sexta-feira, 1 de agosto de 2025

Governadora Fátima Bezerra reúne classe produtiva para tratar do tarifaço


A governadora Fátima Bezerra reúne nesta sexta-feira (01) os representantes das entidades do setor produtivo para tratar do impacto do tarifaço, decretado pelo presidente Trump, na pauta de exportações do Rio Grande do Norte e os reflexos na economia potiguar.

A reunião será às 11 horas, na Governadoria, com a presença dos secretários da área econômica.

Logo após a reunião, a governadora concede entrevista coletiva.

RESUMO
Evento: Reunião com empresários do setor produtivo
Data: 01/08/2025
Hora: 11h00
Local: Sala de Reuniões da Governadoria, Centro Administrativo

Assecom-RN
(84) 3232-5204 / 5152
Portal da Transparência: http://www.transparencia.rn.gov.br/
Twitter: @governodorn
Instagram: @governodorn
Facebook: @GovernodoRN

PND: prazo para pagamento da taxa de inscrição termina hoje


Os inscritos na Prova Nacional Docente (PND) não isentos ou que tiveram o pedido de isenção reprovado têm até esta sexta-feira (1º) para pagar a taxa de inscrição.

A Guia de Recolhimento da União (GRU Cobrança) para pagamento da taxa de inscrição foi gerada no momento da inscrição do participante. Quem precisar reimprimir a GRU deve acessar a página do Participante do Sistema PND, com login do portal Gov.br.

O valor da taxa é de R$ 85 e pode ser pago em qualquer agência bancária, casa lotérica ou aplicativos de bancos.

Objetivos

A prova oferece uma oportunidade justa e padronizada de ingresso na carreira docente, facilitando o acesso a posições efetivas.

Para as redes de ensino, especialmente as municipais e estaduais, a prova reduz os custos e a complexidade dos processos seletivos, permitindo a contratação de profissionais mais qualificados e preparados para a docência.

A edição de 2025 do exame teve a adesão de  22 estados e 1.508 municípios de todas as regiões do país, dos quais 18 são capitais.

O que é a PND?

A Prova Nacional Docente (PND) foi criada em 2025 com o objetivo de melhorar a qualidade da formação dos professores e estimular a realização de concursos públicos pelas redes de ensino estaduais, do Distrito Federal e dos municípios e, desta forma, estimular o ingresso de profissionais qualificados no magistério público.

A prova não é um concurso público e não é uma seleção unificada.

A partir de 2026, os gestores das redes estaduais e municipais de ensino podem usar a nota da prova obtida pelo candidato como etapa única ou complementar de concursos públicos e seleções processos simplificados de contratação destes profissionais para educação básica.

A adesão, porém, não obriga os estados e municípios a usarem os resultados da PND em todos os seus processos seletivos.

O exame é parte do programa Mais Professores para o Brasil, criado em 2024 para fortalecer a formação docente, incentivar o ingresso de professores no ensino público e valorizar os profissionais do magistério. A iniciativa pretende atender 2,3 milhões de docentes em todo o país.

A prova

A data de aplicação da prova apelidada de CNU dos Professores será no dia 26 de outubro pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), conforme o edital.

Oficialmente, a PND terá como base a avaliação teórica do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas. O exame será aplicado a cursos de licenciaturas de 17 áreas de conhecimento.

  • 1.      artes visuais
  • 2.      ciências biológicas
  • 3.      ciências sociais
  • 4.      computação
  • 5.      educação física
  • 6.      filosofia
  • 7.      física
  • 8.      geografia
  • 9.      história
  • 10.  letras - inglês
  • 11.  letras - português
  • 12.  letras - português e espanhol
  • 13.  letras - português e inglês
  • 14.  matemática
  • 15.  música
  • 16.  pedagogia
  • 17.  química

A prova é composta por questões, divididas entre a formação geral e a formação específica da área de avaliação, ambas combinando itens de múltipla escolha questões discursivas.

Confira o novo cronograma da PND:

arte cnu dos professores
 Arte/Agência Brasil

Movimento “Reaja Brasil” mobiliza as militâncias


Militantes e parlamentares do Partido Liberal (PL) promovem ações convocando pessoas a participarem do ato público “Reaja Brasil” programado para a tarde de domingo (3), em frente ao Shopping Midway em defesa da liberdade de expressão e da anistia a envolvidos no movimento de 8 de janeiro, na Praça dos Três Poderes, em Brasília.

O deputado federal Sargento Gonçalves convida, por exemplo, os cidadãos a comparecerem ao “adesivaço e buzinaço”, que começará às 16 horas desta sexta-feira (1º), nos cruzamentos das avenida João Medeiros Filho e Itapetinga, na Zona Norte de Natal.

Sargento Gonçalves disse que “o movimento “Reaja Brasil” está tomando corpo em todo o país, é um movimento descentralizado, que sai da base, na verdade surge da base, da população, é um movimento da militância, do povo brasileiro, na verdade, que já está mais do que cansado de tudo que tem acontecido, das arbitrariedades por parte do ministro Alexandre Moraes, dos absurdos praticados pelo governo Lula, que tem colocado o Brasil numa situação muito complicada, econômica, diante de todo o desastre econômico, desastre moral, desastre diplomático que tem sido esse governo”.

“Naturalmente, esse movimento que surge da base e convoca, no caso, a classe política, a oposição do nosso país para, de fato, atendendo esse chamamento do povo, estarmos nas ruas juntos, lutando pela liberdade do nosso povo”, continuou Gonçalves.

Segundo Gonçalves, o movimento “tem sido progressivo, pessoas que têm ido às ruas, universidades no Estado e no Brasil, movimento de buzinaço, adesivaço, como esse da Zona Norte”.

Outro evento maior vai ocorrer no dia 3, porque “teremos uma grande “moto-carreata” saindo às 14h da avenida das Fronteiras, próximo à Maternidade da Lei de Moraes, onde será a grande concentração de diversos movimentos que sairão de várias cidades da região metropolitana de Natal para essa grande manifestação no Midway”.

“Sem dúvida, terão manifestações do povo de forma espontânea, demonstrando a insatisfação com essa ditadura da toga que tem sido instalada, infelizmente, no nosso país”.

O deputado federal General Girão (PL) disse que já na reunião de segunda-feira (28), na sede do partido em Lagoa Noval, a bancada “acertou os detalhes para a manifestação, como o engajamento das redes de cada parlamentar convidando para o ato, como a carreata saindo da Zona Norte”.

Agenda “Reaja Brasil”
Sexta-feira, 1º
16 horas – Adesivaço e buzinaço, cruzamento avenidas João Medeiros Filho- Itapetinga, Zona Norte.
Domingo, 3
14 horas – Concentração e saída de carreata, avenida das Fronteiras, próximo à maternidade Leide Morais.
15 horas – Movimento “Reaja Brasil” pela liberdade de expressão e anistia, em frente ao Midway Mall.

Tribuna do Norte

Rota 22 amplia diagnóstico e projeta modelo nacional


Lideranças do Partido Liberal voltam a debater soluções para o diagnóstico de dificuldades enfrentadas pelo Rio Grande do Norte por ocasião do 5º Seminário do Projeto Rota 22, a ocorrer a partir nas 8h deste sábado (2), em Santo Antônio, uma das cidades mais importantes da Região Agreste.

A série de seminários do Rota 22 ainda prossegue em Parnamirim, no dia 6 de agosto, em Extremoz, no dia 7 de agosto, e o último seminário está agendado para em Natal, no dia 16 de agosto.

Durante o seminário na LL Recepções em Santo Antonio, o PL apresentará o diagnóstico das oficinas do Rota 22 realizadas em São Paulo do Potengi, Tangará, Passa e Fica e Goianinha, com o propósito de fortalecer os laços entre a sociedade civil e o partido, valorizando o diálogo e a construção coletiva de propostas para superar as dificuldades do Estado, por região.

“Trata-se de uma base sólida de informações que elevará o debate em torno de ações concretas que irão impactar na vida de quem mais precisa de políticas públicas”, disse om senador Rogério Marinho, secretário-geral do PL e presidente estadual da legenda.

O Rota 22 tem o foco em levantar os principais gargalos locais e propor soluções com base em evidências, diálogo e experiência administrativa. Mas também apresentar ações concretas do Partido Liberal e em parceria com o senador Rogério Marinho.

“Na região Agreste foram mais de R$ 230 milhões destinados no governo Jair Bolsonaro e pelo nosso mandato para transformar a vida de milhares de pessoas. É assim que o PL trabalha: com ação, presença e compromisso com o povo do RN. O Agreste sentiu a diferença. E a mudança não vai parar por aí”, disse Rogério Marinho.

Foram mais de R$ 5,6 milhões para assistência social, R$ 16,5 milhões para infraestrutura urbana, R$ 20 milhões para levar água para 54 mil pessoas, R$ 2,6 milhões investidos em creches, R$ 80 milhões para moradia beneficiando três mil famílias, R$ 13,6 milhões em máquinas e equipamentos agrícolas, R$ 28,2 milhões para saúde e R$ 71 milhões investidos em pavimentação.

As regiões do Trairí e Potengi estão se transformando com o trabalho do PL e de Rogério Marinho, que juntos destinaram R$ 225,3 milhões nas duas regiões. Foram R$ 18,4 milhões investidos em desenvolvimento regional e esportes, R$ 2,6 milhões em educação infantil, R$ 56 milhões, em investimentos habitacionais, R$ 11,1 milhões em máquinas e equipamentos, R$ 39 milhões em infraestrutura e mobilidade, R$ 24,1 milhões em saúde, R$ 32,2 milhões para o enfrentamento da pandemia e R$ 41,9 milhões em sistemas de abastecimentos de água beneficiando 70 mil pessoas.

Conhecimento

Já o O deputado federal General Girão (PL) afirma que o Rota 22 “está mostrando para os demais partidos, para o povo do Rio Grande do Norte e talvez até para o Brasil como projeto-piloto, que veio para ficar. Nós buscamos conhecimento, buscamos informações das necessidades na ponta da linha, dos municípios, dos bairros Essas necessidades foram trazidas para nós, fizemos um diagnóstico do que é o Rio Grande do Norte, que precisa para sair desse atraso”.

Girão destacou que “o resultado final do Rota 22 vai ser muito importante e tornado público e colocado nas nossas redes sociais para conhecimento da população”.

Para o deputado estadual Gustavo Carvalho, o seminário “será um momento para debater ideias, trocar experiências e fortalecer o nosso compromisso com um Estado mais unido e mas forte”.

“Vamos compartilhar ideias e construir um futuro melhor para as nossas cidades”, disse o deputado estadual Tomba Farias (PL), para quem a participação da comunidade “é fundamental para fortalecer nossa rede de colaborações e desenvolver soluções inovadoras”.

Ceará

O Programa Rota 22 no Rio Grande do Norte começou como projeto piloto que será levado a outros estados do país, tendo realizado 20 eventos no Estado, sendo 16 oficinas e quatro seminários abrangendo todas as regiões do RN.

Já em 25 de julho, a série de seminários no Ceará iniciou-se pela cidade de Marco, sendo replicado em outros seis Estados: três no Nordeste e três em outras regiões do País.

Em cada território, o partido deve elaborar um relatório com diagnósticos locais para a eventual construção de programas de governo nas eleições do próximo ano.

O projeto Rota 22 é uma iniciativa do PL em parceria com o Instituto Álvaro Valle, sob a liderança do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), que pode ser acessado no site e plrota22.com.br.

Informações também estão disponíveis nas redes sociais, pelos perfis @pl22rn e @plnacional22, e no canal de WhatsApp do Rota 22 no Rio Grande do Norte: canal.plrota22.com.br.

Interação

Entre março e julho o Projeto Rota 22 alcançou uma interação de 45 milhões de visualizações nas redes sociais e 5 milhões de contas no Rio Grandes do Norte e cidades vizinhas de outros estados.

Para aproximar a mensagem do PL da sociedade, o Projeto Rota 22 criou site, canais de whatsapp e grupos de interação nas redes sociais.

“Tudo para fortalecer a direita em todo o Brasil, ouvindo a população, formando novas lideranças por meio de oficinas e construindo soluções verdadeiras para um país mais forte e livre”, reforça o senador Rogério Marinho.

O momento de maior impacto e interação do Projeto Rota 22 na redes socias e influenciadores ocorreu no período de 12 a 14 de junho, durante a visita do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), ao Rio Grande do Norte, que revisitou obras e ações no período de sua gestão na presidência e que favoreceram o Estado como: Engorda de Ponta Negra, Complexo Cidade da Moda, em Acari, Barragem de Oiticica, em Jucurutu, e o Anel Viário de Mossoró. Antes, em 11 de abril, Bolsonaro interrompeu visita ao RN ao passar mal e precisar de atendimento médico.

“Ferramenta fundamental para a troca de informações com os pré-candidatos em 2026 do Partido Liberal. É uma base sólida de informações que eleverá o debate em torno de ações concretas que irão impactar na vida de quem mais precisa de políticas públicas”, acrescentou Marinho.

Tribuna do Norte

Estelionatos virtuais aumentam 165% e RN tem o maior crescimento do Brasil


O número de casos de estelionatos virtuais no Rio Grande do Norte disparou. Foram 5.007 casos em 2024 contra 1.888 em 2023, segundo dados do Anuário Brasileiro da Segurança Pública. O aumento percentual é de 165%, o maior do país. No Brasil, o aumento nessa modalidade de crime foi de 26%. Para especialistas, o aumento do uso de plataformas e redes sociais e a falta de conhecimento para se proteger de crimes cibernéticos são fatores que podem explicar o aumento expressivo no Estado e no Brasil.

Segundo os dados do Anuário, a taxa por 100 mil habitantes ficou em 145,3 no RN, sendo a segunda maior do Nordeste e a 10ª maior do Brasil. Na região, o RN ficou atrás apenas de Alagoas, que registrou taxa de 230 por 100 mil habitantes. No Brasil, o estado com a maior taxa por 100 mil habitantes foi Santa Catarina, com taxa de 903,8. Estados como Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco não possuem dados. O estelionato previsto no art. 171 do Código Penal passou a incluir, a partir de 2021, as modalidades de fraude eletrônica, tipificadas nos parágrafos 2º-A, 2º-B e 3º do mesmo artigo. As penas para este tipo de crime são de 4 a 8 anos de reclusão.

Na avaliação da advogada Beatriz Torquato, presidente da Comissão de Direito Digital da OAB-RN, o aumento expressivo se deve a uma questão multifatorial, sendo a primeira delas uma nítida migração do crime patrimonial físico para o digital.

“Com o avanço de tecnologias de bloqueio e rastreamento de celulares, o roubo de aparelhos se tornou menos atrativo, levando muitos criminosos a apostar em golpes digitais, que oferecem maior lucratividade e menor risco de flagrante. Esse movimento também é refletido nas estatísticas de segurança pública do estado, que mostram uma redução consistente nos índices de furtos e roubos de celulares e veículos, enquanto os registros de estelionatos eletrônicos aumentam de forma acelerada”, analisa.

Ainda segundo a advogada, outro fator é o aumento da exposição nas redes sociais, com muitos casos sem qualquer proteção de privacidade, cujos perfis trazem informações como nome de familiares, profissão, localização, número de telefone e até mesmo rotina diária. “Isso fornece aos golpistas um conjunto de dados que facilita fraudes por engenharia social, como clonagem de contas, falsos boletos e cobranças indevidas”, aponta.

Segundo análise de Rodrigo Jorge, especialista e ativista em cybersegurança, uma das possíveis respostas para o aumento está no fato de que “possa haver uma impunidade maior”, isto é, um “sistema de segurança pública que acaba não sendo eficiente e com isso pode se operacionalizar o crime naquela região com mais certeza que sairá impune”, lembra. “Até poucos meses o RN não tinha uma delegacia especializada no combate aos crimes digitais, e talvez a que existe hoje não seja suficiente para a demanda”, acrescenta.

“Ao mesmo tempo, esse número pode trazer uma percepção inversa: se tem um número maior no RN, pode se dar a uma população mais consciente e que vai atrás das autoridades para comunicar. Pode ser que em outros locais a população não faça esse reporte e com isso o número seja menor do que o real. Portanto, para responder com uma precisão maior seria preciso estudar um pouco mais. Eu vejo que o RN tem uma peculiaridade: a imprensa está sempre publicando matérias de conscientização para ajudar a população a se precaver e isso pode ser um dos fatores”, aponta.

Em fevereiro deste ano, a Polícia Civil do RN inaugurou a Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Cibernéticos (DRCC). A unidade foi criada para investigar delitos como fraudes eletrônicas, invasão de dispositivos informáticos, estelionato virtual, disseminação de conteúdos ilícitos e crimes contra a propriedade intelectual.

São vários os exemplos de casos de golpes registrados pela Polícia Civil nos últimos anos. São casos de sites falsos de leilão, compra e venda de apartamentos, motos, carros, eletrodomésticos. Há ainda os golpes mais famosos, mas que seguem fazendo muitas vítimas: o golpe do Pix, em que um familiar ou amigo se passa por uma pessoa utilizando fotos e até o jeito de escrever para pedir transferências bancárias; e o golpe do falso advogado, em que um número telefônico entra em contato alegando ter novidades sobre processos e alegando que a vítima tem direito a receber eventuais indenizações.

A TRIBUNA DO NORTE procurou a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesed) e a Polícia Civil do RN para repercutir os dados do Anuário, mas não obteve retorno até o fechamento desta edição.

Tribuna do Norte

RN sanciona lei que institui Marco Legal do Hidrogênio Verde e da Indústria Verde


O Governo do Rio Grande do Norte sancionou nesta quinta-feira (31) o Marco Legal do Setor de Hidrogênio Verde e da Indústria Verde do Estado. A nova legislação estabelece um conjunto de diretrizes, princípios e instrumentos voltados ao desenvolvimento sustentável das cadeias produtivas baseadas em energias limpas. A iniciativa busca atrair investimentos, fomentar a inovação tecnológica e consolidar o estado como referência nacional e internacional na transição energética. O ato de sanção contou com a presença de entidades do setor produtivo e de pesquisa.

O texto da lei define conceitos técnicos sobre o hidrogênio verde, seus derivados e a chamada indústria verde, que transforma energia elétrica renovável em produtos de baixa pegada de carbono, como o aço verde, e-combustíveis, e-metanol, amônia e fertilizantes nitrogenados. O Programa Norte-Rio-Grandense de Hidrogênio Verde e da Indústria Verde (PNRH2V) estabelece princípios como responsabilidade social e ambiental, mitigação de gases do efeito estufa, fomento à inovação, promoção da neoindustrialização e segurança jurídica.

A legislação prevê ainda incentivos fiscais por meio do Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Norte (PROEDI) e do novo regime especial RNVerde, voltado para empresas que atuam na cadeia do hidrogênio verde. As companhias que se habilitarem poderão usufruir de benefícios tributários, desde que atendam a critérios como a utilização de fonte renovável na dedicação da produção de hidrogênio verde.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento do RN (Sedec), Alan Silveira, com a sanção do marco legal, os próximos passos do governo do RN envolvem a implementação efetiva das diretrizes estabelecidas na legislação, com foco em atrair investimentos. “As ações prioritárias devem incluir a regulamentação da lei, a convocação do comitê gestor do Programa Norte Rio Grandense do Hidrogênio Verde, o desenvolvimento de infraestrutura e zonas industriais verdes, a atração de investimentos e parcerias internacionais e também a capacitação profissional e a inovação. Com esses passos, o RN não apenas se antecipa às exigências da nova economia global, como também cria um modelo de desenvolvimento regional baseado na sustentabilidade, inovação e inclusão socioeconômica”, detalhou.

A governadora Fátima Bezerra classificou o dia como histórico. “A lei que acabei de sancionar é um marco do ponto de vista de uma legislação pioneira que estabelece, de maneira objetiva, os princípios, as diretrizes, os objetivos, por exemplo, o regime especial de incentivos fiscais, criando um ambiente seguro, um ambiente atrativo para que os investidores aqui cheguem e possam desenvolver a cadeia produtiva do hidrogênio verde”, disse.

Rodrigo Mello, diretor regional do SENAI-RN, destaca que o estado já possui a energia renovável mais competitiva do país. “Consumimos cerca de 10% apenas da capacidade instalada de geração de energia que o Estado possui”, conta. “Este marco foi um ponto fundamental para garantir, junto com a legislação federal, um ambiente legal capaz de atrair desenvolver o nosso estado a partir das energias competitivas ou energia renovável. A Federação das Indústrias já tem trabalhado nesta frente e tem conversas abertas com possíveis investidores”, acrescenta.

A nova lei também estabelece mecanismos de certificação internacional do hidrogênio verde, apoia a criação de cursos de capacitação profissional, fomenta a pesquisa e o desenvolvimento de novas tecnologias e incentiva o uso racional de recursos hídricos, priorizando água de dessalinização e reúso. O Marco Legal também prevê apoio e incentivo ao desenvolvimento de projetos voltados à geração de ativos de carbono e institui uma governança multissetorial composta por comitês, conselhos e câmaras temáticas. O Comitê Gestor do Programa será coordenado pela Sedec e contará com representantes de 21 órgãos e instituições.

Para o presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Darlan Santos, a legislação representa um avanço estratégico. “Para transformar e produzir hidrogênio verde, a gente precisa exatamente usar energia a partir de fontes renováveis. Se a gente hoje está com energia livre, é um excelente momento para produzir hidrogênio verde. Só que antes isso não era possível, porque a gente não tinha uma lei estadual para tratar disso e agora a gente tem”, afirma.

Tribuna do Norte

Governo do RN apresenta hoje medidas para mitigar impactos do tarifaço


O Governo do Estado vai apresentar, na manhã desta sexta-feira (1º), um pacote de medidas para mitigar os impactos da taxação de 50% estabelecida pelo governo de Donald Trump aos produtos brasileiros vendidos aos Estados Unidos. O chamado “tarifaço” começa a valer na próxima quarta-feira (6) e afeta oito dos dez produtos potiguares que mais foram exportados para o mercado americano no primeiro semestre de 2025. De acordo com a Federação das Indústrias do RN (Fiern), estimativas das indústrias exportadoras indicam que entre R$ 70 milhões e R$ 100 milhões em exportações podem deixar de ser comercializados por ano com o aumento das tarifas. Estima-se ainda que 4 mil postos de trabalho estejam em risco.

Uma Nota Técnica publicada pela Secretaria de Desenvolvimento do RN (Sedec) nesta quinta-feira (31) aponta que, de janeiro a junho de 2025, o valor total exportado pelo RN para os EUA foi de US$ 67,1 milhões. Os dez principais produtos exportados somaram, somente no 1º semestre, US$ 58,1 milhões. Ainda conforme o documento, aproximadamente 48,1% do volume financeiro das exportações potiguares para o mercado americano seria impactado pela tarifa adicional de 50%.

“Diante desse cenário, o Governo do RN informa que adotará todas as medidas cabíveis, em articulação com o Governo Federal, com o objetivo de dar continuidade às negociações diplomáticas e institucionais, buscando mitigar os efeitos da medida e preservar a competitividade das exportações do estado” diz trecho da nota.

O pacote de medidas para mitigar os impactos do tarifaço será apresentado aos setores afetados, segundo informou o secretário de Desenvolvimento Econômico do RN, Alan Silveira. Sem dar maiores detalhes, ele adiantou que o pacote integra um conjunto de ações que incluem benefícios fiscais, especialmente para as empresas que já fazem parte do o Programa de Estímulo ao Desenvolvimento Industrial (Proedi) e que poderão ter isenções ampliadas. O pacote também deve incluir mecanismos de antecipação de créditos vinculados à exportação, com a criação de linhas financeiras que permitam às empresas antecipar recebíveis a taxas mais vantajosas.

Roberto Serquiz, presidente da Fiern, disse que as possíveis alternativas para reduzir os efeitos do tarifaço estão em fase de ‘gestação’ e comentou que ainda espera uma reversão da medida. “É um desafio buscar essa reversão em tão curto espaço de tempo, mas a gente acredita que isso possa acontecer. O que não podemos é deixar que o ambiente político interfira tanto na economia. Para além disso, uma das saídas de mitigação dos impactos é buscar a recomposição de custos e abrir mercados”, aponta Serquiz.

Grupo de pessoas sentadas ao redor de uma mesa

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Presidente da Fiern, Roberto Serquiz disse que ainda acredita na reversão da medida por parte do governo norte-americano, apesar do curto espaço de tempo até que as novas tarifas entrem em vigor| Foto: Divulgação/FIERN

Ele ressaltou que a indústria não planeja demissões, pois está sempre voltada ao desenvolvimento e à geração de empregos. No entanto, caso as dificuldades persistam, adaptações poderão ser necessárias nos setores exportadores.

“Infelizmente, diante desse cenário, pode se tornar impossível manter [todos os empregos nos segmentos que exportam para os EUA]. Ninguém fica feliz com cortes. Quando há desligamentos, é porque há risco à sustentabilidade ou necessidade de redesenhar o próprio negócio”, pontuou Serquiz.

Medidas

As medidas que serão apresentadas pelo Governo nesta sexta visam dar algum respiro às atividades afetadas. O setor de pesca, o mais atingido em quantidade de exportação, com cerca de 80% dos produtos enviados ao mercado norte-americano, irá pedir ao Governo do Estado a isenção total do ICMS que incide sobre o combustível das embarcações.

“Sobre a isenção, estamos protocolando um documento a pedido do Governo. Queremos que a medida vigore até o final do ano. E na segunda, vamos nos reunir com a DRT [Delegacia Regional do Trabalho] para ver questões de contratos de trabalho. Essa é a alternativa que a gente observa para manter a viabilidade da atividade pesqueira. No nosso caso, não adianta buscar novos mercados, porque na Ásia e na Oceania há competidores que estão bem mais próximos”, disse Arimar Filho, presidente do Sindipesca.

“Além do que, a logística para os dois continentes custa muito caro ao nosso mercado. E para a Europa, desde 2018 o Brasil é proibido de exportar por uma questão que envolve aspectos técnicos, mas também políticos. Então, a gente não tem saída quanto a novos destinos”, completou Arimar. As exportações da pesca potiguar aos EUA movimentam mais de R$ 250 milhões ao ano, com mais de 2,5 mil empregos.

Doces, sal e reciclagem também serão afetados

A indústria de doces e pirulitos será a segunda atividade no Rio Grande do Norte mais afetada pela taxação, uma vez que 70% das exportações desse setor têm como destino os Estados Unidos. Luiz Eduardo Simas, que integra o Sindicato de Doces do RN, disse que as empresas exportadoras estão em contato com o Governo do Estado, por meio da Fiern, para entender quais medidas serão oferecidas para aliviar os impactos. “O que o setor tem feito é negociar para que demissões e perdas no faturamento não se concretizem. Não temos falado expectativas de números nem sobre possíveis perdas, porque preferimos esperar a entrada em vigor da medida”, explicou Simas.

O setor de sal, que tem metade das exportações voltadas ao mercado americano, disse que a taxação vai representar perda de empregos e prejuízos às empresas, que não terão para onde direcionar os próprios produtos. “Não temos muitos outros mercados. Nós exportamos 550 mil toneladas aos EUA por ano. Por conta da logística e do fato de o sal ser um produto de baixo valor, ele não consegue ser competitivo quando se colocam distâncias muito maiores do que os Estados Unidos. Portanto, estamos fadados a esse mercado, em um primeiro momento”, explicou Aírton Torres, presidente do Siesal.

“De todo modo, junto com o Governo do Estado estamos vendo a possibilidade de abrir um pouco mais para a Europa”, frisou Aírton Torres. Ainda segundo ele, o setor gera cerca de 4 mil postos de trabalho no RN, volume que será atingido pela taxação. “Ainda não temos como quantificar esse impacto, mas sabe-se que, além dessas pessoas, aquelas outras ligadas à cadeia de distribuição sentirão os efeitos.

Estamos desenhando alternativas com o apoio da Fiern para encontrar algum tipo de incentivo junto ao Governo do Estado para compensar, ainda que parcialmente, os prejuízos”, disse.

O quarto setor que mais irá sentir o peso do tarifaço é o de reciclagem, que destina 30% dos produtos exportados aos Estados Unidos.

Etelvino Patrício, presidente do Sindirecicla-RN, disse que o real valor dos efeitos só será conhecido após a medida do governo americano passar a valer. O que o setor tem feito, segundo Etelvino, é procurar novos destinos para tentar compensar as perdas com a taxação.

“Nosso planejamento é tentar buscar novos mercados e novos clientes, para que a gente possa suprir as perdas que teremos, mesmo entendendo que, em casos de precificação, não conseguiremos mercado melhor do que o americano”, pontuou.

Fruticultura

Para a fruticultura potiguar, cujo impacto deverá ser de R$ 100 milhões ao ano, a Federação da Agricultura e Pecuária do RN (Faern) esclareceu que também tem buscado alternativas para o tarifaço. “Está sendo elaborada uma proposta de crédito emergencial voltada a produtores que precisam manter contratos de trabalho, mesmo diante de uma redução temporária de produção. Além disso, a Faern defende que prefeituras atuem de forma proativa, ativando redes locais de proteção social e ampliando compras públicas de frutas para merenda escolar, como forma de sustentar o escoamento da produção e proteger os empregos”, afirmou José Vieira, presidente da Federação.

“A Faern também defende a criação de uma frente interestadual da fruticultura irrigada, reunindo RN, PE, BA e CE. Essa articulação permitirá uma resposta coordenada, fortalecerá a defesa dos interesses do semiárido fruticultor e ampliará o poder de negociação do setor em âmbito nacional e internacional”, completou Vieira.

O Comitê Executivo de Fruticultura do RN (Coex), projeta um fechamento de 1,5 mil postos de trabalho com a taxação, o que, de acordo com José Vieira, representa cerca de 25% da força de trabalho do setor na alta temporada. “Isso impacta diretamente municípios como Mossoró, Baraúna e Apodi, onde a fruticultura representa até 40% da economia local”, explicou.

BALANÇO
Principais produtos exportados pelo RN aos EUA
(1º semestre de 2025)

Óleo combustível:
US$ 23,9 milhões

Outros produtos de origem animal: US$ 10,3 milhões

Albacoras-bandolim frescos: US$ 4,7 milhões

Caramelos e confeitos:
US$ 4,1 milhões

Sal marinho: US$ 3,3 milhões

Albacoras/atuns:
US$ 3,2 milhões

Outros granitos:
US$ 2,6 milhões

Outros açúcares de cana:
US$ 2,1 milhões

Outros peixes congelados:
US$ 2 milhões

Castanha de caju:
US$ 1,9 milhão

Total: US$ 58,1 milhões

Produtos excluídos do tarifaço
Óleo combustível: US$ 23,9 milhões
Castanha de caju: US$ 1,9 milhões
Total: US$ 25,8 milhões

Felipe Salustino/Repórter

Tribuna do Norte

Dólar fecha acima de R$ 5,60 por primeira vez em quase dois meses


No dia seguinte ao tarifaço do governo Donald Trump, o mercado financeiro teve um dia de instabilidade. O dólar fechou acima de R$ 5,60 pela primeira vez em quase dois meses. A bolsa de valores recuou 0,69% e registrou o pior mês desde dezembro.

O dólar comercial encerrou esta quinta-feira (31) vendido a R$ 5,601, com alta de R$ 0,011 (+0,19%). A cotação atingiu R$ 5,62 por volta das 10h30, caiu para R$ 5,58 por volta das 13h10 e estabilizou-se em torno de R$ 5,60 na hora final de negociação.

No maior valor desde 4 de junho, quando estava em R$ 5,64, o dólar comercial subiu 3,07% no mês. A divisa, no entanto, acumula queda de 9,37% em 2025.

O mercado de ações teve um dia mais tenso. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 133.071 pontos, com recuo de 0,69%. O indicador caiu 4,17% em julho, o pior desempenho mensal desde dezembro.

Tanto fatores domésticos como internacionais influenciaram o mercado financeiro nesta sexta-feira. O dólar continuou a ganhar força em todo o planeta após o governo de Donald Trump estender por 90 dias as negociações com o México. O euro comercial ficou estável nesta quinta, vendido a R$ 6,39, ainda sob reflexo do acordo comercial entre os Estados Unidos e a União Europeia.

No cenário interno, o dólar foi pressionado pela definição da Taxa Ptax, taxa média do último dia útil do mês. Essa taxa é usada para corrigir em reais as reservas internacionais e a dívida do governo indexada ao câmbio.

Além disso, a bolsa caiu pressionada pelo tom do comunicado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que não descartou a possibilidade de elevação de juros caso a inflação volte a subir nos próximos meses. A expectativa de juros mais altos estimula a fuga de investimentos da bolsa de valores para aplicações em renda fixa.

* com informações da Reuters

Agência Brasil

Pré-selecionados no Fies 2025 devem completar cadastro hoje


O prazo para os pré-selecionados na chamada regular do segundo semestre de 2025 do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) complementarem a inscrição termina às 23 horas e 59 minutos desta na sexta-feira (1º) (horário de Brasília).

De acordo com o edital o procedimento deve feito diretamente no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, com login pelo portal Gov.Br.

O programa do Ministério da Educação (MEC) concede financiamento das mensalidades a estudantes  de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas participantes do Fies e com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).

Complementação

O candidato que se inscreveu para vagas destinadas às pessoas com deficiência (PCD) deverá comprovar sua situação com laudo médico atestando a espécie e o grau de deficiência, com expressa referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doença – CID.

Caso a comissão da faculdade privada identifique erros ou inconsistências referentes às informações prestadas, a instituição de ensino superior poderá exigir a apresentação de documentação complementar.

Fies Social

Metade das vagas é reservada ao Fies Social, ocupada por candidatos com renda familiar per capita de até meio salário mínimo (R$ 759,00 em 2025), inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Este candidato pré-selecionado à vaga do Fies Social está dispensado da comprovação de renda familiar. No entanto, ele deve comparecer à comissão da faculdade privada para validação das demais informações. 

No período da complementação da inscrição, até sexta-feira (1º), este candidato ainda poderá solicitar a contratação de financiamento de até 100% dos encargos educacionais cobrados pela instituição de ensino superior.

Próximos passos

Após a etapa da complementação das informações da inscrição, os estudantes devem comprovar as informações declaradas no ato da inscrição, por entrega de forma física ou digital, em até cinco dias úteis, junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CSPSA) da instituição de ensino superior em que foi pré-selecionado.

Se a documentação for aprovada, o próximo passo é a validação das informações em um agente financeiro em até dez dias, contados a partir do terceiro dia após a validação da inscrição pela comissão da faculdade.

Somente após a aprovação do banco poderá ser formalizada a contratação do financiamento.

Vagas

Ao todo, o programa recebeu 276.140 inscrições, com um total de 111.402 inscritos — cada candidato pôde se inscrever em até três opções de curso de ensino superior.

Este ano, o MEC disponibilizará mais de 112 mil vagas para o Fies, somadas às oportunidades do primeiro e do segundo semestre. Para esta edição, são 74,5 mil vagas ofertadas.

Lista de espera

O Fies tem chamada única e lista de espera. Aqueles que não foram aprovados na chamada única estão automaticamente na lista de espera, cuja convocação será feita entre 5 de agosto e 19 de setembro. 

O MEC fará novas convocações - por meio da lista de espera - para preenchimento de vagas que, eventualmente, não foram ocupadas pelos pré-selecionados na chamada regular.

As convocações mediante a lista de espera ocorrerão entre 5 de agosto e 19 de setembro.

Agência Brasil

Tarifaço exclui 44,6% das exportações do Brasil para EUA, informa Mdic


O tarifaço de 50% imposto pelo governo de Donald Trump exclui 44,6% das exportações brasileiras em valores para os Estados Unidos, divulgou nesta quarta-feira (31) o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). A pasta calculou o impacto da lista com cerca de 700 exceções para produtos que ficaram fora da sobretaxação.

Esses 700 itens, entre os quais aviões, celulose, suco de laranja, petróleo e minério de ferro, continuarão a pagar a tarifa de até 10% definida em abril. Segundo a pasta, as medidas anunciadas na quarta-feira (30) incidirão apenas sobre 35,9% das exportações brasileiras para os Estados Unidos.

Há ainda 19,5% das vendas sujeitas a tarifas específicas, adotadas pelo governo de Donald Trump com base em argumentos de segurança nacional. Entre esses produtos, estão as autopeças e automóveis de todos os países, que pagam 25% para entrarem nos Estados Unidos desde maio.

O aço, alumínio e cobre pagam alíquota de 50%, mas, segundo o levantamento do Mdic, estão dentro dos 19,5% porque as tarifas foram definidas com base nos argumentos de segurança nacional em fevereiro, com entrada em vigor em março.

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De acordo com o Mdic, 64,1% das exportações brasileiras continuam concorrendo em condições semelhantes com produtos de outros países no mercado estadunidense. Esse percentual é a soma dos 44,6% de vendas excluídas do tarifaço e dos 19,5% de exportações com tarifas específicas.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior do Mdic, o levantamento é preliminar e foi elaborado com base nas exportações brasileiras para os Estados Unidos em 2024. O governo brasileiro espera alguns esclarecimentos sobre se algumas especificações de produtos estão fora da lista de exceções.

A pasta esclareceu que os produtos em trânsito para os Estados Unidos não serão afetados pelas tarifas adicionais. A decisão, emitida na quinta-feira (30), excluiu da elevação da tarifa mercadorias que tenham sido embarcadas no Brasil até sete dias após a data da ordem executiva, observadas as condições previstas.

O Mdic divulgou uma tabela do efeito do tarifaço e da lista de exceções sobre as exportações brasileiras para os Estados Unidos: Com base nos valores vendidos em 2024:

Exportação brasileira aos EUA em 2024:

Categoria

Valor (US$ bilhões)

Participação (%)

Produtos sujeitos à ordem executiva de 30/07 (tarifa adicional de 10% + 40%)

14,5

35,9%

Produtos na lista de exceções (tarifa adicional de até 10%)

18

44,6%

Produtos sujeitos a tarifas específicas, aplicadas a todos os países

7,9

19,5%

Total

40,4

100%

Fonte: Secretaria de Comércio Exterior / Mdic

Agência Brasil