terça-feira, 26 de maio de 2026
Pedro Filho participa da abertura das comemorações pelos 108 anos da Assembleia de Deus no RN
Governo Federal publica decreto com subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina
Foto: Magnus Nascimento
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva publicou na noite desta segunda-feira (25), em uma edição extra do Diário Oficial da União, um decreto que estabelece a subvenção - uma espécie de subsídio - de R$ 0,44 por litro da gasolina, em meio à alta do preço dos combustíveis, causada pela guerra no Oriente Médio.
O valor da subvenção já havia
sido antecipado na semana passada pelo ministro do Planejamento e Orçamento,
Bruno Moretti. "Chegamos à conclusão de que R$ 0,44 é hoje o valor por
litro mais apropriado para a subvenção e deve ser suficiente para amortecer o
choque de preços que tivemos na gasolina porque foi menor que teve no
diesel", afirmou na apresentação do relatório bimestral de receitas e
despesas do governo.
O limite da subvenção é de até
R$ 0,89 por litro de gasolina, o equivalente ao total impostos federais pagos
por litro no combustível- PIS, Cofins e Cide. O valor do subsídio, portanto,
representa cerca de metade dessa cobrança. Também foi anunciado um novo
subsídio para o diesel, desta vez de até R$ 0,3515 por litro.
A subvenção será paga
diretamente aos produtores e importadores de gasolina, por meio da Agência
Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
O custo da medida será próximo
a R$ 1,2 bilhão por mês, com duração inicial de dois meses. Os efeitos ainda
não foram incorporados nas projeções oficiais do Orçamento. Segundo o governo,
a fatura será compensada pela alta de arrecadação com a receita extra do
petróleo - mas, para isso, o Executivo precisa de autorização por meio de um
projeto de lei, que tramita no Congresso e ainda não foi apreciado.
A apuração da subvenção será
realizada pela ANP e o desconto terá que ser identificado sobre o preço de
venda do combustível no campo "Informações complementares" da nota
fiscal eletrônica
Medidas anteriores
No primeiro pacote de medidas,
na primeira quinzena de março, o governo federal zerou a tributação de
PIS/Cofins sobre o óleo diesel, autorizou a subvenção aos produtores domésticos
e aumentou a tributação sobre as exportações do combustível.
Na segunda leva de ações para
conter os impactos da alta da cotação do petróleo, associada à guerra no Irã,
houve anúncios também nos setor de óleo diesel, gás liquefeito de petróleo
(GLP) e no setor aéreo. Foram criadas duas novas subvenções ao óleo diesel,
ambas complementares à de R$ 0,32 por litro instituída pela MP de março.
Já na segunda quinzena de
abril, o governo Lula enviou um projeto de lei complementar ao Congresso
Nacional para permitir que as receitas extraordinárias com petróleo possam ser
usadas para reduzir tributos sobre combustíveis. A redução, se o texto for aprovado,
poderá ocorrer na PIS/Cofins e Cide aplicada para diesel, etanol, gasolina e
biodiesel.
Estadão Conteúdo
Inmet publica alerta de chuva de até 50 mm para 21 cidades do RN
Foto: Isaac Ribeiro
O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou um alerta de perigo potencial, o menor grau de severidade do órgão, para acumulado de chuva em 21 cidades do Rio Grande do Norte. O aviso é válido para esta terça-feira (26), das 0h às 23h59, e prevê chuva entre 20 e 30 mm por hora ou até 50 mm ao longo do dia.
Segundo o Inmet, há baixo
risco de alagamentos e pequenos deslizamentos em cidades com áreas vulneráveis.
O alerta abrange municípios localizados principalmente nas regiões Agreste e
Litoral Sul do estado, incluindo cidades como Baía Formosa, Canguaretama, Nísia
Floresta, São José de Mipibu, Tibau do Sul e Nova Cruz.
Foto: Reprodução/Inmet
As orientações do instituto
são para que a população evite enfrentar o mau tempo, observe possíveis
alterações em encostas e não utilize aparelhos eletrônicos ligados à tomada
durante o período de instabilidade. Em caso de necessidade, a recomendação é acionar
a Defesa Civil, pelo telefone 199, ou o Corpo de Bombeiros, pelo 193.
Confira a lista completa das
cidades contempladas no aviso:
Arês
Baía Formosa
Brejinho
Canguaretama
Espírito Santo
Goianinha
Jundiá
Lagoa de Pedras
Montanhas
Monte Alegre
Nísia Floresta
Nova Cruz
Passagem
Pedro Velho
Santo Antônio
São José de Mipibu
Senador Georgino Avelino
Serrinha
Tibau do Sul
Várzea
Vila Flor
Tribuna do Norte
TRE analisa recursos do Cabo Deyvison por desfiliação
Vereador alega mudança de alinhamento político em Mossoró para justificar saída do partido| Foto: CÂMARA MUNICIPAL DE MOSSORÓ
O Tribunal Regional Eleitoral
(TRE)_ainda analisa duas ações envolvendo o vereador mossoroense Cabo Deyvison
(PL) e o MDB. Os processos tratam de disputa relacionada à desfiliação
partidária e à possibilidade de perda de mandato por infidelidade partidária.
Na primeira ação, protocolada sob de nº 0600068-26.2026.6.20.0000, Cabo Deyvison apresentou embargos de declaração com pedido de efeitos modificativos contra decisão da Corte, que à unanimidade, havia negado justa causa para o vereador se desligar do MDB, afim de assegurar sua filiação ao Partido Liberal e disputar mandato de deputado estadual nas eleições de outubro.
Advogado do vereador, Raphael Targino Góis explica que o recurso “visa pedir ao
Tribunal que combata, negue ou conceda, assim modificando o acordão, todos os
pontos que foram elencados na petição”.
Para Targino, o pré-questionamento foi necessário “até para elucidar e deixar o
acordão ainda mais fino, de forma que todos os pontos processuais sejam
combatidos”.
Em decisão datada do dia 12, o TRE entendeu que “não tendo sido comprovada
qualquer alteração de caráter ideológico-programático de cunho nacional na
agremiação ou o direcionamento de grave perseguição política individual que
impedisse o exercício do mandato parlamentar, a pretensão declaratória deduzida
não merecia acolhimento”.
O relator do caso, juiz federal Hallison Rêgo, determinou a intimação da parte
embargada para que se manifeste no prazo de três dias sobre o recurso
apresentado.
Embargo de declaração é um tipo de recurso utilizado para pedir que o juiz ou
Tribunal esclareça pontos de uma decisão judicial que apresentem dúvida,
omissão, contradição ou erro material.
Na prática, os embargos não busca, inicialmente, um novo julgamento do caso,
mas sim que a decisão seja complementada ou esclarecida.
Esse recurso é comum quando a defesa ou acusação entende que o magistrado
deixou de analisar algum argumento importante ou escreveu algo contraditório no
texto da decisão.
No âmbito eleitoral, os embargos de declaração estão previstos no Código
Eleitoral e podem, em algumas situações, ter “efeitos modificativos”, isto é,
alterar parcialmente ou até modificar o resultado da decisão anterior. Foi
justamente esse tipo de pedido que aparece no processo envolvendo Deyvison
Thalles Martins do Nascimento no Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do
Norte.
Defesa
Em sua defesa, o Cabo Deyvison tem alegado que o MDB alterou seu alinhamento
político-eleitoral, passando a compor a base de apoio do agora ex-prefeito de
Mossoró, Alysson Bezerra, a quem fez ferrenha oposição na Câmara Municipal,
sobretudo depois que se lançara pré-candidato a governador do Estado.
Diante desse novo contexto político, o vereador passou a considerar inviável a
manutenção de sua filiação partidária, tendo buscado formalizar sua desfiliação
de forma administrativa, mas enfrentou obstáculos devido ao fato de o diretório
municipal estar inativo, bem como de a sede estadual ter mudado de endereço,
não havendo resposta às comunicações eletrônicas que foram encaminhadas à
esfera estadual.
MDB nacional
Já o segundo processo de nº 0600164-41.2026.6.20.0000, o MDB nacional pede a
citação de Cabo Deyvison para que apresente defesa no prazo de cinco dias,
conforme estabelece a Resolução nº 22.610/2007 do Tribunal Superior Eleitoral.
O processo está sob relatoria do juiz Eduardo Bezerra de Medeiros Pinheiro, com
despacho assinado pelo juiz substituto João Afonso Morais Pordeus.
Após a manifestação da parte requerida, os autos deverão ser encaminhados à
Procuradoria Regional Eleitoral para emissão de parecer.
A decisão destaca que a medida atende aos princípios do contraditório e da
ampla defesa, previstos na legislação eleitoral e no regimento interno do
TRE-RN.
Os dois processos seguem em tramitação na Corte Eleitoral potiguar e ainda não
há decisão definitiva sobre os pedidos apresentados pelas partes.
Tribuna do Norte
Anvisa aprova primeira versão nacional de semaglutida após fim da patente do Ozempic
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro do Ozivy, medicamento à base de semaglutida fabricado pela EMS. A decisão marca a primeira autorização para um concorrente nacional da substância após o fim da patente da Novo Nordisk no Brasil, encerrada em março deste ano.
A semaglutida é o princípio
ativo de medicamentos como o Ozempic, indicado para diabetes tipo 2, e o
Wegovy, usado no tratamento da obesidade. Com a expiração da patente,
farmacêuticas passaram a disputar espaço em um mercado bilionário, impulsionado
pela alta procura pelas chamadas “canetas emagrecedoras”.
O Ozivy foi registrado como
“medicamento novo” por meio de uma modalidade chamada desenvolvimento
abreviado. Esse caminho regulatório é usado para produtos baseados em
substâncias já conhecidas, mas que ainda precisam comprovar qualidade,
segurança e eficácia perante a agência reguladora.
A aprovação ocorre após meses
de análise da Anvisa. Desde a queda da patente, nenhum produto à base de
semaglutida havia recebido autorização para chegar ao mercado brasileiro. Em
abril, a agência chegou a negar pedidos de registro por falhas na documentação
e na comprovação de requisitos técnicos.
Segundo a resolução publicada
pela Anvisa, o Ozivy recebeu registro válido até junho de 2036 e foi aprovado
em apresentações de solução injetável para aplicação subcutânea. As versões
incluem cartuchos de 1,5 ml e 3 ml, acompanhados de canetas aplicadoras e
agulhas. A EMS ainda não divulgou detalhes sobre preço, lançamento ou início da
comercialização.
A autorização representa um
marco na corrida aberta após o fim da patente. Os processos começaram a ser
protocolados ainda em 2023, antes da expiração da patente, em meio ao interesse
da indústria farmacêutica pelo novo mercado.
Apesar da expectativa de
aumento da concorrência, a semaglutida não possui versões genéricas
tradicionais. Por se tratar de uma molécula complexa, os novos medicamentos
precisam seguir caminhos regulatórios específicos e apresentar estudos que
comprovem qualidade, eficácia e segurança. Entre os pontos avaliados pela
Anvisa estão imunogenicidade, controle de impurezas e métodos capazes de
identificar pequenas alterações na estrutura da substância.
Tribuna do Norte
Relatório da 6x1 prevê transição para 40 horas em 14 meses e apoio às MPEs
O presidente da Câmara afirmou
que ainda vai se reunir com Lula nos próximos dias para tratar da questão dos
microempreendedores individuais.
Presidente Lula e Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, fecham acordo da PEC 6 x 1| Foto: Agência Brasil
Em reunião nesta segunda (25) cedo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), fecharam acordo para a inclusão na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) sobre o fim da escala 6x1 de uma regra de transição para a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
Pelos termos acertados, 60 dias após promulgação final da proposta haveria uma redução de duas horas, até 42 horas. As últimas duas horas seriam reduzidas 12 meses depois - o que, pelo cronograma, ocorreria em 2027. O tema é bandeira eleitoral do presidente Lula, que tenta a reeleição. Desde o início das discussões, porém, o governo defendia a vigência imediata da nova regra. Esse era um dos principais pontos que estavam travando as negociações.
Já as entidades empresariais, diante dos sinais de que a matéria deve ser aprovada no Congresso, têm pressionado para a fixação do maior prazo possível, além de outras compensações. Elas alegam que o fim da atual escala de trabalho vai elevar os custos das empresas e levar a uma onda de demissões.
Para ser aprovada na Câmara, a PEC precisa passar na comissão especial criada para analisar o tema e, depois, receber pelo menos 308 votos no plenário, em dois turnos. Na sequência, o texto seguiria para o Senado, onde precisaria de, no mínimo, 49 votos. Relator da PEC na Câmara, o deputado Leo Prates (Republicanos-BA) apresentou no início da noite o seu relatório, estipulando duas folgas semanais (uma delas preferencialmente aos domingos) e manutenção dos atuais salários. Até as 21h, o texto não havia sido votado pelos integrantes da comissão.
Também participaram do anúncio do acordo os ministros Luiz Marinho (Trabalho) e
José Guimarães (Relações Institucionais), além do presidente da comissão
especial, Alencar Santana (PT-SP), e Leo Prates. “Nós colocaremos no texto que
60 dias após a promulgação da PEC nós já faremos a redução de duas horas
imediatamente e após 12 meses, mais duas horas. Então, a transição se dará
dentro de um ano”, afirmou Motta, acrescentando que não haverá redução
salarial.
MEIs
O presidente da Câmara afirmou que ainda vai se reunir com Lula nos próximos dias para tratar da questão dos microempreendedores individuais. “Hoje, esses empreendedores só podem empregar uma pessoa por carteira assinada; a ideia nossa é poder avançar, permitindo que esses empreendedores possam contratar mais pessoas”, disse.
Motta afirmou que o tema já estava sendo tratado em uma comissão especial que debate projeto de lei complementar que atualiza o teto de receita que permite o registro como MEI e abre espaço para a contratação de mais funcionários. “Isso está sendo conversado com a equipe econômica, com o ministro do Planejamento (Bruno Moretti), para se medir o impacto”, afirmou.
“Não ficou estabelecido o valor, nós vamos tratar disso nos próximos dias, porque também poderemos fazer isso de forma escalonada, não de uma vez, para que tenhamos condição de atender à grande maioria das empresas brasileiras, os pequenos empresários, os pequenos empreendedores que passarão a ter, com essa decisão política, a condição não só de contratar mais pessoas, mas também de aumentar o valor do seu faturamento”, complementou o presidente da Câmara.
Quem também falou foi Luiz Marinho. O ministro do Trabalho e Emprego fez um
apelo ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para que ele dê a
mesma “celeridade” dada pela Câmara à proposta que acaba com a escala de
trabalho 6x1. “A gente acha que aqui tem benefício para toda a economia
brasileira. Em especial, evidente, para trabalhadores e trabalhadoras, mas
também para que as empresas preencham as suas vagas.”
Relatório
O relatório do deputado Leo Prates (Republicanos-BA) sobre a proposta de emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6x1 abre espaço para adoção medidas para aliviar microempreendedores individuais e pequenas empresas. O relator colocou em um artigo que uma lei complementar poderá estabelecer medidas transitórias, condicionadas à manutenção de níveis de emprego, para amenizar os impactos da PEC sobre os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte.
A medida era um pleito de deputados de centro e do setor produtivo, que teme o aumento de custos com a redução da jornada nessas empresas menores.
O parecer foi lido em comissão especial na Câmara dos Deputados no início da noite desta segunda-feira (25). O substitutivo à PEC apresentada pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) tem nove artigos e muda dispositivos da Constituição que tratam de jornada e folgas.
O relatório prevê que a duração do trabalho deve ser de, no máximo, oito horas
diárias e 40 horas semanais. Compensação de horários e redução da jornada
poderão ocorrer mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho. Além disso,
estabelece dois dias de repouso semanal remunerado, um dos quais
preferencialmente aos domingos. No entanto, prevê que convenção ou acordo
coletivo possam estabelecer regime compensatório que assegure, na média, os
dois dias de repouso semanal remunerado, garantido que pelo menos um dos dias
seja desfrutado dentro do período máximo de uma semana de trabalho.
O relator definiu ainda que
lei poderá dispor sobre hipóteses e condições em que a duração do trabalho e os
dias de repouso semanal remunerado teriam regimes diferenciados.
Tribuna do Norte
segunda-feira, 25 de maio de 2026
Assembleia Legislativa promove debate sobre capacitação e inclusão de pessoas com autismo
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