terça-feira, 21 de abril de 2026

O Vale Tudo da política brasileira – Parte I

Ministros deixam governo Lula para disputar às próximas eleições somam 17

No último dia 3/4 o presidente Lula (PT), concluiu à transição ministerial, com as exonerações do vice-presidente, Geraldo Alkmin, que ocupara a pasta de Desenvolvimento, Industria e Comércio; e de Gleici Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, que ao todo 17 ministros foram substituídos.

presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concluiu nesta sexta-feira (3/4) as exonerações de ministros que deixaram o governo para disputar as eleições, a um dia do prazo final de desincompatibilização. Ao todo, 17 nomes abriram mão de seus cargos.

Os últimos exonerados foram Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços), que segue no governo como vice-presidente da República e não vai concorrer às eleições, e Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais), que será candidata ao Senado no Paraná.

No lugar de Alckmin, assume Márcio Elias Rosa, que era o secretário-executivo da pasta, o primeiro cargo abaixo do ministro. Havia, até esta sexta-feira, a possibilidade de o substituto ser Márcio França, que comandava o Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP). Ele também deixou o governo e pretende concorrer ao Senado pelo PSB, em São Paulo, e será sucedido no MEMP por Tadeu Alencar, ex-deputado federal filiado ao mesmo partido.

Veja quem sai e quem entra na troca das cadeiras da Esplanada:

Ministério dos Transportes

Sai: Renan Filho (MDB), para disputar governo de Alagoas

Entra: George Santoro, secretário-executivo

Ministério de Portos e Aeroportos

Sai: Silvio Costa Filho (Republicanos), para disputar Senado por Pernambuco

Entra: Tomé Barros Monteiro da Franca, secretário-executivo 

Ministério do Planejamento e Orçamento

Sai: Simone Tebet (PSB), para disputar o Senado por São Paulo

Entra: Bruno Moretti, (PT), secretário especial de Análise Governamental da Casa Civil da Presidência da República

Ministério do Meio Ambiente

Sai: Marina Silva 

Entra: João Paulo Ribeiro Capobianco, secretário-executivo da pasta

Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania

Sai: Macaé Evaristo (PT), para disputar reeleição como deputada estadual de Minas Gerais

Entra: Janine Mello dos Santos, secretária-executiva da pasta

Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar

Sai: Paulo Teixeira (PT), que será candidato à reeleição como deputado federal por São Paulo

Entra: Fernanda Machiaveli, secretária-executiva da pasta

Casa Civil

Sai: Rui Costa (PT), que será candidato ao Senado pela Bahia

Entra: Miriam Belchior, secretária-executiva da pasta

Ministério da Educação

Sai: Camilo Santana (PT),  diz que vai coordenar campanha de Lula no Nordeste, mas pode concorrer ao governo do Ceará

Entra: Leonardo Barchini, Secretário-Executivo do Ministério da Educação

Ministério dos Esportes

Sai: André Fufuca (PP), para concorrer ao Senado pelo Maranhão

Entra: Paulo Henrique Cordeiro Perna, secretário nacional de Esporte Amador, Educação, Lazer e Inclusão Social da pasta

Ministério das Cidades

Sai: Jader Filho (MDB), será candidato a deputado federal pelo Pará

Entra: Antônio Vladimir Lima, secretário-executivo

Ministério da Igualdade Racial

Sai: Anielle Franco (PT), será candidata à deputada federal pelo Rio de Janeiro

Entra: Rachel Barros de Oliveira, secretária-executiva da pasta

Ministério dos Povos Indígenas

Sai: Sonia Guajajara (Psol) será candidata à reeleição como deputada federal por São Paulo

Entra: Eloy Terena, Secretário-Executivo do Ministério dos Povos Indigenas

Ministério da Agricultura e Pecuária

Sai: Carlos Fávaro (PSD), será candidato à reeleição para o Senado por Mato Grosso

Entra: André de Paula, ex-ministro da Aquicultura e Pesca

Ministério da Aquicultura e Pesca

Sai: André de Paula (PSD), assume o Ministério da Agricultura

Entra: Rivetla Edipo Araujo Cruz, secretário-executivo da pasta

Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Sai: Geraldo Alckmin, que segue como vice-presidente da República

Entra: Márcio Elias Rosa, secretário-executivo

Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte 

Sai: Márcio França, que pretende concorrer ao Senado em São Paulo

Entra: Tadeu Alencar, ex-deputado federal

Secretaria de Relações Institucionais

Sai: Gleisi Hoffmann, para concorrer ao Senado no Paraná

Entra: substituto indefinido.

Vale salientar que o presidente Lula, ao tomar posse, aumentou o número de ministérios de 23 para 38, um elevado e obscuro custo com a manutenção pouco transparente e as nababescas mordomias pagas pela Sociedade.  

Em 3 meses, RN registra 131 casos de maus-tratos contra animais

Entre os mais comuns atendidos na entidade, ele cita agressão e abandono dos animais pelos tutores | Foto: Arquivo TN

O Rio Grande do Norte registrou 131 casos de maus-tratos contra animais nos primeiros três meses deste ano. O número representa uma queda de 14,4% em relação ao mesmo período do ano passado, quando o total chegou a 153. Entre os municípios com mais ocorrências, Natal segue liderando, com 39 registros. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública do Estado (Sesed/RN) e foram cedidos à reportagem da TRIBUNA DO NORTE.

Em Natal, no período de janeiro a março deste ano, a redução no número de casos de maus-tratos contra animais foi de 15%. Além da capital potiguar, lideram entre as cidades com mais registros Parnamirim (9), Mossoró (9), Extremoz (7) e São Gonçalo do Amarante (SGA/RN).

O supervisor operacional da Associação de Proteção aos Animais (Aspan) do Rio Grande do Norte, Vitor Emanuel, que está concluindo a graduação em Medicina Veterinária, aponta que os casos de maus-tratos apresentam perfis diversos. Entre os mais comuns atendidos na entidade, ele cita agressão e abandono dos animais pelos tutores.

“Um caso recente que chegou aqui foi de animal vítima de paulada e de água quente. Ele ficou cheio de cicatrizes e queimaduras. Tem um cachorro [que acolhemos], também, que foi preso em um carro na BR-101 sem água nem comida. Há também muitos abandonos, pois soltam o cachorro aqui na frente [da ASPAN] preso na corrente”, esclarece o supervisor.

Atualmente, Vitor Emanuel esclarece que a ASPAN/RN acolhe cerca de 500 animais e conta com 17 funcionários. Embora muitos relatos de maus-tratos cheguem até a entidade, ele aponta que a população é orientada a realizar a denúncia oficial na Delegacia Especializada de Defesa ao Meio Ambiente e Assistência ao Turista de Natal (DEMATUR). Isso porque a entidade busca atuar com foco no processo de resgate.

O supervisor operacional da Aspan/RN reconhece que as políticas públicas voltadas ao acolhimento dos animais têm se intensificado, mas ainda estão longe do ideal. Na avaliação dele, os casos de maus-tratos também precisam ser avaliados do ponto de vista da saúde pública, uma vez que muitos dos animais resgatados apresentam zoonoses, ou seja, doenças que podem ser transmitidas entre animais e humanos.

“Essa é uma temática que sempre tem que estar em alta, pois essa negligência pode causar um grande impacto. Uma das principais doenças é a leishmaniose [transmitida por meio da picada de insetos conhecidos popularmente como mosquito palha]. A cada dez animais que a gente resgata aqui na ONG, oito são positivos para essa doença. Essa doença pode passar para a gente se não for tratada”, destaca Vitor Emanuel.

Outro desafio apontado pelo supervisor da ASPAN/RN é a adoção de cães adultos. Ele aponta que a resistência se deve a vários fatores, desde preferência por filhotes até às condições financeiras que muitas pessoas não têm para conseguir acolher um animal. “A cada ano que passo na ASPAN/RN, tenho visto que está cada vez mais difícil. Hoje até conseguimos [efetivar a adoção de] filhotes, mas é bem difícil sair”, aponta.

A reportagem da TRIBUNA DO NORTE questionou a Polícia Civil do Rio Grande do Norte sobre os casos de maus-tratos contra animais no Estado, as iniciativas previstas para combater o crime neste ano e as principais orientações para denúncia. O órgão respondeu apenas o último questionamento.

Segundo a PCRN, em casos de conhecimento sobre maus-tratos, a população deve registrar o caso com fotos e vídeos com cautela, a fim de não sofrer retaliações, e realizar a denúncia junto à Polícia Civil e órgãos ambientais.

Tribuna do Norte

Barragem Oiticica supera 61% da capacidade e amplia reserva hídrica no Seridó

Segundo maior reservatório do Estado beneficia população do Seridó e pode atender até 2 milhões de pessoas

O agricultor Renildo Francisco Marques, de 51 anos, comemora o aumento das margens da Barragem Oiticica. "As águas chegam até lá no horizonte. É lindo", relatou. Inaugurado em março do ano passado, em Jucurutu, no Seridó potiguar, o segundo maior reservatório hídrico do Rio Grande do Norte ultrapassou, nesta segunda‑feira (20), a marca de 61% de sua capacidade total, superando 456 milhões de metros cúbicos.

Oriundo de uma família de agricultores da zona rural de Jucurutu, Renildo testemunhou, nos últimos meses, o crescimento da barragem. Ao contemplar a atual fartura do reservatório, ele recordou as dificuldades para conseguir água a fim de abastecer a casa e a área onde planta feijão. "A barragem veio no momento exato. A gente estava precisando demais. O povo daqui sofria muito com as secas. Sem abastecimento regular, minha família retirava água salobra de um poço. Quando não, a gente dependia do caminhão‑pipa. Era um sofrimento", relembrou.

De acordo com o Governo do Estado, o aumento do volume está associado às chuvas registradas nos últimos meses. A governadora Fátima Bezerra visitou o Complexo Hidrossocial Oiticica nesta segunda-feira. Antes de chegar à barragem, ela vistoriou a nova pista de acesso ao reservatório - com 5,8 quilômetros de extensão, que se encontra totalmente asfaltada e sinalizada. "Isso aqui é segurança hídrica na veia para as gerações presentes e futuras. É uma barragem que traz, além do abastecimento humano, o desenvolvimento para a agricultura e a piscicultura. O turismo também é extremamente beneficiado por essa paisagem sertaneja", destacou.

Ainda segundo a governadora, a estrutura é uma das maiores obras de recursos hídricos da história do Rio Grande do Norte. "A Barragem Oiticica é uma das maiores conquistas, do ponto de vista de cidadania e de dignidade, para o povo do Seridó, quando se trata de segurança hídrica. Agora, enfim, temos a estrada de acesso de primeira qualidade, as agrovilas e este mirante belíssimo. Isso nos dá uma felicidade enorme, porque, repito, isso aqui é dignidade, é cidadania", afirmou.

Dados recentes indicam o crescimento contínuo do volume armazenado. Em fevereiro, o reservatório acumulava 110,3 milhões de metros cúbicos, o equivalente a 14,86% de sua capacidade. Em março, o volume chegou a 168,7 milhões. Em abril, houve um avanço para 371,7 milhões (50,06%), seguido de 430,7 milhões (56,6%) e, mais recentemente, de 456 milhões de metros cúbicos, atingindo a marca de 61%.

O secretário estadual de Recursos Hídricos, Paulo Varela, explicou que a Barragem de Oiticica tem capacidade total de 742 milhões de metros cúbicos e pode atender até 2 milhões de pessoas. Ele comentou que o volume atual está dentro das expectativas. "Está tudo dentro do cronograma. Isso significa não somente água reservada, mas uma água que propõe desenvolvimento. É água que vai se tornar renda, leite, queijo, turismo e mineração — ou seja, desenvolvimento. Uma coisa é fato: o Seridó jamais ficará sem água de hoje em diante. Sempre terá água reservada aqui na Barragem de Oiticica, inclusive porque conta com a garantia da transposição do Rio São Francisco", pontuou.

O reservatório foi concluído após 12 anos de obras, com a participação de 249 trabalhadores. Ao todo, cerca de 294 mil pessoas em 22 municípios são diretamente beneficiadas. O investimento total foi de R$ 893 milhões, incluindo R$ 161 milhões oriundos do Novo PAC. O projeto da barragem englobou ainda o reassentamento da comunidade de Nova Barra de Santana e a criação de agrovilas em municípios como Jucurutu, Jardim de Piranhas e São Fernando.

Segundo Procópio Lucena, diretor‑presidente do Igarn, os volumes de água que estão se acumulando em Oiticica provêm de duas origens principais: as chuvas captadas por rios, riachos e córregos, e as águas do Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF). "Nós recebemos 3 metros cúbicos por segundo passando pela divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba. No ano passado, recebemos 78 milhões de metros cúbicos de água. Neste ano, já recebemos em torno de 28 milhões", detalhou. E complementou: "Essas águas, portanto, estão aqui dentro. É uma junção da água endógena, oriunda das chuvas e da própria natureza, com as águas que vêm do São Francisco. Elas percorreram 440 quilômetros para chegar até aqui e estão somadas, gerando sinergia e produzindo felicidade, desenvolvimento, dignidade, emprego, renda e segurança alimentar".

Sobre o surgimento de vegetação na superfície do lago com as chuvas recentes, Lucena explicou que a situação já era prevista: "Essa proliferação vegetal está acontecendo no Nordeste inteiro. São as chamadas 'baronesas', plantas aquáticas que se desenvolvem em ambientes com muita matéria orgânica. As águas descem e vêm trazendo esses resíduos, que também têm relação com o uso de esterco animal nas margens dos rios. Então, tudo isso acaba chegando aqui dentro do reservatório", encerrou.

GOVERNO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL - ASSECOM

Terremoto de magnitude 7,7 provoca tsunami e água invade ruas no Japão; veja vídeo

Foto: Reprodução

Um terremoto de magnitude 7,7 atingiu a costa nordeste do Japão nesta segunda-feira (20) e provocou a formação de ondas de tsunami em áreas do norte do país. Registros mostram o avanço da água em regiões costeiras, levando autoridades a emitir alertas e ordens de evacuação.

De acordo com a Agência Meteorológica do Japão, ondas de até 80 centímetros foram registradas no porto de Kuji, na província de Iwate, enquanto outros pontos registraram cerca de 40 centímetros. O órgão alerta que novas ondas podem atingir até três metros, com potencial para causar danos em áreas costeiras baixas.

O tremor ocorreu por volta das 16h50 no horário local (4h50 em Brasília), com epicentro no Oceano Pacífico, a cerca de 10 quilômetros de profundidade. O abalo foi sentido até em prédios de Tóquio, a centenas de quilômetros de distância. Inicialmente registrado como magnitude 7,5, o evento teve a intensidade revisada para 7,7.

O alerta de tsunami foi posteriormente rebaixado para aviso, mas segue ativo em partes do norte da ilha de Honshu e na região de Hokkaido. Cidades costeiras, como Otsuchi e Kamaishi, emitiram ordens de evacuação para milhares de moradores.

A primeira-ministra Sanae Takaichi solicitou que a população deixe áreas de risco e anunciou a criação de uma força-tarefa de emergência. O governo também alertou para a possibilidade, considerada baixa, de um novo terremoto de grande magnitude nos próximos dias, orientando a população a reforçar medidas de preparação.

O sistema de transporte foi afetado, com suspensão de trechos do trem-bala Shinkansen e interdições em rodovias. Em portos da região, embarcações foram deslocadas para águas mais profundas como medida preventiva.

Segundo o governo japonês, não há registros de vítimas ou danos de grande proporção até o momento. O porta-voz Minoru Kihara afirmou que equipes seguem mobilizadas para avaliar os impactos.

Usinas nucleares nas áreas afetadas, incluindo instalações em Fukushima e Onagawa, passam por inspeções, sem registro de anormalidades até o momento.

O Japão está situado no chamado “Anel de Fogo do Pacífico”, região com intensa atividade sísmica e responsável por uma parcela significativa dos terremotos de maior magnitude no mundo.

Tribuna do Norte

Novas regras do MCMV devem impactar demanda no mercado imobiliário do RN

Para o Sinduscon, a ampliação atende a uma demanda reprimida da classe média, que enfrentava entraves com a renda acima do teto | Foto: Adriano Abreu

As novas regras do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida entram em vigor a partir da próxima quarta-feira (22), ampliando os limites de renda para até R$ 13 mil e os valores de financiamento dos imóveis para até R$ 600 mil. Segundo o Governo Federal, as mudanças devem beneficiar cerca de 87,5 mil famílias no país. Para o setor da construção civil do RN, a elevação no patamar de renda e o ajuste nos valores de financiamento devem impactar positivamente a demanda por novos empreendimentos no RN.

O setor da construção civil avalia que a ampliação do programa é amplamente positiva. Gabriel Wanderley, conselheiro fiscal do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do RN (Sinduscon), destaca que “o programa tem sido o principal motor da produção habitacional nos últimos anos e fechou 2025 em um patamar recorde de contratações”.

De acordo com o conselheiro, além da ampliação dos tetos dos imóveis, o ajuste dos limites de renda em todas as faixas tem um efeito muito relevante. Famílias que antes estavam enquadradas em faixas superiores passam a acessar faixas inferiores, com juros menores. “Por exemplo, uma família com renda de R$ 4.900, que estava na Faixa 3, agora migra para a Faixa 2 e passa a ter juros de 6,50% ao ano, em vez de 7,66%. Isso representa um aumento direto da capacidade de financiamento e do poder de compra”, detalha.

Além disso, Gabriel Wanderley destaca que a ampliação também atende a uma demanda reprimida da classe média, que enfrentava entraves com a renda acima do antigo teto da Faixa 3 e não tinha acesso viável ao crédito tradicional, diante de uma taxa básica de juros que permaneceu em patamar elevado.

A inclusão de famílias com renda de até R$ 13 mil deve impactar a demanda por novos empreendimentos no RN em dois níveis: nas faixas 1 e 2, que contemplam Natal, Parnamirim, São Gonçalo, Macaíba e Extremoz; e também nas faixas 3 e 4 (com novos tetos de R$ 400 mil e R$ 600 mil), abrindo espaço para moradias em localizações mais valorizadas, segmento que vinha travado no RN pela dificuldade de acesso ao crédito SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo).

“Natal tem um perfil demográfico favorável: uma capital com forte presença de servidores públicos, profissionais liberais e trabalhadores do turismo e serviços, muitos dos quais se enquadram na nova Faixa 4 (R$ 9,6 mil a R$ 13 mil)”, reitera Gabriel Wanderley. De acordo com o conselheiro, apesar da capacidade produtiva, o setor ainda tem três gargalos que merecem atenção: a falta de mão de obra qualificada; a morosidade dos processos de licenciamento e aprovação de alvarás e, por fim, a elevação nos custos de insumos materiais e logística.

Para o especialista, esses gargalos podem resultar em um reajuste no mercado. Isso acontece porque os valores atuais estavam defasados em relação aos custos reais das construtoras (o chamado INCC). Com a maior procura permitida pelas novas regras, os preços podem sofrer uma pressão pontual por até um ano e meio, mas a expectativa é de reequilíbrio assim que a oferta de novos imóveis acompanhar o ritmo das vendas.

“De toda forma, existem freios naturais. A Caixa mantém uma avaliação técnica criteriosa dos imóveis, com laudos que limitam financiamentos acima do valor de mercado, inviabilizando aumentos artificiais de preço”, conclui.

Conforme explica Moisés Marinho, diretor-presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci-RN), essa mudança nos limites de renda poderá atrair um novo perfil de comprador. “Se tomarmos como base Natal, nos limites de Parnamirim e da zona Norte, se os imóveis ali custavam em torno de R$ 140 mil, R$ 180 mil, até R$ 240 mil ou R$ 280 mil, agora, com o teto de até R$ 600 mil, contempla-se uma faixa bem razoável e a classe média já vai ser atingida”, afirma.

Moisés reitera que as faixas 1 e 3, em média, oferecem apartamentos de dois quartos. No entanto, com o limite de até R$ 600 mil, os compradores com renda correspondente à faixa podem encontrar apartamentos de três quartos, por exemplo.

O presidente destaca os principais desafios para quem quer financiar um imóvel: “A renda compartilhada é algo que vai impactar, além do tempo de emprego e se a pessoa tem financiamento de um carro ou vários planos de saúde. Se o interessado tem a renda comprometida em 70%, precisará de flexibilidade, porque ainda existem os custos pessoais e com alimentação”, pontua.

Moisés enfatiza que a localização e a qualidade dos imóveis têm um impacto significativo na compra, mas reforça que o comprometimento de renda, problemas com bancos e a aprovação de crédito são os principais gargalos que os agentes levam em consideração.

Tribuna do Norte

Projeto do Parque Linear segue em análise

O debate agora gira em torno da metragem da área cedida pelo Exército | Foto: Magnus Nascimento

Após encontro mediado pelos Ministérios Públicos Federal e Estadual, o projeto do Parque Linear na Avenida Engenheiro Roberto Freire entrou em fase técnica para a definição de sua área final. Embora a Prefeitura de Natal considere a obra prioritária e busque viabilizar o início das construções ainda em 2026, o grupo multidisciplinar ainda ajusta os limites do equipamento. O debate agora gira em torno da metragem da área cedida pelo Exército para assegurar que os espaços de lazer e ciclovias não interfiram nas zonas de preservação integral do Parque das Dunas.

O Município pretende iniciar a construção do parque ainda este ano, no entanto, o tema ainda enfrenta discussões sobre compatibilidade ambiental. O impasse ocorre porque a gestão municipal planeja um equipamento robusto para a região. A proposta é que a estrutura inclua espaços para educação ambiental, práticas esportivas, atividades de lazer e jardim sensorial, além de ciclovias e áreas de convivência.

Thiago Mesquita, titular da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb), afirma que a área que irá contemplar o projeto ainda está sendo definida pelo grupo formado pelo Ministério Público Federal, Ministério Público Estadual, Conselho Gestor, o IDEMA, a Procuradoria-Geral do Estado e a Procuradoria-Geral do Município. “Enquanto não for definida a área final, se serão quatro, seis, oito ou dez hectares, não se consegue fazer um projeto. A gente tem avançado de forma significativa nesse fórum que foi criado. Estamos avançando e tem sido muito bom, iremos concretizar e definir essa área nos próximos meses”, finaliza.

Segundo Thales Dantas, diretor técnico do IDEMA-RN, o Parque das Dunas não é apenas uma área verde, mas uma Unidade de Conservação de Proteção Integral. Isso significa que ele é protegido por uma lei federal rigorosa (o SNUC). Para que qualquer atividade aconteça ali, é preciso seguir o Plano de Manejo, que funciona como uma espécie de “Constituição” do Parque. É esse documento que dita as regras máximas e define por lei o que pode ou não ser feito dentro da reserva.

Na prática, o Parque das Dunas é dividido em setores com regras diferentes. Existem áreas onde construções e atividades em grupo são permitidas, como acontece no Bosque dos Namorados (classificado como Zona de Uso Público I). É nessa mesma categoria de uso coletivo que a Prefeitura de Natal pretende instalar o Parque Linear (Zona de Uso Público II).

“O pleito do Município foi para avançar a Zona de Uso Público II na Zona Primitiva III, havendo assim a revisão específica do Plano de Manejo aprovado em julho de 2025, o que os estudos realizados por equipe multidisciplinar da Unidade de Gestão da Biodiversidade (UGBio), setor do IDEMA responsável pela administração das Unidades de Conservação, apontaram como sendo inviável por haver espécies de fauna e flora ameaçadas de extinção”, enfatiza.

Thales afirma que é importante destacar que a área da Zona Primitiva III possui cerca de 35% de toda a biodiversidade encontrada no Parque das Dunas. Outro ponto é que a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) emitiu parecer jurídico que concluiu pela impossibilidade de revisão específica do Plano de Manejo por pleito de um membro do Conselho Gestor, sendo uma atribuição discricionária do órgão gestor (IDEMA). Portanto, segundo o parecer, a decisão de revisar ou não o Plano de Manejo cabe exclusivamente ao IDEMA, que avalia se a proposta é viável ou não para o meio ambiente.

“O que ficou deliberado é que a Mesa de Negociações permanece e que agora o Município apresentará o Projeto para ser licenciado pelo IDEMA nos 4 hectares em que é possível a construção do espaço. Mas é importante destacar que na Zona Primitiva III é possível a existência de trilhas para contemplação da biodiversidade existente, desde que supervisionadas”, enfatiza.

O pedido de licenciamento para o equipamento deve ser protocolado após discussão do projeto com a sociedade, o titular destaca que a ação é indispensável.

“Espaços de diálogo sempre são importantes e a população pode ficar tranquila que Governo do Estado e Prefeitura do Natal estão tendo maturidade institucional para equilibrar e possibilitar a efetividade do Plano de Manejo do Parque das Dunas aprovado em 2025 e que permitiu essa discussão, com a utilização da Zona de Uso Público II pelo Município de Natal”, conclui.

Tribuna do Norte

Preços da carne e da cerveja sobem acima da inflação em um ano

Com preços elevados, potiguares adaptam hábitos de consumo e pesquisam mais antes de comprar | Foto: Adriano Abreu

Os preços da cerveja e da carne, itens essenciais do “kit churrasco”, aumentaram acima da inflação oficial do país entre março de 2025 e março de 2026, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Enquanto o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 4,14% nesse período, a cerveja ficou 6,06% mais cara e o preço da carne cresceu 5,68% no Brasil. A Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte (Assurn) aponta para um cenário semelhante no estado.

Segundo Gilvan Mikelyson, presidente da entidade, o RN segue o cenário nacional com alta dos preços. Nas cervejas, a alta seguiu o mesmo patamar. Já o preço da carne, diz Mikelyson, subiu até o dobro do IPCA. Diante desse cenário, os potiguares já adaptam seus hábitos de consumo - por meio da troca por itens mais acessíveis – e pesquisam mais na hora de comprar.

“No caso das carnes, há uma mudança no cenário de consumo, tanto pela substituição por cortes menos nobres, mas também pela migração para o consumo de frango e de porco. A carne suína e a carne de aves têm sido opções muito mais em conta do que a carne bovina”, explica Mikelyson.

Esse cenário é refletido nos estabelecimentos da capital potiguar. Vinícius Borges, gerente da Bomfrigo Atacarejo, afirma que os clientes preferem carnes com preço mais baixo, mas de boa qualidade.

“A carne de primeira caiu muito. Sempre procuram essa carne mais acessível, que seja uma qualidade boa, mas com preço menor. Hoje em dia, a carne de segunda está do preço antigo da carne de primeira”, diz.

Vinícius Borges, gerente: clientes preferem carnes com preço mais baixo, mas de boa qualidade | Foto: Adriano Abreu

Segundo o gerente, as variações no mercado apontam para o aumento do preço da arroba da carne bovina, e o custo é repassado ao consumidor.

“Enquanto o quilo do músculo está a R$ 32,49, [um ano] atrás custava R$ 25,00. Já aumentou bastante, mas é uma carne mais acessível”, exemplifica. Uma das carnes mais vendidas tem sido a posta gorda, além de frangos e embutidos.

Já no caso das cervejas, há uma diminuição no consumo no RN, segundo o presidente da Assurn. “A diminuição é identificada, principalmente, alinhada ao uso bastante intenso das canetas emagrecedoras, que fazem com que as pessoas bebam menos – e as que continuam bebendo migram para cervejas com menos teor alcoólico”, diz Gilvan.

Aumento no custo de produção

No caso da carne, o aumento é explicado por um cenário de alto custo de produção, segundo a Assurn. Fatores climáticos prejudicaram os pastos, como secas e enchentes.

Já o mercado externo favorece a exportação, devido à valorização do dólar, encarecendo o custo do item no mercado interno.

“As negociações em dólar são muito mais favoráveis aos fornecedores e aos produtores. Todo esse cenário faz com que os preços da carne tenham aumentado bastante, como nos últimos 60 dias”, observa Mikelyson.

De acordo com ele, no caso das cervejas um reposicionamento da indústria favoreceu a alta. “Tinha negociações que incentivavam o consumo. [A indústria] aportava algumas verbas para reduzir o preço na ponta para o consumidor, e deixou de fazer esse investimento”, explica.

Nesse contexto, o comportamento do consumidor tem sido continuar pesquisando e aproveitando as oportunidades de promoções nesses itens.

Tribuna do Norte

Suspensão de R$ 38,8 bilhões em investimentos acende alerta para renováveis no Nordeste

Redação Tribuna do Norte•20 de abril de 2026•23h29

Suspensão de R$ 38,8 bi no NE (2025-26) acende alerta no setor renovável: cortes de geração, falta de transmissão, insegurança regulatória e poucos incentivos travam avanços. No RN, há risco de perda de competitividade, fuga de capital, demissões e adiamento de projetos, embora empresas ainda demonstrem interesse na região.

Entidades confirmaram a suspensão de R$ 38,8 bi em investimentos por parte das empresas, que avaliam migrar os aportes | Foto: Adriano Abreu

A suspensão de quase R$ 39 bilhões em investimentos na região Nordeste anunciada por entidades do setor de energias renováveis preocupa representantes do segmento no Rio Grande do Norte e no país. De acordo com fontes ouvidas pela reportagem da TRIBUNA DO NORTE, a situação explicita problemas estruturais no sistema elétrico brasileiro, como os cortes forçados de geração de energia (curtailment), a carência de linhas de transmissão para escoar a energia limpa produzida, além da falta de incentivos fiscais e de segurança jurídica. Apesar do cenário incerto, empresas com ativos no RN garantem que há interesse em manter os investimentos em solo potiguar.

A suspensão de investimentos foi anunciada em reportagem do Valor Econômico do último dia 18 de abril. As entidades do setor confirmaram a suspensão de R$ 38,8 bilhões em investimentos, entre 2025 e 2026. Além disso, as empresas avaliam deixar o Nordeste para migrar para outras regiões.

O presidente da Associação Potiguar de Energias Renováveis (Aper), Williman Oliveira, aponta que a desistência das empresas representa um cenário negativo para o RN e pode estar atrelada a múltiplos fatores. É o caso da infraestrutura insuficiente de linhas de transmissão para o escoamento da energia produzida na região, além da falta de incentivos fiscais para o crescimento da demanda por fontes renováveis no Estado.

“[Acredito que isso aconteceu] muito pela dificuldade quando [as empresas] têm que bloquear a sua geração, gerando um prejuízo incalculável para quem acreditou que teria investimentos em expansão de rede e incentivos para o consumo local”, aponta Williman Oliveira.

O diretor-técnico regulatório da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Francisco Silva, observa que a entidade não dispõe de dados relativos ao cancelamento de investimentos em 2025 e 2026 no RN e Nordeste. Ele reconhece, contudo, que ao longo dos últimos anos a suspensão de investimentos pode ser considerável e tem como principal motivador o curtailment.

“Sabemos que todo o mercado que investe em energia eólica e solar fotovoltaica centralizada está reavaliando os seus investimentos. Hoje esses geradores estão ficando com uma incerteza que inviabiliza a possibilidade de construir novos empreendimentos. Então dá para dizer que todos os geradores estão verificando qual é o melhor momento para se investir novamente nesse mercado, tendo em vista o tamanho da incerteza, especialmente por conta dos cortes de geração”, aponta o diretor.

O presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Darlan Santos, alerta para o risco de fuga de investimentos. “Nos últimos meses, vimos um processo preocupante de demissões no setor. Muitas dessas companhias, que atuam em diversos segmentos, estão recalculando suas rotas para minimizar riscos. Nesse contexto, o Nordeste é a região que mais perde, apesar de possuir o maior potencial natural de geração eólica e solar do país. O risco real é que assistamos a uma migração de investimentos estratégicos que deveriam estar consolidando o Nordeste como o centro da nossa transição energética”, destaca.

Para o presidente da Comissão Temática de Energias Renováveis da Fiern (Coere), Sérgio Azevedo, a suspensão dos investimentos anunciados pelo setor é um sinal claro de perda de competitividade de uma região que sempre teve vocação natural para liderar a transição energética brasileira.

“O problema é que vocação, sozinha, não basta. É preciso ambiente regulatório adequado, capacidade de resposta do sistema, previsibilidade e visão estratégica”, aponta Sérgio Azevedo, acrescentando que para o RN, o impacto potencial é relevante: “adiamento ou cancelamento de novos parques, migração de capital para mercados com menor risco sistêmico, perda de competitividade da cadeia produtiva local, redução da geração de empregos, enfraquecimento da arrecadação e perda de protagonismo de um estado que reúne condições naturais excepcionais para produzir energia limpa. Em outras palavras, o RN corre o risco de deixar de capturar a próxima onda de investimentos justamente por não conseguir transformar sua vocação em segurança para o investidor”, declara.

Williman Oliveira (Associação Potiguar de Energias Renováveis)(Aper) | Foto: Cedida

Sérgio Azevedo (Comissão Temática de Energias Renováveis/Fiern) | Foto: Alex Régis

Francisco Silva (Associação Brasileira de Energia Eólica - ABEEólica) | Foto: Cedida

Setor aponta problemas em marco regulatório

O debate sobre a insegurança para investir no setor de energias renováveis se une às discussões sobre regulamentações para assegurar maior confiança aos investidores no setor. Em novembro do ano passado, o governo sancionou a Lei nº 15.269, com o objetivo de modernizar o marco regulatório do setor elétrico e estabelecer novas diretrizes para ampliar a segurança energética, a acessibilidade tarifária e introduzir mecanismos mais eficientes de operação do sistema.

Francisco Silva, da ABEEólica, aponta que a legislação federal passou a atribuir uma série de responsabilidades para os geradores de energias renováveis, prejudicando potenciais projetos e outros já em operação ou desenvolvimento. Ele observa, no entanto, que o marco também traz aspectos positivos do ponto de vista dos cortes de geração.

“A lei trouxe a necessidade de um endereçamento para os cortes de geração, pois qualificou quais os cortes que o legislador entende que os geradores têm ou não direito a receber. Agora nós estamos na expectativa do Ministério de Minas e Energia regulamentar esses cortes para que consigamos voltar a ter previsibilidade sobre os investimentos”, aponta.

O presidente da Coere/Fiern, Sérgio Azevedo, afirma que a Lei nº 15.269/2025 foi um avanço importante, pois moderniza o marco regulatório do setor elétrico, cria bases legais para o armazenamento de energia e abre caminho para sua regulamentação e expansão no país. No entanto, na avaliação dele, é preciso que haja uma regulamentação célere e eficaz para transformar a diretriz legal em mercado real.

“Além disso, é fundamental que a implementação dos incentivos ao armazenamento prestigie a lógica da adicionalidade, ou seja, que estimule capacidade nova, flexibilidade nova e, sempre que possível, soluções conectadas à expansão de novos parques eólicos e solares”, afirma.

“O Brasil precisa evitar soluções que apenas redistribuam energia já existente no sistema sem atacar a raiz do problema. O armazenamento deve ser tratado como instrumento para destravar investimento novo, reduzir o curtailment e recompor a atratividade das regiões mais afetadas, especialmente o Nordeste”, acrescenta Azevedo.

Empresas mantêm interesse no RN e Nordeste

Apesar das incertezas que rondam o setor de renováveis, empresas que atuam no RN reiteram que mantêm o interesse em seguir no Nordeste. Em resposta à reportagem da TRIBUNA DO NORTE, a Casa dos Ventos destacou que segue na contramão do mercado. A empresa tinha sido apontada pela reportagem do Valor Econômico como uma das desistentes, mas a informação foi corrigida pelo veículo.

“A Casa dos Ventos mantém um pipeline robusto e segue investindo em ativos para geração de energia renovável tanto no Nordeste quanto em outras geografias. São investimentos que impulsionam não apenas a expansão da companhia, mas também a retomada do setor, movimentando a cadeia produtiva e gerando empregos nessas regiões”, disse.

A Vestas, que atualmente conta com o Parque Esquina do Vento em desenvolvimento no RN, também reiterou o interesse em manter ativos no Estado e no Nordeste. “Temos uma presença sólida no Brasil, com ativos relevantes como a fábrica de alta tecnologia no Ceará, o hub regional de serviços no Rio Grande do Norte e uma cadeia de suprimentos robusta, com mais de 100 fornecedores”, destacou

A companhia reconhece, contudo, que o setor enfrenta desafios estruturais e precisa evoluir destravar novos investimentos. “Apesar de o Brasil contar com um dos melhores recursos eólicos do mundo — especialmente no Nordeste — há um risco real de perda de protagonismo, caso ajustes relevantes não sejam realizados. Nesse contexto, a Vestas mantém um diálogo contínuo e construtivo com o governo brasileiro, com uma postura propositiva para contribuir com a superação dos desafios atuais do setor”, apontou.

Tribuna do Norte

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Alerta do Inmet indica chuvas intensas em todo o RN na véspera do feriado de Tiradentes

Foto: Adriano Abreu

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) renovou um alerta de chuvas intensas válido para todo o Rio Grande do Norte nesta segunda-feira (20), véspera do feriado de Tiradentes, que ocorre nesta terça-feira (21). O aviso é classificado com grau de severidade de “perigo potencial” e segue válido até as 23h59.

De acordo com o órgão, a previsão é de chuvas entre 20 e 30 mm por hora, podendo chegar a até 50 mm ao longo do dia, além de ventos com intensidade entre 40 e 60 km/h. Apesar do volume previsto, o risco é considerado baixo para ocorrências mais graves, como corte de energia elétrica, queda de galhos de árvores, alagamentos e descargas elétricas.

Foto: Divulgação/Inmet

O Inmet orienta que, em caso de rajadas de vento, a população evite se abrigar debaixo de árvores, devido ao risco de queda e de descargas elétricas, e não estacione veículos próximos a torres de transmissão e placas de propaganda. Também é recomendado evitar o uso de aparelhos eletrônicos ligados à tomada durante as instabilidades.

Em situações de emergência, a recomendação é acionar a Defesa Civil, pelo telefone 199, ou o Corpo de Bombeiros, pelo número 193.

Tribuna do Norte

Samanda e Cadu recebem apoios em Martins e Olho d’Água dos Borges e ampliam base de apoio na região Oeste

A pré-candidatura de Samanda Alves ao Senado ganhou novos apoios em agendas realizadas nos municípios de Martins e Olho d’Água dos Borges, ao lado de Cadu Xavier, pré-candidato ao Governo do Estado. As adesões reforçam a articulação política em diferentes regiões do Rio Grande do Norte e ampliam a base de lideranças que passam a integrar o projeto.

Em Martins, o prefeito César Móveis, os vereadores Jean Ferreira, Helena de Clemente e Jasson Mecânico, secretários e lideranças locais declararam apoio à pré-candidatura. Já em Olho d’Água dos Borges, ao lado de Dr. Bernardo e Kaline, Samanda e Cadu receberam o apoio da ex-prefeita Maria Helena, de Laize Sales e dos vereadores Jéssica Queiroga, Toni Alves, Jamilly Dias e Gelson Fernandes, além de outras lideranças locais.

Ambos os municípios, localizados na região Oeste potiguar, passam a compor o conjunto de cidades onde o projeto vem se consolidando com o apoio de representantes municipais e lideranças políticas. As agendas reforçam a presença no interior e ampliam o diálogo com diferentes segmentos da população. “Cada apoio que chega fortalece esse caminho que estamos construindo com diálogo e responsabilidade. É ouvindo as pessoas e somando com quem conhece a realidade de cada município que a gente avança”, afirmou Samanda Alves.