quinta-feira, 31 de julho de 2025

Vítima de agressão em elevador vai passar por cirurgia de reconstrução facial nesta sexta


A cirurgia de reconstrução facial de Juliana Soares, que foi brutalmente agredida com mais de 60 socos pelo ex-namorado, está marcada para esta sexta-feira (1º). O procedimento vai ser realizado no Hospital Universitário Onofre Lopes (Huol), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal. A mulher apresenta múltiplas fraturas na face e será submetida a um procedimento chamado osteossíntese, com o objetivo final de restabelecer a estética e a funcionalidade do rosto.

Juliana Soares passou por avaliação da equipe no Huol e será admitida ainda na tarde desta quinta-feira (31). A cirurgia está prevista para 8h da manhã e será realizada no centro cirúrgico da unidade, sob anestesia geral, por uma equipe multidisciplinar composta por cirurgiões-dentistas especialistas em cirurgia e traumatologia buco-maxilo-facial, além de anestesistas e profissionais de enfermagem.

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O responsável pela cirurgia, Kerlison Paulino de Oliveira, destaca que a paciente vem respondendo bem ao tratamento inicial. “Ela está evoluindo de forma satisfatória, com hematoma e edema em regressão, ainda com algumas dores decorrentes das fraturas em terço médio e inferior da face, porém controladas com analgésicos comuns. A paciente demonstrou tranquilidade e segurança durante a consulta ambulatorial”, disse o cirurgião-dentista.

Segundo o profissional, o procedimento irá contemplar a redução e fixação das fraturas com o uso de miniplacas e miniparafusos, além de uma revisão nas estruturas nasais. “Trata-se de uma cirurgia necessária para reconstrução das áreas fraturadas, buscando o restabelecimento da estética e da função”, explica Kerlison Paulino.

Atendimento seguro e humanizado

O hospital dispõe de toda a estrutura técnica e científica para garantir o atendimento seguro e humanizado da paciente. “Ela terá assistência desta especialidade, da Enfermagem e, eventualmente, das áreas que a equipe responsável julgar necessárias. Teremos como objetivo proporcionar a melhor recuperação possível após esta ocorrência tão lamentável”, reforça o cirurgião.

A cirurgia também busca prevenir possíveis sequelas decorrentes da violência física sofrida pela paciente. Após o procedimento, Juliana será acompanhada pela equipe do Huol-UFRN/Ebserh pelo tempo adequado para sua recuperação. A previsão inicial é de permanência de dois dias no hospital, podendo haver ajustes conforme a evolução clínica dela.

O cirurgião-dentista Kerlison Paulino destaca que o propósito é realizar todo o reparo em um único tempo cirúrgico. “Estamos planejando a resolução do caso em um único tempo cirúrgico, mas não podemos descartar a possibilidade de outra abordagem. A paciente está ciente”, afirma. Ele acrescenta que, em casos como esse, o tempo para a realização da cirurgia é fundamental. “Nessas condições, os ossos se encaixam perfeitamente, possibilitando o melhor reparo ósseo e evitando deformidades e sequelas”, esclarece o especialista.

O profissional ressalta, ainda, o compromisso da equipe da cirurgia buco-maxilo-facial com a ética e o cuidado integral da paciente. “Acompanhamos este caso desde o atendimento inicial e estamos conduzindo cada passo de uma forma cuidadosa, responsável e, acima de tudo, ética, sempre buscando minimizar os riscos e traumas decorrentes do evento inicial e mantendo a confiança e respeito mútuos na relação profissional-paciente”, finaliza Kerlison Paulino.

Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial

O Programa de Residência em Cirurgia e Traumatologia Buco-Maxilo-Facial da UFRN, em funcionamento desde 2010, oferece atendimento a casos de média e alta complexidade, incluindo vítimas de violência. Com uma equipe altamente especializada, o serviço proporciona formação de excelência a residentes de todo o Brasil, integrando ensino e assistência de qualidade. Ao longo desses 15 anos, inúmeros pacientes passaram por intervenções cirúrgicas e tiveram suas faces reconstituídas.

Tribuna do Norte

PF deflagra operação contra crimes de abuso sexual infantil no RN


A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (31/7), a 13ª e 14ª fases da Operação UIRAÇU, com o objetivo de combater o armazenamento e o compartilhamento de mídias contendo cenas de abuso sexual infantil na internet.

As ações ocorreram nos municípios de Natal/RN e Macau/RN, onde foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Durante as diligências, foram apreendidos computadores e aparelhos celulares, que serão submetidos à perícia técnica especializada.

Os crimes investigados estão previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA, cujas penas somadas podem chegar a 10 anos de reclusão.

Tribuna do Norte

Planos de saúde vão atender pacientes do SUS a partir de agosto; entenda


A partir de agosto, os pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) poderão ser atendidos por hospitais e clínicas da rede privada vinculada a planos de saúde. A medida faz parte do programa Agora Tem Especialistas e busca reduzir filas no SUS utilizando a estrutura da rede privada.

Nesse primeiro momento a expectativa é de que, cerca de R$ 750 milhões em dívidas de ressarcimento acumuladas por operadoras de saúde com o SUS sejam convertidas diretamente em atendimentos à população. Os serviços serão concentrados em áreas com maior demanda: oncologia, cardiologia, ginecologia, ortopedia, oftalmologia e otorrinolaringologia.

A iniciativa foi oficializada na última segunda-feira (29), por meio de uma portaria conjunta do Ministério da Saúde, Advocacia-Geral da União (AGU) e Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

Como vai funcionar o atendimento?

Os atendimentos serão realizados na rede conveniada aos planos de saúde que aderirem ao programa. A participação das operadoras é voluntária, mas para participar será necessário comprovar capacidade técnica e estrutura compatível com as demandas do SUS.

Estados e municípios poderão solicitar os serviços conforme suas necessidades locais. O governo vai disponibilizar uma lista, como uma espécie de “prateleira” de atendimentos especializados, com os procedimentos oferecidos pelas operadoras. A partir de então, os hospitais conveniados aos planos de saúde já poderão iniciar os atendimentos.

O modelo prevê que os atendimentos sigam pacotes completos, chamados de Ofertas de Cuidados Integrados (OCIs), que incluem a consulta, os exames e eventuais cirurgias. As operadoras só serão remuneradas após a conclusão do ciclo completo de atendimento.

Adesão dos planos

As operadoras deverão solicitar adesão ao programa por meio da plataforma InvestSUS, do Ministério da Saúde. A proposta será analisada com base na capacidade de atendimento, na adequação da oferta à demanda local e na regularidade fiscal da empresa.

Para participar, os planos precisam oferecer no mínimo 100 mil atendimentos por mês. Planos de menor porte, em regiões com baixa cobertura, poderão ser autorizados com volume mínimo de 50 mil atendimentos mensais.

A ANS manterá a fiscalização sobre as operadoras. O governo afirma que o programa não afetará o atendimento dos clientes privados. “Não há qualquer espaço para que operadoras deixem de atender sua carteira de clientes para priorizar o SUS”, disse a diretora-presidente da ANS, Carla de Figueiredo Soares.

“Pelo contrário, é do interesse das operadoras que aderirem ao programa ampliar sua capacidade de atendimento, beneficiando tanto os usuários dos planos quanto os pacientes do SUS”, complementou a diretora.

Sobre o ressarcimento

O ressarcimento ao SUS ocorre quando um paciente de plano de saúde é atendido pela rede pública e a operadora não cobre o custo. Atualmente, esses valores são destinados ao Fundo Nacional de Saúde. Com o novo modelo, passam a ser compensados com prestação de serviços, beneficiando diretamente os usuários do sistema público.

“É a primeira vez na história do SUS que implementamos um mecanismo como esse. As dívidas que antes iam para o Fundo Nacional de Saúde, mas não se convertiam em atendimento, agora viraram ações concretas para reduzir tempo de espera por atendimento e dar dignidade a quem mais precisa”, disse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Após os atendimentos, as operadoras receberão um Certificado de Obrigação de Ressarcimento (COR), que será usado para abater as dívidas existentes com o sistema público.

Tribuna do Norte

Dia do Vira-Lata: de símbolo do abandono a queridinho dos lares brasileiros


Caramelo, pretinho, fiapo de manga… Esses são apenas alguns dos apelidos carinhosos dados aos vira-latas que conquistaram o coração dos brasileiros. Celebrado neste 31 de julho, o Dia do Vira-Lata homenageia a diversidade e a autenticidade dos cães sem raça definida, que estão presentes em 42% dos lares com animais de estimação no Brasil, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O termo “vira-lata” nasceu como uma referência a animais abandonados, mas, com o tempo, passou a representar a miscigenação e o charme dos Sem Raça Definida (SRDs), direcionado a cães e gatos de origens variadas, muitas vezes resgatados das ruas e cheios de personalidade.

Além de carismáticos, os vira-latas também são conhecidos pela robustez e resistência. Segundo a veterinária Millena Ferreira, isso se deve à ampla diversidade genética desses animais. “Não é que o vira-lata não fique doente, mas sua genética é tão variada que ele tem menos chances de desenvolver doenças hereditárias”, explica.

Entre as nomenclaturas relacionadas aos vira-latas, o caramelo é o mais famoso, com estereótipo de pelagem curta e tom amarelado, o cão ganhou tanta popularidade nacional que o termo “Vira-Lata Caramelo” foi proposto como patrimônio cultural imaterial do Brasil.

Entre os animais SRD, se destacam:

1. Caramelo

Cachorro com a língua de fora

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Mel, fêmea, disponível para adoção | Foto: ASPANCachorro com a língua para fora

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Spike, macho, disponível para adoção | Foto: ASPANCachorro com a língua de fora

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.Xerife, macho, disponível para adoção | Foto: ASPAN

Geralmente com porte médio, pelagem curta, orelhas caídas e tom amarelado, o vira-lata Caramelo foi o pioneiro no movimento que da nome aos animais sem raça definida.

2. Estopinha ou Fiapo de Manga

Cachorro com a língua de fora

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.Kinota, fêmea, disponível para adoção | Foto: ASPANCachorro em pé olhando para o lado

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.Henrique, macho, disponível para adoção | Foto: ASPANCachorro com a boca aberta

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.Vini, fêmea, disponível para adoção | Foto: ASPAN

De porte médio ou pequeno, conhecido pelos seus pelos bagunçados e espaçados, esse pet vem ganhando cada vez mais notoriedade. Seu apelido foi aderido pelo formato do pelo ser parecido com fiapos de manga.

3. Pretinho

Cachorro com coleira

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.Bartô, macho, disponível para adoção | Foto: ASPANCachorro sentado na cadeira

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.Amon, macho, disponível para adoção | Foto: ASPANCachorro sentado na grama

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.Bruna, fêmea, disponível para adoção | Foto: ASPAN

O animal de pelagem preta e geralmente com pequenos traços de outra cor também é um dos vira-latas mais encontrados em todo o país.

4. Mascarado

Cachorro com a boca aberta

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.Maestro, macho, disponível para adoção | Foto: ASPANCachorro em pé olhando para o lado

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.Filó, fêmea, disponível para adoção | Foto: ASPANCachorro com a língua de fora

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.Lorena, fêmea, disponível para adoção | Foto: ASPAN

Conhecido por ter o entorno dos olhos de cor diferente da maior parte do corpo, esse vira-latinha de porte médio e com coloração diversificada pode ser encontrado pelas ruas e casas dos brasileiros.

Conscientização e adoção de animais de rua

No Rio Grande do Norte desde 2018, a Associação de Proteção aos Animais (ASPAN) atua como uma Organização Não Governamental (ONG) que abriga em torno de 215 cães e 125 gatos. Trabalhando com o objetivo de colaborar no resgate, tratamento e doação de animais de rua, na elaboração de políticas públicas e na educação para a posse responsável. Desde sua inauguração, a Aspan já encaminhou mais de 1.100 animais para lares responsáveis.

A presidente da ASPAN, Rose Guerra, relata que a ONG já enfrenta superlotação, mas que ainda acolhem casos graves, como animais atropelados ou mães com filhotes recém-nascidos. “Quando tiramos um animal da rua, a gente não está apenas resgatando uma vida. A gente evita transmissão de zoonoses, evita acidentes, conflitos com humanos e impactos ambientais. Os dejetos desses animais passam a ser tratados, e isso também colabora com a saúde da comunidade”, relata.

Segundo Rose, apenas na Grande Natal estima-se que mais de 3 milhões de animais estejam nas ruas. “Nosso maior desejo é que esses animais sejam adotados. Todo o trabalho que fazemos é por eles, com muito amor, mas o objetivo final é vê-los em um lar seguro, recebendo carinho e cuidados”, conclui.

Como adotar um animal pela ASPAN
A adoção pode ser feita de forma simples e responsável. Veja os passos:

Acesse o site https://www.aspan-rn.org/ para ver fotos e perfis dos animais disponíveis (cães e gatos).

Preencha o formulário de adoção disponível no próprio site. Ele é analisado previamente pela equipe.

Envie documentos básicos: cópia do RG ou CNH e comprovante de residência atual.

Grave um vídeo do local onde o animal vai viver, para que a equipe possa verificar se o ambiente é seguro (sem rotas de fuga).

Passe por uma entrevista, que pode ser feita por telefone ou presencialmente.

Acompanhe os eventos de adoção que acontecem aos fins de semana, divulgados nas redes sociais da ONG.

O contato também pode ser feito pelas redes sociais ou WhatsApp para tirar dúvidas ou manifestar interesse:
WhatsApp: (84) 99108-0750
Instagram: @aspan.rn

Tribuna do Norte

RN tem 22 mil estudantes endividados com faculdades; 40% já trancaram curso por não conseguirem pagar


Um levantamento recente do Serasa revelou que 22.027 estudantes do Rio Grande do Norte possuem dívidas em aberto com faculdades e universidades. A pesquisa, realizada em parceria com a Opinion Box, também mostrou que 4 em cada 10 universitários brasileiros já trancaram seus cursos por não conseguirem pagar as mensalidades. Os dados fazem parte de uma campanha do Serasa voltada para a compreensão da vida financeira dos universitários, bem como a renegociação de pendências financeiras com instituições de ensino superior.

No RN, estão disponíveis atualmente 63.892 ofertas de negociação específicas para estudantes endividados, com possibilidade de descontos que podem chegar a 95%. Ao todo, 51 instituições de ensino participam da ação no estado.

A região Nordeste concentra mais de 518 mil universitários com dívidas junto às instituições de ensino superior, para os quais foram reunidas mais de 1,4 milhão de ofertas de negociação, com condições especiais e descontos que podem chegar a 95%.

Impactos da inadimplência

A inadimplência estudantil tem causado impactos não apenas na continuidade da formação acadêmica, mas também no bem-estar emocional dos alunos. Segundo o estudo, 48% dos entrevistados relataram sintomas como ansiedade, insônia e estresse decorrentes das dívidas.

Ainda segundo a Serasa, o desemprego é o principal fator apontado pelos estudantes como causa do endividamento, seguido por questões familiares ou pessoais e redução de renda. A nível nacional, mais de 2,8 milhões de universitários têm dívidas com instituições de ensino, e cerca de 7,8 milhões de ofertas de negociação foram disponibilizadas em parceria com 77 instituições acadêmicas, como Estácio, Anhanguera e Pravaler

A campanha acontece em meio ao período de rematrículas e visa oferecer condições facilitadas para que os estudantes possam regularizar sua situação financeira e retomar os estudos. As ofertas estão disponíveis na plataforma Serasa Limpa Nome e podem ser acessadas de forma online, por meio do site, aplicativo ou WhatsApp da empresa.

Tribuna do Norte

Preços de ingredientes para sopas diminuem no inverno


O Índice de Preços dos Supermercados (IPS), elaborado pela Associação Paulista de Supermercados (APAS) em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), registrou deflação de 6,03% no preço dos produtos in natura em junho. Na categoria dos legumes, a queda foi 5,99%, enquanto os tubérculos apresentaram redução ainda maior, de 6,82%.

Os destaques na subcategoria dos legumes ficaram para a cenoura (-17,62%), beterraba (-17,11%), chuchu (-12,69%) e mandioca (-5,96%). Na subcategoria dos tubérculos, os principais recuos apresentados em junho ficaram para a batata (-11,07%), cebola (-5,09%) e alho (-1,59%).

“A queda nos preços está ligada à melhoria nas condições de oferta, especialmente na produção agrícola. Em 2025, as chuvas bem distribuídas nos primeiros meses do ano favoreceram o desempenho de diversas culturas, resultando em maior oferta e alívio nos preços”, disse o economista-chefe da APAS, Felipe Queiroz.

As proteínas também tiveram quedas dos preços, como carnes bovinas e frango. Entre os cortes bovinos, destacaram as reduções no acém (-3,58%), coxão mole (-1,83%) e costela (-1,12%). O frango apresentou queda de 1,97% e o arroz com deflação de 2,40%.

Agência Brasil

Engenheiro Sérgio Rodrigues toma posse como novo presidente da Caern; conheça prioridades


Sérgio Eduardo Rodrigues da Silva é o novo diretor-presidente da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern). Ele foi oficialmente empossado no cargo nesta quinta-feira (31), bem como se tornou membro do Conselho de Administração da empresa.

A indicação dele ao cargo foi apresentada por meio de ofício do Gabinete Civil do Governo do Estado e aprovada, na última segunda-feira (28), durante reunião do Conselho de Administração da Caern. Sérgio Rodrigues substitui Roberto Linhares, que estava à frente da instituição desde 2019.

De saída da Caern, presidente descarta fim de contrato entre Natal e companhia

Engenheiro civil formado pela UFRN, Sérgio tem mais de 30 anos de experiência nos setores público e privado. Antes de chegar à Caern, em 2019, como Diretor de Empreendimentos, foi secretário de Administração e de Infraestrutura da Prefeitura de Canguaretama. Sua carreira inclui ainda projetos de habitação social e eficiência energética em iluminação pública.

O novo presidente aponta quatro prioridades para sua gestão:

Implantação de método não destrutivo para aprimorar a execução e manutenção de serviços urbanos, eliminando a necessidade de abrir buracos;

Controle e redução de perdas;

Agilidade nos processos de viabilidade técnica;

Relacionamento com Municípios.

Tribuna do Norte

Montadoras apoiam decisão que limita importação de carros elétricos


As montadoras de carros sediadas no Brasil apoiaram a decisão do governo que reduziu o prazo para estabelecer em 35% a alíquota de importação de veículos elétricos ou híbridos desmontados e que fixou cota para as empresas trazerem esses tipos de carros com isenção de impostos.

Segundo o governo, foram acatadas, em parte, as demandas das montadoras sediadas no Brasil e dos importadores em fase de instalação de fábricas no país, como a chinesa BYD.  

A decisão impacta a disputa pelo mercado brasileiro que colocou, de um lado, a fabricante chinesa BYD, liderança em carros elétricos, contra as montadoras Toyota, General Motors, Volkswagen e Stellantis, que vinham pedindo ao governo para limitar as importações dos veículos elétricos ou híbridos.

A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) pediu para reduzir de julho de 2028 para julho de 2026 o prazo máximo de transição para elevar as alíquotas de importação desses veículos desmontados para 35%.

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Em decisão tomada nessa quarta-feira (30), o governo atendeu, em parte, o pleito da associação, antecipando a elevação da alíquota para janeiro de 2027, mas não para julho de 2026, como queriam as montadoras. Ainda assim, o presidente da Anfavea, Igor Calvet, agradeceu os ministérios envolvidos da decisão.

“[A mudança] é o máximo aceitável sem colocar em risco os investimentos atuais e futuros da cadeia automotiva nacional. Nós esperamos que essa discussão esteja definitivamente encerrada, sem qualquer possibilidade de renovação”, afirmou Calvet, em comunicado.

A Agência Brasil procurou a BYD para posicionamento e aguarda retorno.

Gecex

O Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Externo (Camex), que reúne representantes de 10 ministérios, decidiu ainda aplicar cotas adicionais de importação com alíquota zero para veículos desmontados (CKD) e semidesmontados (SKD), pelo prazo de 6 meses, no valor máximo de US$ 463 milhões.

“Com a antecipação do cronograma, o Gecex busca adequar a política tarifária aos investimentos esperados para os próximos anos no setor automotivo do país, trazendo novas tecnologias para o consumidor e cada vez mais adensamento à cadeia produtiva nacional”. Informou, em nota, o Comitê.

A cota para importação sem tarifas compensa, também em parte, o fato de o governo não atender o pedido da BYD para reduzir a alíquota enquanto termina de construir a fábrica em Camaçari (BA). A companhia chinesa também alega que não tinha sentido pagar, para carros desmontados, a mesma tarifa paga para carros prontos importados.

Disputa de mercado

Nessa semana, as montadoras Toyota, General Motors, Volkswagen e Stellantis divulgaram carta enviada, ainda em junho, para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No documento, elas alegavam que o pleito da BYD colocaria em risco os investimentos e empregos do setor, representando uma concorrência desleal.

Já a BYD, em nota, informou que as montadoras citadas estavam chantageando o governo para manter o mercado fechado à novas concorrentes.

“Agora, chega uma empresa chinesa que acelera fábrica, baixa preço e coloca carro elétrico na garagem da classe média, e os dinossauros surtam”, disse a BYD.

No comunicado divulgado após decisão da Gecex-Camex, o presidente da Anfavea defendeu que os novos atores que entram no mercado brasileiro de carros devem ingressar “de forma justa e competitiva”.

“Certamente, todos serão muito bem recebidos, inclusive no âmbito da entidade [Anfavea], que congrega todos os fabricantes nacionais. Temos a certeza de que esse movimento que fizemos, junto com parlamentares, governadores dos estados, com os trabalhadores, com o sindicato que representa a indústria de autopeças nacionais, com a AEA [Associação Brasileira de Engenharia Automotiva], serviu para demonstrar a força da indústria Automotiva nacional”, completou.

Transição

Em 2023, os carros elétricos e híbridos importados ainda não pagavam qualquer tarifa de importação, enquanto carros a combustão prontos importados pagavam tarifa de 35%.

Em uma estratégia de forçar a instalação de fábricas no Brasil, o governo decidiu criar uma regra de transição para elevar a tarifa, ano a ano, até chegar aos 35% em 2028. Segundo o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckimin, o resultado da política foi positivo.

“Você tem inúmeras empresas abrindo fábricas no Brasil. Você tem a chinesa GWM, em Indianópolis (SP), que comprou a fábrica que estava fechada na Mercedes-Benz. Teve a BYD em Camaçari (BA), que adquiriu a fábrica que era da Ford”, disse em coletivo no início da semana.

Setor cafeeiro pode ser forçado a redirecionar produção, diz Cepea/USP


A partir de 6 de agosto, a exportação do café brasileiro para os Estados Unidos passará a ser taxada em 50%. Enquanto permanece batalhando para ficar de fora da lista de produtos brasileiros que vão ser taxados pelo governo norte-americano, o setor cafeeiro nacional segue marcado por incertezas, informou o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da Universidade de São Paulo (USP).

Segundo pesquisadores do Cepea, por causa dessa alta taxa, os produtores brasileiros poderão ser forçados a redirecionar parte de sua produção para outros mercados, o que deverá exigir “agilidade logística e estratégia comercial para mitigar os prejuízos à cadeia produtiva nacional”.

Os Estados Unidos são o principal destino das exportações de café do Brasil. Em 2024, eles importaram cerca de 23% de café brasileiro, especialmente da variedade arábica, insumo essencial para a indústria local de torrefação.

A Colômbia representou cerca de 17% do total das importações norte-americanas, enquanto o Vietnã contribuiu com aproximadamente 4%.

Para o Cepea, como os Estados Unidos não produzem café, a elevação do custo de importação deve comprometer a viabilidade de toda a cadeia interna, que envolve torrefadoras, cafeterias, indústrias de bebidas e redes de varejo.

“O Cepea avalia que a eventual entrada em vigor da tarifa tende a impactar não apenas a competitividade do café nacional, mas também os preços ao consumidor norte-americano e a formulação dos blends tradicionais, que utilizam os grãos brasileiros como base sensorial e de equilíbrio”, diz comunicado do Cepea.


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Tratativas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou, ontem (30), a proposta de taxação de produtos brasileiros comercializados com os EUA. Mas a Ordem Executiva trouxe cerca de 700 exceções, como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis.

O café não entrou nessa lista de exceções. Com isso, logo após o anúncio de Trump, o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé) disse que vai seguir em tratativas para que o café seja incluído na lista de produtos brasileiros que vão ficar de fora da taxação.

Agência Brasil

Setor da pesca quer isenção de ICMS e suspensão de contratos de trabalho para sobreviver a tarifaço


O setor de Pesca do Rio Grande do Norte é o mais afetado pelo tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Durante a manhã desta quinta-feira (31), o presidente do Sindicato da Indústria de Pesca do Estado (Sindipesca RN), Arimar Filho, e outras lideranças do setor estiveram em reunião na Federação das Indústrias para discutir estratégias que possam minimizar os dados causados ao setor. Entre as principais reivindicações da categoria, estão a isenção do ICMS que incide sobre o combustível dos barcos até o fim do ano e a suspensão de contratos de trabalho.

Nessa quarta-feira (30), quando o tarifaço ainda não havia sido oficialmente efetuado, algumas empresas mandaram parte da frota ao mar. Segundo relato de um empresário à Jovem Pan News Natal, que preferiu não ter o nome divulgado, dos seus dois barcos, somente um foi ao mar, enquanto outras empresas que tinham seis barcos mandaram somente dois. O temor é que, com a dificuldade de se vender para os Estados Unidos, os peixes fiquem “encalhados” nos estoques ou sejam comercializados por valores que não cubram os custos.

Atualmente, 80% da produção de atum do Rio Grande do Norte tem como destino os Estados Unidos e são mais de 250 milhões de reais movimentados pela atividade, anualmente, com mais de 2,5 mil empregos. Os pescadores podem ser os primeiros afetados, devido à possibilidade de que os barcos sequer sigam ao mar.

O empresário que teve contato com a reportagem da Jovem Pan News Natal explicou que o semblante dos profissionais está mudado e reflete a tensão. Boa parte dos pescadores são arrimos de família e estão com o sustento em xeque. Os contratos de trabalho dessas pessoas, inclusive, são um dos problemas que precisam ser equacionados pelos empresários.

De acordo com os produtores, as principais demandas iniciais ao Governo do Estado serão a isenção do ICMS que incide sobre o combustível dos barcos até o fim do ano. Além disso, eles também estão em contato com a Procuradoria do Trabalho buscando uma alternativa para a suspensão dos contratos temporariamente e, como contrapartida, a disponibilidade de cursos através do SENAI para os pescadores que não forem ao mar. Desde o anúncio do tarifaço, os empresários também estão gastando sola do sapato para ir até restaurantes e supermercados como forma de ampliar os mercados e escoar o pescado.

Leia mais:

Taxação dos EUA atinge oito dos 10 produtos mais exportados pelo RN

Júlio Pinheiro/Jornalista da Jovem Pan News Natal

Tribuna do Norte

ALRN capacita servidores em contratação integrada e semi-integrada para obras e serviços


Crédito da(s) Foto(s): Eduardo Maia
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte (ALRN) promove nesta quinta (31) e sexta-feira (1), o curso “Contratação de Obras e Serviços de Engenharia com Ênfase na Contratação Integrada e Semi-Integrada”, voltado à capacitação técnica dos servidores da Casa, orientada pelo presidente Ezequiel Ferreira (PSDB). Com carga horária de 16 horas, o treinamento reúne representantes de diversas unidades administrativas e técnicas.
 
A capacitação, ministrada por Rafael Jardim, auditor do TCU, tem como objetivo atualizar os participantes quanto às novas exigências e possibilidades trazidas pela Lei nº 14.133/2021, conhecida como a nova Lei de Licitações e Contratos Administrativos. O foco principal está nos regimes de contratação integrada e semi-integrada, modalidades que vêm ganhando destaque por possibilitarem maior eficiência na execução de obras públicas, ao transferirem à contratada a responsabilidade por etapas do projeto básico e executivo.
 
Além disso, o curso aborda de forma aprofundada temas essenciais como elaboração de projetos de engenharia, gestão contratual, aditivos, reajustes e a definição da matriz de riscos, proporcionando uma visão ampla e estratégica para os servidores que atuam no planejamento, fiscalização e condução de processos licitatórios.
 
“Este treinamento reforça o compromisso contínuo da Assembleia com a qualificação dos seus servidores, seguindo a diretriz do presidente Ezequiel Ferreira de investir em uma gestão cada vez mais eficiente e técnica”, afirmou Pedro Cascudo, diretor administrativo e financeiro da ALRN.
 
Participam da capacitação servidores das seguintes unidades da ALRN: Diretoria Administrativa e Financeira, Procuradoria-Geral, Controladoria, Coordenação de Infraestrutura e Apoio Logístico, Coordenação de Compras e Patrimônio, Divisão de Arquitetura e Engenharia, Divisão de Planejamento das Contratações, Divisão de Contratos e Convênios, e Divisão de Licitações.

Contas públicas têm déficit de R$ 47,1 bilhões em junho


As contas públicas fecharam o mês de junho com saldo negativo, com déficit em todas as esferas de governo. O setor público consolidado – formado por União, estados, municípios e empresas estatais – registrou déficit primário de R$ 47,091 bilhões no mês passado.

Houve aumento no déficit do mês em relação a junho de 2024, quando as contas fecharam com R$ 40,873 bilhões negativo. Nessa comparação interanual, houve crescimento de despesas em ritmo maior que as receitas.

As Estatísticas Fiscais foram divulgadas nesta quinta-feira (31) pelo Banco Central (BC). O déficit primário representa o resultado negativo das contas do setor público (despesas menos receitas), desconsiderando o pagamento dos juros da dívida pública.

Apesar do resultado negativo do mês, no acumulado de 2025, o setor público consolidado registra superávit primário de R$ 22,029 bilhões. No primeiro semestre do ano passado, houve um resultado negativo de R$ 43,448 bilhões, que agora se tornou positivo, com uma melhora de R$ 65,5 bilhões.

De acordo com BC, parte relevante dessa melhora tem influência do calendário de pagamento de precatórios (dívidas com sentenças judiciais definitivas) do governo federal. No ano passado, houve antecipação do pagamento em fevereiro, contribuindo para o déficit no primeiro semestre. Para este ano, está previsto o pagamento de R$ 63 bilhões em precatórios neste segundo semestre do ano.

Em 12 meses - encerrados em junho - as contas acumulam resultado positivo de R$ 17,925 bilhões, o que corresponde a 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país).

Em 2024, as contas públicas fecharam o ano com déficit primário de R$ 47,553 bilhões, 0,4% do PIB.

Esferas de governo

Em junho último, a conta do Governo Central teve déficit primário de R$ 43,527 bilhões ante resultado negativo de R$ 40,188 bilhões em junho de 2024. Nessa comparação, as receitas permaneceram estáveis, com redução no recolhimento de dividendos de empresas estatais e bancos públicos, enquanto as despesas aumentaram em 1,6%.

O montante difere do resultado divulgado nesta quarta-feira (30) pelo Tesouro Nacional, de déficit de R$ 44,296 bilhões, porque o BC usa uma metodologia diferente, que leva em conta a variação da dívida dos entes públicos.

Os governos estaduais registraram déficit no mês de junho de R$ 1,354 bilhão, ante superávit de R$ 2,011 bilhões em junho do ano passado, também em razão do crescimento de despesas maior que as receitas. Já os governos municipais tiveram resultado positivo de R$ 400 milhões em junho deste ano. No mesmo mês de 2024, houve déficit de R$ 954 milhões para esses entes.

Com isso, contribuindo para aumentar o déficit das contas públicas, no total, os governos regionais - estaduais e municipais - tiveram déficit de R$ 954 milhões em junho passado contra resultado positivo de R$ 1,057 bilhão no mesmo mês de 2024.

As empresas estatais federais, estaduais e municipais - excluídas dos grupos Petrobras e Eletrobras – também contribuíram para o aumento do déficit das contas consolidadas, com o resultado negativo de R$ 2,610 bilhões em junho. No mesmo mês de 2024, o déficit foi R$ 1,742 bilhão.

Despesas com juros

Os gastos com juros ficaram em R$ 61,016 bilhões no mês passado, uma redução de cerca de R$ 30 bilhões em relação aos R$ 94,851 bilhões registrados em junho de 2024. De acordo com o BC, não é comum a conta de juros apresentar grandes variações, especialmente negativas, já que os juros são apropriados por competência, mês a mês.

Mas, no resultado, há os efeitos das operações do Banco Central no mercado de câmbio (swap cambial, que é a venda de dólares no mercado futuro) que, neste caso, contribuíram para a melhora da conta de juros em junho. Os resultados dessas operações são transferidos para o pagamento dos juros da dívida pública, como receita quando há ganhos e como despesa quando há perdas.

Em junho de 2024, as operações de swap tiveram perda de R$ 28,6 bilhões, enquanto em junho deste ano houve ganho de RS 20,9 bilhões, reduzindo a conta de juros. Sem esses resultados, a conta de juros teria um aumento de R$ 15,7 bilhões na comparação interanual, em razão da alta taxa básica de juros, a Selic, e do próprio crescimento da dívida no período.

Com isso, o resultado nominal das contas públicas – formado pelo resultado primário e os gastos com juros – caiu na comparação interanual. No mês de junho, o déficit nominal ficou em R$ 108,107 bilhões contra o resultado negativo de R$ 135,724 bilhões em igual mês de 2024.

Em 12 meses encerrados em junho, o setor público acumula déficit R$ 894,388 bilhões, ou 7,3% do PIB. O resultado nominal é levado em conta pelas agências de classificação de risco ao analisar o endividamento de um país, indicador observado por investidores.

Dívida pública

A dívida líquida do setor público - balanço entre o total de créditos e débitos dos governos federal, estaduais e municipais - chegou a R$ 7,702 trilhões em junho, o que corresponde a 62,9% do PIB. É o maior valor da dívida na série histórica do BC, iniciada em dezembro de 2001. No mês anterior, maio, o percentual da dívida líquida em relação ao PIB estava em 62% (R$ 7,547 trilhões).

crescimento se deve ao déficit nominal do mês e à apreciação cambial de 4,4% em junho. Como o país é credor em moeda estrangeira, um aumento do dólar significa aumento da dívida líquida.

No mês de junho deste ano, a dívida bruta do governo geral (DBGG) - que contabiliza apenas os passivos dos governos federal, estaduais e municipais - chegou a R$ 9,388 trilhões ou 76,6%, com aumento em relação ao mês anterior - R$ 9,264 trilhões ou 76,1% do PIB. Assim como o resultado nominal, a dívida bruta é usada para traçar comparações internacionais.

Agência Brasil

 

Farmácia Popular: prazo para renovação de credenciamento termina hoje


Farmácias e drogarias que já integram o Programa Farmácia Popular do Brasil têm até esta quinta-feira (31) para renovar seu credenciamento. Em nota, o Ministério da Saúde informou que a medida é obrigatória para todos os estabelecimentos que desejam manter-se aptos a ofertar medicamentos e insumos pelo programa.

“A medida foi retomada em abril de 2025, reforçando as ações de monitoramento em curso do Farmácia Popular para evitar irregularidades e garantir o pleno acesso do serviço à população”, informou a pasta no comunicado. A renovação do credenciamento, segundo o ministério, havia sido interrompida em 2018.

Para conferir a documentação exigida, os estabelecimentos devem acessar o sistema online do Farmácia Popular e seguir orientações disponíveis no site do Ministério da Saúde. A renovação cadastral é realizada por meio do sistema da Caixa Econômica FederalNenhuma taxa é cobrada.

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Entenda

De acordo com o ministério, atualmente, o Farmácia Popular oferece 41 itens gratuitos, incluindo medicamentos para o tratamento de doenças como diabetes, hipertensão, asma, osteoporose e dislipidemia, além de contraceptivos, fraldas geriátricas e absorventes higiênicos.

“O Farmácia Popular tem sido um importante aliado do Sistema Único de Saúde (SUS), contribuindo para o tratamento contínuo de doenças crônicas e a redução da demanda por atendimentos de urgência. A manutenção de uma rede ativa e regularizada de farmácias credenciadas é fundamental para garantir o sucesso do programa”, avaliou a pasta.

Agência Brasil 

IBGE: taxa de desemprego cai para 5,8%, a menor já registrada


O Brasil atingiu no segundo trimestre do ano a taxa de desemprego de 5,8%. É o menor patamar já registrado pela série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2012. O dado faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (31). O levantamento mostra ainda que o país bateu recorde de emprego com carteira e salário do trabalhador.

A menor taxa de desocupação pertencia a novembro de 2024, com 6,1%. No primeiro trimestre de 2025, o índice estava em 7%. Já no segundo trimestre de 2024 era 6,9%.

No conjunto de três meses encerrado em junho, o país tinha 102,3 milhões de trabalhadores ocupados e cerca de 6,3 milhões desocupados. O número de pessoas à procura de trabalho representa recuo de 17,4% (menos 1,3 milhão de pessoas) ante o primeiro trimestre. Já o número de ocupados subiu 1,8% de um trimestre para o outro, o que significa 1,8 milhão de pessoas a mais trabalhando no país.

O contingente de pessoas com carteira assinada no setor privado atingiu 39 milhões de pessoas, crescimento de 0,9% ante o primeiro trimestre do ano e o maior já registrado pelo IBGE. O número de trabalhadores sem carteira também cresceu (+2,6%), chegando a 13,5 milhões.

Pesquisa atualizada

A Pnad divulgada nesta quinta-feira é a primeira que apresenta ponderação com base em dados apurados pelo Censo 2022. A mudança consiste em um ajuste da amostra representativa de domicílios visitados pelos pesquisadores do IBGE. A atualização é praxe de órgãos de estatísticas em todo o mundo.

A pesquisa do IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja emprego com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo. Só é considerada desocupada a pessoas que efetivamente procura emprego. São visitados 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.

A taxa de informalidade - proporção de trabalhadores informais na população ocupada - foi de 37,8%. É a menor registrada desde igual trimestre de 2020 (36,6%). O IBGE aponta como informais os trabalhadores sem carteira e os autônomos e empregadores sem CNPJ. Essas pessoas não têm garantidas coberturas como seguro-desemprego, férias e décimo-terceiro salário.

O contingente de desalentados, pessoas que sequer procuram emprego por avaliarem que não conseguirão, fechou o segundo trimestre em 2,8 milhões, menor nível desde 2016.

Salários

O mercado de trabalho aquecido pode ser sentido no bolso do trabalhador. O IBGE revelou que o rendimento médio mensal atingiu R$ 3.477, o maior já apurado. Esse valor fica 1,1% acima do recebido no primeiro trimestre do ano e 3,3% maior que o do segundo trimestre do ano passado.

O maior número de pessoas ocupadas e o recorde no rendimento fizeram com que a massa de rendimentos – o total de dinheiro que os trabalhadores recebem – também atingisse o ponto mais alto já alcançado, R$ 351,2 bilhões. É dinheiro que termina movimentando a economia, seja em forma de consumo ou poupança. Esse patamar supera em 5,9% (R$ 19,7 bilhões) o montante do mesmo trimestre de 2024.

Agência Brasil