Feitas no início do mês, as
ameaças provocaram o fechamento do prédio. Um drone chegou a ser flagrado
sobrevoando a casa da presidente da OAB no domingo (20).
No dia 2 de julho, uma ameaça de ataque à sede da OAB-RJ levou
Ana Tereza a mandar fechar o prédio até o meio-dia da quinta-feira (3). A
sede da OAB-RJ fica na Avenida Marechal Câmara, 150, na região central da
cidade.
Na ocasião, a entidade
informou o cancelamento de todas as atividades previstas. A ameaça
estaria relacionada a extremistas e foi comunicada pelas forças de
segurança do estado.
No dia seguinte, o Grupo de
Bombas e Explosivos da Polícia Federal fez uma varredura no prédio, com apoio
do Grupamento Antibomba da Polícia Civil. Doze cães farejadores participaram da
ação. Após uma minuciosa inspeção o prédio de 12 andares da OAB, foi liberado e
o expediente voltou ao normal, no início da tarde.
Repúdio a ameaças
O Conselho Federal da OAB
repudiou as tentativas de intimidação dirigidas à Seccional do Rio de Janeiro,
dizendo que a advocacia não se curva a ameaças.
"Ana Tereza Basílio é uma
líder aguerrida, respeitada por sua trajetória em defesa das prerrogativas e
pelo compromisso com a advocacia fluminense. Qualquer tentativa de constranger
sua atuação ou de abalar a autonomia institucional da seccional afronta os
princípios democráticos e o livre exercício da profissão”, afirma nota do
Conselho Federal da entidade.
Em total e irrestrito apoio à
presidente e à advocacia do estado, a OAB Nacional reafirma que toda e qualquer
forma de coação será enfrentada com firmeza e união, acrescenta a nota.
Carta-bomba
Um episódio que marcou a
história da OAB foi a morte da secretária Lyda Monteiro da Silva, em 1980,
durante o regime militar. No dia 27 de agosto daquele ano, ela morreu ao
abrir uma carta-bomba. Segundo a Comissão da Verdade do Rio de Janeiro
(CEV-Rio), vinculada ao governo do estado, a correspondência era endereçada ao
então presidente da entidade, Eduardo Seabra Fagundes, mas foi aberta por Lyda,
que era secretária dele.
Na época, a OAB denunciava
desaparecimentos e tortura de perseguidos e presos políticos.
Agência Brasil
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