A bancada federal do Rio Grande do Norte comentou a decisão do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), do Departamento do Tesouro dos EUA, de sancionar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sob a justificativa de que ele “usou seu cargo para autorizar detenções arbitrárias e suprimir a liberdade de expressão”, com base na Lei Global Magnitsky de Responsabilidade pelos Direitos Humanos.
Caso do líder da oposição no
Senado Federal, o senador potiguar Rogério Marinho, que lamentou “a atuação do
ministro Alexandre de Moraes — caracterizada por inquéritos intermináveis e
ordens judiciais que cerceiam a livre expressão e o devido processo legal —
tenha culminado nessa medida”.
Em nota nas redes sociais,
Rogério Marinho disse que “é constrangedor vê-lo incluído na mesma lista que
proscreve líderes de organizações como Hamas, PCC, Hezbollah e Al Qaeda”.
“Defendemos o respeito à
soberania nacional e à autodeterminação dos povos e repudiamos o uso
político-partidário do Judiciário, que mina a confiança pública e fragiliza a
democracia”, acrescentou Marinho, que considera “urgente que o STF retome seu
papel de guardião imparcial da Constituição, assegurando as liberdades civis e
evitando interpretações abusivas das normas”.
Já o deputado federal General
Girão (PL) reserva-se ao direito de não opinar, em função de estar respondendo
a um processo nas mãos desse ministro, mas destacou: “Apenas reafirmo que o
Brasil precisa de uma Justiça limpa e obediente às Leis do País. No caso,
depois de serem avaliados vários fatores, fico triste por ser a primeira vez
que somos submetidos a tamanha penalidade internacional. Algo sem precedentes”.
Deputado General Girão (PL) teme
escalada da crise | Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
Para Girão, o que mais o
preocupa “é a reação que pode haver de outros países e os danos que podemos
sofrer caso haja um escalonamento maior da crise”.
“Não se pode brincar no
Direito, principalmente quando envolve os objetivos e interesses de outras
Nações. No caso dos EUA, destaco apenas que o maior símbolo deles é a Estátua
da Liberdade. Não é recado dado, é uma atitude justa da maior democracia do mundo”,
finalizou Girão.
A deputada federal Carla
Dickson (União) sintetizou o episódio da sanção contra Moraes em sua página na
rede social Instagram, com uma frase: “A conta chegou para o ditador de toga!”.
Para a deputada federal
Natália Bonavides (PT) “o país que treinou agentes da ditadura para torturar
brasileiros agora ataca o judiciário do Brasil por punir quem tentou dar um
golpe”.
Bonavides disse que “não deixa
de ser coerente. Mas, nem por isso, deixa de ser absurdo. Mais vergonhoso ainda
é ver políticos brasileiros aplaudindo de pé. Viraram líderes de torcida de um
gringo que quer mandar no nosso país. Isso não é patriotismo é vassalagem”.
Deputada Nathália (PT) vê ataque ao
Judiciário | Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
O deputado federal Fernando
Mineiro (PT) entende que “a punição imposta pelo governo Trump ao ministro
Alexandre de Moraes é uma tentativa autoritária de intimidar o Supremo Tribunal
Federal, o Congresso e o Brasil com uma chantagem imperialista que, associada à
tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos a produtos que eles
importam do nosso país, tratam o Brasil como se fosse uma neocolônia”.
Mineiro opina que “não houve
diálogo, negociação, nem diplomacia nessas medidas que atacam a nossa soberania
nacional apenas para tentar livrar da justiça seus apoiadores que atacaram a
democracia brasileira”.
“Apesar dos anúncios, o
governo do presidente Lula continuará tentando negociar as tarifas para evitar
prejuízos às empresas, à população brasileira e à economia nacional”, encerrou.
Tribuna do Norte
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