quinta-feira, 21 de maio de 2026

Mercado óptico cresce 9% no primeiro trimestre no RN

O desempenho da região Nordeste foi impulsionado pelo segmento premium, que ampliou sua presença no mercado local| Foto: Adriano Abreu

O mercado óptico do Rio Grande do Norte registrou um crescimento de 9% nas vendas no primeiro trimestre de 2026 na comparação com o mesmo período do ano anterior, movimentando R$ 43,07 milhões. Esse foi o segundo maior aumento percentual do Nordeste, atrás apenas da Paraíba (10,39%). Já o crescimento regional foi de 2,1%, com faturamento trimestral de R$ 738,464 milhões. Os dados são da Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica).

Embora o avanço regional tenha ficado abaixo da média nacional, de 3%, o desempenho foi impulsionado pelo segmento premium, que ampliou sua presença na região. O faturamento nacional no trimestre foi de R$ 7,338 bilhões, ante R$ 7,18 bilhões em igual período do ano passado.

Para Ambra Nobre Sinkoc, diretora-executiva da Abióptica, o trimestre representou a “resiliência” do mercado óptico. “Tivemos um crescimento consistente, apesar de cenários econômicos desafiadores. Tivemos muitos desafios, mas o setor continua um pouquinho acima da média dos outros segmentos de varejo”, diz.

A diretora aponta que fatores estruturais contribuem para o resultado das vendas, como o envelhecimento da população, o aumento do uso das telas, uma maior conscientização sobre a saúde visual e o uso dos óculos como acessório de moda.

Em sua visão, a região Nordeste representa um mercado importante para o setor, por ser muito populosa. “Houve uma expansão e modernização do varejo óptico na região. Franqueados associados estão mais presentes no Nordeste. Essas lojas chegam com mais modernização”, afirma. Além disso, o consumidor busca cada vez mais por tecnologia.

Essa combinação atrai mais clientes, especialmente no segmento premium. “O premium tem se destacado, trazendo maior valor agregado e maior rentabilidade. Isso traz um ticket médio melhor para a ótica, uma margem mais saudável e uma menor concorrência em preço”, diz Sinkoc.

O desempenho percentual do RN durante o trimestre superou o de Alagoas (+5,99%), Pernambuco (+5,41%), Piauí (+3,26%), Ceará (+2,45%), Sergipe (+1,74%) e Maranhão (+1,49%). Apenas a Bahia registrou retração no faturamento, de 1,12%.

Flávia Diniz, diretora das Óticas Diniz, diz que a empresa acompanhou o aumento de faturamento apontado pela Abióptica no RN. De acordo com ela, esse resultado se deve a investimentos em treinamento das equipes, espaços confortáveis nas lojas e produtos de qualidade, além de presença na mídia.

Para Diniz, o perfil do consumidor natalense varia “entre pessoas que já usam óculos e buscam qualidade e produtos que têm boa durabilidade, e usuários de primeira viagem que buscam apenas preço baixo e não se importam com a qualidade”. Há ainda os clientes que trocam apenas as lentes de acordo com a evolução do grau.

José Berto, gerente da Ótica Paula Macedo, diz que o primeiro trimestre também foi positivo para a empresa. “O aumento da procura por lentes com tecnologia e armações de maior qualidade contribuiu para esse resultado, além do fortalecimento do relacionamento com os clientes e das estratégias comerciais adotadas pela empresa”, diz.

Segundo ele, em Natal, o consumidor está atento à qualidade, ao conforto e à durabilidade dos produtos ópticos. “Também percebemos um público mais informado, que pesquisa bastante antes da compra e valoriza atendimento personalizado e confiança na ótica escolhida”, afirma.

A pirataria representa um dos principais desafios do setor. “A pirataria impacta não apenas na nossa competitividade, mas também na saúde visual e na confiança do consumidor”, frisa a diretora executiva da Abióptica. “É um risco à saúde visual da pessoa e uma concorrência desleal absurda. Isso traz perda de arrecadação e de emprego e desvaloriza as marcas”, acrescenta.

Flávia Diniz pontua que produtos falsificados não têm durabilidade nem qualidade, prejudicando a saúde visual. Além disso, “para as empresas do ramo que atuam de forma correta e regular, é extremamente prejudicial, [pois] tira a competitividade e diminui o faturamento”.

A estimativa da Abióptica para 2026 é de crescimento de 5,2% sobre 2025. Todos os anos, cerca de 106,5 milhões de óculos são vendidos no Brasil - cerca de metade corresponde a produtos falsificados e de origem ilegal.

Impacto no RN

Segundo a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do RN (Fecomércio), o setor óptico representa mais de 1.700 ópticas no estado, com cerca de 2.000 trabalhadores formais. “Esse é um segmento com forte capilaridade, presença no comércio de rua e em centros comerciais, e que ajuda a movimentar a economia local”, diz a entidade.

“O crescimento do setor pode ser atribuído a um ambiente econômico mais favorável no estado, com expansão do comércio e dos serviços nos últimos anos, acima da média da região. Esse desempenho também se relaciona à qualificação profissional”, avalia a Fecomércio-RN, que, por meio do Senac RN, atua na formação técnica na área.

NÚMEROS

Faturamento do mercado óptico no Nordeste
Variação no 1º trimestre de 2026 ante igual período de 2025

Paraíba: +10,39%
Rio Grande do Norte: +8,96%
Alagoas: +5,99%
Pernambuco: +5,41%
Piauí: +3,26%
Ceará: +2,45%
Sergipe: +1,74%
Maranhão: +1,49%
Bahia: -1,12%

Fonte: Abióptica

Fernando Azevêdo/Repórter

Tribuna do Norte

Novas terapias ampliam chances de pacientes com tumores no cérebro

Neurocirurgião Wladimir Melo explica que existem diferentes tipos de tumores que podem atingir pessoas de várias idades| Foto: Cedida

Embora os tumores cerebrais estejam entre os mais complexos de tratar, avanços terapêuticos têm ampliado as chances de recuperação e preservação das funções dos pacientes. Neste Maio Cinza, mês de conscientização sobre o câncer cerebral, especialistas alertam para a importância de reconhecer sintomas e reduzir fatores de risco associados à doença.

A doença pode se manifestar de diferentes formas neurológicas, como dor de cabeça, dormência em membros do corpo e crises convulsivas. Segundo o neurocirurgião Wladimir Melo, esses sinais não são exclusivos dessa enfermidade e, por isso, exigem atenção. “No primeiro sintoma e sinal que nos faça pensar em um tumor cerebral, o paciente deve ir ao médico, que pode ser um clínico ou o próprio neurologista, para fazer os exames iniciais. Dado o diagnóstico do tumor, o paciente deve ser encaminhado a um neurocirurgião”, explica.

Sobre os fatores de risco, Wladimir Melo afirma que existem diferentes tipos de tumores que podem atingir pessoas de várias idades. Ele destaca, porém, que a metástase cerebral — quando um câncer de outra parte do corpo se espalha para o cérebro — está entre os casos mais frequentes.

O neurocirurgião explica que há dois tipos principais de tumores cerebrais: benignos e malignos. Os benignos, embora não sejam considerados câncer, podem comprometer estruturas do crânio e provocar sintomas graves, como ocorre nos meningiomas. Já os tumores cerebrais primários se originam no próprio cérebro, sendo os gliomas os mais comuns.

A oncologista Danielli Matias explica que o tratamento dos tumores primários envolve uma tríade formada por neurocirurgia, radioterapia e tratamentos sistêmicos da oncologia. Segundo ela, essas abordagens podem ocorrer de forma conjunta ou sequencial, com foco na preservação das funções do paciente. “A grande novidade na oncologia cerebral é o avanço para a individualização do tratamento através das terapias altas.

Este ano foi incorporada, através de uma aprovação pela Anvisa, uma medicação direcionada para uma mutação específica chamada IDH. Então, os pacientes que têm glioma de baixo grau e que apresentam essa alteração podem, a depender de algumas características, ser tratados com essa medicação, que é um comprimido”, explica a oncologista.

Embora o câncer cerebral esteja entre os mais difíceis de tratar, Danielli Matias afirma que a recuperação é possível tanto para pacientes em tratamento quanto para aqueles que ficam com sequelas. “Todo paciente com glioma que tem algum acometimento de fala ou motricidade, por exemplo, é encaminhado para um tratamento multidisciplinar, com a fisioterapia para ajudá-lo na reabilitação da locomoção e a fonoaudiologia para ajudá-lo na reabilitação da fala”, esclarece.

Ela afirma que muitos pacientes permanecem com algum grau de sequela. “Mas hoje em dia, com as técnicas de neuronavegação durante a cirurgia, isso tem diminuído ainda mais”, destaca.

Hábitos saudáveis ajuda a reduzir os riscos de desenvolver tumores cerebrais. “A gente sempre recomenda evitar o tabagismo e tratar outras patologias que possam levar a algum câncer, como a hipertensão arterial e a diabetes. O sono também é fundamental para a saúde de uma forma geral”, aponta Melo.

Tratamento

No Rio Grande do Norte, o único Centro de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) é a Liga Contra o Câncer, em Natal, que conta com equipe multidisciplinar e equipamentos de ponta para acompanhar os pacientes desde o diagnóstico até a recuperação. O paciente chega à instituição por meio do sistema de regulação. “Imagine que um paciente procure um posto de saúde em Olho d’Água dos Borges, por exemplo. O agente de saúde que está atendendo ele, caso identifique algum problema oncológico, pode entrar no site da Liga e cadastrar os dados do paciente”, explica o neurocirurgião da instituição, Diogo Menezes.

Diogo Menezes explica sobre dificuldades de acesso a exames| Foto: Cedid

Com as informações recebidas, a Liga agenda uma consulta. Menezes relata que, após o atendimento, uma das primeiras necessidades dos pacientes é a realização de uma ressonância magnética. O acesso a esse exame é um dos principais gargalos do sistema público de saúde e uma grande demanda na Liga, segundo Diogo.

Após os exames iniciais, os pacientes são encaminhados para cirurgia, radioterapia e quimioterapia. A Liga também dispõe de uma equipe especializada em cuidados paliativos. “O cuidado paliativo é muito importante, pois mesmo que não seja possível oferecer um tratamento específico, é possível oferecer cuidado, dignidade e minimizar o sofrimento que a doença está causando”, destaca.

Tribuna do Norte

RN vai ganhar a instalação de cabos submarinos para data centers

Hugo Fonseca: zonas de atracação são fundamentais para conectar as regiões Leste e Oeste do RN| Foto: Magnus Nascimento

A costa do Rio Grande do Norte contará com a instalação de um cabo submarino que deve colocar o estado definitivamente na corrida por tecnologias fundamentais para o desenvolvimento de importantes setores econômicos, como os chamados data centers. De acordo com Hugo Fonseca, a ideia é viabilizar a instalação em duas áreas, chamadas de zonas de atracação. Uma delas, praticamente já definida, é Natal. No entanto, o Governo do Estado busca um segundo ponto, em Areia Branca, na região Oeste. A expectativa é que a instalação para a capital seja anunciada em até 45 dias pelo Governo Federal.

“A ausência de cabos marítimos representa um risco. Para se ter uma ideia, 90% do tráfego de informações que circulam pelo País na internet passam apenas pelo Ceará. Se houver o corte desses cabos, operações importantes, como as bancárias, não funcionam. Outro ponto é que a falta dessa infraestrutura limita as áreas que podem receber os data centers, já que a proximidade deles com os cabos diminui o tempo de transição de grandes volumes de dados de um para o outro”, pontuou Hugo Fonseca.

Segundo ele, no ano passado o projeto para zonas de atracação foi apresentado pelo Estado ao Ministério das Comunicações. Além dos dois pontos que têm avançado no processo de viabilização das instalações, o RN disponibilizou outras 11 áreas prioritárias ao longo da costa potiguar, planejadas para a instalação de cabos. “Pelo menos uma das zonas já está garantida e ela pode ser em Natal ou em Areia Branca. Mas nós queremos dois pontos: um em Natal, onde o cabo ganhará uma ‘perna’ para margear a costa do Estado e chegar ao segundo ponto, em Areia Branca”, explicou o secretário.

Hugo Fonseca frisou que as duas zonas são fundamentais para conectar as regiões Leste e Oeste e para modernizar a indústria potiguar. “Apenas 30% da nossa indústria é digitalizada, por isso é tão necessária essa conexão. A chegada desse cabo é importante para que as duas regiões do RN estejam aptas a receber investimentos da indústria eletrointensiva, com os data centers e os computadores de alto desempenho.

Também abre possibilidade para que outros estados puxem uma perna para se conectar ao cabo”, citou o secretário de Desenvolvimento Econômico.

Supercomputador

O Rio Grande do Norte receberá, no segundo semestre deste ano, um dos dois supercomputadores a serem instalados no Brasil via Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA). A tecnologia será implantada no Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo (PAX), em Macaíba, na Grande Natal, com investimentos da ordem de R$ 1,8 bilhão. Os recursos são do Governo Federal, com contrapartida do Estado.

O outro supercomputador será construído no Sudeste do País, mas, de acordo com Hugo Fonseca, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RN, o Governo Federal ainda não definiu qual estado da região receberá o equipamento, que pode chegar a pesar cinco toneladas. No Rio Grande do Norte, a construção levará cerca de 12 meses, com tecnologias americana e chinesa.

“Os dois supercomputadores [do RN e do Sudeste] vão trocar informações o tempo todo por meio de IA. Eles são estratégicos para a indústria, ciência, tecnologia e inovação. Além disso, um equipamento do tipo, quando se instala, atrai um conjunto de empresas de alta tecnologia – desde aquelas que atuam no mercado financeiro às que vendem soluções para o sistema bancário. Então, cria-se um grande hub, com big techs e empresas que trabalham com processamento de alto desempenho”, disse Fonseca.

Tribuna do Norte

Assembleia começa a discutir regras mais rígidas para emendas parlamentares

Matéria em tramitação na Assembleia Legislativa prevê maior controle sobre recursos destinados aos municípios potiguares| Foto: Eduardo Maia

Por iniciativa da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, começou a tramitar na Casa o Projeto de Lei Complementar nº 7/2026 que estabelece mecanismos de maior controle, transparência e efetividade na execução orçamentária do Estado do Rio Grande do Norte. A proposta também atende às determinações da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 854, do Supremo Tribunal Federal (STF), ao disciplinar critérios para a execução e fiscalização das emendas parlamentares destinadas, principalmente, aos 167 municípios potiguares.

A proposta, já lida no expediente da sessão desta terça-feira (19), vai à deliberação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), onde aguardará indicação de relator por seu presidente, o deputado estadual Francisco do PT.

Como se trata de PLC, a matéria precisará de quórum qualificado – 2/3 terços ou 16 votos dos 24 deputados, para ser aprovada em plenário.

“Pelo princípio da simetria e no exercício da competência suplementar do ente estadual, a edição do marco normativo confere a estabilidade e a segurança jurídica necessárias para a consolidação das finanças públicas”, diz o documento assinado pelo presidente da Assembleia, deputado estadual Ezequiel Ferreira (PSDB) e demais integrantes da Mesa, deputados estaduais Kleber Rodrigues (PP) e Eudiane Macedo (PV), primeiro e segundo vice-presidentes e Tomba Farias (PL), Galeno Torquato (PP), Francisco do PT e Terezinha Maia (PL), primeiro a quarto secretários.

A proposta estrutura-se em eixos fundamentais que visam assegurar a eficiência e a lisura na aplicação dos recursos públicos. Inicialmente, tratando da Transparência e da Rastreabilidade do Gasto Público, o projeto vincula a proposição, alteração e execução das emendas individuais a critérios rigorosos de publicidade, bem como impõe ao Poder Executivo a obrigação de manter um portal eletrônico de acesso público e irrestrito, estruturado em formatos abertos e auditáveis.

Segundo o projeto, o instrumento detalhará todo o ciclo de processamento orçamentário-financeiro, abrangendo desde a identificação do proponente e do objeto até o registro minucioso dos valores empenhados, liquidados e pagos.

No plano do Estado do Rio Grande do Norte, inova-se, também, ao exigir a disponibilização na íntegra de planos de trabalho, convênios e evidências físicas de execução, como notas fiscais, medições e relatórios fotográficos. Complementarmente, para coibir o enfraquecimento do controle social, veda-se expressamente a utilização de contas bancárias intermediárias ou “de passagem” e saques em espécie, assegurando a perfeita identificação do fornecedor ou beneficiário final.

No tocante às transferências destinadas aos municípios, estabelece-se a obrigação de o autor informar o objeto e o valor no momento da indicação. Em estrita sintonia com os parâmetros federais, no caso das transferências especiais, fixa-se a aplicação mínima de 70% do montante em despesas de capital, submetendo tais recursos à apreciação do Tribunal de Contas do Estado (TCE).

Adicionalmente, preserva-se a vinculação constitucional de metade do limite das emendas individuais para as ações e serviços públicos exclusivos de saúde.

Conforme o artigo 10, por exemplo, elencam-se as situações de incompatibilidade, óbices licenciatórios ou ausência de projetos de engenharia. “Longe de criar entraves, essa delimitação afasta a arbitrariedade e resguarda o planejamento, determinando que o órgão executor realize diligências para sanear os impedimentos sempre que possível e notifique oficialmente o parlamentar proponente e a Presidência do Poder Legislativo para as adequações cabíveis”, diz o projeto.

Por fim, o texto prevê que eventuais contingenciamentos de dotações decorrentes de emendas parlamentares fiquem limitados à mesma proporção aplicada às demais despesas discricionárias estaduais, respeitando as prioridades fixadas por esta Casa.

Emendas parlamentares em andamento já se adequam às exigências de transparência e rastreabilidade determinadas pelo Superior Tribunal Federal (STF), mas os deputados alertam os beneficiários, principalmente municípios e outras instituições, para que apresentem planos de trabalho para liberação dos recursos até 3 de julho, prazo limite previsto na legislação eleitoral.

O líder governista, deputado Francisco do PT, relatou que em visita técnica ao setor de pagamentos da área econômica do governo, constatou que diversos processos estão estagnados por falta de documentação.

Em aparte, o deputado Tomba Farias (PL) corroborou a complexidade do cenário, destacando que as exigências atuais seguem o padrão da legislação federal. O parlamentar pontuou que, embora tenha processos prontos para liquidação, as emendas destinadas à área da saúde enfrentam maiores dificuldades burocráticas.

Tomba sugeriu que o Executivo priorize o pagamento das indicações que já cumpriram todas as etapas documentais para evitar a perda dos recursos. “Se não tiver naquela relação de R$ 1,4 milhão, que dê prioridade àquelas que já estão prontas para pagar”, sugeriu.

Para Tomba, “é preciso que se tome conta da saúde. Não tem nenhuma emenda da saúde pronta para o pagamento”.

Francisco concordou com a exposição de Tomba Farias, no sentido de que “a emenda que deve ser paga é aquela que o deputado indicou, mas é preciso que a gente também seja sabedor que se aquela emenda indicada não tiver pronta para pagamento e outra estiver, que seja paga”.

A discussão contou ainda com a contribuição do deputado Galeno Torquato (União), que informou sobre um alinhamento entre as assessorias dos gabinetes e a Secretaria de Estado do Planejamento e das Finanças (Seplan).

De acordo com ele, foi estabelecido o próximo dia 25 como data-limite para que os municípios concluam o envio dos planos de trabalho, visando dar celeridade aos trâmites administrativos antes do período de restrição.

Tribuna do Norte

Governo estima arrecadação de R$ 22,6 bilhões em 2027

Governo prevê resultado fiscal positivo no orçamento de 2027. Proposta da LDO já tramita na ALRN| Foto: Junior Santos/arquivo tn

O governo do Estado estima uma receita corrente de R$ 22.696.837.851 para 2027, um crescimento de apenas 2% em relação à arrecadação prevista de R$ 22.259.290.000 até dezembro, fim do exercício financeiro de 2026. É o que aponta o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que o Executivo enviou à Assembleia Legislativa em 15 de maio.

Na proposta da LDO, que agora segue para análise das duas principais comissões da Casa – Constituição, Justiça e Redação (CCJ) e de Finanças e Fiscalização (CFF) - consta que a despesa corrente chegará a R$ 22.440.025.801 no próximo ano, indicando superávit orçamentário de R$ 256.810.050.

A governadora Fátima Bezerra (PT) afirma, na mensagem, que “mediante a utilização de parâmetros adequados ao contexto econômico do Rio Grande do Norte, a LDT resultará na construção de um orçamento condizente com a sua realidade”.

Para o exercício de 2027, a LDO projeta resultado primário positivo, “evidenciando esforço fiscal voltado à compatibilização entre a expansão das despesas e a capacidade de arrecadação do Estado”.

O comparativo com anos anteriores mostra um crescimento tímido das receitas em valores nominais. A LDO informa que o aumento da arrecadação entre 2024 e 2025 foi de 17%, passando de R$ 16,86 bilhões para R$ 19,66 bilhões, enquanto na passagem do exercício financeiro de 2025 para este ano, o percentual previsto de crescimento é de 13%.

A LDO também prevê que a despesa com pessoal e encargos sociais será de R$ 16.010.309.202, representando 73,57% da Receita Corrente Líquida (RCL), que é de 104,30% sobre a receita corrente total, excetuando-se a fonte RPPS (previdência social), cuja receita e despesa previstas fica em R$ 3.795.929.028.

O Governo do Estado também trabalha com uma dívida consolidada de R$ 11.528.350.503 no orçamento de 2027.

Durante a elaboração da LDO, a área econômica do governo utiliza indicadores de inflação e de crescimento do PIB constantes do Relatório Focus, disponibilizado pelo Banco Central do Brasil em 20 de fevereiro de 2026.
Além disso, adotou-se esforço fiscal de 3,00% para as receitas do Tesouro, refletindo a expectativa de incremento da arrecadação decorrente de medidas de gestão, fiscalização e melhoria da eficiência arrecadatória.

O Executivo tem até 15 de setembro para enviar à deliberação na Assembleia o projeto do Orçamento Geral do Estado (OGE) para 2027, que deve ser votado em dezembro.

Mas a LDO já estabelece que serão desvinculados do órgão arrecadador e transferidos para o Tesouro Estadual 30% das receitas correntes diretamente arrecadadas.

Excetuam-se da desvinculação recursos destinados ao financiamento das ações e serviços públicos de saúde e à manutenção e desenvolvimento do ensino de que tratam, respectiva, receitas que pertencem aos Municípios, como ICMS, receitas de contribuições previdenciárias e de assistência à saúde dos servidores e demais transferências obrigatórias e voluntárias entre entes da Federação com destinação especificada em lei e fundos instituídos pelo Poder Judiciário, Poder Legislativo, Tribunal de Contas, Ministério Público, Defensoria Pública e Procuradoria-Geral do Estado.

Os demais Poderes (Legislativo e Judiciário) disponibilizarão à Secretaria de Estado do Planejamento, do Orçamento e Gestão (Seplan), até 18 de julho de 2026, as respectivas metodologias e memórias de cálculos relativas à previsão de receitas próprias e despesas contidas em suas propostas orçamentárias.

O Chefe do Poder Executivo também é autorizado a, mediante decreto, transpor, remanejar ou transferir recursos de uma categoria de programação para outra ou de um órgão para outro, limitada a 20% do total das despesas fixadas para o Orçamento Fiscal e da Seguridade Social, excetuados os atos relativos às programações oriundas de emendas parlamentares.

As solicitações do Poder Executivo para ampliação do limite estabelecido para abertura de créditos suplementares somente serão admitidas e permitidas quando houver sido utilizado pelo menos 70% do originalmente estabelecido na Lei Orçamentária Anual de 2027 ou em suas alterações posteriores.

Já à reserva de contingência será alocada dotação orçamentária equivalente ao percentual de 1,4% sobre a receita corrente líquida no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) e de no mínimo 0,7% na Lei Orçamentária Anual (LOA).

Emendas parlamentares

As emendas individuais ao projeto de lei orçamentária serão aprovadas no limite de 0,5%da receita corrente líquida prevista no projeto encaminhado pelo Poder Executivo.

Cada emenda deverá observar, individualmente, valor não inferior a 0,0003% da RCL prevista no Projeto de Lei Orçamentária Anual.

O Poder Executivo destinará na LOA percentual mínimo de 0,5%da receita corrente líquida para atender a ações de caráter do Orçamento Participativo.

Déficit

Ao contrário do superávit orçamentário previsto para 2027 na Lei Orçamentária Anual (LOA) em vigor, o Executivo estima déficit nominal de cerca de R$ 1,54 bilhão em 2026.

A LOA sancionada em janeiro direciona para uma receita de R$ 25,67 bilhões e despesa de R$ 27,21 este ano.

Tribuna do Norte

Novo distrito em Mossoró deve gerar 3 mil empregos

Segundo a Sedec-RN, sete empresas já têm interesse na área| Foto: Magnus Nascimento

O Governo do Estado vai encaminhar à Assembleia Legislativa (ALRN), em cerca de 30 dias, um Projeto de Lei para a instalação de um distrito empresarial em Mossoró, no Oeste potiguar. De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RN (Sedec), o distrito deve gerar 3 mil empregos diretos e injetar pelo menos R$ 500 milhões ao ano na economia. Segundo Hugo Fonseca, sete empresas já demonstraram interesse em se instalar na área, que soma um total de 10 hectares e fica às margens da BR-304, nas proximidades de uma fábrica de cerâmica e porcelanato.

O terreno reservado ao distrito pertence à Datanorte. Após a aprovação na AL, a perspectiva é dar início aos serviços de infraestrutura, como a construção de acessos, pórtico de entrada e estrutura de água, luz e energia. A análise para a escolha das empresas que irão se instalar na área começará imediatamente à passagem do projeto pela Assembleia Legislativa. “Estamos bastante otimistas [com a aprovação], uma vez que esta é uma pauta de interesse de todos os deputados estaduais, diante da geração de emprego e renda que um projeto como esse proporciona”, frisou Hugo Fonseca, secretário da Sedec.

“O distrito vai gerar 3 mil empregos diretos e injetar pelo menos R$ 500 milhões ao ano na economia do RN. A depender do porte das empresas-âncoras, serão postos em circulação mais de R$ 1 bilhão”, projeta Hugo Fonseca. O distrito tem capacidade de receber cerca de 11 grandes empresas ou até 20 empreendimentos de menor porte. “Sete empresas já procuraram o Governo do RN com interesse no local. A procura relativamente grande não é por acaso: temos muitas indústrias se instalando no RN, gerando uma grande demanda nos distritos industrias – o de Macaíba, que também pertence ao Estado, está com 98% de ocupação” diz Fonseca.

Segundo ele, uma das diferenças entre distrito industrial e empresarial é que, no último, é permitido ampliar as instalações, possibilitando, por exemplo, a construção de centros de distribuição (CDs), cruciais para a logística de produção. “A separação entre empresas e CD é uma grande dificuldade hoje nos distritos industriais. Aliás, neste aspecto está também um dos nossos incentivos fiscais: não haverá pagamento de tributos quando os insumos chegarem ao centro de distribuição e, na saída, será cobrado apenas 1% de ICMS”, explicou o secretário.

Outro benefício fiscal a ser adotado para o distrito em Mossoró será o Programa Estadual de Desenvolvimento Industrial (Proedi). De acordo com Fonseca, todo o layout do projeto está concluído, mas falta finalizar aos aspectos da legislação para enviar o PL à Assembleia. “É a parte legislativa quem vai determinar quais as melhores empresas para o distrito, do ponto de vista da segurança nos investimentos e geração de renda, e que vão nos garantir isonomia no processo de análise para a escolha delas”, disse.

O anúncio do distrito foi feito em uma coletiva de imprensa realizada pela Sedec nesta quarta-feira (20). Durante o encontro, o secretário apresentou outros temas, como a nova plataforma de indicadores da pasta e o Programa de Eficiência Energética do RN, que tem como objetivo reduzir em 40% o consumo de energia elétrica no estado, com monitoramento, gestão e modernização do consumo, como a incorporação de usinas fotovoltaicas.

Tribuna do Norte

PF rejeita proposta de delação premiada do empresário Daniel Vorcaro

O banqueiro Daniel Vorcaro | Foto: Divulgação/Banco Master

A Polícia Federal rejeitou a proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A decisão foi comunicada aos advogados do empresário e ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator do caso envolvendo o Banco Master.

Apesar da negativa da PF, a Procuradoria-Geral da República (PGR) ainda pode analisar o acordo de forma independente. As negociações vinham sendo conduzidas conjuntamente entre a Polícia Federal e a Procuradoria, que ainda não se pronunciou oficialmente sobre a proposta.

Segundo investigadores, o conteúdo entregue pela defesa acrescentaria poucas informações novas às apurações já realizadas pela PF. Integrantes da investigação avaliam ainda que Vorcaro estaria tentando preservar pessoas próximas.

A Polícia Federal apreendeu mais de oito celulares ligados ao banqueiro. De acordo com as investigações, análises preliminares de parte dos aparelhos indicam que o suposto esquema investigado ultrapassa fraudes financeiras e pode envolver crimes de corrupção, organização criminosa e o uso de uma milícia privada para atacar adversários e acessar informações sigilosas.

Na terça-feira (19), após solicitação da PF, Daniel Vorcaro foi transferido para uma cela comum na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. No local, ele ficará submetido às regras internas da corporação, inclusive em relação ao recebimento de visitas de advogados.

Anteriormente, o banqueiro estava em uma sala com características de “Estado-Maior”, espaço que também foi utilizado para a custódia do ex-presidente Jair Bolsonaro entre novembro de 2025 e janeiro deste ano.

Com informações do G1

RN arrecada R$ 8,3 milhões com royalties da mineração; Só Currais Novos concentra R$ 6,9 milhões

A Aura Minerals oficializou a exploração comercial de ouro em Currais Novos em outubro de 2025, dentro do projeto Aura Borborema| Fota: Divulgação

O município de Currais Novos foi o responsável por 83,7% do valor arrecadado pelo Rio Grande do Norte via Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), os chamados royalties da mineração, de janeiro a abril deste ano. De acordo com dados da Agência Nacional de Mineração (ANM), do total de R$ 8,3 milhões gerado em receita pelo Estado, o município responde por R$ 6,9 milhões.

O valor nos primeiros quatro meses deste ano já equivale a 89,2% do valor arrecadado em royalties por Currais Novos em 2025, correspondente a R$ 7,8 milhões. Neste ano, o levantamento aponta que a exploração do ouro puxou a receita gerada pelo município, resultando em R$ 6,6 milhões em royalties, seguido pelo minério de tungstênio (R$ 299,8 mil) e o granito (R$ 34,2 mil).

Na avaliação do titular da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Turismo de Currais Novos, David Narwith, o resultado demonstra o papel histórico da mineração para o desenvolvimento local. “Receber o maior volume de repasses do Rio Grande do Norte demonstra a relevância da atividade mineral local, a força do nosso potencial geológico e a confiança que as empresas têm depositado em nossa cidade”, destaca.

O secretário esclarece que a arrecadação tem permitido a ampliação da capacidade de investimento de Currais Novos em áreas essenciais, como o fortalecimento de serviços públicos, além de melhorar o planejamento da cidade.“Nós entendemos que a mineração gera riqueza, emprego, movimenta a economia local e fortalece diversos setores”, completa.

David Narwith reconhece, por outro lado, que o maior desafio do município tem sido gerar resultados duradouros a partir da riqueza da mineração. Na visão dele, o momento atual tem demonstrado a necessidade de construção de benefícios permanentes por meio de investimentos estruturantes, qualificação profissional, infraestrutura, diversificação econômica e melhoria da qualidade de vida.

Para o especialista em finanças do escritório regional do Sebrae, Sheyson Medeiros, o momento representa uma oportunidade histórica de planejamento e desenvolvimento sustentável. “Vivemos um novo momento da nossa economia e esse momento pode ser muito positivo para o nosso futuro, especialmente se pensarmos esses recursos como uma espécie de poupança estratégica (fundo soberano), semelhante ao que fizeram países da Península Arábica e Nórdicos ao transformar riquezas naturais em investimentos estruturantes.

Currais Novos tem a oportunidade de planejar o amanhã, diversificar sua economia, fortalecer o empreendedorismo, investir em inovação, qualificação profissional e preparar as próximas gerações para um novo ciclo de desenvolvimento que já chegou”, destaca.

De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Extração de Metais Básicos e de Minerais Não Metálicos do Rio Grande do Norte (Sindminerais/RN), Mário Tavares, o resultado na receita gerada na cidade seridoense pode ser explicado por dois fatores: o aumento progressivo na produção da mineradora Aura Minerals e a exploração de tungstênio.

Em relação ao tungstênio, o presidente lembra que o metal extraído da xelita vem despertando um interesse global em razão da sua relevância na produção de armamentos militares. “O mundo todo está correndo atrás do tungstênio. Com essa [constância] na produção e venda, temos um aumento espetacular na nossa mineração”, completa Mário Tavares.

Sobre a exploração realizada pela Aura Minerals, Mário Tavares reforça que a empresa deve continuar mantendo um ritmo de crescimento na produção até outubro/novembro para chegar ao seu planejamento inicial, quando os números devem começar a se estabilizar.

A mineradora oficializou a exploração comercial de ouro em Currais Novos em outubro de 2025, dentro do projeto Aura Borborema. Em fato relevante publicado no dia 26 de fevereiro, a empresa divulgou ter celebrado um acordo junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para a realocação de um trecho da BR-226, que atravessa parte da Mina Borborema.

De acordo com o documento, a estimativa é que a realocação amplie em 670 mil onças de ouro a base de reservas minerais da empresa no Estado, permitindo que a Aura alcance uma produção de aproximadamente 1,5 milhão de onças de ouro durante os 20 anos e 5 meses de vida útil da mina, 82% acima do estimado anteriormente.

Em todo o Rio Grande do Norte, o ouro e o tungstênio também respondem pela maior fatia de recolhimento via CFEM. Além de Currais Novos, estão entre os municípios com os maiores volumes arrecadados em royalties Parnamirim (R$ 301.119), Baraúna (R$ 201.458) e João Câmara (R$ 109.427).

A reportagem da TRIBUNA DO NORTE entrou em contato com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (Sedec/RN) para uma avaliação da pasta sobre a receita gerada pelo Rio Grande do Norte e por Currais Novos via CFEM, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição. O espaço segue aberto.

Tribuna do Norte

quarta-feira, 20 de maio de 2026

Em Brasília, prefeito Lula Soares alinha avanço de obras do PAC e articula novos investimentos em saúde para Assú.

Cumprindo agenda institucional em Brasília durante a Marcha dos Prefeitos, o prefeito Lula Soares esteve nesta quarta-feira (20) na Secretaria Especial de Assuntos Federativos (SEAF), vinculada à Secretaria de Relações Institucionais (SRI) da Presidência da República. O encontro, que contou com a presença dos assessores técnicos do Governo Federal Elizeu Pinheiro e Ilário Marques, teve como foco o fortalecimento das relações e o acompanhamento dos investimentos federais que já transformam a realidade de Assú.

​O objetivo principal da reunião foi realizar um alinhamento técnico sobre o ritmo acelerado das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) que já estão em plena execução no município, além de planejar a consolidação de novas frentes de trabalho estruturantes.

​Durante a audiência, o prefeito Lula Soares relatou a importância estratégica e o impacto social do macroprojeto de drenagem urbana para Assú. Contemplado pelo Governo Federal devido à excelência técnica da proposta, o projeto passou pelas readequações de praxe e, agora, a gestão municipal trabalha em total sintonia com Brasília para o início dos serviços.

​”Viemos trazer o panorama local e dialogar para que esse processo avance de forma célere. Nosso compromisso é somar forças com o Governo Federal para que a obra de drenagem seja iniciada o quanto antes, trazendo uma solução definitiva e dignidade para a nossa população no enfrentamento ao período das chuvas”, destacou o prefeito Lula Soares.

​Um dos grandes diferenciais de Assú na captação de recursos federais tem sido a responsabilidade técnica e o rigor na elaboração dos projetos. Como as exigências do Governo Federal para a liberação de grandes obras são altíssimas — o que faz com que poucos municípios potiguares alcancem esse patamar —, Assú se destaca pela eficiência administrativa e pela capacidade de entrega.

​O gestor assuense segue a agenda na capital federal com o objetivo de agregar esses novos equipamentos ao robusto pacote de investimentos que o Governo Federal e a Prefeitura já realizam em Assú. Entre as importantes obras que já estão em andamento no município, destacam-se a construção das UBSs Robério Roberto (Dom Elizeu) e José Dinarte (Central), o Centro Especializado em Reabilitação (CER IV), a nova Creche no bairro Irmã Lindalva, o Espaço Esportivo Comunitário no Parati 2000 e as ações de Regularização Fundiária no bairro Frutilândia.

Secom-Assú

Alecrim aposta em alta nas vendas com a Copa

Lojistas já estão em clima de Copa do Mundo e mantêm expectativa positiva para o período | Foto: Magnus Nascimento

Com a convocação da Seleção Brasileira já definida, a Copa do Mundo de 2026, que começa em 11 de junho, já movimenta o comércio no bairro do Alecrim, em Natal. A divulgação da lista final de jogadores colocou a Seleção no centro das atenções e impulsionou a procura por camisas, bandeiras, buzinas e outros artigos temáticos. Apesar disso, comerciantes relatam que o ritmo das vendas ainda é inferior ao registrado durante a Copa de 2022.

Para Paulo Ricardo, atendente comercial em uma loja do bairro, o mercado ainda não apresentou a mesma força da edição anterior do torneio. A expectativa dele é de que a convocação do atacante Neymar, anunciada na última segunda-feira (18), reacenda o interesse dos consumidores. “As pessoas criaram uma esperança a mais com a convocação do Neymar”, afirmou. O comerciante diz que a procura aumentou logo após a divulgação da lista dos convocados. “Aqui na nossa loja a gente está vendendo mais acessórios, como bandeiras e buzinas para torcer bastante na Copa”, relatou.

A expectativa entre os lojistas é que o movimento cresça com a aproximação das primeiras partidas e, principalmente, com um bom desempenho da Seleção Brasileira no torneio. Para Isamara dos Santos, gerente comercial de uma loja no centro do Alecrim, o maior fluxo de clientes costuma ocorrer poucos dias antes da estreia. “O movimento maior começa realmente perto dos primeiros jogos. Sempre tem quem deixa para comprar de última hora”, disse.

Foto: Magnus Nascimento

Foto: Magnus Nascimento

Foto: Magnus Nascimento

O presidente da Associação dos Empresários do Bairro Alecrim (AEBA), Matheus Feitosa, avalia que o movimento ainda está abaixo do esperado para o período, mas acredita em uma reação quando a competição começar. “Faltando menos de 30 dias, esperávamos maior movimentação, mas acreditamos que vai melhorar quando os jogos começarem e o Brasil vencer o primeiro jogo”, afirmou. Segundo ele, as lojas já começaram a organizar vitrines com produtos voltados para a Copa junto aos artigos juninos.

Apesar da cautela, o setor mantém expectativa positiva para o período. “Esperamos que o comércio de rua venda bem, tendo em vista também que o comércio não vai precisar parar de funcionar ou fechar devido a algum jogo em horário do expediente”, destacou Feitosa.

Mesmo com o clima de Copa começando a ganhar espaço entre os consumidores, muitos lojistas optaram por uma estratégia mais conservadora neste ano. A empreendedora Erika Paula afirmou que, na Copa de 2022, conseguiu vender cerca de 80% do estoque durante o período dos jogos. Desta vez, no entanto, decidiu reduzir as compras antecipadas. “Na outra Copa eu fiz estoque antecipado. Agora, com o comércio parado, só vou fazer pedidos de acordo com o fluxo das vendas”, explicou.

A mesma postura foi adotada pela comerciante Karla Michelangela, que preferiu investir apenas em parte da mercadoria e aguardar a reação do mercado antes de ampliar o estoque. “Eu comprei uma parte da mercadoria e vou ver como vai acontecendo as vendas. Se aumentar o fluxo, faço mais pedidos. Eu não me sinto segura para comprar muita mercadoria, até porque nós sabemos que faz tempo que nosso Brasil não ganha”, afirmou. Para ela, a presença de Neymar entre os convocados já começou a refletir na procura dos clientes. “O pessoal já começou a procurar a camisa da Copa com o nome dele e o número”, contou.

Segundo Matheus Feitosa, o comportamento dos consumidores ainda é tímido, mas a convocação da Seleção ajudou a colocar o tema da Copa em evidência no comércio popular da capital. “Bem tímido ainda, mas muitos já estão pesquisando e falando sobre a convocação. O evento fez com que o tema ficasse mais em evidência”, disse.

Tribuna do Norte