sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Exportações do RN caem 30% e superávit reduz no início de 2026

As frutas e nozes frescas ou secas seguiram como principal item exportado pelo RN em janeiro, com US$ 31,4 mi, o equivalente a 40,3% do total de exportações| Foto: Alex Régis

A balança comercial do Rio Grande do Norte iniciou 2026 com saldo positivo, mas em um nível significativamente inferior ao observado tanto no fim de 2025 quanto no início do ano passado. Em janeiro, o estado exportou US$ 77,9 milhões, uma queda de cerca de 30% em relação ao mesmo mês de 2025. No sentido oposto, as importações somaram US$ 56,3 milhões, com alta de 18% na comparação anual.

Esse movimento resultou em um superávit de US$ 21,6 milhões no mês, valor que, embora positivo, evidencia um cenário menos favorável para o comércio exterior potiguar. O saldo foi 66,5% menor que o registrado em janeiro de 2025, quando o superávit havia alcançado US$ 64,6 milhões, refletindo a combinação de menores exportações e maior volume de compras externas.

Em janeiro de 2025, as exportações potiguares somaram US$ 112,3 milhões, com uma variação de 22% em relação ao mesmo período de 2024. Já as importações tinham caído 17,9%, somando US$ 47,7 milhões frente ao mesmo período do ano anterior. O contraste é ainda mais evidente quando se olha para dezembro de 2025, quando o RN exportou US$ 109,2 milhões e importou apenas US$ 34,5 milhões, o que mostra uma virada relevante no início deste ano.

Mesmo com o superávit menor, em janeiro o Rio Grande do Norte ficou na 19ª posição no ranking nacional de exportações, respondendo por 0,34% das vendas externas brasileiras, o que reforça a dependência do estado de poucos produtos e mercados específicos.

A pauta exportadora potiguar começou 2026 marcada por uma mudança importante na composição dos produtos. Conforme sua característica sazonal, as frutas e nozes frescas ou secas seguiram como principal item, com US$ 31,4 milhões, o equivalente a 40,3% do total exportado. Ainda assim, o segmento registrou queda de 13,9% em relação a janeiro de 2025, ou US$ 5,1 milhões, refletindo oscilações da demanda externa.

A principal novidade do mês foi a entrada do ouro não monetário, que respondeu por 38,3% das exportações, com US$ 29,8 milhões. O produto não havia sido exportado em janeiro do ano passado, tendo ganhado impulso somente no segundo semestre, o que ajudou a amortecer parcialmente a queda global das vendas externas do estado.

Já os óleos combustíveis, que tiveram peso relevante em 2025, despencaram em janeiro deste ano. As exportações somaram US$ 9,5 milhões, uma queda de 84,7% frente ao mesmo mês do ano passado, reduzindo em mais de US$ 52 milhões a receita do estado com esse item.

Entre os principais destinos das exportações do RN, houve crescimentos expressivos em mercados específicos, mas também quedas relevantes em parceiros tradicionais. As vendas para o Canadá, país que liderou as compras, com US$ 17,3 milhões, tiveram um crescimento superior a 2.700%. Já as transações com a Suíça, com US$ 13,2 milhões, representam um crescimento acima de 20 mil por cento. O aumento das exportações para esses dois parceiros coincide com o crescimento na venda do ouro produzido no RN.

Por outro lado, mercados importantes recuaram. As vendas para os Países Baixos (Holanda) caíram 35,9%, para US$ 12,8 milhões, enquanto Estados Unidos (-68,9%) deixaram de comprar US$ 6,3 milhões do RN, fato que deve estar ligado ao aumento das tarifas impostas pelo governo americano a partir do mês de julho. As exportações para os americanos somaram apenas US$ 2,8 milhões em janeiro. Reino Unido e Espanha também registraram retração de 10,8% e 27,7%, respectivamente. Foram exportados US$ 7,9 milhões para o Reino Unido e US$ 7,8 milhões para os espanhóis.

Do lado das importações potiguares, o avanço em janeiro foi influenciado principalmente pela compra de bens industriais. O principal item foi o de geradores elétricos giratórios e suas partes, que somaram US$ 11,6 milhões, após praticamente não aparecerem na pauta no mesmo período do ano passado. O crescimento foi de 15.217,2%, que representa US$ 11,5 milhões.

Também tiveram peso relevante as importações de óleos combustíveis, com US$ 10,5 milhões, embora com queda anual de 24,2% (US$ -3,4 milhões), além de componentes eletrônicos, como válvulas e transistores, que cresceram quase 75% e somaram US$ 6,7 milhões. Já o trigo e o centeio, importantes para o abastecimento interno, mantiveram estabilidade, com leve retração (-0,6%) e US$ 6,3 milhões importados.

Enquanto o Rio Grande do Norte sentiu a redução das exportações, o Brasil apresentou um desempenho mais robusto em janeiro. A balança comercial do país registrou superávit de US$ 4,34 bilhões, o segundo melhor resultado para meses de janeiro da série histórica, impulsionado principalmente pela queda das importações, que recuaram 9,8% na comparação anual.

As exportações brasileiras somaram US$ 25,15 bilhões, com leve queda de 1%, mas ainda assim figurando como o terceiro melhor janeiro da história. No recorte setorial, o destaque foi a agropecuária, que cresceu 2,1%, enquanto a indústria extrativa e a de transformação tiveram leve retração.

A agropecuária registrou crescimento de 2,1% em janeiro, apesar da queda de 3,4% no volume embarcado, movimento compensado pela alta de 5,3% nos preços médios. Já a indústria extrativa apresentou retração de 3,4%, mesmo com aumento de 6,2% no volume, pressionada pela queda de 9,1% nos preços. Na indústria de transformação, a redução foi mais moderada, de 0,5%, refletindo recuos tanto no volume (0,6%) quanto nos preços médios (0,1%).

Entre os produtos, a queda das exportações foi puxada principalmente por itens relevantes da pauta agropecuária e industrial. No campo, houve retração nas vendas de café não torrado (-23,7%), algodão bruto (-31,2%) e trigo e centeio não moídos (-33,6%). Na indústria extrativa, as exportações de óleos brutos de petróleo recuaram 7,8%, enquanto o minério de ferro caiu 8,6%. Já na indústria de transformação, os maiores impactos vieram do óxido de alumínio (-54,6%), dos açúcares e melaços (-27,2%) e do tabaco (-50,4%).

Apesar do desempenho negativo de parte da pauta agropecuária, alguns produtos ajudaram a atenuar as perdas. As exportações de soja cresceram 91,7% em relação a janeiro do ano passado, impulsionadas pela antecipação de embarques, enquanto as vendas de milho não moído avançaram 18,8% no mesmo período.

No caso do petróleo bruto, a queda nas exportações alcançou US$ 364,6 milhões na comparação com janeiro de 2025. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), esse comportamento reflete a forte volatilidade mensal do setor, influenciada por manutenções programadas em plataformas.

Do lado das importações, a retração em janeiro esteve associada principalmente à queda nas compras de petróleo e à desaceleração da atividade econômica, que reduziu o ritmo dos investimentos. No Agro, destacaram-se as quedas nas importações de cacau bruto ou torrado (-86,3%) e de trigo e centeio não moídos (-35,5%). Na indústria extrativa, houve recuo nas compras de óleos brutos de petróleo (-49,8%) e de gás natural (-15,8%). Já na indústria de transformação, as maiores quedas foram registradas em motores e máquinas não elétricos (-66,8%), óleos combustíveis de petróleo (-17,5%) e partes e acessórios de veículos (-20,4%).

Projeções

Para 2026, o MDIC projeta um superávit comercial entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões, com exportações estimadas entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões e importações entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões. As projeções oficiais são atualizadas trimestralmente, e novas estimativas mais detalhadas para o ano devem ser divulgadas em abril.

Em 2025, a balança comercial brasileira fechou com superávit de US$ 68,3 bilhões, enquanto o recorde histórico foi registrado em 2023, com resultado positivo de US$ 98,9 bilhões. Apesar do otimismo do governo, o mercado mantém uma visão mais conservadora. De acordo com o Boletim Focus, do Banco Central, a expectativa é de que o superávit comercial em 2026 fique em torno de US$ 67,65 bilhões.

Enquanto o Brasil inicia 2026 com um saldo elevado e projeções otimistas, o resultado potiguar indica um começo de ano mais cauteloso.

Na comparação com o cenário nacional, o desempenho do Rio Grande do Norte evidencia uma maior vulnerabilidade às oscilações de poucos produtos e mercados. A entrada pontual do ouro ajudou a sustentar o superávit em janeiro, mas não compensou a retração de itens tradicionais, como frutas e combustíveis.

Números
US$ 21,6 mi
Foi o superávit registrado na balança comercial do RN em janeiro de 2026

66,5%
Foi a queda no saldo da balança comercial potiguar ante janeiro do ano passado

US$ 29,8 mi
Foi o valor exportado pelo RN em ouro, principal novidade na balança local

US$ 4,34 bi
Foi o superávit alcançado pela balança comercial brasileira em jeneiro

Cláudio Oliveira/Repórter

CNI: faturamento da indústria fica estagnado em 2025

© CNI/José Paulo Lacerda/Direitos reservado

Pressionado pela desaceleração da economia, o faturamento da indústria de transformação brasileira ficou estagnado em 2025, com variação de apenas 0,1% em relação a 2024. Os dados constam dos Indicadores Industriais divulgados nesta sexta-feira (6) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O resultado reflete a desaceleração da atividade no segundo semestre, após a queda de 1,2% registrada em dezembro.

A retração no último mês do ano foi a quarta em um intervalo de seis meses e interrompeu um cenário positivo observado até meados de 2025. Até junho, o faturamento acumulava alta de 5,7% frente ao mesmo período de 2024, movimento que foi revertido pela sequência de resultados negativos no segundo semestre.

Apesar da estabilidade em 2025, o desempenho sucede um ano de forte crescimento. Em 2024, o faturamento industrial havia avançado 6,2%, a maior alta em 14 anos. Outros indicadores recentes, como horas trabalhadas na produção e Utilização da Capacidade Instalada (UCI), também apontam perda de fôlego da atividade.

Em dezembro, o número de horas trabalhadas caiu 1% em relação a novembro, quarto recuo em seis meses. Ainda assim, o indicador fechou 2025 com alta de 0,8% na comparação anual, sustentado pelo desempenho do primeiro semestre. A UCI recuou 0,4 ponto percentual no mês, para 76,8%, e registrou média anual 1,2 ponto inferior à de 2024.

Juros altos

Em nota, a especialista em Políticas e Indústria da CNI, Larissa Nocko, afirma que o enfraquecimento da indústria está ligado principalmente ao nível elevado das taxas de juros.

“O crédito mais caro para empresários e consumidores reduz o ritmo da atividade, cenário agravado pela forte entrada de produtos importados, especialmente bens de consumo, que ocupam parte relevante do mercado interno”, ressalta.

No mercado de trabalho, o emprego industrial caiu 0,2% em dezembro na comparação com novembro, no quarto recuo mensal consecutivo. Mesmo assim, o setor encerrou 2025 com crescimento de 1,6% no emprego em relação ao ano anterior.

Na quinta queda em seis meses, a massa salarial real recuou 0,3% em dezembro e acumulou redução de 2,1% no ano. O rendimento médio real ficou praticamente estável no último mês (+0,2%), mas terminou 2025 com queda de 3,6% em relação a 2024.

Agência Brasil

Gustavo Carvalho pede convocação de Cadu Xavier

Gustavo Carvalho quer ouvir secretário da Fazenda, Cadu Xavier| Foto: Eduardo Maia

Por solicitação do deputado Gustavo Carvalho (PL) à presidência da Assembleia Legislativa, o secretário estadual de Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, poderá ser convocado a comparecer à Casa para esclarecer a situação de atraso dos repasses de empréstimos consignados dos servidores estaduais.

Gustavo Carvalho decidiu pela convocação do auxiliar do governo Fátima Bezerra (PT) um dia depois de sugerir a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar a falta de repasses de recursos, sobretudo ao Banco do Brasil: ´”É evidente o interesse público e diretamente relacionada à transparência da gestão fiscal do Estado, bem como os direitos dos servidores”.

No ofício encaminhado ao presidente da Casa, deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB), o parlamentar do PL sugere que a convocação cumpra o papel institucional de fiscalização da Assembleia Legislativa. O requerimento irá para votação em plenário.

Além da Assembleia, Gustavo Carvalho também enviou ofício ao Ministério Público, direcionado ao procurador-geral de Justiça, Glaucio Garcia, renovando a solicitação de apuração do atraso nos repasses dos consignados.

No documento Gustavo Carvalho pontua que o tema “envolve não apenas questões financeiras, mas potenciais violações aos princípios da legalidade, moralidade, transparência e eficiência administrativa”.

Retrospectiva

Desde novembro, após receber as primeiras denúncias de atraso no pagamento de consignados, o deputado Gustavo vem solicitando esclarecimentos sobre a inadimplência do Estado, no que se refere aos pagamentos de consignados. Foram enviados ofícios ao Governo do Estado, Ministério Público e Banco do Brasil, além de denúncia feita ao Banco Central.

“O silêncio neste caso é tão grave quanto a própria dívida”, afirma Carvalho.

O deputado estadual Luiz Eduardo tem se somado às críticas ao governo Fátima Bezerra por se apropriar indebitamente de recursos do funcionalismo público. “O governo do PT, tem o hábito de colocar a culpa em todo mundo, mas não tem a responsabilidade de assumir a sua péssima administração. O atraso de sete meses do consignado, desde julho, que o governo não paga, não repassa, Pagar não, não repassa”.

Segundo Luiz Eduardo, os servidores “fazem empréstimos com os juros mais baratos, conseguindo o desconto do pagamento mensal desse consignado dos salários”, mas terminam sendo penalizados: “ E o que é pior, os servidores que não têm culpa de não estar sendo repassados, estão sendo negativados, negativados, ficando com o nome sujo, com o nome no Serasa e não consegue fazer nenhum outro tipo de empréstimo, nenhum outro tipo de contrato de empréstimo e de crédito em banco, porque o seu nome está negativado”.

Iniciativa

O deputado estadual Gustavo Carvalho tem sugerido a instalação de uma CPI da Assembleia Legislativa para investigar a falta de repasses de recursos de empréstimos consignados a instituições financeiras pelo governo Fátima Bezerra (PT), que são descontados dos salários dos servidores públicos estaduais. “A partir da próxima semana, se não tivermos uma resposta do governo, uma resposta dos órgãos fiscalizadores, nosso mandato vai conversar com a Casa no sentido de buscarmos uma apuração concreta numa Comissão Parlamentar Inquérito”, avisou.

Em pronunciamento na primeira sessão ordinária do ano na Assembleia, Gustavo Carvalho expôs a gravidade do que considera apropriação indébita “por esse governo irresponsável do PT, que envolve diretamente milhares de servidores públicos do Rio Grande do Norte com empréstimos consignados e a inadimplência do governo do Estado nos repasses desses valores às instituições financeiras.

“Isso é coisa de improbidade, é caso de prisão. O governo tem descontado dos seus servidores sem fazer a efetivação do pagamento na instituição bancária”, protestou Carvalho, que continuou: “O que é mais preocupante, desde novembro de 2025, este parlamento, através de nosso mandato, vem tentando obter informações sobre esse assunto e até hoje só encontramos silêncio, sigilo e barreiras institucionais”.

Tribuna do Norte

Edital da 1ª eólica ofshore do RN tem novos prazos

Energia eólica offshore| Foto: Jesse de Meulenaere/Unsplash

As empresas interessadas em participar do edital para o primeiro projeto de energia eólica offshore do Brasil, que será implementado em Areia Branca, no Rio Grande do Norte, têm até o próximo dia 27 de fevereiro para formalizar a intenção em participar do processo. Inicialmente, esse prazo estava previsto para encerrar em dezembro de 2025, mas foi ampliado a pedido de algumas empresas.

O certame, lançado em novembro pelo Senai-RN por meio do Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER) e a Dois A Engenharia, busca atrair investimentos para a implantação de uma planta-piloto destinada ao desenvolvimento de estudos e tecnologias voltados à energia eólica no mar.

Rodrigo Mello, diretor do Senai-RN e do ISI-ER, explicou que os pedidos para ampliação do prazo de manifestação de interesse ocorreram por conta de alegações de que dezembro representa um período de férias para boa parte das gestões das empresas, a quem cabe a decisão de participar ou não do edital.

“Geralmente, quem toma esse tipo de decisão, que são equipes de diretoria, está de recesso no final do ano, o que impossibilitou a realização de reuniões e procedimentos internos para definir sobre o tema”, disse Rodrigo Mello, sem mencionar o número de manifestações de interesse. Segundo ele, após a fase de adesão, as empresas poderão construir o grupo que irá integrar os trabalhos.

De acordo com o cronograma da chamada do edital, entre 2 e 13 de março serão realizadas avaliações estratégicas pelo grupo pré-selecionado, com a participação em reuniões técnicas entre 16 e 27 do mesmo mês. O resultado preliminar das empresas a serem contratadas está marcado para 1º de abril, enquanto o resultado final, após o prazo para interposição de recursos (de 2 a 9 de abril), será divulgado em 13 de abril. O início da execução do projeto, segundo o cronograma, ocorrerá em 1º de maio.

O RN foi o primeiro estado do Brasil a ter um projeto do tipo com licença prévia concedida pelo Ibama, em junho do ano passado. A obra terá capacidade instalada de até 24,5 megawatts (MW) e será executada em alto-mar, a uma distância de 15 a 20 quilômetros da costa. O orçamento da primeira fase do projeto é de R$ 42 milhões. A energia gerada será destinada ao consumo interno do Porto-Ilha de Areia Branca, contribuindo para sua autossuficiência energética e para a redução do uso de combustíveis fósseis.

A planta-piloto terá caráter de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), sem fins comerciais. O objetivo do edital multiclientes é formar um grupo de empresas investidoras que participarão do desenvolvimento da planta-piloto e do financiamento do projeto.

Segundo Rodrigo Mello, a instalação desse empreendimento é fundamental para a geração de conhecimento para o setor de geração de energia eólica. “O edital vem na perspectiva de deixar claras as condições para que um parceiro industrial possa vir participar junto com o Senai e a Dois A do desenvolvimento dessa atividade”, falou.

“Então, quem vier participar conosco terá a possibilidade de conhecer melhor e de forma antecipada dados da geração de energia eólica no ambiente marinho aqui do Rio Grande do Norte, o que gera, naturalmente, perspectivas de maior competitividade de possíveis parques eólicos em consequência deste conhecimento”, complementou Rodrigo Mello.

Os trabalhos serão divididos em duas etapas: a primeira fase inclui o desenvolvimento de projetos de engenharia — projeto básico e executivo — com especificação de equipamentos, detalhamento de produtos, cronograma e valores.

O orçamento de R$ 42 milhões estimado para a fase inicial contempla os estudos de dimensionamento, especificação, análise de solo e demais projetos técnicos. A segunda etapa, ainda sem valor definido, será a continuidade da primeira. A expectativa é que o projeto completo dure entre 30 e 36 meses, sendo a primeira fase estimada entre 16 e 18 meses.

Tribuna do Norte

Aposta de São Gonçalo (RJ) leva prêmio de R$ 141 milhões da Mega

© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil/ARQUIVO

Uma aposta de São Gonçalo (RJ) acertou as seis dezenas do concurso 2.969 da Mega-Sena, realizado nesta quinta-feira (5). O vencedor irá receber o prêmio de R$ 141.844.705,71.

Os números sorteados foram: 01 - 02 - 05 - 14 - 18 - 32

172 apostas acertaram cinco dezenas e irão receber R$ 26.187,86 cada.

10.322 apostas acertaram quatro dezenas e irão receber R$ 719,30 cada. 

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O próximo concurso irá distribuir um prêmio de R$ 40 milhões para quem acertar as seis dezenas. O sorteio será realizado no sábado (7). 

Agência Brasil

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Gustavo Carvalho celebra indicação de Babá Pereira e cobra solução para consignados

Crédito da(s) Foto(s): Eduardo Maia
 
Nesta quinta-feira (5), durante sessão plenária na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, o deputado Gustavo Carvalho (PL) utilizou o espaço para celebrar a indicação de Babá Pereira (PL) como pré-candidato a vice-governador na chapa de Álvaro Dias. Em seu pronunciamento, o parlamentar também reiterou a cobrança ao Governo do Estado sobre a definição da situação dos empréstimos consignados dos servidores.

Ao abordar o cenário político, Gustavo Carvalho enfatizou a escolha de Babá Pereira, ex-prefeito de São Tomé e atual presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN). Segundo o deputado, a indicação representa uma “grande vitória do municipalismo norte-rio-grandense”, destacando o legado de Pereira em seu município e sua atuação como “conciliador e pacificador” à frente da FEMURN. “Babá é um político humilde, municipalista, que conhece as causas dos municípios como ninguém neste estado”, afirmou Carvalho, ressaltando que o pré-candidato representará uma bandeira defendida por seu mandato desde 2006.

O parlamentar do PL descreveu a repercussão da escolha como “importantíssima em todo o Rio Grande do Norte”, mencionando o recebimento de telefonemas e manifestações de apoio de diversas regiões. “Essa é uma vitória do Rio Grande do Norte, é uma primeira vitória”, declarou. Gustavo Carvalho ainda pontuou que o nome de Babá Pereira é "quase unanimidade" na Casa Legislativa, visto sua "seriedade, capacidade de trabalho" e sua ligação com as questões locais, sendo um "amigo dos amigos" e um "ouvidor dos prefeitos, das lideranças municipais e dos vereadores", além de um profundo conhecedor das potencialidades das regiões e da classe política potiguar.

Em um segundo momento de seu discurso, Gustavo Carvalho voltou a cobrar o Governo do Estado sobre a questão dos empréstimos consignados. O deputado lembrou que, em julho, o secretário Cadu Xavier havia concedido uma entrevista na qual prometia uma definição da situação até novembro ou, no máximo, dezembro. Gustavo Carvalho expressou sua preocupação com o fato de que o prazo estipulado já foi atingido sem que houvesse qualquer comunicado por parte do Executivo estadual.

O parlamentar detalhou que, além da ausência de posicionamento do Governo, não houve retorno do Banco do Brasil, instituição onde buscou informações, nem do Ministério Público, que havia recebido um ofício de seu mandato há 60 dias solicitando investigação sobre os descontos. "Ontem voltamos a cobrar, porque esse prazo estipulado em entrevista já foi alcançado, e nós não tivemos por parte do governo nenhum comunicado", concluiu.

Balança comercial tem segundo melhor resultado para janeiro

© Divulgação/Porto de Santos

A balança comercial registrou o segundo maior superávit para meses de janeiro desde o início da série histórica, beneficiada pela queda das importações, divulgou nesta quinta-feira (5) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No mês passado, as exportações superaram as importações em US$ 4,342 bilhões, alta de 85,8% em relação ao superávit de US$ 2,337 bilhões no mesmo mês de 2025.

O resultado da balança comercial para meses de janeiro só perde para 2024. Naquele mês, houve superávit de US$ 6,196 bilhões.

O valor das exportações e das importações:

Exportações: US$ 25,153 bilhões, queda de 1% em relação a janeiro do ano passado;

Importações: US$ 20,810 bilhões, queda de 9,8% na mesma comparação.

O valor das exportações é o terceiro melhor para meses de janeiro desde o início da série histórica, em 1989, só perdendo para janeiro de 2024 e de 2025. As importações registraram o segundo melhor janeiro da série, só perdendo para o mesmo mês do ano passado.

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Setores

Na distribuição por setores da economia, as exportações em janeiro variaram da seguinte forma:

Agropecuária: 2,1%, com queda de 3,4% no volume e alta de 5,3% no preço médio;

Indústria extrativa: -3,4%, com alta de 6,2% no volume e queda de 9,1% no preço médio;

Indústria de transformação: -0,5%, com recuo de 0,6% no volume e de 0,1% no preço médio.

Produtos

Os principais produtos responsáveis pela queda das exportações em janeiro foram os seguintes:

Agropecuária: café não torrado (-23,7%); algodão bruto (-31,2%); e trigo e centeio não moídos (-33,6%);

Indústria extrativa, óleos brutos de petróleo (-7,8%); e minério de ferro (-8,6%);

Indústria de transformação: óxido de alumínio, exceto corindo artificial (-54,6%); açúcares e melaços (-27,2%) e tabaco (-50,4%).

No caso do agronegócio, as exportações de soja cresceram 91,7% em relação a janeiro do ano passado, por causa da antecipação de embarques, e as vendas de milho não moído aumentaram 18,8%.

Em relação ao petróleo bruto, a queda nas exportações chega a US$ 364,6 milhões em relação a janeiro de 2025. Tradicionalmente, as vendas de petróleo registram forte variação mensal por causa da manutenção programada de plataformas.

Em relação às importações, a queda está vinculada ao petróleo e à desaceleração da economia, com a diminuição dos investimentos. 

Na divisão por categorias, os principais produtos são os seguintes:

Agropecuária: cacau bruto ou torrado (-86,3%); e trigo e centeio não moídos (-35,5%);

Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (-49,8%); e gás natural (-15,8%);

Indústria de transformação: motores e máquinas não elétricos (-66,8%); óleos combustíveis de petróleo (-17,5%); e partes e acessórios de veículos (-20,4%).

Projeções

Para este ano, o Mdic projeta superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões. As exportações devem encerrar o ano entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões e as importações entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril. 

No ano passado, a balança comercial registrou superávit de US$ 68,3 bilhões. O recorde de superávit foi registrado em 2023, quando o resultado positivo ficou em US$ 98,9 bilhões.

As estimativas do Mdic estão mais otimistas que as das instituições financeiras. Segundo o Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado, a balança comercial encerrará o ano de 2026 com superávit de US$ 67,65 bilhões.

Agência Brasil

Dino manda suspender pagamento de penduricalhos nos Três Poderes

© Rosinei Coutinho/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (5) a suspensão do pagamento dos chamados “penduricalhos”, benefícios que são concedidos a servidores públicos e que não cumprem o teto remuneratório constitucional, de R$ 46,3 mil. A suspensão vale para os Três Poderes.

Pela decisão, os Três Poderes têm prazo de 60 dias para revisar e suspender pagamento das verbas indenizatórias sem base legal.

Na decisão, Flávio Dino afirmou que há um “fenômeno da multiplicação anômala” de verbas indenizatórias incompatíveis com a Constituição. Ele cita o pagamento de “auxílio-peru” e “auxílio-panetone” (benefícios extras de fim de ano) como exemplos de ilegalidade.

“Destaco que, seguramente, tal amplo rol de 'indenizações', gerando supersalários, não possui precedentes no direito brasileiro, tampouco no direito comparado, nem mesmo nos países mais ricos do planeta”, argumentou.

A suspensão deve ser cumprida em todo o país e vale para o Judiciário, Executivo e Legislativo federais e estaduais.

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Império dos penduricalhos

Flávio Dino também defendeu que o Congresso aprove uma lei para deixar claro quais as verbas indenizatórias podem ser admissíveis como exceção ao teto constitucional, que é equivalente ao salário dos ministros do Supremo.

“Por este caminho, certamente será mais eficaz e rápido o fim do império dos penduricalhos, com efetiva justiça remuneratória, tão necessária para a valorização dos servidores públicos e para a eficiência e dignidade do serviço público”, ressaltou. 

A suspensão dos penduricalhos foi decidida em um processo no qual Dino negou o pagamento de auxílio-alimentação retroativo a um juiz de Minas Gerais.  

Agência Brasil

Rio espera receber 8 milhões de foliões para o carnaval

O Rio de Janeiro espera mais de 8 milhões de foliões para aproveitar o carnaval em toda a cidade, dos quais 6,8 milhões nos blocos e 1,5 milhão de pessoas divididas entre os desfiles da Marquês de Sapucaí, Intendente Magalhães, Terreirão do Samba, Avenida Chile, Cinelândia e bailes populares.

Apenas no Sambódromo são esperadas 500 mil pessoas nos desfiles do Grupo Especial, da Série Ouro e das escolas de samba mirins.

O presidente da Empresa Municipal de Turismo do Rio (Riotur), Bernardo Fellows, disse que a cidade está preparada para receber os foliões e os órgãos municipais estão integrados para fazer uma operação segura no período carnavalesco.

A recomendação é usar transporte público por conta das diversas ruas interditadas para blocos e desfiles na Sapucaí. Haverá reforço na operação dos serviços noturnos que atendem a região do Sambódromo. No carnaval, o Metrô Rio terá funcionamento ininterrupto, a partir das 5h de sexta-feira (13) até as 23h59 de quarta-feira (18).

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Saúde

Rio de Janeiro (RJ), 05/02/2026 – Apresentação do Plano Operacional do Carnaval Rio 2026, no Centro de Operações e Resiliência, no Centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 05/02/2026 – Apresentação do Plano Operacional do Carnaval Rio 2026, no Centro de Operações e Resiliência, no Centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Apenas no Sambódromo haverá seis postos médicos com 140 profissionais para atender a população. Além disso, 22 mil profissionais de saúde vão atuar nesse período com muitas unidades abertas 24 horas.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, o folião deve se programar bem antes de curtir a folia. “Aproveite a festa com responsabilidade. Muitas pessoas esquecem de tomar os remédios de uso contínuo de doenças crônicas”, disse Soranz.

Recomendações

  • Manter a medicação de uso contínuo
  • Beber bastante água
  • Moderar a ingestão de bebidas alcoólicas
  • Usar roupas leves e calçados confortáveis
  • Atenção ao uso de produtos cosméticos e capilares que possam causar alergia e cegueira temporária ou permanente
  • Levar documento de identificação e telefone de contato      

Agência Brasil

Investigações da pandemia, energia solar e liberdade de imprensa pautam horário dos deputados

Crédito da(s) Foto(s): João Gilberto
 

No horário dos deputados durante a sessão plenária desta quinta-feira (5), na Assembleia Legislativa (ALRN), os deputados Coronel Azevedo (PL), Ubaldo Fernandes (PSDB) e Eudiane Macedo (PV) se pronunciaram.

O deputado Coronel Azevedo destacou a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determinou a retomada das investigações da Polícia Federal sobre o desvio de recursos na compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste, considerado por ele o maior escândalo da pandemia. Segundo o parlamentar, a apuração busca identificar responsabilidades pelo prejuízo estimado em R$ 50 milhões aos estados, em um caso que também envolve o ex-governador da Bahia, Rui Costa.

Ainda em seu pronunciamento, Coronel Azevedo chamou atenção para problemas enfrentados por produtores e empresários que investiram em energia solar no Rio Grande do Norte. Ele relatou que, apesar dos avanços na geração de energia limpa e renovável, consumidores têm recebido contas de luz com valores elevados, mesmo possuindo créditos acumulados pela geração própria. De acordo com o deputado, há registros de faturas que chegaram a triplicar, gerando insegurança e desânimo entre os produtores.

O parlamentar informou que o Procon já contabilizou 154 reclamações e defendeu a realização de uma audiência pública para que a concessionária Neoenergia esclareça os critérios de cálculo e compensação dos créditos. Para ele, a iniciativa não busca contestar a legislação, mas garantir sua aplicação correta e justa. “O povo do Rio Grande do Norte merece energia acessível e contas justas”, afirmou, reforçando a defesa dos investimentos em sistemas solares como indutores do desenvolvimento do estado.

O deputado Ubaldo Fernandes, por sua vez, destacou as ações realizadas no bairro de Mãe Luiza, em Natal. Ele mencionou a atuação da Caern, que enviou equipes técnicas para visitas in loco com o objetivo de identificar pontos onde o abastecimento de água não estava chegando à população. O parlamentar agradeceu à companhia pela sensibilidade em atender à reivindicação dos moradores e resolver o problema.

Ubaldo também ressaltou o vínculo e a importância histórica de Mãe Luiza na capital potiguar e lembrou que destinou emenda parlamentar para o Centro Pastoral do bairro, possibilitando a aquisição de novos bancos para a Igreja Nossa Senhora da Conceição. Segundo ele, a iniciativa atende a uma demanda antiga da comunidade local.

Além disso, o deputado informou que mantém tratativas com a Prefeitura do Natal para viabilizar melhorias nas escadarias do bairro. Ele explicou que, por se tratar de uma área mais elevada, Mãe Luiza possui escadas construídas há muitos anos, que hoje necessitam de recuperação. A intenção, segundo Ubaldo Fernandes, é obter os orçamentos necessários para destinar emendas à reforma dessas estruturas.

Já a deputada Eudiane Macedo manifestou solidariedade à equipe da TV Ponta Negra, que foi agredida enquanto exercia sua atividade profissional. O episódio ocorreu durante a cobertura de um incêndio no Conjunto Nova Natal, e, para a parlamentar, o ato de violência é inaceitável.

“A liberdade de imprensa é um dos pilares da democracia e agredir profissionais da comunicação representa uma afronta não apenas aos jornalistas, mas a princípios fundamentais da sociedade”, afirmou. A deputada defendeu a responsabilização dos agressores e reafirmou a importância do respeito ao trabalho da imprensa.