domingo, 12 de abril de 2026

Setores apontam gargalos que limitam crescimento do PIB do RN em 2026

O setor de serviços, que atualmente responde por 75% de todo o Produto Interno Bruto (PIB) estadual, deve manter a boa escalada de expansão em 2026 | Foto: Adriano Abreu

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Norte em 2026 deve ser limitado por gargalos estruturais que freiam um desempenho mais robusto das atividades econômicas do Rio Grande do Norte, conforme avaliam representantes dos principais setores da economia potiguar. Entraves como dificuldades logísticas, restrições de crédito, insegurança hídrica e limitações na infraestrutura, além de projeções pessimistas associadas à indústria extrativa ajudam a explicar a projeção de expansão “moderada” do PIB estadual, estimada entre 1,1% e 2,3% pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec-RN). Para o país, conforme a Resenha Regional do Banco do Brasil, o crescimnento do PIB deve ser de 1,7%, e o do Nordeste, de 1,3%.

Segundo Pedro Albuquerque, gerente do Observatório Mais RN, da Federação das Indústrias do Estado (Fiern), “o cenário de 2026 não é mais favorável do que aquele observado nos anos anteriores” para o PIB do estado. Para efeito de comparação, ele cita que o dado mais recente publicado pelo IBGE para variação do Produto Interno Bruto dos estados brasileiros mostra um crescimento de 2,9% no Nordeste e de 4,2% no Rio Grande do Norte em 2023.

“As projeções para este ano, neste sentido, apontam uma diminuição da intensidade deste avanço”, analisa Pedro Albuquerque. Como gargalo para a indústria, o gerente do Observatório Mais RN cita aspectos relacionados ao licenciamento ambiental e à baixa previsibilidade regulatória, além de questões de infraestrutura.

“A modernização dos processos de licenciamento, com maior transparência, digitalização, padronização de procedimentos e definição clara de prazos, é fundamental para criar um ambiente mais estável e confiável ao setor produtivo”, explica.

“Na infraestrutura, as limitações logísticas continuam sendo um fator crítico. A precariedade de rodovias estratégicas que conectam municípios e regiões produtoras, a ausência de uma malha ferroviária funcional e a baixa capacidade portuária para movimentação de grandes volumes elevam os custos de transporte e reduzem a eficiência das cadeias produtivas”, acrescenta Albuquerque.

Para o setor de serviços, de acordo com o presidente da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomércio RN), Marcelo Queiroz, há três obstáculos centrais: acesso ao crédito, disponibilidade de trabalhadores e logística. “A restrição ao financiamento, decorrente do patamar elevado dos juros, afeta o segmento em todo o país, assim como a falta de mão de obra, resultado do baixo desemprego e da diminuição do contingente de jovens em idade produtiva, reflexo de transformações demográficas”, disse Queiroz.

Para ele, no RN, em especial, as dificuldades logísticas são mais acentuadas do que na média nacional, em razão da precariedade das rodovias estaduais e da limitada oferta de conexões aéreas e marítimas.

Na agropecuária, segundo José Vieira, presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do RN (Faern), os principais gargalos são insegurança hídrica em determinadas regiões, custos elevados de produção, deficiências logísticas, especialmente nas estradas vicinais, burocracia ambiental e sanitária e limitações no acesso ao crédito, sobretudo para pequenos e médios produtores.

“A superação desses entraves passa por investimentos consistentes em infraestrutura hídrica e logística, modernização dos instrumentos de crédito rural, fortalecimento da defesa agropecuária e maior racionalidade regulatória, medidas que cabem ao governo, uma vez que é do Executivo o papel criar um ambiente favorável à produção e ao investimento”, afirma Vieira.

José Vieira, presidente da Faern | Foto: Magnus Nascimento

Setor de serviços puxará crescimento

Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RN (Sedec), as estimativas mínima, (mais conservadora) e a máxima (mais otimista) incorporam diferentes cenários para a atividade econômica estadual e refletem, de forma integrada, o desempenho esperado dos principais setores produtivos e o ambiente macroeconômico vigente. Os serviços, que atualmente respondem por 75% do PIB estadual, devem manter a boa escalada de expansão em 2026, na contramão de outros segmentos importantes para o PIB, mas que terão desempenho mais tímido.

De acordo com a Fecomércio RN, em 2025 o setor de serviços registrou crescimento superior a 3%, impulsionado sobretudo pelo turismo, que avançou mais de 5% no estado em termos reais, já com o efeito inflacionário descontado. Além do turismo, outras atividades importantes do setor no Rio Grande do Norte, conforme a Fecomércio, são educação, call center, facilities (limpeza, portaria, jardinagem, segurança e manutenção), saúde, alimentação, RH, transporte e alojamento.

“De fato, o segmento de serviços tende a manter sua trajetória de expansão em 2026, garantindo por mais um exercício o avanço da economia estadual, ao lado do comércio. A continuidade do baixo nível de desemprego, a criação de postos formais, a elevação da renda, além da redução dos juros e da inflação, devem favorecer o desempenho dessas atividades ao longo deste ano”, disse Marcelo Queiroz, presidente da Fecomércio-RN.

Marcelo Queiroz (Fecomércio) | Foto: Magnus Nascimento

Como desafios para o PIB do RN em 2026, a Sedec cita “efeitos adversos” associados à indústria extrativa – de modo especial, a retração da atividade de petróleo. A indústria representa 20% do PIB estadual. Pedro Albuquerque, do Observatório Mais RN, afirma que a participação do setor para formação da projeção do PIB 2026 é de baixo impacto, visto que há previsão de crescimento de apenas +0,5%. “É um índice diretamente relacionado aos desafios da expansão do petróleo e gás, conforme observado pela Pesquisa Industrial Mensal do IBGE 2025”, aponta Albuquerque.

Na agropecuária, que responde por 5% do PIB estadual, a Federação da Agricultura e Pecuária do RN (Faern) projeta um desempenho “moderadamente positivo”, com melhores perspectivas concentradas na fruticultura irrigada, na pecuária e na aquicultura, especialmente a carcinicultura.

“Essas projeções dependem de condições climáticas minimamente favoráveis, estabilidade macroeconômica, acesso ao crédito em condições adequadas, manutenção e ampliação de mercados, sobretudo externos e um ambiente regulatório previsível”, frisa José Álvares Vieira, presidente da Faern.

Projeção local segue estimativas moderadas do País

As projeções da Resenha Regional do Banco do Brasil mostram que, no Nordeste, a Paraíba deve ser o estado com maior crescimento do PIB em 2026, com mínima de 3,6%, enquanto Pernambuco deverá ter a menor expansão (0,4%). A estimativa para o RN (1,1%) coloca o estado com o quinto maior índice da região, atrás do Ceará (1,2%), Maranhão (2,5%) e Piauí (3,5%), além da PB. Juntamente com Pernambuco, Sergipe (1,0%), Alagoas (0,9%) e Bahia (0,5%) são as unidades federativas do Nordeste que podem ter desempenho abaixo do previsto para o Rio Grande do Norte.

O secretário de Desenvolvimento Econômico do RN, Alan Silveira, explicou que a projeção mínima para o estado está alinhada às estimativas mais moderadas de crescimento da economia brasileira e regional. Já a projeção mais otimista, segundo ele, incorpora um cenário condicional, no qual se pressupõe um desempenho mais favorável da atividade econômica estadual, especialmente nos setores de serviços e indústria, que concentram a maior parcela do PIB estadual.

“Para que o Rio Grande do Norte se aproxime do limite superior da faixa de crescimento projetada, será fundamental o fortalecimento de um conjunto integrado de políticas públicas que dinamizem a atividade produtiva e seja capaz de inserir de maneira competitiva o estado nos mercados nacional e internacional”, falou o secretário.

Ele citou também que o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (Proedi) se destaca como um instrumento de estímulo à produção local, podendo compensar desafios para a expansão do PIB local, juntamente com ações voltadas à melhoria do ambiente de negócios, à desburocratização, à segurança jurídica e à atração de investimentos.

“Um elemento adicional e estratégico nesse contexto é o Programa RN + Exportação, que tem o objetivo ampliar a presença das empresas potiguares no comércio exterior. Ao estimular a internacionalização das empresas locais, o programa contribui para o aumento da produtividade, a geração de emprego e renda e o fortalecimento dos setores industrial e de serviços, com efeitos diretos sobre o crescimento do PIB estadual”, definiu o secretário.

Tribuna do Norte

Prazo para tirar e regularizar título de eleitor vai até 6 de maio

Marcelo Casall Jr/Agência Brasil

Os eleitores têm até o dia 6 de maio para tirar o título de eleitor, atualizar dados cadastrais, transferir o domicílio eleitoral ou regularizar pendências junto à Justiça Eleitoral.

Quem estiver com o documento cancelado ou irregular não poderá votar nas eleições deste ano. O primeiro turno está marcado para o dia 4 de outubro.

O alistamento eleitoral é obrigatório para pessoas a partir dos 18 anos. Já o voto é facultativo para analfabetos, maiores de 70 anos e jovens com idade entre 16 e 17 anos. Estrangeiros e cidadãos que estejam cumprindo serviço militar obrigatório não podem se alistar.

A solicitação do título pode ser feita de forma on-line, por meio do sistema de Autoatendimento Eleitoral, disponível no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ou presencialmente, em cartórios eleitorais e postos de atendimento da Justiça Eleitoral.

De acordo com o TSE, mesmo quem iniciar o atendimento pela internet deverá comparecer a um cartório ou posto para a coleta da biometria.

Para emitir o título, é necessário apresentar documento oficial com foto — como carteira de identidade, carteira de trabalho ou passaporte —, comprovante de residência recente e, no caso de homens que completam 19 anos no ano do alistamento, comprovante de quitação com o serviço militar.

Tribuna do Norte

 

Sem acordo de paz entre EUA e Irã, Trump promete fechar Ormuz

Foto: JIM WATSON / AFP

As delegações do Irã e dos Estados Unidos (EUA), reunidas em Islamabad, capital do Paquistão, não chegaram a um acordo de paz após 21 horas de negociações. O vice-presidente dos EUA, JD Vance, deixou o local informando que os iranianos optaram “por não aceitar nossos termos”.

"Precisamos ver um compromisso afirmativo de que eles não vão criar uma arma nuclear e que não vão em busca de ferramentas que possibilitem o desenvolvimento rápido desta arma nuclear. Este é o objetivo central do presidente dos EUA e é isso o que tentamos conseguir nessas negociações", disse Vance à imprensa antes de voltar à Washington.

O Irã tem defendido o direito de manter seu programa nuclear para fins pacíficos, acusando os EUA de usarem isso de “pretexto” para impor uma “mudança de regime” no país persa. Teerã sempre negou a intenção de desenvolver uma bomba atômica.

O líder da delegação do Irã, o chefe do Parlamento Mohammad-Bagher Ghalibaf, enfatizou que tinham boa vontade para negociar, mas que, devido às experiências das duas agressões anteriores dos EUA e de Israel contra o país persa, “não confiávamos no lado oposto”.

“[Apresentamos] iniciativas promissoras, mas, no fim, o lado oposto não conseguiu conquistar a confiança da delegação iraniana nesta rodada de negociações”, comentou a liderança iraniana em uma rede social. "Não vamos cessar nossos esforços por nenhum momento para consolidar nossas conquistas nesses 40 dias de defesa nacional", acrescentou Ghalibaf.

Após o fracasso das negociações iniciais, o presidente dos EUA Donald Trump afirmou que, como o Irã não estaria disposto a abrir mão de “suas ambições nucleares”, a Marinha estadunidense vai impedir a passagem pelo Estreito de Ormuz. “Também instruí nossa Marinha a buscar e interceptar todas as embarcações em águas internacionais que tenham pago pedágio ao Irã. Ninguém que pagar um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar. Também começaremos a destruir as minas que os iranianos colocaram no Estreito”, afirmou o chefe da Casa Branca.

A principal via marítima do comércio de petróleo do planeta, por onde transitam cerca de 20% das cargas de óleo globais, foi fechada pelo Irã em resposta a agressão sofrida pelos EUA e por Israel no dia 28 de fevereiro. Trump vinha ameaçando um genocídio contra o Irã caso eles não permitissem a passagem livre pelo Estreito de Ormuz até que foi anunciada a trégua de duas semanas de um frágil cessar-fogo.

O novo líder Supremo do Irã, o aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, vem afirmando que a gestão do Estreito de Ormuz terá novas regras para passagem daqui para frente, não devendo o Estreito voltar ao status que tinha antes da guerra.

No encontro, foram discutidos pontos como o Estreito de Ormuz, o assunto nuclear, indenizações de guerra, levantamento de sanções e o fim completo da guerra contra o Irã e na região, informou o porta-voz do Ministério das Relações exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei.

“Era natural que tais questões não pudessem ser resolvidas em quase 24 horas de negociações”, acrescentou Baqaei à agência iraniana Irna. Segundo o porta-voz, persistiram divergências relacionadas ao Estreito de Ormuz e a questões regionais.

Agência Brasil/Tribuna do Norte

PIB do RN deve crescer 1% em 2025 e 1,6% em 2026, aponta projeção

Desde a pandemia da covid-19, o RN gerou mais postos do que registrou demissões, apesar de ter sido o segundo estado com menor saldo do Nordeste | Foto: Alex Régis

O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Norte deve crescer 1% em 2025 e 1,6% em 2026, segundo estimativas do Banco do Brasil compiladas em levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomércio-RN). Em ambos os casos, o resultado está abaixo das médias regional e nacional. Já o saldo de empregos aponta que desde a pandemia o estado gerou mais postos de trabalho do que demissões, apesar de ter sido o segundo estado com menor saldo do Nordeste em 2025.

A projeção do PIB aponta para um crescimento na geração de riquezas. A estimativa é de que, em 2025, o PIB do RN será o nono pior do Brasil e o sexto no ranking regional – a média nacional fica em +2,3%, e a média do Nordeste é +1,4%. Em 2026, o estado se mantém na mesma posição nacional, mas cai para a segunda pior projeção no Nordeste. A média nacional é de +2,0%, enquanto a média regional é de +2,4%.

A análise por setores econômicos revela contrastes, segundo as estimativas do Banco do Brasil: em 2025, o PIB da Indústria deve cair 7,9%, mas o recuo será menor em 2026 (-1,0%); o PIB da Agropecuária deve crescer 5,4% em 2025, mas cai 9,7% em 2026. Comércio e serviços, por sua vez, crescem em ambos os anos: 2,3% e 2,6%, nessa ordem.

O PIB é o conjunto de bens e serviços produzidos em determinado período. Cada setor tem um peso nesse cálculo. Por isso, mesmo com as projeções negativas, o setor de comércio e serviços puxa o PIB para uma perspectiva de crescimento. Em 2023, por exemplo, o índice do RN foi composto pelo setor de Serviços (72,4%), Indústria (23,4%) e Agropecuária (4,2%).

Além disso, o levantamento aponta que a geração de empregos foi positiva no RN em todos os anos desde a pandemia. Em 2020, o estado registrou o saldo de -3.146, número que foi superado já no ano seguinte, quando o saldo foi de +32.692. Somando o saldo de 2021 a 2025, o RN gerou 123,1 mil empregos formais. Os dados são do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

Em 2025, apesar de positivo (+15.705), o resultado significou uma desaceleração frente a 2024, que teve recorde de +34.156 empregos. Regionalmente, o RN teve um saldo superior apenas ao estado de Sergipe (+15,6 mil vagas) no ano passado. No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, o saldo é negativo, com -940 postos de trabalho. Especialistas apontam que o resultado se deve à sazonalidade da atividade agropecuária.

Segundo o economista William Figueiredo, da Fecomércio-RN, a geração de empregos no RN ainda está em um nível baixo. “O estado gerou menos emprego do que, por exemplo, Piauí, Paraíba e Maranhão. O reflexo disso está na projeção da estimativa do Banco do Brasil, de crescimento menor do que a média do Nordeste e a média brasileira do ano passado”, frisa.

Ele lembra que a projeção para 2024 indicava que o PIB potiguar cresceria 6,1% naquele ano, acima das médias nacional e regional. “Foi o segundo estado [depois da Paraíba, com 6,6%] que mais cresceu em 2024, puxado, sobretudo, pelo setor de comércio e serviços. Ficar crescendo 6% todo ano é muito difícil. A régua fica muito alta”, explica.

A projeção para 2026 pode estar superestimada, na avaliação do economista Arthur Néo, vice-presidente do Conselho Regional de Economia do RN. “Tudo vai depender do desenrolar da guerra [no Oriente Médio] e do período eleitoral que se aproxima. Nesses períodos, devido à instabilidade que se causa na economia, cria-se um ambiente de muitas incertezas. Acredito que a gente ainda vai permanecer nesse patamar de 1,2% no máximo”, diz.

Para ele, a limitação de investimentos devido ao comprometimento de recursos públicos com a receita corrente contribui para a falta de investimentos privados. Consequentemente, há uma menor capacidade de produção e de geração das riquezas que constituem o PIB. “Temos que melhorar o nosso parque energético para atrair a indústria; melhorar o ambiente de negócios, com mais dinamismo e criar um ambiente de crédito.”

Indústria projeta retração de 7,9% para 2025

Na avaliação de William Figueiredo, se não fosse o desempenho da indústria, com retração projetada em 7,9% para 2025, “o Rio Grande do Norte teria tido no ano passado uma performance pelo menos similar à brasileira [no PIB]”. O economista diz que a indústria de refino de petróleo puxou o desempenho do setor para baixo. Em 2026, a retração prevista deve ser puxada pelos biocombustíveis.

No acumulado de 2025, a indústria potiguar teve retração de 12,1%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sendo que esse resultado foi o segundo pior do País. Nacionalmente, a produção industrial cresceu 0,6%.

Para o presidente da Federação das Indústrias do RN (Fiern), Roberto Serquiz, o setor foi impactado pela retração no setor de petróleo e gás, que concentra grande parte do PIB industrial do estado. “A queda não é generalizada. Segmentos como alimentos, confecções e extrativa mineral apresentaram crescimento, evidenciando o avanço da diversificação da indústria potiguar”, ressalta.

Segundo ele, a indústria está mudando de perfil no estado, com menos dependência de um único setor, protagonismo da indústria de transformação e crescimento em segmentos que geram mais empregos e agregam mais valor.

A indústria foi o setor que mais gerou empregos em 2025 no estado (5.025 vagas), mas abriu 2026 com saldo negativo (-801 até fevereiro). Sobre isso, Serquiz diz que o saldo inicial “está concentrado em setores específicos, especialmente petróleo e gás, além de efeitos sazonais, como na cadeia do açúcar”.

Para 2026, o cenário exige cautela. “Mas já aponta para uma inflexão: saímos de uma retração concentrada para uma base mais equilibrada, criando condições mais sólidas para a retomada”, afirma.

O economista Arthur Néo avalia que o RN ainda é muito dependente do setor de comércio e serviços. Apesar de ser o que mais emprega e contribui no crescimento do PIB, o setor tem menor valor agregado em relação a outros segmentos, explica.

“O RN tem baixíssima densidade industrial – não temos capacidade de diversificação de várias indústrias e ficamos muito vulneráveis a qualquer choque. No estado, a questão de logística ainda é muito limitada. A gente tem dificuldade, principalmente, no escoamento de produção”, diz Néo.

Comércio e serviços

William Figueiredo, da Fecomércio-RN, destaca que o setor de comércio e serviços deve sustentar o crescimento do PIB potiguar. Parte do otimismo em torno do setor está no crescimento da atividade turística. O Aeroporto Internacional de Natal, por exemplo, ampliou em 14,1% a movimentação de passageiros no 1º bimestre de 2026, na comparação com o início de 2025.

Já a movimentação exclusivamente de passageiros em voos internacionais foi recorde em 2025 no Aeroporto Internacional de Natal (100,5 mil). “O turismo performou muito bem nesse primeiro bimestre, por conta do aumento das rotas e das ações de promoção do Estado”, diz.

As expectativas do setor seguem positivas, segundo Marcelo Queiroz, presidente da Fecomércio-RN, “principalmente com a continuidade da geração de emprego e renda, da redução da inflação e da taxa de juros, além da queda da inadimplência, fatores que fortalecem o consumo das famílias e estimulam a atividade econômica”.

William Figueiredo, economista: geração de empregos no RN ainda está em um nível baixo | Foto: Pedro Henrique Brandao

Agropecuária deve puxar PIB de 2026 para baixo

A projeção para 2026 deve ser puxada para baixo devido ao desempenho esperado para o campo, diz William Figueiredo. A retração é maior do que a esperada para a indústria e revela um constante relevante, sendo que em 2025 o PIB da agropecuária potiguar deve ser positivo.

Deve haver ainda uma diferença relevante nas quatro principais produções do campo potiguar, segundo o IBGE. Enquanto em 2025 a produção de cana-de-açúcar, mandioca, banana e castanha-de-caju foi positiva, espera-se queda em todos esses itens para 2026. A mandioca, por exemplo, cresceu +56,3%, mas deve cair -48,3%.

Para a Federação da Agricultura, Pecuária e Pesca do RN (Faern), os dados do levantamento refletem uma característica estrutural da agropecuária: “a presença de maior volatilidade em relação aos demais setores”.

Em nota, a entidade explica que um crescimento mais elevado em um ano tende a ser seguido por uma acomodação no período seguinte, devido, por exemplo, às condições produtivas e climáticas.

O comportamento climático ao longo de 2026 será um fator determinante para a produção, com previsão de El Niño no segundo semestre do ano. O fenômeno exige atenção, pois pode aumentar o risco de irregularidade de chuvas no Nordeste.

Em 2026, a expectativa no campo é de “um cenário mais moderado, mas que não deve ser interpretado como perda estrutural de capacidade do setor”, diz a entidade.

Mercado de trabalho

A tendência observada na série histórica é de que 2026 também seja um ano de mais geração de empregos do que demissões no RN. “Mais gente trabalhando significa mais gente empregada e mais gente com crédito, consumindo com o salário dela”, pontua Figueiredo. A geração de emprego e renda, por sua vez, impacta o PIB.

A taxa de desemprego no RN no quarto semestre de 2025 foi de 6,7%, enquanto a taxa anual caiu para 8,1% – a menor taxa da série histórica do IBGE. No RN, a taxa de informalidade (42,1%) é a menor do Nordeste, mas está acima da média nacional (37,6%).

Um destaque do levantamento da Fecomércio-RN são as cidades que mais perderam vagas de emprego formal em 2025, com Mossoró (-1.393), a segunda maior economia do estado, liderando o ranking.

Fernando Azevêdo/Repórter

Tribuna do Norte

sábado, 11 de abril de 2026

Fundo oferece R$ 15 bi por ativos do BRB ligados ao Master, diz GDF

Joédson Alves/Agência Brasil

A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou nesta sexta-feira (10) que um fundo de investimentos apresentou proposta de R$ 15 bilhões para adquirir parte dos ativos do Banco Master que foram incorporados pelo Banco de Brasília (BRB), em meio à crise enfrentada pela instituição.

Segundo o governo local, a operação ainda depende de aval técnico e regulatório do Banco Central (BC). Em nota, o governo do Distrito Federal (GDF) afirmou que a negociação não envolve uso de recursos públicos nem compromete o caixa do banco, destacando que o processo "busca preservar os interesses do DF".

"A governadora Celina Leão destaca que o interesse de investidores qualificados reforça a credibilidade do Banco de Brasília", ressalta a nota do GDF.

A proposta ocorre em meio a uma crise de confiança do banco estatal, devido aos prejuízos decorrentes da compra bilionária de carteiras de crédito e ativos de baixa liquidez negociados pelo Banco Master. 

A Polícia Federal investiga suspeitas de fraude na compra de cerca de R$ 12,2 bilhões em créditos do banco. Celina era vice-governadora do DF na época da negociação. Ela assumiu o comando do Executivo no último dia 30, após Ibaneis Rocha deixar o governo para concorrer ao Senado nas eleições de outubro.

O BRB chegou a tentar comprar o Master, mas o negócio foi impedido pelo Banco Central. Em seguida, o BC liquidou o Master e encaminhou as suspeitas de fraudes no sistema financeiro à Polícia Federal.

Estrutura da proposta

De acordo com o GDF, o plano apresentado pelos investidores prevê R$ 4 bilhões em pagamento à vista ao BRB e R$ 11 bilhões por meio de instrumentos financeiros atrelados aos ativos negociados.

Os detalhes desses instrumentos, no entanto, não foram divulgados.

Apesar do anúncio pelo governo, alguns pontos relevantes permanecem em aberto. Não foram informados:

quais investidores compõem o fundo proponente;

quais ativos específicos estão incluídos na negociação;

se há desconto em relação ao valor total estimado dos ativos;

como será estruturado o pagamento dos R$ 11 bilhões restantes;

se há necessidade de aprovação pela Câmara Legislativa do DF.

Crise no BRB

A venda dos ativos ocorre após a aquisição, pelo BRB, de carteiras do Banco Master, operação que resultou em forte deterioração patrimonial. Segundo o banco, será necessário provisionar (reservar) cerca de R$ 8,8 bilhões. No entanto, uma auditoria forense independente apontou a necessidade de R$ 13 bilhões.

A própria instituição financeira informou que os ativos adquiridos do Master considerados saudáveis estão avaliados em R$ 21,9 bilhões.

Próximos passos

A proposta será encaminhada formalmente ao Banco Central (BC), responsável por analisar a viabilidade da operação. Nos últimos dias, a governadora e o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, se reuniram com investidores e autoridades do setor financeiro em São Paulo.

Na manhã de quinta-feira (9), Celina encontrou-se com o presidente do BC, Gabriel Galípolo, para apresentar o plano de recuperação do banco. A governadora não deu detalhes do encontro, apenas informou que a reunião foi técnica e institucional.

Agência Brasil

Lula quer incluir inadimplentes do FIES em pacote contra endividamento

Paulo Pinto/Agência Brasi

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, disse nesta sexta-feira (10) que deverá incluir no pacote de medidas do governo federal contra o endividamento os estudantes que estão em atraso com os pagamentos do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES). Lula, no entanto, não detalhou como ocorreria o processo de renegociação dessas dívidas.

“Está aumentando o endividamento dos meninos do FIES. E nós vamos ter que colocar eles também na nossa negociação de endividamento. A gente não pode tirar o sonho de um jovem que está devendo o seu curso universitário”, disse Lula, ao inaugurar, em Sorocaba (SP), uma nova unidade do Instituto Federal de São Paulo (IFSP).

“Ele [o estudante] vai pagar a dívida dele sendo um profissional competente, porque se ele for um profissional competente, ele vai melhorar a qualidade produtiva do nosso país", ressaltou o presidente. 

Dados do Ministério da Educação (MEC), de outubro de 2025, mostram que 160 mil estudantes estão com parcelas em atraso no FIES, o que representa R$ 1,8 bilhão em saldo devedor.

Investimento

O presidente voltou a frisar que os recursos destinados à educação devem ser vistos como investimento e não como gasto. Lula reforçou que mantém a convicção de que o desenvolvimento do país está diretamente ligado à ampliação da educação no país.

“Ninguém tirará de mim a convicção de que não existe outra saída para que o Brasil se defina como um país altamente desenvolvido do ponto de vista democrático, do ponto de vista civilizatório, do ponto de vista tecnológico, do ponto de vista econômico, a não ser fazer investimento na educação”. 

O presidente comparou os recursos necessários para a manutenção de um estudante e de uma pessoa encarcerada.

“Um prisioneiro, no presídio federal de segurança máxima, custa R$ 40 mil reais por ano. Nas outras cadeias, R$ 35 mil reais por ano. Um estudante, no Instituto Federal, custa 16 mil reais por ano, ou seja, metade do que custa um bandido”, disse.

“A gente investe em bandido quando a gente não investe na educação”, acrescentou.

Emendas parlamentares

Em seu discurso, o presidente sugeriu que cada deputado federal e cada senador se comprometa a utilizar as emendas parlamentares para a criação de uma escola no país. Segundo Lula, se os parlamentares adotassem a ideia, o problema da educação estaria resolvido no Brasil. 

“Vamos supor que cada deputado tenha R$ 40 milhões por ano de emenda. Cada deputado e cada senador. Imagina se todos eles assumirem a responsabilidade de financiar a construção de uma escola. São 513 deputados, são 513 escolas. São 81 senadores, são 81 escolas. Resolvemos o problema da educação”, acrescentou.

Trump

No fim do discurso, em tom de brincadeira, Lula disse que se o presidente estadunidense soubesse o que é um pernambucano não faria ameaças contra o Brasil. Lula ressalvou, no entanto, que o país é pacífico e valoriza a paz e o amor.

“Se ele soubesse o que é um nordestino nervoso, ele não brincaria com o Brasil”, disse. 

“De qualquer forma, nós não queremos guerra. Nós queremos paz. Nós queremos ter acesso à cultura, passear, estudar, namorar, brincar. Quem quiser guerra, vá para o outro lado do planeta, porque aqui nós somos a terra de paz e do amor”, acrescentou.

IFSP

A nova unidade do instituto federal inaugurada nesta sexta-feira em Sorocaba foi viabilizada pelo Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC).

Iniciadas em 2024, as instalações têm 4,6 mil metros quadrados de área construída, e oferecerão estrutura completa para o ensino técnico e tecnológico, incluindo blocos de salas de aula, laboratórios do tipo oficina e bloco administrativo.

Agência Brasil

Dólar cai para R$ 5,01, e bolsa renova recorde com ajuda do exterior

Valter Campanato/Agência Brasi

O dólar voltou a cair e se aproximou do patamar de R$ 5, no menor nível em mais de dois anos. A bolsa brasileira renovou recordes nesta sexta-feira (9), em um dia de maior apetite por risco no mercado global. O movimento ocorreu em meio à estabilidade do petróleo no exterior e à repercussão de dados de inflação no Brasil.

A moeda americana encerrou o dia em forte queda, ao mesmo tempo em que o Ibovespa registrou o nono pregão consecutivo de alta. A bolsa aproximou-se dos 200 mil pontos pela primeira vez, impulsionada pela entrada de capital estrangeiro e pelo otimismo com o cenário internacional.

O ambiente externo mais favorável, com expectativas de redução de tensões no Oriente Médio, também contribuiu para a valorização de ativos de países emergentes, como o Brasil.

No cenário doméstico, investidores reagiram ainda à divulgação da inflação oficial de março pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O indicador ficou em 0,88%, acima do esperado, e reforçou expectativas sobre a política de juros.

Dólar em queda

O dólar comercial fechou em baixa de R$ 0,052 (-1,02%), cotado a R$ 5,011, o menor nível desde 9 de abril de 2024. Ao longo do dia, a moeda chegou a ser negociada próxima de R$ 5,00.

Na semana, a divisa acumulou queda de 2,9%, enquanto no ano a desvalorização acumula 8,72%.

Analistas apontam três fatores principais para a queda: o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos, o bom desempenho das exportações de commodities (bens primários com cotação internacional) e o alívio geopolítico, que reduz a busca global por ativos considerados mais seguros, como o dólar.

Além disso, o IPCA de março acima das projeções reforçou a expectativa de manutenção de juros elevados no Brasil, o que aumenta a atratividade do real para investidores estrangeiros.

Bolsa em alta

O Ibovespa avançou 1,12% e fechou aos 197.324 pontos, novo recorde histórico. Na máxima do dia, o índice chegou a superar os 197,5 mil pontos, se aproximando da marca simbólica dos 200 mil.

Foi o nono pregão seguido de ganhos e o 16º fechamento recorde, consolidando a melhor sequência da bolsa brasileira desde a semana entre 19 e 23 de janeiro. Na semana, o índice acumulou alta de 4,93%.

O principal motor do movimento tem sido o fluxo de capital estrangeiro em 2026. Dados do Banco Central mostram entrada líquida de US$ 29,3 bilhões em investimentos em carteira no acumulado de 12 meses até fevereiro, conforme os dados mais recentes.

Esse mesmo fluxo tem contribuído para a valorização do real em relação ao dólar, criando um ciclo favorável para os ativos brasileiros.

Petróleo estável

No mercado internacional, o petróleo apresentou leve queda, com investidores monitorando negociações diplomáticas relacionadas ao Oriente Médio.

O barril do tipo Brent, referência para as negociações internacionais, recuou 0,75%, para US$ 95,20. O barril WTI, do Texas, caiu 1,33%, a US$ 96,57.

Apesar das oscilações, os preços seguem relativamente estáveis, com o mercado atento às conversas entre Estados Unidos e Irã e aos possíveis desdobramentos do conflito na região.

*Com informações da Reuters

Agência Brasil

Flávio Bolsonaro é denunciado após conduta polêmica em igreja evangélica

O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), foi alvo de uma denúncia apresentada pelo Movimento Brasil Laico à Procuradoria Regional Eleitoral de São Paulo (PGR-SP). Em suma, a acusação aponta possível propaganda eleitoral antecipada durante um culto realizado em uma igreja evangélica.

Movimento Brasil Laico questiona ato em igreja e pede investigação eleitoral de Flávio Bolsonaro

A situação ocorreu na Assembleia de Deus, Ministério do Belém, em São Paulo. No local, Flávio participou de uma cerimônia e publicou nas redes sociais um vídeo em que aparece ajoelhado, recebendo oração do bispo José Wellington Bezerra da Costa. Conforme apurou o portal “Valor Econômico”, o encontro reuniu ao menos 40 pastores.

Durante a oração, o líder religioso fez referência direta ao futuro político do senador: “Que o Senhor o leve para ser presidente da nossa nação. Que ele tenha graça e nasça do céu.“, declarou. Além disso, logo após a oração, o parlamentar discursou no palco da igreja.

Entidade afirma que houve uso de púlpito para manifestação de caráter eleitoral

A representação apresentada pelo Movimento Brasil Laico descreve o episódio como uma possível utilização do espaço religioso para fins eleitorais. O documento ainda cita a presença do senador no púlpito e a entrega do microfone como elementos que, segundo a denúncia, configuram possível vantagem indevida em ambiente de uso coletivo.

Assim, na queixa-crime, o movimento solicita a apuração do caso. Além disso, também pede que as autoridades apliquem sanções, incluindo multa e possível inelegibilidade por oito anos ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.

MSN

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Lançamento dos 300 anos do São João de Assú em Natal movimenta a capital

A Prefeitura do Assú lançou, nesta sexta-feira (10), a programação oficial do São João de Assú 2026 durante evento realizado em Natal, no Hotel Senac Barreira Roxa. A apresentação marcou o início das celebrações do tricentenário da festa dedicada ao padroeiro São João Batista.

Com o tema “300 anos de devoção e alegria”, a edição deste ano destaca a importância histórica, cultural e econômica de um dos festejos juninos mais tradicionais do Rio Grande do Norte. Durante o lançamento, a gestão municipal apresentou detalhes da programação e reforçou o impacto positivo do evento para a economia local.

Antes da agenda na capital, o lançamento oficial da programação já havia sido realizado em Assú, no último dia 31 de março, na Praça São João Batista, local tradicional onde acontecem os festejos juninos do município.

A festa teve início em 1726, como uma homenagem ao padroeiro São João Batista, e ao longo de quase três séculos, cerca de 300 anos de história, consolidou-se como uma das mais tradicionais celebrações juninas do país, reunindo fé, cultura popular e música.

Em 1997, o São João de Assú passou a ser reconhecido como o mais antigo do mundo, título fundamentado em registros históricos que comprovam a realização contínua da festividade desde o século XVIII. Ao longo do tempo, o evento se tornou um dos principais símbolos da identidade do povo potiguar e foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Norte.

Realizado durante todo o mês de junho, o São João de Assú atrai moradores e visitantes com uma programação gratuita que une religiosidade, manifestações da cultura popular e grandes atrações musicais, fortalecendo a tradição e impulsionando o turismo na região.

Dados da Fecomércio RN apontam que a edição anterior movimentou cerca de R$ 80 milhões, com retorno de R$ 8 para cada R$ 1 investido pelo poder público. O levantamento também indica que microempreendedores individuais e pequenos negócios locais registraram faturamento médio entre R$ 15 mil e R$ 17 mil durante o período junino.

O prefeito de Assú, Lula Soares, destacou a relevância da festa tanto no aspecto cultural quanto econômico. Segundo ele, o tricentenário consolida o evento como um importante vetor de desenvolvimento. “O São João de Assú chega aos 300 anos unindo tradição religiosa e geração de renda. Os números comprovam que é um investimento com retorno direto para o comércio, hotelaria e serviços. Viemos a Natal convidar todo o Rio Grande do Norte a vivenciar essa festa que fortalece a identidade do povo assuense”, afirmou.

A solenidade contou com apresentações culturais das duas principais quadrilhas juninas de Assú, Esplendor e Oxe Menina, além da participação do historiador Matheus Rodrigues e execução da música composta para os 300 anos, interpretado pelo cantor Amazan.

A programação de 2026 reúne grandes nomes da música, como Michele Andrade, Mastruz com Leite, Padre Fábio de Melo, Zé Vaqueiro, Matheus e Kauan, Rey Vaqueiro, Seu Desejo, o grupo Menos é Mais, Banda Grafith, entre outras atrações.

Na área de segurança, o evento contará novamente com um esquema integrado entre forças policiais, além do uso de câmeras com reconhecimento facial. O modelo, já adotado em edições anteriores, alcançou 95% de aprovação do público, segundo pesquisas.

O lançamento em Natal reuniu diversas autoridades. Representando o Governo do Estado, estiveram presentes a vereadora de Natal, Samanda Alves, o ex-secretário da Fazenda do RN, Cadu Xavier, e a secretária de Turismo do RN, Marina Marinho. Também participaram a vice-prefeita de Assú, Dra. Isabela Morais, a senadora Zenaide Maia, além de secretários municipais, vereadores de Assú, representantes da Fecomércio RN e integrantes do 10º Batalhão da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Membros da imprensa de Assú e de Natal também acompanharam o evento.

 

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:

 12 de junho: Michele Andrade e Thullio Milionário

13 de junho: Matheus & Kauan, Israel Fernandez e Zé Filho

 14 de junho: Mastruz com Leite, Flávio José e Amazan

17 de junho: Zé Vaqueiro e Zezo

 18 de junho: Rey Vaqueiro, Nuzio Medeiros e Daniel Donato

 19 de junho: Filho do Piseiro, Thiago Freitas e Forró de Griff

 20 de junho: Seu Desejo e Bonde do Brasil

 21 de junho: Menos É Mais e Panda

23 de junho:
17h - Bonde do Gragra e Banda Grafith (Arrastão dos 300 anos)
21h - William Sanfona (Show religioso)

24 de junho: Padre Fábio de Melo (Show religioso)

Secom-Assú

A nova pesquisa Quaest à presidência após lançamento da candidatura de Caiado

A partir desta sexta-feira (10), a Quaest dá início a mais uma pesquisa de intenções de voto para a presidência da República. O trabalho de campo vai até segunda-feira (13) e promete entrevistar, no formato presencial, 2.004 brasileiros.

O levantamento foi encomendado pelo banco Genial e é o quarto realizado pela Quaest em 2026 para as eleições de outubro. Porém, é a primeira vez que Ronaldo Caiado (PSD) foi incluído, assim como nomes de candidatos de partidos considerados nanicos, como Augusto Cury (Avante), Cabo Daciolo (Mobiliza) e Samara Martins (UP), por exemplo.

O resultado será divulgado na quarta-feira (15) e a pesquisa vai indagar à população, a pouco menos de seis meses das eleições, em que estágio se encontra a aprovação do presidente Lula (PT). Além disso, vai verificar se Flávio Bolsonaro vai subir, estacionar ou descer na avaliação dos eleitores.

Também vai mostrar se o lançamento da candidatura de Caiado provocou alguma mudança em relação aos índices baixíssimos que apresentava em março.

A primeira pergunta é se o entrevistado já escolheu candidato. Caso a resposta seja sim, será indagado “quem?”. Na sequência, diante de uma lista em ordem alfabética, será avaliado o grau de conhecimento em relação a cada candidato e sua rejeição. São eles: Aldo Rebelo, Augusto Cury, Cabo Daciolo, Flávio Bolsonaro, Lula, Renan Santos, Romeu Zema, Ronaldo Caiado e Samara Martins.

O próximo passo será questionar se a decisão é definitiva ou se “ainda pode mudar caso algo aconteça antes das eleições”. E, nesse caso, quem seria a segunda opção de voto.

O levantamento também vai mensurar a aprovação do governo Lula, as expectativas em relação à economia e o grau de endividamento do brasileiro.

Em março

Durante pesquisa de março, a ​Genial/Quaest mostrou que 45% dos eleitores desaprovavam o governo Lula, enquanto 44% aprovavam. Indicava, também, que Lula e Flávio Bolsonaro estavam tecnicamente empatados em cinco dos sete cenários apresentados.

MSN