domingo, 7 de junho de 2026

Mossoroense, Samanda celebra tradição do Pingo da Mei Dia

A vereadora de Natal e pré-candidata ao Senado, Samanda Alves (PT), participou neste sábado (6) do Pingo da Mei Dia, evento que abre oficialmente a programação do Mossoró Cidade Junina 2026.

Natural de Mossoró, Samanda acompanhou a festa ao lado da governadora Fátima Bezerra, do pré-candidato ao Governo, Cadu Xavier, de lideranças políticas e apoiadores passando pelo Bloco Loucuras de Saboya e pelos camarotes Faz o L e do Nota Potiguar. "Voltar à minha cidade e viver esse momento é sempre especial. O Pingo é uma das maiores expressões da nossa cultura e movimenta a economia, o turismo e a identidade do nosso povo", afirmou Samanda.

Considerado um dos maiores eventos populares do Rio Grande do Norte, o Pingo da Mei Dia reúne milhares de pessoas nas ruas de Mossoró e marca o início das festividades juninas no município.

Gamboa do Jaguaribe mantém vivas memórias dos povos indígenas no RN

A área da Gamboa, que anteriormente abrigava viveiros de camarão, passou por um processo de recuperação ambiental| Foto: Alex Régis

Em meio a cinco hectares de mata reflorestada e manguezal na Redinha, o sítio histórico Gamboa do Jaguaribe preserva não apenas a natureza, mas também a memória dos povos indígenas que habitaram a região antes mesmo da fundação de Natal. O espaço reúne ações de educação ambiental, valorização da ancestralidade e resgate histórico, aproximando visitantes das origens do território potiguar e dos saberes dos povos originários.

O caminho passa por ocas, lago, trilhas e áreas de mangue recuperadas. Cada espaço ajuda a contar uma história. “Aqui a gente trava uma uma desconstrução do que é o povo indígena. A gente traz a educação para mostrar que estamos presentes em todos os lugares”, explica Jaguar, integrante do projeto.

À primeira vista, a paisagem chama atenção pela tranquilidade. Mas basta avançar alguns metros pelas trilhas para ver a história ser contada. O sítio histórico surgiu há 20 anos com o replantio de manguezal e mata nativa e, desde então, tornou-se um espaço de preservação ambiental, onde escolas e grupos interessados em saber mais sobre a história do RN visitam para turismo pedagógico.

“Aqui foi um local onde começou a construção da cidade de Natal. O primeiro acordo feito para construção da Fortaleza do Reis Magos foi feito aqui com Potiguassu que é pai de Felipe Camarão”, disse Jaguar.

Segundo documentos históricos e estudos do historiador Olavo de Medeiros Filho, o local e suas adjacências foram áreas habitadas pelos Potiguaras. “Então, saiu um acordo aqui de Potiguassu com Geraldo de Albuquerque. O primeiro acordo aqui em 1598 para construção da Fortaleza foi feito nesse lugar”, afirma.

A área da Gamboa, que anteriormente abrigava viveiros de camarão, passou por um processo de recuperação ambiental e deu lugar a um lago e a cinco hectares de manguezal, hoje habitat de diversas espécies de peixes, crustáceos e outros animais.

Em uma das etapas do percurso os visitantes chegam ao rio, onde participam de atividades de contato com a natureza e podem tomar banho em uma área cercada pela vegetação do manguezal.

Ao fim do percurso, as crianças chegam ao rio, onde antigamente funcionava uma fazenda de carcinicultura. Hoje, o local é utilizado para banho e atividades de contato com a natureza. A área também abriga uma região de manguezal preservada.

Atualmente, a reserva abriga mais de 70 espécies de árvores, entre elas pau-brasil, goiabeira e mutamba, além de cerca de 15 espécies de mamíferos, como guaxinins, raposas e cutias.

Abraçada pelas águas do Rio Jaguaribe, principal afluente do Potengi, a área passou por um processo de recuperação ambiental que transformou antigos viveiros de camarão desativados em um lago e cinco hectares de manguezal, hoje habitat de diversas espécies de peixes e crustáceos.

Para manter as atividades, a reserva conta com recursos obtidos por meio de editais culturais e, principalmente, das contribuições arrecadadas com as visitas realizadas no espaço.

As visitas à Gamboa do Jaguaribe costumam durar um turno inteiro. A programação inclui atividades nas ocas, onde são realizadas rodas de conversa sobre história, cultura indígena e meio ambiente. Em seguida, os visitantes percorrem uma trilha pela área reflorestada e conhecem o manguezal, encerrando o passeio.

Ao final do percurso, uma escultura de uma onça bebendo água chama a atenção dos visitantes e remete à origem do nome do local. “Gamboa significa lugar bom para ancorar e Jaguaribe, onça e água. É por isso que temos uma escultura da onça bebendo água”, revela Jaguar.

Para manter as atividades, a reserva da Gamboa conta com recursos obtidos por meio de editais culturais| Foto: Alex Régis

Ybytuguasu Potiguara, guia das visitas ao sítio, explica que a experiência vai além do contato com a natureza. “Para os que se consideram indígenas potiguara mesmo, e para aqueles que só moram no Rio Grande do Norte, que carregam esse nome, é uma visão totalmente diferente. Para nós que se declaramos indígenas, de contexto urbano, significa um espaço de força, sabe? De se reconectar com a nossa ancestralidade”, revela.

Segundo o guia, muitos visitantes chegam ao local com a expectativa de encontrar animais ao longo da trilha. “A gente gosta de destacar que aqui, por ser uma mata preservada, a gente não vai ver animais circulando normalmente. Se a gente der sorte, a gente consegue ver um macaco, um jabuti, uma cutia.”

Ao falar sobre a importância da preservação da cultura indígena, Ybytuguasu fala orgulhoso uma frase em tupi que, segundo ele, resume o propósito do projeto: “Nomanõi xué ne. Tupi oikobé auieramanhe ne”, expressão traduzida como “Tupi não morrerá. Tupi viverá para sempre”.

Reserva preserva biodiversidade

Além das ações de educação ambiental, o grupo realiza mutirões de limpeza e recolhe toneladas de resíduos que chegam pela maré.

Segundo os integrantes, parte significativa do lixo encontrado é formada por resíduos hospitalares, como seringas e embalagens de medicamentos que acabam chegando ao manguezal.

Ao longo da trilha, os visitantes encontram bancos identificados com nomes de animais da Mata Atlântica, como cobra potiguara, borboleta potiguara e cobra-coral. A homenagem faz referência à fauna que já habitou a região e ajuda a manter viva a memória dessas espécies.

O espaço também guarda lembranças de uma biodiversidade que já foi mais abundante. Segundo os integrantes do projeto, antigamente era possível avistar animais como mico-leão, araras e papagaios, espécies que deixaram de ser vistas na área nos últimos anos.

A Gamboa recebe, principalmente, grupos de crianças de escolas particulares, que participam de experiências voltadas ao contato direto com a natureza.

De acordo com Jaguar, o trabalho também envolve a desconstrução de percepções negativas sobre a natureza.

“É uma vivência que a gente faz com as crianças que chegam aqui elas começam a se conectar e andar sentir a terra conhecer as árvores tem todo um trabalho de desconstrução de mostrar o que é a natureza que não faz mal, que a mata é uma coisa sagrada”, revela.

Papel na educação

Durante as visitas agendadas, os participantes são recebidos com milho, beiju, amendoim e suco. Também conhecem o urucum, que é amassado e utilizado para pinturas corporais.

A proposta educativa da Gamboa vai além do contato com a natureza. O espaço também desenvolve ações culturais voltadas à formação ambiental e cidadã, como o CineOka, cineclube realizado desde 2017 e que já soma mais de 30 edições.

O projeto traz questões de preservação ambiental e indígenas do Nordeste, abordando etno-histórias, costumes e lendas por meio da exibição de filmes relacionados a esses temas. As exibições incluem ainda histórias de povos como Potiguara, Tupinambá e Xukuru, além de outras comunidades indígenas.

Segundo Ta’angahara, integrante do projeto, a iniciativa exibe produções com temáticas indígenas, ambientais e alimentares, acompanhadas de debates que estimulam reflexões sobre questões étnico-raciais e socioambientais. “O CineOka vem a ser uma janela do audiovisual, não somente do Rio Grande do Norte, mas também a nível nacional”, afirma.

Ele destaca que a pauta indígena ainda tem pouco espaço nas escolas e que há uma falta de visibilidade para a pluralidade de culturas no ambiente escolar do estado. “Aqui são provocados debates para uma reflexão de como o audiovisual e a indústria cultural podem contribuir para uma lucidez étnico-racial, socioambiental e também alimentar”, afirma.

A Gamboa também recebe feiras de economia criativa, rodas de capoeira, rodas de coco e exposições de artes visuais.

O espaço também abriga uma exposição de fotografias produzidas por indígenas no sítio histórico, reunindo registros que dialogam com a memória do local.

Além disso, o sítio conta com uma biblioteca ainda em fase de formação, que deve ampliar o acesso a materiais de estudo e pesquisa sobre temas ligados à cultura indígena, meio ambiente e saberes tradicionais.

A visitação ao espaço pode ser realizada mediante agendamento prévio pelo telefone 84 8838-0585.

Ananda Miranda/Repórter

Tribuna do Norte

Brasil vence o Egito em último amistoso antes da estreia na Copa do Mundo

Foto: Rafael Ribeiro/CBF

A Seleção Brasileira venceu o Egito por 2 a 1 neste sábado (6), em amistoso preparatório para a Copa do Mundo de 2026. A partida marcou o último compromisso da equipe comandada por Carlo Ancelotti antes da estreia no Mundial, marcada para o próximo sábado (13), diante do Marrocos.

O Brasil abriu o placar aos sete minutos do primeiro tempo. Após recuperar a bola no campo de ataque, Bruno Guimarães avançou até a entrada da área e finalizou colocado para vencer o goleiro egípcio.

A resposta do Egito veio pouco depois. Aos 10 minutos, um erro na saída de bola da defesa brasileira permitiu que Zico aproveitasse a oportunidade e empatasse a partida ao finalizar na saída de Alisson.

Ainda na primeira etapa, a Seleção criou novas oportunidades com Vini Jr., Raphinha e Igor Thiago, mas encontrou dificuldades para transformar o volume de jogo em gols. O lateral-direito Wesley também precisou ser substituído após sentir dores na região da virilha esquerda.

No intervalo, Carlo Ancelotti promoveu mudanças em toda a equipe. O gol da vitória brasileira saiu aos sete minutos do segundo tempo, quando Raphinha aproveitou uma roubada de bola no ataque e cruzou rasteiro para Endrick, que apareceu livre na área para completar para as redes.

Após reassumir a vantagem, o Brasil controlou as ações da partida e administrou o resultado até o apito final, encerrando a preparação para a Copa do Mundo com vitória.

A estreia da Seleção no Mundial está marcada para o próximo sábado (13), contra o Marrocos, pela primeira rodada da fase de grupos.

Tribuna do Norte

Mulheres lideram negócios de impacto e colocam o RN na rota da inovação sustentável

Criada pelas pesquisadoras Marbella, Rita e Carolina, a startup MicroCiclo leva a biotecnologia do RN à vitrine da inovação| Foto: Magnus Nascimento

Em uma fábrica no bairro de Ponta Negra, em Natal, bactérias cultivadas em biorreatores começam a transformar um problema comum da indústria em solução ambiental. A MicroCiclo, startup criada por pesquisadoras ligadas à Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e apoiada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas no Rio Grande do Norte (Sebrae-RN), desenvolve uma tecnologia capaz de degradar óleo presente em resíduos industriais. A proposta é reduzir custos, diminuir impactos ambientais e permitir que parte da água tratada seja reutilizada pelas empresas.

A empresa representa uma nova fase do empreendedorismo potiguar: negócios liderados por mulheres que unem ciência, inovação e sustentabilidade para enfrentar desafios ambientais. Em um estado que, em 2025, foi reconhecido pelo quinto ano consecutivo como a economia mais inovadora do Nordeste no Índice Brasil de Inovação e Desenvolvimento (IBID), iniciativas como a MicroCiclo e a Plantis Sustentabilidade mostram que inovar também significa transformar a gestão de resíduos, medir emissões de carbono e repensar a relação das empresas com seus impactos socioambientais.

“A MicroCiclo nasceu de um grupo de pesquisa na UFRN. A gente trabalhava com um projeto que tinha como objetivo identificar bactérias presentes em amostras de poços de petróleo. Nesse mesmo período, uma das cofundadoras encontrou editais de empreendedorismo que ajudaram a pensar como uma ideia poderia entrar no mercado”, conta Marbella da Fonseca, doutora em Genética e uma das fundadoras da empresa, ao lado de Carolina Minnicelli e Rita Silva-Portela.

A pergunta que deu origem ao negócio partiu da própria ciência: se aquelas bactérias degradavam óleo, seria possível usar esse processo para tratar resíduos industriais? A resposta começou a aparecer quando a equipe se conectou a uma empresa metalúrgica de Joinville, em Santa Catarina, que gerava água oleosa no processo produtivo. “A gente fala que as bactérias comem o óleo, entre aspas, mas o que elas fazem é degradar. É um processo natural. O que a MicroCiclo faz é acelerar esse processo”, explica Marbella.

A tecnologia permite que o tratamento seja feito dentro da própria indústria, reduzindo a necessidade de transporte de resíduos perigosos e o uso de alternativas como aterro, incineração e tratamentos mais caros. Segundo a empresa, a solução pode reduzir custos operacionais entre 30% e 50%, permitir o reúso de até 80% da água tratada e, em testes industriais, reduzir em mais de 90% o teor de óleos e graxas.

Constituída em 2020, após os primeiros editais iniciados em 2019, a startup passou por pesquisa, validação, patente, licenciamento da tecnologia, provas de conceito e estruturação da produção. Nesse caminho, participou de programas como Centelha RN e Startup Nordeste, promovidos pelo Sebrae para desenvolver e acelerar negócios.

O reconhecimento da MicroCiclo ultrapassou as fronteiras do RN. Mais recentemente, foi selecionada entre as Top 100 Deep Tech Startups de 2026 pela Hello Tomorrow, em um universo de mais de 4.800 inscrições mundiais. Entre as 100 escolhidas, é uma das duas representantes brasileiras.

“Se você vai em qualquer um desses ambientes, percebe que ele é predominantemente masculino. A maioria dos CEOs e diretores são homens. Ser um exemplo e um destaque para outras mulheres é importante, porque mostra que elas também são capazes”, afirma Marbella.

A empresa busca ampliar a venda do Bac Clean, produto voltado para caixas de gordura, e intensificar testes remunerados com indústrias. “A gente passou por uma trajetória de validação de mercado e validação do produto. Agora precisa conquistar clientes. Em 2026, a meta é se sustentar vendendo”, diz Marbella.

Para David Góes, gerente da Unidade de Negócios, Inovação e Tecnologia do Sebrae-RN, casos como o da MicroCiclo ajudam a explicar o avanço do estado no ambiente de inovação. “Temos muitos bons cases no Rio Grande do Norte. A MicroCiclo é uma empresa totalmente formada por pesquisadoras, por mulheres, que vem crescendo rapidamente e construindo a sua indústria”, afirma.

O RN possui 605 startups mapeadas, segundo o Sebrae Startups Report Nordeste 2025, e ocupa a quarta posição regional no quesito. A maior parte está em fase inicial: 33,55% em ideação, e 34,88% em validação. Apenas 0,99% chegou à fase de escala, o que mostra que o desafio do RN não é apenas criar startups, mas fazer com que elas consigam se consolidar no mercado.

Sustentabilidade como estratégia de negócio para empresas

Se a MicroCiclo representa a inovação que nasce no laboratório, a Plantis Sustentabilidade mostra outro caminho: o da gestão. Criada em 2016, a consultoria ajuda empresas a transformar sustentabilidade em prática diária, com projetos de ESG (sigla em inglês para Environmental, Social and Governance, traduzido para Ambiental, Social e Governança), inventário de emissões, gestão de resíduos, compensação de carbono e educação ambiental.

A empresa diz já ter neutralizado mais de 170 mil quilos de carbono, quantificado mais de 1.140 toneladas de emissões e plantado mais de 8 mil árvores em área de Mata Atlântica. “A Plantis surgiu com o propósito de conectar a sustentabilidade de uma forma mais fácil, mais prática e mais acessível para pessoas e empresas. A gente tinha esse desejo genuíno de conectar gestão e sustentabilidade”, afirma Mariana Nunes, idealizadora da empresa.

Mariana Nunes é a idealizadora da Plantis, consultoria que ajuda empresas a transformar sustentabilidade em prática diária| Foto: Adriano Abreu

O início da consultoria foi em projetos de resíduos sólidos e economia circular, fazendo a ponte entre cooperativas de catadores de Natal e a indústria da reciclagem. Hoje, a Plantis atende empresas de pequeno e grande porte.

“A sustentabilidade precisa ser quantificada, transformada em métricas e indicadores, para que seja possível apresentar o impacto gerado. Ela não é só meio ambiente, também envolve o social, a economia, a gestão, a governança e o próprio negócio”, explica Mariana.

Ainda segundo ela, sustentabilidade não pode aparecer apenas em campanhas da Semana do Meio Ambiente nem ser usada como estratégia de imagem sem mudança real de processos. “O mais difícil é mostrar que sustentabilidade não é hype, é estratégia. Para o negócio continuar, ele precisa olhar de forma permanente para essa pauta. Tem que chegar a quem toma decisão, virar cultura, hábito e política da empresa”, afirma.

Um dos exemplos de aplicação da Plantis está no próprio Sebrae-RN, certificado como Empresa de Impacto Positivo pela neutralização de mais de 1.300 toneladas de CO² acumuladas entre 2021 e 2023. A jornada incluiu créditos de carbono, mudança no combustível da frota, coleta seletiva, compostagem e geração de energia solar. Segundo a idealizadora, mais de 60% dos resíduos que antes iriam para aterro passaram a ter outro destino.

Assim como a MicroCiclo, a Plantis também parte de uma mesma lógica: resolver problemas ambientais sem abrir mão da viabilidade econômica. Para o Sebrae-RN, esse é o ponto central dos negócios de impacto. Na visão de Mona Paula Nóbrega, gerente de Negócios de Impacto do Sebrae-RN, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) ajudam a mostrar quais problemas a inovação precisa enfrentar, como uso da água, crise climática, desigualdade social, conservação dos solos e transição agroecológica.

“A inovação social tem um papel fundamental de trazer base tecnológica, criatividade e soluções capazes de reduzir grandes problemas sociais e ambientais”, afirma Mona. Segundo ela, as mulheres têm ocupado espaços estratégicos nesse campo, principalmente em pautas ligadas à economia verde, economia circular, equidade racial, comunidades periféricas e transição agroecológica.

“São mulheres que lideram a pauta da transição agroecológica no universo rural, que são sensíveis a negócios mais sustentáveis e atuam fortemente na economia verde e na economia circular. A gente tem, sim, uma atuação estratégica de empreendedoras nos negócios de impacto socioambiental”, diz Mona.

O crescimento dessas iniciativas ocorre em um ambiente no qual a presença feminina nos negócios também avança. Um levantamento do Sebrae divulgado em 2026, com base em dados da Receita Federal, mostra que o número de empresas com mulheres no quadro societário no RN cresceu 78,6% em seis anos, passando de 79.658 para 142.273. Atualmente, 45% das empresas potiguares possuem participação feminina entre os sócios.

Nos pequenos negócios, a presença também é expressiva. Entre os 150.060 microempreendedores individuais registrados no RN, 68.042 são gerenciados por mulheres. Nas microempresas, são 50.204 com gestão feminina. Entre as empresas de pequeno porte, 8.111 são administradas por mulheres.

Segundo David Góes, o papel do Sebrae é apoiar essas empreendedoras com ferramentas para que os negócios consigam crescer de forma sustentável. “Os programas de empreendedorismo feminino estão apoiando bastante esse segmento de empresárias, mas sabemos que algumas passam por dupla jornada, e o nosso papel é dar ferramentas para que essas empreendedoras consigam performar”, diz.

Larissa Duarte/Repórter

Tribuna do Norte

RN tem queda de 14,5% na arrecadação de royalties de petróleo em 2026

A arrecadação de royalties do petróleo no RN caiu 14,5% em 2026, a segunda maior queda do Nordeste, passando de R$ 277,8 milhões para R$ 237,4 milhões. As receitas do Estado recuaram 25%, reflexo da redução gradual da produção nos últimos meses.

Alto do Rodrigues teve a maior queda de receitas de royalties do RN, com uma redução de 36,9% nos cinco primeiros meses de 2026, ante o mesmo período de 2025| Foto: Alex Régis

A arrecadação por exploração de royalties de petróleo sofreu redução de 14,5% no Rio Grande do Norte em 2026, a segunda maior queda do Nordeste. Considerando as receitas do Estado e dos municípios potiguares, o volume caiu de R$ 277,8 milhões nos primeiros cinco meses de 2025 para R$ 237,4 milhões no mesmo período deste ano. Os dados foram compilados pela TRIBUNA DO NORTE junto à Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). No recorte, o município de Alto do Rodrigues, no Vale do Açu, apresentou a maior queda de receitas de royalties do Estado no período – de R$ 20.616.636,03 no ano passado, para R$ 12.997.729,24 em 2026 –, ou seja, uma retração de 36,9%.

Levando em conta apenas as receitas para o Estado, sem os volumes repassados às cidades onde a exploração de petróleo ocorre, a perda foi de 25% (de R$ 109,6 milhões de royalties pagos entre janeiro e maio de 2025, o volume caiu para R$ 82,2 milhões no mesmo período deste ano). Em nota, a Secretaria de Desenvolvimento Econômico do RN (Sedec) afirmou que a produção de petróleo no Rio Grande do Norte permaneceu “relativamente estável” em 2024, mas passou a apresentar redução gradual nos últimos meses do ano passado, indicando uma continuidade de tendência de queda em 2026.

“O desempenho da arrecadação de royalties acompanha a diminuição observada na atividade produtiva estadual ao longo de 2026, com queda de 15,85% no primeiro trimestre deste ano, se comparado ao mesmo período de 2025. Para os municípios, o cenário evidencia uma elevada dependência em relação às receitas provenientes da atividade petrolífera, tornando o repasse dos royalties uma importante fonte de financiamento das administrações locais”, informa uma nota técnica da Sedec sobre o cenário.

Além de Alto do Rodrigues, importantes retrações de receitas foram registradas em Areia Branca (queda de 34%), Macaíba (-28,9%), Upanema (-23,9%), Mossoró (-22,6%), Governador Dix-Sept Rosado (-14,53%) e Carnaubais (-11,6%). Em Areia Branca, a arrecadação caiu de R$ 6.681.997,18 para R$ 4.408.514,91; em Macaíba, o volume de R$ 1.967.315,32 milhão baixou para R$ 1.398.741,81 este ano. Upanema viu a receita de royalties diminuir de R$ 1.302.869,68 entre janeiro e maio de 2025 para R$ 990.331,39 no mesmo período de 2026.

A segunda maior cidade do RN, Mossoró, arrecadou R$ 9.937.198,27 nos primeiros cinco meses de 2025, enquanto em 2026 foram arrecadados R$ 7.684.838,29. Em Governador Dix-Sept Rosado e Carnaubais, respectivamente, os números são os seguintes; queda de R$ 4,8 milhões em 2025 para R$ 4,1 milhões; e redução de R$ 3,5 milhões para R$ 3,1 milhões. A reportagem tentou contato com alguns do municípios afetados.

Souza, prefeito de Areia Branca: queda afeta obras e serviços| Foto: Divulgação

Souza (União Brasil), prefeito de Areia Branca, explica que a perda de receitas compromete serviços básicos da gestão municipal. “Isso afeta diretamente todo o planejamento para a execução de obras e de serviços como limpeza pública”, afirma o gestor. Em Macaíba, a perda acumulada em quatro anos é superior a 60%, segundo informou a prefeitura, em nota.

“O cenário de frustração das receitas em royalties vem sendo observado há alguns anos. De 2022 até o ano passado, uma perda acumulada de 67%. Essa queda representa um significativo comprometimento da capacidade de investimento próprio do Município. Para se ter uma ideia, em 2022, o valor transferido foi de R$ 10.346.293,74”, explicou a prefeitura.

“Com as frustrações de receita sucessivas, chegamos a 2025 com uma arrecadação de R$ 4.918.642,30 na referida rubrica. No ano corrente, a lógica da série histórica tem se mantido, com uma previsão de queda de 28,9%, demandando por parte da gestão municipal uma atuação ainda mais forte de captação de recursos de outras fontes para compensar essas sucessivas quedas, principalmente através de emendas parlamentares, para a realização de obras e outros investimentos”, conclui a nota.

Menor produção do RN em quatro décadas

De acordo com fontes ouvidas pela reportagem, a queda de arrecadação acompanha o arrefecimento da produção de petróleo no Rio Grande do Norte, puxada pela predominância dos chamados campos maduros. A redução, portanto, já é esperada, segundo o presidente do Sindicato dos Petroleiros do estado (Sindipetro/RN), Marcos Brasil. “Para se ter uma ideia do cenário, em dezembro de 2025 o RN registrou a menor produção dos últimos 40 anos, com 33 mil barris por dia. Essa produção já chegou a 120 mil barris/dia”, explicou.

Marcos Brasil diz que falta investimento por parte das empresas| Foto: Sindipetro/rn

“Então, esse declínio é previsto. No entanto, nós poderíamos ter o dobro do que é produzido hoje, algo em torno de 60 mil a 70 mil barris por dia. O que falta é investimento. As empresas que substituíram a Petrobras têm 60 vezes menos capacidade de investir.”, apontou Marcos Brasil.

Em nota, a Brava Energia informou que os repasses de royalties relativos às operações próprias no Rio Grande do Norte são variáveis e calculados com base no volume de produção e oscilações do preço internacional do petróleo.

“A Brava busca atuar de maneira integrada às expectativas e demandas dos estados e comunidades em que está presente. No RN, as atividades da empresa no Complexo Potiguar geraram R$ 475 milhões em impostos (ICMS e royalties) apenas no último ano.

A companhia reitera seu compromisso com o desenvolvimento socioeconômico do estado e destaca que segue investindo continuamente para otimizar suas operações e retomar os níveis de produção no Rio Grande do Norte”, informou a companhia.


A PetroReconcavo foi procurada, mas não se manifestou sobre o tema
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O economista Breno Roos, especialista em petróleo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), avalia que a queda está ligada a fatores estruturais e começou a ser observada com mais intensidade a partir dos anos 2000. “Com a venda dos ativos em terra da Petrobras, o cenário se agravou. Além disso, tem uma questão de esgotamento natural desse produto. Tudo isso causa reflexos, embora fosse esperada certa compensação pelo fato de o preço do petróleo, vinculado ao pagamento dos royalties, ter subido. Contudo, os dados mostram que essa compensação não aconteceu”, discorre Breno Roos.

Segundo ele, uma maneira de o estado reverter a situação e trazer nova pujança ao setor é a exploração da Margem Equatorial. No entanto, de acordo com Roos, este é um processo ainda incipiente e que requer tempo.

“Sem dúvida, a fronteira [da Margem Equatorial] é a mais promissora. Os investimentos estão indo para lá, mas tudo está na fase de avaliação de viabilidade dos poços. Uma tomada de decisão sobre a produção, de fato, só deve ocorrer em cinco anos”, projeta o economista.

Para Marcos Brasil, presidente do Sindipetro/RN, outra opção para estimular o setor é a chegada de grandes empresas para exploração de petróleo no estado. Com a Margem Equatorial sob foco, Marcos Brasil aponta que o Rio Grande do Norte tem plena capacidade de recuperar o fôlego na atividade.

“A Petrobras vai iniciar a perfuração do poço Mãe de Ouro a partir de agosto deste ano, com previsão de produzir algo entre 60 mil e 100 mil barris ao dia. Outra frente são os 41 blocos ofertados atualmente pela ANP, os quais têm grande potencial para petróleo”, pontuou.

Ele explica que os blocos ficam entre Apodi e Guamaré, passando por Mossoró, Governador Dix-Sept Rosado, Felipe Guerra, Upanema, Tibau, Grossos, Areia Branca, Serra do Mel, Carnaubais, Assú e Alto do Rodrigues.

“Essa é uma oferta viabilizada a partir de um trabalho do Sindipetro junto ao Governo do Estado e às forças políticas do RN. Estamos atuando para que eles sejam adquiridos por uma empresa com alta capacidade de investimentos”, fala Marcos Brasil.

Arrecadação no País cresce

A arrecadação de royalties de petróleo no Brasil cresceu 3,5% nos cinco primeiros meses de 2026, na comparação com o mesmo recorte temporal do ano passado, de acordo com os dados disponíveis na ANP. Em 2025, a soma dos valores repassados a estados e municípios do País pela atividade ficou em R$ 16,1 bilhões até maio; em 2026, o volume foi a R$ 16,7 bilhões.

O campeão de arrecadação no período é Mato Grosso do Sul (alta de 83%), seguido pela Bahia (35,6%) e Espírito Santo (22,9%). No Nordeste, além da Bahia, Sergipe registrou incremento de receita, com aumento de 12% no mesmo recorte. Já em relação à queda, no NE, além do RN, Pernambuco (-21,3%), com maior recuo na região, é acompanhado do Ceará (-9%), do Maranhão (-5,3%) e da Paraíba (-0,4%).

PREJUÍZO PARA ESTADO E MUNICÍPIOS

Arrecadação de royalties do petróleo no RN

Estado do Rio Grande do Norte
2025: R$ 20.616.636,03
2026: R$ 12.997.729,24
Queda de 36,9%

Areia Branca
2025: R$ 6.681.997,18
2026: R$ 4.408.514,91
Queda de 34%

Macaíba
2025: R$ 1.967.315,32
2026: R$ 1.398.741,81
Queda de 28,9%

Upanema
2025: R$ 1.302.869,68
2026: R$ 990.331,39
Queda de 23,98%

Mossoró:
2025: R$ 9.937.198,27
2026: R$ 7.684.838,29
Queda de 22,6%

RN (estado e municípios)
2025: 277.841.513,10
2026: 237.491.424,75
Queda de 14,5%

*Comparativo dos cinco primeiros meses de 2025 e mesmo período de 2026

Felipe Salustino/Repórter

Fonte: ANP/Tribuna do Norte

UE formaliza restrição a carnes e produtos de origem animal do Brasil

Restrição passa a valer em setembro e pode barrar categorias como bovinos, aves, aquicultura, mel e tripas caso o Brasil não apresente garantias sanitárias exigidas pelo bloco.

União Europeia impõe restrições aos produtos brasileiros | Foto: Acervo TN

A União Europeia formalizou a retirada do Brasil da lista de países autorizados a vender determinados animais e produtos de origem animal ao bloco sob as novas regras sanitárias para uso de antimicrobianos. A medida foi publicada no Diário Oficial da União Europeia e passa a valer em 3 de setembro.

A publicação transforma em norma a decisão já comunicada no mês passado: o Brasil deixa de ter a marcação que indicava autorização para exportar ao mercado europeu.

Na prática, se o país não voltar a ter essa marcação até lá, exportações brasileiras de algumas categorias poderão ser barradas no mercado europeu. O regulamento cita a retirada da autorização para: bovinos; equinos; aves; aquicultura; mel e tripas.

Essas categorias apareciam com um “X” na lista anterior, sinal utilizado pela União Europeia para indicar os países que apresentaram garantias de cumprimento das regras. No novo regulamento, a Comissão Europeia afirma que não recebeu do Brasil informações suficientes para comprovar que as medidas exigidas serão cumpridas até setembro.

A exigência europeia está ligada ao controle do uso de antimicrobianos na produção animal. As regras do bloco proíbem, para produtos exportados à União Europeia, o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento ou para aumento de rendimento, além de medicamentos reservados ao tratamento de infecções em humanos.

A decisão não significa, pelo texto europeu, que tenha sido identificada irregularidade em uma carga específica de carne brasileira. O ponto central é documental e sanitário: a Comissão Europeia diz não ter recebido garantias de que o Brasil implementou as medidas necessárias para atender às novas exigências.

O Brasil ainda pode tentar reverter a situação antes de a regra produzir efeitos. A própria norma passa a valer apenas em setembro, o que abre uma janela para o país apresentar novas garantias à União Europeia.

O governo brasileiro disse, em maio, ter recebido “com surpresa” a retirada do país da lista e afirmou que tomaria medidas para voltar à relação de países autorizados. A nota também informou que o chefe da Delegação do Brasil junto à União Europeia teria reunião com autoridades sanitárias do bloco para buscar explicações sobre a decisão.

No mês passado, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou uma portaria com novas regras para o uso de antimicrobianos na produção animal. A norma proíbe a importação, fabricação, comercialização e uso de aditivos melhoradores de desempenho que contenham antimicrobianos classificados como importantes para a medicina humana ou veterinária.

A restrição ocorre em um momento sensível para o setor exportador brasileiro. A União Europeia não é o maior destino da carne brasileira, mas é considerada um mercado relevante por suas exigências sanitárias e pelo valor agregado de parte dos produtos vendidos ao bloco.

US$ 1,6 bilhão em 2025

Em 2025, o Brasil exportou US$ 32,3 bilhões em animais vivos, carnes e outros produtos de origem animal, como ovos e mel, segundo dados da balança comercial. Desse total, US$ 1,6 bilhão foi para os países da UE, o que deixa o bloco como segundo maior destino no exterior — a China, com US$ 9,8 bilhões, foi a maior compradora.

No primeiro quadrimestre deste ano, o Brasil exportou US$ 11,5 bilhões, considerando a mesma cesta de produtos, e US$ 627 milhões foram para a UE, o que fez o bloco cair para a posição de terceiro maior destino para da proteína animal brasileira.

A China, com US$ 3,3 bilhões do total, segue como principal destino, mas a segunda posição ficou com os EUA, que compraram US$ 867 milhões.

Acordo Mercosul-UE

Segundo representantes da Comissão Europeia citados pela agência AFP, o Brasil não foi incluído na lista porque ainda não apresentou garantias suficientes sobre a não utilização de determinados antibióticos, mas fontes ouvidas pela imprensa europeia relacionaram a decisão ao acordo Mercosul-UE.

O acordo começou a valer em 1º de maio de forma provisória e ainda aguarda uma decisão judicial na Europa sobre sua legalidade.

Produtores rurais europeus, particularmente da França, oferecem a maior oposição ao tratado de livre-comércio. O temor é que, com tarifas menores, aumente o fluxo de exportações agropecuárias do Brasil, maior fornecedor global de carnes, café, soja, açúcar, entre outros produtos, tirando ainda mais mercado dos produtores locais. E a regulação sanitária e ambiental sempre é citada como argumento para restringir uma maior entrada dos produtos sul-americanos.

“Nossos agricultores seguem alguns dos padrões de saúde e antimicrobianos mais rigorosos do mundo. Portanto, é legítimo que os produtos importados estejam sujeitos aos mesmos requisitos. A decisão tomada hoje demonstra que o sistema europeu de controle funciona.”, afirmou o comissário europeu para a Agricultura, Christophe Hansen, segundo a agência AFP.

Governo rebate suspeitas

A nota conjunta do governo brasileiro, em maio, rebateu suspeitas contra as condições sanitárias da agropecuária nacional: “Detentor de um sistema sanitário robusto e de qualidade internacional reconhecida, o Brasil é o maior exportador do mundo de proteínas de origem animal e o principal fornecedor de produtos agrícolas ao mercado europeu.”

Em nota publicada semanas atrás, a Abiec, entidade que representa os exportadores de carne bovina, ressaltou que “o Brasil segue plenamente habilitado a exportar carne bovina ao mercado europeu”.

“O eventual impedimento às exportações somente ocorrerá caso as garantias e adequações requeridas pelas autoridades europeias não sejam apresentadas até a data estabelecida”, diz a nota.

Segundo a Abiec, as empresas do setor e o Mapa têm trabalhado “na elaboração de protocolos” para atender as exigências europeias e “a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios dos principais mercados internacionais, com rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.

Tribuna do Norte

sábado, 6 de junho de 2026

Filhos de Assú celebram São João Batista em emocionante encontro da Colônia Assuense em Natal

Na manhã deste sábado (6), a Igreja Matriz de São João Batista, no bairro Lagoa Seca, em Natal, recebeu um dos momentos mais tradicionais da programação socioreligiosa do São João de Assú 2026, ano em que a festa celebra seus 300 anos de fé, cultura e devoção. A Missa da Colônia Assuense reuniu conterrâneos e devotos em um encontro marcado pela emoção, saudade e renovação da fé em São João Batista.

Realizada anualmente, a celebração integra oficialmente a programação do São João Mais Antigo do Mundo e fortalece os laços entre os assuenses que vivem na capital potiguar e suas raízes. A missa foi presidida pelo padre Wescley Paulo, da Paróquia de São João Batista de Assú.

Com história que remonta à década de 1930, a Colônia Assuense mantém viva a tradição de reunir filhos da terra que residem em Natal para celebrar a cultura, a história e, principalmente, a devoção ao padroeiro São João Batista. Além da missa anual, a imagem do santo percorre durante o ano as residências de devotos que vivem na capital, fortalecendo a fé e a união entre os conterrâneos.

O momento contou com a presença do prefeito Lula Soares, além de dezenas de fiéis e representantes da comunidade assuense.

Durante a celebração, o prefeito destacou a importância da Colônia Assuense na preservação dos laços entre os filhos da terra que vivem fora do município.

“Quando morei em Natal para estudar, sentia muita saudade de Assú. E eram momentos como este, da Missa da Colônia Assuense, que ajudavam a diminuir a distância da nossa terra. Aqui a gente reencontrava amigos, conterrâneos e renovava a fé em São João Batista. Estar presente hoje, como prefeito de Assú, participando dessa tradição tão bonita, tem um significado muito especial. É emocionante ver que, mesmo longe, os filhos de Assú mantêm vivo o amor pela nossa cidade, pela nossa cultura e pelo nosso padroeiro”, afirmou.

Lula Soares também reforçou o convite para o Auto de São João Batista, espetáculo que será apresentado em Assú neste sábado (6) e domingo (7), retratando a história do padroeiro e sua ligação com o povo assuense.

A abertura oficial do São João de Assú 2026 acontece no próximo dia 12 de junho. Neste ano, a programação foi ampliada, com mais dias de festa, novos polos culturais e espaços dedicados às manifestações religiosas e socioculturais que fazem parte da identidade do município.

Celebrando três séculos de fé e tradição, o São João de Assú segue fortalecendo os laços entre os filhos da terra, mantendo viva a devoção a São João Batista dentro e fora do município.

Secom-Assú

VÍDEO: Ponte de R$ 36 milhões desaba no Acre 2 anos após inauguração; 4 pessoas ficaram feridas

Foto: Reprodução

Uma ponte no interior do Acre desabou no começo da noite desta sexta-feira (5), deixando quatro feridos. A ponte Frei Paolino Baldassari, em Sena Madureira, havia sido inaugurada em março de 2024 e estava interditada desde a quinta-feira (4).

De acordo com o governo do Estado, um dos feridos está em estado gravíssimo: Antônio Morais Lima Filho, de 36 anos, que sofreu uma fratura no fêmur. Outro homem resgatado está em estado grave: Edinaldo Muniz, de 54 anos, que teve traumatismo craniano, trauma interno abdominal e renal. Os dois foram transferidos para a capital, Rio Branco.

Os outros dois feridos têm quadro de saúde estável. São eles Ednei Muniz, de 51 anos, que teve uma fratura ocasionada por trauma, e Weverton Murieta, de 34 anos, que sofreu escoriações e pequenos ferimentos.

Ponte de R$ 36 milhões desaba no Acre 2 anos após inauguração; 4 pessoas ficaram feridas

Segundo o governo estadual, a ponte que desabou era monitorada por equipes técnicas, que faziam avaliações estruturais da construção. A governadora do Acre, Mailza Assis (PP), disse que vai "apurar as circunstâncias do ocorrido, identificar possíveis irregularidades e adotar todas as providências cabíveis".

"Já acionamos a empresa responsável que está enviando técnicos para nos dar um posicionamento do que realmente ocorreu. Vão ser realizadas perícias para verificar as possíveis causas", comunicou.

A ponte havia sido inaugurada há pouco mais de dois anos, durante a gestão do ex-governador Gladson Cameli (PP). A estrutura passava sobre o Rio Iaco e tinha extensão de 232 metros.

A obra custou R$ 36 milhões e foi supervisionada pelo Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre).



Em texto divulgando a inauguração da ponte, o governo do Acre destacou que a construção se deu em menos de dois anos, pela Construtora Cidade. A obra foi entregue em dezembro de 2023. Até a publicação deste texto, a reportagem não havia conseguido contato com a empresa. Este espaço segue aberto.

À época da inauguração, o governo acreano afirmou que a estrutura era uma "conexão segura" entre os distritos do Ramal Mário Lobão e os bairros São Francisco e Santa Teresinha. O texto comunicava que a obra ocorreu "após anos de espera e isolamento".

Estadão Conteúdo

Flávio Bolsonaro pede que STF declare Moraes suspeito para julgar caso Master

Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que declare o ministro Alexandre de Moraes suspeito para atuar em processos relacionados ao Banco Master e ao banqueiro Daniel Vorcaro. Ele requer que petições já direcionadas a Moraes sejam remetidas ao ministro André Mendonça relator do caso Master no Supremo. O pedido foi protocolado na última segunda-feira (1º) e será analisado pelo presidente da Corte, Edson Fachin.

Na petição, os advogados de Flávio apontam uma possível relação entre Moraes e Vorcaro. Eles citam supostas trocas de mensagens entre os dois e o contrato firmado pelo Master com a esposa do ministro, Viviane Barci de Moraes. Segundo documentos fiscais enviados à CPI do Crime Organizado, do Senado, o escritório de Viviane recebeu R$ 80,2 milhões do banco para prestar serviços jurídicos.

O pedido de Flávio foi feito após Moraes solicitar um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a inclusão de Flávio no inquérito que mira seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP). Eduardo é réu por suposta coação no curso do processo e obstrução à Justiça no julgamento da trama golpista, no qual seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi condenado.

O despacho de Moraes atendeu a um pedido do deputado Lindbergh Farias (PT-RJ). Ele pediu a investigação de Flávio após o site The Intercept Brasil revelar que o senador pediu a Vorcaro R$ 134 milhões para bancar o filme Dark Horse, inspirado na trajetória do pai. Cerca de R$ 61 milhões foram pagos e enviados a um fundo ligado a Eduardo nos EUA. A suspeita é que o dinheiro tenha sido usado para bancar a atuação do ex-deputado contra autoridades brasileiras.

"Esses dois dados objetivos nos permitem dizer, sempre com o máximo respeito, que sua Excelência não teria a imparcialidade necessária para processar e julgar o requerimento enviado pelo Deputado Federal Lindbergh Farias, mormente porque tal requerimento envolve não só o Banco Master, mas também Daniel Vorcaro", diz a petição.

Flávio também requer que a solicitação de Lindbergh seja retirada do inquérito relatado por Moraes e protocolada em uma nova ação, a ser distribuída "por prevenção" ao ministro André Mendonça, indicado ao STF por Bolsonaro.

Estadão Conteudo

Inscrições para o Enem 2026 são prorrogadas; veja nova data

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O Ministério da Educação (MEC) anunciou que o período de inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 foi estendido e vai até o dia 12 de junho. Os candidatos poderão se inscrever por meio da Página do Participante.

As datas de aplicação das provas continuam as mesmas. As provas serão aplicadas em dois domingos consecutivos, nos dias 8 e 15 de novembro. Para os participantes que não obtiveram isenção, a taxa de inscrição foi mantida em R$ 85.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação do exame, a edição deste ano terá ampliação dos locais de prova, com expectativa de cerca de 10 mil escolas participantes em todo o País.

A proposta, segundo o órgão, é reduzir o deslocamento dos candidatos e permitir que parte dos estudantes da rede pública realize o exame na própria escola onde estuda.

Outra mudança anunciada pelo MEC é a inscrição automática de alunos da rede pública que estejam concluindo o ensino médio. Ainda assim, os estudantes precisarão acessar a Página do Participante para confirmar a participação e complementar dados, como município de prova, idioma estrangeiro e necessidade de atendimento especializado.

Neste ano o exame também continuará valendo para certificação do ensino médio de candidatos com mais de 18 anos que cumpram os critérios previstos no edital, segundo o MEC.

Estadão Conteúdo