sexta-feira, 15 de maio de 2026

Bactéria em produtos da Ypê oferece risco a quem tem baixa imunidade

Recurso será analisado na próxima sexta-feira (15) | Foto: Torvim/Reprodução

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) confirmou, durante reunião da diretoria colegiada na quarta-feira, a presença da bactéria Pseudomonas aeruginosa nos produtos da Ypê suspensos pelo órgão na semana passada.

Não é a primeira vez que a bactéria é detectada em produtos da marca. Em novembro do ano passado, a Ypê já havia sido autuada pela Anvisa pela presença do mesmo microrganismo em itens da empresa. 

A Pseudomonas aeruginosa vive na água, no solo e em superfícies úmidas. Segundo especialistas, a bactéria é considerada pouco agressiva para a maioria das pessoas. Segundo o médico Luís Fernando Correia, colunista do Pulsa, o microrganismo ameaça populações específicas, como pacientes com fibrose cística, queimados, oncológicos, transplantados, imunossuprimidos, recém-nascidos, idosos frágeis, pessoas com cateter e que estão em ventilação mecânica. "Trata-se de uma bactéria oportunista, com resistência natural a vários antibióticos."

"A presença dessa bactéria em produtos de limpeza aumenta as chances de contaminação e pode, eventualmente, causar infecções nas populações mais suscetíveis", explica Alberto Chebabo, médico infectologista dos laboratórios Sergio Franco, da Dasa. Ele reforça que, em pessoas saudáveis, o risco de infecção após a exposição ao produto contaminado é baixo. "Mas, eventualmente, se houver lesão na pele, algo que facilite a penetração da bactéria, pode ocorrer."

Nos grupos vulneráveis, Correia explica que a bactéria pode causar pneumonia hospitalar grave, infecção de corrente sanguínea, sepse e até infecção ocular. Por isso, a Anvisa manteve o alerta sanitário mesmo após a Ypê ter conseguido reverter a suspensão dos produtos.

Cristiane Rodrigues Guzzo, do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), explicou que esse tipo de contaminação pode afetar diretamente a eficácia dos produtos. Mas não só. "Além de perder a capacidade de limpeza, o produto pode acabar contaminando superfícies, utensílios e objetos que estão sendo lavados. Isso torna a situação preocupante", afirmou.

Segundo a especialista, a Pseudomonas aeruginosa é uma das poucas bactérias capazes de sobreviver e se proliferar em detergentes e produtos de limpeza. Ela destaca que a bactéria pode ser transmitida não apenas pelo contato com produtos contaminados, mas também por meio da exposição à água contaminada.

O CASO

Em inspeção conjunta, a Anvisa, o Centro de Vigilância Sanitária paulista e a Vigilância Sanitária Municipal de Amparo identificaram 76 irregularidades no processo produtivo da Química Amparo, responsável pela Ypê. Em 7 de maio, a Anvisa determinou o recolhimento, a suspensão da fabricação, da comercialização e do uso de vários produtos da marca por falhas no sistema de garantia e controle de qualidade. 

De acordo com a agência, as falhas incluem problemas graves ligados ao controle microbiológico, com identificação da Pseudomonas aeruginosa em mais de 100 lotes de produtos. No dia 8, a Ypê apresentou recurso à Anvisa com esclarecimentos e subsídios técnicos e obteve a suspensão da proibição. Na última quarta, a Anvisa adiou a votação do recurso apresentado pela Ypê e agendou uma nova avaliação para hoje.

Estadão conteúdo

Ex-governador Cláudio Castro é alvo de operação da Polícia Federal

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O ex-governador Cláudio Castro (PL) é alvo, nesta sexta-feira (15), de uma operação da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro. 

Agentes foram para a casa de Castro, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste, a fim de cumprir o mandado de busca e apreensão.

Em atualização

Tribuna do Norte

Taxa das blusinhas: entidades veem retrocesso e desequilíbrio para o RN

Entidades do setor produtivo do RN avaliam que a revogação da cobrança federal sobre compras internacionais de até US$ 50 é um retrocesso e pode ampliar a concorrência desigual com plataformas estrangeiras, afetar a competitividade de empresas locais e pressionar a geração de empregos no estado.

Para a Fecomércio, a medida pode impactar especialmente micro e pequenas empresas, que geram grande parte dos empregos no RN. Foto: Alex Régis

O fim da cobrança da chamada “taxa das bulsinhas”, determinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esta semana, tem gerado preocupação entre entidades que representam o setor produtivo afetado pela medida no Rio Grande do Norte. Conforme apurado pela reportagem, a apreensão se dá em torno dos impactos para a receita do varejo, competitividade e geração de emprego. A medida provisória, que na visão de entidades representa retrocesso e desequilíbrio no ambiente de negócios local, estabelece o fim da cobrança e foi assinada na última terça-feira (12). Na prática, ela zera o imposto federal de compras internacionais de até US$ 50 em lojas online.

Em nota, a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do RN (Fecomércio-RN) manifestou preocupação com a revogação da cobrança, salientando que a tributação das remessas internacionais, adotada em 2024, “contribuiu para reduzir distorções concorrenciais e coincidiu com a recuperação de segmentos importantes do varejo e da indústria”. Como exemplo dessa contribuição, a Fecomércio citou o crescimento real das vendas no estado, a ampliação da geração de empregos formais e o aumento da arrecadação de ICMS ao longo de 2025.

“Dados do IBGE e Ministério do Trabalho mostram que, no ano passado, a receita do varejo potiguar cresceu quase 10% (9,6%), em termos nominais. Mesmo descontando a inflação do período, o setor manteve forte crescimento no último ano, com alta de quase 5% (4,7%). No mesmo período, estimulado por esse crescimento, o comércio abriu 3.500 postos de trabalho com carteira assinada, contribuindo para a maior massa salarial e renda média da série histórica”, enumerou a Fecomércio.

Diante dos números, a entidade disse entender que a revogação da cobrança “representa um retrocesso para o equilíbrio competitivo entre empresas brasileiras e plataformas estrangeiras”. Ainda de acordo com a Fecomércio-RN, a medida pode impactar especialmente micro e pequenas empresas, responsáveis por grande parte dos empregos no setor, além de afetar a competitividade da produção nacional e a arrecadação pública.

Concorrência desleal, diz Fiern
Roberto Serquiz, presidente da Federação das Indústrias do RN (Fiern), escreveu que o fim da taxação é “um estímulo à concorrência desleal e um grave desequilíbrio no ambiente de negócios”. De acordo com Serquiz, “enquanto a indústria brasileira enfrenta elevada carga tributária, altos custos de produção e excessiva burocracia, conceder benefícios fiscais a mercadorias estrangeiras enfraquece a competitividade nacional, penaliza quem produz no país e compromete a geração de empregos”.

Serquiz alerta que no RN os efeitos podem atingir diretamente o setor têxtil e iniciativas estruturantes como o Pró-Sertão, majoritariamente pequenas empresas responsáveis pela geração de mais de 4.500 empregos no semiárido potiguar. “Trata-se de uma atividade estratégica para a região, por se adequar às condições climáticas locais, sendo uma indústria de baixo consumo de água e de grande impacto social e econômico no interior do estado”, falou.

“Em consonância com a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), reafirmamos que favorecer plataformas externas em detrimento da produção nacional acelera a desindustrialização e a estagnação econômica. Não se pode sacrificar o futuro da indústria brasileira — especialmente iniciativas transformadoras como o Pró-Sertão — em troca de medidas de curto prazo e conveniências políticas imediatas”, concluiu Serquiz.

O presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal (CDL), José Lucena, comentou que a tributação precisa considerar, principalmente, a competitividade do comércio brasileiro. “O nosso varejo enfrenta uma carga tributária elevada, além de custos operacionais, trabalhistas e burocráticos muito maiores do que os das plataformas internacionais. Quando existem diferenças nas regras de tributação, quem perde é o empresário local, que acaba competindo de forma desigual”, pontuou Lucena.

Segundo ele, perde também a população, que acredita comprar mais barato, mas não se dá conta de que é o consumo realizado no comércio local que gera emprego, renda e serviços. “São os tributos pagos pelos empresários e consumidores que garantem — ou deveriam garantir — a prestação de serviços nas áreas de saúde, educação e segurança pública, por exemplo”, pontuou o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas.

O presidente da CDL Natal também manifestou preocupação quanto aos impactos no mercado de trabalho para o comércio local. “Quando parte significativa do consumo migra para plataformas internacionais sem que exista equilíbrio competitivo, o recurso deixa de circular na economia local. Isso pode impactar diretamente lojas físicas, centros comerciais, prestadores de serviço, logística e toda a cadeia que depende do consumo interno”, falou José Lucena.

Questões de mercado

O secretário de Desenvolvimento Econômico do RN, Hugo Fonseca, afirmou que a medida atende a questões de mercado, mas ressaltou ser necessário um olhar atento sobre os reflexos da mudança, especialmente para os pequenos negócios do estado. Ele disse que é cedo para fazer uma análise numérica de como o fim da tributação influenciará a economia. “Estamos fazendo essa análise junto com a Secretaria da Fazenda, mas ainda é cedo para ter um resultado”, apontou.

“Mas é importante lembrar que o RN tem um setor têxtil muito importante, com mais de 130 pequenas empresas, que são as oficinas de costura, as quais competem diretamente com o marketplace. Por isso, é preciso analisar tudo com muito cuidado para que esse setor não fique prejudicado”, completou o secretário.

Além do setor local, entidades pelo País se manifestaram quanto à medida. A Confederação Nacional das Indústrias afirmou que a decisão é “prejudicial à indústria brasileira e ao desenvolvimento econômico do país” e chamou a medida de “retrocesso”. Segundo a CNI, a “taxa das blusinhas” contribuiu para preservar cerca de 135 mil empregos e evitar a entrada de R$ 4,5 bilhões em produtos importados sem a devida contrapartida fiscal.

O Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IVD) destacou que a mudança pode gerar desinvestimento e desemprego no país. O IVD destacou que “quando da introdução da cobrança, o benefício foi marcante” para o país. “O fim do imposto acarretará riscos para a economia, cujas consequências poderão comprometer a viabilidade das empresas e o emprego de milhares de trabalhadores no presente imediato e também num futuro muito próximo”, frisou o IVD.

Tribuna do Norte

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Banco do Brasil renegociou mais de R$ 1 bi em dívidas com Novo Desenrola na 1ª semana

Foto: José Cruz/Agência Brasil

O Banco do Brasil renegociou mais de R$ 1 bilhão em dívidas de clientes pessoas físicas e jurídicas na primeira semana do Novo Desenrola. O valor considera as quatro frentes do programa.

O montante considera 78,2 mil operações para pessoas físicas, somando R$ 103,3 milhões; 6,7 mil empresas atendidas no âmbito do Desenrola Empresas, nas linhas Pronampe e Procred, somando R$ 845 milhões; 9,4 mil renegociações com o público do Desenrola Fies, somando R$ 119 milhões; e operações na ordem de R$ 4,5 milhões para mil produtores rurais no Desenrola Rural.

"O Novo Desenrola é muito importante para o Brasil e para os brasileiros. A retomada da saúde financeira das famílias é essencial para a normalização do ciclo de crédito", afirma o vice-presidente de Gestão Financeira e Relações com Investidores do BB, Geovanne Tobias, em nota.

Além das operações no âmbito do Desenrola, o BB fez 90,2 mil operações de renegociação com pessoas físicas no período, somando R$ 508,2 milhões. No total, foram mais de R$ 1,5 bilhão renegociados pelo banco no intervalo.

Estadão Conteúdo

Quem é Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro preso em nova fase da PF

Foto: Reprodução/LinkedIn

Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso na manhã desta quinta-feira (14), em Belo Horizonte, durante a sexta fase da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. A prisão foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e faz parte de uma nova etapa da investigação que apura crimes como corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, ameaça, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.

Segundo informações atribuídas ao perfil profissional de Henrique Vorcaro no LinkedIn, ele é diretor-presidente do Grupo Multipar. A empresa é investigada pela Polícia Federal por suspeita de manter atividade financeira envolvendo o Banco Master. Na apuração, Henrique é apontado como um dos beneficiários de Daniel Vorcaro, que teria depositado recursos em sua conta bancária.

A relação familiar também aparece em movimentações posteriores à prisão de Daniel Vorcaro, ocorrida em março deste ano. De acordo com a investigação, Henrique visitou o filho ao menos duas vezes após a detenção. Daniel Vorcaro é um dos principais nomes investigados na Operação Compliance Zero, que apura a atuação de uma organização criminosa ligada ao entorno do antigo Banco Master.

Nesta nova fase, a PF mira suspeitas de intimidação, coerção, obtenção de informações sigilosas e invasões a dispositivos eletrônicos. Ao todo, são cumpridos sete mandados de prisão preventiva e 17 mandados de busca e apreensão nos estados de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Também foram determinadas medidas de afastamento de cargos públicos, sequestro e bloqueio de bens.

Henrique Vorcaro entra na investigação não apenas por ser pai de Daniel Vorcaro, mas por sua posição empresarial e pela suspeita de ter recebido recursos do filho, além da possível ligação do Grupo Multipar com atividades financeiras relacionadas ao Banco Master.

Com informações da CNN

PF prende pai de Daniel Vorcaro em mais uma fase de operação sobre Banco Master

Henrique foi preso em Minas Gerais. Ele iria embarcar nesta quinta para Brasília para visitar seu filho na carceragem da Superintendência da PF

Henrique Vorcaro. Foto: Reprodução/Facebook

A Polícia Federal (PF) prendeu nesta quinta-feira, 14, o empresário Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro. Trata-se da sexta fase da Operação Compliance Zero, que mira irregularidades nas ações do Banco Master e do entorno de Vorcaro. A ação foi ordenada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.

Henrique foi preso em Minas Gerais. Ele iria embarcar nesta quinta para Brasília para visitar seu filho na carceragem da Superintendência da PF - e também foi alvo de busca e apreensão.

O pai de Vorcaro é suspeito de se beneficiar de desvios do Banco Master, por meio de operações fraudulentas com fundos de investimento. Segundo a investigação da PF, o dono do Master tentou esconder R$ 2 bilhões na conta do pai.

A Polícia Federal também cumpre outros seis mandados de prisão preventiva em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Estadão Conteúdo

Sinduscon-RN promove diálogo sobre cooperativismo na construção civil

Foto: Divulgação

Nesta quarta-feira (13), o Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-RN) promoveu um encontro institucional na Casa da Indústria, em Natal, onde foi reforçado o diálogo entre entidades e destacada a importância do cooperativismo para o fortalecimento da construção civil potiguar.

Durante a reunião, também foi discutido o atual cenário da construção civil no Rio Grande do Norte, que está entre os estados com maior aumento no custo de construção do país. Esse cenário impacta diretamente a competitividade do setor, o desenvolvimento imobiliário e o acesso da população à moradia.

Participaram do encontro representantes da Cooperativa da Construção Civil do Rio Grande do Norte (Coopercon-RN), membros da diretoria da Organização das Cooperativas do Estado do Rio Grande do Norte (OCERN) e associados do sindicato. Para Eduardo Gatto, presidente da OCERN, o momento foi importante para aproximar ainda mais o cooperativismo da realidade da construção civil e mostrar como esse modelo pode contribuir para o fortalecimento do setor.

Parceria com a Coopercon-RN

A parceria institucional entre o Sinduscon-RN e a Coopercon-RN também foi ressaltada durante o encontro. Historicamente, os Sinduscons estaduais incentivam e apoiam a criação das Coopercons como ferramentas estratégicas para impulsionar a competitividade da construção civil por meio da cooperação entre empresas.

A Coopercon-RN atua como uma união estratégica de empresas construtoras voltada à realização de compras compartilhadas de materiais e serviços, permitindo melhores condições comerciais. De acordo com Erikson Oliveira, conselheiro fiscal da Coopercon-RN, um exemplo desse impacto foi a parceria firmada com um fornecedor de concreto em 2025, que possibilitou uma redução expressiva de 17% no preço do insumo.

Segundo Ismália Carvalho, diretora-executiva do Sinduscon-RN, a construção civil tem um papel fundamental na economia do Rio Grande do Norte, seja pela geração de empregos, renda ou desenvolvimento urbano.

Para ela, ao unir a atuação da cooperativa ao trabalho institucional do sindicato se consegue ampliar os resultados para todo o setor. "Essa parceria promove integração, fortalecimento coletivo e mais eficiência operacional, além de estimular um ambiente colaborativo, no qual as empresas compartilham experiências, soluções e estratégias para enfrentar desafios em comum", finalizou Carvalho.

Tribuna do Norte

Açudes Apanha Peixe, Sossego e Corredor começam a sangrar após chuvas no RN

Foto: Divulgação/Igarn

As chuvas registradas nos últimos dias no Rio Grande do Norte provocaram aumento significativo no volume dos reservatórios monitorados pelo Instituto de Gestão das Águas do Rio Grande do Norte (Igarn). De acordo com o Relatório dos Volumes dos Reservatórios divulgado nesta quinta-feira (14), os açudes Apanha Peixe, em Caraúbas, Sossego, em Rodolfo Fernandes, e Corredor, em Antônio Martins, atingiram 100% da capacidade e começaram a sangrar.

O levantamento aponta que as reservas hídricas superficiais do estado acumulam atualmente 2,77 bilhões de metros cúbicos de água, o equivalente a 52,34% da capacidade total dos 69 mananciais monitorados pelo órgão estadual. Na medição anterior, realizada em 11 de maio, o percentual era de 50,91%. Ao todo, 36 reservatórios apresentaram recarga hídrica nos últimos dias.

Segundo o Igarn, o açude Apanha Peixe, localizado em Caraúbas, atingiu sua capacidade máxima de 10 milhões de metros cúbicos nesta quinta-feira e passou a verter. Em Rodolfo Fernandes, o açude Sossego começou a sangrar após sair de 95,99% para 100% da capacidade total, estimada em 2,35 milhões de metros cúbicos.

Já o açude Corredor, em Antônio Martins, registrou uma das maiores recargas do período. O reservatório recebeu aumento superior a 41% em comparação ao levantamento da última segunda-feira (11), alcançando os 4,64 milhões de metros cúbicos e iniciando o vertimento na quarta-feira (13).

Outro destaque foi o açude Rodeador, em Umarizal, que subiu de 64,66% para 83,33% da capacidade total. O reservatório acumula atualmente 17,8 milhões de metros cúbicos de água.

Segundo o Igarn, 19 mananciais potiguares estão completamente cheios. Entre eles estão:

Campo Grande, em São Paulo do Potengi

Marcelino, Riacho da Cruz e Encanto

Passagem, Sossego e Riachão, em Rodolfo Fernandes

Beldroega, em Paraú

Corredor, em Antônio Martins

Apanha Peixe, em Caraúbas

Curraes, em Patu

Arapuã, em José da Penha

Tesoura, em Francisco Dantas

Inspetoria, em Umarizal

Dinamarca, em Serra Negra do Norte

Lagoas do Jiqui, Pium, Extremoz e Boqueirão

Outros reservatórios também se aproximam da capacidade máxima, como Novo Angicos, em Angicos, com 98,03%, e Pinga, em Cerro Corá, com 94,13%.

Situações dos maiores reservatórios

A barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do Rio Grande do Norte, localizada entre os municípios de Assú, Itajá e São Rafael, acumula atualmente 1,05 bilhão de metros cúbicos, o equivalente a 44,51% da capacidade total – que ao todo comporta 2,4 bilhões de metros cúbicos.

Em Oiticica, segunda maior barragem do estado, alcançou 72,87% da capacidade, com volume superior a 541 milhões de metros cúbicos. Já a barragem Santa Cruz do Apodi chegou a 69,24% da capacidade total, enquanto a barragem Umari, em Upanema, registra 64,15%.

Reservatórios registram menos de 10%

Apesar das recargas provocadas pelas chuvas, dez reservatórios ainda permanecem com menos de 10% da capacidade total. Entre os mais críticos estão:

Itans, em Caicó (0,74%)

Passagem das Traíras, em São José do Seridó (0,13%)

Jesus Maria José, em Tenente Ananias (1,63%)

Totoro, em Currais Novos (2,27%)

Alecrim, em Santana do Matos (4,30%)

Dourado, em Currais Novos (4,53%)

Mundo Novo, em Caicó (4,45%)

Zangarelhas, em Jardim do Seridó (5,65%)

Esguicho, em Ouro Branco (8,05%)

25 de Março, em Pau dos Ferros (9,36%)

Tribuna do Norte

Operação Compliance Zero: investigação liga grupo de Vorcaro a operadores do jogo do bicho e milicianos

Segundo a investigação, a estrutura seria usada para intimidar desafetos, monitorar alvos e obter dados sigilosos de forma ilegal, em benefício do núcleo central ligado ao grupo do Banco Master.

Foto: Ana Paula Paiva/Valor

A Polícia Federal aponta que o grupo do banqueiro Daniel Vorcaro teria ligação com operadores do jogo do bicho e com milicianos no Rio de Janeiro. A informação consta na decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a prisão de Henrique Moura Vorcaro, pai de do dono do Banco Master, nesta quinta-feira (14), em Belo Horizonte, durante a 6ª fase da Operação Compliance Zero.

Segundo a investigação, a estrutura seria usada para intimidar desafetos, monitorar alvos e obter dados sigilosos de forma ilegal, em benefício do núcleo central ligado ao grupo do Banco Master. A PF afirma que o grupo teria dois núcleos de atuação: um voltado à intimidação presencial e outro a ataques digitais.

De acordo com a decisão, as conexões no Rio de Janeiro se concentravam na atuação de Manoel Mendes Rodrigues, apontado como empresário, operador do jogo do bicho no estado e chefe de um braço local do núcleo operacional chamado “A Turma”. Ele também foi alvo de mandado de prisão nesta quinta-feira. Até a última atualização, não havia confirmação sobre o cumprimento da ordem contra ele.

A investigação descreve “A Turma” como um núcleo operacional ligado ao grupo de Daniel Vorcaro. Segundo a PF, o grupo seria responsável por intimidar pessoas, monitorar alvos e acessar informações sigilosas de maneira ilegal. No Rio, a estrutura comandada por Manoel seria composta por operadores do jogo do bicho, milicianos e policiais, funcionando como uma espécie de força privada a serviço da organização investigada.

Ainda conforme a decisão, Manoel seria responsável por fornecer “mão de obra intimidatória” e presença física no Rio de Janeiro para coagir alvos. A PF afirma que a posição dele no cenário criminoso local aumentava a força das ameaças feitas contra desafetos do grupo.

Um dos episódios citados pela investigação ocorreu em 4 de junho de 2024, em Angra dos Reis, na Costa Verde fluminense. Segundo a PF, integrantes de “A Turma” foram enviados ao local para intimidar ex-funcionários de Daniel Vorcaro. Relatos reunidos na apuração indicam que sete homens abordaram o comandante de uma embarcação ligada ao empresário na Marina Bracuhy e fizeram ameaças.

De acordo com a investigação, um dos integrantes do grupo teria se identificado como Manoel e afirmado que “mexia com jogo do bicho”. Na sequência, o grupo teria ido a um hotel da região para intimidar um ex-chefe de cozinha. Testemunhas também relataram abordagens semelhantes a outros funcionários ligados ao empresário.

Para a Polícia Federal, a ação em Angra dos Reis foi precedida por levantamento de informações, monitoramento e organização logística. O objetivo, segundo os investigadores, seria causar medo e pressionar os alvos a agir conforme os interesses do grupo.

Em nota, a defesa de Henrique Vorcaro afirmou que a decisão se baseia em fatos cuja comprovação de licitude e racionalidade econômica ainda não está no processo porque não teria sido solicitada à defesa. “O ideal seria ouvir as explicações antes de medida tão grave e desnecessária. Cuidaremos imediatamente de demonstrar a estamos a dizer ainda hoje”, informou.

Com informações do G1

Indústria do RN volta a crescer em três setores em março, aponta levantamento do IBGE

Em 2025, a indústria representou 31,7% de todas as novas vagas geradas no RN. De um total de 15.870 postos formais no Estado, o setor respondeu por 5.036 | Foto: Alex Régis

A produção industrial de três dos quatro setores pesquisados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no Rio Grande do Norte voltou a crescer em março, após um mês de fevereiro marcado por resultados negativos. O destaque foi a confecção de artigos do vestuário e acessórios, que registrou alta de 101,2% na comparação com março do ano passado. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal Produção Física Regional (PIM-PF Regional), divulgada nesta quarta-feira (13).

Além do setor de vestuário, também tiveram desempenho positivo as indústrias extrativistas, com crescimento de 12,6%, e a fabricação de produtos alimentícios, com alta de 3%. Segundo o IBGE, a produção de calças, bermudas, jardineiras, shorts e peças semelhantes de uso masculino, além de camisas e blusas femininas, puxou o crescimento no setor de vestuário.

De acordo com Bernardo Almeida, analista da pesquisa, "a produção de calças, bermudas, jardineiras, shorts e semelhantes de uso masculino e camisas e blusas de uso feminino puxou o crescimento no setor de vestuário, assim como a produção de gás natural liderou a expansão no setor extrativo local. Quanto ao setor de alimentos, a produção de balas e outros confeitos sem cacau e de sal refinado e iodado influenciaram o comportamento positivo do setor."

Apesar do avanço em três atividades, a indústria geral do Rio Grande do Norte registrou queda de 5,1% em março. O resultado foi influenciado pelo desempenho negativo da fabricação de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, único setor pesquisado que permaneceu em baixa, com recuo de 21,1% na comparação com março de 2025.

No acumulado do primeiro trimestre de 2026, o cenário ainda é de retração na maior parte das atividades industriais do estado. As indústrias extrativistas acumulam queda de 9,5%, enquanto a fabricação de produtos alimentícios recua 7,3%. Já o setor de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis registra baixa de 30,6% no período.

A única atividade com crescimento acumulado no ano é a confecção de artigos do vestuário e acessórios, com alta de 36,9% em relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo assim, a indústria geral potiguar acumula queda de 19,2% no primeiro trimestre, o recuo mais intenso entre as unidades da federação pesquisadas pelo IBGE.

Segundo o instituto, o resultado negativo acumulado no Rio Grande do Norte foi pressionado principalmente pelo desempenho da atividade de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, especialmente óleo diesel.

A PIM-PF Regional acompanha mensalmente o comportamento da produção física das indústrias extrativas e de transformação em 17 unidades da federação e na Região Nordeste. A próxima divulgação da pesquisa, referente a abril, está prevista para o dia 10 de junho.

Tribuna do Norte