sábado, 2 de maio de 2026

Hugo Motta convoca sessões para deliberar PEC da escala 6x1 ainda em maio

Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), convocou sessões deliberativas do Plenário de segunda, 4, sexta-feira, 8, com objetivo de acelerar a contagem do prazo para a apresentação de emendas na comissão especial que analisa a PEC da escala 6x1.

O deputado destacou que pretende entregar a aprovação do texto ainda em maio, em mensagem sobre o Dia do Trabalho publicada no Instagram.

"Neste 1º de maio eu quero reafirmar o compromisso da Câmara dos Deputados com os seus direitos. Sei que muitos aguardam a resposta sobre a PEC da escala 6 por 1 e o meu compromisso é claro, não ficaremos só no discurso. Já instalamos a Comissão Especial para um debate profundo e rápido. Nossa meta é entregar a aprovação do texto ainda no mês de maio, sempre com o equilíbrio que o Brasil precisa", disse.

Estadão Conteúdo

Energia solar supera R$ 300 bilhões em investimentos no Brasil

Foto: Alex Régis

Os investimentos acumulados em energia solar no Brasil ultrapassaram a marca de R$ 300 bilhões, considerando tanto grandes usinas quanto sistemas de geração própria. Os dados são da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

Apesar do avanço histórico, o setor enfrenta um cenário recente de desaceleração, com queda no ritmo de novos projetos ao longo do último ano.

Entre os principais fatores para a desaceleração estão cortes na geração de usinas renováveis que produzem energia excedente, sem compensação financeira aos empreendedores, e dificuldades de conexão para pequenos sistemas, relacionadas à capacidade das redes elétricas.

Principais números do setor:

Investimentos acumulados: mais de R$ 300 bilhões;

Empregos gerados: mais de 2 milhões na última década;

Capacidade instalada: 68,6 gigawatts (GW) em operação;

Arrecadação pública: R$ 95,9 bilhões;

Participação na matriz elétrica: 25,3% (segunda maior fonte do país).

O crescimento ocorre mesmo diante de uma retração significativa em 2025. Segundo o levantamento, a potência adicionada à matriz energética caiu 25,6%, passando de 15,6 GW em 2024 para 11,6 GW no ano seguinte.

A presença da energia solar se espalha por todo o território nacional, com usinas de grande porte em diversas regiões e sistemas de geração distribuída instalados em mais de 5 mil municípios.

Ranking por estados:

Geração centralizada (grandes usinas solares):

Minas Gerais: 8,6 GW;

Bahia: 2,9 GW;

Piauí: 2,4 GW.

Geração distribuída (pequenas usinas e telhados):

São Paulo: 6,5 GW;

Minas Gerais: 5,8 GW;

Paraná: 4,2 GW.

Na avaliação da Absolar, os entraves recentes limitaram o potencial de crescimento do setor, resultando em fechamento de empresas, cancelamento de investimentos e redução de empregos. Segundo a presidente eleita do conselho da entidade para o período 2026–2030, Barbara Rubim, a prioridade será promover uma expansão sustentável da fonte solar, com foco em melhorias regulatórias, fortalecimento do mercado livre de energia e incentivo a tecnologias complementares, como armazenamento e hidrogênio verde.

Entre os principais pontos defendidos pela entidade, estão a regulamentação do armazenamento de energia elétrica junto ao Regime Especial de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi). Conforme a associação, as medidas podem ser feitas de forma infralegal, por meio de decretos presidenciais ou portarias de ministérios, sem a necessidade de aprovação de projetos de lei ou de medidas provisórias no Congresso.

A entidade também defende alterações para estimular projetos de armazenamento de energia solar no regime especial a setores da economia incluídos na reforma tributária.

Fundada em 2013, a Absolar reúne empresas e instituições de toda a cadeia da energia fotovoltaica e atua na articulação do setor em prol da transição energética no Brasil.

Agência Brasil

Fim de semana começa com alerta de chuvas de até 100 mm para cidades do RN, aponta Inmet

Foto: Magnus Nascimento/TN

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) publicou dois alertas de chuvas intensas válidos para este sábado (2) em todo o Rio Grande do Norte, com níveis de severidade diferentes até às 23h59. O aviso de “perigo potencial” abrange todos os municípios do estado, enquanto o alerta de “perigo” inclui 112 cidades, com previsão de volumes mais elevados e ventos mais intensos.

De acordo com o órgão, o alerta de menor gravidade prevê chuvas entre 20 e 30 mm por hora ou até 50 mm por dia, acompanhadas de ventos de 40 a 60 km/h. Nesse cenário, há baixo risco de ocorrências como corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

Já o aviso de nível “perigo” indica condições mais severas, com chuvas entre 30 e 60 mm/h ou acumulados de até 100 mm/dia, além de ventos que podem variar entre 60 e 100 km/h. Nesse caso, o risco de transtornos é maior, incluindo interrupções no fornecimento de energia, quedas de árvores e alagamentos em áreas urbanas.

Entre os municípios incluídos no alerta mais grave estão Natal, Parnamirim, São Gonçalo do Amarante, Ceará-Mirim, Mossoró, Macaíba e Nísia Floresta, além de cidades das regiões Oeste, Central e Agreste do estado.

Foto: Divulgação/Inmet

O Instituto Nacional de Meteorologia orienta que, em caso de rajadas de vento, a população evite se abrigar sob árvores, não estacione veículos próximos a estruturas metálicas e reduza o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada. Em situações mais críticas, a recomendação é desligar o quadro geral de energia.

Em caso de emergência, a população pode acionar a Defesa Civil pelo telefone 199 e o Corpo de Bombeiros pelo número 193.

Confira a lista completa das 112 cidades do RN em alerta de "perigo":

Açu
Afonso Bezerra
Alto do Rodrigues
Angicos
Apodi
Areia Branca
Arês
Augusto Severo
Baía Formosa
Baraúna
Barcelona
Bento Fernandes
Bodó
Bom Jesus
Brejinho
Caiçara do Norte
Caiçara do Rio do Vento
Campo Redondo
Canguaretama
Caraúbas
Carnaubais
Ceará-Mirim
Cerro Corá
Coronel Ezequiel
Currais Novos
Espírito Santo
Extremoz
Felipe Guerra
Fernando Pedroza
Florânia
Galinhos
Goianinha
Governador Dix-Sept Rosado
Grossos
Guamaré
Ielmo Marinho
Ipanguaçu
Itajá
Jaçanã
Jandaíra
Januário Cicco
Japi
Jardim de Angicos
João Câmara
Jucurutu
Jundiá
Lagoa d'Anta
Lagoa de Pedras
Lagoa de Velhos
Lagoa Nova
Lagoa Salgada
Lajes
Lajes Pintadas
Macaíba
Macau
Maxaranguape
Montanhas
Monte Alegre
Monte das Gameleiras
Mossoró
Natal
Nísia Floresta
Nova Cruz
Paraú
Parazinho
Parnamirim
Passa e Fica
Passagem
Pedra Grande
Pedra Preta
Pedro Avelino
Pedro Velho
Pendências
Poço Branco
Porto do Mangue
Pureza
Riachuelo
Rio do Fogo
Ruy Barbosa
Santa Cruz
Santa Maria
Santana do Matos
Santo Antônio
São Bento do Norte
São Bento do Trairí
São Gonçalo do Amarante
São José de Mipibu
São José do Campestre
São Miguel do Gostoso
São Paulo do Potengi
São Pedro
São Rafael
São Tomé
São Vicente
Senador Elói de Souza
Senador Georgino Avelino
Serra Caiada
Serra de São Bento
Serra do Mel
Serrinha
Sítio Novo
Taipu
Tangará
Tenente Laurentino Cruz
Tibau
Tibau do Sul
Touros
Triunfo Potiguar
Upanema
Várzea
Vera Cruz
Vila Flor

Tribuna do Norte

sexta-feira, 1 de maio de 2026

Petrobras aumenta preço do querosene de aviação em 18% válido a partir desta sexta-feira

Foto: Rovena Rosa/ Agência Brasil

A Petrobras anunciou um aumento de 18% no preço médio de venda do querosene de aviação (QAV) para distribuidoras, com vigência a partir desta sexta-feira (1º). O reajuste representa acréscimo de aproximadamente R$ 1 por litro em relação ao valor praticado no mês anterior.

Segundo a companhia, a alta ocorre em um cenário considerado excepcional, influenciado por fatores geopolíticos que têm pressionado o mercado internacional de petróleo nas últimas semanas. A elevação nos preços internacionais está associada a tensões no Oriente Médio, que afetaram a oferta global de petróleo e gás.

Como forma de reduzir os impactos no setor aéreo, a Petrobras informou que continuará oferecendo às distribuidoras a possibilidade de parcelamento de parte do reajuste em até seis vezes. Nesse modelo, a primeira parcela deverá ser paga a partir de julho de 2026.

O querosene de aviação é um dos principais insumos das companhias aéreas. Os reajustes do QAV são realizados mensalmente, conforme previsto nos contratos firmados pela empresa com as distribuidoras, e acompanham as variações do mercado internacional de petróleo.

Tribuna do Norte

Samanda vai às ruas no 1º de Maio, defende fim da escala 6x1 e cobra Congresso do lado dos trabalhadores

A presidente do PT-RN e vereadora Samanda Alves, pré-candidata ao Senado, participou nesta sexta-feira (1º) do Ato Unificado do Dia do Trabalhador/a, em Natal, reforçando a defesa do fim da escala 6x1 e de melhores condições de vida para a classe trabalhadora.

A mobilização reuniu lideranças políticas, sindicais e movimentos sociais, com pautas como valorização do trabalho, aumento de renda e garantia de direitos. Também participaram a governadora Fátima Bezerra, o pré-candidato ao Governo do Estado Cadu Xavier, além de parlamentares do PT.

Durante o ato, Samanda destacou o impacto da jornada exaustiva na vida das famílias e cobrou mudanças concretas: “Trabalhar seis dias para descansar um não é vida. A escala 6x1 adoece, afasta da família e rouba o tempo de viver. O Brasil precisa enfrentar isso de frente”, afirmou.

A vereadora também ressaltou a importância da mobilização popular e do diálogo direto com trabalhadores de diferentes categorias: “É por quem está na farmácia, no restaurante, no comércio, trabalhando hoje, que a gente está nas ruas. Nenhum direito veio fácil, todos foram conquistados com luta”, disse.

Samanda ainda defendeu que o debate avance no Congresso Nacional: “O país precisa de um Congresso que esteja do lado de quem trabalha, e não da manutenção de privilégios”, completou.

Pedro Filho reúne apoiadores e lideranças em Natal e intensifica pré-campanha para deputado federal

O pré-candidato a deputado federal Pedro Filho realizou, nesta sexta-feira (1º), uma reunião estratégica com apoiadores e lideranças políticas em Natal, dando mais um passo no fortalecimento de sua pré-campanha no Rio Grande do Norte. O ato contou com a presença da vereadora de Natal e pré-candidata a deputada estadual Camila Araújo. 

O encontro, realizado na sede do PL na capital potiguar, reuniu representantes de diferentes regiões da cidade, além de lideranças de diferentes segmentos da sociedade, fortalecendo a articulação política e o alinhamento do grupo para os próximos meses. 

Durante a reunião, Pedro Filho discutiu estratégias, avaliou o cenário político e alinhou ações que deverão nortear a pré-campanha, com foco na ampliação da base de apoios e na intensificação das agendas nos municípios potiguares.

No encontro, Pedro Filho destacou o momento de crescimento da pré-candidatura e a importância da organização do grupo. “Estamos vivendo uma fase de consolidação. Nosso projeto cresce com diálogo, com presença nos municípios e com o apoio de lideranças que acreditam em uma nova forma de representar o Rio Grande do Norte. Agora é intensificar o trabalho e ampliar ainda mais nossa base”, afirmou.

A agenda também marcou a definição de novos atos políticos e mobilizações que serão realizados ao longo dos próximos meses, consolidando o planejamento da pré-candidatura e fortalecendo a presença do grupo em diferentes regiões do estado.

O que acontece com Bolsonaro após a derrubada do veto de Lula ao PL da Dosimetria

Foto: Antonio Augusto/STF

A derrubada do veto do presidente Lula ao projeto que reduz as penas aplicadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 não beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) imediatamente, nem torna ele elegível. A votação do Congresso nesta quinta-feira, 30, reabrirá a discussão sobre o cálculo da pena do ex-presidente, considerando as novas premissas do PL da Dosimetria.

Após o veto ser derrubado na Câmara, por 318 a 144, e no Senado, por 49 a 24, o texto segue para promulgação do presidente Lula. Caso a lei não seja promulgada dentro de quarenta e oito horas, ficará a cargo do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), fazê-lo. Se este não fizer, ficará sob responsabilidade do vice-presidente do Senado.

Após a publicação da lei, que tem vigência imediata, a defesa do presidente pode entrar com um pedido para que haja um novo cálculo, que será analisado pelo juiz de execução penal e depende de alguns fatores.

O coordenador da ESPM-SP, Marcelo Crespo, avalia que o principal fator diz respeito à interpretação dos crimes. "Bolsonaro foi condenado em mais de um crime. E basicamente, o que esse veto faz é dizer que a interpretação é assim: em vez dele responder por dois crimes, ele reponde por um só, com uma pena aumentada", explicou.

O ex-presidente foi condenado por 27 anos e 3 meses de prisão pelos crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, deterioração de patrimônio tombado e dano qualificado contra o patrimônio da União.

Pela regra atual do STF, os crimes de golpe de Estado e abolição violenta são somados, elevando a condenação final. O PL determina que quando praticados no mesmo contexto, eles passam a ser tratados como um único bloco, com aplicação da pena mais grave acrescida de um aumento proporcional, e não mais a soma integral das condenações.

A derrubada do veto abre caminho para que a defesa de Bolsonaro peça a readequação da pena. Pelas projeções, a condenação de 27 anos e 3 meses poderia ser recalculada para cerca de 20 anos. Atualmente, o ex-presidente está em prisão domiciliar por problemas de saúde.

Com a derrubada do veto, Bolsonaro poderia ter a pena reduzida para 20 anos. "O tempo mínimo para progressão, antes estimado em aproximadamente 6 anos e 10 meses, poderia cair para cerca de 3 anos e 4 meses, chegando próximo de 2 anos e 4 meses apenas se considerados benefícios como remição por trabalho ou estudo", explica Crespo. A alteração, porém, não opera automaticamente e dependerá de decisão do STF.

Como mostrou o Estadão, o texto também tem potencial para antecipar a soltura de parte dos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, entre eles Débora Rodrigues dos Santos, a Débora do Batom, que escreveu "Perdeu, mané" na estátua A Justiça no dia da invasão e deixaria prisão domiciliar imediatamente.

"A derrubada do veto ao PL da Dosimetria não absolve Bolsonaro, não apaga a condenação e não restaura seus direitos políticos", destaca Crespo.

"O que ela faz é deslocar a disputa para uma nova arena: a execução e revisão da pena no STF. A defesa ganha um argumento poderoso, baseado na retroatividade da lei penal mais benéfica; o governo e seus aliados ganham um argumento institucional, baseado na possível inconstitucionalidade material e formal da medida", acrescenta.

Como resultado, o PL da Dosimetria deve reduzir a pena, mas não necessariamente a conceder liberdade imediata ao ex-presidente, nem a elegibilidade dele ainda este ano.

Estadão Conteúdo

Base do governo vai recorrer ao STF após derrubada do veto ao PL da Dosimetria

Foto: Kayo Magalhaes/Câmara dos Deputados

Após o Congresso Nacional derrubar o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao PL da dosimetria nesta quinta-feira, 30, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Pedro Uczai (SC), afirmou que a base do governo vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Caso isso ocorra, os ministros decidirão se a norma está de acordo com a Constituição Federal ou se a lei pode ser anulada.

"Não tenho dúvida de que até amanhã (sexta-feira) gente anuncia a judicialização", afirmou o líder do PT à imprensa após a votação.

No Senado, os parlamentares derrubaram, por 49 a 24, veto presidencial ao projeto que reduz as penas aplicadas pelo STF aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 e que beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Na Câmara, os deputados haviam votado pela queda do veto, com placar de 318 a 144, com 5 abstenções.

O projeto foi vetado totalmente por Lula em 8 de janeiro deste ano, durante solenidade no Palácio do Planalto em memória dos três anos dos atos antidemocráticos. Aprovado nas duas Casas, o texto pode encurtar o tempo de Bolsonaro na prisão em regime fechado.

A derrubada do veto poderia revogar dispositivos mais rígidos da Lei Antifacção, aprovada em fevereiro, sobre progressão de regime para todos os crimes, inclusive os hediondos, beneficiando condenados por esses atos.

Para impedir que isso ocorresse, o presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP) declarou prejudicados incisos do artigo 112 da Lei de Execuções Penais (LEP), conforme antecipado pelo Estadão. Com a manobra, ele retirou o efeito de alguns trechos específicos do projeto da dosimetria que tratavam da progressão de regime.

Com a derrubada do veto, esses pontos poderiam se contradizer com regras criadas pela Lei Antifacção e já aprovadas pelo Congresso, beneficiando principalmente líderes de facções criminosas e outros criminosos.

Para que um projeto não anulasse partes do outro, Alcolumbre "cortou" esses dispositivos antes da votação final, ajustando o texto para que as duas leis coexistissem sem contradição.

"Eles impuseram uma manobra regimental para retirar partes do texto e se livrar das críticas que eles estavam sofrendo na sociedade brasileira", criticou o petista.

Na avaliação de governistas, somente o fato de um veto integral de Lula ter sido fatiado pelo Parlamento já é um argumento para questionamentos na Justiça. Pedro Uczai criticou o que chamou de "acordão" entre a oposição e o centrão.

"O governo podia ter percebido esses movimentos e ter denunciado esse grande acordão para toda a sociedade brasileira perceber que duas organizações criminosas se juntaram no interesse de destruir a democracia e de manter sem investigação o crime produzido do escândalo do Banco Master", concluiu.

Estadão Conteúdo

Bolsonaro deixa prisão domiciliar e é internado para cirurgia no ombro autorizada pelo STF

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado na manhã desta sexta-feira (1º) no hospital DF Star, em Brasília, para a realização de uma cirurgia no ombro direito. O procedimento foi autorizado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após solicitação da defesa.

Segundo a equipe médica, Bolsonaro passou por exames pré-operatórios antes da cirurgia, que deve durar cerca de três horas. O procedimento será realizado no manguito rotador, além de tratar lesões associadas decorrentes de uma queda sofrida pelo ex-presidente em janeiro, quando ele estava na sede da Polícia Federal na capital federal.

O ex-presidente deixou o condomínio onde cumpre prisão domiciliar nas primeiras horas da manhã e foi encaminhado ao hospital sob escolta policial. A operação contou com apoio da Polícia Militar do Distrito Federal e de setores de inteligência da corporação.

A internação ocorre no contexto do cumprimento de pena em regime domiciliar, determinado pelo STF no fim de março por um período inicial de 90 dias. A decisão levou em consideração o quadro de saúde do ex-presidente, que recentemente enfrentou um episódio de broncopneumonia bilateral.

Com informações da CNN Brasil

Operação no RN investiga golpes virtuais com prejuízo de R$ 46 mil e cumpre mandados

Foto: Divulgação/PC

A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, nesta quinta-feira (30), a “Operação Farewell”, com foco no combate a crimes de estelionato praticados por meio de fraudes eletrônicas com atuação interestadual. A ação contou com o apoio das polícias civis do Rio de Janeiro e do Rio Grande do Sul e resultou no cumprimento de mandados judiciais em cidades fora do estado.

De acordo com a PCRN, as apurações identificaram pelo menos dois esquemas distintos de fraude. No primeiro caso, a vítima foi induzida, por meio de aplicativo de mensagens, a realizar transferências bancárias que somaram cerca de R$ 46 mil. A identificação do suspeito ocorreu a partir do cruzamento de dados financeiros, cadastrais e provas digitais.

Em outra frente investigativa, os policiais identificaram um esquema baseado em engenharia social, no qual a vítima foi levada a efetuar transações sob o falso argumento de renegociação contratual. A investigação utilizou rastreamento de IP, análise de comunicações, dados bancários e reconhecimento facial para identificar o principal envolvido, além de apontar a possível participação de outros integrantes.

Ao todo, foram cumpridos seis mandados judiciais, sendo um de prisão e cinco de busca e apreensão domiciliar. As ordens foram executadas nas cidades de Mostardas e Osório, no Rio Grande do Sul, e em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Também foi determinado o bloqueio de valores e ativos financeiros vinculados aos investigados, além da apreensão de dispositivos eletrônicos e documentos relacionados às fraudes.

Segundo a Polícia Civil, as investigações continuam com a análise do material apreendido, com o objetivo de identificar novos suspeitos e aprofundar a responsabilização criminal dos envolvidos. A corporação orienta que a população redobre a atenção com abordagens suspeitas em aplicativos de mensagens e reforça que denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo Disque Denúncia 181.

Tribuna do Norte