O inquérito foi autuado e
distribuído para a 60ª Promotoria de Justiça na quarta-feira (20), mesmo data
em que foi instalada a Comissão Especial, aprovada em plenário por 23 votos a
três um dia antes, com a finalidade de analisar o pedido de cassação da vereadora
petista feito por Matheus Faustino.
Inicialmente, o promotor de Justiça Afonso de Ligório Bezerra Júnior elencou
sete diligências à Fundação Capitania das Artes (Funcarte), concedendo dez dias
de prazo para atendimentos sobre requisições de documentos e prestação de
informações relacionadas a processos de quatro emendas parlamentares.
O promotor Afonso de Ligório Júnior que informação se todas essas contratações
tiveram suas despesas efetivamente realizadas, com empenho, liquidação e
pagamento, se no processo de contratação a Funcarte exerce algum controle de
legalidade das indicações realizadas pelos vereadores e se esses pleitos são
analisados pelo assessoramento jurídico do Município.
Os alvos das investigação são as emendas da vereadora Brisa Bracchi, que
destinou recursos públicos no montante de R$ 18 mil para a realização do evento
denominado “Rolê Vermelho”, ocorrido no dia 09 de agosto, na rua Princesa
Isabel, Cidade Alta e a emenda de R$ 31 mil da ex-vereadora Ana Paula,
totalizando R$ 49.000,00 de recursos públicos empregados no mesmo evento
político-partidário. Em suas redes sociais, a ex-vereadores disse que cancelou
a emenda para o “Rolê Vermelho”.
“Na apuração de possível ilegalidade na destinação ou execução de verbas
oriundas de emenda impositiva à LOA do Município de Natal é necessário
averiguar se foram observados os parâmetros normativos estabelecidos nas
decisões do STF”, informou o promotor Afonso de Ligório, considerando que se
estabeleceu uma longa lista de critérios que devem ser observados na execução
das emendas parlamentares individuais no âmbito da União, “mas que pode ser um
parâmetro válido para o poder legislativo regional e local”.
O promotor de Justiça excluiu da investigação cível a deputada estadual Isolda
Dantas PT), porque “os documentos oficiais publicados, não a identificam como
signatária de nenhuma das emendas .
Em relação à ex-vereadora Ana Paula, segundo o MP, como “não há ultratividade
dos mandatos parlamentares, há necessidade de requisição de informações ao
órgão público para compreender qual foi sua real participação na liberação das
emendas e qual o seu exato conhecimento do evento ao qual foi destinada a
emenda impositiva”.
Tribuna do Norte

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