja, se é uma falta de hábito, ou se o problema está no preço, por exemplo. Com esses dados em mãos, pretendemos fazer uma campanha ampla junto com o Governo Federal, Sebrae e entidades de distribuição, como as Ceasas, para promover a nossa fruta.

Entrando na pauta do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, que entrou em vigor em maio deste ano, como o Brasil e, especialmente o Rio Grande do Norte, pode se beneficiar desse acordo para elevar a sua produção e suas exportações de frutas?

É uma oportunidade gigantesca de ampliação, pois estamos ganhando mais competitividade. Nós tínhamos uma perda de competitividade junto ao mercado internacional, com taxas e tarifas para atender a União Europeia, que é o mercado mais exigente do mundo e onde temos uma atuação relevante. Com essa melhora nas taxas, poderemos ampliar não apenas as exportações de frutas com as quais já trabalhamos, mas com outras que podem ser desenvolvidas. O Rio Grande do Norte, principalmente, é uma vitrine para o mercado internacional, sendo exemplo de resiliência e produção de frutas de qualidade.

O Rio Grande do Norte também é reconhecido por ser o maior produtor e exportador de melão do país, respondendo por cerca de 61% da produção interna. O Comitê Executivo de Fruticultura do RN avalia que esse número poderia ser maior se o Estado conseguisse viabilizar uma rota direta de embarque para a China, já que o país é autorizado a exportar para o mercado chinês desde 2019. Há alguma articulação na Abrafrutas para auxiliar na viabilização dessa rota?

O Rio Grande do Norte é um protagonista e a abertura de uma rota para a China seria extremamente importante, porque a perecibilidade das frutas precisa ser levada em conta. Então temos que ter rotas mais curtas e rápidas, além de infraestrutura de estradas. Isso é algo que estamos sempre falando com companhias e com o governo. Caso a rota fosse viabilizada, acredito que o Rio Grande do Norte poderia dar um salto e dobrar ou até triplicar a sua produção. Do que depender da Abrafrutas, nós vamos lutar para que isso aconteça.

Esse diálogo junto ao Governo e algumas companhias acontece de maneira periódica, sendo uma pauta permanente da associação?

Ainda não é uma pauta permanente, mas sim pontual, pois a Abrafrutas trabalha por demanda. E essa [rota] é uma demanda válida não apenas para o melão, mas também para outras frutas. Em breve o limão deve estar alcançando essa abertura de mercado para a China, fruta essa que está despontando no cenário do Rio Grande do Norte, que tem muita produção. Então estamos sempre atentos para buscar soluções para o setor inteiro, o que beneficia toda a cadeia produtiva das frutas. Viabilizando uma rota dessa, o envio de todas as frutas que podem ser enviadas não apenas para a China, mas também para outros países, como a África e a índia, será viabilizado.

Em relação ao mercado nacional, o Brasil é um dos maiores produtores de frutas do mundo, mas o que ainda falta para o país ganhar mais espaço no mercado internacional por meio das exportações?

A questão é exatamente esta: a cultura brasileira foi feita em cima do mercado interno, e a exportação veio meio que de contrapeso, diferente de outros países, como o Chile e Peru, que já construíram a fruticultura para exportação porque não têm mercado interno. Além disso, algumas variedades que a gente tem aqui [não são as consumidas pelo mercado externo]. O Brasil é um grande produtor de abacate, por exemplo, mas esse abacate não é o ‘avocado’ que os países de fora querem. Então é muito mais fácil você conseguir exportar uma fruta que tanto o mercado interno quanto externo consomem. É uma questão cultural de desenvolvimento de novas variedades e até de crescimento do que já tem. A boa notícia é que todas as frutas que eles querem e que nós ainda não produzimos na variedade certa, podemos produzir. Isso porque o nosso clima é favorável a qualquer variedade que se queira implantar, além do que conseguimos adaptar variedades para o nosso clima. O Brasil é um país com possibilidade de produção o ano todo. Isso, no médio e longo prazos, vai dar cada vez mais condições ao país dominar mercados mundiais por conta dessa continuidade de safra . Então, eu vejo que principalmente no Nordeste, e no Rio Grande do Norte, há uma condição climática para produção o ano todo de qualquer fruta.

E nesse processo de diversificação da produção para conseguir alcançar cada vez mais o mercado internacional, quais são os estímulos necessários para além do clima favorável que a gente encontra?

O estímulo é realizar contas e pesquisas, ou seja, trazer a Embrapa para dentro do processo para mostrar ao produtor o que é viável e bom negócio plantar, pensando nas regras e exigências internacionais, para você atender os mercados nacional e internacional. Demonstrou isso, o produtor vai atrás e faz acontecer.

Falando um pouco sobre desafios, uma das principais ameaças fitossanitárias à produção e exportação de frutas é a mosca da fruta. De que forma o trabalho da Abrafrutas tem contribuído para ampliar a segurança fitossanitária da produção nacional?

A gente faz um acompanhamento de todos os eventos que há dos controles existentes no país e auxiliamos quando precisamos buscar mais recursos junto ao Governo Federal. Então atuamos não como fiscais, mas como parceiros em todos esses projetos de controle.

E ainda nesta pauta sobre desafios, de que forma os custos logísticos, principalmente diante de conflitos internacionais e das mudanças no comércio exterior, têm impactado o setor de fruticultura do país?

É um desafio atual. Estamos enfrentando aumentos do frete e a logística do Brasil também não é favorável. Ainda falta uma melhor infraestrutura de cadeia fria nos nossos portos, por exemplo, para podermos ter uma maior segurança. Mas acredito que isso tudo passa e o agricultor de uma forma geral é muito resiliente. Enquanto isso, ajustamos os nossos custos e damos o nosso jeito.

Como o senhor vê a importância hoje da fruticultura para a geração de emprego e renda, especialmente aqui no Rio Grande do Norte?

Eu estive na Ufersa. É incrível ver o que a fruticultura traz de desenvolvimento para uma região. O índice do IDH de qualquer região frutífera é mais elevado do que o resto do país. A fruticultura representa 16% de toda a mão de obra empregada no agronegócio, [segundo dados da Abrafrutas]. É um setor que exporta pouco, mas é gigantesca a nossa participação em termos de mão de obra. Além disso, é uma mão de obra muito bem remunerada e que qualifica pessoas em grande número. Uma fazenda de 100 hectares de fruta, por exemplo, emprega no mínimo de 80 a 100 pessoas.

QUEM

Além de ser um dos fundadores e atual presidente da Abrafrutas, Waldyr Promicia preside a Câmara Setorial da fruticultura do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA). No setor empresarial, atua como CEO da Itacitrus, reconhecida como uma das maiores produtoras e exportadoras de limão Tahiti orgânico do mundo.

Tribuna do Norte

RN lidera índice de adesão à B3 no Nordeste e soma R$ 3,22 bi em ativos

O RN soma 57 mil investidores pessoa física na Bolsa, com R$ 3,22 bilhões aplicados em renda variável. Com adesão de 1,64% da população — ou 1,87% considerando o número de contas —, o estado lidera o Nordeste em participação na B3.

Analista aponta que o interesse pela Bolsa de Valores está em franco crescimento no RN, embora ainda prevaleça no Estado o perfil de um investidor mais conservador| Foto: Magnus Nascimento

O Rio Grande do Norte soma 57 mil investidores pessoa física na Bolsa de Valores do Brasil (B3). Juntos, eles mantêm R$ 3,22 bilhões custodiados (investidos e aplicados) em ativos de renda variável, segundo dados da própria B3 atualizados no início deste mês. Ao todo, o RN soma 64,6 mil contas na Bolsa, sendo que cada CPF pode ter mais de uma conta. Levando em consideração a população estimada do estado (de 3,4 milhões de habitantes, segundo o IBGE), a adesão dos potiguares à B3 é de 1,64% - esse índice sobe para 1,87% quando se considera o número de contas, colocando o estado com a maior adesão entre as nove unidades federativas do Nordeste.

Ainda levando em conta a proporção número de contas/população, Pernambuco é o segundo estado da região com maior adesão (1,77%), seguido do Ceará e de Sergipe (cada um com 1,72% de adesão) e da Bahia (1,63%). No Maranhão está a menor adesão, de acordo com os dados cruzados pela reportagem (de apenas 1%).

Em termos de valores nominais sob custódia na B3, a Bahia lidera, com um volume de R$ 15,53 bilhões, acompanhado de Pernambuco (R$ 10,18 bilhões), Ceará (R$ 9,79 bilhões) e Maranhão (R$ 6,85 bilhões). O RN e a Paraíba (R$ 2,74 bilhões) vêm em seguida neste recorte, enquanto o Piauí ocupa a última posição, com R$ 1,32 bilhão.

Em uma análise por quantitativo de contas, a Bahia (242,4 mil contas) alcança o primeiro lugar entre os estados do Nordeste. Depois vêm Pernambuco (169,7 mil contas), Ceará (160 mil), Maranhão (70,8 mil), Paraíba (67,3 mil) e o RN (64,6 mil) em sexto lugar. Os dados mostram, portanto, que o investidor norte-rio-grandense possui um patrimônio aplicado maior por conta do que o investidor paraibano. Neste comparativo, Sergipe ocupa a última posição, com 39,7 mil contas.

Em todo o País, de acordo com a B3, são 6,4 milhões de contas, com um volume de R$ 661,9 bilhões custodiados. Apesar de ter a maior adesão no comparativo do número de contas/população, a participação total do RN na B3 é de apenas 0,49%.

Juliana Miranda assessora investidores há 21 anos no mercado| Foto: Cedida

Segundo a assessora de investimentos Juliana Miranda, da Avin Investimentos, empresa com cartela de clientes no Rio Grande do Norte, os números no Estado, de um modo geral, mostram que o interesse pela Bolsa está em franco crescimento, embora ainda prevaleça no RN o perfil de um investidor bancarizado e conservador. “Isso significa que esse investidor aplica o dinheiro em emissões bancárias, como CDBs, LCIs e LCAs”, afirma Juliana Miranda.

Além disso, de acordo com a assessora, os potiguares também investem bastante em produtos de renda fixa, como CRIs, CRAs, e debênturas, emitidos por empresas e atrelados ao IPCA. “No entanto, a gente observa, no RN e no Nordeste, um interesse crescente por produtos menos tradicionais, como os investimentos na Bolsa. Então, há muito espaço para crescimento”, avalia Juliana, que é economista CFP (especialista em mercado financeiro e planejamento pessoal) e atua no mercado há 21 anos.

“Para se ter uma ideia desse crescimento, o Nordeste registrou alta de 112% entre 2020 e 2023 no número de investidor pessoa física indo em busca da B3. É um índice superior ao do Sul e Sudeste, onde esse tipo de investimento já é consolidado. Nesse sentido, estamos em uma velocidade muito maior do que estávamos antigamente. E a gente espera que, com a queda da taxa Selic, aguardada com ansiedade pelo mercado, essa corrida [pela B3] ganhe ainda mais fôlego”, afirma a especialista.

Investimentos representam 3,16% frente ao PIB potiguar

O valor total investido pelos potiguares em renda variável na Bolsa de Valores representa 3,16% frente ao Produto Interno Bruto (PIB) local, que é de R$ 107,1 bilhões, segundo o IBGE. Os dados da B3 revelam que os homens são maioria entre os investidores da Bolsa no RN. Eles detêm 49,9 mil contas, com uma soma total de R$ 2,68 bilhões custodiados. Já as mulheres respondem por 14,6 mil contas, que somam R$ 0,53 bilhão. O cenário acompanha o que se observa no restante do Brasil. Em todo o País, os homens respondem por 4,7 milhões de contas na Bolsa, que resultam em R$ 502,15 bilhões. As mulheres, por sua vez, são responsáveis por 1,7 milhão de contas, que somam R$ 159,83 bilhões custodiados.

Os valores custodiados são aqueles investidos e aplicados e que ficam sob custódia da Bolsa. Eles estão separados de operações opcionais, como a movimentação de produtos onde são colocadas alavancagens (na alavancagem é utilizado dinheiro emprestado para melhorar a exposição de um investimento no mercado).

“Como exemplo, podemos pensar em um investidor que compra mil cotas de uma empresa por R$ 40 cada, totalizando R$ 40 mil dentro da B3. Mas o investidor terá um valor maior se ele quiser fazer uma alavancagem em cima desse produto. No entanto, o montante custodiado continuaria sendo R$ 40 mil”, explica Juliana Miranda.

Ela orienta que, para início dos investimentos na Bolsa, alguns cuidados devem ser tomados. “Para começar, o mais indicado é se alfabetizar sobre o tema, com educação financeira. Depois, é preciso desmistificar que, para investir, é necessário muito dinheiro. O que é preciso, na verdade, é disciplina e recorrência. Uma dica muito importante é separar as economias em três caixinhas – uma para reserva emergencial, uma para a construção de patrimônio e a terceira para a aposentadoria”, ensina.

Após isso, a orientação da especialista é que, para investidores inexperientes, o ideal é aplicar algo em torno de 5% a 7% da renda em ativos. Para os mais experientes, o investimento pode ser maior, entre 7% e 15%. Para o investidor sofisticado – aquele que já tem um nível avançado de conhecimento e até opera sozinho, a alocação em recursos deve ser em torno de 15% a 25% do próprio patrimônio, conforme orienta a assessora em investimentos. “Lembrando que o mais importante é respeitar o perfil de cada um”, pondera.

O médico Eduardo Faria, de 53 anos, vem de uma família com longa tradição em investir na B3. Familiarizado com o assunto desde criança, o investidor afirma que a dica de ouro é planejar. Faria conta que, ainda menino, o pai já comprava ações em nome dele. Por volta dos 25 anos, o médico assumiu os investimentos por conta própria, com foco no longo prazo. Segundo ele, isso garante mais tranquilidade, sem preocupações quanto a oscilações da Bolsa.

“Quem investe, conhece bem o Plano 15 mais, que consiste em estabelecer metas em um ano, cinco anos e mais. No primeiro ano, cria-se uma reserva de emergência. Nesta fase, nada de pensar na Bolsa, apenas em renda fixa. Em cinco anos, a meta é ter uma reserva para trocar o carro ou fazer uma viagem, com investimentos também em renda fixa. Depois dos cinco anos, parte do que é investido deve ir para renda fixa e a outra para renda variável”, comenta o médico, que traz na bagagem cerca de 25 anos de investimentos na Bolsa.

Investimentos dos potiguares no Tesouro Direto

Além dos investimentos custodiados em renda variável, os potiguares somam R$ 1,8 milhão em aplicações no Tesouro Direto. De acordo com a B3, são 36,3 mil investidores no Rio Grande do Norte – em todo o Brasil eles são 3,4 milhões, que somam R$ 235,6 bilhões em custódia. Os números sobre a participação do RN nas aplicações do Tesouro ajudam a entender, de forma mais consistente, o quanto o investidor local é conservador.

O Tesouro Direto é uma alternativa em renda fixa em que o investidor sabe, no momento da aplicação, quanto o dinheiro vai render no futuro. A B3 explica que, além de ser um produto simples de investir e possibilitar a escolha por títulos que rendam algum dinheiro ao investidor no curto, no médio e no longo prazos, o tesouro é extremamente seguro e permite aplicações iniciais a partir de R$ 30. Ao investir, o interessado adquire um título com a segurança do Tesouro Nacional. Cada título tem uma data própria de vencimento definida, mas é possível resgatá-lo antes do prazo final contratado.

A assessora em investimentos Juliana Miranda analisa que o interesse dos potiguares por renda fixa tem a ver com diferentes fatores. “O RN e o Nordeste ainda são mais propensos ao consumo do que à preservação de fundos de investimento.

E a região, de um modo geral, possui menos escritórios de assessoria, então tudo isso provoca reflexos na hora de diversificar e de apostar em produtos mais elitizados e sofisticados. Para isso, e é importante que se diga, o ideal é ter o acompanhamento de profissionais com ampla experiência no mercado”, pontua a especialista.

Números

Investimentos na B3 nos estados do Nordeste

Número de contas
BA 242.433
PE 169.752
CE 160.008
MA 70.823
PB 67.325
RN 64.664
AL 44.908
PI 40.816
SE 39.710

Valor sob custódia
BA R$ 15,53 bi
PE R$ 10,18 bi
CE R$ 9,79 bi
MA R$ 6,85 bi
RN R$ 3,22 bi
PB R$ 2,74 bi
SE R$ 1,79 bi
AL R$ 1,62 bi
PI R$ 1,32 bi

Adesão à B3*
RN 1,87%
PE1,77%
CE 1,72%
SE 1,72%
BA 1,63%
PB 1,61%
AL 1,39%
PI 1,20%
MA 1%

*O percentual de adesão foi calculado levando em consideração o número de contas na B3 e a população estimada pelo IBGE em 2025 em cada estado

Fonte: B3

Felipe Salustino/Repórter

Tribuna do Norte

Colecionador resgata a memória de Dequinha e Marinho Chagas

Alexandre Gurgel afirma que a ideia de expor o material surgiu da necessidade de preservar e divulgar uma história pouco conhecida| Foto: Alex Régis

Um acervo histórico que ajuda a contar parte importante da trajetória do futebol potiguar está sendo apresentado ao público na Arena das Dunas. O jornalista e pesquisador Alexandre Gurgel abriu uma exposição dedicada a dois dos maiores nomes do esporte do Rio Grande do Norte: Dequinha e Marinho Chagas, únicos potiguares natos a disputar uma Copa do Mundo pela Seleção Brasileira. A mostra integra a programação do evento Torcida Ginga e reúne camisas, revistas, fotografias e documentos raros ligados aos dois ídolos.

O autor da exposição tem em vista que o acervo de um verdadeiro colecionador não foi feito para mofar em um armário. Ele precisa respirar, ser visto, provocar conversa. É com foco principal nos jovens potiguares, que ele decidiu promover o evento.

Colecionador desde a infância, Gurgel afirma que a ideia de expor o material surgiu da necessidade de preservar e divulgar uma história que, segundo ele, ainda é pouco conhecida pelas novas gerações. O interesse pela arte de colecionar começou aos nove anos de idade, quando recebeu do pai, Deífilo Gurgel, algumas relíquias do tricampeonato carioca conquistado pelo Flamengo entre 1953 e 1955, período em que o mossoroense Dequinha atuava como destaque da equipe rubro-negra. A paixão pela pesquisa resultou, anos mais tarde, na publicação do livro A Copa é Nossa, lançado em 2014.

Entre as peças da exposição, uma das mais valiosas remete ao período em que a Seleção Brasileira adotou definitivamente a camisa amarela após a Copa do Mundo de 1950. Segundo Alexandre Gurgel, Dequinha teve participação importante nesse momento histórico. “A primeira vez que a nova camisa foi apresentada ao público foi em 1954 e Dequinha já estava convocado para a Seleção. Ele foi um dos primeiros jogadores a vestir a amarelinha em partidas oficiais”, destaca.

O pesquisador ressalta que a importância do ex-volante vai muito além da participação no Mundial da Suíça. Dequinha foi titular da Seleção na estreia de Garrincha, em 1955, e também integrou a equipe que realizou a primeira excursão brasileira à Europa, atuando em Wembley, em 1956. “Ele é muito subvalorizado na memória esportiva do Rio Grande do Norte. Natal e Mossoró têm uma dívida histórica com Dequinha”, afirma.

Se Dequinha abriu caminho, Marinho Chagas levou o futebol potiguar a um novo patamar de reconhecimento internacional. Considerado por muitos especialistas como um dos melhores laterais-esquerdos da história do futebol brasileiro, o natalense foi um dos destaques da Seleção na Copa do Mundo de 1974, na Alemanha.

“Marinho foi o grande nome do Brasil naquela Copa. Ninguém jogou mais do que ele”, diz Alexandre Gurgel, mostrando uma das peças mais curiosas da coleção: uma revista que traz uma fotografia do zagueiro holandês Johan Krol erguendo o braço do potiguar após um confronto entre Brasil e Holanda, gesto onde reconhecia a qualidade do atleta potiguar. Para o pesquisador, a imagem simboliza o respeito conquistado pelo jogador diante dos maiores craques da época.

Além do talento em campo, Marinho também ficou conhecido pela personalidade forte e pelo perfil inovador. Gravou disco, participou de programas de televisão e se transformou em uma das primeiras figuras midiáticas do futebol brasileiro. “Ele era um jogador à frente do seu tempo. Tinha qualidade técnica, carisma e não tinha receio de enfrentar ninguém”, ressalta Gurgel.

A exposição permanecerá aberta durante a realização do Torcida Ginga e terá renovação constante das peças apresentadas ao público. Entre os itens expostos estão réplicas das camisas utilizadas por Dequinha em 1954 e por Marinho Chagas em 1974, revistas históricas e até o disco gravado pelo ex-lateral.

Ao exibir suas raridades, Alexandre Gurgel espera despertar o interesse dos jovens pela história do futebol potiguar. “Hoje muitos conhecem todos os detalhes do futebol europeu, mas pouco sabem sobre os grandes jogadores que nasceram aqui. Precisamos mostrar que a história da Seleção Brasileira também foi construída por potiguares”, reforçou.

Enquanto projetos de memoriais dedicados a Marinho Chagas, em Natal, e a Dequinha, em Mossoró, não saem do papel, o pesquisador promete seguir utilizando seu acervo como ferramenta de preservação da memória esportiva do Estado, mantendo viva a trajetória de dois personagens fundamentais para o futebol brasileiro.

Tribuna do Norte

Crédito amplia negócios com foco em economia circular e biodiversidade no RN

A diretora-técnica Vanessa Fernandes destaca que o acesso ao crédito foi fundamental para expansão da Plantus, que conecta a agricultura familiar à cadeia de bioativos| Foto: Magnus Nascimento

A potiguar Elisângela Lemos, de 52 anos, não consegue dizer o ano exato em que o empreendedorismo entrou na sua vida. Mas, basta perguntar o foco do seu negócio que a resposta vem sem dificuldade: “Eu costumo dizer que a gente transforma caixinhas em amor”. Por trás do balcão da sua loja, localizada na cidade de Areia Branca, ela segura com orgulho as lembrancinhas que ganham vida a partir da reciclagem e fortalecem a economia circular no Rio Grande do Norte.

Neta de agricultores, a empreendedora acompanhava os avós nas plantações, colheitas e venda de produtos naturais. Percebeu que aquele trabalho independente era o que dava sustento para a família. Na adolescência, para continuar mantendo os estudos e alcançar sua própria independência, passou a atuar como revendedora por meio de revistas. “Eu sempre busquei os meus estudos. Como os recursos eram poucos, comecei a trabalhar”, relata.

Elisângela conseguiu terminar o ensino básico e se formou em Serviço Social, mas foi quando ficou desempregada que resolveu tornar o empreendedorismo sua fonte de renda principal. Sua loja, a E&G Cestas e Mensagens, nasceu por meio de um improviso na sala da casa da sua mãe. O negócio começou a se expandir, até alcançar um espaço independente com a ajuda do crédito do Banco do Nordeste (BNB).

A modalidade de crédito acessada pela empreendedora foi o Crediamigo. O empréstimo mais recente foi realizado para melhorar a infraestrutura da sua loja. De acordo com dados do BNB, de janeiro a abril de 2026, o programa concedeu R$ 219,9 milhões em 61,7 mil operações de crédito para iniciativas do Rio Grande do Norte. Em 2025, o montante foi de R$ 695,6 milhões, em mais de 195 mil empréstimos.

O superintendente estadual do BNB no Rio Grande do Norte, Jeová Lins, aponta que o Crediamigo tem como princípio a garantia solidária e foca em pessoas que têm vocação empreendedora, mas estão na informalidade. “Nosso objetivo é que no futuro ela [a pessoa que contrai o empréstimo] seja uma MPE ou uma grande empresa entrando pela porta da frente”, destaca.

Elisângela acessou o Crediamigo para melhorar a estrutura da loja| Foto: Cedida

O negócio de Elisângela, voltado à produção de cestas recicladas para presentes, é resultado de uma prática que ela adotava muito antes de a sustentabilidade se tornar um tema em evidência: “Eu sempre utilizei materiais recicláveis, como papel e papelão. Se tivesse um pedaço de MDF e a porta de um guarda-roupa por perto, eu recortava e montava alguma cestinha ou outra peça”, completa.

Os materiais utilizados na reciclagem pela empreendedora são frutos do seu próprio consumo, mas ela também atua em parceria com outros empreendedores locais para complementar as cestas e levar mensagens em um carro de som. Além do público em cidades potiguares, ela fidelizou clientes que hoje residem na até na Noruega e na Alemanha.

Quando não está na sua loja, Elisângela se mantém como uma presença forte em Areia Branca, seja ministrando oficinas para outras mulheres, ou buscando novas formas de se capacitar. “Isso é empreender: acreditar que o que você fez com carinho, seja uma cesta ou algo mais sofisticado, o cliente vai querer comprar de você. É fazer com que o lucro chegue na mesa do seu filho e da sua família”, destaca.

Valorização da biodiversidade e saberes locais

O desejo de impactar comunidades locais também acompanha Zelita Maria Santos Rocha, de 55 anos, fundadora e CEO da Plantus. A empresa está sediada em Nísia Floresta, na Grande Natal, e tem como foco o fornecimento de óleos essenciais, óleos vegetais, manteigas e extratos para a indústria de cosméticos, farmácia e alimentícia. No processo produtivo, a prioridade está no uso sustentável da matéria-prima e na geração de renda para a agricultura familiar.

Natural de Minas Gerais, ela mora no Rio Grande do Norte desde 1998, e em 2003 ingressou como pesquisadora em um projeto das Nações Unidas (ONU) voltado à conservação ambiental e sustentabilidade. A entrada na iniciativa foi possibilitada por sua atuação anterior em ações socioambientais, como Greenpeace e SOS Mata Atlântica.

Com um interesse genuíno por plantas medicinais, herdado pelos avós que lhe passaram conhecimentos orais sobre esses recursos, foi atuando como pesquisadora que Zelita começou a estudar o uso de ativos da biodiversidade para a indústria. Nesse momento, percebeu uma dor das comunidades de agricultores no Estado e na região Nordeste: permitir que seus produtos tivessem reprodutibilidade e alcançassem empresas que usam bioativos na fabricação de produtos.

A percepção do problema impulsionou a fundação da Plantus, que favorece a conexão entre a indústria e a agricultura familiar. “A visão da Plantus é essa: trabalhar com os pequenos produtores da agricultura familiar e buscar parceiros sérios que acreditem que trabalhar com biodiversidade e o orgânico é algo importante”, aponta a CEO da empresa.

O processo de expansão da empresa, especialmente na parte industrial para a compra de equipamentos e realização de reformas, foi possibilitado pelo acesso a programas de crédito do BNB para micro e pequenas empresas (MPE). De acordo com dados do BNB, foram concedidos R$ 518,6 milhões em 4,8 mil operações de crédito para MPEs no Rio Grande do Norte em 2025. Apenas nos quatro primeiros meses deste ano, foram R$ 126,7 milhões em 1,1 mil operações.

Jeová Lins, superintendente estadual do Banco do Nordeste no RN| Foto: Magnus Nascimento

O BNB classifica como microempresas negócios com faturamento anual de até R$ 360 mil, enquanto que para ser pequena empresa o valor parte de R$ 360 mil até R$ 4,8 milhões. De acordo com Jeová Lins, a principal vantagem é a possibilidade de financiar em até 100% o valor limite estabelecido para enquadrar cada empresa.

“O Banco é o maior parceiro da Plantus. Não tem como vermos crescimento sem esse apoio”, afirma Zelita, reforçando que a Plantus auxilia na ponte entre os agricultores e a instituição financeira.

A diretora-técnica da Plantus, Vanessa Fernandes, explica que inicialmente cerca de 80% dos ativos usados na empresa vinham dos pequenos produtores, incluindo desde famílias no RN até as de regiões da Amazônia. O treinamento dos trabalhadores sobre o cultivo sustentável foi possibilitado mediante uma parceria que ainda se mantém ativa com a ONG Fitovida.

Com o aumento da demanda por ativos, especialmente vindos de plantas exóticas, a empresa começou a trabalhar com fazendas próprias, sendo a primeira adquirida nos Estados Unidos. Já no Rio Grande do Norte, são quatro propriedades, localizadas em São José de Mipibu, Touros, Serra de São Bento e Pedra da Macambira, sendo esta última na divisa do Estado com a Paraíba. Em todas elas, são mantidas uma área de agrofloresta e uma de cultivo por meio do sistema agroflorestal.

Uma das fazendas é a de Japecanga, localizada em São José de Mipibu, que vem contribuindo para a preservação dos biomas caatinga e mata atlântica. É nesse local, também, que a Plantus realiza atividades com estudantes de duas escolas públicas da região com foco na conscientização sobre o uso sustentável de recursos naturais.

“A floresta de Japecanga ia ser derrubada para virar madeira para uma madeireira. Nós adquirimos a fazenda com o objetivo de preservar a floresta e fazer uso sustentável do entorno dela, além de reflorestar uma área que tinha sido devastada pelo antigo agricultor”, lembra Zelita Rocha.

Como metade da demanda da Plantus atualmente é suprida pelas suas fazendas, Vanessa Fernandes observa que a empresa buscou fortalecer a independência dos agricultores: “A gente sempre incentivou as nossas comunidades a não ficarem dependentes somente de um fornecedor, então recomendamos que distribuam entre diferentes clientes para que mantenham a própria sustentabilidade”.

Sustentabilidade como pilar

A professora Marjorie Medeiros, coordenadora do Programa de Educação Ambiental (ProEA) da Diretoria de Meio Ambiente (DMA) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), aponta que a valorização das comunidades locais está entre os princípios de modelos de negócio sustentáveis. Quando ocorre o uso sustentável da biodiversidade, especialmente, o processo tem um conceito definido: “É o que chamamos de bioeconomia, que consiste no uso de recursos biológicos renováveis para produzir, alimentos, energia, materiais e medicamentos”.

Já quando o foco está na transformação de resíduos em novos produtos, conforme explica o professor Julio Rezende, do Departamento de Engenharia de Produção da UFRN, a iniciativa se encaixa no conceito da economia circular. “Esse processo diminui os impactos ambientais e gera valor econômico a partir de recursos que, de outra forma, seriam descartados”, destaca.

De acordo com Jeová Lins, que preside o BNB-RN, alcançar negócios de menor porte e de regiões mais afastadas é uma prioridade para o banco. “Se trabalhamos com o resgate da cidadania, geração de emprego e renda e promoção à igualdade social, temos que trabalhar no pequeno”, ressalta.

Crédito concedido

2025
MPEs - R$ 518,6 milhões em 4,8 mil operações de crédito
Crediamigo - R$ 695,6 milhões em mais de 195 mil operações

De 1º de janeiro a 30 de abril de 2026:
MPEs - R$ 126,7 milhões em 1,1 mil operações
Crediamigo - R$ 219,9 milhões em 61,7 mil operações.

Kayllani Lima Silva/Repórter

Tribuna do Norte

sábado, 13 de junho de 2026

Michele Andrade, Thúllio Milionário e Rafinha no Comando abrem os 300 anos do São João do Assú

O São João do Assú 2026 teve sua abertura oficial na noite desta sexta-feira (12), marcando o início das celebrações dos 300 anos de devoção a São João Batista. Com o tema “300 anos de devoção e alegria”, a primeira noite contou com shows de Michele Andrade, Thúllio Milionário e Rafinha no Comando na Praça São João Batista, no Polo Buraco do Prefeito.

A programação começou ainda durante a tarde com o Arraiá da Criança, que levou diversão para os pequenos e suas famílias em um arrastão animado com a cantora Mara Dias pelas ruas de Assú.

Durante a abertura oficial, o prefeito Lula Soares destacou a importância histórica da edição deste ano.

“Estamos vivendo um momento único para Assú. Somos a geração que tem a honra de celebrar os 300 anos do São João mais antigo do mundo. E temos uma característica que nos torna ainda mais especiais: somos a única cidade que celebra um grande São João tendo São João Batista como padroeiro. Nossa festa não é apenas um evento social. Ela é cultural, religiosa e representa a fé, a identidade e as tradições do nosso povo. Isso engrandece ainda mais essa história que atravessa séculos e continua viva no coração dos assuenses”, afirmou o prefeito.

Antes da abertura dos shows, Lula Soares também prestou homenagem ao poeta assuense Paulo Varela, que faleceu na última quarta-feira (10), aos 79 anos. Em reconhecimento à sua contribuição para a cultura assuense, a Prefeitura do Assú decretou luto oficial de três dias.

A programação deste sábado (13) começou com o tradicional Café com a Educação, realizado na Praça São João Batista. O momento reuniu profissionais da educação em uma confraternização junina animada pelo show de Chiquinho do Acordeon.

À tarde, o Polo 24 de Junho, em frente à Varanda do Bode, recebe Edu Barreto, às 16h, seguido por Zé Filho, às 17h30. Em seguida, às 19h, o público poderá acompanhar, em telão, a estreia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo diante de Marrocos.

Já à noite, o Polo Buraco do Prefeito recebe mais uma programação de shows a partir das 22h. Sobem ao palco Matheus e Kauan, Fádja Lorena e Israel Fernandez, dando continuidade às celebrações dos 300 anos do São João mais antigo do mundo.

A festa conta diariamente com um efetivo de cerca de 250 policiais militares, além de monitoramento por câmeras e sistema de reconhecimento facial integrado às forças de segurança. O acesso ao circuito é realizado por portais com detectores de metal, e a entrada de recipientes de vidro é proibida.

A Praça São João Batista permanece interditada durante todo o período festivo, com bloqueios adicionais nas ruas do entorno a partir das 18h.

O São João do Assú segue até o dia 24 de junho, celebrando três séculos de fé, tradição, cultura e orgulho para o povo assuense.

Secom-Assú

sexta-feira, 12 de junho de 2026

Integração no palco: Idosos, alunos da APAE e estudantes da rede municipal abrem exibições juninas.

O São João do Assú 2026 iniciou o circuito de exibições juninas com uma noite direcionada à inclusão social e à integração comunitária na Praça São João Batista. O público acompanhou as apresentações de quadrilhas formadas por grupos de idosos, alunos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) e estudantes da Rede Municipal de Ensino. A abertura reuniu diferentes gerações no palco principal, utilizando a manifestação da cultura popular como um mecanismo de valorização da diversidade e fortalecimento dos laços sociais das instituições parceiras dentro do calendário comemorativo dos 300 anos de devoção ao padroeiro.

Dando continuidade ao cronograma cultural, as exibições desta quinta-feira (11) ficam sob a responsabilidade das quadrilhas juninas formadas pelos alunos das escolas privadas do município. Essa sequência de atividades antecede a abertura oficial dos grandes shows no Polo Buraco do Prefeito, agendada para esta sexta-feira, 12 de junho, Dia dos Namorados, com apresentações de Michele Andrade, Thullio Milionário e Rafinha no Comando, além do bloco infantil Arraiá da Criança na Avenida Senador João Câmara, às 17h30.

Para garantir a organização de todo o período festivo, a prefeitura finaliza as estruturas de ampliação de mobilidade na praça e conta com o reforço operacional de 250 policiais militares em regime de diárias pagas pelo Governo do Estado.

Secom-Assú

Ao negar extradição de Zambelli, Justiça italiana cita Moraes

Corte afirmou que magistrado brasileiro foi "vítima e juiz"

Lula Marques/ Agência Brasi

A Corte de Cassação de Roma, instância máxima de apelação da Justiça italiana, publicou a íntegra da decisão em que negou a extradição ao Brasil da ex-deputada Carla Zambelli, condenada a 10 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). 

A decisão italiana diz respeito ao pedido de extradição feito pelo Brasil relativo ao caso de invasão aos sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), crime pelo qual foi considerada culpada pela Primeira Turma do Supremo, no ano passado. 

Para a Justiça italiana, há “diversos elementos” que trazem dúvida sobre a imparcialidade do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo. Isso porque ele ocupou diferentes papéis ao longo do processo, sendo, além de juiz, o prejudicado pelo ato considerado criminoso. 

A decisão italiana afirma haver “insuficiência e ilogicidade da fundamentação em relação ao acúmulo das funções de vítima, juiz de primeira instância, juiz de segunda instância e juiz da execução na pessoa de M.A.D.M. [Ministro Alexandre de Moraes]”.

A Corte de Cassação concluiu que Moraes atuou, nesse caso específico, “em violação ao princípio da imparcialidade e da independência do juiz”. 

Pouco antes da condenação se tornar definitiva, Zambelli fugiu, em julho do ano passado, para os Estados Unidos e em seguida para a Itália, país do qual possui cidadania. Ela foi presa no país europeu para aguardar o julgamento do pedido de extradição feito pelo Brasil, mas acabou solta em maio deste ano, depois da decisão que rejeitou o procedimento. 

Há ainda, contudo, um segundo pedido de extradição em tramitação na Justiça italiana, ao aguardo de uma decisão da Corte de Cassação italiana. 

Esse caso diz respeito a uma condenação da ex-deputada por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal no episódio em que ela sacou um revólver e perseguiu um jornalista pelas ruas de São Paulo, em 2022. 

Acionados, o Supremo Tribunal Federal ou o gabinete do ministro Alexandre de Moraes ainda não se manifestaram sobre a decisão da Justiça italiana. 

Agência Brasil