Segundo pesquisadores do
Cepea, por causa dessa alta taxa, os produtores brasileiros poderão ser
forçados a redirecionar parte de sua produção para outros mercados, o que
deverá exigir “agilidade logística e estratégia comercial para mitigar os
prejuízos à cadeia produtiva nacional”.
Os Estados Unidos são o
principal destino das exportações de café do Brasil. Em 2024, eles importaram
cerca de 23% de café brasileiro, especialmente da variedade arábica, insumo
essencial para a indústria local de torrefação.
A Colômbia representou cerca
de 17% do total das importações norte-americanas, enquanto o Vietnã contribuiu
com aproximadamente 4%.
Para o Cepea, como os Estados
Unidos não produzem café, a elevação do custo de importação deve comprometer a
viabilidade de toda a cadeia interna, que envolve torrefadoras, cafeterias,
indústrias de bebidas e redes de varejo.
“O Cepea avalia que a eventual
entrada em vigor da tarifa tende a impactar não apenas a competitividade do
café nacional, mas também os preços ao consumidor norte-americano e a
formulação dos blends tradicionais, que utilizam os grãos brasileiros
como base sensorial e de equilíbrio”, diz comunicado do Cepea.
>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp
Tratativas
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou,
ontem (30), a proposta de taxação de produtos brasileiros comercializados
com os EUA. Mas a Ordem Executiva trouxe cerca de 700 exceções, como
suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves
civis.
O café não entrou nessa lista de exceções. Com isso, logo após
o anúncio de Trump, o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé) disse que
vai seguir em tratativas para que o café seja incluído na lista de produtos
brasileiros que vão ficar de fora da taxação.
Agência Brasil
0 comentários:
Postar um comentário