quarta-feira, 13 de maio de 2026

Femurn defende que PEC da escala 6x1 seja votada em 2027

Fernando Antônio Bezerra (Podemos) é vice-presidente da Femurn e prefeito de Acari-RN | Foto: Divulgação

O vice-presidente da Federação dos Municípios do RN (Femurn), Fernando Antônio Bezerra (Podemos), demonstrou preocupação com os possíveis impactos da redução da jornada de trabalho, com o fim da escala 6x1, para os municípios do Rio Grande do Norte. Ele sugere, assim como a Confederação Nacional dos Municípios (CNM), que a votação do tema seja transferida para 2027.

Conforme noticiou a Tribuna do Norte na edição do último fim de semana, um estudo da CNM aponta que a diminuição da jornada de trabalho traria um impacto financeiro da ordem de R$ 811,14 milhões às prefeituras do RN, necessitando da reposição de 15.222 empregos estatutários aos municípios potiguares.

“A CNM, Confederação Nacional dos municípios, pondera em relação ao momento do debate - e decisão - acerca de um tema tão complexo e com significativo impacto financeiro. Ou seja, em um ano eleitoral, sem as devidas adequações, sem tratarmos casos específicos de prestação de serviços à comunidade (limpeza pública, administração indireta, terceirizados, etc), vamos resolver um assunto que terá repercussão durante as décadas seguintes” afirma Fernando Antônio Bezerra.

Nesse sentindo, o vice-presidente da federaçao, também prefeito de Acari, afirma que a Femurn acompanha a CNM e “sugere que a proposta seja votada em 2027 e que, até lá, tenhamos melhor clareza das condições que possam viabilizar um transição para uma nova jornada de trabalho”.

O prefeito “Fernandinho”, como é mais conhecido, explicou que o tema não chegou a ser abordado no 4º Congresso Conecta Municípios Potiguares (Conecta), que foi realizado em Natal na semana passada e contou com a participação de pré-candidatos ao governo do Rio Grande do Norte.

“A Femurn, até por um dever institucional, não deseja comentar acerca de posicionamento - sobre o tema “jornada 6X1” - dos pré-candidatos”, disse o prefeito acariense.

Marcha dos Prefeitos

A redução da jornada de trabalho e o impacto financeiro que a medida pode trazer aos municípios é um tema a ser abordado pelos prefeitos de todo o país na 27ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, que ocorrerá entre os dias 18 e 21 de maio.

A CNM divulgou estudo sobre quatro projetos de redução da jornada de trabalho no Congresso Nacional, hoje limitada a 44 horas semanais. As propostas sugerem reduções para 40 ou 36 horas semanais, prevendo desde mudanças imediatas ou transições graduais.

Dentro da administração pública, a alteração da jornada de trabalho terá os maiores reflexos nos entes locais, uma vez que atualmente 60% do funcionalismo público do país se encontra nos municípios.

Diferentemente do setor privado, segundo a CNM, a gestão pública local lida com uma estrutura rígida: 63% dos servidores municipais são estatutários, ou seja, regidos por Regime Jurídico Único. Essa predominância estatutária limita a flexibilidade da gestão em ajustes contratuais.

As áreas mais impactadas são educação, saúde, serviços gerais e os técnicos administrativos. Aproximadamente nove a cada dez ocupações pertencem a estas áreas.

A CNM alerta que mudanças tão drásticas devem ser feitas com extrema cautela, uma vez que, no caso dos entes públicos, as consequências de medidas legislativas serão experimentadas pela própria população.

Audiência na Câmara

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse que chegou a hora de enfrentar o fim da escala 6x1 como debate geracional. Ele salientou que o papel da pasta que chefia nesse debate é encontrar o ponto de equilíbrio ótimo, convergindo os interesses.

“O debate do 6x1 é um debate geracional, é um debate que nós temos que fazer e temos que enfrentar. Está na ordem do dia, não é de agora. E convivendo, conversando com mais diversos setores, parece ter chegado a hora da gente enfrentar esse debate, de fato, como um debate geracional”, disse.

Durigan falou à Comissão Especial sobre o fim da escala 6x1, na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (12), para tratar dos aspectos econômicos sobre a redução da jornada de trabalho, prevista na proposta de emenda à Constituição (PEC) nº 221/2019.

Ao defender o fim da escala de trabalho 6x1, Durigan reconheceu que do ponto de vista das empresas, há estudos apontando para custos com a mudança. “Mas é importante ponderar isso para que a gente não ache que é algo disseminado, algo generalizado”, afirmou durante a audiência para comentar os impactos econômicos do fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso.

Tribuna do Norte

Liga Contra o Câncer inaugura Centro de Diagnóstico e Ensino do Vale do Açu no dia 29 de maio

A Liga Contra o Câncer vai inaugurar a primeira etapa do Centro de Diagnóstico e Ensino do Vale do Açu no dia 29 de maio. Essa é a primeira unidade da Liga na região Oeste do estado e deve beneficiar cerca de 300 mil moradores de 23 municípios do Vale do Açu e cidades vizinhas.

Com um investimento de mais de R$ 6 milhões, a unidade está sendo construída na rua Carolina Vanderley, Loteamento Belo Monte 2, no bairro Janduís, em Assú. O terreno de 4.520 m² foi doado por um empresário e outorgado pela prefeitura de Assú. Já os recursos foram viabilizados através de emenda de bancada, indicada pelo deputado federal Sargento Gonçalves.

Nesta primeira fase entram em funcionamento os serviços de ambulatórios, consultórios, recepção e banheiros. Já a segunda fase vai contemplar o posto de enfermagem, farmácia, salão de quimioterapia e, em seguida, será inaugurada a sala de tomografia.

A nova unidade é a terceira da Liga no interior, que já conta com o Hospital de Oncologia do Seridó, em Caicó, e o Centro de Diagnóstico e Ensino do Seridó, em Currais Novos, em funcionamento. O projeto faz parte da estratégia de interiorização da instituição, viabilizando parcerias com as secretarias de saúde municipais, capacitação de profissionais da região e acesso da população a exames e tratamento de ponta. 

"Com a chegada da Liga Contra o Câncer em Assú estamos encurtando distâncias e, principalmente, o tempo até o diagnóstico. Porque, no câncer, tempo é determinante. Queremos levar para a região acesso a exames de alta qualidade, formação de novos profissionais e educação da população para o diagnóstico precoce e a prevenção", afirma a médica Karla Emerenciano, diretora geral executiva da Liga.

ASSESSORIA DE IMPRENSA
SKA COMUNICAÇÃO

Cesta Básica tem alta de 12% em Natal em 2026

Ao todo, nove produtos registraram alta em Natal no mês de abril | Foto: Magnus Nascimento

O valor da cesta básica em Natal ficou em R$ 669,39 em abril, com variação positiva de 2,39% em relação a março e de 12,10% no acumulado entre janeiro e abril de 2026. Já no comparativo dos últimos 12 meses, a elevação foi de 1,89%. Os principais responsáveis pelos aumentos registrados no quadrimestre são o tomate, com alta de 92,66%, e o feijão carioca, com elevação de 23,22% em 2026 (até abril), e de 16,73% em 12 meses.

Os dados constam na Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preço da Cesta Básica de Alimentos, divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) esta semana. De acordo com o economista Robespierre do Ó, fatores como redução de oferta, sazonalidade e questões logísticas influenciaram nos preços dos produtos que apresentaram alta nos recortes analisados pela pesquisa.

No caso do tomate, houve também variação positiva no comparativo com março deste ano (de 4,91%), além do recorte dos últimos 12 meses (aumento de 9,40%). O feijão teve aumento no comparativo entre abril e março de 2026, de 4,47%. Segundo a pesquisa, entre março e abril, além do tomate e do feijão carioca, outros sete produtos tiveram aumento nos preços médios em na capital potiguar: leite integral (3,66%), carne bovina de primeira (3,61%), banana (2,31%), açúcar cristal (2,13%), óleo de soja (0,34%), farinha de mandioca (0,30%) e pão francês (0,27%).

Já no recorte do primeiro quadrimestre do ano, o aumento foi registrado ainda nos seguintes produtos: banana (14,04%), leite integral (6,03%), carne bovina de primeira (2,38%) e pão francês (1,82%). Na contagem dos 12 meses, os aumentos foram observados no pão francês (3,57%), carne bovina de primeira (3,57%), banana (2,71%) e leite integral (1,40%), além do tomate e do feijão carioca. A cesta básica é composta por 12 itens.

A aposentada Francinete Santos afirmou que o aumento de preços é sentido no bolso, mas não há como abrir mão dos produtos. “O quilo do tomate está custando R$ 13. É muito caro. Mas vou levar mesmo assim. Tem muita coisa com valor alto, mas a gente não pode deixar de comer”, disse.

Francinete Santos sentiu a alta, mas não pode abrir mão das compras | Foto: Magnus Nascimento

A autônoma Fernanda Bezerra foi ao supermercado nesta terça-feira (12) para fazer parte das compras do mês. A estratégia dela para economizar, diante dos preços elevados, é comprar alguns produtos no atacado. “O feijão, por exemplo, é um desses itens que compro somente em supermercado atacadista”, contou.

Segundo o economista Robespierre do Ó, a tendência é que a pressão sobre os preços continue. Ele explica que as elevações registradas estão relacionadas a fatores climáticos, que afetaram produtos como o tomate e o feijão carioca. “Com isso, houve uma redução desses produtos e o consequente aumento de preços. Já o leite sofreu com efeitos da entressafra, enquanto a carne bovina, muito procurada pela China e também por conta da escassez de animais para o abate, deixou o mercado local com baixa oferta do produto”, detalhou o economista.

O preço da banana, conforme Robespierre, foi influenciado por questões de logística, ao passo que o pão francês sofreu os efeitos das importações do trigo de países como Argentina e Canadá. “Nesse ponto, temos também o aumento dos combustíveis, puxado pela alta do petróleo causada por conflitos no Oriente Médio, Rússia e Ucrânia, que reflete, ainda, nos preços do frete. E tudo isso chega ao consumidor final”, fala o especialista.

Produtos sofreram redução

No comparativo entre março e abril deste ano, três produtos da cesta básica registraram queda em Natal: manteiga (-3,05%), café em pó (-1,28%) e arroz agulhinha (-0,46%). Em 12 meses, a redução foi no preço do arroz agulhinha (-34,44%), açúcar cristal (-13,54%), café em pó (-7,55%), farinha de mandioca (-7,27%), manteiga (-3,81%) e óleo de soja (-1,21%). No primeiro quadrimestre de 2026, tiveram queda os preços do café em pó (-7%), arroz agulhinha (-6,87%), óleo de soja (-4,58%), açúcar cristal (-4,25%), manteiga (-1,09%) e farinha de mandioca ( 0,75%).

Em abril de 2026, o trabalhador de Natal remunerado pelo salário mínimo de R$ 1.621,00 precisou trabalhar 90 horas e 51 minutos para adquirir a cesta básica. Em março de 2026, o tempo de trabalho necessário havia sido de 88 horas e 44 minutos. Em abril de 2025, quando o salário mínimo era de R$ 1.518,00, o tempo de trabalho necessário era de 95 horas. Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o mesmo trabalhador precisou comprometer, em abril de 2026, 44,64% da renda para adquirir a cesta. Em março de 2026, esse percentual correspondeu a 43,60% da renda líquida e, em abril de 2025, a 46,79%.

Em abril deste ano, o preço da cesta básica na cidade foi o quarto mais baixo do Nordeste. Fortaleza (R$ 767,67) e Teresina (R$ 695,68) apresentaram os maiores valores, seguidos de Salvador (R$ 677,25), Recife (R$ 672,75), João Pessoa (R$ 676,44), Natal, Maceió (R$ 652,94), São Luís (R$ 639,24) e Aracaju (R$ 619,32).

Felipe Salustino/Repórter

Tribuna do Norte

Neoenergia Cosern anuncia investimento de R$ 4,1 bilhões

Fabiana Lopes deixa direção da Cosern e Fabíola Almeida assume | Foto: Canindé Soares

A Neoenergia Cosern apresentou, coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira (12), um novo ciclo de investimentos para o período entre 2026 e 2030, com previsão de R$ 4,1 bilhões destinados à expansão da infraestrutura, modernização das redes elétricas e digitalização dos sistemas no Rio Grande do Norte. O valor representa um aumento de 81% em relação ao ciclo anterior, entre 2021 e 2025.

O anúncio acontece poucos dias após a formalização do contrato de renovação da concessão junto ao Ministério de Minas e Energia (MME), mantendo a companhia responsável pela distribuição de energia elétrica no estado até 2057. O plano prevê a construção de 10 novas subestações, a ampliação de outras 16 unidades e a implantação de 1.788 quilômetros de rede elétrica em todo o estado.

A expectativa é ampliar em 25% a potência instalada da Neoenergia Cosern, preparando o sistema elétrico potiguar para novos investimentos, expansão econômica e geração de empregos nos próximos anos. “A gente nunca investiu tanto aqui no Rio Grande do Norte e a nossa expectativa é gerar empregos, movimentar a economia e preparar o nosso estado para receber ainda mais investimentos, mais turismo e crescimento”, destacou Fabiana Lopes, diretora-presidente da Neoenergia Cosern.

Do total de investimentos anunciados, 37,36% serão destinados à expansão da rede elétrica e 26,43% para ações de modernização e digitalização dos sistemas. “É um setor muito ágil. Temos a inserção de veículos elétricos, de baterias e da própria geração distribuída fotovoltaica acontecendo. Precisamos avançar na mesma velocidade que as novas tecnologias surgem e é isso que temos feito: digitalizando a rede e construindo novas bases”, afirmou.

Outros 36,21% dos recursos são destinados ao combate às perdas de energia e ao fortalecimento da infraestrutura de suporte da companhia, que atua no estado desde 1997 e teve sua concessão prorrogada até 31 de dezembro de 2057 pelo Ministério de Minas e Energia. O despacho para renovação já havia sido publicado em 2025, após recomendação favorável da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) ao MME.

A empresa diz que o novo contrato de concessão estabelece critérios mais rigorosos para a atuação das distribuidoras de energia em todo o país, quanto à qualidade do serviço e ao tempo de atendimento aos consumidores. São exigidos os parâmetros de duração e frequência das interrupções no fornecimento de energia (DEC e FEC). “É por essa razão, e para atender cada vez melhor os nossos clientes, que anunciamos esse investimento recorde no estado do Rio Grande do Norte”, destacou Lopes.

A companhia destaca ainda obras estruturantes nas regiões Norte e Sul do estado comfoco no crescimento do turismo e na expansão urbana do litoral potiguar. Ao Norte e na região do Mato Grande, projetos como a Subestação Estivas, em Ceará-Mirim, e a interligação entre João Câmara e Zabelê receberão cerca de R$ 100 milhões em investimentos que devem beneficiar aproximadamente 180 mil clientes. Já no Litoral Sul, a construção da Subestação Tabatinga e a implantação de uma linha de transmissão com 19 quilômetros de extensão somam R$ 40 milhões, com impacto direto para cerca de 21 mil consumidores da região.

Durante a apresentação do novo ciclo de investimentos, a Neoenergia Cosern também anunciou que Fabíola Almeida assume a direção da companhia no estado no lugar de Fabiana Lopes, que passará a atuar na Neoenergia Coelba, na Bahia.Formada em Administração de Empresas e Ciências Contábeis, Fabíola Almeida possui MBA em Telecomunicações e especialização em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria.Passou por empresas como Bompreço, Ambev, TIM Brasil, Claro e está na Neoenergia desde 2010, onde atuou nas áreas de planejamento, controle de gestão e conformidade regulatória.

Tribuna do Norte

RN terá oito novos blocos em oferta permanente de petróleo e gás da ANP

A ANP publicou nesta terça (12) nova versão do edital da Oferta Permanente de Concessão com 45 novos blocos exploratórios, sendo oito terrestres no RN, na Bacia Potiguar. Ao todo, o edital reúne 495 blocos e cinco áreas com acumulações aptas para futuros ciclos da OPC.

Novos blocos já podem receber declarações de interesse de empresas para o 6º Ciclo da OPC | Foto: Alex Régis

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou a nova versão do edital da Oferta Permanente de Concessão (OPC) nesta terça-feira (12). O edital contempla 45 novos blocos exploratórios em relação à versão anterior – oito deles blocos terrestres no Rio Grande do Norte, em área da Bacia Potiguar.

Somados aos demais blocos e áreas já constantes da versão anterior, o edital conta com 495 blocos exploratórios e cinco áreas com acumulações. As áreas estão aptas à oferta nos próximos ciclos da OPC - modalidade de licitação para exploração e produção de petróleo e gás.

O edital adicionou ainda 26 blocos à Bacia de Campos (mar) e 11 blocos à Bacia de Santos (mar). No total, a Bacia Potiguar tem 41 blocos.

Todos os blocos e áreas disponíveis no edital da OPC apresentam parecer favorável quanto à viabilidade ambiental, além de Manifestação Conjunta dos Ministérios de Minas e Energia e Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Em entrevista à Tribuna do Norte em abril, Marcos Brasil, coordenador-geral do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Norte (Sindipetro-RN), afirmou que a projeção de investimentos no estado é de até R$ 7 bilhões.

Além disso, a exploração dos campos pode gerar até 20 mil postos de trabalho, segundo ele. Marcos Brasil afirmou ainda que, com investimentos em todos os blocos, o crescimento econômico do RN deve ser impulsionado pelo setor de petróleo e gás.

A reportagem procurou a ANP, via assessoria de comunicação, para saber a localização dos novos blocos da Bacia Potiguar – que abrange o RN e o Ceará -, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

Para a BRAVA Energia, que explora petróleo e gás no RN, a Bacia Potiguar é uma região estratégica. “A ampliação de áreas ofertadas na Bacia Potiguar é uma medida importante para o dinamismo do onshore brasileiro”, diz a companhia.

“A iniciativa tem potencial para atrair novos investimentos e reforçar o desenvolvimento socioeconômico regional, contribuindo para a geração de empregos e renda nas comunidades locais”, acrescenta.

A reportagem também buscou o posicionamento da PetroRecôncavo, que também explora petróleo e gás no RN, mas a empresa não comentou.

Oferta Permanente

Com a publicação do certame, os novos blocos já podem receber declarações de interesse das empresas participantes, abrindo caminho para o 6º Ciclo da OPC.

A Oferta Permanente é hoje a principal modalidade de licitação para exploração e produção de petróleo e gás no Brasil.

O modelo permite que empresas apresentem ofertas a qualquer momento, sem depender de rodadas tradicionais, aumentando a competitividade e a atratividade do setor.

Até o momento, a ANP já realizou cinco ciclos da OPC (2019, 2020, 2022, 2023 e 2025) e três ciclos da Oferta Permanente de Partilha da Produção (2022, 2023 e 2025).

Tribuna do Norte

terça-feira, 12 de maio de 2026

Prefeitura do Assú moderniza frota da Saúde com chegada de mais de 30 novos veículos.

A saúde pública de Assú passa por uma renovação histórica em sua logística de atendimento. A gestão municipal renovou q Frota de 29 novos veículos 0km, destinados exclusivamente para reforçar o transporte de pacientes e as ações de fiscalização sanitária. A chegada dessa nova frota marca um salto na qualidade do serviço oferecido à população, substituindo veículos antigos por modelos modernos que garantem mais segurança, dignidade e conforto para quem precisa se deslocar diariamente para tratamentos médicos.

O investimento foi planejado para atender às diferentes necessidades da Secretaria de Saúde. A nova frota é composta por 15 veículos tipo mini SUV, com capacidade para 6 lugares, ideais para o transporte de grupos e famílias; 14 carros modelos hatch e sedan, de 5 lugares; além de 3 micro-ônibus destinados a viagens e tratamentos fora do domicílio. O pacote de entregas inclui também uma caminhonete nova, que será utilizada exclusivamente nas ações estratégicas da Vigilância Sanitária em todo o município.

Para o prefeito Lula Soares, a renovação da frota é uma prioridade administrativa que impacta diretamente no bem-estar das pessoas. “Com veículos novos, a prefeitura assegura que nenhum cidadão fique sem assistência por falta de transporte adequado. O avanço na mobilidade da saúde reflete o ritmo de trabalho da gestão, que segue modernizando as estruturas públicas para que o assuense conte com serviços cada vez mais eficientes e humanizados”, disse o prefeito Lula Soares.

Secom-Assú

 

Prefeito Lula Soares prorroga validade do último concurso público por mais dois anos.

A Prefeitura do Assú anunciou a prorrogação da validade do concurso público regido pelo Edital nº 001/2024 por mais dois anos. A decisão do prefeito Lula Soares assegura que o município continue utilizando o cadastro de reserva para suprir as necessidades do serviço público municipal, oferecendo mais tempo e esperança para os candidatos que aguardam a convocação.

Desde a homologação do certame, a gestão já realizou a chamada de mais de 100 professores, 12 agentes de trânsito e um arquiteto, fortalecendo áreas estratégicas da administração. Com a extensão do prazo, a prefeitura mantém o compromisso de convocar novos profissionais de forma gradativa, conforme a demanda das secretarias e o planejamento orçamentário.

“Temos o compromisso de fortalecer o serviço público com responsabilidade. A prorrogação do concurso por mais dois anos permite que a gente continue convocando novos talentos para transformar o Assú, respeitando o esforço de quem acreditou no nosso edital,” destacou o prefeito Lula Soares.

Secom-Assú

CCJ aprova promoção por merecimento na Polícia Civil e reconhece entidades no RN

Crédito da(s) Foto(s): Eduardo Maia
 
A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte aprovou, na reunião desta terça-feira (12), uma série de projetos de iniciativa do Governo do Estado e de parlamentares. Entre as matérias analisadas, o destaque foi para o projeto de lei nº 2/2026, encaminhado pelo Executivo estadual, que trata da promoção por merecimento de servidores da Polícia Civil do RN e foi aprovado por unanimidade. A matéria contou com relatoria do deputado Francisco do PT. 

Na apresentação do seu relatório, Francisco explicou que o projeto foi retirado de pauta algumas vezes, para ser melhor discutido entre o governo e associações de classe. “Houve ajustes debatidos com a categoria e isso possibilitou a construção de um substitutivo que tem por objetivo promover a adequação da legislação estadual no que diz respeito ao regimento das carreiras e promoções por antiguidade e merecimento”, afirmou o relator. 

A proposta estabelece novos critérios para a progressão funcional na corporação, disciplinando a promoção com base no desempenho e no mérito profissional dos policiais civis. O projeto busca garantir maior transparência e objetividade nos processos internos de ascensão na carreira, além de atualizar normas administrativas da instituição. A matéria recebeu parecer favorável dos integrantes da comissão e segue para tramitação nas demais etapas legislativas.

Além da proposta do Governo, a CCJ aprovou outros projetos voltados ao reconhecimento institucional e cultural no Estado. Entre eles, matérias que concedem título de utilidade pública a associações e entidades de atuação social, bem como iniciativas que reconhecem manifestações culturais, grupos e instituições como patrimônio histórico, cultural e imaterial do Rio Grande do Norte.

Também receberam parecer favorável proposições parlamentares voltadas ao fortalecimento de atividades comunitárias, educacionais e assistenciais em diferentes regiões potiguares. Os projetos contemplam entidades com atuação consolidada em áreas como inclusão social, cultura popular, esporte e apoio comunitário.

Após aprovação na CCJ, as matérias seguem para apreciação nas comissões temáticas correspondentes ou para deliberação em plenário, conforme o rito regimental da Assembleia Legislativa.

C-Level Academy reúne lideranças empresariais em Natal em junho

Os detalhes do evento foram apresentados ontem (11), no restaurante Cicchetti, no Midway Mall | Foto: Adriano Abreu

O Teatro Riachuelo, em Natal, recebe em 10 de junho o evento corporativo C-Level Academy. A proposta é reunir líderes, executivos, empresários e tomadores de decisão em uma experiência de conteúdo, networking e relacionamento. Detalhes do evento foram apresentados à imprensa nesta segunda-feira (11), no restaurante Cicchetti, no Midway Mall.

Para o sócio-organizador Fabio San Martin, o diferencial do evento frente a outros da mesma área é o foco em empresários e gestores. “Os eventos que têm acontecido em Natal, embora sejam para o público empresário, acabam sendo procurados por pessoas que não são empresárias também. O empresário cria uma expectativa de ter ao lado dele outros empresários que ele possa conhecer, fazer networking e até trocar experiências”, explica.

Ele avalia que a capital potiguar tem potencial para receber eventos corporativos de alto nível. “E esse nível de qualidade maior é o que a C-Level Academy se propõe a fazer, de trazer eventos com referências não só nacionais, como também internacionais, como consultores, professores, empresários e pessoas que realmente possam influenciar de forma mais positiva”.

Esta edição conta com palestrantes de destaque nacional e internacional, como Tamara Myles, José Salibi Neto e Fred Alecrim. Fabio San Martin, que organiza o evento ao lado de Lu Fontes e Madre Marketing, diz que a escolha de palestrantes considerou o nível de entrega desses profissionais.

O C-Level Academy é um encontro seletivo de lideranças e negócios, cujo objetivo é elevar o nível de sustentabilidade e de resultados das empresas que participam como ouvintes. “Estamos trazendo um evento que é focado em uma entrega para C-Levels. Com isso, [visamos à] geração de novos negócios, novas parcerias e ampliação da rede de relacionamento empresarial qualificada”, relata Martin. A expectativa é atrair público não só de Natal, mas também de outras cidades do RN e de outros estados.

Além disso, a organização pretende continuar ofertando eventos C-Level. “Vamos trazer um evento com entrega incrível, para mostrar que temos novas alternativas e não precisamos sair da nossa cidade para se desenvolver em São Paulo ou fora do país”, afirma o sócio-organizador. “No futuro, vamos divulgar novos eventos no mesmo nível”, projeta.

Palestrantes confirmados

Tamara Myles, professora no Boston College, é referência em liderança, propósito e performance humana. “Diferentemente do conteúdo que vem sendo apresentado na nossa cidade, muito baseado na experiência de alguém bem-sucedido no meio empresarial, a Tamara vai trazer pesquisas que mostram quais são as tendências que podem ajudar as empresas a conseguirem sustentabilidade”, detalha Martin.

José Salibi Neto é reconhecido na área de estratégia, inovação e gestão no Brasil. Ele é influenciador e mentor de líderes, autor de diversos livros e consultor de empresas. Co-fundou o grupo HSM, um dos maiores grupos empresariais do país.

Já Fred Alecrim é empresário, mentor certificado pelo VMS do MIT e palestrante internacional. Segundo Martin, o palestrante vai falar sobre liderança e o “Poder do significado”. Os ingressos para o evento já estão disponíveis na bilheteria do teatro e na plataforma oficial.

Tribuna do Norte

Nunes Marques é sorteado relator de revisão criminal para anular condenação de Bolsonaro no STF

Foto: Luiz Roberto/TSE

O ministro Kassio Nunes Marques foi sorteado nesta segunda-feira, 11, relator do pedido de revisão criminal apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro ao Supremo Tribunal Federal (STF). A ação foi protocolada na última sexta-feira, 8, e busca anular a condenação de 27 anos de prisão imposta ao ex-presidente por tentativa de golpe de Estado.

O sorteio não contou com os nomes de Cristiano Zanin, Flávio Dino, Alexandre de Moraes e Cármen Lúcia, nomes da Primeira Turma, que julgou Bolsonaro. Além disso, Luiz Fux, integrante da Segunda Turma, mas que também participou do julgamento antes da transferência, também ficou de fora.

Na petição enviada ao STF, os advogados pedem a absolvição de Bolsonaro dos crimes contra o Estado Democrático de Direito e alegam que o julgamento realizado pela Primeira Turma da Corte foi irregular. O documento tem 90 páginas.

A revisão criminal é assinada pelos advogados Marcelo Bessa e Thiago Lôbo Fleury, ex-assessor do ministro Luiz Fux no Supremo. Fux integrava a Primeira Turma durante o julgamento e votou pela absolvição de Bolsonaro.

Um dos advogados do ex-presidente afirmou ao Estadão que a ação não tem relação com a nova lei da dosimetria aprovada pelo Congresso, que pode reduzir penas de condenados pelos atos golpistas. "A questão da dosimetria deve ser tratada na execução penal e a aplicação da nova lei ocorre no âmbito da execução. Revisão criminal não é recurso. É ação que busca reparar violações legais, dentre outros motivos, em uma ação penal transitada em julgado", disse Bessa.

O processo que resultou na condenação do ex-presidente foi relatado pelo ministro Alexandre de Moraes. Os advogados ainda pedem manifestação da Procuradoria-Geral da República sobre a ação.

Caso esses pedidos para anulação do caso não sejam acolhidos, a defesa de Bolsonaro requer a absolvição completa do ex-presidente de todos os crimes envolvendo a trama golpista imputados a ele.

Os advogados pedem a revisão das condenações por organização criminosa armada, golpe de Estado e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Segundo a defesa, não houve demonstração concreta de participação individual de Bolsonaro, nem atos executórios que comprovassem tentativa de depor o governo democraticamente eleito com o uso de violência ou grave ameaça.

O pedido inclui também o afastamento das acusações relacionadas aos atos de 8 de janeiro de 2023, como os crimes de dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A justificativa é de que não há provas de autoria, participação, instigação ou vínculo subjetivo de Bolsonaro com os executores dos ataques à sede dos Três Poderes.

Ao final, os advogados pedem autorização para apresentar e usar todas as provas permitidas pela lei para tentar comprovar os argumentos da defesa no processo.

Em setembro do ano passado, a Primeira Turma do STF condenou Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União. Os outros sete réus envolvidos na trama golpista também foram condenados pelos mesmos crimes, em um placar de 4 a 1.

Na última sexta-feira, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), promulgou a Lei da Dosimetria, que prevê a revisão das penas dos condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito. O projeto havia sido vetado totalmente por Lula em 8 de janeiro deste ano, durante solenidade no Palácio do Planalto em memória dos três anos dos atos antidemocráticos.

Em 20 de abril, o Congresso derrubou, por 49 votos a 24 no Senado, o veto presidencial e beneficiou diretamente o Bolsonaro Na Câmara, a derrubada do veto foi aprovada por 318 votos a 144, com cinco abstenções. Com a derrubada do veto, o ex-presidente poderia ter sua pena reduzida para 20 anos.

Em abril deste ano, o ex-presidente teve prisão domiciliar humanitária concedida por Moraes em março, com prazo inicial de 90 dias, para se recuperar da broncopneumonia. Antes, ele cumpria pena no 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

Estadão Conteúdo