terça-feira, 7 de julho de 2026
Pedro Filho reúne cerca de 500 lideranças em Mossoró e amplia articulação política com ato em Apodi
Confiança do comércio em Natal cresce em junho e supera a média das capitais
Apesar do desempenho positivo, a confiança dos empresários do comércio de Natal recuou 3,9% em relação a junho do ano passado| Foto: Magnus Nascimento
A confiança dos empresários do comércio em Natal atingiu 109,6 pontos em junho, superando a média das capitais brasileiras, de 102,6 pontos, segundo o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec). O resultado representa uma retomada do otimismo em relação aos meses anteriores e foi impulsionado principalmente pelas empresas de maior porte e pelos segmentos de bens semiduráveis e não duráveis.
O indicador de junho (109,6) ficou acima dos 108,4 registrados em maio, mas abaixo dos resultados de abril (112,3) e março (111,6). Em fevereiro, o índice foi de 107,9 pontos, enquanto em janeiro alcançou 108,5 pontos.
O índice considera o ajuste sazonal, metodologia que desconsidera os efeitos de fatores típicos de determinadas épocas do ano, como o período junino e outras datas que tradicionalmente influenciam o desempenho do comércio.
O economista da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do RN (Fecomércio RN), William Figueiredo, explica que o Icec mede a percepção dos empresários em relação aos próximos meses, refletindo as expectativas para a economia e o desempenho dos negócios. Ele explica que o otimismo é impulsionado principalmente pelas empresas de maior porte e pelos segmentos de vestuário, supermercados, perfumarias e farmácias. “Empresas maiores conseguem suportar melhor um ambiente de juros elevados e de maior desafio econômico”, afirma.
O economista destaca que o cenário econômico do RN contribui para esse resultado. De acordo com ele, a expectativa é de que a economia potiguar cresça cerca de 2,5% em 2026, acima da projeção de 2% para o Brasil. “Se você tem uma perspectiva de crescer mais do que a média do Brasil, é natural que a confiança do empresário seja maior do que a média brasileira”, explica.
O Icec é calculado mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e mede a percepção dos empresários do varejo sobre o cenário atual e as expectativas para os próximos meses.
Gerente da Narciso Enxovais, Jessy Santos afirma que o movimento nas ruas aumentou em relação ao ano passado, o que deixa o segmento mais confiante. “Acredito que estamos mais confiantes. O primeiro semestre mostrou um aumento bacana e eu vejo que, principalmente as lojas grandes, estão confiantes em relação ao lucro”, diz.
Na Mil Opções, loja de cosméticos e acessórios, o cenário também é de otimismo. Funcionário do estabelecimento, Alessandro Caetano percebeu aumento no fluxo de clientes. “Vejo que os empresários ficaram mais confiantes até para investir em outras mercadorias”, afirma.
Gerente da rede Unilar, Auzair Gomes avalia que o comércio potiguar ainda enfrenta dificuldades no segmento de eletrodomésticos, móveis e eletrônicos. “Vejo pequenos negócios fechando e diminuindo a quantidade de funcionários. A gente não está vendo melhora para esse segmento do comércio aqui no RN”, relata.
Na avaliação do presidente da Associação dos Empresários do Bairro do Alecrim (AEBA), Matheus Feitosa, o nível de confiança positivo também pode ser percebido pelos investimentos em andamento no bairro. “O comércio informal também tem crescido e recebido novos investimentos. Porém tudo sendo feito com muita cautela e analisando o cenário da economia internacional, nacional e local”, considera.
Rodrigo Vasconcelos, presidente da associação Viva O Centro considera que na
Cidade Alta a percepção dos empresários é menos otimista. “Em relação ao ano
passado, não observamos um aumento significativo na confiança para novos
investimentos. Muitos comerciantes continuam cautelosos diante da redução do
fluxo de consumidores e das dificuldades enfrentadas diariamente”, lamenta.
Confiança cai em relação a 2025
Apesar de permanecer acima da média nacional, o primeiro semestre de 2026 encerrou com um nível de confiança inferior ao registrado no mesmo período de 2025 em Natal. Em junho, o indicador recuou 3,9% em relação ao mesmo mês de 2025.
De acordo com a Fecomércio RN, o resultado reflete um cenário econômico mais desafiador diante da expectativa de um crescimento mais moderado da economia neste ano, fator que influencia a confiança dos empresários.
Segundo William Figueiredo, a redução em relação a 2025 acompanha um movimento
observado em todo o país. “O índice está menor, da mesma forma que o do Brasil
também está menor. Você tem uma conjuntura econômica este ano mais desafiadora
do que era em 2025. Logo, a confiança do empresário está menor neste ano do que
estava em 2025”, afirma.
Tribuna do Norte
Com recursos disponíveis, obra no Walfredo Gurgel está parada há 2 anos
O secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, explicou que a paralisação decorre de problemas com as empresas| Foto: Léia Ventura
Única unidade especializada em
alta complexidade para queimaduras no Rio Grande do Norte, o Centro de
Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel está com a
reforma paralisada há dois anos. O Ministério Público (MPRN) e a Defensoria
Pública do Estado (DPE-RN) ajuizaram uma Ação Civil Pública (ACP) na última
semana, com pedido de tutela de urgência, para obrigar o Governo do Estado a
retomar imediatamente as obras.
A ação aponta para um cenário de insalubridade, abandono e redução da capacidade de atendimento pela metade, embora haja recursos federais de 2019 assegurados para a conclusão da obra, orçada em R$ 1,28 milhão. A reforma começou em junho de 2024, com prazo original de três meses. Segundo Pinheiro, a ACP foi ajuizada na última sexta-feira (3). A ação foi distribuída para a 4ª Vara da Fazenda Pública.
O CTQ atende pacientes de todos os municípios do RN, onde não existe unidade semelhante nem na rede pública nem na rede privada. Vistorias técnicas realizadas por MPRN, DPE-RN e Conselho de Medicina do RN (Cremern) apontaram um cenário grave, com falhas assistenciais e falta de profissionais.
Os resultados das vistorias no CTQ apontam que a capacidade caiu de 22 para 12 leitos. Pacientes excedentes ficam dispersos em áreas não especializadas do hospital (como UTIs e pronto-socorro), aumentando o risco de infecções cruzadas.
No local, pacientes convivem com poeira, escombros, infiltrações e fiação exposta, segundo a ACP. Foram desativados o isolamento, a semi-intensiva, o ginásio de reabilitação e a sala de balneoterapia do CTQ.
Segundo a ação, o ambulatório da unidade, que chegava a realizar 22 mil atendimentos por ano, hoje funciona apenas dois dias por semana. Há ainda um déficit de pessoal: falta clínico-geral à noite, enfermeiro exclusivo 24h e a equipe de reabilitação opera com menos da metade dos fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais necessários.
Diante desse cenário, o MPRN e a DPE-RN acionaram a Justiça pedindo que o Estado, em até 30 dias, adote as providências necessárias à retomada das obras. Isso deve acontecer por contratação emergencial ou por requisição administrativa de bens e serviços. A ação cobra ainda a apresentação de um cronograma físico-financeiro para conclusão da obra em até 90 dias.
Pede também que o Estado seja condenado a concluir a reforma em até 120 dias, adquirir os equipamentos necessários à reativação dos serviços desativados e contratar profissionais suficientes para que a unidade volte a operar com sua capacidade plena de 20 leitos.
“Os dois pedidos principais são: contratação emergencial de nova empresa para conclusão da obra e suprimento dos déficits de pessoal, tendo em vista a necessidade de melhorias na assistência ao paciente”, frisa a defensora pública Claudia Carvalho Queiroz.
Ela explica que, após tentativas de conciliação extrajudicial e diante do abandono da última empresa, “outra alternativa não restou senão a propositura da ação coletiva”. O Poder Judiciário concedeu um prazo de 10 dias para o Estado se manifestar. A Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap-RN) diz que ainda não foi intimada.
De acordo com a promotora de Justiça Iara Pinheiro, a ACP desenha um cenário “insalubre e desumano, com danos assistenciais” e um “contexto de grande desconforto térmico, precariedade, insalubridade e abandono, onde o risco sanitário está presente cotidianamente de forma perene há quase dois anos”.
A diretoria do Cremern pontua que esse problema “se arrasta há anos, sem
apresentar melhora significativa e impacta diretamente a assistência à
população do RN”. “O Conselho tem mantido vigilância sobre o caso e reforçado a
necessidade de solução urgente, considerando o agravamento do quadro com o
aumento expressivo das internações e a redução da capacidade”, diz.
Secretário avalia decisão judicial como positiva
O secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, explicou em entrevista coletiva nesta segunda-feira (6) que a paralisação decorre de sucessivos problemas com as empresas. A primeira sofreu distrato amigável para evitar um litígio judicial. A segunda, contratada por dispensa de licitação, também descumpriu o contrato.
Motta comentou as sugestões presentes no pedido da ACP (contratação emergencial ou requisição administrativa de bens e serviços). Conforme ele, a requisição travaria o uso da verba federal. “Se eu fizer uma requisição, a Caixa Econômica não libera os valores, pois ela exige um processo licitatório. Teríamos que pagar com orçamento próprio do Estado”, explicou.
Segundo ele, a Sesap-RN e a Secretaria de Estado da Infraestrutura, que coordena as licitações, já têm um processo em curso de levantamento de preços para uma nova licitação. Motta avaliou como positiva uma eventual decisão judicial determinando a contratação emergencial de nova empresa.
“Se sai uma decisão judicial determinando que a gente possa fazer a licitação de forma emergencial, eu vou ter condições de convidar empresas. Porque agora, oficialmente, eu [teria] uma decisão judicial dizendo que eu posso chamar empresas, aquelas que eu entenda que sejam capazes de realizar a obra”, explicou. Além disso, seria possível usar a verba federal já disponível.
Quanto ao déficit de pessoal, o secretário destacou que, na última semana, 748
profissionais de saúde aprovados em concurso foram convocados. Segundo ele,
parcela considerável de médicos e técnicos será alocada para recompor o CTQ.
Tribuna do Norte
Falta tecnologia para sal do RN avançar em baterias de sódio
Baterias de sódio devem impulsionar investimentos de cerca de US$ 800 bilhões até 2035| Foto: Alex Régis
O Rio Grande do Norte, responsável por cerca de 95% da produção nacional de sal, pode ser um dos principais beneficiados pela expansão das baterias de sódio, tecnologia que promete transformar o mercado global de armazenamento de energia. Para aproveitar essa oportunidade, no entanto, o estado precisará superar gargalos como a ausência de tecnologia voltada ao desenvolvimento dessa cadeia produtiva. A expectativa é que o avanço das baterias de sódio impulsione um ciclo de investimentos de cerca de US$ 800 bilhões até 2035, abrangendo desde a extração da matéria-prima até a infraestrutura elétrica e a produção industrial, segundo o relatório “Sal: o novo petróleo”, divulgado pelo banco Morgan Stanley.
A expectativa em torno desse mercado é alta, uma vez que ele irá redefinir o
mercado de energia, transporte e commodities. No entanto, o presidente do
Sindicato das Indústrias de Extração de Sal do Estado do Rio Grande do Norte
(Siesal-RN), Aírton Torres, avalia que a perspectiva para a nova utilização do
sal envolve uma tecnologia de ponta inexistente na indústria local e que não
está disponível facilmente no mercado mundial.
Para vencer essa barreira, indica, a busca por parcerias é fundamental. “Está aberta a possibilidade de empresas salineiras locais avançarem nesse novo ambiente tecnológico, desde que firmem parcerias com empresas nacionais ou internacionais que detenham a tecnologia”, afirma.
Torres ressalta que o mercado de baterias de sódio é bastante incipiente. Em função disso, defende ele, é necessária uma gama de pesquisas para o setor. “Não temos informações de que empresas de sal do RN tenham se mexido na direção de procurar detentores dessa tecnologia visando parcerias, até porque estamos diante de um mercado que exigirá maturação. Não houve tempo hábil para uma corrida por investimentos, porque é preciso desenvolvimento e muita pesquisa”, avalia o presidente do Siesal.
Aírton Torres disse que uma breve pesquisa elaborada pelo Sindicato sobre a
produção de baterias de sódio mostra que a fabricação delas é muito semelhante
ao das baterias de íons de lítio, o que permite adaptar fábricas já existentes
fora do estado. “Atualmente, a produção de lítio ocorre principalmente em Minas
Gerais”, fala.
Aírton Torres (Siesal) diz que
mercado ainda carece de pesquisas| Foto: Alex Régis
Um dos principais desafios, portanto, é que a produção de baterias de sódio ainda se encontra em expansão. A boa notícia é que a tecnologia apresenta inúmeras vantagens. “O sódio é abundante e barato, não depende tanto de minerais críticos como lítio e cobalto, pode utilizar matérias-primas renováveis para o ânodo (um material ativo para a produção de bateria de sódio) e o custo de fabricação tende a ser menor”, aponta o levantamento do Siesal.
O secretário Lahyre Rosado Neto, de Desenvolvimento Econômico do RN (Sedec), analisa que o estado, por ser o maior produtor de sal do país, poderá se beneficiar muito da expansão do mercado de baterias de sódio. Mas, segundo ele, para isso, é preciso que o Rio Grande do Norte volte a discutir a transformação química do setor salineiro.
“Já tivemos projetos de lei para desestimular a saída de sal bruto a granel no
fim da década de 1990 e início dos anos 2000 e essa é uma necessidade que o
estado continua a ter. Nossa matéria-prima é abundante.
Precisamos, porém, dar os primeiros passos, de forma a atuar na transformação dessa matéria, buscando parceiros com interesse em implantar esse tipo de negócio [transformação química do sal] por aqui”, disse o secretário, ao sublinhar que o estado já é destaque no cenário de energias limpas.
O relatório do Morgan Stanley aponta que as baterias de sódio assumem papel estratégico em substituição a matérias-primas críticas, como lítio, cobre e grafite, com projeção de que a produção deve sair de um estágio ainda inicial para um mercado global de até 830 GWh (gigawatt/hora) por ano em 2030 e 2,4 TWh (Terawatt-hora) em 2035 — podendo chegar a até 3,7 TWh em um cenário mais otimista.
Esse novo tipo de tecnologia possui vantagem de custo que varia de 30% a 40% em relação às baterias de fosfato de ferro-lítio (LFP), além de apresentar desempenho melhor quando submetidas a regiões de clima frio.
“Enquanto as baterias LFP perdem cerca de metade de sua capacidade em frio
extremo, as baterias de íons de sódio mantêm mais de 90% da própria capacidade,
escreveu o jornal britânico Financial Times, com base no relatório do Morgan
Stanley.
Tribuna do Norte
RN terá 740 novos casos de câncer por ano
Foto: SBCO/Divulgação
Estimativas do Instituto
Nacional de Câncer (INCA) apontam que o Rio Grande do Norte deve registrar 740
novos casos anuais de câncer de cabeça e pescoço, nas regiões de cavidade oral,
laringe e tireoide, sendo aproximadamente 200 deles concentrados em Natal. Com
o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS), a Sociedade Brasileira de
Cirurgia de Cabeça e Pescoço (SBCCP) promove anualmente a campanha Julho Verde.
O mês foi escolhido em alusão ao Dia Mundial de Prevenção e Combate ao Câncer
de Cabeça e Pescoço (27 de julho) e busca conscientizar a população sobre
tumores que afetam a boca, tireoide, laringe, faringe e garganta.
O movimento lembra que identificar a doença logo no início é fundamental para o sucesso do tratamento e a cura. Atualmente, cerca de 80% dos pacientes com câncer de cabeça e pescoço descobrem a doença apenas nos estágios III e IV, quando o tratamento costuma ser mais complexo e as chances de cura são reduzidas. Quando identificado precocemente, porém, o índice de cura pode chegar a 90%.
De acordo com Juliana Fernandes, cirurgiã de cabeça e pescoço, a campanha, proposta há quase uma década, instituiu um mês para divulgar as formas de prevenção e facilitar o acesso às informações sobre pequenas lesões que podem permitir o diagnóstico precoce de tumores e, com isso, possibilitar melhores resultados no tratamento. O tratamento pode ocorrer por meio de cirurgias e, em estágios mais avançados, radioterapia e quimioterapia. A cirurgiã destaca a importância desse debate dentro e fora dos consultórios. “Não só os médicos, não só os cirurgiões de cabeça e pescoço, mas todos os médicos, dentistas, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogos, gestores e, inclusive, até mesmo os familiares. Porque às vezes um familiar consegue reconhecer alguma coisa diferente na pessoa, e isso já vai ajudar a dar apoio para tratar rapidamente aquela alteração”, reitera.
A especialista revela que há medidas de prevenção que são primordiais quando se trata do câncer relacionado a essas áreas. “Evitar fumar, evitar beber, ter relações sexuais protegidas com camisinha para evitar a transmissão do HPV. Isso tanto no sexo oral, como no sexo vaginal, como no sexo anal — todos os tipos, com camisinha. E protetor solar de todas as formas: uso de chapéu, uso de óculos escuros, uso de camisas de manga comprida com proteção solar. Tudo isso é importante, de uso diário e constante”, aponta.
Juliana Fernandes explica que os principais sintomas atrelados a esse tipo de câncer são feridas e lesões que persistem por mais de 15 dias. “São feridas e aftas na boca, uma rouquidão por mais de três semanas, dificuldade de engolir, dificuldade de falar, nódulos no pescoço; também tem alguns sangramentos que podem ocorrer na cavidade oral, no nariz, na garganta, que acabam se exteriorizando e aparecendo”, pontua.
A cirurgiã reitera que o HPV recentemente tem sido difundido como um fator causal muito importante no câncer de orofaringe. “Antigamente falávamos que o HPV era mais para câncer de colo de útero, mas a incidência na garganta e na faringe já está bem elevada. A gente vê em homens e mulheres que, devido à alta incidência do vírus, ele está gerando esses tumores. Uma das principais formas de prevenção é a vacinação”, afirma. De acordo com a cirurgiã, o câncer de cabeça e pescoço em homens tem maior incidência quando atrelado aos fatores de risco como o tabagismo e o alcoolismo. “Os homens fumam mais e bebem mais. Então, eles têm mais câncer de cabeça e pescoço, mas dos tipos que são influenciados pelo cigarro e pelo álcool. Por exemplo: boca, garganta, faringe e nasofaringe. Porém, o câncer de tireoide é mais incidente nas mulheres”, revela.
Além de reduzir o consumo de tabaco e álcool, proteger-se do sol e ficar atento
aos sintomas da doença, a vacinação contra o HPV é uma das principais formas de
prevenção. Disponível gratuitamente no SUS para os públicos elegíveis, a vacina
é altamente eficaz contra os principais tipos do vírus. Com isso, ela reduz
drasticamente o risco de cânceres associados ao HPV, incluindo parte dos
tumores de cabeça e pescoço. “Os vapes são uma caixinha de surpresas, pois a
gente não sabe dizer ao certo a quantidade de substâncias tóxicas que contêm e
qual é a sua composição. São muitas marcas e eles usam composições diferentes.
E a gente não consegue dimensionar, de fato, a agressividade. Mas já é bem
estabelecido que os componentes são agressivos, são cancerígenos e piores do
que os do cigarro convencional”, finaliza.
Registros de câncer no RN
A Liga Norte-Riograndense Contra o Câncer, único Centro de Assistência de Alta
Complexidade em Oncologia (CACON) do Rio Grande do Norte, é responsável por
absorver 65% da demanda oncológica do estado, atendendo um público
majoritariamente dependente do SUS (70%). Em 2025, a Liga realizou 22.835
procedimentos direcionados a esse tipo de câncer.
Os registros da instituição
dividem-se em 14.295 consultas, além de 4.303 procedimentos cirúrgicos e 4.237
procedimentos diversos, como exames endoscópicos, biópsias e pequenas cirurgias
de lesões cutâneas. A instituição filantrópica oferece uma linha de cuidado
integral descentralizada em sete unidades assistenciais distribuídas entre
Natal, Seridó e Vale do Açu, além de manter uma casa de acolhimento.
Tribuna do Norte
Reforma: estudo aponta falhas em 66,2% das notas fiscais
O estudo Termômetro do Crédito IBS/CBS analisou de forma anônima mais de 6,4 milhões de notas fiscais processadas por plataforma| Foto: Marcelo Casal Jr.
Em fase de testes em 2026 e
com início efetivo em 2027, a reforma tributária apresenta desafios sobre como
as empresas controlam seus impostos e aproveitam créditos tributários. Um
levantamento da V360, empresa de tecnologia especializada na automação de
processos fiscais e de pagamento a fornecedores, aponta que 66,2% das notas
fiscais eletrônicas (NF-e) processadas por sua plataforma apresentam problemas
que podem dificultar o aproveitamento desses créditos no novo sistema.
Os créditos tributários representam o abatimento de tributos pagos sobre os insumos ao longo da cadeia produtiva. Têm o objetivo de prevenir a cobrança em cascata (tributação repetida sobre o insumo e o produto final). A reforma tributária generalizou o regime de créditos tributários, ao extinguir regimes especiais e cumulativos.
O estudo, chamado Termômetro do Crédito IBS/CBS, analisou de forma anônima mais
de 6,4 milhões de notas fiscais processadas pela plataforma da empresa. Desse
total, 64,4% chegaram com os campos destinados ao Imposto sobre Bens e Serviços
(IBS) e à Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) sem preenchimento.
Em outros 1,8% dos documentos, foram encontradas divergências entre os cálculos
informados pelos fornecedores e os valores utilizados como referência para
validação.
Na prática, mesmo quando uma nota fiscal é emitida, erros ou informações
incompletas poderão impedir que a empresa compradora aproveite integralmente os
créditos tributários previstos pela reforma.
O IBS e a CBS substituirão gradualmente tributos atuais sobre o consumo. Nesse
modelo, as empresas poderão descontar dos impostos a pagar parte dos tributos
recolhidos na compra de mercadorias e serviços.
Para isso, porém, as
informações das notas fiscais precisarão estar corretas e ser validadas ao
longo de toda a operação.
Além da emissão da nota, passam a ter importância os chamados eventos fiscais,
como a confirmação da operação, recusas e outras manifestações registradas no
documento eletrônico. Essas informações servirão para comprovar o direito ao
crédito perante o Fisco.
Para o co-CEO da V360, Izaias Miguel, o maior desafio das empresas não estará
na emissão das notas, mas na conferência dos documentos recebidos.
“O mercado fala muito sobre como emitir a nota no novo modelo, mas o ponto
crítico para quem opera em grande escala será receber, validar e garantir o
crédito. Se a empresa não conseguir organizar o ingresso fiscal, ela pode ter
nota emitida corretamente pelo fornecedor, mas ainda assim enfrentar
divergências, atrasos e risco de perda de crédito”, diz.
Cadeia de risco
O levantamento mostra ainda que apenas 35,8% dos 139 mil fornecedores
analisados preencheram corretamente os novos campos de IBS e CBS. Os demais
64,2% ainda não estão adequados às novas exigências.
Segundo a V360, isso significa que o direito ao crédito tributário dependerá
também da qualidade das informações prestadas pelos fornecedores, tornando a
gestão da cadeia de suprimentos um fator importante para evitar perdas
financeiras.
Outro indicativo do estágio inicial de adaptação é que, entre mais de 10,8
milhões de eventos registrados nas Secretarias Estaduais da Fazenda (Sefaz),
apenas 0,04% estavam relacionados às novas funcionalidades previstas na reforma
tributária.
Automação ganha peso
Na avaliação de Izaias Miguel, o novo modelo exigirá processos mais integrados
entre as áreas fiscal, financeira, compras, tecnologia e jurídica, além de
maior uso de ferramentas de automação para validar documentos em grande escala.
“A reforma tributária aumenta o custo do erro operacional. Uma divergência que
antes gerava retrabalho interno pode passar a afetar crédito, caixa e
conformidade fiscal. O destinatário passa a ter uma função muito mais ativa na
cadeia tributária”, adverte.
Ele afirma que a preparação para a reforma vai além da atualização de sistemas
e exige uma revisão completa da forma como as empresas recebem, conferem e
registram documentos fiscais.
“Grandes empresas precisarão sair de uma lógica reativa para uma lógica
preventiva. Não basta receber a nota e corrigir depois. Será necessário validar
antes, identificar riscos em tempo real e garantir que o crédito esteja
protegido desde o início do processo”, aconselha.
Pequenas empresas
Segundo Miguel, a reforma afetará empresas de todos os portes, mas de maneiras
diferentes.
Nas grandes companhias, o desafio será a complexidade operacional. Essas
empresas costumam ter várias unidades, grande volume de notas fiscais,
diferentes áreas envolvidas no processo e sistemas de gestão (ERPs) antigos ou
altamente customizados, o que torna a adaptação mais demorada e aumenta o risco
de inconsistências.
Embora tenham operações mais simples e menos sistemas para adaptar, as micro e
pequenas empresas enfrentam outra dificuldade. Com menos profissionais
especializados, acompanham com menor frequência as mudanças na legislação e têm
menor capacidade de investir em tecnologia. Com isso, correm o risco de deixar
a adequação para os últimos meses antes da entrada em vigor das novas regras.
Tribuna do Norte
Estado deve mais de R$ 100 milhões aos municípios do RN
Recursos que pertencem aos
municípios não podem ser retidos ou remanejados pelo Governo Estadual.
Presidente da Femurn, José Augusto Rego, manifesta preocupação com sucessivos atrasos| Foto: REPRODUÇÃO REDE SOCIAL
Atrasos nos repasses constitucionais de recursos pertencentes aos municípios a cargos do Governo do Estado, continuam a comprometer a prestação de serviços à população, principalmente no interior do Rio Grande do Norte. Até o momento, a dívida do governo estadual com as 167 prefeituras já ultrapassa o montante de R$ 100 milhões, conforme levantamento da Federação dos Municípios do RN (Femurn).
Do total em atraso, R$ 43 milhões são decorrentes da dívida de repasses do IPVA, R$ 35 milhões correspondentes ao ICMS e R$ 21 milhões referentes ao FUNDEB.
O presidente da Femurn, José Augusto Rego, manifesta preocupação com os sucessivos atrasos nos repasses constitucionais e legais devidos aos municípios do Estado.
A Federação esclarece que estes recursos não se tratam de uma liberalidade do Estado, mas sim de um direito dos municípios assegurado por lei. Portanto, devem ser transferidos sem atrasos para garantir a continuidade e o pleno funcionamento dos serviços públicos essenciais prestados diretamente à população.
“Quando esses repasses atrasam, quem sofre é o cidadão, especialmente nos municípios de menor porte, que dependem diretamente dessas receitas para manter suas atividades”, alertou o presidente da Femurn.
A entidade defende veementemente que os valores sejam destinados de forma exclusiva para as finalidades às quais foram instituídos. Recursos que pertencem aos municípios não podem ser retidos ou remanejados pelo Governo Estadual para suprir outras necessidades da administração estadual.
Já a preocupação da Femurn é agravada pelo fato de que, nos próximos dias, está previsto um novo repasse de valores ainda mais expressivo por parte do Estado.
A Federação enfatiza a urgência na regularização da situação atual para evitar o crescimento contínuo do passivo, o que comprometeria gravemente a capacidade financeira das prefeituras.
Diante do cenário, a Femurn faz um apelo firme e respeitoso ao Governo do Estado para que cumpra com suas obrigações legais e constitucionais, sanando imediatamente os atrasos com os municípios.
Os prefeitos necessitam dessas verbas para administrar as cidades e, acima de
tudo, atender à população potiguar, que é a principal dependente desses
recursos. A Femurn reforça que seguirá vigilante, mantendo o diálogo
institucional e defendendo com firmeza e responsabilidade os direitos dos
municípios do Rio Grande do Norte
Amop
O presidente da Associação dos Municípios do Oeste Potiguar (Amop), Raimundo Dias Pinheiro, reafirma sua preocupação com as dívidas do Estado em relação aos repasses de recursos aos municípios “e com os prejuízos que essa situação tem causado, principalmente à população”.
“Raimundo Pezão”, como é conhecido na região Oeste, destaca o trabalho feito por José Augusto Rego à frente da Femurn, principalmente “o seu desempenho na condução desse debate, porque a Federação tem atuado de forma firme, responsável e comprometida na defesa dos interesses dos municípios, buscando diálogo com o governo do Estado, cobrando uma solução para essas pendências”.
Umarizal
Prefeito de Umarizal, Raimundo Pezão disse que a Amop “soma-se a esse esforço,
fortalecendo essa luta em defesa dos prefeitos, principalmente da população que
depende dos serviços públicos municipais”.
Segundo o presidente da Amop, os municípios “não podem continuar suportando
sozinho a responsabilidade que compromete suas finanças e limita novos
investimentos”.
“Essa é uma pauta coletiva que exige união, diálogo, respeito aos direitos das cidades e dos seus cidadãos. Não podemos ficar de braço cruzado nesse momento. Temos que levar em consideração a importância que esse recurso tem para os municípios, e que o não repasse, feito de forma devidamente correta, vem causando transtornos, causando desequilíbrio enorme financeiro aos municípios”, declarou o prefeito de Umarizal.
Finalmente, Raimundo Pezão disse que os municípios “já têm uma carga de
serviços que precisa ser fechado à população, que fogem muito da sua
responsabilidade. Mesmo assim, a gente vem assumindo esse compromisso, essa
responsabilidade. Então, assim, não podemos deixar de ter uma fonte importante,
como é repasse constitucional, que o Estado precisa ter com as prefeituras”.
Amso
Já o vice-presidente da Associação dos Municípios da Microrregião do Seridó Ocidental- Trairi (Amso-TR), Francisco Macedo da Silva, enfatizou que “ esses atrasos de repasses de recursos, tem afetado, diretamente e principalmente, os pequenos municípios, que sobrevivem basicamente de FPM”.
Mais conhecido como “Inácio Macedo”, o dirigente da Amso-TR disse que, como prefeito de Tenente Laurentino Cruz, na Serra de Santana, “faz um planejamento de pagamento aos fornecedores e infelizmente o ICMS não está chegando”.
Para complicar, alerta Inácio Macedo, “agora estão pagando à prestação, inclusive hoje (ontem) entrou uma parte, então os municípios estão em dificuldade com os atrasos de repasses do Estado, que está se apropriando indevidamente da parte do ICMS que é dos municípios. afetando diretamente a economia dos municípios”.
Prefeito de outro município situado na Serra de Santana, Cerro Cora, Maciel dos Santos Freire disse que os atrasos “nos trás preocupação”.
Independentemente da justificativa apresentada, é importante destacar que as prefeituras dependem desses recursos para manter serviços essenciais funcionando regularmente”.
Prefeito em Cerro Corá, Maciel Freire disse que a expectativa é de que o repasse do ICMS seja normalizado, conforme anunciado: “Esses são repasses que impactam diretamente o planejamento financeiro dos municípios, os atrasos comprometem o fluxo de caixa das prefeituras, dificultam o cumprimento de obrigações e podem afetar áreas fundamentais como saúde, educação e assistência à população”.
Segundo Maciel Freire, os municípios têm feito sua parte, “ muitas vezes recorrendo a recursos próprios para evitar a interrupção dos serviços, mas essa situação não é sustentável”.
“Esperamos que o Estado regularize o quanto antes todos os repasses em atraso,
garantindo previsibilidade financeira aos municípios e segurança na
continuidade dos serviços prestados à população”, complementou.
Natal
O prefeito Paulinho Freire (União) soma-se à apreensão que outros gestores já manifestam com os contratempos nas transferências constitucionais e obrigatórias que cabem aos municípios.
“Mais que prejuízos de ordem financeira, os atrasos e interrupções nesses repasses comprometem nosso planejamento e, sobretudo, a execução de nossas ações”, disse o prefeito de Natal, porque “em última instância, prejudicam a população, para a qual essas ações são voltadas”.
“Entendemos o quadro de dificuldades e estamos abertos a dialogar para
conseguir sanar essas barreiras, mas é preciso que também haja compreensão com
o contexto das prefeituras, já penalizadas com a menor fatia do pacto
federativo”, completou Paulinho Freire.
Mossoró
Por meio da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Finanças (Seplan), o prefeito de Mossoró, Marcos Bezerra (Republicanos), esclarece que o Governo do Estado do Rio Grande do Norte não repassou ao município de Mossoró a parcela de ICMS referente à arrecadação da semana de 23 a 27 de junho de no valor de R$ 3.050.000,00.
Segundo a Prefeitura mossoroense, trata-se de recurso que já ingressou nos cofres estaduais, mas cujo repasse, devido desde o dia 1º de julho, ainda não foi efetivado.
Mossoró é o segundo município do Rio Grande do Norte em contingente
populacional – uma estimativa de 278.857 habitantes em 2025, tendo o Município
reforçado que “esses recursos são essenciais para a manutenção dos serviços
públicos essenciais à população mossoroense como serviços na saúde,
terceirização de mão- de-obra, limpeza urbana dentre outros serviços
essenciais”.
SEFAZ RECONHECE ATRASOS E
INICIA REPASSES
A Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz) reconhece o atraso de recursos aos municípios, tendo emitido nota que estava efetuando a transferência de 60% da cota-parte do ICMS destinada aos municípios na segunda-feira (6), correspondente ao valor que deveria ter sido transferido na semana anterior. Os 40% restantes serão repassados nesta terça-feira (7), concluindo integralmente a transferência desses recursos.
A Sefaz esclareceu, ainda, que o repasse da cota-parte de 25% do ICMS arrecadados dos contribuintes, referente à semana corrente, bem como os repasses do Fundeb relativos à última semana e à semana corrente, serão realizados até sexta-feira (10).
Segundo a nota, a Sefaz reafirma seu “compromisso com o diálogo permanente e o respeito institucional na relação com os municípios potiguares, mantendo a transparência e a responsabilidade na gestão dos recursos públicos”.
A pasta responsável por arrecadar impostos e tributos aos contribuintes do Rio
Grande do Norte, informa que seguirá atuando para assegurar a regularização do
fluxo dos repasses, “preservando a cooperação entre os entes públicos e o
cumprimento de suas obrigações constitucionais”.
Tribuna do Norte
segunda-feira, 6 de julho de 2026
Bazar solidário vende peças a R$ 3 em Natal para arrecadar alimentos a famílias carentes
Foto: Cedida
O Grupo Natal Doações vai montar um bazar solidário no próximo domingo (12), com objetivo de arrecadar dinheiro que será revertido em compra de alimentos para famílias carentes. Na ação, cada peça sairá pelo preço de R$ 3. O espaço será montado na Travessa São Gabriel, 41, no bairro Nossa Senhora da Apresentação (conjunto Vale Dourado), na zona Norte da capital.
O bazar é uma das ações
realizadas pelo grupo para reverter em doações em Natal e no interior do
estado. O Grupo Natal Doações foi criado em 2014 e já promoveu ações
beneficentes em abrigo de idosos, clínica de dependentes químicos, creches,
orfanatos e comunidades carentes, principalmente na zona Norte da capital.
Nos últimos anos, o foco do
grupo se voltou às entregas de cestas básicas pelo interior do Rio Grande do
Norte, alcançado até cidades de outros estados. Durante mais de uma década de
atuação, a iniciativa já promoveu doações em 86 cidades potiguares, além de
duas do Ceará e seis da Paraíba.
Foto: Cedida
Foto: Cedida
A maior campanha do grupo
acontece em dezembro. No fim de 2026, será lançada a 10ª Campanha Natal Sem
Fome, que terá o objetivo de arrecadar alimentos para montar e entregar 500
cestas básicas em dez cidades do RN.
O grupo recebe doações ao
durante todo o ano. Além de alimentos não perecíveis, podem ser doados
brinquedos, roupas e calçados em bom estado; cadeiras de rodas e de banho; e
fraldas geriátricas e outros itens de necessidade básica.
O Grupo Natal Doações também
vai organizar uma trilha solidária no domingo. A iniciativa também promove
rapel solidário, aulões de dança, treino funcional, entre outras atividades em
prol da ajuda ao próximo.
Mais informações podem ser
consultadas no perfil do Instagram @gruponataldoacoes ou pelo WhatsApp: (84) 9
8844.0554.
Tribuna do Norte
Moraes manda Exército entregar armas registradas em nome de Bolsonaro
Foto: Alan Santos/PR
O ministro Alexandre de
Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (6)
que o comando do Exército entregue em até 48 horas à Polícia Federal todas as
armas pertencentes ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
A ordem foi proferida após a defesa ter informado ao Supremo que 8 das 11 armas registradas em nome de Bolsonaro estão sob posse do Exército. Outras duas já se encontram com a PF, de acordo com os advogados.
A 11ª foi apreendida em uma
blitz, no mês passado, com um dos seguranças de Bolsonaro. O militar do
Exército Estácio Leite da Silva Filho alegou que o armamento seria levado para
conserto.
Na última sexta-feira (3),
Moraes mandou revogar o registro de colecionador, atirador desportivo e caçador
(CAC) de Bolsonaro.
Apesar de a Polícia Civil do
Distrito Federal não ter indiciado o ex-presidente, por entender que a arma
está legalizada e que Bolsonaro não cometeu nenhum crime, o ministro decidiu
que as armas devem ser apreendidas.
A determinação foi feita na
mesma decisão em que Moraes manteve Bolsonaro em prisão domiciliar humanitária. O ministro entendeu
inexistir “falta grave” no episódio da arma apreendida que pudesse justificar
eventual retorno ao regime fechado.
No ano passado, Bolsonaro foi
condenado a 27 anos e 3 meses de prisão no processo da trama golpista. Em
seguida, após passar por uma cirurgia, ele ganhou o direito de cumprir prisão
domiciliar temporária por 90 dias. O ex-presidente se recupera de uma
pneumonia bacteriana.
Agência Brasil
Trump confirma que pediu à FIFA para "revisar" o cartão vermelho dado a Balogun: "Nem sequer foi falta"
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos | Foto: Reprodução
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou nesta segunda-feira (6) que pediu ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, para "revisar" o cartão vermelho dado ao jogador norte-americano Folarin Balogun, que poderá jogar hoje contra a Bélgica, depois de afirmar que "nem sequer foi falta" e levantar dúvidas sobre o árbitro brasileiro Raphael Claus, que expulsou o atacante norte-americano.
"Sim, eu fiz isso.
Conversei com Gianni, uma pessoa muito respeitada, que organizou a Copa do
Mundo mais bem-sucedida da história", afirmou em declarações proferidas no
Salão Oval, nas quais confirmou que interveio para que a FIFA revisasse a atuação
do árbitro brasileiro nas oitavas de final.
Segundo ele, assistiu à jogada
e, como alguém "que adora esportes" e entende "muito bem o
esporte", considerou que "aquilo não foi uma falta". "Nem
mesmo foi uma infração. Eram dois jogadores correndo a toda velocidade que
simplesmente se chocaram (…) ficaram emaranhados na jogada", descreveu ele
sobre a ação que resultou na expulsão de Balogun, após ele ter pisado no
zagueiro bósnio Tarik Muharemovic aos 64 minutos.
Nesse ponto, Trump apontou
diretamente para o árbitro por ter marcado o cartão vermelho direto,
ressaltando que Claus "é um pouco suspeito". "Não quero dizer
isso porque não gosto de gerar polêmica, mas é bastante suspeito. Se quiserem,
posso mostrar o histórico dele", indicou, lançando dúvidas sobre a decisão
que "ninguém conseguia acreditar".
No entanto, ele reconheceu que
não sabia que a expulsão implicaria que Balogun não jogaria a próxima partida,
na qual os Estados Unidos enfrentarão a Bélgica por uma vaga nas quartas de
final. "É um jogador absolutamente fundamental. Eu não sabia o que essa
decisão significava. Achei que não teria muitas consequências. Depois comecei a
ouvir que isso significava que ele não poderia jogar a próxima partida, pelo
menos a próxima", afirmou.
"Isso é muito
injusto", avaliou, indicando que impedi-lo de disputar a próxima partida
era uma punição muito severa para um dos melhores jogadores da seleção
americana.
"Se tivesse acontecido
com qualquer outro jogador, também teria sido injusto, mas quando você tira o
melhor jogador, ou um dos melhores", disse ele, confirmando que, na
ocasião, conversou com Infantino para pedir que ele revisasse a situação, embora,
de forma alguma, tenha admitido ter influenciado o processo.
Segundo Trump, manter essa
decisão "teria deixado uma grande mancha no campeonato". "Isso
foi a única coisa que transmiti. Não disse a ele qual decisão deveria
tomar", ressaltou.
"Não acho que tenha sido
ele quem decidiu", observou sobre o presidente da FIFA. "Acho que foi
um comitê. E esse comitê tomou a decisão certa porque, em primeiro lugar, não
houve falta. Além disso, as pessoas querem ver os melhores jogadores",
avaliou, ressaltando que seria como privar a Argentina de Lionel Messi,
Portugal de Cristiano Ronaldo ou a Inglaterra de Harry Kane.
Dessa forma, ele observou que,
se a Bélgica vencer a partida, poderá se sentir orgulhosa, mas "se tivesse
vencido com o melhor jogador do adversário ausente por causa dessa decisão, a
sensação teria sido bem diferente".
Europa Press/Tribuna do Norte










