Empresas de transporte dizem que aplicação de reajuste pode causar demissões. Foto: arquivo tn
O Sindicato dos Trabalhadores
em Transportes Rodoviários do RN (Sintro-RN) confirmou, na tarde desta
segunda-feira (8), que está mantida a publicação do edital de greve dos
trabalhadores do transporte intermunicipal para esta terça-feira (9). Com isso,
em cumprimento ao prazo legal, o movimento paredista teria início nas primeiras
horas de quinta-feira (11).
À TRIBUNA DO NORTE, o vice-presidente do Sintro, Arnaldo Dias, afirmou que
parte das empresas do setor se posicionou informado que atenderá a reinvindicação
da categoria, fazendo com que a prestação do serviço não seja afetada nas
respectivas áreas de atuação.
As empresas em questão atendem parte das linhas do transporte metropolitano,
segundo o vice-presidente do Sintro. “São as empresas Cidade das Dunas, Via
Sul, Santa Maria e Guanabara”, disse Arnaldo Dias. “Então, as linhas operadas
por essas empresas em Nova Parnamirim, Eucalipto [em Panamirim], em Extremoz,
em Ceará-Mirim e em parte de São Gonçalo irão rodar normalmente, devido à
garantia do pagamento dos direitos”, complementou.
Nesse cenário, com a previsão de greve, a paralisação atingiria, na região
metropolitana de Natal, os municípios de Parnamirim, Macaíba, parte de São
Gonçalo, São José de Mipibu e Nísia Floresta, de acordo com o Sintro. Além
disso, os demais municípios do estado atendidos pelas linhas rodoviárias seriam
afetados pela greve.
Os rodoviários do setor intermunicipal aprovaram o indicativo de greve no
último sábado (6). A decisão, segundo a categoria, foi motivada diante do não
pagamento do reajuste do vale-alimentação, acordado na negociação para o biênio
2025/2026, além da recusa do sindicato patronal em assinar a Convenção Coletiva
de Trabalho negociada com os trabalhadores.
Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, o presidente da Federação das Empresas de
Transporte de Passageiros do Nordeste (Fetronor), Eudo Laranjeiras, afirmou que
o pagamento do reajuste do vale alimentação, que passou de R$ 500 para R$ 550 a
partir de maio, já está sendo cumprido pelas empresas. Embora algumas ainda não
tenham pago o benefício, a expectativa é que cumpram o acordado até esta terça,
segundo ele.
Ele esclareceu, ainda, que a assinatura do acordo coletivo não foi efetuada em
razão da “insuficiência de recursos para honrar com o que se tinha acertado”.
Segundo o presidente da Fetronor, caso fosse necessário realizar o reajuste dos
rodoviários sem apoio financeiro do poder público, as empresas teriam que
efetuar demissões para controlar a folha de pessoal.
Demissões
Empresas do transporte rodoviário intermunicipal do Rio Grande do Norte não
descartam a possibilidade de realizar demissões diante da necessidade de
realizar novos reajustes salariais sem que exista um apoio financeiro do poder
público. De acordo com o presidente da Federação das Empresas de Transporte de
Passageiros do Nordeste (Fetronor), Eudo Laranjeiras, o setor tem operado no
vermelho e precisa manter o controle da folha de pessoal.
A declaração do presidente da Fetronor acontece em meio ao indicativo de greve
do Sindicato dos Rodoviários do Estado (Sintro/RN). A categoria reivindica o
pagamento do reajuste do vale-alimentação da negociação 2025/2026 e a
assinatura da convenção coletiva que prevê aumento salarial dos trabalhadores,
já negociada com o sindicato.
De acordo com o Eudo Laranjeiras, o pagamento do reajuste do vale alimentação,
que passou de R$ 500 para R$ 550 a partir de maio, já está sendo cumprido pelas
empresas. Embora algumas ainda não tenham pago o benefício, a expectativa é que
cumpram o acordado até esta terça-feira (9).
No fim da manhã dessa segunda-feira (8), uma reunião entre a Fetronor e as
empresas de ônibus intermunicipal foi realizada com o objetivo de discutir os
impactos do reajuste salarial. O presidente da Federação esclarece que a
categoria vai tentar marcar uma reunião com os rodoviários para chegar a um
consenso e evitar a deflagração da greve.
Eudo Laranjeiras esclarece, ainda, que a assinatura do acordo coletivo não foi
efetuada em razão da “insuficiência de recursos para honrar com o que se tinha
acertado”. Segundo ele, caso fosse necessário realizar o reajuste dos
rodoviários sem apoio do poder público, as empresas teriam que efetuar
demissões para controlar a folha de pessoal.
Um dos apoios reivindicados pela Fetronor é a efetivação da Medida Provisória
1363/2026. A norma foi publicada pelo Governo Federal no último dia 30 de maio
e autoriza a concessão de subvenção econômica aos produtores e importadores de
óleo diesel de uso rodoviário no País, no valor de R$ 1,12 por litro, com o
objetivo de estabilizar o preço e a oferta do combustível diante dos conflitos
no Oriente Médio.
Embora a norma tenha entrado em vigor no último dia 1º, com validade prevista
até 31 de dezembro deste ano, o presidente da Fetronor observa que as
distribuidoras brasileiras ainda não aderiram ao programa. Por conta disso, o
segmento não está sentindo os impactos positivos da medida.
Eudo Laranjeiras aponta, ainda, que o Governo do Rio Grande do Norte não
efetivou um acordo que prevê compensação financeira mensal para as empresas
arcarem com os reajustes dos trabalhadores. Segundo ele, o subsídio foi
negociado dentro das discussões para solucionar a paralisação dos rodoviários,
realizada no início de abril deste ano. “O Governo do RN não honrou com o
acordado, as empresas estão em uma situação de solvência e rodando no
vermelho”, enfatiza.
Tribuna do Norte













