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quinta-feira, 7 de maio de 2026
VPJ expande presença das raças Brangus e Ultrablack na pecuária nordestina com leilão em Maceió (AL)
RN tem mais de 151 mil ofertas de renegociação no Desenrola
Em março, 32% das dívidas dos potiguares estavam relacionadas a bancos e cartões de crédito| Foto: Alex Régis
O Rio Grande do Norte soma
151.568 ofertas de negociação de dívidas disponíveis dentro do programa
Desenrola Brasil na plataforma da Serasa. O número integra o total nacional de
7.702.238 ofertas já liberadas no chamado “Desenrola 2.0”, lançado pelo Governo
Federal com foco na redução da inadimplência no país.
Dados da pesquisa de inadimplência apontam que no Rio Grande do Norte 51,33% da população possui algum tipo de dívida. Em março, 32% das dívidas dos inadimplentes estavam relacionadas a bancos e cartões. Os dados foram apresentados na última terça-feira (5), durante coletiva da Serasa, que também detalhou o cenário atual de endividamento e as perspectivas para os próximos meses.
Segundo a empresa, 45% dos brasileiros afirmam que se sentiriam mais confiantes
se conseguissem negociar suas dívidas — um indicativo do impacto direto que
programas como o Desenrola podem ter na retomada do crédito.
No Brasil, os bancos seguem como principal segmento das dívidas, representando
27% de todos os débitos no país, conforme dados do “Mapa da Inadimplência”,
divulgado pela Serasa.
O Desenrola Brasil é uma iniciativa do Governo Federal criada para ajudar
brasileiros a quitar dívidas em atraso e voltar ao mercado de crédito. O
programa reúne bancos e empresas em uma plataforma digital que oferece
descontos que podem chegar a até 90%, além de prazos ampliados e juros
reduzidos para pagamento.
Com duração limitada, a proposta é facilitar a negociação, principalmente para
pessoas de baixa renda, permitindo que regularizem a situação financeira de
forma mais acessível e organizada.
De acordo com Aline Maciel, diretora da Serasa, o público das classes D e E tem
papel central nesse contexto. “É uma classe que passa a ter acesso ao crédito
de forma digital. É um público menos letrado financeiramente e usa o salário
como um complemento do salário”, afirmou.
A Serasa reforça que atua como intermediadora nesse processo. “Quando o
consumidor acessa nosso canal, ele está falando direto com os bancos. A ideia é
pulverizar as ideias a partir do Desenrola”, explicou Maciel.
Ainda segundo a empresa, o aplicativo sinaliza quais débitos estão dentro das
regras do programa, facilitando a adesão dos consumidores. No total, são 7,7
milhões de ofertas vinculadas ao novo Desenrola, e 691 milhões de propostas
disponíveis na plataforma Serasa Limpa Nome, que reúne mais de 2 milhões de
empresas parceiras.
O “Mapa da Inadimplência” mostra que o Brasil registra atualmente 8,2 milhões
de inadimplentes, um aumento de 1,35% em relação a fevereiro de 2026. O valor
médio das dívidas por pessoa chega a R$ 6.728,51, com alta de 1,9% no mesmo
período.
Já o valor médio por dívida é de R$ 1.647. “Quando olha o valor médio de cada
dívida, a gente está falando de um valor maior que o salário mínimo, então é um
cenário realmente desafiador”, destacou Fernando Gambaro, gerente de
comunicação da Serasa.
O volume total das dívidas inadimplentes soma R$ 338,2 milhões, mas, segundo
Gambaro, esse número representa apenas parte do problema. “Aqui são só dívidas
inadimplentes, a gente sabe que o cenário de dívidas é muito maior”, pontuou.
Para Gambaro, a solução passa pela educação financeira. “A gente percebe que os
fatores estão atrelados à educação financeira e podem ser minimizados com
letramento”, afirmou.
Tribuna do Norte
Lei dos Royalties: ministros votam caso hoje
Debate foi retomado ontem (06) no STF após 13 anos parado| Foto: Divulgação/STF
O Supremo Tribunal Federal
concluiu, nesta quarta-feira (6), a primeira sessão do julgamento que discute a
divisão dos royalties do petróleo entre estados e municípios produtores e não
produtores. A continuidade da análise ficou marcada para esta quinta-feira (7),
quando a ministra relatora, Cármen Lúcia, e os demais ministros devem
apresentar seus votos. O Rio Grande do Norteé um dos estados favoráveis à
redistribuição aprovada pela lei de 2012.
O julgamento foi retomado pelo STF após um hiato de 13 anos. Na análise da Corte consta um conjunto de cinco Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) que discutem as regras de distribuição dos royalties da exploração de petróleo entre União, estados e municípios.
As ações questionam dispositivos da Lei dos Royalties (Lei 12.734/2012), que
modificou os critérios de repartição dos royalties e da participação especial
decorrentes da exploração de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos
fluidos, ampliando a divisão desses recursos entre entes federativos não
produtores. A aplicação da regra está suspensa liminarmente desde março de
2013.
A sessão de ontem (06) foi dedicada às manifestações dos governos de três
estados produtores de petróleo que são autores de parte das ações em análise:
Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo. Também se manifestaram a
Advocacia-Geral da União (AGU) e outras entidades admitidas no processo (amici
curiae, ou amigos da corte).
O governo do Rio de Janeiro (ADI 4917) sustentou que a Lei dos Royalties viola
a Constituição ao desconsiderar a necessidade de compensação aos estados
produtores. Segundo o argumento, a exploração de recursos gera impactos
ambientais, sociais e econômicos relevantes, decorrentes do crescimento
populacional e do aumento da demanda por serviços públicos nas regiões
afetadas, com prejuízo ao estado fluminense estimado em R$ 26 bilhões só em
2026.
O governo do Espírito Santo (ADI 4916) afirmou que a controvérsia teve origem
em debate travado no Congresso Nacional, em que uma maioria prevaleceu sobre a
posição dos estados produtores, resultando em “uma lei muito ruim”. Ao mesmo
tempo, o estado buscou apresentar uma posição intermediária para obter do
Supremo uma solução constitucional que concilie a vontade do legislador com os
limites impostos pela Constituição.
O governo de São Paulo (ADI 4920) ressaltou que o STF já reconheceu a natureza
compensatória dos royalties do petróleo, entendendo-os como receita dos entes
diretamente afetados pela exploração. Segundo a sustentação, esse direito
decorre do fato de que são os estados produtores que arcam com o aumento da
demanda por infraestrutura e serviços públicos e com os impactos ambientais e
econômicos da atividade petrolífera.
A AGU concordou com as partes autoras ao sustentar que as mudanças introduzidas
pela lei comprometem o equilíbrio do federalismo brasileiro. Ressaltou que a
Constituição já prevê mecanismos para evitar a concentração excessiva de
recursos nos estados produtores e lembrou ainda que os dispositivos
questionados chegaram a ser vetados pela então presidente da República Dilma
Rousseff na sanção da lei, mas os vetos acabaram derrubados pelo Congresso.
A entidade defendeu, no entanto, que, caso o Supremo declare a
constitucionalidade dos dispositivos questionados, os efeitos da decisão sejam
modulados, a fim de evitar impactos financeiros abruptos para a União e para os
estados.
Amigos da corte
Foram admitidos no processo os estados de Alagoas, Amapá, Bahia, Goiás, Mato Grosso do Sul, Paraná e Rio Grande do Sul, além da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), da Associação dos Municípios Excluídos do Rol dos Recebedores de Royalties de Petróleo e Gás (AMRO) e da seccional do Rio de Janeiro da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RJ).
Em maior ou menor medida, a maioria desses participantes divergiu das teses
apresentadas pelos autores das ações e pela AGU, defendendo uma repartição mais
equilibrada dos royalties entre todos os entes federativos.
Em linhas gerais, sustentaram que os recursos naturais constituem bem nacional e que a legislação questionada buscou ampliar a distribuição das receitas sem excluir os estados produtores.
No julgamento do mérito, o Plenário deverá definir se os valores arrecadados pela exploração desses recursos devem privilegiar estados e municípios produtores, em razão da atividade econômica realizada em seus territórios, ou se essas riquezas, que pertencem à União, devem ser distribuídas de forma mais abrangente entre todos os entes da Federação.
O ministro Gilmar Mendes disse que a solução para a controvérsia deve passar
por um diálogo entre os Poderes. “Precisamos refletir com todo o cuidado, e
muito provavelmente teremos de fazer um modelo de jurisdição colaborativa,
porque isto vai envolver também o Executivo e o Legislativo, como temos feito
em outros casos de igual ou até maior complexidade”, afirmou no fim da sessão
do Supremo.
Tribuna do Norte
Redução da jornada pode gerar impacto de R$ 11,88 bi no transporte
No Rio Grande do Norte, segundo a Fetronor, o fim da escala 6x1 impactaria fretes, tarifas de transporte urbano coletivo, serviços postais e transporte de cargas| Foto: Magnus Nascimento
A possível redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas pode gerar um impacto de até R$ 11,88 bilhões no setor de transporte do Brasil a longo prazo. A estimativa consta no estudo técnico “Redução de jornada, mudança de escalas e bem-estar social no setor de transportes”, da Confederação Nacional do Transporte (CNT). Entre os principais impactos da alteração da escala de trabalho no setor, a entidade aponta aumento nos custos operacionais, pressão sobre tarifas e substituição de empregados formais.
De acordo com o estudo técnico, as evidências indicam que reduções da jornada de trabalho por via legal, sem a comprovação de ganhos de produtividade, tendem a gerar efeitos adversos sobre o emprego, a renda e a competitividade da produção. “Por certo, as empresas do setor de transportes não ficariam inertes diante desse choque inicial de custos e dificuldades práticas insuperáveis”, destacam os autores no estudo.
Conforme o documento, caso a carga semanal seja reduzida de 44 para 40 horas, a projeção é de um aumento de 8,66% nos custos, o que representaria um acréscimo de cerca de R$ 11,4 bilhões. Segundo as estimativas, o Produto Interno Bruto (PIB) do setor de transportes pode registrar uma retração de 1,3%, o que representa uma perda de cerca de R$ 4,8 bilhões por ano.
Para manter o nível atual de serviço, a estimativa é de que seriam necessárias cerca de 240 mil novas contratações no setor. O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Passageiros do Nordeste (Fetronor), Eudo Laranjeiras considera que, se aprovada, a medida deve afetar também o mercado do Rio Grande do Norte. “A maioria das empresas (de transporte) do RN tem dificuldade em contratação e isso é um problema bastante grave a ser enfrentado”, destaca.
O dirigente afirma que a diminuição da carga semanal implicaria, na prática, em um aumento imediato no valor da hora trabalhada, o que impactaria na produtividade. “Sem fazer nada, todo mundo vai ganhar a mesma coisa, mas trabalhando menos. Isso gera um impacto de aumento de custo e de aumento de mão obra.”, afirma.
Ainda segundo Laranjeiras, a expectativa é de uma reacomodação do mercado, com
repasse desses custos aos preços — o que pode gerar pressões inflacionárias ao
longo de toda a cadeia logística, afetando fretes, tarifas de transporte urbano
coletivo, serviços postais e o transporte de cargas.
“A tarifa do ônibus vai subir e o frete da carga vai subir. Toda essa mudança vai refletir no preço final do produto”, explica Eudo Laranjeiras.
De acordo com o presidente da Fetronor, o setor de transporte possui uma
característica específica que amplia esse impacto: o funcionamento contínuo. “O
transporte funciona 24 horas por dia, 365 dias por ano. Você não vê uma empresa
de transporte fechada. Essa dinâmica exige reposição constante de mão de obra,
o que se torna mais complexo diante da redução da jornada”, defende.
Aumento na informalidade
O levantamento da CNT também aponta riscos de desorganização na cadeia logística e na mobilidade urbana, com reflexos no funcionamento dos serviços. Entre os efeitos previstos estão o aumento do ócio involuntário, a redução do consumo e a maior precarização do mercado de trabalho, com avanço da informalidade. Nesse contexto, o estudo indica possível recuo no bem-estar social e na qualidade do tempo livre da população.
“Caso seja aprovado, os trabalhadores vão para a informalidade. O cara vai ser um moto entregador, vai fazer transporte de passageiro por aplicativo, vai fazer outras atividades para ganhar mais. Ele não vai descansar”, afirmou.
Na avaliação do especialista em transporte, Rubens Ramos, a possível redução da jornada semanal não deve provocar grandes impactos na operação do transporte, mas sim exigir que as empresas se adaptem.
Ramos explica que a principal mudança estaria na redução das horas semanais, de 44 para 40, o que poderia ser compensado com uma melhor organização das escalas e distribuição da carga horária. “Dessa forma, essa mudança pode ser equacionada nas empresas sem maiores problemas”, afirma.
Ele aponta que o fluxo de passageiros é concentrado nos horários de pico, pela manhã e à tarde, enquanto há períodos de menor demanda ao longo do dia e nos fins de semana. “Na prática sobram horas de trabalho, que podem ser compensadas no final de semana mediante acordo entre empresa e empregado, convenção coletiva, etc”, defende o especialista em transporte.
Ao analisar experiências internacionais, Ramos lembra que jornadas semanais de
40 horas já são adotadas há décadas em países desenvolvidos, como o Japão, sem
prejuízos à mobilidade urbana. “Não se deve esquecer que diante de mais tempo
livre o trabalhador vai usar esse tempo também para mais consumo de bens e
serviços na cidade, movimentando mais a economia urbana.”, pondera.
Tramitação
A comissão especial da Câmara dos Deputados que vai analisar duas propostas de emenda à Constituição (PECs) que preveem a redução da jornada de trabalho no país foi instalada no final do mês passado. As PECs acabam com o atual modelo de seis dias de trabalho semanal por um de descanso.
Um plano de trabalho já foi aprovado e prevê a votação do parecer sobre o fim
da escala 6x1 na comissão especial da Câmara no dia 26 de maio. Após a análise
no colegiado, a etapa seguinte será a votação no plenário. Se aprovado na
Câmara, o tema seguirá ao Senado.
Tribuna do Norte
Gargalos levam eólicas a devolver 16 outorgas e tiram R$ 3,1 bilhões de investimentos no RN
Diante da frustração de
investimentos que a devolução das outorgas representa, líderes do segmento
demonstram preocupação com o cenário.
Para líderes do setor,
devoluções estão ligadas à falta de infraestrutura de transmissão para o
escoamento da energia produzida| Foto: Alex Régis
O Rio Grande do Norte registrou a devolução de outorgas para 16 projetos de energia eólica entre 2025 e o primeiro trimestre de 2026. O montante corresponde ao total de 625,50 MW de potência instalada e a frustração de R$ 3,1 bilhões em investimento para o Estado. É o que apontam dados levantados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a pedido da reportagem da TRIBUNA DO NORTE.
De acordo com o levantamento, somente em 2025 foram devolvidas outorgas para 13 projetos, o equivalente a uma perda de R$ 2,3 bilhões em investimentos. Já nos primeiros três meses deste ano, foram três outorgas devolvidas, ou R$ 0,4 bilhão que deixaram de ser investidos no RN. Segundo a Aneel, o cálculo considera o valor de referência de R$ 4,3 mil por quilowatt para investimentos em eólicas, estipulados pela Portaria do Ministério de Minas e Energia (MME) nº 79/2024.
A Agência observa que a maior parte dos empreendimentos foi outorgada em um contexto de forte expansão do setor, com expectativas positivas para custos, financiamento e acesso à transmissão. Com a mudança desse cenário, muitos agentes deixaram de enxergar atratividade para tirar os projetos do papel.
“Soma-se a isso a alteração legal promovida pela Lei nº 15.269/2025, que passou a permitir a revogação sem penalidades. Muitos empreendedores aguardaram essa definição para formalizar a desistência de projetos que já não se mostravam viáveis. Destaca-se que as usinas revogadas não haviam iniciado obras, sendo a revogação um instrumento previsto na regulação para o adequado ajuste do portfólio de projetos outorgados”, detalha a Aneel.
Diante da frustração de investimentos que a devolução das outorgas representa, líderes do segmento demonstram preocupação com o cenário. Na visão do presidente da Associação Potiguar de Energias Renováveis (Aper), Williman Oliveira, o panorama evidencia que o problema não está no potencial do Rio Grande do Norte.
“[O problema está] na limitação da infraestrutura de transmissão e na falta de previsibilidade para o escoamento da energia. Isso pode, sim, desacelerar novos investimentos no curto prazo, ao gerar insegurança nos investidores”, completa o presidente da Aper.
Uma perspectiva semelhante é apontada pelo diretor regulatório da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Francisco Silva. Segundo ele, a devolução de outorgas no Estado representa perdas de empregos, investimentos e arrecadação para o desenvolvimento local. “O impacto também é nacional, pois sinaliza ao mercado um ambiente de maior risco para implantação de novos empreendimentos renováveis no país, o que afasta o investidor”, destaca.
O diretor reforça que os desafios na área de renováveis não envolvem apenas expansão da geração, mas também a capacidade do sistema elétrico de absorver a energia renovável já instalada. Entre os principais problemas atuais estão os cortes de geração (curtailment) sem ressarcimento adequado e a expansão acelerada e descoordenada das micro e minigeração distribuída (MMGD). Neste último caso, as consequências incluem a sobreoferta de energia e o aumento das restrições operativas no sistema.
As desistências para projetos de energia eólica se somam às devoluções para projetos de energia fotovoltaica no Rio Grande do Norte. Conforme reportagem publicada pela TRIBUNA DO NORTE na edição do último fim de semana, o Estado registrou a devolução de 51 projetos de usinas solares entre o ano passado e o primeiro trimestre deste ano, o que corresponde a uma frustração de R$ 13 bilhões em investimentos. Somadas, as devoluções das outorgas das áreas eólica e solar correspondem a uma frustração de R$ 16,1 bilhões.
A Aneel reforça que não compete à entidade formular políticas de incentivos ao mercado, mas que tem atuado na aplicação das normas estabelecidas pelos Poderes Executivo e Legislativo. Aliado a isso, observa, a expansão da oferta de energia ocorre de forma descentralizada, sendo impulsionada por informações de mercado, condições de conexão e disponibilidade de recursos naturais.
Ao longo do último ano, a Aneel destaca que foi autorizado um conjunto de reforços e melhorias em instalações de transmissão, incluindo obras que contemplam o Rio Grande do Norte e envolvem a implantação de novas linhas, subestações e equipamentos para escoar a geração de energia.
Para o aumento de capacidade do sistema de transmissão para escoamento de energia do Estado, especialmente, existem os Contratos de Concessão nº 007/2024 (Grande Sertão I Transmissora), 008/2026 (Axia Energia Carnaúba) e 009/2026 (Axia Energia Seridó). Em conjunto, os acordos somam um investimento de aproximadamente R$ 1,93 bilhão.
“Também está previsto para o 2º semestre de 2027 a licitação de sistema de Bipolo de Corrente Contínua 800 kV Angicos 2 (RN) - Itaporanga 2 (SP) e linhas de transmissão, em corrente alternada, 500 kV, com investimentos estimados para todo o sistema de aproximadamente R$ 26,5 bilhões”, completa.
Francisco Silva, da ABEEólica, defende que, além da implantação de novas linhas e subestações, são necessárias medidas estruturantes para restabelecer a competitividade do setor. É o caso do avanço da regulamentação de sistemas de armazenamento em baterias (BESS), expansão do consumo associado à transição energética e aperfeiçoamentos nos critérios operacionais e de conexão dos empreendimentos renováveis.
Kayllani Lima Silva/Repórter
Tribuna do Norte
Governo do RN promove 735 oficiais e praças da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros
Corporações já acumulam mais de 20 mil progressões de carreira desde 2019
Reforçando as ações de
valorização das Forças de Segurança Pública do Estado, o Governo do Rio
Grande do Norte oficializou, nesta quarta-feira (6), a promoção de
735 membros da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros.
As promoções contemplam 624
integrantes da Polícia Militar — sendo 619 praças e cinco oficiais —
e 111 integrantes do Corpo de Bombeiros, beneficiando 94 praças e 17 oficiais.
As promoções dos servidores públicos serão oficializadas através de publicações
no Diário Oficial do Estado ainda nesta semana.
Segundo a governadora Fátima
Bezerra, as promoções consolidam a política de valorização dos servidores da
segurança pública no Rio Grande do Norte. “Entendemos que este é um ato de
reconhecimento do trabalho desses profissionais. Lembrando, ainda, que seguimos
com investimentos em estrutura e equipamentos, garantindo condições cada vez
melhores de trabalho aos nossos militares”, disse.
O secretário de Segurança
Pública, coronel Francisco Araújo, destacou o empenho do Governo do Estado para
garantir o reconhecimento de cada servidor. “É uma medida de reconhecimento e
de valorização do nosso capital humano, que são os servidores das nossas forças
de segurança”, saudou.
Para o comandante da Polícia
Militar, coronel Alarico José Pessoa Azevedo Júnior, as promoções fazem parte
da política do Governo do Estado voltada à valorização das praças
e dos oficiais. “Estamos promovendo 619 praças e cinco oficiais,
totalizando 19.275 promoções desde 2019”, comemorou.
O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Luiz Monteiro da Silva, destacou que, no período entre janeiro de 2019 e abril de 2026, a instituição somou 1.581 promoções totais. “São 168 oficiais e 1.413 praças que progrediram na hierarquia da corporação”, encerrou.
FOTO: RAIANE MIRANDA - ASSECOM/RN
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quarta-feira, 6 de maio de 2026
Credenciamento da imprensa para o São João de Assú 2026 acontece de 15 a 20 de maio
Entre os destaques confirmados
estão nomes da música nacional e ainda inclui as apresentações dos artistas
locais, reforçando o compromisso da festa com os talentos da terra. A
programação cultural conta ainda com o Auto de São João Batista, de 05 a 07 de
junho, espetáculo que narra a história do padroeiro do município. Também está
previsto o lançamento do São João de Assú em Mossoró, no dia 13 de junho,
próxima quarta-feira.
Uma novidade desta edição é a
entrada do Arraiá do Jegue na programação oficial do São João de Assú. O
evento, muito aguardado pela comunidade, acontece no dia 20 de junho e passa a
integrar o calendário geral da festa, ampliando as opções culturais e fortalecendo
a programação local.
"São três séculos de fé,
tradição e identidade do nosso povo. Temos o orgulho de realizar o São João
mais antigo do mundo, uma herança viva que pertence a cada assuense. Nossa
festa vai além dos palcos: ela é feita pelos artistas da terra, pela força da
nossa cultura e pelo nosso povo. Convidamos toda a imprensa a se credenciar e
ajudar propagar ainda mais nossa cultura por todo Brasil", disse Lula
Soares, prefeito de Assú.
Secom-Assú
Indie Expo aposta em qualificação do mercado de jogos eletrônicos no RN
O fortalecimento da indústria
de games no Rio Grande do Norte estará em foco na primeira edição do RN Indie
Expo, que ocorre entre esta quinta-feira (7) e sábado (9), no Instituto
Metrópole Digital (IMD) da UFRN. A programação é gratuita e inclui workshops,
palestras, oficinas e mesas-redondas com profissionais da área, inovação e
empreendedorismo. A proposta é impulsionar os jogos independentes com exposição
de produções locais, pitches e atividades de qualificação.
Klébia Karina, produtora do evento e embaixadora da Potiguar Indie Games (Pong), explica que o objetivo é estimular o empreendedorismo. “A ideia é tratar a área como uma profissão, por isso teremos palestras técnicas e de gestão, porque buscamos esse objetivo de tratar um estúdio como uma empresa”, diz. A intenção é desmitificar o desenvolvimento de jogos como hobby. “Então, queremos mostrar as diversas possibilidades existentes nesse meio, que detém um universo gigantesco”, afirma a produtora.
O evento contará também com
mostra de jogos feitos por desenvolvedores potiguares. A programação favorece a
conexão com profissionais de outros estados, ampliando oportunidades de
colaboração e negócios. As inscrições são feitas até o último dia do evento, no
link https://app.evnttz.com.br/rn-indie-expo condicionadas ao número de vagas
por sala.
Ao longo dos três dias, serão
abordados temas como captação de investimentos, estruturação de estúdios,
carreira, políticas públicas, qualidade, testes e tendências como realidade
virtual. Também entram em pauta aspectos como pesquisa com usuários, validação
de ideias e organização de ecossistemas locais. “Não é um evento apenas de
entretenimento. É também a oportunidade de os desenvolvedores receberem um
feedback dos usuários”, declara Klébia Karina.
O RN Indie Expo é uma
realização da Elysium, do Ministério da Cultura, do Sistema Nacional de
Cultura, da Secretaria de Estado da Cultura e da Fundação José Augusto, com
recursos da Política Nacional Aldir Blanc. O evento conta com apoio da Pong,
Sebrae Startups, UFRN, Metrópole Parque, Digicom e Federação de Esportes do RN,
além de patrocínio da Game Mind e acontece num momento em que o Rio Grande do
Norte apresenta potencial de expansão no setor de jogos independentes, segundo
Klébia.
“O momento atual é muito
positivo, por causa de editais de fomento criados a partir de 2023, que
incluíram os games no setor audiovisual. Isso permitiu que as pessoas abrissem
um estúdio”, explica.
A participação em eventos
externos também estimula o crescimento. “Na próxima semana, teremos a final da
Copa Internacional de Desenvolvimento de Jogos, em Brasília. Eu estarei por lá
representando o RN com dois jogos. Isso mostra como nós estamos progredindo”,
afirma Klébia.
Apesar dos avanços, o segmento
enfrenta desafios, como a associação equivocada entre jogos e bets.
“Felizmente, é um ponto que tem sido resolvido com informação, por meio de
palestras e debates regionais que mostram como alguns jogos podem proporcionar
bem-estar à saúde mental”, conta. Outro desafio é a necessidade de políticas
públicas de estímulo, como editais. “A gente precisa que haja viabilização de
eventos como o RN Indie Expo para que a área possa avançar”, pontua a
produtora.
Não há mapeamento oficial, mas
um grupo no WhatsApp reúne mais de 200 desenvolvedores. Em 2024, a estimativa
era de 70 no Rio Grande do Norte.
Tribuna do Norte
RN cria refúgio ambiental Serra das Araras com mais de 12 mil hectares
Refúgio, que se estende por três municípios da Caatinga, busca proteger espécies ameaçadas | Foto: Mauro Pichorim
A criação do Refúgio de Vida
Silvestre (REVIS) Serra das Araras, oficializado em decreto estadual no Dia da
Caatinga (celebrado em 28 de abril), formaliza a proteção de uma área de
12.367,81 hectares de Caatinga, que abrange os municípios potiguares de Cerro
Corá, São Tomé e Currais Novos, numa região rica em recursos hídricos e
diversidade biológica. Fruto de uma cooperação técnica entre o Departamento de
Ecologia (Decol) e o Departamento de Botânica e Zoologia (DBEZ), vinculados ao
Centro de Biociências da UFRN e o Idema, o REVIS é o resultado de mais de uma
década de estudos. A cerimônia de assinatura ocorreu durante a 1ª Conferência
Estadual dos ODS do Rio Grande do Norte, na sede do Instituto de
Desenvolvimento Sustentável e Meio Ambiente (Idema).
A área é um dos ecossistemas mais biodiversos do Rio Grande do Norte, voltado à preservação da ararinha-maracanã e de diversas espécies nativas. De acordo com Carlos Roberto Fonseca, professor do Departamento de Ecologia (Decol) e coordenador do Projeto Caatinga Potiguar, a criação da área de proteção é importante para a sobrevivência da espécie porque deve inibir a ocupação da região por aerogeradores. “Cabe aos gestores da unidade e à sociedade organizar outras ações para inibir a caça e a destruição do seu habitat natural, garantindo a sobrevivência das novas gerações e a expansão da população”, ressalta. Para ele, a REVIS fortalece o crescimento econômico. “Com uma boa sede, a REVIS tem potencial de se tornar o ponto focal das pesquisas de longo prazo na Caatinga Potiguar, nos ajudando a compreender como as mudanças climáticas irão impactar a nossa biodiversidade”, finaliza.
A unidade oferece refúgio para
espécies migratórias e ameaçadas de extinção. Ilton Soares, supervisor da
Unidade de Gestão da Biodiversidade (UGBIO), reforça que, dessa forma, será
possível garantir a existência e reprodução, especialmente da arara-maracanã
(Primolius maracana) e o papagaio-verdadeiro (Amazona aestiva). Segundo ele,
existem áreas privadas dentro e no entorno da unidade de conservação, mas a Lei
nº 9.985/2000, que institui o Sistema Nacional de Unidades de Conservação
(SNUC), estabelece que o Refúgio de Vida Silvestre pode ser constituído por
áreas particulares. “Desde que seja possível compatibilizar os objetivos da
unidade com a utilização da terra e dos recursos naturais do local pelos
proprietários.”.
Ao longo do processo de
formalização, foram realizadas reuniões com proprietários de terra e moradores
de assentamentos rurais da região. “O Idema também está elaborando um plano de
ação que estabelecerá as primeiras atividades de gestão e monitoramento da
área, onde está prevista a realização de oficinas e formações sobre os tipos de
atividades permitidas pela legislação ambiental”, diz.
Conforme o decreto, o Plano de
Manejo do REVIS deve ser elaborado no prazo de cinco anos a partir da data de
sua criação. No entanto, o Idema afirma que, ainda neste mês de maio, iniciará
os trâmites técnico-administrativos para a criação do Conselho Gestor do
Refúgio, etapa anterior à elaboração do plano. Werner Farkatt, diretor-geral do
Idema, ressalta que a discussão é um pleito de toda a sociedade. “A área chegou
a ser reduzida para atender às manifestações da cadeia produtiva. Outro ponto
importante é que o território irá sobrepor uma parte do Geoparque Seridó,
contribuindo também para a sua preservação”, explica.
Desapropriação de Áreas
Privadas
O Art. 8º do decreto prevê a
desapropriação de áreas privadas incompatíveis com os objetivos da Unidade de
Conservação. Para a Federação da Agricultura e Pecuária do RN (Faern) é
importante a conservação da Caatinga e das espécies ameaçadas, mas a viabilidade
prática do modelo depende de segurança jurídica, clareza normativa e
participação efetiva do setor produtivo. “O modelo pode funcionar, desde que as
regras sejam tecnicamente fundamentadas, aplicadas de forma gradual e observem
a realidade dos empreendimentos existentes nos municípios envolvidos”, destacou
presidente da federação, José Vieira. “A Faern não é contra o Refúgio, mas
defende que sua implementação ocorra com diálogo, técnica e viabilidade
socioeconômica para quem vive da terra”, aponta.
Todavia, a entidade se
posiciona contra a desapropriação de terras produtivas, se estiverem gerando
emprego, renda e alimento no semiárido, onde as condições de produção já são
dificultadas pelas características climáticas da região. “As atividades do campo
são, por natureza, sustentáveis; logo, não há razão para qualquer restrição à
pecuária, à agricultura e a outros pequenos negócios a elas associados”, pontua
Vieira.
A principal exigência da
federação é a participação efetiva de representantes qualificados do setor
agropecuário nas decisões voltadas à economia rural. “A Federação entende que o
Plano de Manejo deve buscar alcançar os objetivos de conservação sem causar
impactos negativos sobre a economia local. A Faern acompanhará esse processo e
defenderá a adequada representação do setor rural e a preservação das terras
produtivas”, conclui José Vieira.
O QUE É UM REVIS
Os Refúgios de Vida Silvestre
(REVIS) visam proteger ambientes naturais para a existência e reprodução de
espécies da flora e fauna local, incluindo as residentes e migratórias. A
visitação é permitida, sujeita às condições do Plano de Manejo e normas do
órgão administrador.
A posse pode ser pública ou
privada, desde que os objetivos da unidade sejam compatíveis com a utilização
da terra pelos proprietários. A pesquisa científica requer autorização prévia
do órgão responsável, com condições específicas estabelecidas.
Tribuna do Norte
Paulinho vai coordenar campanha de Álvaro Dias ao governo do Estado
Paulinho Freire assume comando político da campanha de Álvaro | Foto: Acervo TN
Mesmo com a responsabilidade
da administração municipal, o prefeito de Natal, Paulinho Freire (União
Brasil), aceitou, na tarde da terça-feira (5), o convite do pré-candidato a
governador Álvaro Dias (PL) para assumir a coordenação de sua campanha às eleições
majoritárias de 2026.
A escolha do prefeito Paulinho Freire como coordenador geral durante os 45 dias de campanha eleitoral, que começam oficialmente, a partir de 16 de agosto, um dia depois de encerrado o prazo do registro de candidatos a cargos eletivos, reforça o alinhamento político entre os dois políticos, que vem desde as eleições municipais de 2024, quando Álvaro Dias o apoiou e ajudou elegê-lo para a chefia do Executivo em Natal.
“Paulinho tem liderança,
experiência e capacidade de articulação. Sua presença na coordenação da
campanha fortalece ainda mais esse projeto que nasce para ouvir o Rio Grande do
Norte e apresentar um caminho de desenvolvimento para o nosso estado”, destacou
Álvaro.
Já a participação direta de
Paulinho Freire na campanha eleitoral abre mais espaço para a importância do
municipalismo no processo eleitoral e em apoio à pré-candidatura de Álvaro
Dias, que conta como como pré-candidato a vice-governador o ex-presidente da
Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Anteomar Pereira da
Silva, o “Babá”, que tem feito o trabalho de aproximação de Álvaro Dias junto a
prefeitos de todas as regiões do Estado.
Ex-prefeito de São Tomé,
“Babá” disse que “Paulinho reúne experiência, equilíbrio e grande poder de
diálogo. É um nome que agrega, aproxima lideranças e ajuda a construir uma
campanha forte, propositiva e conectada com o povo potiguar”.
Paulinho Freire tem
reconhecida capacidade de articulação e liderança política, com trânsito livre
líderes municipais, estaduais e nacionais, devendo contribuir diretamente para
a organização política, a ampliação de apoios e o diálogo com a sociedade potiguar,
tendo iniciado sua carreira política em 1992, quando se elegeu a primeira vez
vereador em Natal, passando dez anos na Câmara Municipal.
Em 2002 elegeu-se deputado
estadual, em 2008 foi eleito vice-prefeito de Natal e em 2012 voltou à CMN, de
onde saiu em 2023 para assumir o primeiro mandato de deputado federal e em,
2024 foi eleito prefeito de Natal em segundo turno, obtendo 55,34% dos votos
válidos.
Tribuna do Norte








