quarta-feira, 3 de junho de 2026

Brasil tem novo recorde de produção de petróleo e gás em abril

A Petrobras, maior produtora do País, atingiu uma produção de 3,421 milhões de boe/d - Foto: MME

O Brasil bateu novo recorde de produção de petróleo e gás natural em abril, ao alcançar 5,640 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), segundo dados divulgados nesta terça-feira (02) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O resultado supera o recorde anterior, de março de 2026, quando foram produzidos 5,531 milhões de boe/d. A produção de petróleo somou 4,340 milhões de barris por dia (bbl/d) em abril, alta de 2,2% ante março e aumento de 19,5% na comparação com o mesmo mês de 2025.

Por sua vez, a produção de gás natural foi de 206,70 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), crescimento de 1,3% frente ao mês anterior e de 23% em relação a abril do ano passado.

A Petrobras, maior produtora do País, atingiu produção de 3,421 milhões de boe/d, volume 1,7% acima da produção registrada em março.

A produção de petróleo somou 2,621 milhões de barris diários de petróleo (bpd), 2% a mais do que no mês anterior. Já o gás natural teve alta de 0,7% em relação a março, totalizando média de 127,1 milhões de metros cúbicos.

Pré-sal

No pré-sal, a produção total (petróleo e gás) também registrou recorde em abril, ao atingir 4,614 milhões de boe/d, o equivalente a 81,8% de toda a produção brasileira. O volume representa alta de 3% na comparação com março e avanço de 23,6% ante abril de 2025.

A produção no pré-sal foi de 3,568 milhões de bbl/d de petróleo e 166,40 milhões de m³/d de gás natural, extraídos por 189 poços O aproveitamento de gás natural ficou em 97,8% no mês. Foram disponibilizados ao mercado 63,54 milhões de m³/d, enquanto a queima atingiu 4,52 milhões de m³/d.

A ANP informou que a queima recuou 17,2% frente a março e caiu 9,3% em relação a abril de 2025.

Segundo a agência reguladora, os campos marítimos responderam por 98,1% da produção de petróleo e 88% do gás natural em abril. Os campos operados pela Petrobras, sozinha ou em consórcio, foram responsáveis por 88,98% do total produzido. A produção teve origem em 6.118 poços, dos quais 592 marítimos e 5.526 terrestres.

Entre os campos, Búzios, na bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo do País, com 910,10 mil bbl/d. Mero, também na Bacia de Santos, liderou a produção de gás natural, com 46,22 milhões de m³/d.

Tribuna do Norte

Rubio classifica o Brasil como país não amigável aos EUA

Marco Rubio coloca o Brasil do bloco de países não aliados - Foto: REPRODUÇÃO DO INSTAGRAM

Marco Rubio colocou o Brasil no grupo dos países que não integram o atual bloco de aliados estratégicos de Washington no Hemisfério Ocidental, ao lado de Cuba, Venezuela e Nicarágua. A fala ocorreu na terça-feira (2), durante uma audiência no Congresso americano.

Ao defender que a América Latina vive hoje um momento de aproximação com os Estados Unidos, Rubio afirmou que a região está “cheia de aliados” e de governos amigáveis aos interesses americanos. Em seguida, porém, fez uma lista de exceções – e incluiu o Brasil entre elas.

“Com exceção da Nicarágua, com exceção de Cuba, obviamente com exceção da Venezuela (…), e claro, do Brasil, embora eles estejam no meio de um ciclo eleitoral (…), de modo geral agora é uma região cheia de aliados dos Estados Unidos, líderes amigáveis aos EUA e uma direção favorável à América.”

A declaração chama atenção porque coloca o Brasil na mesma relação de países frequentemente criticados por Washington por seu distanciamento político dos Estados Unidos. Embora Rubio tenha citado o atual ciclo eleitoral brasileiro como um fator de contexto, a mensagem transmitida foi clara: o governo brasileiro não é visto hoje pela principal autoridade diplomática americana como parte do grupo de países alinhados aos interesses estratégicos dos EUA na região.

Recado direto

A fala representa um dos posicionamentos mais duros já feitos por um integrante de alto escalão do governo americano em relação ao Brasil desde o início da atual administração brasileira.

Ao elogiar a maioria dos governos latino-americanos e separar nominalmente Brasil, Cuba, Venezuela e Nicarágua desse grupo, Rubio sinalizou que Washington vê Brasília mais distante de sua agenda regional do que seus principais parceiros continentais.

O secretário também afirmou que os Estados Unidos precisam recuperar espaço na América Latina após duas décadas de “negligência”, período que, segundo ele, permitiu o avanço da influência chinesa no continente. Na visão de Rubio, o fortalecimento de governos alinhados aos EUA é parte fundamental dessa estratégia.

Escalada de atritos

A declaração ocorre em meio a uma sequência de episódios que vêm aumentando a tensão entre Washington e Brasília.

Nos últimos dias, Rubio já havia endurecido o discurso contra o Brasil ao defender medidas relacionadas ao combate ao crime organizado transnacional e ao ampliar críticas à condução de temas considerados estratégicos pelos Estados Unidos.

Agora, ao mencionar o Brasil ao lado de regimes historicamente apontados pelos EUA como problemáticos na região, o secretário eleva o tom do embate diplomático e expõe publicamente o desconforto da Casa Branca com os rumos da relação bilateral.

Sinal político

Ao afirmar que o Brasil está “no meio de um ciclo eleitoral”, Rubio indicou que Washington acompanha de perto o cenário político brasileiro e considera que o resultado das eleições poderá influenciar o futuro da relação entre os dois países.

Na prática, a declaração foi interpretada por observadores em Washington como um recado político raro: os Estados Unidos enxergam hoje o Brasil fora do núcleo de governos considerados plenamente alinhados à estratégia americana para o Hemisfério Ocidental.

Quase simultaneamente, Rubio era alvo do presidente Lula, em um evento em Catalão (GO), inaugurando a nova sede do Instituto Federal Goiano (IF Goiano).

Lula usou um tom bem duro, chamando Rubio de “anti-América Latina” e “inimigo mortal” de Cuba e outros países da região. Ele também repetiu que já tinha reclamado disso diretamente com Trump. “Ele (Rubio) é anti-América Latina, ele é o inimigo mortal de Cuba.”.

Tribuna do Norte

Seinfra nega perda definitiva de areia na engorda de Ponta Negra

Estudo aponta entorno do Morro do Careca, classificado como Área C, como o ponto mais crítico em termos proporcionais - Foto: Adriano Abreu

A Secretaria de Infraestrutura de Natal (Seinfra) informou que o relatório o monitoramento técnico realizado pela Fundação Norte-rio-grandense de Pesquisa e Cultura (Funpec/UFRN) não aponta uma perda definitiva da areia da engorda da praia de Ponta Negra. As informações do documento que chegaram à imprensa atestam para uma redução de quase 40% na faixa de areia do aterro hidráulico. Em nota, a pasta explicou que o fenômeno “faz parte da dinâmica natural de transporte e redistribuição de sedimentos ao longo da orla, sem indicar que o material tenha saído do sistema costeiro.”

A manifestação da secretaria ocorre após a divulgação da imprensa de um monitoramento técnico realizado pela Funpec/UFRN. O estudo identificou que, entre fevereiro de 2025 e fevereiro de 2026, o volume de areia medido acima da linha da água sofreu um recuo de 39,27%, o que representa uma diminuição de 400,9 mil metros cúbicos de sedimentos no trecho visível da praia. O volume total analisado pelos pesquisadores recuou de 1,02 milhão de metros cúbicos para 619,8 mil metros cúbicos no intervalo de doze meses.

De acordo com a Seinfra, como o relatório considerou apenas a porção da areia que fica exposta, é prematuro determinar com precisão a origem, o transporte e o destino dos sedimentos. “Ressaltamos, por fim, ser fundamental uma avaliação criteriosa sobre dados tecnicamente tão rigorosos, a fim de evitar conclusões precipitadas, inconsistentes ou entendimentos distorcidos sobre o andamento do projeto”, reiterou a pasta.

O documento da Funpec aponta que apenas levantamentos topobatimétricos complementares, que medem o relevo abaixo da água, poderão indicar se a areia foi deslocada para o fundo do mar próximo ou redistribuída por correntes marinhas. No detalhamento, os pesquisadores dividiram a praia em três setores, apontando o entorno do Morro do Careca, classificado como Área C, como o ponto mais crítico em termos proporcionais. Esse trecho apresentou uma redução de 51,87%, o que equivale a uma perda de 111,1 mil metros cúbicos em relação ao volume inicial.

Em termos absolutos, a maior variação ocorreu na Área A, correspondente à Via Costeira, onde o volume encolheu 207 mil metros cúbicos, representando uma queda de 49,74%. Já a Área B, que compreende o trecho central de Ponta Negra, foi a menos impactada, registrando um decréscimo de 21,21%, ou menos 82,7 mil metros cúbicos.

O documento associa o comportamento da areia a uma série de episódios erosivos registrados no primeiro ano após a conclusão da engorda. Entre os eventos citados estão a formação de um canal erosivo logo em fevereiro de 2025, um novo episódio de erosão em junho do mesmo ano, alagamentos registrados em outubro decorrentes da combinação de chuvas fortes, drenagem urbana e maré elevada, além de novas ocorrências erosivas observadas em fevereiro de 2026.

Os técnicos projetam que, sem intervenções na drenagem e na contenção, a tendência é de continuidade no recuo de sedimentos no Morro do Careca, com o material sendo empurrado para o trecho central até que a praia atinja um novo equilíbrio sedimentar natural. Para frear o avanço desse processo no trecho mais crítico, os pesquisadores sugerem a adoção de medidas complementares imediatas, como a realização de novos aterros pontuais, o controle de drenagem na parte superior do bairro, o redimensionamento dos dissipadores existentes e a implantação de lagoas de captação e infiltração em Ponta Negra.

Procurada para comentar o teor do documento, a Funpec informou que atua estritamente como contratada da prefeitura para realizar o monitoramento e não forneceu a cópia do relatório à imprensa, embora não tenha negado a autoria do levantamento. Thiago Mesquita, titular da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) também foi procurado, mas estava inacessível para comunicação e demais esclarecimentos até o fechamento desta edição.

Tribuna do Norte

Metrópole Parque recebe novas startups e atinge 50 empresas em programa de incubação

Evento de boas-vindas aconteceu nesta terça (2), na sede do Metrópole Digital (IMD/UFRN) - Foto: Magnus Nascimento

O Parque Tecnológico Metrópole Digital (Metrópole Parque) alcançou o número de 50 empresas contempladas no programa de incubação da instituição, com a chegada de nove novas startups de segmentos variados. As iniciativas vão entrar na fase de pré-incubação, voltada ao desenvolvimento de soluções, e a expectativa é que até o fim deste ano possam iniciar a operação.

O evento de boas-vindas às startups aconteceu nesta terça-feira (2), na sede do Instituto Metrópole Digital (IMD/UFRN), e contou com representantes do IMD e das empresas selecionadas. A diretora-adjunta do Metrópole Parque, Iris Pimenta, explica que a seleção das startups considera o perfil de negócio, a compreensão sobre o mercado que desejam atuar e o uso da tecnologia.

“Para ser uma pré-incubada, é preciso ter no mínimo um produto viável, ou seja, tem que ter um protótipo com pelo menos uma funcionalidade em testes com cliente”, compartilha.

Ao todo, o período de pré-incubação dura cerca de um ano, contemplando diferentes fases, como o diagnóstico para avaliar a situação dos negócios e a construção de uma jornada de desenvolvimento. Nesse processo, as startups participam de capacitações, mentorias e assessorias nas cinco principais áreas de negócio: gestão, marketing, financeiro, jurídico e produto.

“O grande objetivo é que, ao entrar aqui, a startup receba todo esse apoio e cuidado para avançar para um estágio mais evoluído, pois buscamos a formalização das empresas e, consequentemente, que elas sejam os primeiros clientes para avançar no mercado”, destaca.

Embora a pré-incubação tenha estágios pré-definidos, Iris Pimenta esclarece que a jornada de desenvolvimento é realizada de forma personalizada para contemplar as particularidades de cada startup. “Entendemos que cada startup está em um momento único, mas esperamos que, ao final do primeiro ano, elas consigam estar com esse negócio validado, ou seja, tenham realizado as primeiras vendas. Caso não, é feita uma avaliação interna para prorrogar esse período por mais seis meses”, destaca.

Uma das startups contempladas nesta última edição é a MAXCAR, que pretende atuar na intermediação de locação de veículos entre particulares por meio de plataforma digital. O CEO da empresa, o potiguar Max Diniz, de 43 anos, conta que começou a pensar na proposta a partir da experiência que ganhou atuando no ramo de locação tradicional.

De acordo com ele, a ideia é criar uma plataforma com um modelo semelhante ao Airbnb. “O Airbnb aluga imóveis e a minha Startup vai alugar veículos. Então se eu tenho um carro e quero alugar esse veículo, por exemplo, poderei cadastrar na plataforma que tem esse objetivo: dar acesso às pessoas que não podem comprar o carro e permitir uma rentabilidade para a pessoa que tem um carro ocioso parado”, compartilha.

Quem também enxergou em um problema real do dia a dia o caminho para um novo negócio foi Luanderson Lima, de 34 anos, CEO da startup Senior Living. O foco da iniciativa é desenvolver uma plataforma que conecta famílias a instituições de longa permanência para idosos. “Já trabalho há um tempo como nutricionista e personal trainer e percebi que existia essa demanda e a falta de um cuidado específico com o idoso. Quando se fala em encontrar uma instituição de qualidade e segurança, por exemplo, existe esse vácuo”, compartilha.

Além da plataforma para conectar as instituições às famílias, o CEO explica que outra proposta da empresa é criar uma pulseira de geolocalização com foco em análises preditivas. “Se o paciente idoso sempre faz uma rota para Ponta Negra, por exemplo, mas um dia decide mudar a rota, a ideia é que o GPS seja ativado e a família dele receba uma mensagem”, explica.

Tribuna do Norte

Setor produtivo quer negociar e se mobiliza contra tarifaço dos EUA

Lideranças dos setores afetados, em especial da indústria, começaram a elaborar uma estratégia para tentar reverter a medida que vigora em 15 de julho

Em Goiás, Lula disse que EUA anunciaram taxação em 25% com base em uma mentira - Foto: Agência Brasil

Lideranças do setor privado já se mobilizam no Brasil e nos Estados Unidos para tentar convencer o USTR (Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos) a reverter o novo tarifaço contra os produtos brasileiros, mas avaliam que o Palácio do Planalto e o Itamaraty precisam demonstrar maior disposição para negociar com a Casa Branca para que a medida seja derrubada.

Já na tarde da terça-feira (2), lideranças dos setores afetados, em especial da indústria, começaram a elaborar uma estratégia para tentar reverter a medida.

A ideia é promover uma mobilização setorial dentro do próprio calendário estabelecido pelo USTR, com o dia 22 de junho como data-limite para pedidos de participação na audiência, envio de comentários por escrito até o dia 1º de julho e participação na audiência pública no dia 6 de julho. O anúncio final está previsto para o dia 15 de julho.

O que diz o relatório

O relatório divulgado pelo governo americano afirma que determinadas políticas e práticas do Brasil seriam “irrazoáveis” e prejudicariam empresas dos Estados Unidos. Entre os pontos citados estão o Pix, questões relacionadas ao comércio digital, propriedade intelectual, etanol, combate ao desmatamento e corrupção.

Nos bastidores, integrantes do governo brasileiro consideraram a proposta sem fundamento técnico consistente e classificaram como “absurda” a inclusão de alguns argumentos apresentados pelos americanos. Entre as alternativas em análise estão a manutenção das negociações com Washington, por meio do grupo de trabalho criado após a reunião entre Lula e Donald Trump em maio, e eventuais medidas de resposta com base nos instrumentos previstos pela Lei da Reciprocidade Econômica.

O parecer do USTR abre agora uma etapa de consulta pública antes de uma decisão final sobre a adoção das sanções comerciais. O prazo legal para conclusão do processo termina em 15 de julho.

Lula: ‘anunciaram de forma intempestiva’

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta terça-feira, 2, que os Estados Unidos anunciaram de forma “intempestiva” a taxação de produtos brasileiros em 25%, medida que, segundo ele, foi baseada em uma “mentira”.

A decisão foi publicada na segunda-feira, 1º. O Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) concluiu uma investigação sobre práticas comerciais brasileiras e propôs a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos importados do Brasil. As medidas devem entrar em vigor até 15 de julho, após audiência marcada para 6 de julho.

Ao comentar o novo tarifaço, Lula afirmou que os EUA justificam a medida alegando um déficit comercial com o Brasil, mas argumentou que, nos últimos 15 anos, os norte-americanos acumularam um superávit de US$ 415 bilhões na balança comercial com o País. Segundo ele, a decisão baseia-se numa “mentira”.

“Eu fiquei preocupado porque acho que o Pix assusta eles”, disse o presidente brasileiro. “Eu falei para o (presidente Donald) Trump: ‘Cara, em vez de ter medo do Pix, coloca o Pix para funcionar nos Estados Unidos. Faz um Pix. É muito mais simples’.”

Lula afirmou ainda que a preocupação dos americanos é que o Pix possa afetar as empresas de cartão de crédito dos Estados Unidos que atuam no Brasil. Segundo ele, o sistema deve avançar sobre esse mercado por ser gratuito, público e de uso simples. “Brasil não aceita ser tratado como se fosse uma republiqueta”, continuou.

A declaração foi dada durante cerimônia de inauguração do Hospital Universitário da Universidade Federal de Catalão (HU-UFCAT), em Goiás. Participaram do evento os ministros Alexandre Padilha (Saúde), Guilherme Boulos (Secretaria-Geral da República) e Leonardo Barchini (Educação).

Lula afirmou ainda que espera um telefonema do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que ele explique a taxação.

“Eu estou esperando um telefonema seu para me explicar o que aconteceu na sua ausência e na minha ausência, porque esse acordo não pode ter a sua anuência. Nós dois combinamos 30 dias, até 15 de julho, para termos uma resposta sobre o que nós propusemos”, disse Lula.

O petista afirmou ainda que apresentou a Trump propostas envolvendo minerais críticos e terras raras, combate ao crime organizado e ampliação das relações comerciais, além de se colocar à disposição para discutir qualquer tema de interesse do governo americano.

“Trump, é o seguinte, cara: você disse que pintou uma química entre nós. Quem anunciou isso não foi você nem eu. Você me deu uma reunião e eu dei uma reunião para você, porque nós demos 30 dias para os nossos negociadores conversarem”, destacou.

Aos presentes no evento, Lula fez um discurso salientando que o Brasil aprendeu a agir de “cabeça erguida”, sem se considerar melhor nem pior do que outros países. Disse ainda que nunca “baixou a cabeça” para ninguém, que não teme pressões de Trump, não quer guerra com os Estados Unidos, mas busca paz e respeito.

Tribuna do Norte

terça-feira, 2 de junho de 2026

Produção brasileira de óleo e gás bate novo recorde em abril

Saulo Cruz/MME

A produção brasileira de petróleo e gás bateu recorde pela terceira vez consecutiva em abril de 2026, totalizando 5,640 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d). O balanço foi divulgado nesta terça-feira (2) pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A contagem em barris de óleo equivalente por dia é usada para contabilizar conjuntamente a produção de petróleo, medida em barris por dia (bbl/d), e de gás natural, medida em metros cúbicos por dia (m³/d).

Oito em cada dez (81,8%) barris de óleo equivalente foram extraídos de poços do pré-sal, que produziram 4,614 milhões de boe/d em abril.  

Os campos operados pela Petrobras, sozinha ou em consórcio com outras empresas, foram responsáveis por 88,98% do total produzido no país.

Já os campos marítimos produziram 98,1% do petróleo e 88% do gás natural do país.

Petróleo e gás natural

A produção de petróleo do Brasil cresceu 2,2% em relação a março e chegou a 4,340 milhões de bbl/d. Na comparação com abril de 2025, a expansão chega a 19,5%.

O gás natural, por sua vez, teve crescimento de 1,3% frente a março e de 23% ante abril de 2025, com uma produção total de 206,7 milhões de m³/d em abril de 2026.

Campeões da produção

O campo de Búzios, na Bacia de Santos, se manteve como o maior produtor de petróleo do país, com 910,1 mil bbl/d. Já o campo de Mero, também na Bacia de Santos, foi o principal produtor de gás natural, 46,22 milhões de m³/d.

A instalação com a maior  produção de petróleo foi o FPSO (navio-plataforma) Almirante Tamandaré, no Campo de Búzios/Tambuatá/Búzios ECO.

Para o gás natural, o maior desempenho foi o FPSO (navio-plataforma) Marechal Duque de Caxias, no campo de Mero.

Agência Brasil

Petrobras ajusta preços do diesel em R$ 1,12

Estatal aprovou adesão à subvenção adotada pelo governo federal

Arquivo/Agência Brasil

O Conselho de Administração da Petrobras, em reunião nesta segunda-feira (1°), aprovou a adesão da companhia à subvenção econômica aos produtores e importadores de óleo diesel de uso rodoviário no país, no valor de R$ 1,12 por litro comercializado, instituída pela Medida Provisória (MP) nº 1.363, de 30 de maio. O ajuste nos seus preços de venda de óleo diesel valem a partir desta terça-feira (2).

“Diante do caráter facultativo e do potencial benefício, entende-se que essa adesão é compatível com o interesse da companhia e preserva a flexibilidade da Petrobras na implementação da sua estratégia comercial”, explica a estatal.

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A adesão à nova subvenção é complementar à adesão anteriormente autorizada pela Medida Provisória nº 1.358/2026, de 13 de maio.  

A estatal disse que mantém sua estratégia comercial levando em consideração sua participação no mercado, a otimização dos seus ativos de refino e a rentabilidade de maneira sustentável, evitando o repasse para os preços internos da volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio.

* Matéria atualizada às 15h50 por alteração no título

Agência Brasil

Enem 2026 terá atendimento especializado para TOC, ansiedade e TDAH

De 2022 a 2025, atendimentos especiais no Enem cresceram 191%

Tomaz Silva/Agência Brasil

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) incluiu no edital do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2026 novas condições para solicitações de atendimento especializado durante as provas. É o caso de situações relacionadas a fibromialgia e também a transtornos mentais. Entre elas, crise de ansiedade, Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH).

Com a ampliação das situações previstas na edição deste ano, uma pessoa diagnosticada, por exemplo, com histórico de transtorno de ansiedade, poderá contar com um acompanhante para lhe dar suporte nos dias de aplicação das provas.

O atendimento especializado deverá ser solicitado pelo interessado no momento da inscrição, exclusivamente na Página do Participante do exame.

O prazo de inscrições se encerrará nesta sexta-feira (5).

Outras condições

Como nas edições anteriores do Enem, também podem solicitar o atendimento especializado os candidatos nas seguintes condições: baixa visão, cegueira, deficiência física, deficiência auditiva, surdez, deficiência intelectual, dislexia, Transtorno do Espectro Autista (TEA), diabetes, além de gestante, lactante, idoso, estudante em classe hospitalar e outras condições específicas.

Aprovação da solicitação

A solicitação do candidato precisa ser confirmada pela equipe do Inep para o candidato ter garantido seu atendimento especializado.

Para a análise do pedido, todas as solicitações devem ser comprovadas por documentação adequada, como laudo médico, além de outras previstas no edital do Enem 2026.

O participante que tiver solicitação aprovada poderá ser acompanhado, por exemplo, por um cão-guia/cão de apoio emocional, usar material próprio e outros recursos de acessibilidade, como aparelho auditivo ou implante coclear, máquina de escrever em Braille, caneta de ponta grossa, óculos especiais, lupa, tábuas de apoio, bolsa de colostomia, medidor de glicose, bomba de insulina, entre outros.

Todos os recursos serão vistoriados pelo chefe de sala de aplicação das provas.

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Sala reservada

No caso de lactantes, nos dois dias de realização do exame, em 8 e 15 de novembro, o acompanhante adulto ficará em uma sala reservada para ser o responsável pela guarda da criança em fase de amamentação ou para ser acionado em caso de intercorrências com a participante.

Da mesma forma, o candidato diagnosticado com transtornos mentais poderá contar com um acompanhante, que também aguardará nesta sala reservada, monitorada por fiscais, para casos de necessidade de apoio ou estabilização do participante.

O espaço reservado nos dias de provas poderá também acolher profissionais ou parentes do participante que precisem de apoio e auxílio para ir ao banheiro e se alimentar durante as provas.

O acompanhante não terá acesso à sala de provas e todos serão submetidos a revista eletrônica por meio do uso do detector de metais.

Acessibilidade no Enem

Em 2025, o Inep autorizou o uso de cerca de 165 mil recursos de acessibilidade durante as provas do Enem para pouco mais de 116 mil participantes que solicitaram atendimento especializado.

De 2022 a 2025, o quantitativo de pessoas com atendimento especializado no Enem aumentou 191%: passou de 30.856 para 89.770.

Enem

O Exame Nacional do Ensino Médio avalia o desempenho escolar dos estudantes ao término da educação básica e é considerado a principal forma de entrada na educação superior no Brasil, por meio de programas federais como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (Prouni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

As instituições de ensino públicas e privadas usam os resultados das provas para selecionar os estudantes.

 Desde a edição de 2025, o Enem também voltou a certificar a conclusão dessa etapa de ensino para os candidatos com 18 anos de idade completos e que também alcancem a pontuação mínima em cada área do conhecimento nas provas e na redação.

Os resultados individuais do exame também podem ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que tenham convênio com o Inep. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.

Agência Brasil 

Tarifa de 25% dos EUA pode atingir cerca de 27% das exportações brasileiras

Levantamento indica que sobretaxa proposta pelos EUA afetaria principalmente produtos industrializados; decisão final caberá ao presidente Donald Trump


Foto: Official White House Photo by Joyce N. Boghosian

A tarifa de 25% proposta pelo governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode atingir 26,9% das exportações do Brasil ao mercado americano, segundo cálculo do economista Sérgio Vale divulgado pela Folha de S.Paulo. A estimativa aponta que os principais impactos devem recair sobre produtos industrializados, especialmente máquinas e equipamentos, madeira e manufaturados, além de produtos elétricos.

De acordo com o levantamento do economista da MB Associados, o Brasil exportou US$ 2,36 bilhões em máquinas e equipamentos para os Estados Unidos no ano passado. No caso de madeira e manufaturados, as vendas somaram US$ 1,24 bilhão em 2025. Já os produtos elétricos, como transformadores, movimentaram cerca de US$ 920 milhões. “Basicamente foram afetados produtos industrializados. Cerca de um quarto dos impactados são máquinas e equipamentos”, afirmou o economista à Folha.

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A proposta de nova tarifa foi apresentada após a conclusão de uma investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da legislação comercial americana. O órgão recomendou a aplicação da sobretaxa como resposta a práticas brasileiras consideradas injustas pelo governo americano.

Apesar da proposta, a decisão final sobre a aplicação ou não da tarifa caberá ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Antes disso, o USTR abrirá uma consulta para que o setor privado se manifeste sobre os resultados da investigação. O relatório definitivo deverá ser publicado até 15 de julho.

Segundo a MB Associados, a lista de produtos isentos representa US$ 21,2 bilhões, ou 56,3% do total de US$ 37,7 bilhões exportados pelo Brasil aos Estados Unidos no ano passado. Entre os itens excluídos da nova tarifa estão produtos considerados estratégicos para a economia americana ou com oferta doméstica insuficiente.

A lista de exceções inclui alimentos e produtos agropecuários, como carne bovina, suco de laranja, castanha-do-pará, castanha de caju, coco, banana, manga, mamão, abacaxi, laranja, limão e outras frutas tropicais. A indústria aeronáutica também ficou fora da taxação adicional proposta.

Outros 16,8% das exportações brasileiras aos Estados Unidos estão sendo analisados em outra frente da legislação americana, a Seção 232. Nesse grupo estão produtos como aço, veículos, autopeças, alumínio, derivados de aço e cobre. Esses itens não foram incluídos na lista de isenção, mas também não estão diretamente sujeitos à nova tarifa de 25% proposta na investigação da Seção 301.

Para Sergio Vale, a medida pode encarecer produtos para o consumidor americano e reduzir a eficiência da economia dos Estados Unidos, apesar da intenção declarada do governo Trump de estimular a produção interna. “Nesse sentido, era esperado que houvesse um aprendizado em evitar taxar aquilo que causa processo inflacionário imediato por não ter substituto doméstico, mas continua a ideia equivocada de que os EUA produzirão mais desses produtos que vão deixar de comprar do Brasil”, avaliou.

O economista defende que, diante do cenário, empresas brasileiras busquem ampliar a diversificação de mercados.

Com informações da Folha de São Paulo/Tribuna do Norte

Estudantes conhecem o funcionamento da Assembleia Legislativa em visita guiada

Crédito da(s) Foto(s): João Gilberto
Alunos do 2º ano do curso técnico em Energias Renováveis da Escola Estadual Governador Walfredo Gurgel participaram, nesta terça-feira (2), de uma visita guiada à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte. A atividade apresentou aos estudantes o funcionamento do Poder Legislativo, as atribuições dos deputados estaduais e o papel da Casa na elaboração de leis e fiscalização dos atos do poder público.

A professora de Sociologia, Luana Marques Peixoto, explicou que a visita complementa os conteúdos trabalhados em sala de aula. “A ideia é que eles conheçam na prática como funciona a política. Estamos estudando os poderes e a função dos deputados, então essa é uma oportunidade de ver de perto aquilo que aprenderam na teoria”, afirmou.

Durante a programação, o grupo foi recebido pela chefe da redação da TV Assembleia, Adalgisa Emidia, onde conheceu a atuação da emissora pública na divulgação das atividades parlamentares. Posteriormente, os estudantes também acompanharam uma apresentação sobre o processo legislativo e o funcionamento da Assembleia, feita pelo coordenador de suporte legislativo, Gustavo Brito.

Para a estudante Isabelle Maysa, de 16 anos, a experiência foi especial. “Eu nunca imaginei estar aqui pela escola. A professora fala bastante sobre isso com a gente, mas conhecer tudo de perto é diferente”, disse.

Agendamento
Os grupos interessados na visitação devem encaminhar ofício à Coordenadoria de Relações Públicas, com informações sobre a instituição, número de participantes, nível de ensino, responsável pelo grupo e data pretendida. As visitas são realizadas de terça a quinta-feira, preferencialmente a partir das 9h, horário que permite o acompanhamento de parte das atividades legislativas.

E-mail: relacoespublicas@al.rn.leg.br
Telefone: (84) 3121-0074