quinta-feira, 28 de maio de 2026

Zema admite diálogo com Caiado para composição da direita

Ex-governador de Minas afirmou que definições sobre chapas devem ocorrer apenas próximo ao prazo final de registro das candidaturas

Romeu Zema, Ronaldo Caiado e governador do Paraná, Ratinho Júnior, durante evento da ABCZ em Uberaba (MG) - Foto: Saulo Cruz / Senado

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) afirmou nesta terça-feira 26 que não descarta uma aliança com o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) para a disputa presidencial de 2026. A declaração foi dada durante evento com investidores em São Paulo, em meio ao desgaste recente da relação entre Zema e o grupo político do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Segundo Zema, as negociações sobre possíveis composições devem avançar apenas mais perto do prazo limite estabelecido pela Justiça Eleitoral para o registro das candidaturas, marcado para 15 de agosto. O ex-governador mineiro destacou que o cenário político ainda pode sofrer mudanças até lá e afirmou que seguirá com a pré-campanha.

“As conversas sempre ocorrem e, com toda certeza, o desfecho disso vai ser lá na data-limite. Porque, na política, é na meia-noite da data-limite que as coisas costumam ser definidas”, declarou.

Zema também afirmou que mantém boa relação com Caiado e ressaltou afinidades entre Goiás e Minas Gerais. Questionado sobre a possibilidade de integrar uma chapa como vice do ex-governador goiano, respondeu em tom de brincadeira perguntando se a composição não poderia ocorrer de forma inversa.

“Eu gosto dele. No meu governo, criamos um consórcio com sete governadores e me dei muito bem com todos, inclusive com o Tarcísio. Goiás e Minas são quase estados gêmeos”, afirmou.

Na pesquisa Datafolha divulgada na semana passada (BR-07489/2026), Zema apareceu com 3% das intenções de voto para a Presidência, enquanto Caiado registrou 4%. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva liderou o levantamento com 40%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 31%.

Nos bastidores, Zema chegou a ser cogitado por setores do Partido Liberal como possível candidato a vice em uma chapa encabeçada por Flávio Bolsonaro. A relação, porém, se deteriorou nas últimas semanas após críticas feitas pelo ex-governador mineiro ao senador em meio às revelações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

O conflito se ampliou nas redes sociais e envolveu familiares do senador. O ex-vereador Carlos Bolsonaro reagiu a declarações de Zema afirmando que ainda não conhecia “sujeito mais baixo” do que o ex-governador. Já o ex-deputado Eduardo Bolsonaro classificou Zema como “papel higiênico da esquerda” em publicação nas redes sociais.

Agora-RN

RN confirma 20 casos de ciguatera e investiga morte de idosa

Sesap esclarece que explosão de novos casos se deve às mudanças no sistema| Foto: Reprodução

Nos primeiros cinco meses de 2026, o Rio Grande do Norte registrou 27 notificações de ciguatera, das quais 20 foram confirmadas pela Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sesap) até esta quarta-feira (27). O cenário de alerta ganhou força após a morte, na última segunda-feira (25), de uma idosa de 85 anos internada há quase um mês com suspeita da doença. Segundo a Sesap, o caso segue em investigação. A ciguatera é uma intoxicação alimentar causada pelo consumo de peixes contaminados por ciguatoxinas, substâncias produzidas por microalgas presentes em recifes de corais tropicais.

A toxina não altera cheiro nem sabor do alimento e resiste ao cozimento, congelamento e salga, o que dificulta a prevenção. As maiores concentrações costumam estar em partes como cabeça, vísceras e ovas. Segundo Diana Rêgo, coordenadora de Vigilância em Saúde da Sesap, ainda não existe um monitoramento específico porque diferentes espécies já apresentaram presença da toxina. “A gente tem feito discussões junto com pesquisadores para aprofundar a investigação acerca dessa toxina. A questão climática, a poluição e o comportamento cultural das pessoas podem estar envolvidos. Nesse momento, trabalhamos com possibilidades”, afirma.

De acordo com a Sesap, o aumento das notificações em 2026 está ligado à adoção da notificação compulsória da doença no estado. Com isso, profissionais de saúde passaram a registrar oficialmente os casos suspeitos, permitindo maior capacidade de diagnóstico e acompanhamento. Antes, muitos episódios passavam despercebidos por falta de vigilância organizada, embora a pasta informe que acompanha intoxicações relacionadas desde 2022.

Outros casos notificados envolveram espécies como barracuda, cioba, guarajuba, arabaiana e dourado. Em parte das amostras analisadas, exames laboratoriais confirmaram a presença da ciguatoxina. Os maiores registros estão concentrados no litoral Norte potiguar, entre Touros e Tibau.

Diana Rêgo destaca que os peixes contaminados não apresentam alterações visíveis. “Os estabelecimentos que vendem pescado têm regras da Vigilância Sanitária do estado e dos municípios que devem ser seguidas. Quando há suspeita de um caso ou surto, a equipe faz a coleta da carne do peixe, se ainda for possível, para confirmação laboratorial”, explica.

Os pacientes diagnosticados podem apresentar dores abdominais, vômitos, diarreia e sintomas neurológicos, como visão turva, fraqueza muscular, cãibras, coceira intensa e gosto metálico na boca. Como não existe antídoto para neutralizar a toxina, o tratamento é voltado ao controle dos sintomas.

A Sesap orienta que a população procure atendimento médico ao primeiro sinal de mal-estar após consumir pescado, mantenha as sobras do alimento para análise da Vigilância Sanitária e evite peixes sem origem comprovada. “A Coordenação de Vigilância está alinhada com a Secretaria de Agricultura e Pesca. O mais importante é proteger a população com orientação qualificada e segura. A comunidade de pescadores também está alinhada com a Secretaria de Pesca”, conclui Diana.

O último caso em questão foi da idosa Maria das Dores do Nascimento Batista, de 84 anos, que morreu em Natal após passar quase um mês internada com suspeita da intoxicação. Segundo familiares, ela passou mal após consumir um peixe da espécie Bicuda comprado em uma feira livre da cidade. De acordo com a família, ela chegou a apresentar melhora clínica, sendo extubada e deixando a UTI, mas o quadro voltou a se agravar até o óbito, registrado na segunda-feira (25). Uma irmã dela também apresentou sintomas após consumir o mesmo alimento, mas recebeu alta dias depois. O caso segue em investigação.

Tribuna do Norte

Confira dicas para uso da restituição do IR 2026

O 1º depósito da restituição está previsto para esta sexta (29)| Foto: Alex Régis

O pagamento de pendências financeiras deve ser a prioridade entre os contribuintes que vão receber a restituição do Imposto de Renda 2026 entre maio e agosto deste ano. Segundo levantamento realizado pela Serasa, em parceria com o Instituto Opinion Box, 36% pretendem usar a quantia para quitar dívidas. Na avaliação de especialistas ouvidos pela reportagem da TRIBUNA DO NORTE, o cenário pode ser explicado pelo alto endividamento das famílias brasileiras. Eles apontam algumas dicas que devem ser seguidas na hora de usar o benefício.

Neste ano, os valores da restituição serão pagos em quatro lotes, com o primeiro depósito previsto para esta sexta-feira (29). No RN, segundo dados da Receita Federal, 96,2 mil contribuintes serão contemplados, totalizando R$ 193,6 milhões em restituição do IR 2026.

O levantamento da Serasa aponta que 45% dos brasileiros já recorreram à restituição do IR recebido em anos anteriores para reorganizar a vida financeira e quitar pendências. Além dos 36% que pretendem quitar dívidas neste ano, 31% planejam guardar o dinheiro e 29% devem investir.

A especialista em educação financeira da Serasa, Gabriela Siqueira, esclarece que a escolha de quitar as dívidas está associada ao alto nível de endividamento dos brasileiros. De acordo com dados do Mapa da Inadimplência da Serasa, referentes ao mês de abril, mais de 83 milhões de brasileiros estão negativados, o equivalente à metade da população adulta do país.

“A restituição do imposto de renda não é vista pelo brasileiro apenas como um recurso extra, mas também como uma oportunidade de virar a página e reorganizar a vida financeira para voltar a recuperar o equilíbrio nas finanças do dia a dia”, destaca.

Para o economista Helder Cavalcanti, o cenário de comprometimento da renda é acompanhado pelo aumento no uso do cartão de crédito para complementar o orçamento, juros elevados, gastos com apostas esportivas, além da falta de educação financeira.

“Nesse contexto, a restituição do IR surge como uma oportunidade estratégica de reorganização financeira. O recurso permite reduzir dívidas, recuperar a capacidade de consumo e restabelecer o equilíbrio do orçamento familiar”, aponta.

Para usar a restituição de forma responsável, Helder Cavalcanti observa que a primeira orientação é não considerar o valor uma renda extra destinada exclusivamente ao consumo. Na sequência, o contribuinte deve realizar um diagnóstico da própria situação financeira, identificando dívidas, despesas fixas, gastos recorrentes e metas.

Gabriela Siqueira explica que os contribuintes podem identificar, por meio do aplicativo da Serasa, quais dívidas estão em seu nome. Nos casos de mais de uma pendência, ela recomenda dar prioridade para a que está deixando o nome negativado e conferir as condições de pagamento.

“Em alguns casos, a restituição pode não cobrir 100% da dívida, mas ainda é uma possibilidade de pagar com as condições de parcelamento disponíveis, por exemplo, no Serasa Limpa Nome. É importante, também, colocar as dívidas e os gastos do dia a dia em uma planilha para entender como usar essa restituição”, completa a especialista.

Na avaliação de Helder Cavalcanti, a prioridade deve ser a quitação ou amortização das dívidas que possuem maiores taxas de juros: “Após a redução dos passivos, é recomendável destinar parte dos recursos para a formação de uma reserva de emergência, que protege a família diante de imprevistos e reduz a necessidade de recorrer ao crédito em momentos de dificuldade”.

RN é destaque em inadimplência no NE

O Mapa da Inadimplência e Renegociação de Dívidas, realizado pela Serasa, aponta que o Rio Grande do Norte ocupa a 11ª posição entre os estados brasileiros com maior percentual de inadimplentes, alcançando 51,90% da população adulta. No Nordeste, o estado aparece em segundo lugar, perdendo apenas para o Ceará (53,16%). O percentual do Estado também está acima da média nacional, correspondente a 50,81%. Os números são referentes ao mês de abril.

Na avaliação do economista Helder Cavalcanti, o cenário revela uma maior fragilidade financeira por parte da população. “Quando mais da metade da população adulta possui algum tipo de restrição de crédito, estamos diante de um problema que afeta não apenas as famílias, mas toda a dinâmica econômica do estado”, esclarece o profissional.

Gabriela Siqueira pontua que o cenário do Rio Grande do Norte acompanha um problema nacional desencadeado, dentre outros pontos, pela falta de controle financeiro. “Muitas pessoas não conseguem entender qual o custo de vida delas de todo mês, ou seja, não tem clareza sobre o quanto está indo para as contas básicas e quanto está indo para cartão de crédito, por exemplo”, esclarece.

Tribuna do Norte

Câmara aprova, em dois turnos, PEC pelo fim da escala 6x1

Texto segue para votação no Senado - Foto: Bruno Spada

A Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (27), em dois turnos, a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que acaba com a escala de trabalho 6x1. Foram 461 votos favoráveis e 19 contrários, no segundo turno.

O texto segue para votação no Senado.

A PEC determina a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, sem perda salarial. A proposta ainda garante duas folgas semanais, sendo uma preferencialmente aos domingos. As mudanças entrarão em vigor 60 dias após a promulgação do texto.

O texto aprovado hoje foi apresentado pelo relator, Leo Prates (Republicanos-BA), para duas propostas de emenda à Constituição que já tramitavam: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estabelecia 36 horas semanais após um período de 10 anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que introduzia a escala 4x3 (quatro dias de trabalho e três de descanso), com limite de 36 horas semanais, depois de um ano.

Após o fim do primeiro turno de votação, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a Casa deu um passo importante para "uma mudança fundamental para os trabalhadores e trabalhadoras do país desde a Constituição de 1988".

"Assumi esta condução com todo o equilíbrio, responsabilidade e, principalmente, compromisso com os brasileiros. Por isso, já no início do debate, tratei três pilares como inegociáveis para esta Casa e para o governo federal: a redução da jornada para 40 horas semanais, dois dias de descanso e a manutenção dos salários dos trabalhadores", disse Motta.

"Essa aprovação ficará registrada na história desta legislatura e na trajetória de cada parlamentar, que compreendeu que desenvolvimento econômico e dignidade humana precisam caminhar juntos", completou.

Transição

De acordo com o texto aprovado, após 60 dias, a jornada será reduzida de 42 horas semanais para 40 horas. Doze meses após a entrada em vigor das 42 horas, a duração do trabalho será reduzida para 40 horas semanais, com o máximo de 8 horas diárias de trabalho.

A transição foi incluída após um acordo do governo com o presidente da Câmara dos Deputados.

Depois do prazo de 60 dias e dentro do período de redução da jornada, o texto prevê a possibilidade de ampliar a duração diária do trabalho normal. Essa ampliação deverá ser feita por negociação em convenção ou acordo coletivo de trabalho.

Veja as regras de transição da PEC que acaba com a escala 6x1:

escala de 5 dias de trabalho com 2 dias de descanso (após 60 dias);

redução da jornada de 44 horas para 42 horas semanais (após 60 dias)

jornada de 42 horas para 40 horas semanais, mantida a escala 5x2 (em 14 meses).

Antes da votação em plenário, o texto foi aprovado na comissão especial que analisou a matéria. Pela manhã, Motta realizou uma sessão protocolar de oito minutos para que fosse liberada a votação do texto na comissão especial. Dos 38 membros da comissão, 34 votaram a favor e 4, contra. Na sequência, a PEC foi incluída na Ordem do Dia da Câmara, ou seja, na pauta de votações no plenário.

A aprovação da PEC foi comemorada pelos parlamentares da base governista e criticada pela oposição.

“Vamos fazer história mostrando em que lado nós estamos. Nós estamos do lado do povo mais sofrido, das pessoas que mais precisam”, comemorou o líder do governo na Câmara, Paulo Pimenta (PT-RS).

A deputada Dandara (PT-MG), que trabalhou como caixa de loja de departamento em escala 6x1, recordou a rotina desgastante e afirmou que a redução vai dar tempo para os trabalhadores poderem viver.

“Eu conheço o barulho do busão [sic] lotado às 5h, o café corrido, o uniforme vestido ainda no escuro. Eu conheço o pé inchado de tanto ficar em pé: oito, 10, 12 horas. Eu conheço porque eu vivi. Eu sei que a escala 6x1 não cabe no calendário. Não cabe, porque não é sobre tempo, somente, é sobre a vida”, disse.

A deputada Alice Portugal (PCdoB-BA) lembrou que a iniciativa é uma pauta de várias centrais sindicais.

“Essa é uma luta que começou há muito tempo. Mas, no Brasil, essa batalha não evoluiu, a cultura escravocrata, a visão colonialista, a visão racista, prevaleceu, mas nós vamos derrubar a escala seis por um. Hoje, aqui, vamos fazer história”, afirmou.

Durante a sessão, deputados da oposição se posicionaram contra a redução da jornada de trabalho.

O deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) afirmou que a proposta não vai melhorar a vida do trabalhador.

"Eu não vou mentir para o trabalhador dizendo para ele que com a aprovação dessa PEC vai acabar a escala 6x1”, disse.

O deputado Sérgio Turra (PP-RS) chamou a proposta do governo de eleitoreira. “Estamos tratando do futuro de um país e da dignidade dos trabalhadores", afirmou.

Entenda mais pontos da PEC pelo fim da escala 6x1:

.- Jornada de trabalho não deverá ser superior a oito horas diárias e 40 horas semanais, podendo haver compensação e redução de jornada mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho.

Lei ordinária irá tratar da jornada e descanso de regimes diferenciados, como trabalhadores com seis horas diárias de trabalho.

Nova regra não se aplica: a quem tem jornada igual ou inferior a 40 horas semanais, a empregados com nível superior e com remuneração mensal igual ou superior a R$ 8.475,55 (equivalente a duas vezes e meia o limite máximo dos benefícios do INSS)

Lei complementar poderá adotar medidas de transição para os microempreendedores individuais, as microempresas e as empresas de pequeno porte.

Agência Brasil

Governo do Estado anuncia novo contingenciamento de R$ 500 milhões

Já no somatório dos quatro meses do ano, a frustração de receita orçamentária chega a mais de R$ 800 milhões.

Virgínia Ferreira, secretária estadual do Planejamento, do Orçamento e Gestão| Foto: Acervo TN

O governo estadual publica novo decreto de contingenciamento de despesa dos Poderes e órgãos autônomos nesta sexta-feira (29), com estimativa de R$ 500 milhões decorrente de frustração de receitas no segundo bimestre (março-abril) de 2026.

A informação é do secretário adjunto da Secretária Estadual do Planejamento, do Orçamento e Gestão secretária estadual do do Planejamento, do Orçamento e Gestão (Seplan), José Dionísio Gomes da Silva, que disse que esse contingenciamento de recursos é natural na administração pública, vez que o Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2026 foi elaborado com base em informaçõe econômicas até agosto de 2025.

“Não se pode gastar orçamento, tem de gastar dinheiro”, disse José Dionísio Gomes.

Em abril, o governo Fátima Bezerra (PT) publicou o decreto de nº 35.429, datado do dia 7 daquele mês, informando que a frustração de receitas entre janeiro e março foi de R$ de R$ 306.070.857,42.
Já no somatório dos quatro meses do ano, a frustração de receita orçamentária chega a mais de R$ 800 milhões.

Em abril, a Procuradoria Geral da Justiça (PGJ) chegou a questionar o Executivo sobre a proporcionalidade dos recursos contingenciados entre os Poderes, motivo pelo qual a aréa econômica do governo do Estado republicou o decreto 35.429 em 17 de abril.

De acordo com o então decreto, o maior volume de recursos contingenciados foi do Executivo - R$ 270.033.945,70, enquanto o contingenciamento dos outros Poderes (Legislativo e Judiciário) e órgãos autônomos – Tribunal de Contas do Estado (TCE), Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e Defensoria Pública do Estado (DPE), foi de R$ 36.036.911,72.

“Nós tivemos uma reunião e os valores foram ajustados”, confirmou a secretária estadual do do Planejamento, do Orçamento e Gestão, economista Maria Virgínia Ferreira.

Diretrizes

Conforme o artigo 64 da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LdO), “Se verificado, ao final de cada bimestre, que a receita acumulada do Tesouro Estadual foi inferior à prevista para o mesmo período”, os Poderes Executivo, Legislativo, inclusive o Tribunal de Contas, e Judiciário, bem como o Ministério Público e a Defensoria Pública, “realizarão, por ato próprio e nos montantes necessários, limitação de empenho e movimentação financeira”, de conformidade com o disposto nos art. 8º e art. 9º da Lei Complementar Federal nº 101, de 2000.

A TRIBUNA DO NORTE também teve acesso a documento, em que se aponta uma cifra contingenciada de R$ 642,66 milhões em abril, mas o secretário adjunto da Seplan, José Dionísio informou que esse valor trata-se de “um bloqueio gerencial, nada a ver com a frustração das receitas”.

José Dionísio explicou, ainda, que se faz isso “para controlar os valores da execução orçamentária”, de maneira que o bloqueio das emendas parlamentares, por exemplo, conforme aparece no mesmo documento, “é porque a liberação ocorre à medida que a obra ou serviço está sendo executado, conforme autorização do deputado, daí aparecer como bloqueio.”, exemplificou.

Tribuna do Norte

quarta-feira, 27 de maio de 2026

Assú realiza mobilização do Dia D de Vacinação contra a gripe em postos da zona urbana e rural neste sábado (30).

A Prefeitura do Assú, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realiza neste sábado (30) o Dia D de Vacinação contra a gripe Influenza em diversas unidades de saúde das zonas urbana e rural das 8h às 13h. A mobilização é voltada para os grupos prioritários, que incluem idosos, crianças, gestantes, puérperas, trabalhadores da saúde e professores, em Bela Vista Piató acontecerá vacinação domiciliar. Para receber a dose, os moradores devem comparecer ao posto de saúde mais próximo de sua residência portando o documento de identidade, o cartão do SUS e a caderneta de vacinação, garantindo a proteção antes do período de maior circulação dos vírus respiratórios.

NÃO PERCA


• O que é: Dia D de Vacinação contra a Gripe (Influenza);
• Quando: Sábado (30); das 8h às 13h
• Quem deve ir: Idosos, crianças, gestantes, puérperas, professores e profissionais da saúde;
• O que levar: Documento de identificação, cartão do SUS e caderneta de vacina.

Secom-Assú

Comissão da ALRN aprova projetos sobre IPVA, energia solar e reestruturação de cargos

Crédito da(s) Foto(s): Eduardo Maia
 
A Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) apreciou, nesta quarta-feira (27), projetos voltados às áreas tributária, administrativa, energética e de planejamento do Estado. 

Entre as matérias analisadas, os deputados aprovaram o projeto da deputada Cristiane Dantas (PSDB) que institui o Programa de Regularização de Débitos de IPVA para veículos apreendidos no Rio Grande do Norte. A proposta recebeu subemendas modificativas ao substitutivo encaminhado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e foi aprovada por unanimidade, com abstenção do deputado José Dias (PL). 

Também foi aprovado o projeto de autoria da deputada Terezinha Maia (PL) que cria o Programa Estadual de Incentivo à Energia Solar para pequenos produtores rurais do RN. A matéria recebeu substitutivo da CCJ e teve aprovação unânime na comissão. 

Outra matéria apreciada foi o Projeto de Lei Complementar encaminhado pelo Governo do Estado, que trata da transformação, adequação das atribuições e requisitos de investidura de cargos em comissão e funções gratificadas no âmbito do Poder Executivo estadual. O texto recebeu emenda supressiva e foi aprovado por unanimidade, com abstenção do deputado Neilton Diógenes (PP). A relatoria ficou a cargo do deputado Gustavo Carvalho (PL).

Os parlamentares também analisaram o projeto do Governo do Estado referente à revisão anual do Plano Plurianual (PPA) 2024-2027. A proposta teve encaminhamento de diligência aprovado por unanimidade, sob relatoria do deputado Luiz Eduardo (PL).