sexta-feira, 8 de maio de 2026

Número de Feminicídios dobra e RN tem o 2º maior aumento do Brasil

Taxa de incidência no Estado ficou em 1,15 casos para cada 100 mil habitantes, superando a da região Nordeste e a do Brasil | Foto: Alex Régis

De janeiro a março de 2026, o número de feminicídios aumentou 100% no Rio Grande do Norte, em relação ao mesmo período do ano passado. Foram dez casos registrados no período. O crescimento foi o segundo maior do país, ao lado dos registrados por Sergipe e Amazonas, atrás somente do Amapá (250%). O período também foi o mais letal para as mulheres desde o início da série histórica, em 2015, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). Casos de violência contra a mulher devem ser denunciados pelo Disque 180 (Central de Atendimento à Mulher).

A taxa de incidência no Estado ficou em 1,15 casos para cada 100 mil habitantes, superando a da região Nordeste de 0,69. Já no Brasil, o índice foi de 0,75 casos e o país contabilizou 399 vítimas, número 7,55% maior em comparação ao mesmo recorte de 2025.

Para a professora Ilana Lemos de Paiva, do Observatório da População Infantojuvenil em Contextos de Violência (OBIJUV), ligado à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), somente o avanço na tipificação não justifica o aumento de feminicídios, mas também demonstra um agravamento concreto da violência letal contra as mulheres no Estado. “Além da ampliação das notificações, há outros fatores importantes associados a esse cenário. Podemos citar o fortalecimento de discursos misóginos e autoritários nas redes sociais e em determinados espaços públicos”, aponta a professora.

Ilana Lemos lembra que o feminicídio não ocorre de forma isolada ou repentina, sendo resultado de diversas outras formas de violência contra a mulher, como a psicológica e física. Em muitos casos, observa, os crimes são concretizados em contextos de separação ou tentativa de rompimento da relação da vítima com o agressor. “A cultura patriarcal que naturaliza o controle sobre a vida das mulheres, além da dificuldade de acesso rápido a medidas protetivas de acolhimento; e a insuficiência de políticas de prevenção continuada também contribuem para esse aumento.”

Ela reforça que o cenário exige medidas urgentes que não sejam focadas apenas no aumento da resposta penal, mas também fortaleçam a rede de enfrentamento da violência contra as mulheres. É o caso de investimento em prevenção nas escolas e comunidades; educação para igualdade de gênero, ampliação e interiorização dos serviços especializados; maior agilidade e monitoramento das medidas protetivas, e produção de dados qualificados para orientar políticas públicas. “Também é essencial trabalhar com os homens e com a prevenção das masculinidades violentas. O feminicídio não é um problema ‘das mulheres’, mas uma expressão extrema de relações de poder desiguais e de uma cultura que ainda legitima a violência de gênero em diferentes níveis”, ressalta.

A Subsecretária de Políticas para Mulheres da Secretaria de Estado das Mulheres, da Juventude, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos (Semjidh), Josiane Bezerra, reitera que o cenário no Rio Grande do Norte é preocupante. “Esse crescimento está relacionado a múltiplos fatores, como a persistência da violência doméstica e familiar, o agravamento de conflitos marcados pelo controle e pela misoginia, além da dificuldade de muitas mulheres romperem ciclos de violência”, aponta.

Segundo diz, a Semjidh vem intensificando a descentralização de ações no Rio Grande do Norte e ampliado investimentos voltados ao fortalecimento da rede de proteção às mulheres. Entre as ações recentes, destaca a realização das conferências municipais e regionais de políticas para as mulheres e o fortalecimento do Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDIM/RN).

“Para o trimestre atual, a Semjidh seguirá fortalecendo as ações de prevenção, campanhas educativas, formação das redes municipais e articulação interinstitucional, além da ampliação das políticas de autonomia econômica das mulheres, compreendendo que independência financeira também é uma ferramenta fundamental de enfrentamento à violência e prevenção ao feminicídio”, completa.

Tribuna do Norte

Observatório Astronômico da UFRN só deve começar a operar em 2027

Projeto prevê observações astronômicas e realidade virtual ações educativas | Foto: Adriano Abreu

A pós mais de uma década de planejamento, o Observatório Astronômico da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) entrou em uma fase decisiva para começar a operar. A previsão inicial era de inauguração em 2025, depois adiada para 2026, mas, diante dos desafios da logística internacional e dos trâmites de importação científica, a expectativa é que a entrega do equipamento ocorra em 2027.

Sob a liderança do astrofísico e idealizador, o professor José Dias do Nascimento Júnior, o projeto de aproximadamente R$ 2 milhões caminha para consolidar o Campus Central de Natal como um polo de democratização científica no Nordeste. Contudo, o professor explica que a finalização se divide em duas frentes: a conclusão da obra civil e a complexa etapa de instrumentação. “Um observatório astronômico não é apenas um prédio com telescópios. É uma janela entre a sociedade e o Universo. Mais do que observar estrelas, queremos formar pessoas, despertar vocações e aproximar a sociedade das grandes perguntas fundamentais da humanidade”, detalha.

O prédio se destaca por ser um dos primeiros da instituição a receber o “Selo Verde” devido às suas práticas sustentáveis e acessibilidade. O principal desafio está na cúpula astronômica, ou dome, componente essencial importado dos Estados Unidos e que depende de etapas administrativas e de disponibilidade nas cotas nacionais de importação associadas às Universidades Federais e Institutos de Pesquisa. Como essas cotas foram utilizadas no início de 2025, a universidade aguarda a abertura de novas janelas orçamentárias para prosseguir com os trâmites de aquisição e importação do equipamento.

Apesar da espera pelos componentes tecnológicos, o entorno da construção já recebe aulas práticas de turmas de Introdução à Astronomia e observações estelares, que mobilizam estudantes de diversas áreas. Atualmente, os esforços se concentram no estabelecimento de um Comitê Gestor, composto por docentes do Departamento de Física e de outras unidades acadêmicas, que será responsável por organizar a agenda de exposições, temas educativos e a logística para receber escolas da rede pública e privada.

O arsenal tecnológico, que inclui um telescópio de 35 cm de diâmetro já em solo potiguar, promete transformar a experiência de observação da Lua, Júpiter e Saturno em algo imersivo e de alta resolução. Além disso, o projeto contempla um laboratório de inteligência artificial e recursos de realidade virtual, garantindo que o conhecimento astronômico não fique restrito às paredes do auditório de 40 lugares, mas alcance remotamente escolas de todo o estado. “Em um momento em que o mundo volta seus olhos para o espaço, para os exoplanetas e para a busca por vida no Universo, o Nordeste brasileiro também precisa ocupar esse lugar estratégico na formação científica e tecnológica”, pontua o astrofísico José Dias.

De acordo com o astrofísico, o objetivo é entregar uma infraestrutura científica sólida, duradoura e capaz de aproximar a astronomia da sociedade. “O observatório tem como missão integrar a extensão, ensino e pesquisa. Além de promover a formação de novos estudantes, professores e trazer novos pesquisadores para a universidade. É um passo importante para democratizar a astronomia e a cultura científica”, conclui.O MPRN destaca ainda que acompanha o andamento de forma administrativa, e poderá “adotar medidas judiciais cabíveis, caso sejam necessárias”.

Tribuna do Norte

Rogério Marinho critica Lula e rebate pauta da escala 6x1

Senador defendeu que mudanças na jornada de trabalho sejam construídas de forma gradual | Foto: Magnus Nascimento

O secretário nacional do Partido Liberal, (PL), senador Rogério Marinho, avaliou os recentes acontecimentos em Brasília, que resultaram em derrotas para o presidente Lula no Congresso Nacional, e que a todo custo tenta resgatar a popularidade e diminuir o desgaste político.

Para o senador do Rio Grande do Norte, o presidente Lula reage com “rancor” e “ressentimento”, e criticou a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF), classificando como “rasa” e “eleitoreira” a discussão sobre o fim da escala 6x1 no país.

Ao comentar o cenário político nacional, Rogério Marinho afirmou, na quinta-feira (7), ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan News Natal (93,5 FM), que o terceiro mandato de Lula repete problemas de governos anteriores do PT. “O Lula 3 já começou velho, ultrapassado, com as mesmas ideias, com os mesmos métodos. Certamente os resultados não serão diferentes”, declarou.

Segundo ele, o governo enfrenta dificuldades de governabilidade e desgaste junto à população. “Há uma cristalização dessa rejeição do Lula. Por mais que ele se esforce para tentar voltar a ter conexão com a sociedade, na minha opinião, desde o início do governo já havia essa desconexão”, disse.

O senador também criticou a política econômica do governo federal e relacionou o aumento da inflação ao crescimento de gastos públicos. “A inflação é o imposto mais perverso para os mais humildes. O pobre não tem como se proteger. O que ele ganha, no primeiro momento, já vai para comprar comida”, afirmou. Para ele, o presidente estaria tentando recuperar popularidade com medidas populistas. “Lula está desesperado para retomar sua conexão com a sociedade”, declarou.

Ao falar sobre a postura do presidente em relação às discussões envolvendo a PL da Dosimetria, em que teve o veto derrubado, Rogério Marinho afirmou que Lula demonstra ressentimento político. “O presidente Lula não é um líder estadista. Ele demonstra praticamente todos os dias. Esse ato dele é mais uma demonstração da maneira como ele se comporta. É alguém que tem rancor, que tem ressentimento”, afirmou.

Escala 6x1

Durante a entrevista, o senador também comentou o debate nacional sobre o possível fim da escala 6x1. Rogério classificou a discussão como simplificada e afirmou que o tema vem sendo tratado sem considerar os impactos econômicos.

“Hoje nós temos uma discussão rasa, emergencial e eleitoreira, que infelizmente não está tendo o cuidado necessário de ser apurada para evitar consequências ruins para a sociedade”, declarou.

Segundo ele, a proposta pode provocar fechamento de pequenos negócios e aumento de preços caso não haja compensações econômicas. “Se isso acontecer e ao mesmo tempo diminuir empregos? Se aumentar o preço dos produtos e serviços? Se pequenos empresários, que representam 70% dos empregos gerados no país, fecharem as suas portas porque vão ter dificuldade fechar suas contas?”, questionou.

O senador defendeu que eventuais mudanças sejam construídas de forma gradual e negociada. “Ao longo do tempo vem caindo a carga horária de trabalho, mas fruto da negociação entre as partes”, afirmou. Rogério também citou diferenças entre categorias profissionais para criticar uma eventual regra única. “É impossível encararmos a complexidade da nossa economia e afirmarmos que todo trabalhador tem a mesma realidade”, disse.

Críticas ao STF e ao nome de Jorge Messias

Rogério Marinho afirmou que existe uma crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal e criticou o que chamou de “intervenção” da Corte sobre os demais poderes. “O Supremo Tribunal Federal, ao longo dos anos, tem sido marcado por uma intervenção muito profunda em relação aos outros poderes da República”, declarou.

O senador relacionou esse cenário à rejeição ao nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, em votação no Senado. Para ele, houve um recado político do Congresso ao governo federal. “Ministros com este perfil de alinhamento político com o presidente da República, que não tenham isenção e postura de magistrados, certamente terão dificuldades ao serem avaliados dentro do plenário”, afirmou.

Rogério disse ainda acreditar que uma eventual nova indicação do governo Lula ao STF enfrentaria resistência semelhante no Senado. “Um novo nome apresentado hoje ao Senado provavelmente teria o mesmo destino”, declarou.

Mandato para ministros e críticas a Flávio Dino

Durante a entrevista, Rogério voltou a defender mandato para ministros do STF e afirmou que magistrados passam tempo demais na Corte. “Alguém que passa 30 anos no Supremo perde completamente a conexão com a sociedade”, afirmou.

Segundo Rogério, ministros da Corte estariam ultrapassando limites institucionais. “Está faltando institucionalidade. Perderam-se as medidas e as pessoas acham isso normal”, declarou.

Eleições de 2026

Na entrevista, Rogério também falou sobre o cenário eleitoral de 2026 e afirmou que o PL trabalha para ampliar presença no Nordeste. Segundo ele, o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro tem fortalecido alianças regionais.

O senador elogiou o senador Flávio Bolsonaro e afirmou que ele representa continuidade do bolsonarismo. “Ele tem os mesmos conceitos e valores do pai, com uma visão conservadora da sociedade e liberal do ponto de vista econômico”, declarou.

Rogério afirmou ainda que o partido busca estruturar palanques estaduais e alianças regionais para o próximo pleito presidencial.

Tribuna do Norte

Dia das Mães: bares e restaurantes projetam alta no faturamento

Abrasel-RN: 14% esperam alta próxima ou superior a 50% | Foto: Adriano Abreu

A maioria dos bares e restaurantes do Rio Grande do Norte espera ampliar o faturamento no Dia das Mães, uma das datas mais importantes para o setor de alimentação fora do lar. Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do RN (Abrasel) em abril aponta que 65% dos empresários projetam crescimento nas vendas durante a data.

Apesar do otimismo, a expectativa é de avanço moderado. Entre os entrevistados, 25% estimam aumento de faturamento entre 6% e 10%. Outros 13% projetam crescimento de até 5%, enquanto mais 13% acreditam em alta entre 11% e 20%. Uma parcela do setor prevê resultados mais expressivos: 14% dos empresários esperam elevação no faturamento próxima ou superior a 50% durante a data comemorativa.

Por outro lado, 26% dos empresários acreditam que o faturamento deve permanecer estável em relação ao ano passado, enquanto 9% projetam queda nas receitas durante o período.

Segundo o presidente da Abrasel no RN, Thiago Machado, o aumento esperado pode aliviar um início de ano considerado difícil para o setor. “O início do ano não foi fácil para os bares e restaurantes, sobretudo pelo fator endividamento e pela baixa no faturamento. Esse acréscimo chega como um fôlego”, afirma.

Pagamentos em atraso

O levantamento da Abrasel-RN também mostra que 42% das empresas do setor têm pagamentos em atraso. As principais pendências estão concentradas em impostos federais (66%), seguidos por tributos estaduais (53%) e fornecedores de insumos (42%).

De acordo com Thiago Machado, o cenário está relacionado à dificuldade de repasse de custos. Ainda segundo a pesquisa, 42% dos estabelecimentos não conseguiram reajustar preços nos últimos 12 meses. Outros 55% fizeram reajustes em linha ou abaixo da inflação, e apenas 3% aumentaram preços acima dela.

Os dados mais recentes indicam um quadro ainda pressionado: em março, 28% das empresas operaram com lucro, 41% registraram estabilidade e 31% tiveram prejuízo.

Diante desse cenário, para a Abrasel-RN o Dia das Mães deve trazer um alívio para o setor, mas o impulso não será suficiente para garantir o equilíbrio das contas.

Tribuna do Norte

RN registra terceiro maior superávit comercial do Nordeste em abril

O RN registrou um saldo superavitário de US$ 18,6 milhões na balança comercial de abril. O total exportado pelo Estado representou US$ 45,46 milhões, e o total importado foi US$ 26,86 milhões, segundo dados do MDIC.

O saldo da balança comercial potiguar em abril só foi menor que o do Maranhão (US$ 117,3 mi) e Piauí (US$ 117,2 mi) no Nordeste | Foto: Magnus Nascimento

O comércio exterior movimentou US$ 72,33 milhões no Rio Grande do Norte em abril de 2026, com um saldo superavitário de US$ 18,6 milhões. O total exportado pelo estado representou US$ 45,46 milhões, e o total importado foi de US$ 26,86 milhões. O saldo foi o terceiro maior da região Nordeste, atrás de Maranhão (US$ 117,3 milhões) e Piauí (US$ 117,2 milhões). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (07) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e compilados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec-RN).

Os principais produtos exportados pelo RN em abril foram: bulhão dourado (ouro) em forma bruta para uso não monetário, com US$ 24,1 milhões; melões frescos (US$ 4,5 milhões); mamões frescos (US$ 2,7 milhões); melancias frescas (US$ 2,5 milhões) e minérios de tungstênio (US$ 2,4 milhões). Juntos, esses produtos representaram 79,7% do total exportado.

Já no campo das importações, destacaram-se outros trigos e misturas de trigo com centeio (US$ 5 milhões), redutores, multiplicadores, caixas de transmissão e variadores de velocidade (US$ 2,3 milhões), queijo tipo mussarela fresco (US$ 1,4 milhão), outras máquinas/aparelhos de impressão por offset (US$ 1,3 milhão) e camisas, blusas, blusas chemisiers de malha de uso feminino (US$ 781,6 mil). Esses produtos representaram 39,9% do total importado pelo RN no mês.

Quando comparado a abril de 2025, este mês trouxe baixas na balança comercial do RN. Em abril do ano passado, o saldo do mês foi de US$ 46,02 milhões, com US$ 76,8 milhões exportados e US$ 30,8 milhões importados. Em relação ao mês anterior (março de 2026), também houve baixas, após um saldo de US$ 73,76 milhões.

Na avaliação de Hugo Fonseca, secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, o comércio exterior do RN foi expressivo em abril. “Embora o RN seja um estado pequeno, a sua capacidade em termos de movimentação da balança comercial é enorme e se torna representativa para a região Nordeste”, diz. “Isso mostra a diversificação dos produtos na nossa balança comercial e com alto valor monetário, ou seja, os produtos exportados são extremamente valorizados”.

Para Fonseca, o resultado do ouro, principal produto exportado no mês, reflete o cenário geopolítico global. “O ouro tornou-se o mineral de maior valor monetário, em escala comercial. Isso porque ele está sendo valorizado cada vez mais, substituindo o dólar em termos de reserva financeira dos países”, explica.

Em abril de 2026, os principais destinos das exportações potiguares foram: Suíça, com US$ 18,1 milhões e 39,9% do total exportado; Canadá, com US$ 6,1 milhões e 13,6%; Países Baixos, com US$ 6 milhões e 13,4%; Espanha, com US$ 3,2 milhões e 7,2%; e Reino Unido, que movimentou US$ 2,8 milhões e 6,3%. Os cinco principais mercados de destinos somaram 79,7% do total exportado.

Hugo Fonseca: balança do RN é diversificada e com alto valor | Foto: Alex Régis

Hugo Fonseca destaca que a liderança da Suíça mostra a diversificação da pauta exportadora potiguar. “O estado vem ampliando e abrindo novas oportunidades de exportação para outros países”, afirma.

Por outro lado, os principais fornecedores de produtos para o RN foram: China, com o volume de importações de US$ 8,9 milhões e 33,2%; Argentina, com US$ 8,1 milhões e 30,3%; Alemanha, com US$ 1,6 milhão e 6,2%; Índia (5,3%) e Espanha (5,1%) registraram montantes de US$ 1,4 milhão e US$ 1,3 milhão, respectivamente. Juntos, esses países responderam por 79,4% do total das importações.

De acordo com o boletim da Sedec-RN, a via aérea foi o principal meio de transporte das mercadorias exportadas pelo RN em abril: US$ 28 milhões em transações. Na sequência, a via marítima movimentou US$ 17 milhões; e o modal rodoviário movimentou US$ 314,8 mil. Percentualmente, a via aérea representou 61,6% do total exportado.

Já em relação às importações, o modal marítimo movimentou US$ 24 milhões, seguido pela via aérea, com US$ 2,6 milhões. Por meio do modal rodoviário, o estado importou o equivalente a US$ 206,3 mil. A via marítima foi o meio de transporte responsável por 89,5% das transações comerciais do estado.

O valor acumulado de transações do comércio exterior potiguar neste ano – exportações e importações – já ultrapassa os US$ 548 milhões, destaca a Sedec-RN. No Brasil, as exportações somaram US$ 34,1 bilhões em abril, batendo recorde histórico, e as importações, US$ 23,6 bilhões. O saldo nacional foi de US$ 10,5 bilhões.

Fernando Azevêdo/Repórter

Tribuna do Norte

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Prefeitura lança São João do Assú 300 anos na próxima quarta (13) em Mossoró

A Prefeitura Municipal de Assú realiza, na próxima quarta-feira (13) o lançamento oficial do São João de Assú em Mossoró, em evento voltado para a imprensa e convidados no Requinte Buffet às 12h. A iniciativa integra uma série de apresentações que já passou por Natal no dia 10 de abril e chega agora à capital do Oeste potiguar para anunciar o Tricentenário de São João Batista.

Celebrada sob o tema "300 anos de devoção e alegria", a festa promete movimentar o município, com 12 dias de programação, reunindo grandes nomes da música nacional e artistas da terra, com valorização da cultura nordestina em cada detalhe. Entre os destaques confirmados estão nomes de expressão da música brasileira ao lado de artistas locais, valorizando a festa com os talentos da região. A programação cultural conta ainda com o Auto de São João Batista, de 05 a 07 de junho, espetáculo que narra a história do padroeiro do município e é tradição consagrada em Assú. Uma das novidades desta edição é a entrada do Arraiá do Jegue na programação oficial do São João de Assú. O evento, muito aguardado pela comunidade, acontece no dia 20 de junho e passa a integrar o calendário geral da festa, ampliando as opções culturais e fortalecendo a identidade da programação local.

"Estamos levando a nossa festa para Mossoró porque queremos que todo o Rio Grande do Norte sinta o orgulho que sentimos de ser assuense; nos nossos 300 anos temos muita coisa para mostrar, são mais polos culturais, mais eventos dentro da programação, mais apoio as quadrilhas locais e aos artistas entre tantos outros diferenciais. Este lançamento é um convite para que o mundo venha nos ver festejar, com muita música, fé, cultura e a alegria que só o povo do Assú sabe ter", disse o prefeito Lula Soares.

Credenciamento de Imprensa
O credenciamento para a imprensa já está aberto e pode ser feito por meio do site oficial da Prefeitura de Assú. Os interessados têm até o dia 20 de maio para realizar o cadastro. Jornalistas, fotógrafos, videomakers e demais profissionais de comunicação são bem-vindos.

Confira a programação:

12 de junho: Michele Andrade e Thullio Milionário
13 de junho: Matheus & Kauan, Israel Fernandez e Zé Filho
14 de junho: Mastruz com Leite, Flávio José e Amazan
17 de junho: Zé Vaqueiro e Zezo
18 de junho: Rey Vaqueiro, Nuzio Medeiros e Daniel Donato
19 de junho: Filho do Piseiro, Thiago Freitas e Forró de Griff
20 de junho: Seu Desejo e Bonde do Brasil
21 de junho: Menos É Mais e Panda
23 de junho:
17h – Bonde do Gragra e Banda Grafith (Arrastão)
21h – William Sanfona (Show religioso)
24 de junho: Padre Fábio de Melo

Secom-Assú

Mais três: Japi, São Vicente e Pedro Velho anunciam apoio a Samanda para o Senado

A pré-candidata ao Senado Samanda Alves (PT) segue ampliando sua base de apoios no Rio Grande do Norte. Agora, lideranças de Japi, São Vicente e Pedro Velho passaram a integrar o projeto político que vem ganhando força em diferentes regiões do estado.

Em Japi, no Agreste Potiguar, Samanda recebeu o apoio da prefeita Simone Silva, do vice-prefeito Eduardo Pinheiro, do ex-prefeito Tarcísio Araújo de Medeiros, do ex-vereador Bico de Pato, além do presidente da Câmara, Zomi, e dos vereadores Édson Batista, Pedro Paulo, Valéria de Luizinho, Flávio Claudinho e Dida Félix.

Já em São Vicente, no Seridó, declararam apoio à pré-candidatura a prefeita Jane Maria, o ex-prefeito Jaci Lins, o presidente da Câmara Neto de Cristina e os vereadores Iracema Pereira, Vanvan Gabriel, Antônio Soares, Ivone da Mata, Chico Lins e Geni de Holanda.

Em Pedro Velho, também no Agreste, o apoio veio do prefeito Júnior Balada, uma das principais lideranças políticas da região, e da pré-candidata a deputada estadual Daiana Valentim.

“Esses apoios mostram que o Time de Lula está cada vez mais presente em todas as regiões do Rio Grande do Norte. A gente tem percorrido o interior, dialogado com as lideranças e ouvido de perto o sentimento de quem reconhece a importância dos investimentos federais chegando aos municípios e quer continuar construindo um estado que avance, sem deixar ninguém para trás”, afirmou Samanda.

VPJ expande presença das raças Brangus e Ultrablack na pecuária nordestina com leilão em Maceió (AL)

A VPJ Pecuária realiza no próximo dia 16 de maio, na capital alagoana (Maceió), o 2º Leilão VPJ Genetics – Edição Nordeste e 5º Leilão de Produção Bezerras de Futuro. O evento integra a programação da 13ª ExpoAlagoas Genética, no Parque da Pecuária. O remate faz parte da estratégia do criatório para ampliar a presença das raças Brangus e Ultrablack no Nordeste, apontado como a nova fronteira agropecuária do Brasil.

Com transmissão pela TV Agreste e Lance Rural, serão ofertados 30 touros e 40 bezerras Brangus e Ultrablack, além de matrizes, pacotes de embriões e cotas de reprodutores em coleta nas principais centrais de inseminação artificial. “Estamos oferecendo o que há de mais avançado no melhoramento genético dessas raças, com a proposta de acelerar a formação de novos plantéis”, afirma Valdomiro Poliselli Júnior, titular da VPJ Pecuária.

A trajetória do criatório ajuda a explicar a relevância do remate. A VPJ Pecuária está entre os grupos pioneiros no fortalecimento do Brangus e foi uma das primeiras a acreditar no potencial do Ultrablack. Os animais descendem dos melhores touros norte-americanos, destacados em criteriosas provas de avaliação, desempenho, performance e qualidade de carne.

Antes mesmo de atuar com essas raças, a propriedade já investia de forma pioneira em seleção apurada, importação massiva de linhagens superiores e programas técnicos envolvendo bovinos Angus e ovinos Dorper. É um trabalho sustentado por tecnologias como a genômica, ultrassonografia de carcaça, provas de performance, testes reprodutivos e forte pressão de seleção. O resultado foi a produção de touros reconhecidos nacionalmente, presentes nas mais importantes centrais de inseminação, além de doadoras comprovadas no mercado.

Raças que atendem diferentes mercados

No Nordeste, o Brangus e o Ultrablack ganham espaço em múltiplas demandas econômicas. Na pecuária de corte, destacam-se pela produção de animais precoces, pesados, férteis e com excelente rendimento de carcaça e qualidade de carne, atributos que rendem bonificações pagas por frigoríficos. Essas raças têm a capacidade de agregar valor à toda produção, sendo adaptados também ao clima semiárido.

Para o criador que deseja iniciar plantel, a oferta de embriões e jovens doadoras representa a oportunidade de entrar no segmento apoiado por um criatório com mais de três décadas de pioneirismo em programas de melhoramento genéticos e performance.

“A escolha de Alagoas reforça o protagonismo do estado em uma pecuária moderna, sustentada pelo uso de biotecnologias como a inseminação artificial, com índices historicamente acima da média nacional. Alagoas também foi pioneiro no Nordeste ao consolidar uma marca de carne certificada pelo Brazil Beef Quality, evidenciando um mercado atento à qualidade de carne e à remuneração por desempenho”, afirma Rafael Andrade,  gerente de pecuária do criatório.

“Boi Preto” da vaquejada

Outro mercado em expansão é o das competições de vaquejada, uma das maiores tradições culturais do Nordeste. A chamada “boiada preta”, também conhecida como “boiada da disputa”, ganhou valorização nas competições por reunir porte, resistência e performance diferenciada. Nesse cenário, o Brangus e o Ultrablack são ideais para abastecer as competições.

Exportação de boi em pé

As duas raças também despertam interesse de projetos de exportação de gado vivo. A localização estratégica do Nordeste, próxima a portos exportadores, favorece embarques para mercados como o Oriente Médio. Com capacidade de produzir animais jovens, precoces e de alto rendimento, o Brangus e o Ultrablack se encaixam perfeitamente em uma demanda crescente, onde há preferência por pelagem preta.

SERVIÇO

2º Leilão VPJ Genetics – Edição Nordeste e 5º Leilão Bezerras de Futuro
Data: 16 de maio de 2026,  às 16h
Oferta: Reprodutores,  jovens doadoras, embriões e cotas de touros de central
Local: Parque da Pecuária, em Maceió, durante a Expogenética Alagoas.
Informações: Rafael VPJ (19) 99327-4005 e Reginaldo VPJ (19) 97161-2322
Cadastro e Reserva de Mesas: Agreste Leilões – (82) 98133-3226 (Yasmin)
Transmissão: TV Agreste e Lance Rural


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RN tem mais de 151 mil ofertas de renegociação no Desenrola

Em março, 32% das dívidas dos potiguares estavam relacionadas a bancos e cartões de crédito| Foto: Alex Régis

O Rio Grande do Norte soma 151.568 ofertas de negociação de dívidas disponíveis dentro do programa Desenrola Brasil na plataforma da Serasa. O número integra o total nacional de 7.702.238 ofertas já liberadas no chamado “Desenrola 2.0”, lançado pelo Governo Federal com foco na redução da inadimplência no país.

Dados da pesquisa de inadimplência apontam que no Rio Grande do Norte 51,33% da população possui algum tipo de dívida. Em março, 32% das dívidas dos inadimplentes estavam relacionadas a bancos e cartões. Os dados foram apresentados na última terça-feira (5), durante coletiva da Serasa, que também detalhou o cenário atual de endividamento e as perspectivas para os próximos meses.

Segundo a empresa, 45% dos brasileiros afirmam que se sentiriam mais confiantes se conseguissem negociar suas dívidas — um indicativo do impacto direto que programas como o Desenrola podem ter na retomada do crédito.

No Brasil, os bancos seguem como principal segmento das dívidas, representando 27% de todos os débitos no país, conforme dados do “Mapa da Inadimplência”, divulgado pela Serasa.

O Desenrola Brasil é uma iniciativa do Governo Federal criada para ajudar brasileiros a quitar dívidas em atraso e voltar ao mercado de crédito. O programa reúne bancos e empresas em uma plataforma digital que oferece descontos que podem chegar a até 90%, além de prazos ampliados e juros reduzidos para pagamento.

Com duração limitada, a proposta é facilitar a negociação, principalmente para pessoas de baixa renda, permitindo que regularizem a situação financeira de forma mais acessível e organizada.

De acordo com Aline Maciel, diretora da Serasa, o público das classes D e E tem papel central nesse contexto. “É uma classe que passa a ter acesso ao crédito de forma digital. É um público menos letrado financeiramente e usa o salário como um complemento do salário”, afirmou.

A Serasa reforça que atua como intermediadora nesse processo. “Quando o consumidor acessa nosso canal, ele está falando direto com os bancos. A ideia é pulverizar as ideias a partir do Desenrola”, explicou Maciel.

Ainda segundo a empresa, o aplicativo sinaliza quais débitos estão dentro das regras do programa, facilitando a adesão dos consumidores. No total, são 7,7 milhões de ofertas vinculadas ao novo Desenrola, e 691 milhões de propostas disponíveis na plataforma Serasa Limpa Nome, que reúne mais de 2 milhões de empresas parceiras.

O “Mapa da Inadimplência” mostra que o Brasil registra atualmente 8,2 milhões de inadimplentes, um aumento de 1,35% em relação a fevereiro de 2026. O valor médio das dívidas por pessoa chega a R$ 6.728,51, com alta de 1,9% no mesmo período.

Já o valor médio por dívida é de R$ 1.647. “Quando olha o valor médio de cada dívida, a gente está falando de um valor maior que o salário mínimo, então é um cenário realmente desafiador”, destacou Fernando Gambaro, gerente de comunicação da Serasa.

O volume total das dívidas inadimplentes soma R$ 338,2 milhões, mas, segundo Gambaro, esse número representa apenas parte do problema. “Aqui são só dívidas inadimplentes, a gente sabe que o cenário de dívidas é muito maior”, pontuou.

Para Gambaro, a solução passa pela educação financeira. “A gente percebe que os fatores estão atrelados à educação financeira e podem ser minimizados com letramento”, afirmou.

Tribuna do Norte

Lei dos Royalties: ministros votam caso hoje

Debate foi retomado ontem (06) no STF após 13 anos parado| Foto: Divulgação/STF

O Supremo Tribunal Federal concluiu, nesta quarta-feira (6), a primeira sessão do julgamento que discute a divisão dos royalties do petróleo entre estados e municípios produtores e não produtores. A continuidade da análise ficou marcada para esta quinta-feira (7), quando a ministra relatora, Cármen Lúcia, e os demais ministros devem apresentar seus votos. O Rio Grande do Norteé um dos estados favoráveis à redistribuição aprovada pela lei de 2012.

O julgamento foi retomado pelo STF após um hiato de 13 anos. Na análise da Corte consta um conjunto de cinco Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) que discutem as regras de distribuição dos royalties da exploração de petróleo entre União, estados e municípios.

As ações questionam dispositivos da Lei dos Royalties (Lei 12.734/2012), que modificou os critérios de repartição dos royalties e da participação especial decorrentes da exploração de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, ampliando a divisão desses recursos entre entes federativos não produtores. A aplicação da regra está suspensa liminarmente desde março de 2013.

A sessão de ontem (06) foi dedicada às manifestações dos governos de três estados produtores de petróleo que são autores de parte das ações em análise: Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo. Também se manifestaram a Advocacia-Geral da União (AGU) e outras entidades admitidas no processo (amici curiae, ou amigos da corte).

O governo do Rio de Janeiro (ADI 4917) sustentou que a Lei dos Royalties viola a Constituição ao desconsiderar a necessidade de compensação aos estados produtores. Segundo o argumento, a exploração de recursos gera impactos ambientais, sociais e econômicos relevantes, decorrentes do crescimento populacional e do aumento da demanda por serviços públicos nas regiões afetadas, com prejuízo ao estado fluminense estimado em R$ 26 bilhões só em 2026.

O governo do Espírito Santo (ADI 4916) afirmou que a controvérsia teve origem em debate travado no Congresso Nacional, em que uma maioria prevaleceu sobre a posição dos estados produtores, resultando em “uma lei muito ruim”. Ao mesmo tempo, o estado buscou apresentar uma posição intermediária para obter do Supremo uma solução constitucional que concilie a vontade do legislador com os limites impostos pela Constituição.

O governo de São Paulo (ADI 4920) ressaltou que o STF já reconheceu a natureza compensatória dos royalties do petróleo, entendendo-os como receita dos entes diretamente afetados pela exploração. Segundo a sustentação, esse direito decorre do fato de que são os estados produtores que arcam com o aumento da demanda por infraestrutura e serviços públicos e com os impactos ambientais e econômicos da atividade petrolífera.

A AGU concordou com as partes autoras ao sustentar que as mudanças introduzidas pela lei comprometem o equilíbrio do federalismo brasileiro. Ressaltou que a Constituição já prevê mecanismos para evitar a concentração excessiva de recursos nos estados produtores e lembrou ainda que os dispositivos questionados chegaram a ser vetados pela então presidente da República Dilma Rousseff na sanção da lei, mas os vetos acabaram derrubados pelo Congresso.

A entidade defendeu, no entanto, que, caso o Supremo declare a constitucionalidade dos dispositivos questionados, os efeitos da decisão sejam modulados, a fim de evitar impactos financeiros abruptos para a União e para os estados.

Amigos da corte

Foram admitidos no processo os estados de Alagoas, Amapá, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul, além da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), da Associação dos Municípios Excluídos do Rol dos Recebedores de Royalties de Petróleo e Gás (AMRO) e da seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ).

Em maior ou menor medida, a maioria desses participantes divergiu das teses apresentadas pelos autores das ações e pela AGU, defendendo uma repartição mais equilibrada dos royalties entre todos os entes federativos.

Em linhas gerais, sustentaram que os recursos naturais constituem bem nacional e que a legislação questionada buscou ampliar a distribuição das receitas sem excluir os estados produtores.

No julgamento do mérito, o Plenário deverá definir se os valores arrecadados pela exploração desses recursos devem privilegiar estados e municípios produtores, em razão da atividade econômica realizada em seus territórios, ou se essas riquezas, que pertencem à União, devem ser distribuídas de forma mais abrangente entre todos os entes da Federação.

O ministro Gilmar Mendes disse que a solução para a controvérsia deve passar por um diálogo entre os Poderes. “Precisamos refletir com todo o cuidado, e muito provavelmente teremos de fazer um modelo de jurisdição colaborativa, porque isto vai envolver também o Executivo e o Legislativo, como temos feito em outros casos de igual ou até maior complexidade”, afirmou no fim da sessão do Supremo.

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