sábado, 21 de março de 2026

PGR denuncia Silvio Almeida, ex-ministro de Lula, por importunação sexual contra Anielle Franco

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

A Procuradoria-Geral da República denunciou o ex-ministro dos Direitos Humanos do governo Lula, Silvio Almeida, por importunação sexual contra a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco. O processo está sob sigilo no Supremo Tribunal Federal e tem como relator o ministro André Mendonça.

A defesa do ex-ministro, conduzida pelo criminalista Thiago Turbay, afirma que não teve acesso à denúncia e nega enfaticamente que Silvio tenha cometido ilícitos.

Em novembro, Silvio Almeida foi indiciado pela Polícia Federal com base na suspeita de importunação sexual contra Anielle Franco e a professora Isabel Rodrigues. A denúncia da PGR, no entanto, subscrita pelo procurador-geral Paulo Gonet, trata apenas do caso envolvendo a ministra.

Anielle afirmou que houve “atitudes inconvenientes” por parte de Silvio Almeida, como toques inapropriados e convites impertinentes, mas que ela não reportou os episódios por “medo do descrédito e dos julgamentos”.

O caso envolvendo Isabel Rodrigues foi enviado à primeira instância para seguir a jurisprudência do Supremo, já que, à época dos fatos relacionados à professora, Almeida não ocupava o cargo de ministro.

Em setembro, a professora publicou um vídeo acusando o ex-ministro de tê-la tocado sem consentimento durante um almoço na presença de outras pessoas, em 2019, antes de ele se tornar ministro do governo Lula.

Silvio foi demitido do governo em setembro do ano passado, após denúncias de assédio sexual levadas à organização Me Too. No início de 2026, durante as investigações, Silvio Almeida chegou a depor por mais de duas horas à Polícia Federal.

No comunicado oficial da demissão, o governo informou à época que o presidente considerava “insustentável” a manutenção do ministro no cargo diante da natureza das acusações. O caso também é apurado pela Comissão de Ética Pública da Presidência, sob sigilo, na esfera administrativa por envolver agente público

Estadão Conteúdo

Governo fiscalizou 1,1 mil postos de combustíveis para evitar abusos

Foto: TOMAZ SILVA/AGÊNCIA BRASIL

O governo federal aumentou a fiscalização sobre postos e distribuidoras de combustíveis para verificar o aumento abusivo de preço aos consumidores e a formação de cartéis em meio ao conflito provocado pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Desde 9 de março, a fiscalização feita por meio da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e dos Procons estaduais e municipais percorreu 179 municípios em 25 estados e visitou 1.180 postos – de um universo de 41 mil postos.

Mais de 900 notificações foram aplicadas ao mercado de combustíveis, sendo 125 feitas a empresas distribuidoras.

Segundo o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom) já notificou empresas que correspondem a 70% do mercado de distribuição de combustíveis.

No total, 36 multas e interdições foram aplicadas a distribuidoras e postos.

“Esse ambiente de guerra de excepcionalidade não justifica práticas abusivas que estão sendo constatadas”, disse o ministro se referindo ao conflito no Oriente Médio e à elevação de preço nas bombas de diesel e gasolina.

O preço do barril de petróleo chegou ao pico de US$ 120 e momentos de maior volatilidade e há análises de mercado que não descartam elevações superiores, especialmente por causa da dificuldade de transporte do petróleo no Estreito de Omuz, por onde é comercializada cerca de 25% do volume global da mercadoria.

Lima e Silva também informou que foi assinada uma portaria criando uma força-tarefa para o monitoramento e a fiscalização dos mercados combustíveis “unindo e agregando” o trabalho da Senacon, da Polícia Federal e da Secretaria Nacional de Segurança Pública.

Segundo ele, a portaria que será publicada no Diário Oficial da União também serve como “reforço normativo” para que outros órgãos dos estados e dos municípios possam participar “com o lastro institucional adequado” no combate ao aumento de preços nas distribuidoras e bombas, formação de cartel de postos e de crimes contra a economia popular.

Agência Brasil

Dia da Síndrome de Down busca ampliar inclusão e combater preconceito

Foto: Reprodução

A Síndrome de Down, condição genética mais frequentemente associada à deficiência intelectual, é lembrada neste sábado (21), data que representa a presença de três cromossomos no par 21.

Instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU) como Dia Internacional da Trissomia do Cromossomo 21 (T21), o 21 de março tem o objetivo de combater o preconceito, promover a conscientização e ampliar oportunidades de inclusão, assegurando direitos fundamentais como acesso à educação, saúde e trabalho.

Respondendo por cerca de um quarto dos casos de alterações no desenvolvimento intelectual, característica presente em todos as pessoas com a síndrome, a condição não é uma doença, mas pode estar associada a algumas particularidades físicas, cognitivas e de saúde.

Embora seja mais conhecida como Síndrome de Down, o termo mais adequado é Trissomia do Cromossomo 21 ou T21, pois descreve a condição genética real.

O nome é atribuído ao nome do médico pediatra inglês John Langdon Down, o primeiro a descrever clinicamente a associação dos sinais característicos das pessoas com SD, em 1866.

No Brasil, estima-se que a síndrome ocorra em aproximadamente um a cada 700 nascimentos, o que representa cerca de 270 mil pessoas. Em escala global, a incidência é de cerca de um caso a cada 1 mil nascidos vivos.

O diagnóstico pode ser realizado durante a gestação, por meio de exames de pré-natal. Entre as características físicas mais comuns estão baixa estatura, olhos amendoados, face achatada, dedos curtos e língua proeminente.

Características
As condições de saúde mais frequentes das pessoas com Síndrome de Down são atraso no desenvolvimento, cardiopatias congênitas, problemas auditivos, visuais e na coluna, alterações na tireoide e distúrbios neurológicos. O acompanhamento médico multidisciplinar é fundamental para a qualidade de vida.

Segundo a especialista em distúrbios do desenvolvimento Luciana Brites, do Instituto NeuroSaber, a comemoração da data é importante para a reflexão e para chamar a atenção sobre as particularidades da Síndrome de Down.

“Isso ajuda a diminuir uma das maiores barreiras que a gente vê, que é a questão do preconceito, a questão pejorativa. Esse dia nos ajuda a falar mais e a desmistificar esse tema, trazendo informações relevantes e baseadas em evidência científica para que o conceito da acessibilidade e da inclusão seja realmente efetivo”, avalia.

Luciana destaca que a deficiência intelectual possível em pessoas com T21 pode gerar dificuldades na aprendizagem relacionadas à linguagem, raciocínio lógico e memória, aspectos que influenciam no processo de escolarização e tornam essencial a adaptação de estratégias pedagógicas às necessidades individuais.

“O primeiro passo para fazermos a inclusão é entender o transtorno ou a deficiência com que estamos lidando. Como cada pessoa tem suas peculiaridades, diferenças, comorbidades e é muito importante compreender isso no caso da Síndrome de Down, porque também é possível que o indivíduo tenha alterações auditivas, por exemplo.”

Desenvolvimento e inclusão
A profissional ressaltou que a escola precisa entender as necessidades de cada aluno para auxiliar no crescimento e desenvolvimento com o objetivo de torná-lo um adulto autônomo e capaz de desempenhar uma função no mercado de trabalho.

“A escola vai participar do desenvolvimento acadêmico com as habilidades de leitura e escrita, adequando o ensino a cada demanda. Como a Síndrome de Down já pode ser identificada ainda na barriga da mãe, quanto mais cedo estimulamos esse bebê, melhor será a cognição e a autonomia”, disse.

Segundo a psicopedagoga, o ensino deve ser feito com adaptações e estratégias pedagógicas baseadas em evidências científicas. Um exemplo é a instrução fônica, com ensino sistemático e explícito das relações entre letras e sons, que apresenta melhores resultados a longo prazo, mesmo que seja mais lento e precise de mais repetição.

“É preciso que a alfabetização parta do desenvolvimento consistente de habilidades precursoras, que são as habilidades que estimulam o processo de alfabetização lá na frente, com abordagens multissensoriais e instruções explícitas, que trazem muito sucesso e ganhos. É muito importante acreditar que eles conseguem aprender e quanto mais aumentarmos a interação e a participação, mais eles aprenderão”

Agência Brasil

Walter Alves fica como vice até o fim do mandato: “Que eu saiba ela não pode me demitir”

Vice-governador Walter Alves rompeu com Fátima Bezerra e ficou isolado no governo do RN | Foto: Reprodução

O vice-governador do Rio Grande do Norte, Walter Alves (MDB), confirmou que vai permanecer no cargo até o fim do mandato após a governadora Fátima Bezerra (PT) desistir da candidatura ao Senado. Ele também reforçou que mantém a pré-candidatura a deputado estadual nas eleições deste ano.

Ao ser questionado sobre os motivos que o motivaram a permanecer no cargo e disputar uma cadeira da Assembleia, Walter disse: “Recebi a missão de ser vice-governador e estou cumprindo. O que não posso é assumir a cadeira de governador e ser responsável pelo colapso financeiro do Estado, em apenas oito meses. Ficarei como vice-governador até porque, que eu saiba, a governadora não pode me demitir. Sou pré-candidato a deputado estadual”, disse.

Presidente estadual do MDB, Walter havia anunciado que renunciaria ao mandato, caso a governadora deixasse o cargo para a disputar as eleições. O motivo seria para não assumir o governo estadual, já que o impediria de disputar as eleição para deputado estadual em outubro.

Conforme a Lei de Inelegibilidade, vice-governador pode candidatar-se a outros cargos, preservando o seu mandato respectivo, desde que, nos últimos 6 meses anteriores ao pleito (ou seja, a partir de 4 abril), não tenha sucedido ou substituído o titular.

Tribuna do Norte

Morre Juca de Oliveira, ator e dramaturgo brasileiro, aos 91 anos

Foto: TV Globo/Renato Rocha Miranda

O ator, autor e diretor Juca de Oliveira morreu neste sábado (21), aos 91 anos, em São Paulo. A informação foi confirmada pela assessoria do artista em nota enviada ao Estadão. Um dos nomes mais importantes da dramaturgia brasileira, Juca estava internado na UTI cardíaca do Hospital Sírio-Libanês desde o dia 13 de março, em decorrência de pneumonia associada a uma condição cardiológica.

Poucos dias antes da morte, em 16 de março, o artista havia completado 91 anos. Segundo a família, o estado de saúde dele era considerado delicado nos últimos dias.

Com uma carreira que atravessou décadas, Juca de Oliveira construiu um legado sólido no teatro, na televisão e no cinema brasileiro. Ao longo da trajetória, participou de mais de 30 novelas e minisséries, cerca de dez filmes e mais de 60 peças teatrais, várias delas também escritas por ele.

Nascido em São Roque, no interior de São Paulo, em 1935, Juca de Oliveira inicialmente seguiu um caminho distante da arte. Chegou a cursar Direito na Universidade de São Paulo (USP), mas mudou de rumo após um teste vocacional apontar inclinação para o teatro.

A descoberta redefiniu sua vida. Ele deixou a faculdade e passou a se dedicar integralmente à atuação, ingressando na tradicional Escola de Arte Dramática de São Paulo, onde consolidou a formação que daria início a uma carreira brilhante.

Foi no teatro que Juca de Oliveira firmou sua identidade artística. O ator integrou o histórico Teatro Brasileiro de Comédia (TBC) e também o Teatro de Arena, grupo fundamental para a renovação da cena nacional. Entre as montagens emblemáticas das quais participou está “Eles Não Usam Black-Tie”, obra marcante da dramaturgia brasileira.

Além da atuação artística, Juca teve papel ativo na defesa da classe cultural. Chegou à presidência do Sindicato dos Atores de São Paulo e, durante a ditadura militar, enfrentou perseguições políticas, chegando a se exilar na Bolívia.

Na televisão, Juca de Oliveira conquistou o grande público e se tornou um rosto familiar dos brasileiros. A carreira na telinha começou ainda na TV Tupi, onde protagonizou sucessos como “Nino, o Italianinho”.

Mais tarde, na TV Globo, consolidou seu nome com personagens que marcaram época. Entre os mais lembrados estão João Gibão, de Saramandaia; professor Praxedes, de Fera Ferida; e o célebre Dr. Albieri, de O Clone.

Outro papel de destaque veio em Avenida Brasil, novela em que interpretou Santiago, personagem revelado como pai de Carminha e um dos grandes vilões da trama.

Além de ator, Juca também teve atuação expressiva como autor teatral. Assinou peças de destaque como “Meno Male”, “Hotel Paradiso”, “Caixa Dois” e “Às Favas com os Escrúpulos”, mantendo o teatro como sua maior paixão ao longo de toda a vida.

Reconhecido pelo rigor artístico, pela sensibilidade social e pelo compromisso com a cultura brasileira, Juca de Oliveira também era membro da Academia Paulista de Letras.

Estadão

sexta-feira, 20 de março de 2026

Secult RN apresenta modernização do Programa Câmara Cascudo a produtores culturais

Elaborado em conjunto com a Sefaz, o novo decreto regulamentador vai trazer mais transparência, equilíbrio fiscal e eficiência na gestão do Programa, com abertura de inscrições prevista para abril

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte, por meio da Secretaria da Cultura (Secult RN) e Secretaria da Fazenda (Sefaz) apresentou nesta quarta-feira (18) a proposta do novo decreto de regulamentação do Programa Cultural Câmara Cascudo, o principal mecanismo de fomento e mecenato do estado. A medida marca a conclusão de um processo de modernização iniciado em 2025, estabelecendo diretrizes definitivas para garantir a sustentabilidade do programa após recorde histórico de investimentos no último ciclo.

O novo decreto vai inaugurar uma nova fase do programa, com previsão de abertura de inscrições em abril, após fase de transição da gestão da Fundação José Augusto (FJA) para a Secult RN. Para garantir a continuidade do calendário cultural, o Governo estabeleceu um período excepcional de inscrições em janeiro, voltado para projetos que aconteceram durante o verão e o Carnaval. Essa iniciativa estratégica resultou em um investimento de aproximadamente R$ 20 milhões para a execução de 79 projetos no período.

A Secretária de Estado da Cultura, Mary Land Brito, destacou o impacto das novas regras:

"A elaboração deste decreto consolida um processo democrático de escuta e modernização que iniciamos para fortalecer a política pública de mecenato no Estado. As novas regras equilibram o crescimento exponencial do fomento artístico com o rigor da responsabilidade fiscal, garantindo que o Programa Câmara Cascudo continue impulsionando nossa economia criativa de forma transparente e planejada para os próximos anos".

O Programa Câmara Cascudo atingiu seu ápice em 2025, com a aprovação de R$ 45,44 milhões destinados a 279 projetos. O volume atual representa um crescimento expressivo comparado a 2019, quando o montante incentivado era de R$ 3,8 milhões. Com as novas regras de fiscalização realizadas pela Comissão de Acompanhamento e Fiscalização (CAF), o Governo assegura que essa expansão ocorra com total regularidade na aplicação dos recursos públicos.

A apresentação da proposta aconteceu no auditório do Complexo Cultural Rampa, com transmissão online, reunindo cerca de 200 agentes culturais no total. “Acredito que essa nova forma modernizada de governança vai nos ajudar a tocar nossos projetos e vai nos aproximar ainda mais da gestão com relação a esses trâmites”, avaliou o produtor cultural Jota França.

“Só nessa primeira experiência com os projetos de carnaval e de verão a gente já viu uma mudança absurda. Nós inscrevemos um projeto e eu vi a celeridade, desde o momento de inscrição, que foi toda feita online, sem precisar de burocracia, sem precisar imprimir um projeto pra ir deixa no local fisicamente e a análise da comissão que foi em tempo recorde”, explicou.

Criado em 1999, pela Lei 7.700, o Programa Cultural Câmara Cascudo é um instrumento de incentivo à cultura que fortalece a produção artística, a preservação do patrimônio e a democratização do acesso à cultura em todo o território potiguar, destinando recursos originados de renúncia fiscal de empresas contribuintes, que se tornam patrocinadoras de projetos culturais aprovados pelo Governo do Estado. 

Modernização

Em 2026, o Programa passará a ser gerido pela Secult/RN, quando a comissão de avaliação será recomposta por meio de eleição, e será administrado por meio de uma nova forma de inscrições online para uma gestão mais eficiente dos projetos e dos recursos.

A nova fase também passa pela realização de eleição da nova Comissão Estadual de Cultura, que avalia os projetos inscritos. Trata-se de um marco importante para a política cultural do Estado, reafirmando o compromisso com a boa gestão, a integridade e a correta aplicação dos recursos públicos.

A elaboração do novo decreto regulamentador foi desenhado a partir de escutas públicas, reuniões com produtores e membros da Comissão Estadual da Câmara Cascudo, além de extensa pesquisa realizada pela equipe da Secult RN, que buscou referências de sucesso nas leis de mecenato em outros estados.

O processo de modernização é fruto de um trabalho conjunto entre a Secult RN, a Controladoria Geral do Estado (Control) e a Secretaria da Fazenda (Sefaz). Esse trabalho inaugura uma trajetória de aprimoramento da governança e dos controles internos, contribuindo para que o Programa avance com mais eficiência, legitimidade e transparência. 

Jane Araújo, Secretária Executiva da Receita da Secretaria da Fazenda (Sefaz), destacou a importância do novo decreto para o equilíbrio fiscal do Estado e que as alterações foram elaboradas com base na colaboração dos produtores culturais. “A gente procurou trazer uma norma que realmente atenda as demandas que foram trazidas para a gente através da Consulta Pública”, enfatizou.

As inscrições de projetos para o Programa Cultural 2026 estarão abertas a partir de abril, através de formulário online que será disponibilizado no site: secult.rn.gov.br.

Informações à Imprensa:

Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Norte

E-mail: comunicacaoculturarn@gmail.com

Instagram: @secultrn

Audiência na ALRN debate Campanha da Fraternidade e déficit habitacional

Crédito da(s) Foto(s): Eduardo Maia
 

Na audiência pública que debateu o tema da Campanha da Fraternidade (CF) 2026, na manhã desta sexta-feira (20) na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN), todos os participantes alertaram sobre o déficit habitacional no RN e no País e a necessidade de continuidade das políticas públicas nesse setor para dar mais dignidade aos brasileiros. Presidida pelo deputado Francisco do PT, a realização da audiência foi subscrita pelos colegas Divaneide Basílio (PT), Hermano Morais (PV) e Ubaldo Fernandes (PSDB), que participaram do evento.

O debate no plenário Cortez Pereira, sede do Legislativo do RN, contou com a presença do arcebispo metropolitano, Dom João Santos Cardoso, do deputado federal Fernando Mineiro (PT), do coordenador da CF no Rio Grande do Norte, Padre Rodrigo Paiva, e de representantes de entidades ligadas ao tema. Também participaram pesquisadores, gestores públicos e integrantes de movimentos sociais, que trouxeram dados, experiências e relatos sobre a realidade da moradia no estado. As falas convergiram para a urgência de ampliar investimentos e garantir continuidade às políticas habitacionais, com foco nas populações mais vulneráveis.

Abrindo os debates, o deputado Francisco do PT destacou a tradição da Casa em discutir a Campanha da Fraternidade. “Todos os anos esta Casa promove esse debate, em razão da relevância dos temas escolhidos”, afirmou. Ele lembrou que a campanha, realizada desde 1962, tem papel fundamental na articulação entre fé e compromisso social.
O parlamentar ressaltou ainda que, em 2026, o tema da moradia digna ganha centralidade. “A campanha é um chamado à união entre fé e compromisso social, para refletirmos sobre a moradia como direito fundamental e necessidade básica”, disse. Segundo ele, é preciso transformar  reflexão em ação concreta, com políticas voltadas à habitação popular.

O arcebispo Dom João Cardoso agradeceu o espaço e enfatizou a dimensão social do debate. “São temas que dizem respeito à nossa vida em sociedade”, afirmou, destacando que a campanha convida a olhar com atenção para a dignidade humana. Dom João  alertou para a gravidade da situação habitacional no país. “Ainda são muitas as famílias que vivem em moradias precárias, sem saneamento e infraestrutura”, disse. Para o religioso, “essa realidade não pode ser vista com indiferença”, pois compromete a dignidade humana e exige políticas públicas eficazes e compromisso com a justiça social.

A deputada Divaneide Basílio ressaltou a importância de ampliar o alcance da campanha. “A Campanha da Fraternidade já transpos os muros da Igreja”, afirmou, defendendo que o debate seja abraçado por toda a sociedade. Segundo ela, a continuidade da iniciativa depende do engajamento coletivo. A parlamentar destacou que o tema da moradia precisa permanecer em evidência, como pauta permanente de cidadania e direitos.

A professora Dulce Bentes, do departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFRN, trouxe dados sobre o déficit habitacional. “O tema focaliza a moradia como direito fundamental e traz à luz números preocupantes”, afirmou, citando o crescimento das comunidades urbanas no país. 

Ela apontou o aumento do déficit em Natal e criticou a descontinuidade de políticas públicas. “Entre 2019 e 2022 tivemos um salto significativo”, disse. A professora também destacou o papel dos movimentos sociais: “Não são criminosos, são fundamentais para ativar as políticas públicas”.

O deputado Fernando Mineiro destacou os desafios históricos da política habitacional no Brasil e historiou a criação do Ministério das Cidades, em 2003, como um marco. O deputado ressaltou a importância do programa Minha Casa Minha Vida e suas reformulações: “Nos debruçamos sobre erros e acertos, ouvindo empresários e movimentos sociais”, afirmou. Para ele, reconstruir políticas é mais difícil do que criá-las. “Não é só a materialidade, é a esperança das pessoas”, disse, ao elogiar a Igreja por pautar o tema. “Uma pessoa sem moradia é alguém sem referência, sem lugar”.

O deputado Hermano Morais reforçou a relevância do debate. “É um assunto extremamente importante”, afirmou, defendendo maior atenção do poder público à pauta habitacional. Ele ressaltou a necessidade de articulação entre os entes federativos para enfrentar o problema, destacando o papel do Legislativo na construção de soluções.

Já o deputado Ubaldo Fernandes pontuou com exemplos na região Leste de Natal trouxe exemplos concretos de sua atuação. “Quem não lembra do Maruim, com quase 600 famílias?”, questionou, citando áreas de risco e avanços em regularização fundiária. Segundo ele, o déficit habitacional no Brasil atinge milhões de famílias, especialmente as de baixa renda. “É preciso que nós, detentores de mandatos, pautemos essa luta para diminuir esse déficit”, afirmou.

O coordenador do Movimento de Luta por Moradia Popular no RN, Welington Bezerra, cobrou políticas estruturantes. “Não basta um programa de governo, é preciso uma política pública efetiva”, disse. Ele destacou conquistas recentes, mas criticou desigualdades. “Conseguimos novas moradias, mas não somos tratados de igual para igual com as construtoras”, afirmou, defendendo maior valorização dos movimentos sociais.

A secretária estadual do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social, Íris Maria de Oliveira, ressaltou a importância do debate e apresentou ações do governo estadual. “Já são 10 mil unidades aprovadas em 140 municípios”, afirmou, citando esforços para retomar programas e ampliar o acesso à moradia, especialmente no interior do estado.

Encerrando as falas, o padre Rodrigo Paiva destacou a vivência direta da Igreja com a realidade habitacional. “A vida digna começa pela moradia”, afirmou. Ele reforçou o caráter da campanha como um chamado coletivo. “A moradia não é apenas um teto, é espaço de proteção e identidade”, disse. Para o sacerdote, negar esse direito “é ferir a dignidade humana”, sendo urgente ampliar políticas públicas e o compromisso social com o tema.

Voo direto entre Natal e Montevidéu será inaugurado neste sábado (21)

Foto: Sandro Menezes

A partir deste sábado (21), o Rio Grande do Norte fica mais perto do Uruguai com a inauguração do novo voo direto unindo Natal e Montevidéu. Operado pela Gol, a nova rota terá voos aos sábados, em três períodos do ano: de 21/03 a 04/04, de 04/07/ a 25/07 e de 05/12 a 26/12.

O trecho de Natal para Montevidéu terá partida às 16h20 e chegada às 21h20, enquanto o trecho Montevidéu-Natal terá partida às 22h15 e chegada às 3h35. Ela se soma outras duas rotas da companhia que ligam Natal a aeroportos da América Latina – os de Ezeiza e do Aeroparque Jorge Newberry, na Argentina.

Para intensificar a promoção do RN no Uruguai, a Emprotur fechou uma campanha cooperada com a 5M – um pool de operadoras de turismo – e vai capitanear nos dias 23 e 24 uma “blitz” nas agências uruguaias divulgado as belezas potiguares e experiências únicas.

“Adesivamos uma van e visitaremos de agência em agência, conversando com operadores, distribuindo brindes e divulgando ainda mais a nova rota, que resolverá um gargalo de conexão historicamente demandado pelas operadoras e agentes de viagens, que recebem pedidos constantes por parte de seus clientes”, explica Raoni Fernandes, presidente da Emprotur.

A iniciativa contará com a participação da ABIH RN e de hoteleiros associados, que irão integrar a agenda de visitas às principais operadoras de turismo do Uruguai.

A inauguração da nova conexão aérea do Rio Grande do Norte será neste sábado, a partir das 14h, no Aeroporto de Natal e contará com a presença da governadora Fátima Bezerra, secretários de Estado, diretores da Embratur, da Gol Linhas Aéreas, da Zurich Aiports e representantes do trade turístico potiguar.

Tribuna do Norte

TN/Consult: Styvenson tem vantagem na luta pelo Senado

Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Em praticamente todos os cenários, a sondagem eleitoral da TRIBUNA DO NORTE/Instituto Consult consolida uma reeleição folgada do senador Styvenson Valentim (PSDB) nas eleições deste ano. A segunda vaga tende a ser mais disputada.

Considerando-se a soma do primeiro e segundo votos — já que o eleitor pode escolher dois candidatos — Styvenson Valentim mantém a liderança com 22,88%, seguido da governadora Fátima Bezerra (PT), com 11,53% e Zenaide Maia (PSD), 11,06%, que aparecem tecnicamente empatadas na segunda posição.

O pré-candidato do Partido Liberal (PL), Coronel Hélio, tem 8,11% e o ex-deputado estadual Sandro Pimentel (PSOL),1,59%, seguido do ex-senador Jean Paul Prates (PDT), 1,47%.

Os eleitores que não votariam em nenhum dos candidatos são 18,65% e não sabem dizer, 24,71%.

Na disputa pelas duas vagas para o Senado Federal, Styvenson Valentim lidera no primeiro voto, com 39,53%, uma larga margem para a segunda colocada, Fátima Bezerra (PT), 18,18%, que avisou, no meio da semana que não renunciará ao mandato para concorrer à senatória.

Em terceiro lugar, aparece a senadora Zenaide Maia (PSD), com 8,24%, seguida do pré-candidato do PL, Coronel Hélio, com 3,41%; Sandro Pimentel (PSOL), 1,06% e o ex-senador Jean Paul Prates (PDT), 0,47%.

A pesquisa revelou, ainda, que 13,65% não votariam em nenhum desses nomes para o Senado da República enquanto 15,47% não souberam responder.

Quanto ao segundo voto para senador, a liderança é da senadora Zenaide Bezerra, 13,88%, seguida do Coronel Hélio, 12,82% e Styvenson Valentim, 6,24%.

A governadora Fátima Bezerra aparecia com 4,88%, à frente de Jean Paul Prates, 2,47% e Sandro Pimentel, 2,12%.

Não votariam em nenhum, 23,65% e não sabem dizer, 33,94%.

Foto: Divulgação/Consult

Metodologia

A pesquisa foi realizada com 1.700 eleitores em 55 municípios do Rio Grande do Norte. O levantamento tem margem de erro de 2,37 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa tem o registro de número: RN-03877/2026 e BR-03533/2026.

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Tribuna do Norte

Presidente da AMCEVALE prestigia agenda do Governo do RN

O presidente da AMCEVALE – Associação dos Municípios da Região Central e Vale do Açu Potiguar, Dr. Luis Eduardo Pimentel Soares, prefeito de Assú, participou da agenda do Governadora Fátima Bezerra, nesta quinta-feira (18/03), nas Regiões Central e Vale do Açu.

No período da manhã, a partir das 11:00 horas, teve início a primeira das ações constantes da agenda oficial do Governo, com a participação da governadora Fátima Bezerra, no campus anglicano da UFERSA – Universidade Federal Rural do Semi-Árido, unidade educativa que preparou e diplomou os trabalhadores do SAMU para a Região Oeste Potiguar.

Além do evento na UFERSA, Lula ainda acompanhou a governadora em vários momentos oficiais em Angicos e em Carnaubais, fosse na condição de prefeito do Assú, ou de presidente da AMCEVALE.

De acordo com o Dr. Lula Soares, a descentralização do SAMU na região Centra-Cabugi e Vale do Açu é uma ação de suma importância para os usuários, criando mais opções e agilidade no socorro das vítimas. "Agradecemos a determinação e o apoio da governadora Fátima em trazer essas ações tão importantes, que unidas à da Barreira Ortopédica instalada no Hospital Regional de Assú, irão diminuir o tempo para socorrer às pessoas vitimas de acidentes, tanto no traslado quanto na sala de traumas", afirmou Lula Soares que também é presidente do consócio da Saúde.