quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Gustavo Carvalho celebra indicação de Babá Pereira e cobra solução para consignados

Crédito da(s) Foto(s): Eduardo Maia
 
Nesta quinta-feira (5), durante sessão plenária na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, o deputado Gustavo Carvalho (PL) utilizou o espaço para celebrar a indicação de Babá Pereira (PL) como pré-candidato a vice-governador na chapa de Álvaro Dias. Em seu pronunciamento, o parlamentar também reiterou a cobrança ao Governo do Estado sobre a definição da situação dos empréstimos consignados dos servidores.

Ao abordar o cenário político, Gustavo Carvalho enfatizou a escolha de Babá Pereira, ex-prefeito de São Tomé e atual presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (FEMURN). Segundo o deputado, a indicação representa uma “grande vitória do municipalismo norte-rio-grandense”, destacando o legado de Pereira em seu município e sua atuação como “conciliador e pacificador” à frente da FEMURN. “Babá é um político humilde, municipalista, que conhece as causas dos municípios como ninguém neste estado”, afirmou Carvalho, ressaltando que o pré-candidato representará uma bandeira defendida por seu mandato desde 2006.

O parlamentar do PL descreveu a repercussão da escolha como “importantíssima em todo o Rio Grande do Norte”, mencionando o recebimento de telefonemas e manifestações de apoio de diversas regiões. “Essa é uma vitória do Rio Grande do Norte, é uma primeira vitória”, declarou. Gustavo Carvalho ainda pontuou que o nome de Babá Pereira é "quase unanimidade" na Casa Legislativa, visto sua "seriedade, capacidade de trabalho" e sua ligação com as questões locais, sendo um "amigo dos amigos" e um "ouvidor dos prefeitos, das lideranças municipais e dos vereadores", além de um profundo conhecedor das potencialidades das regiões e da classe política potiguar.

Em um segundo momento de seu discurso, Gustavo Carvalho voltou a cobrar o Governo do Estado sobre a questão dos empréstimos consignados. O deputado lembrou que, em julho, o secretário Cadu Xavier havia concedido uma entrevista na qual prometia uma definição da situação até novembro ou, no máximo, dezembro. Gustavo Carvalho expressou sua preocupação com o fato de que o prazo estipulado já foi atingido sem que houvesse qualquer comunicado por parte do Executivo estadual.

O parlamentar detalhou que, além da ausência de posicionamento do Governo, não houve retorno do Banco do Brasil, instituição onde buscou informações, nem do Ministério Público, que havia recebido um ofício de seu mandato há 60 dias solicitando investigação sobre os descontos. "Ontem voltamos a cobrar, porque esse prazo estipulado em entrevista já foi alcançado, e nós não tivemos por parte do governo nenhum comunicado", concluiu.

Balança comercial tem segundo melhor resultado para janeiro

© Divulgação/Porto de Santos

A balança comercial registrou o segundo maior superávit para meses de janeiro desde o início da série histórica, beneficiada pela queda das importações, divulgou nesta quinta-feira (5) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). No mês passado, as exportações superaram as importações em US$ 4,342 bilhões, alta de 85,8% em relação ao superávit de US$ 2,337 bilhões no mesmo mês de 2025.

O resultado da balança comercial para meses de janeiro só perde para 2024. Naquele mês, houve superávit de US$ 6,196 bilhões.

O valor das exportações e das importações:

Exportações: US$ 25,153 bilhões, queda de 1% em relação a janeiro do ano passado;

Importações: US$ 20,810 bilhões, queda de 9,8% na mesma comparação.

O valor das exportações é o terceiro melhor para meses de janeiro desde o início da série histórica, em 1989, só perdendo para janeiro de 2024 e de 2025. As importações registraram o segundo melhor janeiro da série, só perdendo para o mesmo mês do ano passado.

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Setores

Na distribuição por setores da economia, as exportações em janeiro variaram da seguinte forma:

Agropecuária: 2,1%, com queda de 3,4% no volume e alta de 5,3% no preço médio;

Indústria extrativa: -3,4%, com alta de 6,2% no volume e queda de 9,1% no preço médio;

Indústria de transformação: -0,5%, com recuo de 0,6% no volume e de 0,1% no preço médio.

Produtos

Os principais produtos responsáveis pela queda das exportações em janeiro foram os seguintes:

Agropecuária: café não torrado (-23,7%); algodão bruto (-31,2%); e trigo e centeio não moídos (-33,6%);

Indústria extrativa, óleos brutos de petróleo (-7,8%); e minério de ferro (-8,6%);

Indústria de transformação: óxido de alumínio, exceto corindo artificial (-54,6%); açúcares e melaços (-27,2%) e tabaco (-50,4%).

No caso do agronegócio, as exportações de soja cresceram 91,7% em relação a janeiro do ano passado, por causa da antecipação de embarques, e as vendas de milho não moído aumentaram 18,8%.

Em relação ao petróleo bruto, a queda nas exportações chega a US$ 364,6 milhões em relação a janeiro de 2025. Tradicionalmente, as vendas de petróleo registram forte variação mensal por causa da manutenção programada de plataformas.

Em relação às importações, a queda está vinculada ao petróleo e à desaceleração da economia, com a diminuição dos investimentos. 

Na divisão por categorias, os principais produtos são os seguintes:

Agropecuária: cacau bruto ou torrado (-86,3%); e trigo e centeio não moídos (-35,5%);

Indústria extrativa: óleos brutos de petróleo (-49,8%); e gás natural (-15,8%);

Indústria de transformação: motores e máquinas não elétricos (-66,8%); óleos combustíveis de petróleo (-17,5%); e partes e acessórios de veículos (-20,4%).

Projeções

Para este ano, o Mdic projeta superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões. As exportações devem encerrar o ano entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões e as importações entre US$ 270 bilhões e US$ 290 bilhões.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril. 

No ano passado, a balança comercial registrou superávit de US$ 68,3 bilhões. O recorde de superávit foi registrado em 2023, quando o resultado positivo ficou em US$ 98,9 bilhões.

As estimativas do Mdic estão mais otimistas que as das instituições financeiras. Segundo o Boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central com analistas de mercado, a balança comercial encerrará o ano de 2026 com superávit de US$ 67,65 bilhões.

Agência Brasil

Dino manda suspender pagamento de penduricalhos nos Três Poderes

© Rosinei Coutinho/STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quinta-feira (5) a suspensão do pagamento dos chamados “penduricalhos”, benefícios que são concedidos a servidores públicos e que não cumprem o teto remuneratório constitucional, de R$ 46,3 mil. A suspensão vale para os Três Poderes.

Pela decisão, os Três Poderes têm prazo de 60 dias para revisar e suspender pagamento das verbas indenizatórias sem base legal.

Na decisão, Flávio Dino afirmou que há um “fenômeno da multiplicação anômala” de verbas indenizatórias incompatíveis com a Constituição. Ele cita o pagamento de “auxílio-peru” e “auxílio-panetone” (benefícios extras de fim de ano) como exemplos de ilegalidade.

“Destaco que, seguramente, tal amplo rol de 'indenizações', gerando supersalários, não possui precedentes no direito brasileiro, tampouco no direito comparado, nem mesmo nos países mais ricos do planeta”, argumentou.

A suspensão deve ser cumprida em todo o país e vale para o Judiciário, Executivo e Legislativo federais e estaduais.

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Império dos penduricalhos

Flávio Dino também defendeu que o Congresso aprove uma lei para deixar claro quais as verbas indenizatórias podem ser admissíveis como exceção ao teto constitucional, que é equivalente ao salário dos ministros do Supremo.

“Por este caminho, certamente será mais eficaz e rápido o fim do império dos penduricalhos, com efetiva justiça remuneratória, tão necessária para a valorização dos servidores públicos e para a eficiência e dignidade do serviço público”, ressaltou. 

A suspensão dos penduricalhos foi decidida em um processo no qual Dino negou o pagamento de auxílio-alimentação retroativo a um juiz de Minas Gerais.  

Agência Brasil

Rio espera receber 8 milhões de foliões para o carnaval

O Rio de Janeiro espera mais de 8 milhões de foliões para aproveitar o carnaval em toda a cidade, dos quais 6,8 milhões nos blocos e 1,5 milhão de pessoas divididas entre os desfiles da Marquês de Sapucaí, Intendente Magalhães, Terreirão do Samba, Avenida Chile, Cinelândia e bailes populares.

Apenas no Sambódromo são esperadas 500 mil pessoas nos desfiles do Grupo Especial, da Série Ouro e das escolas de samba mirins.

O presidente da Empresa Municipal de Turismo do Rio (Riotur), Bernardo Fellows, disse que a cidade está preparada para receber os foliões e os órgãos municipais estão integrados para fazer uma operação segura no período carnavalesco.

A recomendação é usar transporte público por conta das diversas ruas interditadas para blocos e desfiles na Sapucaí. Haverá reforço na operação dos serviços noturnos que atendem a região do Sambódromo. No carnaval, o Metrô Rio terá funcionamento ininterrupto, a partir das 5h de sexta-feira (13) até as 23h59 de quarta-feira (18).

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Saúde

Rio de Janeiro (RJ), 05/02/2026 – Apresentação do Plano Operacional do Carnaval Rio 2026, no Centro de Operações e Resiliência, no Centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 05/02/2026 – Apresentação do Plano Operacional do Carnaval Rio 2026, no Centro de Operações e Resiliência, no Centro do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Apenas no Sambódromo haverá seis postos médicos com 140 profissionais para atender a população. Além disso, 22 mil profissionais de saúde vão atuar nesse período com muitas unidades abertas 24 horas.

Segundo o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, o folião deve se programar bem antes de curtir a folia. “Aproveite a festa com responsabilidade. Muitas pessoas esquecem de tomar os remédios de uso contínuo de doenças crônicas”, disse Soranz.

Recomendações

  • Manter a medicação de uso contínuo
  • Beber bastante água
  • Moderar a ingestão de bebidas alcoólicas
  • Usar roupas leves e calçados confortáveis
  • Atenção ao uso de produtos cosméticos e capilares que possam causar alergia e cegueira temporária ou permanente
  • Levar documento de identificação e telefone de contato      

Agência Brasil

Investigações da pandemia, energia solar e liberdade de imprensa pautam horário dos deputados

Crédito da(s) Foto(s): João Gilberto
 

No horário dos deputados durante a sessão plenária desta quinta-feira (5), na Assembleia Legislativa (ALRN), os deputados Coronel Azevedo (PL), Ubaldo Fernandes (PSDB) e Eudiane Macedo (PV) se pronunciaram.

O deputado Coronel Azevedo destacou a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determinou a retomada das investigações da Polícia Federal sobre o desvio de recursos na compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste, considerado por ele o maior escândalo da pandemia. Segundo o parlamentar, a apuração busca identificar responsabilidades pelo prejuízo estimado em R$ 50 milhões aos estados, em um caso que também envolve o ex-governador da Bahia, Rui Costa.

Ainda em seu pronunciamento, Coronel Azevedo chamou atenção para problemas enfrentados por produtores e empresários que investiram em energia solar no Rio Grande do Norte. Ele relatou que, apesar dos avanços na geração de energia limpa e renovável, consumidores têm recebido contas de luz com valores elevados, mesmo possuindo créditos acumulados pela geração própria. De acordo com o deputado, há registros de faturas que chegaram a triplicar, gerando insegurança e desânimo entre os produtores.

O parlamentar informou que o Procon já contabilizou 154 reclamações e defendeu a realização de uma audiência pública para que a concessionária Neoenergia esclareça os critérios de cálculo e compensação dos créditos. Para ele, a iniciativa não busca contestar a legislação, mas garantir sua aplicação correta e justa. “O povo do Rio Grande do Norte merece energia acessível e contas justas”, afirmou, reforçando a defesa dos investimentos em sistemas solares como indutores do desenvolvimento do estado.

O deputado Ubaldo Fernandes, por sua vez, destacou as ações realizadas no bairro de Mãe Luiza, em Natal. Ele mencionou a atuação da Caern, que enviou equipes técnicas para visitas in loco com o objetivo de identificar pontos onde o abastecimento de água não estava chegando à população. O parlamentar agradeceu à companhia pela sensibilidade em atender à reivindicação dos moradores e resolver o problema.

Ubaldo também ressaltou o vínculo e a importância histórica de Mãe Luiza na capital potiguar e lembrou que destinou emenda parlamentar para o Centro Pastoral do bairro, possibilitando a aquisição de novos bancos para a Igreja Nossa Senhora da Conceição. Segundo ele, a iniciativa atende a uma demanda antiga da comunidade local.

Além disso, o deputado informou que mantém tratativas com a Prefeitura do Natal para viabilizar melhorias nas escadarias do bairro. Ele explicou que, por se tratar de uma área mais elevada, Mãe Luiza possui escadas construídas há muitos anos, que hoje necessitam de recuperação. A intenção, segundo Ubaldo Fernandes, é obter os orçamentos necessários para destinar emendas à reforma dessas estruturas.

Já a deputada Eudiane Macedo manifestou solidariedade à equipe da TV Ponta Negra, que foi agredida enquanto exercia sua atividade profissional. O episódio ocorreu durante a cobertura de um incêndio no Conjunto Nova Natal, e, para a parlamentar, o ato de violência é inaceitável.

“A liberdade de imprensa é um dos pilares da democracia e agredir profissionais da comunicação representa uma afronta não apenas aos jornalistas, mas a princípios fundamentais da sociedade”, afirmou. A deputada defendeu a responsabilização dos agressores e reafirmou a importância do respeito ao trabalho da imprensa.

77 encalhes de animais marinhos foram registrados no litoral do RN

O verão traz um aumento da presença de animais no litoral | Foto: CEDIDA

O ano de 2026 começou com uma série de encalhes no litoral potiguar: 77 animais marinhos, entre baleias, golfinhos e tartarugas, foram encontrados nas praias do Rio Grande do Norte em apenas 33 dias. Os dados são do Centro de Estudos e Monitoramento Ambiental (CEMAM).

De acordo com o CEMAM, os encalhes atendidos incluem diferentes espécies, faixas etárias e estados de conservação, ocorrendo em diversos pontos do litoral do RN. No entanto, observa-se que o animal que mais frequentemente encalha é a tartaruga-verde (Chelonia mydas), principalmente animais jovens.

Os números são apenas casos atendidos pelo CEMAM no trecho entre Ceará-Mirim e Baía Formosa. A instituição também realiza um monitoramento contínuo e sistemático em parte do litoral norte, entre Rio do Fogo e São Bento do Norte, o que possibilita a detecção de ocorrências, mesmo na ausência de notificações da população.

Filhotes utilizam áreas costeiras como zonas de alimentação e desenvolvimento, ficando mais expostos a interferências humanas, como pesca e poluição marinha. “Apesar desse perfil recorrente, os registros ainda apresentam grande variabilidade, o que dificulta a caracterização de um único evento ambiental amplo. O monitoramento contínuo é essencial para avaliar tendências e identificar possíveis impactos cumulativos ao longo do tempo”, disse Raquel Marinho, bióloga marinha do CEMAM.

Segundo ela, durante o verão, naturalmente há um aumento da presença de animais marinhos na zona costeira, período em que muitas espécies se aproximam da costa para se alimentar e se reproduzir, o que eleva a probabilidade de encalhes. No entanto, não é possível atribuir o número de casos a fatores específicos.

“Esse período também coincide com condições oceanográficas específicas, como mudanças em correntes, ventos e marés, além do aumento das atividades humanas na costa e do esforço de monitoramento, que amplia a detecção das ocorrências”, revela Raquel Marinho.

O último incidente registrado foi o encalhe de uma baleia-cachalote na Via Costeira, em Natal, no último fim de semana. A equipe do CEMAM foi chamada no domingo (1º), no final da tarde, para atender à ocorrência. Ao chegar ao local, os especialistas identificaram o animal como um cetáceo jovem da espécie Physeter macrocephalus, com aproximadamente 8 a 9 metros de comprimento.

Outras ocorrências também chamaram atenção em janeiro: o encalhe de mais de 10 golfinhos no início do mês na Praia da Redinha Nova, em Extremoz; uma tartaruga marinha encontrada morta em frente ao mercado da Redinha, na Zona Norte de Natal, no dia 20; e outra tartaruga localizada sem vida na praia de Búzios.

Sempre que o estado da carcaça permite, são realizadas avaliações externas, medições biométricas e coletas de amostras biológicas, como tecidos, ossos ou conteúdos estomacais. “No caso do cachalote, devido ao avançado estado de decomposição, as análises foram limitadas e a causa da morte permaneceu inconclusiva”, disse Raquel.

Esses dados são importantes para estudos sobre a distribuição das espécies, a ocorrência de encalhes e as possíveis interações com atividades humanas, fornecendo informações essenciais sobre a saúde dos oceanos e dos ecossistemas marinhos.

Segundo ela, uma parte significativa dos encalhes apresenta indícios de impacto causado pela ação humana, especialmente devido a atividades pesqueiras, como emalhe em redes e linhas, além da poluição marinha, incluindo lixo e resíduos sólidos. “Em muitos casos, principalmente quando os animais são encontrados em avançado estado de decomposição, não é possível determinar a causa da morte, não havendo, até o momento, evidências de um único fator predominante”, destaca.

Ao encontrar um animal marinho encalhado, a orientação é não tocá-lo nem tentar devolvê-lo ao mar, a fim de evitar estresse adicional ao animal e minimizar os riscos à saúde humana.

A recomendação é acionar imediatamente a equipe responsável, fornecendo informações sobre a localização e características do animal. Registros fotográficos podem ser úteis, desde que feitos a distância segura, sem perturbar o animal.

Tribuna do Norte

Bolsa cai mais de 2% em dia de forte correção no mercado

©

B3/Divulgação

Um dia após bater recorde, a bolsa brasileira teve um dia de forte correção e caiu pouco mais de 2%, puxada por ações de bancos. O dólar fechou estável, apesar da pressão internacional.

O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta quarta-feira (4) aos 181.708 pontos, com recuo de 2,14%. O indicador foi influenciado tanto pela queda nas bolsas dos Estados Unidos como pela realização de lucros, quando investidores vendem papéis para embolsar ganhos dos recordes recentes.

O mercado de ações teve um dia mais tranquilo. O dólar comercial fechou esta quarta vendido a R$ 5,25, o mesmo valor da terça-feira (3). A cotação chegou a cair para R$ 5,21 pouco antes das 11h, mas voltou à zona de estabilidade durante a tarde. Em 2026, a moeda estadunidense cai 4,38%.

Em relação ao dólar, a valorização das commodities (bens primários com cotação internacional) fez várias moedas de países emergentes resistirem à pressão externa. A cotação do barril de petróleo do tipo Brent subiu pouco mais de 3% após impasses nas negociações entre Estados Unidos e Irã.

A bolsa de valores acompanhou a queda das bolsas estadunidenses, em meio a temores de um estouro de bolha em empresas de inteligência artificial. Além disso, a queda menor que o previsto na atividade do setor de serviços nos Estados Unidos diminuiu as chances de o Federal Reserve (Banco Central estadunidense) cortar os juros na próxima reunião, em março.

*Com informações da Reuters

Agência Brasil

Casos de sarampo crescem 32 vezes nas Américas; OMS emite alerta

© Fernando Frazão/Agência Brasil

O aumento de quase 23 vezes no número de casos de sarampo nas Américas na passagem de 2024 para 2025 fez a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), escritório regional da Organização Mundial da Saúde (OMS), emitir um alerta para países da região.

Em 2025, o continente identificou 14.891 registros da doença, um salto em relação aos 446 casos do ano anterior. Foram 29 mortes em 2025.

Já em 2026, a comparação mostra crescimento ainda maior. Em janeiro, dados parciais da Opas apontam 1.031 casos, número quase 45 vezes superior aos 23 do mesmo período de 2025. Não há confirmação de morte.

Tanto nos dados de 2025 e 2026, a grande concentração de casos está na América do Norte. Em 2025, México (6.428), Canadá (5.436) e Estados Unidos (2.242) somam quase 95% dos casos (14.106).

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Em 2026, as três nações representam 948 registros, 92% das notificações no continente.

O alerta da Opas detalha que a grande maioria dos casos acontece com pessoas sem histórico de vacinação contra a doença.

Nos Estados Unidos, 93% das pessoas que contraíram a doença não estavam vacinados ou apresentavam histórico vacinal desconhecido. No México, eram 91,2%; já no Canadá, 89% dos casos.

A Opas considera que “o aumento acentuado dos casos de sarampo na região das Américas durante 2025 e no início de 2026 constitui um sinal de alerta que requer uma ação imediata e coordenada por parte dos Estados Membros”.

Em novembro passado, a Opas já tinha retirado do continente o certificado de região livre de transmissão do sarampo.

Brasil livre

O Brasil somou 38 notificações em 2025, sendo praticamente todos (36) sem histórico de vacinação. Em 2024, foram quatro registros. Em 2026, não há caso reconhecido.

Apesar do aumento de 2024 para 2025, o país ostenta o status de país livre do sarampo.

A Opas detalha que, dos 38 casos da doença em 2025, dez correspondem a casos importados ─ quando uma pessoa é infectada pelo vírus no exterior ─; 25 a casos relacionados à importação; e três têm fonte de infecção desconhecida.

Os casos confirmados foram no Distrito Federal (um), Maranhão (um), Mato Grosso (seis), Rio de Janeiro (dois), São Paulo (2), Rio Grande do Sul (um) e Tocantins (25).

Manutenção da vigilância

O vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, Renato Kfouri, aponta que o surto nos países da América do Norte acontece em um momento em que o Brasil vem controlando o sarampo. Ele lembra que o país recuperou em 2024 o certificado de livre da doença.

Em 2018, com grande fluxo migratório associado à então baixa cobertura vacinal, o vírus voltou a circular. Em 2019, após um ano de circulação do sarampo, o Brasil perdeu o status.

Para Kfouri, o surto em países da América leva “risco constante” ao Brasil por causa da circulação de pessoas.

“Voos diários do Canadá, México e Estados Unidos para cá fazem com que seja inexorável a entrada de alguém com sarampo no nosso território”, disse à Agência Brasil.

Kfouri sustenta que o Brasil precisa seguir com esforços para manter a condição de zona livre do sarampo.

“Nosso grande desafio é manter a vigilância atenta, reconhecer esses casos suspeitos que entram no país e termos altas coberturas vacinais, para que esses casos que entrem não se traduzam em transmissão sustentada da doença”, destaca o vice-presidente.

Entenda a doença

sarampo é uma doença viral altamente contagiosa que pode evoluir para complicações e levar à morte. Entre os sintomas figuram febre, tosse, coriza, perda de apetite e conjuntivite, com olhos vermelhos, lacrimejantes e fotofobia.

Há também manchas vermelhas na pele. Erupções começam no rosto, na região atrás da orelha, e se espalham pelo corpo. A pessoa também pode sentir dor de garganta.

A pele pode descamar, como se fosse queimadura. O sarampo pode causar condições graves como cegueira, pneumonia e encefalite (inflamação do cérebro).

Vacinação

A principal forma de prevenção contra a doença é a vacinação, oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e que faz parte do calendário básico de vacinação infantil.

A primeira dose deve ser tomada aos 12 meses de idade, com o imunizante tríplice viral, que protege também contra a caxumba e a rubéola. A segunda dose é aplicada aos 15 meses.

Qualquer pessoa com até 59 anos que não tenha comprovante de imunização ou não tenha completado o esquema vacinal deve atualizar a carteira de vacinação. O governo faz campanhas regulares de vacinação.

De acordo com o Ministério da Saúde, dados preliminares de 2025 apontam “avanço expressivo” da cobertura da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, em relação a 2022.

A cobertura vacinal aumentou de 80,7% para 93,78%, enquanto a aplicação da dose de reforço passou de 57,6% para 78,9% no mesmo período, “evidenciando a retomada das coberturas no país”.

A Sociedade Brasileira de Imunizações explica que a cobertura mínima necessária para evitar surtos é de 95%.

Recomendações

Entre as recomendações da Opas estão:

Reforçar, com caráter prioritário, as atividades de vigilância e vacinação de rotina e a garantirem uma resposta rápida e oportuna aos casos suspeitos;

Implementar pesquisas ativas nas comunidades, instituições e laboratórios para a identificação precoce de casos;

Desenvolver atividades complementares de vacinação destinadas a eliminar as lacunas de imunidade.

Ações do ministério

Procurado pela Agência Brasil, o Ministério da Saúde informou que tem orientado estados e municípios a reforçar a vigilância epidemiológica, a vacinação e as ações de prevenção.

“As medidas incluem a investigação rápida de casos suspeitos e a ampliação das coberturas vacinais”, diz em nota.

A pasta cita que, em 2025, para proteger a população, especialmente nas regiões que fazem fronteira com a Bolívia, o Brasil intensificou a vacinação contra o sarampo nos estados fronteiriços e doou mais de 640 mil doses da vacina ao país vizinho.

“Ações de imunização contra a doença também foram intensificadas nos municípios de fronteiras com a Argentina e Uruguai e em cidades turísticas e de alto fluxo”, completa.

Agência Brasil

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Líderes parlamentares debatem sobre consignados e falta de chuva

Crédito da(s) Foto(s): Eduardo Maia
No horário destinado a lideranças partidárias, na sessão desta quarta-feira (04), na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Gustavo Carvalho (PL) chamou atenção para o caso dos empréstimos consignados aos servidores do Estado. De acordo com o parlamentar, o Governo está descontando dos salários dos trabalhadores que contraem os empréstimos, mas não está repassando ao Banco do Brasil, instituição contratada para as operações. “Um tema extremamente delicado que atinge milhares de servidores”, alertou Gustavo, afirmando que tem feito cobranças ao Governo, ao Banco do Brasil e até ao Ministério Público, mas não tem recebido respostas. O deputado disse que nesta terça-feira (03) seu mandato protocolou uma denúncia ao Banco Central. “Que os órgãos de controle cumpram o seu papel”, alerto o deputado, acenando com a possibilidade de articular a criação de uma CPI.
Em sua fala o deputado Luiz Eduardo (PL) comentou as críticas de Gustavo e disse que os servidores estão sendo penalizados. O deputado, segundo orador no horário de lideranças, fez críticas gerais ao Governo e à governadora Fátima Bezerra, afirmando que em caso de vacância, com o possível afastamento da chefe do poder executivo para disputar uma cadeira no Senado, “ninguém quer assumir”, justificando o quadro negativo em que se encontra o estado.
Último líder orador, o deputado Ubaldo Fernandes (PSDB) falou sobre o quadro de seca que vem sendo registrado no Rio Grande do Norte e deverá ser um dos temas em debate este ano no legislativo. “A seca assola nosso estado”, alertou Ubaldo, lembrando que está se vivendo um ‘ano atípico’, com a Copa do Mundo e as eleições, mas que o tema da seca não deve fugir dos centros de debates.
 

Posse de 1,6 mil professores do RN é prorrogada após sobrecarga da Junta Médica

Foto: Sandro Menezes

O Governo do Rio Grande do Norte prorrogou até 28 de fevereiro de 2026 o prazo para a posse dos candidatos nomeados no concurso da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer (SEEC). A medida foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (4) e alcança 1.609 professores e especialistas de educação convocados em janeiro. A prorrogação ocorre diante da sobrecarga da Junta Médica do Estado, responsável pelos exames admissionais, que também atende aos recém-convocados do concurso da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap).

De acordo com a portaria, a extensão do prazo é automática e dispensa requerimento individual por parte dos nomeados. Os candidatos que já realizaram ou agendaram a perícia médica mantêm seus agendamentos sem alteração. A Secretaria de Estado da Educação justificou a decisão com base na alta demanda informada pela Secretaria de Administração (Sead), após a convocação simultânea de grandes contingentes de servidores para a Educação e para a Saúde.

A prorrogação atende a uma série de queixas registradas nas últimas semanas por aprovados dos dois concursos, que relataram dificuldades para conseguir vaga na Junta Médica em Natal, confome publicado pela Tribuna do Norte. Candidatos chegaram a passar noites no local e a enfrentar longas filas e instabilidade no sistema de agendamento online, temendo perder o prazo de posse. Em relatos, aprovados apontaram número reduzido de médicos, atrasos nos atendimentos e falta de informações claras sobre a liberação diária de vagas.

Situação semelhante já havia levado o governo a prorrogar o prazo de posse no concurso da Sesap. No fim de janeiro, uma portaria estendeu por 30 dias o prazo para mais de 1,5 mil profissionais da saúde, fixando novas datas-limite entre 26 de fevereiro e 9 de março, também em razão da alta demanda por perícias médicas. Assim como agora, os candidatos que já haviam realizado ou agendado exames mantiveram seus cronogramas

Tribuna do Norte