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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Líderes parlamentares debatem sobre consignados e falta de chuva
Posse de 1,6 mil professores do RN é prorrogada após sobrecarga da Junta Médica
Foto: Sandro Menezes
O Governo do Rio Grande do
Norte prorrogou até 28 de fevereiro de 2026 o prazo para a posse dos candidatos
nomeados no concurso da Secretaria de Estado da Educação, do Esporte e do Lazer
(SEEC). A medida foi oficializada por meio de portaria publicada no Diário
Oficial do Estado desta quarta-feira (4) e alcança 1.609 professores e
especialistas de educação convocados em janeiro. A prorrogação ocorre diante da
sobrecarga da Junta Médica do Estado, responsável pelos exames admissionais,
que também atende aos recém-convocados do concurso da Secretaria de Estado da
Saúde Pública (Sesap).
De acordo com a portaria, a extensão do prazo é automática e dispensa requerimento individual por parte dos nomeados. Os candidatos que já realizaram ou agendaram a perícia médica mantêm seus agendamentos sem alteração. A Secretaria de Estado da Educação justificou a decisão com base na alta demanda informada pela Secretaria de Administração (Sead), após a convocação simultânea de grandes contingentes de servidores para a Educação e para a Saúde.
A prorrogação atende a uma
série de queixas registradas nas últimas semanas por aprovados dos dois
concursos, que relataram dificuldades para conseguir vaga na Junta Médica em
Natal, confome publicado pela Tribuna
do Norte. Candidatos chegaram a passar noites no local e a enfrentar longas
filas e instabilidade no sistema de agendamento online, temendo perder o prazo
de posse. Em relatos, aprovados apontaram número reduzido de médicos, atrasos
nos atendimentos e falta de informações claras sobre a liberação diária de
vagas.
Situação semelhante já havia
levado o governo a prorrogar o prazo de posse no concurso da Sesap. No fim de
janeiro, uma portaria estendeu por 30 dias o prazo para mais de 1,5 mil
profissionais da saúde, fixando novas datas-limite entre 26 de fevereiro e 9 de
março, também em razão da alta demanda por perícias médicas. Assim como agora,
os candidatos que já haviam realizado ou agendado exames mantiveram seus
cronogramas
Tribuna do Norte
Banco Central confirma corte da Selic em março
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
O Banco Central (BC) confirmou
que começará a reduzir os juros na próxima reunião do Comitê de Política
Monetária (Copom), em março. Entretanto, a autarquia não indicou a magnitude do
corte e esclareceu que os juros continuarão em níveis restritivos.
As informações estão na ata da reunião do Copom da semana passada, divulgada nesta terça-feira (3). Na ocasião, o colegiado manteve a taxa Selic, juros básicos da economia, em 15% ao ano, pela quinta vez seguida.
“Em ambiente de inflação menor
e transmissão da política monetária [impacto da Selic para queda da inflação]
mais evidentes, a estratégia envolve calibração do nível de juros. O Comitê
antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da
política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a
restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, diz a
ata.
“O compromisso com a meta
impõe serenidade quanto ao ritmo e à magnitude do ciclo, que dependerão da
evolução de fatores que permitam maior confiança no atingimento da meta para a
inflação no horizonte relevante para a condução da política monetária”, afirmou
o BC.
Definida pelo Conselho
Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5
ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5%, e
o superior, 4,5%. Para este ano, a previsão do mercado financeiro para o Índice
Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – referência oficial da inflação
no país – está em 3,99%, ou seja, dentro da meta.
A taxa Selic está no maior
nível desde julho de 2006, quando estava em 15,25% ao ano. A Selic é o
principal instrumento do BC para alcançar a meta de inflação. Quando o Copom
aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos
preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança.
Mas, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.
“O cenário atual, marcado por
elevada incerteza, exige cautela na condução da política monetária. O Comitê
avalia que a estratégia em curso tem se mostrado adequada para assegurar a
convergência da inflação à meta”, diz a ata.
Segundo a autarquia, a
manutenção dos juros ainda em níveis restritivos se deve à resiliência de
alguns fatores que pressionam preços “tanto correntes quanto esperados”, em
especial do dinamismo ainda observado no mercado de trabalho. Ainda assim, o BC
acrescenta que a atividade econômica doméstica manteve trajetória de moderação
no crescimento, operando acima do seu potencial de expansão sem pressionar a
inflação.
“No período mais recente, a
taxa de desemprego tem se mantido em patamares historicamente baixos enquanto
os rendimentos reais médios têm mantido a tendência de elevação acima do
crescimento da produtividade do trabalho. O Comitê segue atento ao debate sobre
as dimensões corrente e estrutural do mercado de trabalho, enfatizando a
necessidade dessa análise para a avaliação dos padrões de transmissão dos
níveis de ocupação para os rendimentos do trabalho e, finalmente, para os
preços dos diversos setores da economia”, diz a ata.
“A moderação e a própria
heterogeneidade das trajetórias de crescimento entre diferentes setores e
mercados são compatíveis com a política monetária em curso. Mercados mais
sensíveis às condições financeiras apresentam maior desaceleração, ao passo que
mercados mais sensíveis à renda apresentam maior resiliência”, explicou o BC.
Para o mercado financeiro, de acordo com a última edição do boletim Focus, a Selic deve ser reduzida para 14,5% ao ano na próxima reunião do Copom, em março, e alcançar 12,25% ao ano até o final de 2026.
Novos pedidos de CNH quadruplicam em janeiro, mostra Senatran
Os dados foram divulgados
nesta terça-feira (3) e fazem parte de um levantamento da Secretaria Nacional
de Trânsito (Senatran) sobre pedidos de habilitação após o programa CNH do
Brasil. Desde dezembro, foram 3 milhões de pedidos e 298,5 mil documentos
emitidos.
O programa reduziu os custos
de emissão ao diminuir as exigências de aulas teóricas e práticas em
autoescolas. Segundo a Senatran, cerca de 20 milhões de brasileiros dirigem
sem o documento, e a expectativa é acelerar a regularização desse grupo.
>> Saiba mais sobre as novas regras nacionais para
tirar a CNH
Ainda segundo o órgão, foram
registrados 24.754 cursos práticos realizados por instrutores autônomos,
categoria que passou a existir desde a atualização da norma pelo Conselho
Nacional de Trânsito (Contran).
Os cursos práticos cresceram
22%, saindo de 328 mil para mais de 400 mil, e os exames práticos registraram
aumento de 11%, com mais de 323 mil aplicações em janeiro de 2026, frente a 291
mil no mesmo período do ano anterior.
O número de pessoas que já concluíram os cursos teóricos também quadruplicou, passando de 196.707 para 824.494, alta de 319%, enquanto os exames teóricos tiveram aumento de 32%, indo de 171.232 para 225.462.
CNI: juros são responsáveis por desaceleração da indústria
Foto: Agência Brasil/EBC
O alto nível da Taxa Selic – juros básicos da economia – foi o principal responsável pela estagnação da indústria no fim de 2025, avaliou a Confederação Nacional da Indústria (CNI), ao comentar a Pesquisa Industrial Mensal, divulgada nesta terça (3) pelo IBGE.
Segundo a entidade, o ciclo de juros altos, atualmente em 15% ao ano, encareceu o crédito e drenou o apetite dos consumidores. O cenário foi agravado por uma demanda interna insuficiente e pelo avanço das importações, que capturaram parte significativa do mercado brasileiro.
O diretor de Economia da CNI,
Mário Sérgio Telles, avalia como “enorme” o prejuízo causado pelos juros. “O
patamar punitivo da taxa Selic encareceu o crédito ao setor produtivo, que
segurou investimentos, e reduziu o apetite dos consumidores por produtos
industriais. O prejuízo causado pelos juros altos é enorme. Em 2024, com a
Selic menor, a demanda doméstica por bens da indústria de transformação cresceu
quatro vezes mais do que a demanda registrada até novembro de 2025”, ressaltou
Telles, em nota.
Esse enfraquecimento,
ressaltou o diretor da CNI, resultou em estoques acima do planejado e queda na
produção. A pesquisa do IBGE confirmou que a produção industrial fechou 2025
com um crescimento de apenas 0,6%, um resultado modesto se comparado à expansão
de 3,1% registrada em 2024.
A análise da confederação
também alerta para a pressão externa: as compras de bens de consumo no exterior
saltaram 15,6% no ano passado. Ao mesmo tempo em que a indústria nacional
reduzia o ritmo, os produtos importados preenchiam as lacunas, dificultando
qualquer tentativa de recuperação do empresariado local ao longo dos dois
semestres de 2025.
Alta no preço do café reduz consumo em todo o país e muda hábitos no RN
Apesar do preço nas alturas, a cozinheira Raimunda Maria não abre mão do café tradicional: “Pode ser o preço que for, eu compro” | Foto: Magnus Nascimento
O consumo de café no Brasil
registrou queda de -2,31% entre novembro de 2024 e outubro de 2025 em
comparação com o mesmo período anterior, de acordo com dados da Associação
Brasileira da Indústria de Café (Abic) divulgados na semana passada. A razão
para a redução está no alto preço do produto, que registrou aumento de 5,8%
entre janeiro e dezembro de 2025. No Nordeste, a queda foi de -1,72%. Os
efeitos da redução no consumo da bebida também são sentidos no Rio Grande do
Norte, de acordo com a Associação dos Supermercados do Rio Grande do Norte
(Assurn) e consumidores ouvidos pela reportagem da TRIBUNA DO NORTE.
Mikelyson Góis, presidente da Assurn, afirma que não há dados locais disponíveis, mas aponta uma mudança no comportamento do consumidor. “Nos últimos dois anos o preço do café teve um aumento muito grande, embora nos últimos seis meses tenha havido uma pequena redução e depois uma estabilização. Nesse contexto, com o café moído muito caro, houve uma migração para o solúvel, que passou a contar com um consumo maior”, explicou Mikelyson Góis.
Heraldo Paiva Júnior,
proprietário de um supermercado no bairro de Nova Descoberta, na zona Sul de
Natal, estima uma redução de cerca de 8% na compra do produto na loja nos
últimos seis meses.
“A bebida teve um aumento
exponencial em meados do ano passado, saindo de cerca de R$ 10 para algo em
torno de R$ 18, em média. Hoje, o preço médio é de R$ 16, mas ainda assim a
gente observa essa queda na casa dos 7% ou 8%, que eu considero pequena, mas
ela existe”, aponta Paiva.
A faxineira Elizângela dos
Santos conta que trocou o café em pó pelo solúvel desde o ano passado, diante
da disparada dos preços. “Se voltar a ser como antes, quando custava R$ 9, eu
volto a comprar café em pó, mas por enquanto não dá”, diz.
Já a cozinheira Raimunda Maria
não abre mão do café tradicional. “Não posso ficar sem. Acho até que aumentei o
consumo. Pode ser o preço que for, eu compro. Café é sagrado”, contou, rindo.
Conforme os dados da
Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), no período contabilizado até
outubro passado o consumo no país foi de 21,4 milhões de sacas de 60 quilos,
contra 21,9 milhões em igual recorte anterior (novembro de 2023 a outubro de
2024). No Nordeste, o consumo ficou em 5,7 milhões de sacas de novembro de 2024
a outubro do ano passado; no período anterior, foram 5,8 milhões de sacas.
De acordo com a Abic, o total
consumido em todo o Brasil no último recorte analisado representa 37,9% da
safra de 2025, que foi de 56,54 milhões de sacas, segundo a Companhia Nacional
de Abastecimento (Conab). Já a quantidade consumida no Nordeste equivale a 10%
da safra total. A Abic informou que o recorde de consumo interno do produto
ocorreu em 2017, quando o número atingiu 22 milhões de sacas.
Preços devem seguir em alta
O economista Helder Cavalcanti
avalia que a retração no consumo interno da bebida deve se manter em todo o
país, uma vez que os preços irão seguir altos. “A Abic prevê uma alta de até
15% no preço do café nos próximos meses, impulsionada pela inflação de 60,85%
nos últimos 12 meses e pela queda na produção devido a adversidades climáticas.
Essa elevação deverá ocorrer, principalmente, por conta da oferta restrita e
demanda crescente. Então, é provável que a tendência de redução de consumo no
Brasil permaneça. No entanto, é importante registrar que o consumo mundial de
café continua crescendo, especialmente na China e em outros países asiáticos, o
que pode ajudar a manter os preços elevados”, analisa Cavalcanti.
O economista afirma que
mitigar o impacto da alta do preço do café no consumo é um desafio, mas algumas
ações podem amenizar os efeitos. “É importante diversificar produtos, com
oferta de opções de café mais acessíveis, como blends, com outras bebidas ou
produtos de menor valor agregado. Também é possível incentivar o consumo
consciente para aumentar a percepção de valor do café e reduzir o desperdício,
além de ajustar a produção para reduzir custos e manter preços competitivos. O
apoio governamental, com políticas para ajudar os produtores e incentivar a
produção sustentável também é uma medida necessária”, detalha Helder
Cavalcanti.
Faturamento cresce
A queda no consumo interno do
café não significou perdas para a indústria, cujo faturamento cresceu 25,6% em
2025, somando R$ 46,24 bilhões. Segundo a Abic, esse crescimento no faturamento
foi resultado principalmente do aumento do preço nas gôndolas. Ainda de acordo
com a Abic, os valores dos cafés tradicionais e extraforte aumentaram 5,8% no
ano passado. O preço médio dos cafés especiais sofreu alta de 4,3%. O aumento
também foi percebido na categoria de café gourmet, que teve variação de 20,1%
em 2025.
Nos últimos cinco anos, a
matéria-prima aumentou 201% na espécie conilon e 212% na arábica. No varejo, o
café aumentou 116%. No último ano, a variação de preço ao consumidor do café
torrado e moído foi de 5,8%. O Brasil continua sendo o maior consumidor dos
cafés nacionais. Em 2023, o mercado interno foi responsável por 39,4% do
consumo da produção total, enquanto que em 2024 o índice foi de 40,4% e, em
2025, de 37,9%.
STM recebe pedido de perda de patente de Bolsonaro e mais 4 oficiais
O MPM entrou com ações de
perda do oficialato contra Bolsonaro, que é capitão da reserva do Exército, os
generais da reserva Augusto Heleno, Paulo Sergio Nogueira, Braga Netto e o
almirante Almir Garnier. Todos foram condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF)
na ação penal do núcleo crucial da trama golpista.
A medida do MPM foi tomada
após o Supremo declarar, no ano passado, o trânsito em julgado das condenações, ou seja, reconhecer o
fim da possibilidade de recorrer e determinar a prisão do ex-presidente e dos
demais condenados.
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De acordo com a
Constituição, o oficial das Forças Armadas pode ser expulso no caso de
condenação criminal superior a dois anos de prisão. No caso do processo da
trama golpista, as penas de Bolsonaro e dos demais acusados variam entre 19 e 27 anos de prisão.
Se a perda das patentes for
decretada pelo STM, o salário que Bolsonaro e os demais militares recebem será
repassado para a esposa ou filhas em forma de pensão. O benefício é conhecido
como "morte ficta" e está previsto na legislação das Forças Armadas
desde 1960.
O tribunal militar é composto
por 15 ministros, sendo cinco civis e dez militares, cujas cadeiras estão
distribuídas entre quatro vagas destinadas ao Exército, três à Marinha e três à
Aeronáutica.
Relatores
Após o MPM protocolar as
ações, o tribunal definiu eletronicamente os relatores dos processos. A ação
contra Bolsonaro será relatada por um ministro oriundo da Aeronáutica. O
processo contra o general Braga será relatado por um ministro da cadeira do Exército.
Bolsonaro: ministro Carlos
Vyuk Aquino (Aeronáutica);
Almirante Garnier: ministra
Veronica Sterman (Civil);
General Paulo Sergio Nogueira:
ministro Barroso Filho (Civil);
General Heleno: ministro Celso
Luiz Nazareth (Marinha);
General Braga Netto: ministro
Flavio Marcus Lancia (Exército).
Julgamento
Em coletiva de imprensa, a
presidente do STM, ministra Maria Elisabeth Rocha, explicou que o tribunal
não tem prazo legal para julgar as ações.
A presidente disse que vai
pautar os processos para julgamento imediatamente após os relatores liberarem
os casos para julgamento. De acordo com as regras internas do STM, a presidente
só vota em caso de empate e sempre a favor do réu nas ações de perda do
oficialato.
"Não pretendo
procrastinar o julgamento de questões tão relevantes que são submetidas à
apreciação dessa Corte", afirmou.
Matéria ampliada às 16h41
Agência Brasil
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
ALRN inicia trabalhos de 2026 com foco em demandas sociais e fiscalização
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Desfiles da Série Ouro do Carnaval do Rio têm ingressos esgotados
© Marcelo Piu/RioTur
Os ingressos para os dois dias
de desfiles das escolas de samba da Série Ouro, antigo grupo de Acesso, estão
esgotados. De acordo com a Liga RJ, responsável pelas escolas, todos os
ingressos para a sexta-feira (13) e o sábado (14) já foram vendidos. São
sete escolas que se apresentam no primeiro dia e oito no segundo. A campeã
desse grupo, no ano seguinte, desfila no Grupo Especial da Liga Independente
das Escolas de Samba (Liesa). Da mesma forma, a última colocada do Grupo
Especial será rebaixada e, no carnaval seguinte, vai desfilar na Série Ouro.
Assim como na temporada
passada, o público garantirá lotação máxima nas arquibancadas. A grande
diferença é que, para a Série Ouro 2026, os bilhetes foram comercializados
integralmente com mais de três semanas de antecedência em relação aos dias de desfile.
Nos dois dias, os desfiles terão início às 21h.
O presidente da Liga RJ, Hugo
Junior, celebrou o resultado e destacou a importância da presença do público
para o sucesso dos desfiles.
“É uma alegria enorme saber
que teremos a Marquês de Sapucaí cheia mais uma vez. Isso mostra a força da
Série Ouro, o trabalho das escolas e o carinho do público. Tenho certeza de que
serão grandes desfiles, com muito espetáculo, emoção e alto nível artístico”,
afirmou.
Apresentação das escolas na
sexta-feira (13 de fevereiro)
1 - Unidos do Jacarezinho
2 - Inocentes de Belford Roxo
3 - Unidos do Parque Acari
4 - Unidos de Bangu
5 - Unidos de Padre Miguel
6 - União da Ilha do
Governador
7 - Acadêmicos de Vigário
Geral
Apresentação das escolas no
sábado (14 de fevereiro)
1 - Botafogo Samba Clube
2 -Em Cima da Hora
3 - Arranco do Engenho de
Dentro
4- Império Serrano
5- Estácio de Sá
6 - União de Maricá
7 - Porto da Pedra
8 - Unidos da Ponte
Agência Brasil
DisMed e Mais Saúde vencem, mas são retiradas de licitação em Mossoró
DisMed e Mais Saúde perderam condição de fornecimento | Foto: Reprodução
Por recomendação do procurador geral do Município de
Mossoró, Tales Pinheiro Belém, as distribuidoras de medicamentos DisMed e
Drogaria Mais Saúde envolvidas na Operação Medire foram desclassificadas do
pregão eletrônico em 19 de janeiro, em que as duas empresas venceram lotes,
respectivamente, nos valores de R$ 490.932,40 e R$ 82.104,00.
As empresas participaram do Registro de Preços Eletrônico nº 16/2025 cujos lotes totalizam R$ 1.489.575,43.
O procurador Tales Belém havia encaminhado, na
sexta-feira (30/1), ofício a três secretários – Jacqueline Morgana Dantas
Montenegro (Saúde), Washington José da Costa Filho (Administração) e Isabela
Giovanna Felix Pereira Freitas (Governo), justificando que “é irrealista
esperar que empresas cujos principais dirigentes estão proibidos de gerir seus
negócios e de acessar suas próprias instalações possam cumprir integralmente e
com a devida diligência as obrigações contratuais, especialmente aquelas que envolvem
o fornecimento contínuo de produtos tão vitais como medicamentos”.
Tales Belém relata o fato de que as distribuidoras de
medicamentos, bem como os sócios, tiveram sequestros de bens e valores no
montante total de R$ 13.339.021,31.
Na recomendação, Belém diz que “a apuração de práticas
delituosas por empresas contratadas pela Administração Pública não apenas
configura violações graves à legislação penal e administrativa, mas também
macula a confiabilidade do ente público municipal e gera dúvidas
intransponíveis quanto à moralidade dos contratos firmados com tais empresas,
relevância que compromete a conveniência e a oportunidade de sua manutenção”.
Segundo Belém, a manutenção das atas de registro de
preços pode configurar ato de improbidade administrativa, nos termos da Lei nº
8.429/92: “Tal medida deve ser fundamentada na flagrante violação dos
princípios da moralidade e da probidade administrativa, bem como na grave
instabilidade operacional e de gestão que as empresas enfrentam em virtude das
medidas cautelares judiciais impostas, as quais tornam inviável a continuidade
da execução contratual de maneira satisfatória e segura para o Município e para
a população”.
Belém diz que permitir às empresas prosseguirem em
procedimentos licitatórios em andamento, “nos quais já sagraram vencedoras, mas
que ainda não foram homologados e adjudicados, comprometeria irremissivelmente
a transparência e a probidade exigidas em toda contratação pública”.
Tribuna do Norte












