Isso significa que o perfil
populacional observado pelos recenseadores será incorporado na amostra
representativa de lares que são visitados pelos pesquisadores. As taxas de
desemprego divulgadas nos últimos meses podem sofrer alterações. A série
histórica foi iniciada em 2012.
“A reponderação da Pnad
Contínua em 2025 considera os totais populacionais das projeções de populações
divulgadas em 2024, que incorporam os resultados do último Censo, realizado em
2022. Como resultado, a série histórica dos indicadores será atualizada”,
informa o IBGE.
Um exemplo: se o Censo mostra
que há na população mais mulheres do que homens em determinada proporção, essa
mesma dimensão é levada para a amostra da Pnad. O censo anterior ao de 2022 foi
realizado em 2010.
Com o censo mais recente, o
IBGE projeta que a população brasileira em 2024 era de 212,6 milhões de
habitantes. No entanto, a Pnad estimava mais de 216 milhões. Por isso, é
necessária a reponderação.
Mercado de trabalho
A cada trimestre, 211 mil
domicílios em 3,5 mil municípios de todos os estados e do Distrito Federal são
visitados pelos pesquisadores. A Pnad se
propõe a ser a principal pesquisa sobre mercado de trabalho no país. Pelos
critérios do IBGE, só é considerada desocupada a pessoa que efetivamente
procura emprego.
O retrato do nível de ocupação
é feito em cima de informações coletadas de pessoas com 14 anos ou mais de
idade e leva em conta todas as formas de trabalho, seja emprego com ou sem
carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. É diferente
do Cadastro
Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do
Trabalho e Emprego, que traz dados apenas relacionados a trabalhadores com
carteira assinada.
>> Para entender mais a
mudança na divulgação da Pnad, a Agência Brasil preparou algumas perguntas e
respostas. Confira:
Por que haverá essa mudança?
Uma das principais finalidades
dos censos demográficos do IBGE é justamente a de atualizar os parâmetros
populacionais das pesquisas domiciliares por amostra de domicílios, como a Pnad
Contínua. Portanto, é uma rotina do IBGE atualizar suas pesquisas amostrais
após a realização dos censos demográficos decenais. Com a
reponderação, toda a série histórica da Pnad Contínua será atualizada.
É um procedimento comum,
costuma acontecer com qual periodicidade?
É uma rotina do IBGE e
acontece após os censos demográficos ou em algumas ocasiões especiais, por
exemplo no caso da pandemia de covid-19, que obrigou o instituto a utilizar a
coleta por telefones durante algum tempo, o que exigiu uma reponderação.
Institutos oficiais em outros
países também adotam essa prática?
Sim, as pesquisas amostrais de
diversos países são atualizadas após os censos demográficos.
As alterações na série
histórica devem ser significativas ou marginais (pequenas variações)?
Segundo o IBGE, o que foi
visto em reponderações anteriores da Pnad antiga e da Pnad Contínua é que não
houve mudanças significativas nos indicadores. Houve pequenas mudanças nos
números absolutos da população, que não acarretaram mudanças significativas nos
indicadores proporcionais. Na prática, a grande maioria dos percentuais apenas
teve mudanças na segunda ou terceira casa decimal.
Últimos dados
O dado de emprego mais recente
da Pnad, divulgado em 27 de junho, revelou que o Brasil alcançou a taxa de desocupação de 6,2% no trimestre
encerrado em maio, a menor da série histórica para o período.
Levando-se em consideração
qualquer período, a taxa mais baixa é de novembro de 2024, quando atingiu 6,1%.
A maior já registrada foi de 14,9%. Essa marca foi atingida em dois períodos:
nos trimestres móveis encerrados em setembro de 2020 e em março de 2021, ambos
durante a pandemia de covid-19.
O que o Censo mostrou
Maior e mais complexo retrato
da população brasileira, o Censo 2022 revelou
informações como:
população: 203.080.756
pessoas. Com essa informação, IBGE projeta que a população brasileira era de
212,6 milhões de habitantes em 2024.
mulheres são 51,5%; homens,
48,5%
vivem em área urbana 87,4% da
população; vivem em área rural, 12,6%.
pardos: 45,3%
brancos: 43,5%
pretos: 10,2%
indígenas: 0,6%
amarelos: 0,4%
Agência Brasil
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