quinta-feira, 26 de junho de 2025

SENAI-RN conquista 1ª licença prévia de eólica offshore do Brasil e terá parceria técnica da potiguar Dois A no projeto


O Brasil acaba de dar um passo histórico rumo à transição energética. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) concedeu, nesta semana, a primeira licença prévia para um projeto de energia eólica offshore no país. O projeto, liderado pelo Instituto Senai de Inovação em Energias Renováveis (ISI-ER), será implantado no município de Areia Branca (RN), a cerca de 330 quilômetros de Natal, e prevê a instalação de dois aerogeradores com entrada em operação estimada para os próximos 36 meses.

Entre os destaques da iniciativa está a participação da Dois A, empresa potiguar com ampla experiência em engenharia e inovação, que atuará, junto ao SENAI, de forma estratégica nas etapas do projeto, desde a definição das soluções logísticas até o mapeamento e desenvolvimento de uma cadeia de fornecedores nacionais que possam vir a atender projetos maiores em série. A empresa também atuará no processo de tropicalização da tecnologia offshore ELISA, desenvolvida pela espanhola Esteyco, para o contexto brasileiro.

O empreendimento, com potência total de até 24,5 MW, será instalado a 20 km da costa potiguar e irá operar como plataforma de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação (PD&I) com foco no desenvolvimento de tecnologias nacionais voltadas à fundação e à torre de turbinas eólicas offshore. Ao longo do processo, a planta-piloto também permitirá a análise de impactos ambientais no ecossistema marinho e nas atividades socioeconômicas da região, bem como a identificação de necessidades em formação profissional e qualificação de mão de obra. Além disso, o objetivo é desenvolver uma cadeia de fornecedores nacionais, a ampliação do conteúdo local e contribuir com a descarbonização do Porto-Ilha de Areia Branca, o principal ponto de escoamento do sal do Brasil. A energia gerada vai abastecer o Porto, substituindo o uso de combustíveis fósseis na operação do terminal, com a consequente redução das emissões de gases do efeito estufa.

Com apoio do Ibama, INTERSAL, Companhia Docas do Rio Grande do Norte, Marinha, Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e Ministério de Minas e Energia, o projeto é considerado um marco no setor energético nacional. Ele inaugura uma nova frente de atuação para o Brasil, que hoje conta com uma matriz predominantemente hídrica, mas que tem ampliado sua base com as fontes solar e eólica onshore.

Diante deste cenário, a energia eólica offshore ganha espaço com um potencial técnico estimado em mais de 1.200 gigawatts (GW), o que representa quatro vezes a matriz energética instalada atualmente do país. Segundo relatório do Banco Mundial em parceria com a EPE, entregue recentemente ao Ministério de Minas e Energia, grande parte desse potencial está concentrado nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, com destaque para a margem equatorial do país, que vai do Amapá ao RN, que possui a maior quantidade de projetos já em licenciamento ambiental do país com 133 GW, com destaque para os estados do Ceará (66MW) e RN (25MW), segundo dados atualizados em março de 2025 pelo IBAMA.

Com protagonismo técnico, visão estratégica e forte compromisso com a inovação, a Dois A consolida sua posição como agente fundamental na transformação energética do Brasil, colocando o estado do Rio Grande do Norte no centro das atenções para o futuro da energia renovável no país.

Tribuna do Norte

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