Os EUA oferecem US$ 50 milhões
por informações que levem à captura de Maduro e US$ 25 milhões por Cabello. O
governo americano enviou três destróieres para águas internacionais, na costa
da Venezuela – eles retornaram em razão do furacão Erin, mas serão reenviados
nos próximos dias. O objetivo declarado é a realização de operações contra o
tráfico de drogas, mas Maduro denunciou a manobra como uma “ameaça”.
Ontem, o presidente
colombiano, Gustavo Petro, defendeu Maduro. “O Cartel dos Sóis não existe, é a
desculpa da extrema direita para derrubar governos que não lhes obedecem. Quem
controla a passagem da cocaína colombiana pela Venezuela é a Junta do Narcotráfico
e seus chefes vivem na Europa e no Oriente Médio”, disse.
Militares
O envolvimento do exército
venezuelano com o narcotráfico começou, segundo especialistas, justamente com a
militarização da fronteira com a Colômbia quando a Venezuela ainda era
comandada por Hugo Chávez, que havia sofrido uma tentativa de golpe, em abril
de 2002. O temor em Caracas era o de que americanos e colombianos estariam
tramando derrubar o chavismo.
Na época, Chávez estava
desconfiado do Plano Colômbia, uma injeção de US$ 4,5 bilhões em ajuda
americana para equipar os militares colombianos, que passaram a pressionar as
duas guerrilhas (Farc e ELN), que foram obrigadas a operar do lado venezuelano
da fronteira.
Rapidamente, os militares
acabaram sócios dos narcotraficantes, e facilitavam a passagem da droga
mediante suborno, muitas vezes em mercadoria. De posse da cocaína, embora sem
experiência no mercado, eles começaram a mover a droga para obter liquidez – daí
a origem do Cartel dos Sóis.
O chavismo sempre negou
envolvimento. “O narcotráfico não está ligado a nós”, disse ontem Cabello, que
acusa a oposição de apoiar o narcotráfico. No entanto, os americanos – bem
antes do governo Trump – têm em mãos evidências de ligação.
Propina
Em 2010, nas páginas de seu
indiciamento, o narcotraficante venezuelano Walid Makled afirma que teve em sua
folha de pagamento 40 generais e altos funcionários do governo chavista. Ele
apresentou documentos assinados por generais e ministros que aceitaram
pagamentos. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)
Estadão Conteúdo.
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