segunda-feira, 30 de junho de 2025
Rota 22 chega ao Potengi e mobiliza lideranças por soluções regionais
ALRN promove audiência sobre responsabilidade dos planos de saúde e impactos sociais no RN
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Redução no preço da gasolina definida pela Petrobras não chega aos postos em junho
Em junho, o preço médio da
gasolina no Brasil registrou uma queda de 0,78% em comparação com maio – ante a
redução de 5,6% nas refinarias da estatal – com o preço médio permanecendo em
R$ 6,38, segundo o Índice de Preços Edenred Ticket Log (IPTL) – com base em
abastecimentos realizados nos 21 mil postos credenciados da Edenred Ticket Log.
“Isso mostra que o repasse ao
consumidor foi bem mais contido, possivelmente por conta da concorrência entre
os postos e da dinâmica regional de distribuição”, disse o diretor da Endered
Mobilidade, Renato Macarenhas.
Estadão Conteúdo
Ministério da Justiça regulamenta uso de IA em investigações criminais
As diretrizes da Portaria nº 961 se aplicam às forças federais (ou
seja, às polícias Federal (PF), Rodoviária Federal (PRF), Penal Federal e Penal
Nacional e Força Nacional de Segurança Pública), e também aos órgãos estaduais,
distritais e municipais que recebem recursos dos fundos nacionais de Segurança
Pública (FNSP) e Penitenciário (FPN). A regulamentação também alcança o
Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e a Autoridade Nacional de
Proteção de Dados (ANPD), além das secretarias nacionais de Segurança Pública (Senasp)
e de Políticas Penais (Senappen), ambas do ministério.
Em nota, a pasta informou que
a iniciativa “busca modernizar a atuação das forças de segurança brasileiras,
sem abrir mão da proteção aos direitos fundamentais dos cidadãos”. O próprio
texto da portaria justifica que a razão de ser da norma é assegurar “a
legalidade, a adequação, a necessidade e a proporcionalidade como condições do
uso de sistemas de tecnologia da informação nas atividades de investigação
criminal e inteligência de segurança pública que possam gerar riscos à
privacidade e a outros direitos fundamentais”.
Além de poderem ser usados em
investigações criminais, as ferramentas poderão ser empregadas para reforçar a
segurança de estabelecimentos prisionais, seja para detectar, localizar e
permitir o bloqueio do sinal de dispositivos móveis de telecomunicações
(celulares, smartphones, tablets etc), seja para acessar informações
armazenadas nestes mesmos aparelhos, quando apreendidos.
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Contudo, os órgãos de
segurança pública só poderão utilizar as soluções de tecnologia da informação
para a obtenção de dados sigilosos com autorização judicial, para fins de
investigação criminal e de instrução processual. E, “sempre que tecnicamente
viável”, deverão ser descartados os dados sigilosos das pessoas que não tiverem
relação com os fatos investigados, bem como os obtidos fora do período
autorizado pela Justiça. Informações encontradas de forma fortuita, que possam
constituir crime e extrapolem a autorização inicial, deverão ser comunicadas ao
juízo competente para eventual continuidade das investigações.
Inteligência Artificial
O uso de soluções de
inteligência artificial deverá ser “proporcional, observar o dever de prevenção
de riscos e as leis aplicáveis à espécie”. A regulamentação proíbe os agentes
dos órgãos de segurança pública de empregarem aparatos que permitam a identificação
biométrica à distância, em tempo real e espaços públicos – exceção à busca de
vítimas de crimes, pessoas desaparecidas ou em circunstâncias que envolvam
ameaça grave e iminente à vida ou à integridade das pessoas.
Também são considerados
exceções os casos em que o uso sirva à instrução de inquérito ou processo
criminal; flagrante delito de crimes passíveis de serem punidos com mais de
dois anos de prisão ou para possibilitar o cumprimento de mandados judiciais de
prisão ou a recaptura de réus ou detentos.
Caberá ao órgão que recorrer a
estas ferramentas adotar as medidas necessárias para garantir que apenas
agentes no pleno exercício de suas funções e previamente autorizados possam
ingressar nas respectivas instalações e utilizar as soluções, por meio da adoção
de certificados digitais, biometria ou autenticação multifator.
De acordo com o Ministério da
Justiça, a Portaria nº 961 é a primeira norma específica acerca dos parâmetros
a serem observados quanto ao uso da inteligência artificial no campo da
segurança pública. “A medida representa um avanço significativo na modernização
das forças de segurança brasileiras, posicionando o país na vanguarda da
aplicação responsável de tecnologia para proteção da sociedade”, sustenta a
pasta, em nota.
Agência Brasil
Plano Safra 25/26 prevê R$ 89 bilhões para agricultura familiar


Do total para a safra, R$ 78,2 bilhões são para o Pronaf, que este ano completa 30 anos de reconhecimento da agricultura familiar para o desenvolvimento do país. Está mantida a taxa de juros de 3% para financiar a produção de alimentos, como arroz, feijão, mandioca, frutas, verduras, ovos e leite – caindo para 2% quando o cultivo for orgânico ou agroecológico.
Em cerimônia no Palácio do Planalto, Lula comemorou a expansão do programa ao longo dos anos e a manutenção das taxas de juros em baixa.
“Eu vi uma quantidade de juros de 3%, de 2%, acho que a taxa mais alta é de 5% [em outras linhas de crédito]. É importante registrar que uma taxa de juro a 5% numa inflação de 5% é taxa de juro zero. É importante lembrar que uma taxa de juro a 3% num país com a inflação de 5% significa menos dois, é menos que juro zero”, disse.

O presidente também destacou a importância das linhas de incentivo à mecanização do campo, tanto para o aumento de produtividade das lavouras quanto para qualidade de vida dos pequenos produtores. Para Lula, esses incentivos também estimulam a indústria de produção de máquinas e equipamentos.
“Quando nós criamos o Programa Mais Alimentos, em 2008, a gente conseguiu um sucesso extraordinário, porque foi o Programa Mais Alimentos que fez com que sobrevivesse a indústria automobilística naquele instante, que estava vivendo uma crise, porque nós conseguimos vender 80 mil tratores até 80 cavalos. E a mesma coisa está acontecendo agora”, afirmou.
“Ou seja, se a gente não criar as condições, se a gente não provocar o empresário para que ele possa produzir máquinas de acordo com o tamanho da terra… porque um cidadão que tem 10 hectares, ele não pode comprar uma máquina daquela que tem 50 metros de largura. Não, ele precisa de uma máquina do tamanho da terra dele”, reforçou.
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Linhas de crédito
Neste plano safra para os agricultores familiares, foram criadas linhas de crédito para apoiar a agroecologia, irrigação sustentável, adaptação às mudanças climáticas, quintais produtivos, conectividade e acessibilidade no campo. Por exemplo, serão dadas condições especiais para microcrédito voltado a mulheres rurais, com foco em quintais produtivos, com limite de até R$ 20 mil em recursos, juros de 0,5% ao ano e bônus de adimplência de 25% a 40%. De acordo com o governo, o programa é um das demandas da Marcha das Margaridas de 2023.
Quintais produtivos, também conhecidos como quintais agroecológicos ou caseiros, são sistemas integrados que combinam diversas práticas agrícolas, como hortas, pomares, criação de animais de pequeno porte e o uso de plantas medicinais. São espaços ao redor da casa, conduzidos por mulheres, que unem atividade produtiva com a rotina da casa e os cuidados com a família.
Outro destaque são os incentivos para a mecanização, no contexto do Programa Mais Alimentos. O limite para a compra de máquinas e equipamentos menores foi ampliado de R$ 50 mil para R$ 100 mil com a manutenção da taxa de juros de 2,5%. Para máquinas maiores, de até R$ 250 mil, a taxa de juros é de 5%, com subsídio do governo federal para incentivar mais tecnologia no campo, “que impacta em mais produtividade, qualidade de vida e alimentos”.

Ainda, do total de recursos, no âmbito do seguro agrícola, foram destinados R$ 1,1 bilhão para o Garantia-Safra e R$ 5,7 bilhões para o Proagro Mais. O governo destinou também R$ 3,7 bilhões para compras públicas de produtos da agricultura familiar, R$ 240 milhões para assistência técnica e R$ 42,2 milhões para garantia de preço mínimo para três produtos da sociobiodiversidade: babaçu, pirarucu e borracha.
Também nesta segunda-feira, o governo lançou o Programa de Transferência de Embriões, iniciativa inédita para estímulos à inovação da cadeia leiteira e qualidade genética do rebanho.
Complementando os recursos para o setor rural, nesta terça-feira (1º/7), Lula vai anunciar o Plano Safra 2025/2026 para o agronegócio, com crédito rural e programas destinados a médios e grandes produtores do país.
Redução de agrotóxicos
Durante o evento, Lula também assinou o decreto do Programa Nacional de Redução de Agrotóxicos (Pronara) que é, agora, uma das principais estratégias do Estado brasileiro para a transição agroecológica. O objetivo é fomentar práticas agrícolas “mais seguras, resilientes e saudáveis”, com ações integradas de pesquisa científica, monitoramento de resíduos de agrotóxicos em alimentos e no ambiente, fortalecimento da assistência técnica e ampliação do uso de bioinsumos.
O Pronara estrutura-se como um instrumento de indução de políticas públicas voltadas à redução progressiva da dependência do modelo agrícola baseado em insumos químicos sintéticos, notadamente agrotóxicos, e à promoção de sistemas de produção sustentáveis, com ênfase na agricultura familiar, na agroecologia e na produção orgânica.
O governo apresentou dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Organização Mundial da Saúde (OMS) que apontam que o Brasil ocupava, em 2021, a primeira posição mundial no consumo de agrotóxicos, respondendo por cerca de 22% do total utilizado globalmente.
“Tal realidade reforça a urgência da implementação de políticas públicas estruturantes voltadas à transição para modelos agroecológicos de produção de alimentos. A institucionalização do Pronara insere o debate sobre o uso excessivo de agrotóxicos no escopo das políticas nacionais de desenvolvimento rural sustentável e de segurança alimentar e nutricional”, afirmou o presidente.
Ainda de acordo com o governo, o programa é resultado de um processo participativo e interinstitucional, conduzido por espaços de governança democrática, como a Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica e a Câmara Interministerial de Agroecologia e Produção Orgânica, com ativa contribuição de órgãos públicos federais e representantes da sociedade civil organizada.
O programa contará com a coordenação interministerial da Secretaria-Geral da Presidência da República, em parceria com os ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Saúde, do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
Agência Brasil
Família de Juliana Marins pede nova autópsia à Justiça do Brasil
“Acreditamos no Judiciário
Federal brasileiro e esperamos uma decisão positiva nas próximas horas”,
afirmou via redes sociais a irmã de Juliana, Mariana Marins.
O pedido foi feito via
Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro (DPU-RJ), com o auxílio da
Prefeitura de Niterói, cidade do Rio de Janeiro onde Juliana morava.
O corpo da brasileira foi resgatado na quarta-feira (25),
quatro dias após Juliana cair e rolar por centenas de metros enquanto fazia uma trilha na borda do vulcão. O
acidente ocorreu no sábado (21), mas apenas na terça-feira (24) a equipe de
resgate conseguiu encontrar Juliana, já sem vida.
A autópsia feita por legistas na Indonésia concluiu que
a turista morreu em decorrência de hemorragia, provocada por danos a órgãos
internos e fraturas ósseas. Segundo os legistas, os ferimentos foram provocados
por traumas por contusão.
Traslado
O corpo de Juliana deixará a Indonésia nesta terça-feira (1º). Segundo a
companhia aérea Emirates, o voo seguirá inicialmente para Dubai. Ali, o
caixão será transferido para uma outra aeronave que, na quarta-feira (2),
seguirá para o Rio de Janeiro.O voo deve chegar ao Rio de Janeiro às 15h50 de
quarta-feira (2).
Agência Brasil
Primeiro parque nacional do RN é oficialmente aberto à visitação
O Parque Nacional da Furna
Feia, primeira unidade de conservação federal do Rio Grande do Norte, foi
oficialmente aberto à visitação pública nesta sexta-feira (27). Localizado
entre os municípios de Mossoró e Baraúna, o parque foi inaugurado 13 anos após
a sanção do decreto que autorizou sua criação.
Criado por decreto
presidencial em 2012, o Parque Nacional da Furna Feia possui aproximadamente
8.500 hectares de área preservada, abrigando uma rica biodiversidade da
Caatinga, 218 cavernas catalogadas, espécies ameaçadas de extinção e
importantes sítios arqueológicos, como o Lajedo em Pé e o Abrigo do Letreiro,
que guarda pinturas rupestres milenares.
A cerimônia foi realizada na
Palhoça da Furna Nova e contou com a presença de representantes do ICMBio,
CECAV, autoridades estaduais, comunidade científica e moradores da região.
“O que nós estamos vendo aqui
é uma área que tem um potencial turístico imenso. Quase nove hectares, mais de
250 cavernas. Então, hoje a gente está aqui para celebrar esse status e para
dizer que valeu o sonho e valeu a luta e o Parque Nacional da Furna Feia é uma
realidade”, afirmou a governadora Fátima Bezerra durante o evento de abertura.
Foto: Setur
“Do ponto de vista do turismo,
a Furna Feia nos permite avançar em uma agenda cada vez mais necessária: o
ecoturismo sustentável, com responsabilidade ambiental, geração de renda e
protagonismo das populações locais. Estamos trabalhando, enquanto Governo do
Estado, para integrar este novo destino a rotas estruturadas e para atrair
investimentos que respeitem a vocação natural e cultural da região”, afirma
Marina Marinho, secretária de Estado do Turismo do Rio Grande do Norte.
Diversidade
Os visitantes poderão conhecer
cavernas com claraboias naturais, observar animais como o
macaco-prego-de-peito-amarelo e a suindara (uma espécie de coruja), além de
vivenciar a cultura local por meio do artesanato e da produção sustentável das
comunidades vizinhas.
Além de promover o turismo de
base comunitária, o parque tem papel estratégico na conservação dos recursos
hídricos da região semiárida, contribuindo para o armazenamento natural de água
em suas cavernas. A abertura é mais uma ação do ICMBio que reafirma o
compromisso com a proteção da Caatinga e com a geração de oportunidades
sustentáveis no interior do estado.
Tribuna do Norte