Nessa quarta-feira (30),
quando o tarifaço ainda não havia sido oficialmente efetuado, algumas empresas
mandaram parte da frota ao mar. Segundo relato de um empresário à Jovem Pan
News Natal, que preferiu não ter o nome divulgado, dos seus dois barcos, somente
um foi ao mar, enquanto outras empresas que tinham seis barcos mandaram somente
dois. O temor é que, com a dificuldade de se vender para os Estados Unidos, os
peixes fiquem “encalhados” nos estoques ou sejam comercializados por valores
que não cubram os custos.
Atualmente, 80% da produção de
atum do Rio Grande do Norte tem como destino os Estados Unidos e são mais de
250 milhões de reais movimentados pela atividade, anualmente, com mais de 2,5
mil empregos. Os pescadores podem ser os primeiros afetados, devido à
possibilidade de que os barcos sequer sigam ao mar.
O empresário que teve contato
com a reportagem da Jovem Pan News Natal explicou que o semblante dos
profissionais está mudado e reflete a tensão. Boa parte dos pescadores são
arrimos de família e estão com o sustento em xeque. Os contratos de trabalho dessas
pessoas, inclusive, são um dos problemas que precisam ser equacionados pelos
empresários.
De acordo com os produtores,
as principais demandas iniciais ao Governo do Estado serão a isenção do ICMS
que incide sobre o combustível dos barcos até o fim do ano. Além disso, eles
também estão em contato com a Procuradoria do Trabalho buscando uma alternativa
para a suspensão dos contratos temporariamente e, como contrapartida, a
disponibilidade de cursos através do SENAI para os pescadores que não forem ao
mar. Desde o anúncio do tarifaço, os empresários também estão gastando sola do
sapato para ir até restaurantes e supermercados como forma de ampliar os
mercados e escoar o pescado.
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Júlio Pinheiro/Jornalista da
Jovem Pan News Natal
Tribuna do Norte
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