domingo, 19 de abril de 2026

O “Vale Tudo” da política brasileira

Faltando pouco menos de seis meses para as eleições de 2026, os agora ex-governadores que renunciaram seus mandatos para concorrerem ao Senado ou outra postulação no tabuleiro da política brasileira, passaram a conviver com muitas incertezas em relação aos que antes posavam de aliados, mas que agora já não bebem na mesma taça e nem comem no mesmo preto. Cada um buscando suas conveniências para alcançar seus propósitos pessoais.

Esse mesmo cenário se aplica aos ex-prefeitos que renunciaram seus mandatos para concorrer ao Governo do seu estado ou outro cargo no Legislativo estadual ou federal.

No tocante aos números do Brasil 11 governadores e 10 prefeitos de capitais renunciaram seus mandatos para postularem outas vagas na política brasileira.

Entre os governadores que renunciaram, dois são pré-candidatos à Presidência da República — Romeu Zema e Ronaldo Caiado —, e oito devem disputar o Senadoque neste ano vai renovar 54 das 81 cadeiras.

No Rio Grande do Norte, somente o prefeito de Mossoró, Alisson Bezerra, União Brasil, renunciou seu mandato, faltando pouco mais de 33 meses a serem cumpridos, para concorrer ao Governo do estado, enquanto seu vice, Marcos Medeiros, irá conduzir os interesses do Município e do pré-candidato Alisson Bezerra.

Enquanto a governadora, Fátima Bezerra que pretendia concorrer ao Senado, forçosamente, anunciou sua permaneceu à frente do cargo até o final do mandato, 31/12/2026.

Trump acusa Irã de violar cessar-fogo em Ormuz e ameaça derrubar usinas se não houver acordo

Donald Trump | Foto: Official White House/Daniel Torok

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aumentou o tom e disse que os disparos do Irã no Estreito de Ormuz ontem foram uma "violação total ao acordo de cessar-fogo" e que se o Irã não aceitar o acordo oferecido, os EUA "vão derrubar cada usina de energia e cada ponte no Irã". "Chega de ser bonzinho", disse em sua rede social, ao afirmar que é hora de acabar com a máquina de matar do Irã.

Trump afirmou, ainda, que seus representantes irão ao Paquistão para negociações na noite desta segunda-feira.

"Estamos oferecendo um acordo muito justo e razoável, e espero que eles aceitem porque, se não aceitarem, os Estados Unidos vão derrubar cada usina de energia e cada ponte no Irã. CHEGA DE SER BONZINHO! Elas cairão rápido, cairão fácil e, se não aceitarem o acordo, será uma honra fazer o que precisa ser feito, o que deveria ter sido feito ao Irã, por outros presidentes, nos últimos 47 anos. É HORA DE ACABAR COM A MÁQUINA DE MATAR DO IRÃ!", disse na rede Truth Social.

Ele afirmou também que o fechamento do Estreito pelo Irã é algo que só prejudica eles, que perdem U$ 500 milhões por dia e que os EUA não perdem nada.

Estadão Conteúdo

PM frustra assalto com reféns e recupera R$ 500 mil em produtos na zona Norte de Natal

Foto: Divulgação/PMRN

Policiais militares frustraram um assalto com reféns na noite deste sábado (18) em uma loja de eletrodomésticos localizada na Avenida Bacharel Tomaz Landim, na zona Norte de Natal. A ação foi realizada por equipes da Força Tática do 4º Batalhão da Polícia Militar, com apoio de viaturas de radiopatrulha, após acionamento do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom). O material recuperado está avaliado em aproximadamente R$ 500 mil.

Ao chegarem ao local, os policiais identificaram um suspeito em um veículo que dava suporte à ação criminosa, prática conhecida como “cavalo”. Em seguida, foi feita a entrada tática no estabelecimento, onde outros dois suspeitos mantinham cinco pessoas como reféns. Durante a intervenção, houve reação por parte dos criminosos, que efetuaram disparos contra os agentes, sendo alvejados no confronto. Eles foram socorridos e encaminhados ao Hospital Santa Catarina.

De acordo com a Polícia Militar do Rio Grande do Norte, os reféns foram liberados sem ferimentos. Duas armas de fogo utilizadas pelos suspeitos foram apreendidas, e produtos subtraídos durante a ação foram recuperados.

Ainda segundo informações repassadas pela corporação, o assalto teve início no momento de fechamento da loja, quando os criminosos invadiram o estabelecimento, renderam funcionários e os obrigaram a deitar no chão enquanto realizavam a retirada de mercadorias.

Um dos suspeitos baleados possuía mandado de prisão em aberto por roubo e estava foragido da Justiça, enquanto o outro cumpria pena com uso de tornozeleira eletrônica. O terceiro envolvido, que dava apoio externo, também possui antecedentes por crimes contra o patrimônio e cumpria pena.

A ocorrência foi encaminhada à Delegacia de Plantão da Zona Norte, onde foram adotados os procedimentos legais cabíveis.

Tribuna do Norte

Colecionadores se preparam para lançamento do álbum da Copa 2026; veja vídeo

Antônio de Pádua coleciona figurinhas desde os oito anos de idade e já perdeu a conta de quantos álbuns guarda. Para ele, a Copa é especial | Foto: Alex Régis

A cena se repete a cada quatro anos: mãos ansiosas para rasgar os pacotes e a expectativa de encontrar a figurinha que falta. Mesmo antes do lançamento do álbum da Copa do Mundo de 2026, colecionadores de Natal já aguardam com entusiasmo a edição, que será lançada em 1º de maio. Para muitos, é nesse momento que começa, de fato, o clima de Copa — antes mesmo da bola rolar.

A coleção oficial do álbum da Copa do Mundo de 2026, que já está em pré-venda, será uma das maiores da história. Ao todo, serão 980 figurinhas — sendo 912 em papel couché e 68 especiais em material metalizado — número recorde impulsionado pela ampliação do torneio para 48 seleções. Todas as equipes classificadas estarão representadas nas páginas do álbum.

Dono de uma das bancas mais conhecidas de Natal, Joanilson Júnior da Silva, o “Jr Figurinhas”, tem recebido, há semanas, a mesma mensagem de diferentes clientes. “A pergunta que mais chega ultimamente é: ‘Jr, o álbum chega quando?’”, conta o proprietário enquanto aponta para o celular.

A banca localizada no bairro Candelária vende figurinhas há 20 anos. Apesar de comercializar álbuns e cromos de diferentes temáticas ao longo do ano, é a Copa do Mundo que concentra a maior procura. Durante o período do torneio, a demanda cresce significativamente, impulsionada pelo interesse de colecionadores de todas as idades.

O interesse pelas figurinhas muitas vezes começa dentro de casa, passado de geração em geração. “Eu tenho colecionadores que frequentam a banca de Copa em Copa, porque isso já vem dos pais, dos avós que tinham esse hábito de colecionar com relação à Copa do Mundo”, revela Júnior.

Ele conta que já presenciou casos de álbuns de Copas antigas avaliados em mais de R$ 20 mil — e, ainda assim, os donos não abrem mão das coleções, justamente pelo valor afetivo e pela tradição familiar que carregam.

Como colecionador, ele sabe que juntar não é apenas mera diversão, mas guardar momentos. “O colecionismo é algo ímpar. Eu não entendo de onde vem. Eu, por exemplo, comecei a colecionar, tinha nove anos de idade. Meu primeiro álbum de figurinhas foi com nove anos. Hoje, já incentivei meus filhos a colecionar também”, recorda.

Colecionador apaixonado, o proprietário da banca tem álbuns de diversas Copas do Mundo, além de edições especiais da seleção brasileira e de períodos pré-Copa. Parte dessas coleções sequer teve as figurinhas coladas, preservadas com cuidado ao longo dos anos. O envolvimento é tanto que Júnior conhece de memória as figurinhas da seleção brasileira, identificando jogadores apenas pelo número da cartela em diferentes edições.

Segundo ele, não existe idade para entrar nesse universo: “eu tenho crianças com quatro anos de idade que começam a colecionar e eu tenho senhores hoje com 80 anos de idade que colecionam álbuns de figurinhas”.

O advogado Antônio de Pádua coleciona figurinhas desde os oito anos de idade e já perdeu a conta de quantos álbuns guarda. A coleção é diversa — inclui filmes, desenhos animados, campeonatos ao redor do mundo e diferentes modalidades esportivas —, mas são as Copas do Mundo que ocupam um lugar especial. “Na Copa do Mundo tudo se transforma, tudo fica mais alegre, mais colorido, devido a que todo mundo quer que sua seleção seja vitoriosa. E você ter um álbum da Copa do Mundo com o seu país que foi vitorioso é lindo demais”, disse.

Apesar de reunir álbuns de diferentes edições, ele afirma que o interesse nunca diminui e já aguarda com ansiedade a Copa de 2026.

Para o colecionador, cada álbum carrega uma história própria, pois desperta lembranças pessoais do ano vivido. “Cada Copa traz memórias. Você vem trazendo emoções únicas, porque em cada Copa você está com um grupo diferente, você está ou com a família, ou está com amigos”, destaca Antônio.

Álbum será mais difícil de completar

Antônio de Pádua avalia que a edição de 2026 traz uma empolgação extra justamente pelo desafio que representa para os colecionadores. As 980 figurinhas representam um número significativamente superior ao da edição anterior, da Copa do Mundo do Catar, em 2022, que teve 670 cromos.

O aumento no número de figurinhas está diretamente relacionado à ampliação de seleções participantes no torneio. Enquanto em 2022 eram 32 países que disputaram a competição, este ano contará com 48 seleções.

De acordo com ele, essa ampliação torna a experiência ainda mais envolvente e desafiadora para quem busca completar a coleção. “As expectativas são as melhores possíveis. Vai ser a maior Copa e a mais grandiosa, pela quantidade de países participando da Copa do Mundo, que teve um crescimento bastante considerável”, avalia Antônio de Pádua.

O novo álbum também chega com mudanças nos preços. Cada pacote custará R$ 7 e trará sete figurinhas. Para efeito de comparação, na Copa do Mundo de 2022, no Catar, os pacotes eram vendidos por R$ 4 e continham cinco cromos, o que reforça o aumento no investimento necessário para completar a coleção.

O empresário Bruno Lorenski, que também coleciona álbuns da Copa, destaca que o desafio será ainda maior nesta edição e já prepara as estratégias. “Vai ser um álbum bem mais difícil de completar. No dia do lançamento eu vou abrir 4 mil pacotes”, afirma sobre a preparação.

Trocas

Estimativas baseadas na probabilidade de repetição indicam que completar o álbum da Copa de 2026 pode custar até R$ 7 mil, sem considerar as trocas de figurinhas. Com as trocas, esse valor pode cair para cerca de R$ 1.500.

A troca de figurinhas é um dos momentos mais especiais para os colecionadores — e também faz parte das memórias de Joanilson Júnior.

A trajetória como colecionador de álbuns da Copa começou em 2006. Ao abrir o primeiro pacote de figurinhas, tirou justamente o escudo do Brasil — uma peça chamativa, toda prateada. Ainda assim, acabou cedendo a figurinha para um cliente que também queria completar a coleção.

Depois, quando decidiu fechar o próprio álbum, não conseguiu de imediato. Faltava a figurinha do escudo do Brasil. Foi então que passou a trocar figurinhas com todo mundo, em busca do escudo novamente. “Fiquei na ansiedade, pedindo a todo mundo”, lembra.

No fim, recebeu cinco figurinhas repetidas do escudo e fez questão de agradecer a cada cliente que lhe deu. “A gente coleciona figurinha, mas a gente faz amizade também”, disse Júnior.

Para ele, o colecionismo vai além do álbum: cria laços. Hoje, esse espírito se mantém nas trocas que organiza todos os fins de semana, reunindo pais e filhos, avós e netos, tios e sobrinhos em um espaço dedicado à troca de figurinhas.

Coleções trazem lembranças de infância

Na banca de Júnior, as figurinhas também viraram ferramenta de incentivo para as crianças. Alguns pais adotam um método simples: boas notas, leitura em dia ou bom comportamento rendem como recompensa um pacote de figurinhas. Segundo os frequentadores, a estratégia tem se mostrado eficaz por estimular hábitos positivos e ajudar a reduzir o tempo de exposição às telas.

Bruno Lorenski guarda na memória os primeiros contatos com o universo das figurinhas. Ele lembra com clareza de quando tinha seis anos e o pai chegava em casa com pacotes da Copa do Mundo, ajudando-o a colar cada uma no álbum. Aos 18 anos, passou a comprar os próprios pacotes e a montar suas coleções de forma independente, mantendo viva a tradição iniciada na infância.

Dono de uma banca, Joanilson Júnior da Silva relata que colecionadores estão ansiosos | Foto: Alex Régis

Hoje, Bruno reúne álbuns desde 1994 e ampliou o interesse ao longo dos anos. A partir de 2010, passou a colecionar também edições de outros países. “Tenho o álbum da Suíça, o americano e o brasileiro. Em 2014, já tenho de mais países ainda”, conta. Ao todo, são oito Copas diferentes acompanhadas de perto, mas mais de 20 álbuns distintos reunidos na coleção.

Apesar do valor afetivo e das lembranças despertadas, ele destaca que o principal atrativo está na convivência proporcionada pelo hobby. “A parte mais legal é socializar, conhecer gente nova. Você troca figurinha tanto com uma criança de quatro anos quanto com um senhor de 90. A sensação é de que todo mundo é igual, independentemente da idade ou da classe social”, afirma.

Para ele, o colecionismo também é uma tradição que atravessa gerações. “Às vezes você chega na banca e estão o avô, o pai e o neto juntos. O netinho vem mostrar a figurinha que conseguiu, e todo mundo passa a procurar as mesmas peças. É bem legal ver isso acontecendo”, relata.

Ananda Miranda/Repórter

Tribuna do Norte

Deputados afirmam que governo do RN ignorou alertas e agora transfere impacto da crise

Deputados estaduais põem orçamento de 2026 sob suspeita| Foto: Eduardo Maia

O entendimento na bancada de oposição na Assembleia Legislativa é de que o Orçamento do Estado deste ano foi elaborado sobre a perspectiva do PT para a campanha eleitoral de 2026, puxada por uma eventual candidatura da governadora Fátima Bezerra ao Senado Federal.

Presidente da Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) da Assembleia, o deputado estadual Luiz Eduardo (PL) comunga com essa “atitude do Governo precisa ser fiscalizada pela Assembleia”.

“Em 2025 Fátima e o grupo dela mandaram um orçamento para 2026 com promessas de uma vida melhor para o Estado.

Naquela época ela pretendia ser candidata ao Senado e tinha a expectativa de eleger um governador tampão para terminar seu mandato de governadora: alguém do PT para esconder os problemas da gestão”.

Mas, segundo Luiz Eduardo, o projeto político do PT “não deu certo, ela teve que ficar no governo e o orçamento agora está nas mãos da própria Fátima para ser executado”.

“Então, é no mínimo estranho que ela esteja contingenciando um orçamento que ela propôs meses atrás”, explicou Luiz Eduardo.

Falsas promessas

Como presidente da CFF, ano passado, durante a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2026, o deputado estadual Coronel Azevedo (PL) disse que “alertamos sobre este possível cenário” de crise fiscal do Estado: “Quando Fátima Bezerra mandou o orçamento deste ano para ser aprovado na Assembleia, ela estava com a mentalidade de candidata à senadora”.

O deputado Coronel Azevedo afirmou que “o plano estava todo organizado na cabeça dela: criar um orçamento cheio de promessas de prosperidade e esperança, e deixar a frustração cair nas costas de outro”.

Na avaliação de Azevedo, “quando as promessas não fossem cumpridas, ela não estaria mais no governo, estaria como candidata ao Senado, e iria colocar a culpa no acaso, dizendo que ela tinha, sim, deixado a previsão orçamentária e que alguém ou algo não estaria executando o que ela prometeu”.

Porém, segundo Azevedo, “ocorreu a tragédia, o feitiço se virou contra ela. Sem conseguir viabilizar a candidatura ao senado (porque a rejeição estava alicerçada nos 60%) e o PT sem conseguir eleger um fantoche para o mandato tampão, Fátima teve que ficar no Governo e o orçamento fictício caiu feito uma bomba no colo de quem o criou”.

Já o deputado estadual Gustavo Carvalho (PL) disse que esse contingenciamento de mais de R$ 306 milhões “é, na prática, a confissão oficial de que o Estado do Rio Grande do Norte perdeu o controle das suas contas”.

Peça contábil

“O que estamos vendo é a consequência direta de uma gestão que, há anos, ignora alertas, aumenta despesas, incha a máquina pública e não promove as reformas estruturais que o Estado precisa”, prosseguiu Gustavo Carvalho.

Gustavo Carvalho alertou que o Rio Grande do Norte “precisa de responsabilidade fiscal de verdade: cortar desperdícios, enxugar a máquina e priorizar o que realmente importa — saúde, educação e segurança. Do jeito que está, o Estado segue no caminho do colapso financeiro”.

Na análise da deputada estadual Cristiane Dantas (PSDB), o Executivo por ocasião do debate na Casa, o governo “colocou um orçamento superestimado exatamente para fazer essas reduções. A receita de 2026 é maior que a de 2025, porém no orçamento era bem maior que o que poderia ser executado”.

Cristiane Dantas lembra que “em anos anteriores faziam o orçamento com déficit, aí quando se mostrava maior não podiam reduzir. Nada mais que conta contábil”.

O deputado Nelter Queiroz (PP) considera que “está faltando competência e determinação” à governadora Fátima Bezerra “para administrar o Estado, ela gasta muito numas coisas e ora gasta menos em outras coisas”.

Nelter Queiroz avalia, ainda, que a exemplo de governos anteriores, faltou à Fátima Bezerra “não abriu diálogo sólido com todos os deputados e não tem uma base sólida na Assembleia para aprovar um orçamento enxuto e evitar esse aumento de déficit financeiro, que acontece todo ano”.

Líder do governo na Assembleia, o deputado estadual Francisco do PT absteve-se de falar sobre o contingenciamento dos recursos, porque ainda “não tinha informações mais detalhadas sobre o tema”.

Tribuna do Norte

Projeto da UFRN usa o bordado como ferramenta de cuidado e bem-estar

Atividades incluem oficinas de bordado livre e escuta qualificada| Foto: Cedida

Criar bordados virou sinônimo de fazer arte com calma. A partir da agulha, linha, tecido, tesoura e outros utensílios, o artesanato vira obra de arte. É assim que funcionam as atividades feitas pelas participantes do projeto: “Entre Saúde e Bordados”, desenvolvido pela Faculdade de Ciências da Saúde do Trairi (Facisa), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

O projeto é voltado ao cuidado e ao bem-estar de mães, pais e responsáveis que atuam com crianças em contexto de vulnerabilidade social. A ação social tem como propósito atender aos cuidadores vinculados ao Centro Especializado em Reabilitação de Santa Cruz.

As atividades incluem oficinas de bordado livre, além de momentos de escuta qualificada e rodas de conversa sobre temas relacionados à saúde, fortalecendo o bem-estar físico e emocional desses cuidadores. A coordenadora do projeto de extensão, a professora Amanda Soares, explicou que a origem do programa começou com o desejo de compartilhar uma experiência pessoal sua como artesã e bordadeira.

“O projeto teve início em outubro de 2025, a partir da minha experiência pessoal como artesã e bordadeira. A prática do bordado teve um impacto significativo na minha vida, e, ao ingressar na universidade como professora efetiva, busquei ressignificar essa experiência, integrando-a ao contexto acadêmico como estratégia de cuidado e promoção da saúde”, explicou.

Além da experiência pessoal como artesã, Amanda conseguiu desenvolver e criar o projeto “Entre Saúde e Bordados” diante de evidências científicas que mostram que harmonizar arte com saúde resulta em benefícios para a saúde das pessoas.

“Estudos indicam que atividades manuais, como lazer ou fonte de renda, estão associadas à redução do estresse, da ansiedade e à promoção de relaxamento e satisfação pessoal. Essas práticas favorecem o foco, a expressão emocional e o senso de produtividade. Na vivência do projeto, esses benefícios também são percebidos na prática, especialmente no que se refere à saúde mental das participantes”, detalhou a professora.

Além disso, a prática constante de criação de bordados pode ser uma porta de entrada para o treinamento e aperfeiçoamento de novas habilidades práticas e manuais, o que fortalece a atividade cerebral e uma mudança positiva na vida da população que faz esse tipo de artesanato.

“A experiência com o bordado pode gerar mudanças significativas, como maior tranquilidade, paciência e estímulo à criatividade. No meu caso, essa prática também abriu portas para o desenvolvimento de outras habilidades manuais, como pintura e crochê”, enumerou a professora.

A professora ainda complementa que o intuito também é alavancar o ponto de vista financeiro das participantes, criando uma rede de ajuda e independência para as pessoas que enfrentam dificuldades financeiras ao mesmo tempo em que precisam se dedicar ao trabalho de cuidado de crianças em contexto social vulnerável.

“Para as cuidadoras participantes, espera-se impacto positivo na qualidade de vida, além da possibilidade de utilizar o bordado como fonte complementar de renda, promovendo autonomia e valorização pessoal”, especificou.

A execução do projeto é voluntária e não tem financiamento. Se alguma loja ou empresa se interessar em doar materiais para as oficinas, “será muito bem-vindo”, como afirma Amanda.

As inscrições para o projeto são realizadas por meio do Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (Sigaa) e são abertas no início de cada semestre letivo. Mais informações e atualizações sobre as atividades podem ser acompanhadas pelo perfil @entresaudeebordados nas redes sociais.

Quebra de paradigmas

Segundo a professora Amanda, o projeto não é exclusivo das mulheres, podendo participar homens que se interessam por bordados. No entanto, por conta de questões culturais e do preconceito, apenas um homem participa das oficinas.

O público participante é feminino. “O projeto é destinado a cuidadores de crianças, independentemente de gênero. No entanto, devido a questões socioculturais que ainda atribuem majoritariamente às mulheres as responsabilidades do cuidado familiar, até o momento a participação tem sido predominantemente feminina”, revela.

Vinicius Costa de Oliveira, de 21 anos, é estudante do quarto período de enfermagem da UFRN. Ele é o único membro homem do programa de extensão.

Para o estudante, que também atua como membro do projeto e nas oficinas junto com as mães de crianças atípicas, ao lado de uma equipe especializada. Apesar do receio inicial, o futuro enfermeiro se surpreendeu, foi acolhido e conseguiu desenvolver práticas eficientes dentro do plano de extensão.

“Ocorreu justamente o contrário. Tivemos muitas conversas sobre a importância da presença masculina em espaços como esse. Desde cedo, a sociedade impõe padrões sobre como um homem deve ser e agir, muitas vezes afastando-o de atividades consideradas “femininas”. O bordado é um exemplo disso. Participar do projeto tem sido uma oportunidade de ressignificar essas ideias e compreender que o cuidado, a sensibilidade e a expressão artística não têm gênero”, declarou.

Diante de um benefício importante como sensibilidade, o principal aprendizado do artesanato bordado para Vinicius vem de uma forma de escuta ativa, criando uma terapia que traz vantagens para os estudantes da área de saúde que atuam no projeto.

“Tenho percebido, na prática, que saúde vai muito além da ausência de doença (algo que já aprendemos na graduação e agora observo na prática). Atividades simples, como o bordado aliado ao diálogo, podem se tornar ferramentas terapêuticas potentes, promovendo bem-estar, acolhimento e fortalecimento emocional. Essa vivência tem sido fundamental para minha formação, contribuindo para que eu me torne um profissional mais sensível, humano e preparado para o cuidado integral”, avalia o estudante.

Por conta desses benefícios para a saúde mental das pessoas, Vinicius espera levar as linhas dos bordados para o resto da sua vida profissional, bem como pessoal.

“O bordado se tornou, para mim, uma forma de cuidado e de pausa. Em momentos de sobrecarga e estresse, encontro nas linhas e no tecido um espaço de tranquilidade, como se, a cada ponto, eu também organizasse meus próprios pensamentos e emoções. É uma prática que pretendo levar comigo por toda a vida”, fala.

Tribuna do Norte

sábado, 18 de abril de 2026

Instituições destacam forte ligação de Oscar com Natal

Oscar Schmidt foi o maior jogador brasileiro de basquete| Foto: CBB

Desportistas e instituições do Rio Grande do Norte manifestam pesar pela morte de Oscar Schmidt, mas destacam sua importância para o basquetebol brasileiro, inclusive natalenses que tiveram a oportunidade de dar os primeiros passos no esporte da bola ao cesto com ele, na infância.

Presidente por 16 anos e agora vice-presidente administrativo da AABB, Haroldo Pinheiro Borges disse que Oscar “foi um ícone do esporte e motivo de muito orgulho para nossa AABB, onde começou a dar os primeiros passos no ‘basket’ em nossa escolinha, na época comandada por José Augusto”.

Haroldo Borges afirma que “já consagrado como jogador de seleção, eventualmente quando vinha a Natal, era amigo de meu irmão Igor Ribeiro Dantas, que me pedia para levá-los à AABB e, juntos, jogávamos basquete na quadra ainda descoberta do clube”.

Borges lembra que em 1997, por ocasião de sua passagem por Natal como secretário do estado de São Paulo, “fizemos uma singela homenagem ao Oscar pelos relevantes serviços ao esporte brasileiro, em especial a sua contribuição como jogador ao basket brasileiro. Esse natalense fez história no cenário mundial”.

Para Borges, Oscar “é orgulho da AABB Natal, por ter sido também um pouco responsável pela sua formação. Momento muito triste para o Brasil e o mundo por essa perda do Oscar”.

O professor aposentado de Educação Física, Paulo Eduardo de Medeiros Dias, o “Paloucha”, disse que “teve o prazer de participar da escolinha da AABB ao lado de Oscar”, que sempre “foi um meninão grande e determinado, quando achava que o basquete era a vida dele”; comentava-se que chegava em casa, onde o pai Osvaldo Schmidt, militar da Aeronáutica, fez uma tabela. E, antes de almoçar, ficava arremessando bola 100, 200 vezes.

“Paloucha” lembrou que anos depois enfrentou Oscar nas quadras, jogando por Brasília contra o Rio Grande do Norte em jogos estudantis, antes de ser levado por “olheiros” de São Paulo.

Segundo “Paloucha”, Oscar “dizia sempre que gostava de dormir com a bola de basquete na cama; foi um cara que introduziu o arremesso dos três pontos e tornou-se um ídolo do basquete brasileiro e do mundo”.

“Paloucha” acha que Oscar Schmidt “vai deixar um legado muito grande; acho que, com sua morte, o basquete no Brasil vai crescer mais, as crianças vão se apaixonar mais, fazer com que comecem a jogar basquete, porque estamos precisando de renovação”.

“Pra mim é o rei do basquete nacional e reconhecido internacionalmente; jamais teremos um Oscar na vida, como jamais teremos um Pelé na vida; ele é o Pelé do basquete”, concluiu.

Instituições

Em nota, a AABB também lamentou “profundamente o falecimento de um dos maiores atletas do basquete brasileiro de todos os tempos”.

Segundo a nota, a trajetória de Oscar Schmidt no basquete “teve início na escolinha da AABB Natal, sob a orientação do saudoso técnico José Augusto, onde começou a construir um legado que jamais será esquecido”.

“Neste momento de dor, expressamos nossos mais sinceros sentimentos à família, amigos e a todos que tiveram o privilégio de acompanhar sua história”, diz a nota da AABB.

O Colégio Salesiano São José, onde Oscar estudou na infância, também manifestou “profundo pesar” por seu falecimento, “ícone do esporte brasileiro e referência de dedicação, disciplina e amor ao basquete”.

Conforme a nota, na década de 50, Oscar iniciou sua trajetória no esporte no Colégio Salesiano: “sempre manteve sua ligação com a casa que ajudou a formar sua história. Anos depois, retornou à escola para celebrar os 80 anos da instituição, reencontrando suas origens e inspirando novas gerações com sua presença e testemunho”.

O Colégio Salesiano destacou que a sua trajetória “inspira não apenas pelo talento em quadra, mas, sobretudo, pelos valores que sempre transmitiu: perseverança, respeito e compromisso — princípios que também integram a missão educativa salesiana”.

Para o Salesiano, o legado de Oscar “permanecerá ecoando como exemplo de superação e grandeza humana”.

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte manifesta seu profundo pesar pelo falecimento de Oscar Daniel Bezerra Schmidt, o “Mão Santa”, ocorrido nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em São Paulo, destacando que ele foi o maior pontuador da história do basquete, com 49.973 pontos, “deixando uma marca indelével no esporte nacional e internacional, sendo reconhecido pela Fiba como um dos ‘50 Maiores Jogadores de Basquete’ em 1991 e incluído no Hall da Fama da entidade em 2010”.

Também relata a sua atuação pela Seleção Brasileira: conquistou o título do Pan-Americano de 1987 e três Campeonatos Sul-Americanos de Basquete, em 1977, 1983 e 1985. Foi também o maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo de Basquete.

Já o Município de Natal manifesta que Oscar Schmidt, o eterno “Mão Santa”, foi o “maior expoente do basquete brasileiro e um dos maiores atletas da história mundial”.

Segundo a nota do Município, Oscar teve “uma carreira marcada por sua garra e arremessos precisos, que inspiraram gerações. Oscar também se destacou pela determinação, como o maior pontuador de todos os tempos. Fora das quadras, sua vida também foi exemplo de coragem e resiliência”.

Tribuna do Norte

Samanda e Cadu ampliam base com apoio de lideranças de Baraúna em agenda no interior

A prefeita de Baraúna, Divanize Oliveira, anunciou apoio às pré-candidaturas de Samanda Alves ao Senado e Cadu Xavier ao Governo do Estado. A decisão também conta com o vice-prefeito, Marcos Antônio, com o deputado estadual Ivanilson Oliveira, além de vereadoras e vereadores do município. O anúncio foi feito neste sábado (18), durante agenda dos pré-candidatos pelo interior do Rio Grande do Norte.

“Da terra do Parque Nacional da Furna Feia, chega esse grande reforço para o time de Lula. Baraúna tem uma força importante e esse apoio fortalece ainda mais esse caminho que estamos construindo, ouvindo cada cidade. Nosso compromisso é seguir construindo um projeto coletivo com atenção às realidades locais”, afirmou.

Risco de aumento no custo do frete por conta da guerra preocupa exportadores

Impacto sobre a exportação deve ser mais sentido nos setores com perfil exportador e menor margem para custos, como fruticultura, sal e pescados | Foto: Arquivo TN

Na contramão do que vem sendo observado no cenário nacional, o custo dos fretes marítimos nas exportações do Rio Grande do Norte ainda não disparou de forma significativa após a guerra no Oriente Médio, segundo relatos ouvidos pela reportagem. No entanto, há uma preocupação com o futuro da atividade à medida que o conflito continua. Enquanto setores como o da pesca não registraram impacto, há casos de aumento de cerca de 40% no frete para regiões do conflito.

Dados da Solve Shipping apontam que o preço dos fretes marítimos subiu 67%, entre março e abril, na exportação de contêineres do Brasil para o Mediterrâneo, que serve de rota ao Oriente Médio. Outros trajetos de exportação com alta foram a rota para o Norte da Europa (aumento mensal de 80%) e para o Golfo do México (89%), de acordo com a consultoria.

A logística interna no RN teve um impacto mais imediato, com o aumento do preço do combustível — também reflexo da guerra. Cabe lembrar que o modal marítimo concentrou 86,6% do valor total exportado pelo RN em 2025, somando US$ 941,1 milhões e movimentando um volume de 2,5 bilhões de quilogramas líquidos, segundo levantamento do Sebrae-RN.

O impacto sobre a exportação tende a ser mais sentido nos setores com forte perfil exportador e menor margem para absorver custos, como fruticultura, sal, pescados e aquicultura, avalia a Federação das Indústrias do RN (Fiern). Na visão da entidade, isso ocorre porque esses são segmentos sensíveis ao custo logístico e à necessidade de prazos eficientes.

De acordo com especialistas, o impacto no RN existe, mas ainda não foi tão sentido por alguns segmentos ou empresas. Uma das razões disso é que a fruticultura, um dos principais setores da pauta exportadora potiguar, está no período de entressafra e não exportou tanto desde que a guerra entre Estados Unidos e Israel contra o Irã começou, em fevereiro.

Ainda assim, o sentimento é de apreensão, diz o presidente do Comitê Executivo de Fruticultura do Estado (Coex-RN), Fábio Queiroga. “Estamos bem apreensivos com o aumento dos fretes, que sabemos que será um valor significativo, devido aos problemas logísticos internacionais. Entretanto, ainda não sabemos a magnitude deste aumento”, afirma.

Segundo ele, novas negociações sobre preços de frete para a próxima safra deverão ocorrer a partir de junho. A expectativa é de que haja aumento, o que desequilibra o custo de produção, que “será mais elevado por consequência do aumento dos fretes devido ao caos logístico marítimo, bem como dos fretes rodoviários até o porto”, explica Queiroga. “Também teremos aumento de custo dos insumos que, em grande parte, dependem do petróleo”.

Fábio Queiroga, do Coex-RN: “Estamos bem apreensivos com o aumento dos fretes. Será um valor significativo” | Foto: Arquivo TN

A Agrícola Famosa ainda não sentiu o impacto no preço do frete marítimo, segundo Carlo Porro, CEO da empresa. “Como os volumes já caíram muito [neste período de entressafra], o impacto não foi relevante. A questão é o que vai ser para a próxima safra, que a gente ainda não sabe. Mas com certeza o bunker [combustível usado em navios] deve subir”.

“O maior impacto que o produtor de melão está sentindo é no frete do mercado interno, por causa do preço do diesel”, frisa Porro. Para ele, aumentar o custo da fruta pode ser a única medida para compensar o maior custo do transporte. O mercado europeu é o principal comprador dos melões potiguares.

Arimar França Filho, presidente do Sindicato da Indústria da Pesca do Rio Grande do Norte e diretor da empresa Produmar, afirma que o setor da pesca não está exportando muitos itens por via marítima. Dessa forma, ainda não foi afetado diretamente pela dinâmica da guerra.

Já o presidente do Coex-RN destaca que o RN não envia frutas para a região onde está havendo bloqueio de navios, o Estreito de Ormuz. O problema é a falta de contêineres disponíveis para o transporte das mercadorias, pois há muitos navios para transporte de produtos resfriados parados neste momento.

40% de impacto

Luiz Eduardo Simas, diretor de Exportações da Simas Industrial — fabricante de balas, pirulitos e caramelos — cita o exemplo de alguns clientes da companhia no Leste Europeu e no Oriente Médio que aguardam uma possível mudança de cenário nas próximas semanas para autorizarem o envio dos contêineres.

“Para essa região, o impacto do valor do frete foi maior, bem como no acesso aos portos de destino. Por ser na região dos conflitos, o valor aumentou em torno de 40%”, afirma Simas.

O primeiro efeito ocorreu nos valores dos fretes terrestres até os portos, que já subiram pelo menos 15% devido à alta do combustível, diz o diretor. “O aumento dos fretes internacionais tem impacto na competitividade dos produtos, já que isso tem efeito direto no custo dos produtos”.

“Frete mais caro [representa um] custo de produto mais alto. Os clientes não conseguem absorver os aumentos de imediato e acabam ‘segurando’ um pouco as compras até que o cenário mude”, observa. No caso da Simas Industrial, a maior parte das exportações segue para a América do Norte, América Central e América do Sul.

A empresa mantém contrato de frete com as companhias de navegação até o final de junho. Quando os contratos vencerem, deve haver novas negociações, mas não há previsão de quanto será o impacto. Por isso, alguns clientes ainda avaliam o desenrolar da guerra.

Custo do frete reduz competitividade

A Fiern avalia que o aumento dos fretes marítimos reduz a competitividade da indústria exportadora do RN, ao elevar custos e pressionar margens. “O cenário também traz mais incerteza às operações e dificulta o planejamento das empresas”, frisa o presidente da entidade, Roberto Serquiz.

O professor Carlos Alberto Freire Medeiros, do Departamento de Ciências Administrativas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, pontua que o efeito desse cenário é maior em setores cuja pauta é composta por commodities, como a fruticultura e a indústria salineira, porque se tratam de produtos com margens de lucro mais estreitas e forte dependência da logística marítima.

“No caso dos combustíveis, também há impacto, mas ele pode ser parcialmente compensado pela elevação dos preços internacionais do petróleo”, acrescenta. Na avaliação do professor, o cenário é de instabilidade e cautela, devido às tensões geopolíticas e seus reflexos sobre o transporte marítimo internacional.

Com a continuidade do conflito, os riscos para as exportações potiguares são elevados, além da incerteza sobre custos, prazos e rotas. Isso pode comprometer a rentabilidade de setores relevantes da pauta exportadora potiguar, diz Medeiros. “Para o futuro, a tendência é de continuidade da pressão sobre os custos logísticos e consequente inflação mundial, o que impõe desafios adicionais às exportações potiguares de sal, frutas e outros produtos de menor margem.”

Enquanto isso, desenha-se um cenário de incertezas e de possíveis adaptações que as empresas exportadoras do RN podem precisar fazer, afirma o professor. Isso inclui estratégias como renegociar contratos para recompor preços, revisar custos logísticos, buscar maior previsibilidade no transporte e diversificar mercados.

“A Fiern defende investimentos em infraestrutura logística, maior eficiência nas operações portuárias e diversificação de mercados e rotas. E, diante de um cenário global, tem dialogado com o setor público, buscando manter minimamente as condições atuais”, afirma Serquiz.

Contexto nacional

Em curso há cerca de dois meses, a guerra pressionou fretes de exportação no Brasil em abril. Os aumentos chegaram a 89% em algumas rotas, enquanto o custo de contêineres refrigerados mais que dobrou no trajeto ligado ao Oriente Médio. As informações são do jornal Valor Econômico.

O jornal apurou que a alta é explicada pelo encarecimento do petróleo, redução da capacidade global de transporte e congestionamentos em rotas alternativas. Além disso, empresas passaram a cobrar taxas extras, como “risco de guerra”, além do frete regular. Há também a falta de combustível, a escassez de contêineres e novos aumentos caso o conflito continue.

Já nas importações, o impacto tem sido menor no Brasil. Na rota da Ásia, a principal para o país, por exemplo, a alta mensal em abril foi de 4,65%. Além disso, portos que servem de alternativa ao Estreito de Ormuz enfrentam congestionamento, em países como Paquistão, Omã, Singapura e Arábia Saudita, segundo o Valor.

No mesmo dia em que o Irã anunciou a reabertura do Estreito de Ormuz, nesta sexta-feira (17), veículos da imprensa noticiaram que o país ameaçou voltar atrás da decisão após ações dos EUA. Até o fechamento desta edição, a incerteza sobre os rumos do conflito e da abertura ou não do estreito permanecia.

Fernando Azevêdo/Repórter

Tribuna do Norte

GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE PÚBLICA – SESAP

NOTA

A Secretaria de Estado da Saúde Pública implantou, na atual gestão, um sistema único de regulação e controle de cirurgias eletivas, ferramenta que permite mais transparência e planejamento. O crescimento considerável percebido na quantidade de pacientes em espera por cirurgias ocorre porque a Sesap levou para esse novo sistema de regulação listas antes dispersas em hospitais prestadores de serviços e secretarias municipais de saúde. Desde 2023, a Sesap realizou o cadastramento das seguintes listas cirúrgicas: neurocirurgia, cardíaca, bariátrica, CPRE (Colangiopancreatografia Retrógrada Endoscópica), radiologia intervencionista, oftalmologia e ortopedia. Apenas na oftalmologia, por exemplo, foram inseridos 3,7 mil pacientes.

A implantação do sistema de regulação e a estratégia de extinguir as diversas listas de pacientes espalhadas em várias instâncias da rede de atendimento à população levam naturalmente ao crescimento acentuado. Trata-se de uma demanda que existia, mas que não se conhecia de forma real sua dimensão. O crescimento evidenciado, portanto, se deve à unificação dos dados numa plataforma, especialmente. Ainda estão previstas as inserções de listas de pacientes da ortopedia, cardiologia e outras especialidades pediátricas, entre outras.

A Sesap enfatiza que ultrapassou, em 2025, o número de 500 mil cirurgias eletivas realizadas nos últimos sete anos. Entre 2019 e o ano passado, o estado registrou 506.798 procedimentos, de acordo com levantamento feito a partir dos dados do Ministério da Saúde.

Entre os principais procedimentos realizados estão os ortopédicos, que pela primeira vez na história do RN passaram a ser realizados no interior do estado. Em 2021, o Governo do Estado deu início a um trabalho que vem mudando a realidade do atendimento de ortopedia. Com a estruturação de uma rede que hoje conta com a participação de 12 serviços de saúde, em 2025 a linha de cuidado da ortopedia ultrapassou as 100 mil cirurgias realizadas.

Foram exatos 107.157 procedimentos realizados nesses cinco anos, representando uma mudança no paradigma da saúde pública potiguar. Os investimentos realizados nos hospitais regionais, desde 2019, permitem a realização de um número cada vez maior de cirurgias nas unidades do interior do estado, reduzindo a pressão sobre os hospitais de Natal e Região Metropolitana.

Realização de entrevistas

A secretária-adjunta de Saúde Pública Leidiane Queiroz encontra-se à disposição na Secretaria de Estado da Saúde Pública (Avenida Deodoro da Fonseca, 730) para entrevistas sobre o tema de cirurgias eletivas.

Assecom-RN

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