sexta-feira, 19 de junho de 2026
Pedro Filho amplia base no Agreste e recebe apoio de prefeitável em Goianinha
São João e Copa do Mundo aquecem faturamento de padarias em Natal
Os produtos típicos do período junino ganham destaque nas mesas Panificadora Gosto de Pão, que registra aumento nas vendas| Foto: Léia Ventura
O clima das festas juninas aliado ao de Copa do Mundo têm impulsionado as vendas em padarias de Natal neste mês de junho. Com a combinação de dois dos períodos mais movimentados do calendário para o comércio, estabelecimentos do setor registram aumento na procura por produtos típicos como bolo de milho, canjica e pamonha, além de um crescimento nas encomendas para confraternizações e transmissões de jogos.
Nas vitrines, os sabores tradicionais do São João dividem espaço com a decoração temática inspirada no futebol, criando um ambiente que atrai consumidores em busca de celebrar as duas ocasiões. Em padarias como a Gosto de Pão, na Avenida Jaguarari, e a Hora do Pão, em Lagoa Nova, a demanda aquecida tem exigido reforço na produção para atender aos pedidos e aproveitar o aumento no fluxo de clientes.
Maria Mariza, de 65 anos, gerente-comercial da Gosto de Pão, afirma que a movimentação dos clientes já iniciou no começo do mês, com um aumento expressivo que vem alavancando os lucros. “A gente aumentou as vendas em relação ao ano passado, porque o período também é de Copa e deu uma movimentada no São João. Está tudo misturado por ser comemorativo, então tem muita procura para churrasco, cervejas, salgados. Tem muitas pessoas que não bebem, mas comem também”, afirma.
Conforme a gerente, alguns clientes já estão se antecipando às vésperas do São João, fazendo pedidos que mesclam o regional, petiscos e massas. “Nesse último mês, as vendas aumentaram mais de 50%, porque a gente pedia os bolos em placas pequenas, uns quatro tipos de bolos por dia. Hoje temos seis tipos de bolos regionais que saem na placa grande. Nesse período, a gente está vendendo tudo”, enfatiza.
Embora o estabelecimento aposte em combos promocionais, segundo Mariza, o diferencial é o preço, o atendimento e a qualidade.
Com a chegada do período junino, a padaria Gosto de Pão disponibilizou um menu de combos e itens avulsos voltado para as celebrações da época. Os preços dos kits variam de R$ 13,98 a R$ 68,90, combinando bolos regionais, doces típicos e salgados.
Além dos combos, o estabelecimento vende itens individuais em potes de 100 ml. A paçoca custa R$ 5,59, enquanto o arroz doce e o munguzá saem por R$ 3,59 cada. Há também uma porção menor de canjica, de 50 ml, comercializada por R$ 1,98. “A gente faz encomenda e entrega tudo cortadinho, tudo nas bandeiras, tudo perfeito. E às vezes o cliente chega aqui para montar na hora”, finaliza Mariza.
O gerente de produção da padaria Hora do Pão, Ranieri Ribeiro, de 44 anos, diz que a junção entre Copa e São João foi positiva para o comércio em geral.
“A Copa em si já incentiva bastante o setor; por coincidência, caiu no mês junino. Com certeza nossas vendas elevaram, inclusive à noite. Esse período que estava mais fraco veio demonstrando mais procura”, revela.
De acordo com o gerente, há dois meses o estabelecimento vem se preparando para o período, unindo estratégias comerciais e de marketing. “A gente vem se programando, junto com o RH e a gerência geral da diretoria, tipo, dois meses antes, porque tem a questão do cardápio, ornamentação da loja, produtos para se comprar, os insumos, reforçar a mão de obra, treinamento, alinhar algumas coisas para poder atender o público, que não deixa de ser exigente nesse período”, conclui.
Expectativas se mantêm em agosto
A padaria Hora do Pão também estruturou seu cardápio voltado para o período
junino, apostando na venda de produtos tradicionais por unidade e na modalidade
de peso. Entre as opções unitárias prontas para consumo, o estabelecimento
comercializa a canjica por R$ 21,90 e a pamonha por R$ 9,90. Para as vendas no
peso, a canjica sai por R$ 81,90 o quilo, enquanto a pamonha custa R$ 78,90. O
menu de bolos regionais, cobrados por peso, traz o bolo de milho crocante por
R$ 86,90 o quilo, seguido pelo bolo de tapioca a R$ 80,90. Já o bolo Paetê
(bolo da moça de milho) é comercializado pelo valor de R$ 62,90.
Hora do Pão se planejou e reforçou a
produção para atender à demanda aquecida de junho| Foto: Léia Ventura
O gerente de produção destaca que, até o fim do mês e a chegada do “São
Julhão”, o setor também ganha força. “A expectativa é muito boa, porque somos
uma padaria com tradição, estamos no mercado aí há 30 anos, a gente
praticamente já tem os produtos divulgados, aqueles clientes do dia a dia
mesmo, que também vão passando para netos, amigos e familiares”, finaliza.
Culinária tradicional
Para o consumidor, a união de duas grandes celebrações virou sinônimo de praticidade. Em alguns casos, como o de Sérgio Lins, de 43 anos, professor de Teologia, uma tradição de sua família é a produção caseira desses itens. Entre a rotina de almoços em padarias da zona Sul de Natal, ele também consome canjica, pamonha e bolos regionais.
“Esse período é um momento em que o pessoal se confraterniza e aproveita o mês, não em comemoração ao São João em si, mas como é o período do milho, se tem esses produtos em abundância, às vezes até mais baratos, então a gente aproveita a boa culinária, que é regional”, pontua.
Para o professor, as confraternizações no mês de junho são carregadas de
memória afetiva. “Normalmente a gente sempre compra no mercado ou na padaria
mais próxima os itens para poder fazer em família. A gente vai lá e compra os
ingredientes, reúne a família, passa a tarde ali produzindo. Os jogos
normalmente são à noite. Então, à noite já vai estar a comida toda pronta”,
conclui.
Bruna Torres/Repórter
Tribuna do Norte
Estudos para PPP na educação infantil devem ser concluídos até novembro
Ao todo, serão construídas 25 unidades de ensino em Natal, das quais 12 serão CMEIs e 13 escolas de ensino fundamental| Foto: Divulgação
O projeto que prevê a
construção de 25 novas unidades de ensino em Natal, por meio de Parceria
Público-Privada (PPP) firmada entre o Município e o Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), deve ser concluído até novembro
deste ano. Segundo o titular da Secretaria de Concessões, Parcerias,
Empreendedorismo e Inovação (Sepae), Arthur Dutra, os estudos estão em fase de
análise de viabilidade econômica e a expectativa é que a licitação seja
realizada ainda no primeiro semestre de 2027.
A parceria, conhecida como PPP da Educação Infantil, está entre os acordos possibilitados pela Lei 7.888/2025, que institui o Programa Municipal de Parcerias Público-Privadas (PPPs), há um ano em vigor no Município. A parceria foi firmada em novembro de 2025 e segue em vigor até o processo de licitação para a construção dos equipamentos.
Até o momento, foi realizado o diagnóstico para avaliar quais são as áreas com maior demanda para atendimento e uma apresentação junto ao Tribunal de Contas do Estado (TCE). “O BNDES está financiando a estruturação do projeto e contratou consultores especializados que estão trabalhando com o município para poder modelar esse projeto. Então o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), BNDES e Governo Federal estão apoiando e financiando essa estruturação”, destaca o titular da Sepae.
Ao todo, serão construídas 25 unidades de ensino em Natal, das quais 12 serão CMEIs e 13 escolas de ensino fundamental. Arthur Dutra aponta que atualmente o processo está na etapa de avaliação sobre a viabilidade econômica, na qual será definido o valor de investimentos pela empresa que vencer a licitação. Os serviços pedagógicos e de alimentação, no entanto, vão seguir como responsabilidade da Secretaria Municipal de Educação (SME).
A previsão é que os estudos para os projetos sejam concluídos e colocados para consulta pública até novembro deste ano, enquanto a licitação está prevista para o primeiro semestre de 2027. Segundo Arthur Dutra, o contrato de concessão será realizado com apenas uma empresa e o processo licitatório vai acontecer na B3, em São Paulo, a fim de atrair grupos com condições necessárias para realizar o investimento.
A ideia é que o contrato de concessão tenha validade por cerca de 25 a 30 anos. “O contrato vai ser regido por indicadores de desempenho, que estão sendo definidos. Então se tiver um problema no ar-condicionado, por exemplo, a concessionária vai ter duas horas para resolver, caso contrário vai sofrer penalidades. Essas penalidades serão descontadas do pagamento que o município vai fazer para a concessionária. Esse é o grande diferencial do contrato de PPP: exigir um nível de serviço e fiscalizar quem tem a obrigação de cumprir”, destaca o titular da Sepae.
Outra PPP em curso, conhecida como PPP da Iluminação Pública, foi firmada em março deste ano junto à Caixa Econômica Federal e prevê a construção de uma central de gerenciamento. A ideia é aproveitar a estrutura física da iluminação pública para fornecer ao município a possibilidade de monitorar o que está acontecendo na cidade. Atualmente, o processo está em fase de análise jurídica e o projeto deve entrar para consulta pública no próximo ano.
Assim como na PPP do BNDES, a Caixa Econômica Federal é a responsável pela
estruturação do projeto. “Então a ideia é construir uma central onde você
consiga fazer a conexão do parque de iluminação e permitir uma manutenção
rápida. Então se uma lâmpada queimar, por exemplo, já acende um alerta na
central e a concessionária que vai gerenciar isso vai ter um tempo para
responder ao problema. Esse contrato também terá indicador de desempenho”,
explica Arthur Dutra.
Consórcio manifesta interesse na Ribeira
Além das PPPs, em novembro de 2025, o titular da Sepae afirma que a Prefeitura recebeu uma Manifestação de Interesse Privado (MIP) do Consórcio Ribeira Sustentável. Segundo ele, o grupo apresentou interesse em realizar um estudo para estruturar um projeto de requalificação integrada da Ribeira, com um centro administrativo, um corredor cultural para integrar o patrimônio histórico do bairro, um centro de inovação e tecnologia, além de moradias.
De acordo com o titular da Sepae, o MIP foi analisado pelo Município, levando em consideração o Plano Diretor de Natal e o plano de governo da gestão. Após isso, foram solicitadas informações complementares ao Consórcio e a proposta foi aprovada pelo Conselho Gestor de PPPs que, por sua vez, solicitou a realização de um chamamento público para que outras empresas pudessem apresentar estudos.
“Então fizemos o chamamento [em março], solicitando o Procedimento de Manifestação de Interesse, e o Consórcio Ribeira Sustentável e outra empresa se manifestaram. Mas a outra empresa apresentou documentação incompleta e foi desabilitada. Então o consórcio foi habilitado e a gente expediu a autorização para iniciarem os estudos e entregar para o município dentro de um prazo de 7 meses”, aponta Arthur Dutra.
Conforme o secretário, o prazo termina entre o final de novembro e o início de dezembro deste ano, e os projetos estão sendo acompanhados por um conselho coordenado pela Sepae. O grupo é composto por representantes da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), da Secretaria de Administração (Semad), da Secretaria Municipal de Planejamento (Sempla), da Procuradoria-Geral do Município (PGM) e da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra).
“O trabalho já começou e recebemos algumas informações. Ainda temos muito trabalho para eles nos apresentarem um modelo, seja uma PPP ou concessão, que se mostre vantajosa, para avaliarmos se é interessante e vale a pena licitar. E vai ter, também, o processo das consultas e audiências públicas”, completa o titular da Sepae.
Outra MIP recebida pela Sepae, em maio deste ano, foi encaminhada pelo
Consórcio Dronesportos Brasil e apresenta uma proposta voltada à elaboração de
estudos de viabilidade para implantação de uma rede de mobilidade aérea urbana
na capital potiguar. “Essa ainda estamos analisando antes de submeter ao
Conselho Gestor de PPPs”, aponta.
Tribuna do Norte
Apesar da LDO, “Guerra das emendas” gera legislação permanente na ALRN
Foto: Comunicação/ALRN
Mesmo com previsão na Lei de
Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano, a Comissão de Finanças e Finanças
(CFF) da Assembleia Legislativa está assegurando em projeto de lei complementar
à obrigatoriedade do governo do Estado efetuar até o fim do primeiro semestre
de cada ano, o pagamento de 50% do valor das emendas parlamentares.
O presidente da CFF, deputado estadual Coronel Azevedo (PL), propôs emenda nesse sentido ao PLC nº 07/2026, de iniciativa da Mesa Diretora da Casa, que normatizar a proposição e execução de emendas dos deputados ao orçamento estadual, seguindo o novo entendimento dado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A matéria agora segue à deliberação do plenário da Casa.
“Ao longo dos anos, buscando dar efetividade ao pagamento das emendas
parlamentares, inserimos no texto das LDOs a obrigação do governo pagar um
percentual mínimo de emendas no primeiro semestre. A LDO determina que 50% das
emendas impositivas estaduais devem ser pagas no primeiro semestre. No
Congresso Nacional, esse percentual foi maior, chegou a 65% a obrigação de
pagar”, disse Coronel Azevedo.
O relator da matéria na CFF, deputado estadual José Dias (PL), acolheu a
emenda, garantindo que, independentemente de regulamentação, pelo menos 50% do
valor das emendas parlamentares individuais impositivas sejam pagas até o dia o
dia 30 de junho do exercício fiscal, enquanto o valor eventualmente restante
dessas emendas, deverá ser pago até o dia 30 de novembro do mesmo exercício
fiscal.
O deputado Gustavo Carvalho (PL) disse que “a emenda só foi encartada porque o
governo desobedece o que já consta na LDO, apesar de não ser necessária, passa
a ser em função dos diversos descumprimentos que esse governo faz. Sem ouvir,
inclusive, a Justiça, que deu ganho de causa a vários deputados para o
pagamento das emendas, que são impositivas e o governo não cumpre”.
Carvalho acrescentou que, diante desses atrasos no pagamento das emendas, o
prejuízo não é dos parlamentares, “mas dos municípios do Rio Grande do Norte,
que estão sofrendo, principalmente com serviços básicos, muitas vezes
interrompidos em função desse desgoverno, que não reconhece a necessidade do
povo norte-riograndense”.
Já o eputado Tomba Farias (PL) afirmou que a aprovação da emenda “é justamente
para fortalecer a Casa”, porque o governo Fátima Bezerra (PT), mesmo sendo
previsto na LDO, “já corre o risco de não pagar 50% até o meio do ano. Ela
descumpriu isso, vamos fechar os caminhos para que sejam respeitadas as leis
votadas pelos deputados”.
O projeto 07/2026 já havia passado em 26 de maio na Comissão de Constituição,
Justiça e Redação (CCJ). Na ocasião o relator, deputado estadual Ubaldo
Fernandes (PV) disse que a proposta “detalha o ciclo de processamento
orçamentário e financeiro, abrangendo desde a identificação do proponente e do
objeto até o registro minucioso dos valores empenhados, liquidados e pagos”.
O projeto estabelece que pelo menos 70% dos recursos deverão ser aplicados em
despesa de capital sobre fiscalização dos tribunais de conta, do Tribunal de
Conta, do Estado de Rio Grande do Norte
Em relação às transferências especiais, as Prefeituras deverão comunicar às
Câmara Municipais e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE), no prazo de 30 dias,
o valor do recurso recebido, o respectivo plano de trabalho e o cronograma de
execução, do que dará ampla publicidade.
Segundo o projeto de lei, o governo do Estado deverá manter portal eletrônico
de acesso público e irrestrito,para a divulgação das informações referentes à
execução orçamentária e financeira das emendas parlamentares.
O portal deverá atender aos seguintes princípios e requisitos, como conter
ferramenta de pesquisa de conteúdo que permita o acesso à informação de forma
objetiva, transparente, clara e em linguagem de fácil compreensão; possibilitar
a gravação de relatórios em diversos formatos eletrônicos, inclusive formatos
abertos e não proprietários, tais como planilhas e texto, de modo a facilitar a
análise das informações - permitir o acesso automatizado por sistemas externos
em formatos abertos, estruturados e legíveis por máquina.
E ainda divulgar em detalhes os formatos utilizados para estruturação da
informação - garantir a autenticidade e a integridade das informações
disponíveis para acesso.
Tribuna do Norte
CNJ determina que TJRN marque em 24 horas sessão para escolher novo desembargador
Decisão foi assinada pelo juiz Henrique Baltazar - Foto: Adriano Abreu
O Conselho Nacional de Justiça
(CNJ), por meio da conselheira Jaceguara Dantas, determinou que o Tribunal de
Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) marque, em até 24 horas, a sessão que irá
definir a ocupação de uma vaga de desembargador aberta há quase oito meses. A
decisão atende parcialmente o pedido à promoção por antiguidade do juiz
Henrique Baltazar, que questionou a demora na conclusão do processo de
promoção.
Segundo o CNJ, o edital para preenchimento da vaga foi publicado em outubro de 2025 e, até o momento, o julgamento não foi finalizado. O órgão entendeu que a demora ultrapassa os prazos previstos nas normas do Judiciário e gera insegurança quanto à definição do cargo, isto é, a conselheira admitiu que o processo do TJRN está em mora administrativa
A decisão determina que a
sessão seja realizada logo após o encerramento do prazo de defesa em um
incidente em tramitação no próprio TJRN e que a escolha seja concluída na mesma
reunião, sob pena de descumprimento de determinação do CNJ.
O documento ainda prevê o
envio de todos os autos ao corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro
Campbell Marques, que poderá avaliar a adoção de providências sobre o caso.
Tribuna do Norte
E-commerce sofreu mais de 368 mil tentativas de fraude no 1º trimestre
O tíquete médio das tentativas de golpe chegou a R$ 917,52| Foto: Marcello Casal Jr
O comércio eletrônico
brasileiro registrou mais de 368 mil tentativas de fraude no primeiro trimestre
de 2026, segundo levantamento do novo Mapa da Fraude da Serasa Experian. O
tíquete médio das tentativas chegou a R$ 917,52, 62% acima do valor médio dos
pedidos legítimos. Segundo os coordenadores da pesquisa, o valor indica que os
fraudadores não buscam apenas volume, mas também maior retorno financeiro por
transação.
Em relação ao total, quase uma a cada 100 transações foi considerada uma ocorrência de possível fraude.
A categoria de produtos de beleza liderou as tentativas de fraude no e-commerce, com 33,7 mil ocorrências, seguida por calçados (29,4 mil) e saúde (18,9 mil). A presença do segmento de saúde no ranking reflete, em parte, a popularização de produtos como canetas de uso terapêutico, que elevaram o valor médio dos itens na categoria e passaram a atrair a atenção dos criminosos. Já no recorte por produtos, celulares lideram.
Na camada de cadastro e validação de identidade, a Serasa Experian identificou 1,495 milhão de tentativas de fraude no período, alta de 36,6% na comparação com o primeiro trimestre de 2025. O ritmo equivale a cerca de uma tentativa a cada 5 segundos e, caso não fosse contido, poderia gerar prejuízos de até R$ 1,98 bilhão para consumidores e empresas, segundo a empresa.
O setor financeiro concentra a maior parte das ocorrências: seis a cada 10
tentativas foram registradas em bancos, emissores de cartão, meios de pagamento
e empresas de serviços financeiros e de crédito. Em volume absoluto, Meios de
Pagamento liderou com 644.586 tentativas, seguido por Telefonia (313.200) e
Bancos e Cartões (259.160).
Grupos de fraude
Em cibersegurança, a Serasa Experian mapeou quase dois mil grupos dedicados à circulação e troca de conteúdo fraudulento no primeiro trimestre - avanço de 139% na comparação anual. Ao todo, foram identificadas 19,7 milhões de mensagens associadas a golpes, média de 152 por minuto, além de 10.053 anúncios, perfis, páginas e aplicativos falsos, alta de 8,3% no período.
O crescimento dos grupos aponta para uma dinâmica mais organizada do crime digital, sustentada pelo avanço do chamado Fraud as a Service (fraude como serviço), modelo em que golpes e serviços especializados são comercializados para facilitar a atuação criminosa.
O levantamento também aponta como tendências o uso indevido de inteligência
artificial generativa para tornar abordagens mais personalizadas e escaláveis,
com combinações realistas de dados, áudios e imagens para dar credibilidade aos
golpes.
Tribuna do Norte
Projeto leva legado de Luiz Gonzaga para as escolas de Natal
Estudantes da rede pública participaram de oficinas musicais e atividades pedagógicas| Foto: Magnus Nascimento
A música, as histórias e a
cultura nordestina ganharam vida para centenas de estudantes da rede pública de
Natal nesta quinta-feira (18), durante a apresentação do espetáculo O Brasil de
Luiz Gonzaga: Travessias e Sonhos, no Teatro Sesc Sandoval Wanderley, no
Alecrim. A iniciativa integra a segunda edição da Caravana Sinta o Som, projeto
que promove formação artística e cidadã para alunos e professores.
Ao longo do período, estudantes participaram de oficinas musicais e atividades pedagógicas voltadas para a valorização da cultura brasileira e o fortalecimento do acesso à arte.
Segundo a coordenadora do projeto, Moana Martins, o Sinta o Som utiliza a música e elementos da tradição oral brasileira como ferramentas para potencializar a aprendizagem e aproximar os alunos de manifestações culturais que fazem parte da identidade do país.
“O Sinta o Som usa a música da tradição oral e a diversidade da cultura brasileira como instrumentos de ludicidade para fortalecer as aprendizagens dos alunos. Por meio das brincadeiras, das práticas musicais e da emoção, eles aprendem e valorizam o legado da cultura brasileira”, afirma.
Ao entrar no teatro, os estudantes recebem uma sacola simples de supermercado contendo pedaços de cabo de vassoura e garrafas PET preenchidas com grãos de feijão ou arroz. À primeira vista, os objetos podem parecer inusitados, mas logo ganham significado.
Durante o espetáculo, os materiais são transformados em instrumentos musicais improvisados, permitindo que as crianças participem ativamente da apresentação, produzindo sons, acompanhando ritmos e interagindo com a narrativa que celebra a trajetória e o legado de Luiz Gonzaga.
As crianças dançam forró juntas com os artistas no palco, que agitam o público em um cenário repleto de elementos da cultura nordestina, como cactos, chapéus de sertanejo e bandeirolas.
Além da valorização cultural, o projeto também busca desenvolver competências socioemocionais por meio das experiências artísticas. Durante as apresentações e oficinas, os alunos são incentivados a trabalhar cooperação, criatividade, empatia e respeito às diferenças.
“A aprendizagem não é apenas conteúdo. Ela também envolve afeto, memória e experiência. Quando a criança participa, sente e se emociona, aprende por todos os sentidos”, explica a coordenadora.
No palco, um repentista viajante do tempo conduz o público por diferentes momentos da história de Luiz Gonzaga. Para Moana, a escolha de Luiz Gonzaga como tema da edição deste ano reforça a importância de aproximar as novas gerações das raízes culturais nordestinas.
“Hoje estamos celebrando Luiz Gonzaga porque ele não pode morrer jamais. As novas gerações precisam conhecer essa cultura que fala sobre a nossa essência, nossa história e a memória do povo nordestino”, destaca a coordenadora do projeto.
A estudante Alissa Camilo, de 8 anos, da Escola Municipal Professora Tereza Satsuqui Aoqui de Carvalho, chegou ao teatro cheia de expectativa para a apresentação. Sem conhecer a trajetória de Luiz Gonzaga, ela via no espetáculo uma oportunidade de descobrir mais sobre o artista. “Não conheço Luiz Gonzaga, então estou bem ansiosa para conhecer”, disse enquanto aguardava o início da encenação.
Para Rithelly Withine, de 9 anos, a experiência já valia a visita antes mesmo de o espetáculo começar. Em sua primeira ida ao Teatro Sandoval Wanderley, a estudante se encantou com o espaço e com a movimentação do evento. “Esse teatro é muito bonito e essa apresentação está muito legal. Eu estou amando”, revela.
Elena Sousa, de 9 anos, nem precisou esperar o espetáculo começar para
demonstrar a empolgação com a homenagem ao Rei do Baião. “Eu gosto de todas as
músicas do Luiz Gonzaga, mas a que eu mais gosto é aquela: ‘Vem morena pros
meus braços, vem morena vem dançar’”, disse cantando.
Tribuna do Norte
RN usa só 16% da verba para reduzir fila e tem 19 mil pacientes à espera de cirurgias
Do total de R$ 58 milhões
previstos para este ano, R$ 32 milhões já foram liberados, dos quais R$ 9,3
milhões foram executados.
Atual percentual de execução é inferior ao observado no mesmo período de 2025, segundo o Conselho de Secretários| Foto: Agência Brasil
O Rio Grande do Norte executou apenas 16% dos recursos destinados ao estado por meio do Programa Nacional de Redução de Filas (PNRF), do Ministério da Saúde, para 2026. Do total de R$ 58 milhões previstos para este ano, R$ 32 milhões já foram liberados, dos quais R$ 9,3 milhões foram executados. O número de pessoas aguardando na fila por uma cirurgia eletiva chega a 19 mil. É o que apontam dados do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Rio Grande do Norte (Cosems/RN), cedidos à reportagem da TRIBUNA DO NORTE.
A presidente do Cosems/RN, Maria Eliza Garcia, avalia que o atual percentual de execução é inferior ao observado no mesmo período de 2025. Segundo ela, o cenário acontece em virtude da insuficiência de prestadores de serviço para realizar as cirurgias e da falta de um trabalho de coordenação pelo Estado.
“Já estivemos em uma fase em que nós não tínhamos dinheiro, mas tínhamos prestadores. Hoje nós temos dinheiro e os prestadores não estão sendo tão atrativos para atender a grande demanda que ainda tem de cirurgias eletivas do nosso Estado”, reforça a presidente do Cosems/RN.
Embora chamamentos públicos tenham sido realizados para atrair hospitais fora da rede pública para integrarem o PNRF, Maria Eliza Garcia observa que a participação nem sempre é atrativa em virtude dos custos e do receio de prejuízo pelas unidades. Segundo ela, ainda, não se trata de um gargalo do município, uma vez que a maior parte dos procedimentos são de grande porte e precisam ser executados pelos hospitais da rede estadual.
Entre as cirurgias mais aguardadas, afirma a presidente do Cosems, estão as de tireoide e as urológicas. “Eu acredito que deveria ser feita uma cooperação do Estado junto com os prestadores para conseguir atender essa necessidade cadastrada no sistema de regulação. Está faltando essa vontade de fazer uma força-tarefa, pois é muito triste termos que dizer ao Ministério da Saúde que fomos inoperantes e não executamos o dinheiro por falta de prestadores”, destaca.
A presidente do Conselho Regional de Medicina do RN (Cremern), Giana da Escóssia Melo, avalia que, apesar dos esforços para reduzir as filas serem importantes, o cenário atual exige atenção permanente dos gestores e investimentos contínuos na rede assistencial.
“Os principais desafios são ampliar a capacidade da rede hospitalar, garantir equipes médicas suficientes, disponibilidade de leitos, centros cirúrgicos funcionando plenamente e financiamento adequado. Além disso, é fundamental aprimorar a regulação dos pacientes para tornar o processo mais eficiente e reduzir o tempo de espera”, argumenta a presidente do Cremern.
O presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Norte (Sinmed/RN), por sua vez, critica a retirada da demanda por cirurgias eletivas da rede complementar ao SUS para os hospitais públicos. Segundo ele, a rede pública não está conseguindo responder à demanda em virtude da sobrecarga das unidades com atendimentos de urgência e emergência.
“É preciso pensar na ampliação da oferta, mas também na rede adequada para serem feitas as cirurgias. As cirurgias estão sendo feitas nos hospitais de urgência, que precisam de hospitais auxiliares, seja por meio de convênios com a Sesap/RN, ou de hospitais de cirurgias eletivas para onde os pacientes podem ser encaminhados para esses procedimentos”, defende.
A reportagem da TRIBUNA DO NORTE procurou a Secretaria de Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap/RN) para confirmar os dados sobre a fila para realizar as cirurgias eletivas, os recursos do PNRF, além das medidas da pasta para acelerar o curso dos procedimentos. Até o fim desta edição, não houve resposta.
A reportagem também buscou o Ministério da Saúde. A pasta informou não
conseguir atender ao deadline. O espaço segue aberto.
Recorde no Brasil
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou, no dia 27 de maio, que o governo bateu o recorde de cirurgias eletivas no Sistema Único de Saúde (SUS), com a marca de 14,9 milhões de procedimentos em 2025.
O balanço foi apresentado em audiência pública da Comissão de Saúde da Câmara
dos Deputados, que debateu as ações e prioridades da pasta para 2026.
Segundo Padilha, o avanço ocorreu porque o programa “Agora tem especialistas” alterou a forma de financiar as unidades de saúde. A nova tabela passou a remunerar os hospitais por um pacote completo de atendimento – pagando de forma conjunta a consulta, o diagnóstico e a operação.
“Atingimos o recorde histórico de cirurgias eletivas pelo SUS. Isso é resultado
direto da nova tabela, que supera definitivamente a antiga tabela SUS com
procedimentos que chegam a ter três vezes maior o valor”, disse Padilha.
Tribuna do Norte
quinta-feira, 18 de junho de 2026
Em Assú, Coronel Hélio participa da CONFÉ 2026, um dos maiores eventos evangélicos do RN
Durante a programação, Coronel Hélio foi recebido pelo pré-candidato a deputado federal Pedro Filho, um dos organizadores do evento, e acompanhou as atividades ao lado de lideranças religiosas e participantes que prestigiaram a conferência. Também esteve presente o deputado federal Sargento Gonçalves.
Ao destacar a importância da Confé, Coronel Hélio ressaltou o papel desempenhado pelas igrejas evangélicas na promoção de valores cristãos, no fortalecimento das famílias e no desenvolvimento social das comunidades.
“A Confé é um evento que transcende o aspecto religioso. É um momento de fortalecimento da fé, de união entre as famílias e de reflexão sobre valores que ajudam a construir uma sociedade mais justa e solidária. É uma alegria participar de um encontro tão importante para o povo evangélico do Rio Grande do Norte”, afirmou.








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