quinta-feira, 16 de abril de 2026

Samanda recebe apoio de prefeitos de Santa Cruz e Cruzeta ao Senado

A prefeita de Santa Cruz, Aninha de Cleide (MDB), e o prefeito de Cruzeta, Joaquim de Medeirinho (União), anunciaram apoio à pré-candidatura de Samanda Alves (PT) ao Senado Federal na tarde desta quinta-feira (16).

O anúncio ocorre no contexto das articulações para as eleições de 2026 no Rio Grande do Norte e amplia a presença da pré-candidatura no interior do estado. Santa Cruz, na região Trairi, e Cruzeta, no Seridó, são municípios com relevância política em suas respectivas regiões.

“Esse é um passo importante na construção de uma candidatura que tem base nos municípios e compromisso com o Rio Grande do Norte. Estamos ampliando alianças e fortalecendo um projeto político com presença em todas as regiões”, afirmou Samanda.

Deputados de oposição e situação debatem pagamento de emendas parlamentares

Crédito da(s) Foto(s): Eduardo Maia
No horário destinado aos pronunciamentos dos deputados na sessão ordinária desta quinta-feira (16), na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, falaram os parlamentares Coronel Azevedo (PL) e Francisco do PT. Os dois parlamentares, um que é oposição e o outro que é líder do governo, teceram comentários sobre o cronograma de pagamento das emendas parlamentares.

O deputado Coronel Azevedo comentou sobre a reunião da Comissão de Finanças e Fiscalização que aconteceu na última quarta-feira (15) e tratou do tema das emendas parlamentares. Ele se queixou da demora na execução do pagamento por parte do governo estadual e destacou que as emendas simbolizam o orçamento participativo.

“O povo elege seus representantes e eles participam do orçamento indicando emendas, então fortalecer a democracia é respeitar o orçamento participativo que se representa pelas emendas parlamentares. Nosso Estado só tem conquistado prêmio negativos, como o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) da educação, e nós não queremos, neste ano de 2026, que o RN seja o estado que menos executou emendas parlamentares”, discursou.

O parlamentar lembrou que uma propositura do mandato dele foi aprovada pelo plenário e continha um cronograma para pagamento das emendas, a exemplo do que já existe no Congresso Nacional. “É dever do executivo pagar 50% das emendas estaduais até o final do primeiro semestre. Esperamos que ele cumpra essa obrigação legal”, disse.

Coronel Azevedo sugeriu ao presidente da Comissão de Finanças e Fiscalização que mantivesse contato com as demais Comissões de Finanças das Assembleias Legislativas estaduais do Brasil, para verificar o andamento da execução do pagamento de emendas parlamentares relativas ao exercício de 2026 e as que ficaram em restos a pagar do exercício 2025. “Para que possamos ter indicadores de comparação sobre a execução de emendas e comparar o RN com demais Estados. Não podemos admitir que as emendas do nosso estado sejam as lanterninhas do Brasil”, completou.

O deputado Francisco do PT, que representa o Poder Executivo na Casa Legislativa e que já havia comentado sobre o assunto das emendas na sessão plenária, reiterou que entende que há esse debate entre oposição e situação sobre o assunto, mas discordou da afirmação dita em plenário de que ele não sabia das informações.

Ele contou que participou de reunião, na última terça-feira (14), presidida pela deputada Cristiane Dantas (PSDB) e com a presença do Deputado Coronel Azevedo, representantes do Tribunal de Contas do Estado, da Assembleia Legislativa, da Controladoria do Estado e do Gabinete Civil. E, também, participou da reunião da última quarta-feira (15), na Comissão de Finanças e Fiscalização, onde a controladora do Estado também estava presente, junto com representantes do Tribunal de Contas, do Ministério Público do Tribunal do Contas, da FEMURN, bem como uma parte dos deputados da Comissão, e que, portanto, esse debate sobre o pagamento das emendas está sendo feito publicamente.

“Alguns deputados não participam das reuniões, seja por qual for o motivo, e não sabem das informações. Toda hora é dito que o Governo do Estado discrimina parlamentares da oposição na hora de pagar as emendas, mas se pegar os dados do pagamento, é constatado que tem deputado de oposição que já teve mais pagamento do que deputado governista e isso é fato. E é feito uma insinuação de que pode ser que tenha algum acordo, então quem levanta esse tipo de coisa que prove no plenário desta Casa. O que não é possível, é fazer um debate como foi feito aqui hoje, onde se disse textualmente que o governo prioriza pagamento de carnaval e de festa em detrimento de pagamento da saúde”, discursou o deputado.

Francisco do PT reafirmou que quem define qual é a emenda que quer pagar com prioridade é o parlamentar que indica a emenda e não o governo. “Qual o problema de um parlamentar escolher como prioridade qual emenda que quer pagar? A decisão de um colega que escolhe o que priorizar é desrespeitada por esse tipo de questionamento. Quando o governo diz quanto vai pagar de cada deputado, o deputado decide o que vai indicar com aquele valor”, explicou.

Caern abre consulta pública sobre PPP para universalização de esgotamento sanitário em 48 municípios do RN

Os potiguares podem participar, a partir desta quinta-feira (16), opinando e dando sugestões através do site da Caern

Nesta quinta-feira (16), inicia uma etapa importante do projeto de estruturação da Parceria Público-Privado (PPP) para a universalização do esgotamento sanitário em 48 municípios potiguares, com a abertura da Consulta Pública do projeto. Nesse momento, os cidadãos e a sociedade civil poderão fazer contribuições relacionadas aos documentos disponibilizados. A consulta vai até dia 29 de maio e a consulta aos documentos, bem como as contribuições, podem ser feitas no seguinte link:  https://transparencia.caern.com.br/ppp/ . No mês de maio, serão realizadas as audiências públicas, com data prevista para 11 de maio.

Com cerca de R$ 3,8 bilhões previstos em investimentos no serviço de esgotamento sanitário durante todo o período da PPP, ou seja, até 2051, seu objetivo é garantir o atingimento da meta de 90% de atendimento de esgoto até 2033, conforme preconizado pelo marco legal do saneamento.  A PPP, na modalidade administrativa, complementará os esforços de investimentos da Companhia, sendo passo fundamental para a expansão do atendimento no estado. Dentre os benefícios da parceria estão a garantia de acesso aos serviços de saneamento, que são essenciais, e a consequente melhoria das condições de saúde pública e do meio ambiente. 

"A universalização do saneamento básico é, acima de tudo, um compromisso civilizatório que assumimos com o povo potiguar. Levar esgotamento sanitário significa garantir saúde, dignidade e respeito ao meio ambiente. Esse projeto é um passo decisivo para que o desenvolvimento do Rio Grande do Norte aconteça com justiça social e cidadania. Por isso, a participação de cada cidadão e cidadã nesta consulta pública é fundamental, queremos construir juntos esse caminho para assegurar um direito essencial à nossa gente", afirma a Governadora do RN, Fátima Bezerra. 

A PPP abrange 48 municípios do estado, dentre eles Natal, Parnamirim, Mossoró e Caicó. Esses municípios possuem contratos regulares com a Caern, conforme termo de atualização aprovado pelas Microrregiões de Água e Esgoto (MRAE) Litoral-Seridó e Central-Oeste. É importante ressaltar que, conforme preconizado pelo marco legal do saneamento, no caso da existência de estruturas regionalizadas, a titularidade dos serviços é exercida pelo estado em conjunto com os municípios, reunidos em colegiado interfederativo. Sendo assim, as MRAEs passaram a ser responsáveis pelas decisões acerca da gestão dos serviços de saneamento no estado do RN. Vale ressaltar que, além dos documentos relacionados à PPP, as MRAEs estão colocando em consulta os Planos Regionais de Saneamento Básico relativos aos serviços de esgotamento sanitário dos municípios abrangidos pelo projeto.

A estruturação desta parceria contou com o apoio do BNDES e de um consórcio de consultores especializados (Ceres, Serenco Engenharia, Cescon Barrieu e Amaral Andrade). O grupo foi responsável pelo diagnóstico, modelagem e confecção dos documentos licitatórios, sempre sob a diretriz do Novo Marco Legal do Saneamento (Lei nº 14.026/2020) e suas metas de universalização.

 ETAPAS

Importantes etapas foram cumpridas desde 2024, ano em que o projeto iniciou. Desde então, foram realizados diagnósticos dos serviços de esgotamento sanitário da área do projeto, a modelagem econômico-financeira, a definição do escopo da PPP pela CAERN e a elaboração dos documentos de contrato, edital e anexos, que estão sendo colocados em consulta pública. Estão sendo adotadas medidas de divulgação interna e externa para garantir a visibilidade do projeto a todos as partes interessadas.

INVESTIMENTOS

A Parceria Público-Privado tem o potencial de contribuir para transformar a realidade do Rio Grande do Norte, beneficiando cerca de 1,9 milhões de norte-rio-grandenses e a população que visita o Rio Grande do Norte todos os anos, com serviço de coleta e tratamento adequado de esgoto. A PPP busca trazer eficiência nos investimentos e operação dos serviços, complementando os esforços da CAERN na universalização dos serviços de água e esgoto do estado. Através da parceria, serão alcançadas as metas de universalização de esgoto nos 48 municípios abrangidos pelo projeto.

Após a consulta pública, as contribuições realizadas serão consideradas e respondidas, com a realização das adaptações pertinentes nos documentos editalícios. O projeto também será apreciado pelo TCE-RN. Após esse período de análises e adequações será publicado o edital de licitação. 

MUNICÍPIOS

Acari; Assú; Afonso Bezerra; Angicos; Antônio Martins; Apodi; Boa Saúde; Bodó; Bom Jesus; Caicó; Caraúbas; Carnaúba dos Dantas; Carnaubais; Coronel Ezequiel; Cruzeta; Equador; Florânia; Ipueira; Janduís; Jardim de Angicos; Jardim de Piranhas; Lajes Pintadas; Lucrécia; Luís Gomes; Macau; Martins; Monte das Gameleiras; Mossoró; Natal; Parazinho; Parnamirim; Passagem; Pau dos Ferros; Pedra Preta; Pendências; Porto do Mangue; Riachuelo; São Bento do Trairi; São Fernando; São José do Campestre; São José do Seridó; São Paulo do Potengi; Serra Caiada; Serra do Mel; Tangará; Tenente Ananias; Tenente Laurentino Cruz e Tibau do Sul.

Assecom-RN

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Ex-deputado Ramagem é solto após ficar dois dias preso nos EUA

Foto: Gustavo Moreno/STF

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem foi solto nesta quarta-feira (15) após passar dois dias preso nos Estados Unidos, onde está foragido das autoridades brasileiras.

Na segunda-feira (13), Ramagem foi abordado por agentes do serviço de imigração, conhecido pela sigla ICE (Immigration and Customs Enforcement), e ficou detido na cidade de Orlando, no estado da Flórida.

O nome do ex-parlamentar não consta mais nos registros de presos da região.

As razões que levaram à soltura de Ramagem não foram divulgadas pelo órgão norte-americano.

Ramagem é alvo de um pedido de extradição feito pelo governo brasileiro às autoridades dos Estados Unidos.

Fuga

Em setembro do ano passado, Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), fugiu do país para evitar o cumprimento da pena de 21 anos de prisão pela trama golpista ocorrida durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Durante a investigação sobre a trama golpista, ele foi proibido pelo STF de sair do país. Segundo a Polícia Federal, Ramagem fugiu pela fronteira com a Guiana e embarcou para os Estados Unidos com passaporte diplomático, que não estava apreendido. 

No final do ano passado, a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados declarou a cassação do mandato de Ramagem. A Constituição determina que a Casa declare a perda do mandato de parlamentar em função de condenação criminal.

Agência Brasil

Carga tributária bruta cresce e atinge 32,4% do PIB do país em 2025

Boletim do Tesouro Nacional não faz um recorte da carga tributária por unidades da federação | Foto: Alex Régis

A Secretaria do Tesouro Nacional estima que a carga tributária bruta (CTB) representou 32,40% do PIB do país em 2025, representando um crescimento de 0,18 p.p. em relação à proporção de 2024. Com exceção dos governos estaduais, que tiveram uma queda de 0,10 p.p. no cálculo proporcional, todas as esferas de governo apresentaram crescimento na CTB. Na avaliação de economistas ouvidos pela reportagem da TRIBUNA DO NORTE, embora não seja possível analisar o cenário atual da carga tributária do Rio Grande do Norte, o Estado segue o padrão nacional de não converter o aumento da arrecadação na melhoria de serviços à população.

A estimativa da Secretaria do Tesouro Nacional foi divulgada neste mês e segue o padrão do Manual de Estatísticas de Finanças Públicas de 2014 do FMI. Os dados consolidados, no entanto, serão divulgados pela Secretaria da Receita Federal no final do ano.

O economista Thales Penha, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), aponta que a participação dos impostos na geração de riquezas do país varia conforme a evolução do PIB brasileiro. Em geral, o valor costuma permanecer na faixa de 31 a 33%, ficando abaixo da média observada em países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de cerca de 35%.

Segundo dados do boletim do Tesouro Nacional, embora a estimativa seja de aumento na CTB do governo geral e central, houve queda nos governos estaduais. O percentual em relação ao PIB saiu de 8,48% em 2024 para 8,38% em 2025, representando uma redução de 0,10 pontos porcentuais. O cenário é atribuído à queda de 0,09 p.p. do PIB na arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Já nos governos municipais, os dados apontam para um aumento da carga tributária de 0,03 p.p. do PIB entre 2024 e 2025, refletindo principalmente a expansão da arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS). Em números absolutos, o percentual da carga tributária saiu de 2,40% para 2,42%.

Segundo Thales Penha, o aumento na arrecadação do ISS está ligado à expansão do setor de serviços e ao cenário de tributação no país. “O crescimento é positivo. O problema no Brasil, assim, quando analisamos a tributação, é a nossa base tributária, que tributa muito consumo. Então isso é negativo, pois gera uma incidência tributária sobre os mais pobres maior do que sobre os mais ricos”, aponta.

Embora os dados do boletim do Tesouro Nacional apresentem estimativas gerais sobre o cenário nacional, não há um recorte da carga tributária por unidades de federação. Aliado a isso, o economista aponta ser desafiador traçar um paralelo entre a carga tributária do Estado e do país, uma vez que o levantamento nacional agrega todos os tributos dos entes federativos e o estadual considera os impostos pagos exclusivamente ao governo.

No Rio Grande do Norte, segundo dados da Secretaria da Fazenda do Estado (Sefaz/RN), a arrecadação líquida foi de 23,648 bilhões em 2025. O acréscimo nominal foi de R$ 2,211 bilhões em relação a 2024, representando crescimento de 10,32%. A receita foi puxada principalmente pelo ICMS, que teve recomposição da alíquota modal em 20%.

Thales Penha reitera o papel do ICMS na arrecadação estadual, mas explica que o crescimento nominal não representa o crescimento real, uma vez que não desconta a inflação. “Então quando descontada a inflação, esse crescimento vai ser muito menor que 10%. Mas o crescimento vai acompanhar dois fatores: o aumento da alíquota do ICMS no ano passado e o crescimento da economia estadual. O Estado teve um crescimento positivo, embora não muito alto, e considerável”, completa.

O economista Helder Cavalcanti também avalia que o crescimento da arrecadação do Governo do Rio Grande do Norte pode ser considerado expressivo, mas os reflexos disso acompanham o cenário observado no aumento da participação da arrecadação no PIB do país. “É um crescimento que a gente pode considerar expressivo, mas acompanha a mesma linha de raciocínio do cenário nacional. Isso porque o desenho da carga tributária é o mesmo. O Governo sempre tem superávit na arrecadação, mas não vemos melhoria dos serviços [ofertados à população]”, destaca.

Para o superintendente do Conselho Regional de Economia do Rio Grande do Norte (Corecon/RN), Ricardo Valério, atualmente o Brasil vive um cenário de desequilíbrio fiscal que exige a revisão de algumas regulamentações. “Teremos que fazer uma reforma administrativa para adequar o tamanho e os gastos da União e dos Estados, além de uma nova reforma previdenciária, dois vilões do desequilíbrio estrutural da União e dos Estados”, aponta.

Tribuna do Norte

Estado acumula R$ 86,87 milhões em dívidas cobertas pela União em 2026

Tesouro cobre os valores em atraso, mas passa a reter repasses da União | Foto: Divulgação

O Rio Grande do Norte já acumula R$ 86,87 milhões em dívidas honradas pela União nos três primeiros meses de 2026, segundo dados da Secretaria do Tesouro Nacional. Apenas em março, o estado teve R$ 2,55 milhões em débitos pagos pelo governo federal após não cumprir obrigações em operações de crédito.

No mês, o Tesouro Nacional quitou R$ 384,11 milhões em dívidas atrasadas de estados e municípios. Ao todo, foram cobertos débitos de três governos estaduais e três prefeituras. Entre os estados, os maiores valores foram registrados no Rio Grande do Sul, com R$ 250,07 milhões, e no Rio de Janeiro, com R$ 128,67 milhões, além do Rio Grande do Norte.

Em relação aos municípios, tiveram dívidas pagas pela União as prefeituras de Iguatu (CE), com R$ 2,55 milhões; Paranã (TO), com R$ 214,36 mil; e Santanópolis (BA), com R$ 65,94 mil.

Acumulado

Nos três primeiros meses do ano, o Tesouro quitou R$ 993,80 milhões em débitos em atraso de quatro estados e quatro municípios. No recorte acumulado, o Rio de Janeiro lidera, com R$ 492,85 milhões, seguido pelo Rio Grande do Sul, com R$ 389,74 milhões. O Rio Grande do Norte aparece na terceira posição, com R$ 86,87 milhões, enquanto o Amapá soma R$ 19,55 milhões.

No caso dos municípios, o governo federal cobriu R$ 4,8 milhões em dívidas não honradas por quatro prefeituras: Iguatu (CE), Guanambi (BA), Paranã (TO) e Santanópolis (BA).

Os dados constam no Relatório de Garantias Honradas pela União em Operações de Crédito, divulgado nesta quarta-feira (15) pela Secretaria do Tesouro Nacional.

As garantias são executadas pelo governo federal quando estados ou municípios ficam inadimplentes em operações de crédito. Nesses casos, o Tesouro cobre os valores em atraso, mas passa a reter repasses da União ao ente devedor até a quitação da dívida, com cobrança de multa, juros e outros encargos.

Os valores pagos são descontados de transferências como os fundos de participação e receitas relacionadas ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), entre outras fontes. Sobre as obrigações em atraso também incidem juros de mora e custos operacionais referentes ao período entre o vencimento e a quitação.

Propag

Até o fim do ano passado, os estados puderam aderir ao Programa de Pleno Pagamento da Dívida dos Estados (Propag), que prevê condições como venda de ativos à União e um plano de corte de gastos para viabilizar a liberação de até R$ 20 bilhões em investimentos.

O programa também estabelece descontos nos juros e parcelamento das dívidas em até 30 anos. Em contrapartida, os estados participantes devem aportar recursos ao Fundo de Equalização Federativa (FEF), destinado a financiar áreas como educação, segurança pública, saneamento, habitação e transportes.

Após o Congresso derrubar vetos ao Propag no fim de novembro, 22 estados aderiram à iniciativa. Apenas Distrito Federal, Mato Grosso, Pará, Paraná e Santa Catarina ficaram de fora da renegociação especial.

Rio Grande do Sul

Em razão das enchentes registradas em 2024, o Rio Grande do Sul teve o pagamento da dívida com a União suspenso por 36 meses. Além disso, os juros anuais — em torno de 4% mais a inflação — foram perdoados no mesmo período.

Atualmente, o estoque da dívida do estado com a União gira em torno de R$ 100 bilhões. Com a suspensão das parcelas, o governo gaúcho dispõe de cerca de R$ 11 bilhões para ações de reconstrução.

Tribuna do Norte

Conema convoca reunião para discutir baterias e data centers

Conema é presidido pelo Secretário de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Paulo Varella | Foto: Adriano Abreu

O Conselho Estadual de Meio Ambiente (Conema) convocou uma reunião extraordinária para o próximo dia 24 de abril com o objetivo de discutir a minuta de resolução que regulamenta o uso de sistemas de armazenamento de energia em baterias (BESS) e a instalação de data centers no Rio Grande do Norte. Como antecipado pela TRIBUNA DO NORTE, o tema estava na pauta da 101ª reunião ordinária do colegiado, que aconteceu nesta terça-feira (15).

O processo de regulamentação de baterias e data centers está em fase de revisão da redação inicial. Atualmente, o Instituto de Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema) precisa atender aos ajustes solicitados pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) na minuta da resolução.

Segundo a Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), durante a apresentação da proposta foram identificados pontos que demandam adequações no texto para garantir maior precisão técnica. “Houve a necessidade de ter alguns ajustes na redação e isso vai ser resolvido na próxima reunião extraordinária”, informou o órgão.

A pasta informou que as mudanças se concentram na redação da minuta da resolução que trata da implementação de sistemas BESS, com o objetivo de aprimorar a precisão técnica do texto. As correções deverão ser discutidas e consolidadas na próxima reunião extraordinária, que terá como única pauta a análise da proposta, quando o texto voltará à discussão para eventual deliberação.

As adequações jurídicas devem garantir maior segurança normativa ao texto e destravar o processo de licenciamento, apontado pelo setor produtivo como estratégico para a atração de investimentos e o desenvolvimento de novos empreendimentos no Estado.

Sob a condução do presidente do Conselho e secretário da Semarh, Paulo Varella, a reunião ordinária contou com a presença de autoridades ligadas à área ambiental e de desenvolvimento do Estado.

Participaram do encontro o secretário adjunto da Sedec, Hugo Fonseca, o diretor técnico do Idema, Thales Dantas, e o coordenador de Meio Ambiente da Semarh, Robson Henrique, além de outros representantes institucionais envolvidos na pauta. A reunião marcou o primeiro encontro ordinário do Conema em 2026.

O Estado estabelece normas para data centers e BESS por meio de resolução do Conema, que tem sido atualizada ao longo dos anos para acompanhar as transformações do setor, incorporando novos modelos de empreendimentos e revisando critérios de enquadramento já existentes. Diante disso, surge a necessidade de uma nova adequação no texto, com o objetivo de viabilizar o licenciamento desse tipo de empreendimento no RN.

Sem uma regulamentação específica, o Rio Grande do Norte corre o risco de não atrair até R$ 232,6 bilhões em investimentos voltados à instalação de data centers, conforme estimativa da Comissão de Energias Renováveis da Fiern (Coere), que considera a implantação de projetos na ordem de 1 gigawatt (GW) por ano.

Na avaliação do setor produtivo, a ausência de um marco regulatório pode fazer o RN perder espaço para outros estados do Nordeste que já avançaram na criação de normas e políticas de incentivo.

Além dos aspectos ambientais, representantes do segmento também pedem maior clareza em relação a questões tributárias, como a incidência do ICMS, e à definição de regras para o uso da rede elétrica durante o processo de carregamento dos sistemas.

Tribuna do Norte

Pendências do governo junto ao TCE travam pagamento de emendas

Comissão de deputados recebe técnicos do TCE/RN e da Controladoria Geral do Estado | Foto: Eduardo Maia

Sem cumprir todas as exigências do TCE-RN, o Governo do Estado ainda não pode obter a certidão para liberar recursos; 7 dos 17 critérios seguem pendentes. O tema foi discutido entre deputados, TCE e Executivo para viabilizar o pagamento das emendas de 2025 e das transferências de 2026 até 3 de julho.

Após decisão do ministro do STF, Flávio Dino, em 2025, para maior transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares, o Tribunal de Contas do Estado, TCE/RN, normatizou 17 critérios das 29 condicionantes estabelecidas pelo ministro. Dos 17 critérios, o governo do Estado, ainda não cumpriu na integralidade 7 critérios, sendo 5 de transparência e 2 de rastreabilidade, e, por isso, não há possibilidade da emissão de certidão por parte do TCE atestando que o Poder Executivo está em conformidade com as normas da decisão do STF de 2025.

As informações são do Secretário de Controle Externo do TCE/RN, Marcelo B. Oliveros, que esteve acompanhado do diretor de contas de gastos e execução da despesa pública do órgão, José Luiz M. Rebouças, de uma reunião, na sala da presidência da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte na tarde da terça-feira (14).

O encontro com uma comissão de deputados estaduais formada por Cristiane Dantas (PSDB), Francisco do PT e Coronel Azevedo (PL), integrantes do TCE-RN e de Governo do Estado foi demandado pelo colegiado de líderes da Assembleia Legislativa, por solicitação do presidente da Casa Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB), para tratar da tramitação dos pagamento das emendas parlamentares do modo restos a pagar de 2025 e transferências especiais do exercício de 2026.

“Há um entrave no pagamento destas emendas no âmbito do Estado e o parlamento estadual se coloca para cooperar em busca de uma solução para otimizar o entendimento entre o Governo do Estado e o TCE para que não se tenha prejuízo para a população dos 167 municípios do Estado que necessitam destes recursos”, salientou o presidente, Ezequiel Ferreira.

Inconsistências

Entraves na adoção do sistema de transparência e rastreamento on line das emendas parlamentares, podem terminar impedindo o governo do Estado de executar transferências de recursos aos municípios do Rio Grande do Norte até o fim do prazo previsto em ano de eleição – 3 de julho.

O deputado estadual Coronel Azevedo (PL) explicou o governo estadual “falta observar cinco itens que se referem à transparência e dois itens que se referem à rastreabilidade das emendas de um conjunto de 17 itens que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) inicialmente entregou ao Executivo”.

“Os sistemas usados pelo governo não obedecem, adequou-se alguns, ainda restam para cumprir esses sete”, continuou Azevedo, apesar de que o governo publicou um decreto e uma portaria buscando se adequar à exigência do Supremo Tribunal Federal (STF): “Só que essa portaria apenas se refere às emendas de transferência especial, o governo não fez nenhuma regulamentação e precisa se adequar à norma”.

Para Azevedo, “não é possível que o grandão seja o único Estado que não vai executar as emendas”, após a decisão do ministro do STF, Flávio Dino, em 2025, com propósito de dar maior transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares.

“Em 2026 tem um problema adicional, que é a vedação do calendário eleitoral”, preocupa-se o Coronel Azevedo, o qual também informou que o Poder Legislativo ofereceu sua “expertise” na área de informática, mas o governo vem relutando em fechar parceria: “A Assembleia tem tudo, mas o governo nunca permitiu essa integração”.

O Coronel Azevedo relata que a equipe de informática da Assembleia “tem ganhado prêmios nacionais, inclusive, os sistemas utilizados pela Assembleia do Rio Grande do Norte são utilizados em outras Assembleias do Brasil, no entanto, o governo não aceita esse apoio, não tem dado importância ao apoio desse setor de tecnologia da informação da Assembleia.

A deputada estadual Cristiane Dantas (PSDB) esteve na reunião, no gabinete da presidência da Casa, e disse que “os prazos estão apertados” e que o governo do Estado, realmente, tem dificuldade em se adequar às exigências do TCU e do TCE, porque “tem um sistema muito antigo, muito fechado”.

“Já estava estava difícil de pagar, porque ainda teve os restos que ficaram do ano passado, os restos vão pagar que ficaram também terão de se adequar nessa questão de 2026”, complementou Cristiane Dantas.

Cronograma

Por sua vez, o governo do Estado, através da Controladora Geral do Estado, Luciana Daltro de Castro Pádua, externou a complexidade para alinhar os diversos sistemas de controle no âmbito do Estado para as adequações exigidas pela nova norma de 2025. “Estamos num esforço via gabinete civil e nas demais secretarias com cronograma estabelecido para que possamos concluir este trabalho e o Estado promover o pagamento das emendas como transparência e rastreabilidade”, disse a controladora, que participará da reunião ordinária da Comissão de Finança e Fiscalização (CFF), na quarta-feira, às 9h, para debater sobre a tramitação do pagamento das emendas parlamentares.

Neste sentido a Controladoria, que precisa dos dados do beneficiários da emenda, como objeto do convênio, plano de trabalho, execução, entre outros,  estabeleceu que até o dia 22 abril estará recebendo o plano de trabalho destas entidades, como prefeituras municipais e instituições sociais, para que no dia 29 de abril se tenha um primeiro parecer para análise do TCE, com um segundo prazo para correção de inconsistências para o dia 05 de maio; finalizando o cronograma em 13 de maio para os devido pagamentos.

Renato Guerra, procurador-geral da ALRN, colocou o corpo técnico do legislativo estadual à disposição das equipes do Poder Executivo com o objetivo de sanar as demandas junto ao TCE no menor espaço de tempo possível. Por força da Lei Eleitoral, os governos estaduais têm até 3 de julho para promoverem o pagamento das emendas parlamentares.

Além de Renato Guerra, procurador-geral da ALRN, acompanharam os deputados na reunião: Mário Sérgio, diretor de gestão de tecnologia e inovação, Luciana Targino de Almeida Cardoso, diretora de planejamento estratégico e Matheus Abdon, chefe de divisão de controle externo.

Controladora Geral do Estado, Luciana Daltro de Castro Pádua | Foto: Eduardo Maia

Comissão de Finanças vai ouvir controladora

A Comissão de Finanças e Fiscalização (CFF) da Assembleia Legislativa recebe, na manhã desta quarta-feira (15), a controladora geral do Estado, Luciana Daltro, para debater com deputados a tramitação do pagamento das emendas parlamentares.

O deputado estadual Coronel Azevedo (PL) reforça que a audiência pública, a partir das 9 horas, inclusive com a transmissão pela TV Assembleia, “ “é a oportunidade do povo saber o que é que está acontecendo, porque o governo do Estado não consegue executar as emendas parlamentares até agora”.

Coronel Azevedo disse que além de ser aberta à população, vai estar presentes prefeitos e representantes da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), que tem à frente da presidência o prefeito de Portalegre, José Augusto Rego.

“O problema é que o governo, não sei se de propósito ou por incompetência mesmo, é muito lento. Ou porque não quer executar o recurso, ou por incompetência mesmo, a gestão”, disse Azevedo, a respeito da falta de repasses dos recursos de emendas parlamentares ao Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2026.

“Espero que o povo acompanhe, porque os beneficiários desse recurso não são os deputados, é a população, isso é o orçamento participativo, porque o povo elege os seus representantes, os deputados que participam da Execução”, reforçou.

Para Azevedo, o governo “não conseguiu ou não quer dar essa participação popular, que se dá no ambiente democrático, pagando as emendas parlamentares”, cobrou Azevedo.

O deputado ainda lamenta que o entrave na liberação das emendas especiais “vai obrigar os municípios a saírem correndo feito louco, porque tem prazo de dois dias e se o prefeito não aportar as informações somente agora foram determinadas numa portaria do governo do Estado, os prefeitos vão ficar sem receber”.

“É praticamente impossível cumprir em tempo recorde. Vai ficar só pra depois das eleições”,m vaticina Azevedo, para informar que tantos as emendas coletivas, especiais e impositivas somam, juntas, em torno de R$ 4 milhões.

O Portal da Transparência do governo do Estado é outra forma de acompanhamento da execução das emendas pela internet, mas o link há dias oscila, ficando indisponível na rede.

Tribuna do Norte

 

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Casos de dengue no Brasil caem 75% em 2026; malária reduz 15%

Foto: FRAME EBC

Dados do Ministério da Saúde indicam que os casos de dengue registrados no Brasil ao longo dos primeiros meses de 2026 caíram 75% em relação ao mesmo período do ano passado. De janeiro a 11 de abril, foram notificados 227,5 mil casos prováveis da doença contra 916,4 mil identificados no mesmo período de 2025. A queda, segundo a pasta, segue uma tendência observada desde o ano passado, quando o total de casos chegou a 1,7 milhão após o pico de 6,6 milhões registrado em 2024.

Em nota, o ministério avalia que o resultado reflete o fortalecimento de ações coordenadas junto a estados e municípios, incluindo estratégias como a ampliação do uso de ovitrampas (armadilhas de monitoramento para combater o Aedes aegypti), presente em 1,6 mil municípios, com previsão de chegar a 2 mil até o fim deste ano. “Também avançam o uso de insetos estéreis irradiados e a expansão do método Wolbachia, prevista para 72 municípios prioritários”, destacou a pasta.

Ainda segundo o ministério, 1,4 milhão de doses de vacina contra a dengue foram aplicadas em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, público-alvo que recebe o imunizante desde 2024. Em 2026, a pasta passou a ofertar a vacina nacional de dose única contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, em três municípios-piloto, para a faixa etária de 12 a 59 anos. Profissionais de saúde também recebem a vacina, somando mais de 300 mil doses aplicadas.

Malária

O ministério também divulgou números relacionados a outras doenças infecciosas registradas no país. Em 2025, o Brasil contabilizou o menor número de casos de malária desde 1979, com queda de 15% em relação ao ano anterior. Os casos recuaram, ao todo, 30%, com redução, principalmente em territórios indígenas. As mortes caíram 28%, passando de 54 para 39. Na Terra Indígena Yanomami, a redução foi 22% nos casos e de 80% nos óbitos.

Para a pasta, o resultado está associado à ampliação do diagnóstico e do tratamento, já que mais de 25 mil pacientes foram tratados com tafenoquina. “Também houve intensificação da busca ativa e aumento na oferta de testes rápidos”.

Tribuna do Norte

Turismo do RN cresce 13,7% em fevereiro e registra maior alta do país, aponta IBGE

Foto: Alex Régis

Após três meses consecutivos de queda, o turismo do Rio Grande do Norte voltou a crescer e registrou a maior alta do país em fevereiro de 2026. De acordo com a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o volume de atividades turísticas no estado avançou 13,7% na comparação com janeiro, já com ajuste sazonal.

Nos meses anteriores foram registradas as quedas de: janeiro (-2,8%), dezembro (-4,5%) e novembro (-2,1%). Com o desempenho de fevereiro, o turismo potiguar acumula crescimento de 3,0% no ano.

Enquanto o Rio Grande do Norte apresentou forte crescimento, o resultado nacional foi negativo. Em fevereiro, o índice de atividades turísticas do Brasil registrou retração de 0,9%, acumulando queda de 1,7% nos últimos três meses.

Entre os estados, o RN liderou o crescimento, seguido por Pernambuco (2,1%) e Bahia (1,3%). Já entre as maiores quedas estão São Paulo (-1,8%), Pará (-11,2%), Rio Grande do Sul (-2,0%) e Ceará (-2,6%).

Foto: Divulgação/IBGE

Tribuna do Norte