segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Abono salarial começa a ser pago nesta segunda

Divulgação/Caixa

Os trabalhadores nascidos em janeiro que ganharam até R$ 2.766 com carteira assinada em 2024 recebem nesta segunda-feira (16) o abono salarial . Neste primeiro lote, serão liberados R$ 2,5 bilhões para cerca de 2 milhões de beneficiários.

O valor do benefício varia de R$ 136 a R$ 1.621, conforme a quantidade de meses trabalhados em 2024. O calendário segue de forma escalonada ao longo de 2026, de acordo com o mês de nascimento.

Quem recebe neste lote

Do total de contemplados em fevereiro:

•     1,8 milhão são trabalhadores da iniciativa privada, inscritos no Programa de Integração Social (PIS), com pagamento feito pela Caixa Econômica Federal, somando R$ 2,29 bilhões;

•     217,2 mil são servidores públicos, inscritos no Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), pagos pelo Banco do Brasil, no total de R$ 301,9 milhões.

Quem tem direito ao Abono Salarial

Tem direito ao benefício o trabalhador que:

•     está inscrito no Pis/Pasep há pelo menos cinco anos;

•     trabalhou com carteira assinada por no mínimo 30 dias em 2024;

•     recebeu remuneração média mensal de até R$ 2.766 no ano-base;

•     teve os dados corretamente informados pelo empregador no e-Social.

Instituído pela Lei nº 7.998/90, o abono salarial pode chegar até a um salário mínimo, proporcional ao período trabalhado. Os recursos vêm do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), com a habilitação feita pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

Como o pagamento é feito

Para trabalhadores da iniciativa privada (PIS)

•     a Caixa Econômica Federal realiza o pagamento prioritariamente por:

•     crédito em conta corrente ou poupança da Caixa;

•     depósito em Poupança Social Digital, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.

Quem não possui conta pode sacar:

•      com Cartão Social e senha em lotéricas, caixas eletrônicos e correspondentes CAIXA Aqui;

•      nas agências, com documento oficial com foto;

•      sem cartão, por meio de biometria cadastrada.

Para servidores públicos (Pasep)

O Banco do Brasil faz o pagamento por:

•      crédito em conta bancária;

•      transferência via TED ou Pix;

•      saque presencial nas agências, para quem não é correntista e não possui chave Pix.

Como consultar

Os trabalhadores podem verificar informações sobre valor, data e habilitação pelos seguintes canais:

•      aplicativo Carteira de Trabalho Digital;

•      portal Gov.br;

•      telefone 158 (Ministério do Trabalho);

•      aplicativos Caixa Tem e Benefícios Sociais Caixa;

•      atendimento Caixa ao Cidadão: 0800-726-0207.

A expectativa é que, em 2026, cerca de 22,2 milhões de trabalhadores recebam o abono salarial.

Agência Brasil

Sessenta cidades do RN estão sob aviso de chuvas nesta segunda-feira; veja lista

Segundo a Emparn, houve uma circulação do ar com efeito ciclônico na atmosfera na semana passada. Dependendo da concentração e da umidade, pode provocar muita chuva | Foto: Arquivo TN

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um novo alerta de chuvas intensas para o Rio Grande do Norte, válido durante toda esta segunda-feira (16). O aviso é de legenda amarela, que significa “perigo potencial”, o menor na escala de severidade das publicações do instituto, e a área abrange 60 cidades, concentradas nas regiões Oeste e Central do Estado [veja lista no fim da matéria].

A previsão é de chuvas entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, além de ventos intensos entre 40 e 60 km/h. O risco de corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e de descargas elétricas é baixo, segundo o instituto.

A orientação do Inmet é evitar usar aparelhos eletrônicos ligados à tomada e, em caso de rajadas de vento, não se abrigar debaixo de árvores, pois há leve risco de queda e descargas elétricas, e não estacionar veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda.

Mais informações podem ser consultadas junto à Defesa Civil (telefone 199) e ao Corpo de Bombeiros (telefone 193).

Veja lista de cidades sob aviso no RN:

Mapa

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Foto: Reprodução/Inmet

Água Nova
Alexandria
Almino Afonso
Antônio Martins
Apodi
Augusto Severo
Baraúna
Caicó
Caraúbas
Coronel João Pessoa
Cruzeta
Doutor Severiano
Encanto
Felipe Guerra
Florânia
Francisco Dantas
Frutuoso Gomes
Governador Dix-Sept Rosado
Ipueira
Itaú
Janduís
Jardim de Piranhas
João Dias
José da Penha
Jucurutu
Lucrécia
Luís Gomes
Major Sales
Marcelino Vieira
Martins
Messias Targino
Mossoró
Olho d’Água do Borges
Paraná
Paraú
Patu
Pau dos Ferros
Pilões
Portalegre
Rafael Fernandes
Rafael Godeiro
Riacho da Cruz
Riacho de Santana
Rodolfo Fernandes
São Fernando
São Francisco do Oeste
São João do Sabugi
São Miguel
Serra Negra do Norte
Serrinha dos Pintos
Severiano Melo
Taboleiro Grande
Tenente Ananias
Tibau
Timbaúba dos Batistas
Triunfo Potiguar
Umarizal
Upanema
Venha-Ver
Viçosa

Tribuna do Norte

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Avenida da Alegria reúne 120 mil pessoas no primeiro dia de Carnaval na Redinha

Foto; Divulgação/Secom

A abertura oficial do Carnaval de Natal no Polo Avenida da Alegria, na Redinha, reuniu cerca de 120 mil pessoas na tarde deste sábado (14), na zona Norte da capital. A programação contou com shows da Banda Grafith, Banda Mel e Capilé. Assim como nos demais polos do Carnaval de Natal, a Prefeitura disponibilizou postos de atendimento médico e reforço na segurança para atender o público. A operação envolve equipes da área de saúde, segurança e apoio logístico.

Para o prefeito Paulinho Freire, a Avenida da Alegria já se consolidou como um dos espaços mais representativos do Carnaval de Natal. “Abrir a programação aqui na Zona Norte tem um valor simbólico muito grande, porque aproxima a festa das pessoas, movimenta o comércio local e garante que o carnaval seja vivido por toda a cidade. A Avenida da Alegria é um polo que nasceu forte e vai continuar crescendo a cada ano”, afirmou.

Para facilitar o deslocamento até os polos oficiais, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (STTU) implementou o Transporte Folião gratuito, com reforço da frota, criação de linhas especiais e ajustes operacionais. Os mapas com itinerários, pontos de embarque e desembarque e áreas de restrição para veículos por aplicativo estão disponíveis nos canais oficiais da Prefeitura e da STTU.

A programação no Polo Avenida da Alegria continua neste domingo (15), com concentração a partir das 14h e apresentações de Raí Saia Rodada, Capilé e Ricardo Chaves.

Tribuna do Norte

Carnaval 2026: Rio terá desfile de 56 blocos neste domingo; confira

 

Frederico Vreuls/Divulgação

Neste domingo (15) de carnaval, o Rio de Janeiro terá 56 blocos oficiais espalhados por todas as regiões da cidade. Entre eles, o Cordão do Boitatá, Simpatia é Quase Amor e Bangalafumenga. A cidade espera receber 6,8 milhões de foliões apenas nos blocos de rua. São 462 blocos autorizados a desfilar no carnaval pela Empresa Municipal de Turismo do Rio (Riotur).  

Veja a programação completa dos blocos para hoje (15) 

7h - Bloco Areia - Av. Delfim Moreira, 1034 - Leblon

9h – Bloco Bangalafumenga - Av. Infante Dom Henrique, 75 – Glória

9h – Bloco - É tudo ou nada - Rua do Lavradio, 75 -

10h - Cordão do Boitatá - Largo do Paço (Praça XV) - Centro

14h – Simpatia é Quase Amor - Rua Teixeira de Melo, 37 - Ipanema - G.R.B.C. Vermelho&Branco da Z-10 

9h - G.R.B.C. Vermelho&Branco DA Z-10 

Endereço: R. Alexandre Rosa, 1 – Cacuia

13h - Bloco Loco Toca Raulll- Praça Tiradentes, Centro

13h - Agytoê - Endereço: Praça Cardeal Câmara, 71 - Centro

12h - Empolga às 9 - Endereço: Praça Almirante Júlio de Noronha, 86 - Leme

13h - Bloco 442 - Endereço: Largo São Francisco da Prainha, 5 - Saúde

9h - Bloco da Pra Iaiá - Endereço: Praça Almirante Júlio de Noronha, 86 - Leme

12h - Marcha Nerd - Endereço: Largo São Francisco de Paula, s/n – Centro

9h - É Tudo ou Nada - Endereço: R. do Lavradio, 75 - Centro

14h - Afoxé Filhos de Gandhi do Rio de Janeiro 

Rua do Livramento, 12 – Gamboa

9h - Bloco Buda da Burra - Endereço: Av. Lúcio Costa, 3646 - Barra da Tijuca

7h – Bloco Laranjada Samba Clube 

Endereço: R. Gen. Glicério, 224 - Laranjeiras

7h - Charanga Talismã Hora - Endereço: Av. Meriti, 18 - Vila Kosmos

11h - Grêmio Recreativo Bloco Carnavalesco Arrastão da Barra de Guaratiba - Endereço: Estr. da Vendinha, 871 - Barra de Guaratiba

8h - Divinas Tretas - Endereço: Praia do Flamengo, 340

16h - Lama o bloco - Endereço: R. da Floresta, 905 – Sepetiba

10h - Bloco Cultural Ai que Vergonha - Endereço: Av. Pref. Mendes de Morais, 808 – São Conrado

15h - G.R.B.C. Badalo de Santa Teresa - Endereço: R. Monte Alegre - Santa Teresa

17h - MSS Mangueirão - Endereço: Rua Auristela, 471a - Santa Cruz

16h - Bloco Carnavalesco Perereca do Grajaú - Praça Edmundo Rêgo (próximo ao nº 12) – Grajaú

16h -Bloco Carnavalesco Bambas do Curuzu 

Endereço: R. Curuzu – São Cristóvão

16h - Grêmio Recreativo Bloco Carnavalesco Piranhas da Senador Nabuco de Vila Isabel - Endereço: Blvd. 28 de Setembro, 223 – Vila Isabel

17h – Bloco Balanço do Pinto - Endereço: Rua Pinto de Figueiredo, 26 – Tijuca

8h – Bloco Que Merda é Essa? - Endereço: Rua Garcia d'Avila, 173 – Ipanema

13h - Banda do Lido Copacabana - Endereço: Av. Atlântica, 2150 - Copacabana

16h - A.R.B.E.C.C. – Bloco Império da Folia - Endereço: Largo do Machado, 311 – Catete

16h - Bloco Bonecas Deslumbradas de Olaria

Endereço: Rua Conselheiro Paulino, 567 – Olaria

7h - Bloco do J - Endereço: Largo São Francisco de Paula, 49 – Centro

13h - Bloco Eu Amo Cerveja - Endereço: Rua da Carioca, 5 - Centro

16h - Bloco Arteiros da Glória - Endereço: R. da Glória, 190 - Glória

11h - Bloco Quer Vingar Vem Pra Cá - 00 Endereço: Praça Barão de Drummond, s/n - Vila Isabel

17h - Bloco Grêmio Recreativo Bloco Carnavalesco Mau Mau de Bangu - Endereço: Rua Minuanos - Bangu

14h - Bloco Carnavalesco Alegria do São Bento

Endereço: Rua São Cristiano, 178 – Bangu

14h - Grêmio Recreativo Bloco Asa Temperada - Endereço: Estrada do Pacuí, 892 - Vargem Grande

12h - Bloco Vou Te Pescar - Endereço: Rua C Dois Conjunto Iapi - Padre Miguel, 138 - Padre Miguel

16h - Clube do Samba Enredo - Endereço: Praça da Bandeira, 43 – Praça da Bandeira

10h - Banda do Bairro de Fátima - Endereço: Av. Nossa Sra. de Fátima, 88 – Centro

11h - Bloco Carnavalesco Suvaco do Gato - Endereço: Rua Srg. Newton Nascimento, 33 – Paciência

17h - Bloco GRBC Virilha da Minhoca - Endereço: Rua Fonseca, 798 - Loja C - Bangu

17h - Bloco G.R. Banda da Conceição - Endereço: Praça Maj. Valo, 87 - Saúde

18h - Bloco Cordão da Tia Juca - Endereço: Praça Saens Pena – Rua Conde de Bonfim – Tijuca

16h - Bloco Tchetchega - Endereço: R. Pernambuco, 179 – Engenho de Dentro

13h - Bloco Carnavalesco Cabrito Mamador - Endereço: Estr. do Dendê, 213 – Tauá

14h - Bloco GRBC Cultural Zimbauê - Endereço: Condomínio Praia da Guanabara – Praia da Guanabara, 1 - Ilha do Governador

18h - Bloco Toma Uma - Endereço: Praia Dr. Aristão, 88 - Paquetá

15h - Banda do Lidinho Copacabana - Endereço: Praça do Lido - Copacabana

8h - Bloco GRBC Piratas de Padre Miguel Endereço: Rua do Irerê, 107 - Bangu

15h - Bloco Coroinha - Rua Barros de Alarcão, 230 – Pedra de Guaratiba

13h - Bloco Vem Que Eu Te Abraço - Endereço: R. C, 193 - Padre Miguel

14h - Bloco Piranha Porra Loka - Endereço: Travessa do Desterro, 7 - Pedra de Guaratiba

7h - Bloco Fregobloco - Endereço: Estrada dos Três Rios, 271 - Freguesia (Jacarepaguá)

15h - Bloco Afro Bati

15h - Bloco Kum - Endereço: Av. Min. Edgard Romero, 114 - Madureira

Agência Brasil

Lucas Pinheiro conquista 1° ouro para o Brasil em Olimpíada de Inverno

REUTERS/Denis Balibouse/Proibida reprodução

A história foi escrita em Bormio, cidade nos Alpes italianos, próxima à divisa com a Suíça. Neste sábado (14), Lucas Pinheiro Braathen conquistou a primeira medalha do Brasil em uma Olimpíada de Inverno. E logo a dourada. O esquiador venceu a prova do slalom gigante nos Jogos de Milão e Cortina.

O slalom gigante consiste em duas descidas em um percurso com mastros fincados na neve, as chamadas "portas", separadas por cerca de 25 metros. O esquiador deve passar entre eles. Vence quem obtiver a menor somatória de tempo.

Nascido em Oslo, capital da Noruega, mas de mãe brasileira, Lucas realizou as descidas em 2min25s, ficando 58 centésimos à frente do suíço Marco Odermatt, que levou a prata. O bronze também foi para um atleta da Suíça, Loic Meillard.

Lucas assumiu a liderança na primeira descida, ao concluir o percurso em 1min13s92. Apesar de fazer apenas o 11º melhor tempo na descida seguinte (1min11s08), a marca foi suficiente para o brasileiro se manter à frente dos suíços Odermatt e Meillard.

Trajetória

Aos 25 anos, Lucas defendeu a Noruega até 2023, quando anunciou que iria parar de competir. Ele disputou a Olimpíada de Inverno de Pequim, na China, em 2022, como atleta nórdico, mas não completou as provas que participou.

Em 2024, voltou atrás na ideia de aposentadoria e procurou o Brasil. No ano seguinte, passou a representar a terra natal de sua mãe, conquistando pódios históricos em etapas de Copa do Mundo de esqui alpino, culminando no ouro inédito em Bormio, neste sábado.

Antes de Lucas, o melhor resultado do Brasil em Olimpíadas de Inverno era de Isabel Clark. Nos Jogos de Turim, também na Itália, há 20 anos, a carioca ficou em nono no snowboard cross.

Outro a competir na prova deste sábado foi Giovanni Ongaro. Também filho de mãe brasileira, mas nascido em Clusone, na Itália, ele somou 2min34s15 nas descidas, ficando na 31ª posição.

Brasil nos Jogos

O ouro deste sábado pode ter sido somente a primeira medalha do Brasil em Milão-Cortina.

Na segunda-feira (16), a partir das 6h (horário de Brasília) será a vez do slalom, prova semelhante à versão "gigante", com a diferença que a distância entre os mastros é menor (cerca de 13 metros).

Além de Lucas e Giovanni, o Brasil será representado pelo carioca Chrisitan Soevik, outro que é filho de pai norueguês e mãe brasileira.

Matéria ampliada às 11h40

Agência Brasil

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Assembleia define a nova composição das comissões permanentes para 2026

Eleição dos presidentes e vice-presidentes está marcada para às 9h, do dia 24 deste mês| Foto: Eduardo Maia

A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) oficializou a nova composição das suas comissões permanentes para a 3ª Sessão Legislativa de 2026. O ato, assinado pelo presidente da Casa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), foi publicado na quinta-feira (11) e define os nomes dos titulares e suplentes que atuarão nos principais grupos de trabalho do legislativo estadual.

O deputado Ezequiel Ferreira sugeriu aos deputados que a partir do dia 24, ocorram as reuniões de instalação e as eleições internas para presidente e vice-presidente das Comissões, na ala deputado Agnelo Alves da Casa.

As instalações das Comissões são necessárias para que todos os projetos passem a tramitar e seguir à deliberação do plenário da Casa.

Segundo Ferreira, as definições dos membros das Comissões saíram na semana passada, conforme lista repassadas pelos líderes de bancadas e em comum acordo com os lideres do governo, deputado estadual Francisco do PT e do PL, maior partido da Casa, deputado Tomba Farias.

Francisco do PT confirmou que, em acordo com os membros da CCJ, a escolha da presidência e vice, deve ocorrer na manhã do dia 24, “dado inclusive o caráter que essa Comissão tem de receber praticamente todos os projetos que tramitam na Casa”.

As Comissões

A Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), considerada a mais importante por analisar a legalidade de todos os projetos, terá como titulares os deputados Francisco do PT, Ubaldo Fernandes, Galeno Torquato (PSDB), (PSDB), Coronel Azevedo (PL), Eudiane Macedo, Vivaldo Costa (PV), Kleber Rodrigues (PP).

Já a Comissão de Finanças e Fiscalização, responsável pelo orçamento do Estado, contará com os deputados Coronel Azevedo, Gustavo Carvalho, Luiz Eduardo, José Dias (PL), Isolda Dantas (PT), Adjuto Dias (MDB) e Neilton Diógenes (PP) na titularidade.

Comissão de Administração, Serviços Públicos, Trabalho e Segurança Pública – deputados Tomba Farias (PL), Cristiane Dantas (SDD), Ivanilson Oliveira, Taveira Júnior (União Brasil) e Divaneide Basílio (PT).

Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, Desenvolvimento socioeconômico, Meio Ambiente e Turismo – deputados Francisco do PT, Isolda Dantas, (PT), Eudiane Macedo, Hermano Morais (PV) e Adjuto Dias (MDB).

Comissão de Defesa do Consumidor, dos Direitos Humanos e da Cidadania – deputados Divaneide Basílio (PT), Nelter Queiroz e Ubaldo Fernandes (PSDB).

Comissão de Saude – deputados Dr. Bernardo, Galeno Torquato (PSDB), Dr. Kerginaldo, Terezinha Maia (PL) e Cristiane Dantas (SDD).
Responsáveis por examinar, discutir e emitir parecer sobre as proposições antes que elas sejam apreciadas em plenário, as comissões exercem papel estratégico no processo legislativo.

É nas comissões que ocorre a análise técnica, jurídica e temática das matérias, o que garante maior aprofundamento dos debates e segurança nas decisões.

Tribuna do Norte

Modal marítimo detém 86,6% do valor exportado pelo RN em 2025

Concentração das exportações pelo modal marítimo reflete a posição geográfica do estado e a predominância das commodities entre os produtos exportados | Foto: Magnus Nascimento

O transporte marítimo segue como protagonista na logística de exportações do Rio Grande do Norte. Em 2025, o modal concentrou 86,6% do valor total exportado pelo Estado, somando US$ 941,1 milhões e movimentando um volume de 2,5 bilhões de quilogramas líquidos. A participação é cerca de sete vezes maior que a registrada pela via aérea, segundo meio mais utilizado no transporte de cargas, que respondeu por US$ 132,7 milhões do valor enviado para o mercado externo. Os dados são do estudo “Balança Comercial: análise de 2016 a 2025”, realizado pelo Sebrae/RN.

De acordo com o levantamento, o Rio Grande do Norte exportou US$ 1,086 bilhão em 2025. Além da via marítima e aérea, também responderam pelo volume de exportações o modal rodoviário (US$ 5,8 milhões), em mãos (US$ 4,8 milhões) e Lacustre (US$ 1,7 milhão), com percentuais de participação abaixo de 1%. Outros US$ 44,8 mil foram exportados por via não declarada, sendo puxado pelo tecido de algodão.

O professor Carlos Alberto Freire Medeiros, do Departamento de Ciências Administrativas da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (Depad/UFRN), explica que a concentração das exportações pelo modal marítimo é um reflexo da posição geográfica do Estado separada dos mercados mundiais e pela predominância das commodities entre os produtos exportados. Para ele, essa dependência não é um problema, mas eleva riscos sistêmicos.

Homem sentado a mesa com computador

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Professor Carlos Alberto (UFRN) | Foto: Cedida

“Quando quase tudo passa por um único modal, qualquer disrupção afeta receita, fluxo de caixa e planejamento: mudança de rota de armadores, janelas de atracação, indisponibilidade de navio, custos portuários, filas, inspeções e até eventos climáticos”, aponta o professor.

A gerente da unidade de Gestão Estratégica do Sebrae-RN, Alinne Dantas, que coordenou a elaboração do estudo, traz uma perspectiva semelhante. Segundo ela, o transporte marítimo, além de ser a opção de menor custo, é a alternativa mais apropriada para o perfil das mercadorias exportadas pelo RN. Ela defende, nesse sentido, estratégias voltadas à ampliação, capacidade, previsibilidade e alternativas ao modal, mas sem focar em sua substituição.

“O comércio internacional de combustíveis, minérios, produtos agrícolas e demais cargas massificadas se estrutura, no mundo todo, sobre rotas marítimas e infraestrutura portuária justamente porque o peso, o volume e as condições de acondicionamento tornam o navio o meio mais eficiente para esse tipo de fluxo”, explica Alinne.

O diretor-presidente da Companhia Docas do Rio Grande do Norte (Codern), Paulo Henrique Macedo, também avalia o destaque do modal marítimo como positivo para a logística das exportações locais. Isso porque o cenário reforça a importância estratégica do Porto de Natal para o desenvolvimento do Estado. O reflexo disso são os recentes investimentos para o equipamento, incluindo a dragagem do canal de acesso e as defensas da Ponte Newton Navarro.

Para o setor de fruticultura, que puxa parte significativa das exportações do Estado, a maior participação do modal marítimo é positiva. É o que avalia o presidente do Comitê Executivo de Fruticultura do Estado (Coex/RN), Fabio Queiroga. Segundo ele, o modal é o mais adequado para o transporte da maior parte das frutas exportadas do território potiguar para o mercado externo.

Entre os principais países que absorveram frutas do Rio Grande do Norte em 2025, conforme o levantamento do Sebrae, estão Canadá, Portugal, Reino Unido, Holanda e Espanha. Nos Países Baixos (Holanda), por exemplo, o melão foi o principal item exportado, movimentando US$ 147,2 milhões ao longo do ano.

Crescimento das exportações via Natal

O estudo do Sebrae/RN destaca, além dos principais meios para envio de mercadorias para o exterior, o crescimento dos pontos de despacho. A Inspetoria da Receita Federal (IRF) de Natal, por exemplo, apresentou participação de 62,68% em 2025, com 680,9 milhões de kg movimentados no local. O valor representa um crescimento de aproximadamente 76% em relação a 2023, quando a participação foi de 49,49%, com 386,7 milhões de kg movimentados.

O fortalecimento da via Natal, de acordo com o levantamento, foi estimulado por mudanças estratégicas no setor de fruticultura. É o caso da contratação de navios reefer (frigoríficos) por grandes players, como a Agrícola Famosa, que otimizou os custos operacionais em relação ao Porto de Pecém (CE) e favoreceu uma migração de volume para o Porto de Natal.

O presidente do Coex/RN, Fabio Queiroga, avalia que a utilização de navios reefers ampliou as exportações de frutas no Rio Grande do Norte por meio do Porto de Natal. “Como o volume dessa empresa é significativo dentro do produzido pelo Estado, trouxe um grande benefício, devolvendo a esse porto grandes volumes que foram movimentados antes da saída da companhia CMA, que já foi a principal responsável pelo transporte de frutas do Estado”, avalia.

Conforme análise de Paulo Henrique Macedo, diretor-presidente da Codern, a parceria da companhia com a Agrícola Famosa tem favorecido a modernização na operação de frutas por pallets e contêineres. “As grandes mudanças foram feitas nesse modelo de operação e também se deve a eficiência dos trabalhadores. As frutas têm chegado com excelência e qualidade ao destino Europeu. Terminaremos este ano ultrapassando o último volume de exportação da empresa anterior”, destaca.

O professor Carlos Alberto Freire Medeiros também enxerga a migração para a utilização de navios tipo reefer como estratégica. De acordo com ele, a mudança pode se tornar uma vantagem estrutural sustentável para o Porto de Natal, mas isso depende de alguns investimentos para atender não apenas o grande embarcador, mas um ecossistema de exportadores locais.

As soluções passam, dentre outros pontos, pela oferta de capacidade adequada e estável de energia e tomadas reefer, processos rápidos e previsíveis de gate/berço e integração eficiente com os órgãos de controle. Somado às necessidades logísticas, o Porto de Natal precisa consolidar um padrão de serviço claro (ex: tempo de operação) e oferecer condições comerciais competitivas em relação a Pecém/Mucuripe.

“Se esses fatores forem atendidos, a migração deixa de ser apenas uma resposta tática à saída da CMA CGM e passa a representar um reposicionamento estrutural do RN na exportação de perecíveis, com custo total competitivo e maior retenção de valor para a indústria do Rio Grande do Norte”, defende.

Números

680,9 mi Foi a quantidade de quilos despachados pela Inspetoria da Receita Federal em Natal em 2025

12,2% Foi o percentual exportado via modal aéreo no RN em 2025 do total das exportações potiguares

Participação do modal aéreo nas exportações

Se por um lado as exportações via transporte marítimo representam o principal modal na logística do estado, por outro, os demais meios desempenham um papel complementar. Fábio Queiroga, do Coex/RN, explica que algumas frutas são mais sensíveis ao tempo de viagem e exigem o transporte aéreo, como o mamão. De acordo com ele, esse tipo de transporte tem um custo logístico maior e o Aeroporto de Natal conta com algumas limitações.

Em 2025, a via aérea respondeu por 12,2% do valor das operações realizadas, sendo o Aeroporto de Natal responsável pelas exportações de US$ 113.106 e 7.028 kg líquidos. Alinne Dantas, do Sebrae/RN, afirma que o modal é concentrado em exportações de poucos itens e de baixo volume financeiro.

Mulher posando para foto em frente a parede azul

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Alinne Dantas, gerente (Sebrae) | Foto: Cedida

“Parte relevante das cargas aéreas de maior valor agregado acaba sendo escoada por hubs logísticos mais estruturados fora do estado, especialmente quando há necessidade de maior conectividade internacional e oferta de voos cargueiros”, esclarece.

Segundo Fábio Queiroga, o volume de frutas que precisam do modal aéreo ainda não é suficiente para justificar linhas dedicadas exclusivamente para essa finalidade. “É melhor transportar para outros estados com grande volume de transporte de cargas aéreas, onde o valor é mais competitivo”, explica.

Em resposta à TRIBUNA DO NORTE, a Zurich Airport Brasil, concessionária do Aeroporto de Natal, observa que tem atuado para criar condições a fim de ampliar a competitividade logística do RN no modal aéreo e na prospecção de pequenos e médios importadores para gerar volumes e atrair rotas cargueiras.

“Atualmente, o principal fator que limita o crescimento de carga internacional no Aeroporto de Natal é a baixa presença de importadores no Estado. Para que uma rota cargueira se sustente, a importação é essencial, uma vez que é ela que cobre a maior parte dos custos operacionais da cia aérea para um voo dedicado”, destaca.

Soluções

Apesar das concentrações de exportações em alguns modais, o professor Carlos Alberto Freire Medeiros defende que a prioridade logística do RN nos próximos anos deve focar na integração de modais e consolidação de estratégias que funcionem no curto prazo. Aliado a isso, ele destaca a importância de preparar a infraestrutura necessária para diversificar a economia e reduzir custos estruturais de exportação no médio prazo.

Já Alinne Dantas acredita ser fundamental continuar elevando o desempenho do Porto de Natal e fortalecer o aeroporto da capital. “Para isso, seriam decisivos um terminal de cargas mais robusto, com integração com transportadoras e companhias aéreas, além de avanços na facilitação de comércio. Em paralelo, políticas de promoção e inclusão exportadora ajudam a ampliar a base de empresas aptas a exportar e a gerar fluxo contínuo de operações, justificando a expansão da oferta logística”, destaca a gerente.

Kayllani Lima Silva/Repórter

Tribuna do Norte

Jornada de trabalho, custos, riscos e efeitos colaterais

Foto : Marcelo Camargo/Agência Brasil

A prioridade dada pelo governo federal à votação, em pleno ano eleitoral, da proposta de mudança na jornada de trabalho coloca no centro do debate uma pauta sensível e legítima, mas também preocupante pelo tanto de demagogia que pode embutir sem uma análise séria e fundamentada sobre suas consequências. O problema não é discutir a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores, mas pautar uma mudança de alto impacto econômico e social, com forte carga eleitoral, ignorando alertas técnicos consistentes sobre seus possíveis efeitos colaterais.

Estudos recentes ajudam a dimensionar o risco. Simulações do Instituto Brasileiro de Economia da FGV indicam que uma redução abrupta da jornada máxima semanal para 36 horas, sem ajuste salarial, pode provocar perdas no PIB que variam entre 3,5 e 6 pontos, mesmo em cenários otimistas de ganho de produtividade. O IBRE alerta que o aumento do custo do trabalho por hora pode levar empresas a reduzir contratações, substituir trabalho formal por informal ou postergar investimentos, afetando negativamente o mercado formal.

O Centro de Liderança Pública projeta a possibilidade de perda superior a 600 mil empregos formais, com impacto negativo de até 0,7 por cento no PIB. Comércio, construção civil e agropecuária aparecem entre os setores mais afetados, justamente por serem intensivos em mão de obra e com menor margem para absorver aumentos abruptos de custos.

Além disso, setores exportadores podem sofrer com a medida. Dados da O Brasil ocupa apenas a 94ª posição em produtividade entre 184 países e territórios analisados pela Organização Internacional do Trabalho. O indicador, calculado pela divisão do PIB pelo total de horas efetivamente trabalhadas, mede quanto cada hora de trabalho gera de riqueza. Mesmo trabalhando, em média, 38,9 horas semanais, o país produz relativamente pouco por hora quando comparado aos integrantes do G7, cuja produtividade é, em alguns casos, mais que o dobro da brasileira. Isso significa que qualquer redução de jornada, sem avanço consistente na eficiência econômica, tende a elevar custos unitários e reduzir competitividade internacional.

Os defensores da redução da jornada argumentam que a mudança pode trazer ganhos de bem-estar, saúde e produtividade. Experiências internacionais indicam redução de absenteísmo, melhora da saúde mental e aumento da produtividade por hora em determinados setores.

Dados da OCDE mostram que países com jornadas médias mais curtas tendem a apresentar maior eficiência, sobretudo quando a transição ocorre de forma gradual e negociada. O apelo social da proposta reflete, portanto, uma demanda real por melhor equilíbrio entre trabalho e vida pessoal.

Mas é preciso considerar que reduzir horas trabalhadas mantendo salários eleva automaticamente o custo do trabalho por hora. Em alguns casos, empresas conseguem absorver esse choque por meio de reorganização interna ou tecnologia. Em muitos outros, especialmente em setores com operação contínua, custos maiores pressionam preços, margens ou empregos.

Shoppings centers, prestadores de serviços, comércio varejista, hotelaria e saúde dependem de jornadas ampliadas, escalas flexíveis e funcionamento em fins de semana. A imposição legal de modelos rígidos, como a lógica da semana 4×3, exigiria a contratação de mais trabalhadores para manter o nível de serviço. Isso significa mais custos. Se o mercado absorver, o consumidor pagará mais. Se não absorver, o desfecho tende a ser fechamento de operações e desemprego.

Entidades como a Fecomercio chamam atenção para outro ponto crucial, a legislação brasileira já permite ampla flexibilidade por meio da negociação coletiva. A jornada média praticada no país é inferior ao teto constitucional, e muitos setores já operam com modelos diferenciados construídos ao longo do tempo. Engessar essas relações por lei pode destruir arranjos que hoje funcionam.

Não se pode negar a importância do debate, mas é preciso reconhecer sua complexidade. Transformar a jornada de trabalho em bandeira eleitoral pode render aplausos no curto prazo, mas decisões tomadas sem calibragem econômica tendem a cobrar seu preço justamente de quem se pretende proteger.

Tribuna do Norte

Consignados ampliam pressão no Governo e expõem tensão fiscal

Secretário de estado da Fazenda, Cadu Xavier, admitiu que não fez repasses dos consignados| Foto: Reprodução

Com as instalações das Comissões Permanentes da Assembleia Legislativa, a partir de 24 de fevereiro, o deputado estadual Luiz Eduardo (PL) disse que a bancada de oposição deve fechar questão na convocação do secretário estadual da Fazenda, Carlos Xavier, para que explique os recorrentes atrasos nos repasses de descontos salariais de servidores, oriundos de empréstimos consignados em folha: “Já há um consenso de que eu serei o presidente da Comissão de Finanças e Fiscalização, e, logo que esteja em trabalho efetivo, colocarei em pauta essa questão da convocação do secretário Cadu para dar explicações sobre os consignados”. O Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do Estado do Rio Grande do Norte (Sinsp-RN) estima dívida em R$ 450 milhões.

O deputado Luiz Eduardo faz coro com o requerimento datado do dia 5 e já encaminhado nesse sentido pelo deputado estadual Gustavo Carvalho (PL) ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB).

Gustavo Carvalho encontra-se viajando, mas informou que depois do Carnaval “anunciará o posicionamento que adotará” em relação a esses atrasos, vez que o parlamentar ainda sugeriu a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o que considera crime de apropriação indébita dos recursos pertencentes ao funcionalismo público.

Durante encontro da governadora com jornalistas, dia 11, Cadu Xavier não expôs, ao falar sobre a situação fiscal do Estado, a questão desse atraso, mas informou que em abril, a folha de pessoal do funcionalismo deve chegar a R$ 700 milhões, “somados os consignados, a R$ 780 milhões”.

Luiz Eduardo já havia levado secretários responsáveis pelas pastas de áreas administrativa e financeira do governo Fátima Bezerra a explicarem essa situação dos empréstimos consignados na Comissão de Administração, Serviços Públicos, Trabalho e Segurança Pública da Casa: “Vou trabalhar para que o Governo seja responsabilizado por esse problema. E individualizar os culpados. Venho atuando desde que o secretário do Governo era Pedro Lopes, antes de Cadu. E de lá para cá já denunciamos por peculato e apropriação indébita esse comportamento do governo.”

No entendimento de Luiz Eduardo, primeiramente, “precisamos atestar que essa questão dos consignados é grave. Muito grave. Trata-se de peculato e apropriação indébita. Não é só uma questão meramente contábil ou administrativa. É caso de Código Penal”.

O parlamentar lembrou que o secretário Cadu Xavier, “ deu entrevista recentemente na TRIBUNA DO NORTE, e praticamente fez uma admissão de culpa de que o dinheiro dos consignados não está sendo repassado. A culpa já está configurada. Vamos avaliar agora o dolo”.

Luiz Eduardo disse, ainda, que não participou, até o momento, de debates internos de CPI – “por isso, não posso falar neste momento sobre o tema”.

Mas confirmou “a gravidade do problema e a necessidade de aprofundamento político e jurídico sobre o tema. O Governo Fátima Bezerra retém o dinheiro do servidor, não repassa aos bancos e acha que isso é algo normal. Reter o dinheiro alheio de forma reiterada. Uma situação que vem se repetindo há tempos”.

Na opinião de Luiz Eduardo, “os danos do não pagamento dos consignados são gravíssimos. Perde o Governo, que fica sem moral. Perdem os servidores, que ficam sem a chance de renovar empréstimos em um momento de eventual necessidade. Perde o comércio, privado do giro financeiro que novos empréstimos podem ter na economia”.

Finalmente, Luiz Eduardo declarou ter informação, que “será checada”, de que desde de julho que não repassam o dinheiro do consignado para o Banco do Brasil. “Não podemos normalizar o desmantelo, o errado”, concluiu.

Sinsp

O Sinsp-RN estima os atrasos nos repasses dos valores descontados dos contracheques dos funcionários públicos do Estado, não repassados aos bancos, ultrapassam a R$ 450 milhões.

A presidente do Sinsp-RN, Janeayre Almeida de Souto, disse que desde julho de 2025, que o Governo do Estado desconta do contracheque do servidor a parcela do consignado e não faz repasse às instituições financeiras.

“Hoje chegamos ao mês de fevereiro, carnaval chegando, e o Governo do Estado continua sem pagar às instituições financeiras”, alertou a sindicalista, que continuou: “E o Banco do Brasil, que é onde a maioria dos servidores tem consignado e conta bancária, que recebe o seu salário, o Banco do Brasil está descontando do servidor, recebeu seu salário, a parcela do consignado que o Estado não repassa para o banco. Isso é grave, isso é apropriação indébita”.

Janeayre Souto cobra dos órgãos de controle externo, como o Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e Tribunal de Contas do Estado (TCE), uma fiscalização e responsabilização do Executivo, porque “apropriação indébita é crime, é ato de irresponsabilidade administrativa”.

Além disso, segundo a sindicalista, o Banco do Brasil “está levando os servidores a serem negativados e muitos servidores pelo Estado, retirado o contracheque, não fazendo repasse às instituições financeiras e, ao receber, no dia do depósito de salário, tem servidor que tem a conta quase que zerada, chegando, chorando muitas vezes no Sindicato, pedindo ajuda”.

A presidente do Sinsp-RN também cobra do governo do Estado que “tenha responsabilidade e respeito para com os servidores públicos”, entendendo que “isso é o que eu chamo de má gestão”.

Para a sindicalista, “quem governa sete anos, olhando pelo retrovisor, quando olha para o para-brisa, capota, então o Estado desde julho confisca parcela do salário dos servidores para fazer a gestão do Estado e isso é um absurdo, isso é crime”.

Segundo ela, em agosto quando foi à Assembleia Legislativa, o secretário Cadu Xavier, prometeu pagar os atrasados dos consignados até dezembro do ano passado.

“Nós pedimos socorro aos órgãos de controle do Estado para tomar uma posição sobre isso. É uma falta de respeito, é deixar faltar comida, remédio, pagar água de luz e mais ainda ser negativado, receber carta do Serasa de uma conta que não deve”, finalizou.

Secretários visitam ALRN para prestar contas

Secretários da área econômica do Governo do Rio Grande do Norte compareceram à Assembleia Legislativa ao menos três vezes desde 2023 para prestar esclarecimentos sobre atrasos nos repasses de valores descontados dos salários de servidores públicos referentes a empréstimos consignados.

Os recursos envolvem principalmente instituições financeiras, com destaque para o Banco do Brasil, que é por onde passam os recursos de arrecadação na chamada conta única do Estado.

Em 24 de maio de 2023, o o então secretário estadual de Administração, Pedro Lopes, foi convocado para explicar a situação dos repasses.

Na ocasião, ele revelou que o Estado acumulava uma dívida de aproximadamente R$ 180 milhões com instituições financeiras, resultado de pagamentos que deixaram de ser realizados integralmente desde agosto de 2022.

Pedro Lopes dizia, na época, que o maior débito era com o Banco do Brasil, estimado em cerca de R$ 150 milhões, além de R$ 1,6 milhão com a Caixa Econômica Federal e valores também em aberto com o Bradesco.

A convocação partiu do deputado estadual Luiz Eduardo (SDD). Pedro Lopes atribuiu os atrasos às dificuldades fiscais enfrentadas pelo governo desde o início do primeiro mandato da governadora Fátima Bezerra (PT).

Nova rodada de esclarecimentos ocorreu em 6 de setembro de 2023, desta vez com a presença do secretário estadual da Fazenda, Carlos Eduardo Xavier, também convocado por iniciativa do deputado Luiz Eduardo.

O secretário informou que, além do Banco do Brasil, o Estado acumulava atrasos de cerca de R$ 96 milhões com o Banco BMG, dívida que estava em negociação para pagamento parcelado, além de uma pendência de R$ 6 milhões com o Banco Industrial.

Carlos Eduardo Xavier ainda explicava, naquele ano, que a venda da folha de pagamento da conta única ao Banco do Brasil permitiu a quitação integral do débito com a instituição. O acordo foi fechado no valor de R$ 383 milhões, referentes a 86 meses de administração da folha, dos quais R$ 200 milhões ficaram retidos pelo banco para a eliminação da dívida, enquanto cerca de R$ 100 milhões seriam repassados ao Estado até o final do ano.

Já em 27 de agosto de 2025, Carlos Eduardo Xavier voltou a detalhar o cenário dos consignados no serviço público estadual.

De acordo com o secretário, o Rio Grande do Norte contava com cerca de 106 mil servidores ativos, sendo que aproximadamente 50 mil possuem algum tipo de consignação em folha, incluindo empréstimos, contribuições sindicais e descontos de associações.

Até seis meses atrás, nas contas de Cadu Xavier, que foi escolhido para concorrer à sucessão de Fátima Bezerra pelo Partido dos Trabalhadores nas eleições de outubro deste ano, os consignados somavam 259 mil operações, movimentando recursos da ordem de de R$ 96 milhões por mês.

O Banco do Brasil concentrava 82% dos recursos – R$ 73,5 milhões, enquanto outros bancos respondem por R$ 8,2 milhões, e sindicatos e associações, por R$ 7,5 milhões mensal.

Tribuna do Norte

EUA autorizam volta das operações de 5 grandes petrolíferas na Venezuela

Foto ilustrativa: Chevron/Instagram/Reprodução

Os EUA anunciaram nesta sexta-feira, 13, a concessão de duas licenças gerais que permitem a cinco multinacionais petrolíferas retomar operações na Venezuela sem a aplicação de sanções. As beneficiárias são a americana Chevron, a italiana Eni, a espanhola Repsol e as britânicas BP e Shell.

Segundo o anúncio, “todas as transações” dessas companhias relacionadas ao setor petrolífero venezuelano ficam autorizadas, assim como a celebração de contratos para “novos investimentos no setor de petróleo e gás” por empresas interessadas em abrir negócios na Venezuela.

As duas novas licenças representam um passo na direção da reabertura do setor petrolífero venezuelano, submetido a sanções dos EUA desde 2019. A Venezuela detém as maiores reservas de petróleo do planeta.

Após a deposição, em 3 de janeiro, do ditador Nicolás Maduro, que foi retirado do país por forças americanas, Washington anunciou que só permitiria exportações de petróleo bruto do país sob controle direto americano.

Os EUA já haviam imposto, desde dezembro, um bloqueio às exportações realizadas pela Venezuela por meio de “navios fantasma”, que passaram a ser submetidos a sanções.

O novo governo da presidente interina, Delcy Rodríguez, aceitou rapidamente negociar com o presidente americano, Donald Trump, e especialmente com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que supervisiona diretamente a situação no país sul-americano.

Reformas

Caracas aprovou uma nova lei de hidrocarbonetos que reforma substancialmente as limitações ao investimento estrangeiro, após anos de polêmicas envolvendo contratos não cumpridos, ações judiciais em instâncias internacionais e restrições impostas a multinacionais.

A Chevron era a única empresa americana que explorava, mesmo com dificuldades, o petróleo venezuelano, por meio de uma licença de Washington para contratos bastante específicos em joint venture com a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA).

As duas novas licenças somam-se a outras autorizações recentes para a compra de equipamentos, instalação de estruturas, negociação de contratos com portos e aeroportos e adoção de medidas que facilitem o investimento em um setor atualmente bastante debilitado na Venezuela.

Pressão

No começo de janeiro, após a queda de Maduro, Trump pressionou executivos de mais de 20 companhias de petróleo dos EUA a investir na Venezuela. Apesar de manifestar interesse, eles mencionaram a necessidade de haver garantias de segurança e uma revisão dos quadros jurídicos e comerciais da Venezuela para considerar sua entrada no país. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)

Estadão Conteúdo