Oscar Schmidt foi o maior jogador brasileiro de basquete| Foto: CBB
Desportistas e instituições do
Rio Grande do Norte manifestam pesar pela morte de Oscar Schmidt, mas destacam
sua importância para o basquetebol brasileiro, inclusive natalenses que tiveram
a oportunidade de dar os primeiros passos no esporte da bola ao cesto com ele,
na infância.
Presidente por 16 anos e agora vice-presidente administrativo da AABB, Haroldo Pinheiro Borges disse que Oscar “foi um ícone do esporte e motivo de muito orgulho para nossa AABB, onde começou a dar os primeiros passos no ‘basket’ em nossa escolinha, na época comandada por José Augusto”.
Haroldo Borges afirma que “já
consagrado como jogador de seleção, eventualmente quando vinha a Natal, era
amigo de meu irmão Igor Ribeiro Dantas, que me pedia para levá-los à AABB e,
juntos, jogávamos basquete na quadra ainda descoberta do clube”.
Borges lembra que em 1997, por
ocasião de sua passagem por Natal como secretário do estado de São Paulo,
“fizemos uma singela homenagem ao Oscar pelos relevantes serviços ao esporte
brasileiro, em especial a sua contribuição como jogador ao basket brasileiro.
Esse natalense fez história no cenário mundial”.
Para Borges, Oscar “é orgulho
da AABB Natal, por ter sido também um pouco responsável pela sua formação.
Momento muito triste para o Brasil e o mundo por essa perda do Oscar”.
O professor aposentado de
Educação Física, Paulo Eduardo de Medeiros Dias, o “Paloucha”, disse que “teve
o prazer de participar da escolinha da AABB ao lado de Oscar”, que sempre “foi
um meninão grande e determinado, quando achava que o basquete era a vida dele”;
comentava-se que chegava em casa, onde o pai Osvaldo Schmidt, militar da
Aeronáutica, fez uma tabela. E, antes de almoçar, ficava arremessando bola 100,
200 vezes.
“Paloucha” lembrou que anos
depois enfrentou Oscar nas quadras, jogando por Brasília contra o Rio Grande do
Norte em jogos estudantis, antes de ser levado por “olheiros” de São Paulo.
Segundo “Paloucha”, Oscar
“dizia sempre que gostava de dormir com a bola de basquete na cama; foi um cara
que introduziu o arremesso dos três pontos e tornou-se um ídolo do basquete
brasileiro e do mundo”.
“Paloucha” acha que Oscar
Schmidt “vai deixar um legado muito grande; acho que, com sua morte, o basquete
no Brasil vai crescer mais, as crianças vão se apaixonar mais, fazer com que
comecem a jogar basquete, porque estamos precisando de renovação”.
“Pra mim é o rei do basquete
nacional e reconhecido internacionalmente; jamais teremos um Oscar na vida,
como jamais teremos um Pelé na vida; ele é o Pelé do basquete”, concluiu.
Instituições
Em nota, a AABB também
lamentou “profundamente o falecimento de um dos maiores atletas do basquete
brasileiro de todos os tempos”.
Segundo a nota, a trajetória
de Oscar Schmidt no basquete “teve início na escolinha da AABB Natal, sob a
orientação do saudoso técnico José Augusto, onde começou a construir um legado
que jamais será esquecido”.
“Neste momento de dor,
expressamos nossos mais sinceros sentimentos à família, amigos e a todos que
tiveram o privilégio de acompanhar sua história”, diz a nota da AABB.
O Colégio Salesiano São José,
onde Oscar estudou na infância, também manifestou “profundo pesar” por seu
falecimento, “ícone do esporte brasileiro e referência de dedicação, disciplina
e amor ao basquete”.
Conforme a nota, na década de
50, Oscar iniciou sua trajetória no esporte no Colégio Salesiano: “sempre
manteve sua ligação com a casa que ajudou a formar sua história. Anos depois,
retornou à escola para celebrar os 80 anos da instituição, reencontrando suas
origens e inspirando novas gerações com sua presença e testemunho”.
O Colégio Salesiano destacou
que a sua trajetória “inspira não apenas pelo talento em quadra, mas,
sobretudo, pelos valores que sempre transmitiu: perseverança, respeito e
compromisso — princípios que também integram a missão educativa salesiana”.
Para o Salesiano, o legado de
Oscar “permanecerá ecoando como exemplo de superação e grandeza humana”.
O Governo do Estado do Rio
Grande do Norte manifesta seu profundo pesar pelo falecimento de Oscar Daniel
Bezerra Schmidt, o “Mão Santa”, ocorrido nesta sexta-feira (17), aos 68 anos,
em São Paulo, destacando que ele foi o maior pontuador da história do basquete,
com 49.973 pontos, “deixando uma marca indelével no esporte nacional e
internacional, sendo reconhecido pela Fiba como um dos ‘50 Maiores Jogadores de
Basquete’ em 1991 e incluído no Hall da Fama da entidade em 2010”.
Também relata a sua atuação
pela Seleção Brasileira: conquistou o título do Pan-Americano de 1987 e três
Campeonatos Sul-Americanos de Basquete, em 1977, 1983 e 1985. Foi também o
maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo de Basquete.
Já o Município de Natal
manifesta que Oscar Schmidt, o eterno “Mão Santa”, foi o “maior expoente do
basquete brasileiro e um dos maiores atletas da história mundial”.
Segundo a nota do Município,
Oscar teve “uma carreira marcada por sua garra e arremessos precisos, que
inspiraram gerações. Oscar também se destacou pela determinação, como o maior
pontuador de todos os tempos. Fora das quadras, sua vida também foi exemplo de
coragem e resiliência”.
Tribuna do Norte







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