Entre os destaques da
iniciativa está a participação da Dois A, empresa potiguar com ampla
experiência em engenharia e inovação, que atuará, junto ao SENAI, de forma
estratégica nas etapas do projeto, desde a definição das soluções logísticas
até o mapeamento e desenvolvimento de uma cadeia de fornecedores nacionais que
possam vir a atender projetos maiores em série. A empresa também atuará no
processo de tropicalização da tecnologia offshore ELISA, desenvolvida pela
espanhola Esteyco, para o contexto brasileiro.
O empreendimento, com potência
total de até 24,5 MW, será instalado a 20 km da costa potiguar e irá operar
como plataforma de Pesquisa, Desenvolvimento & Inovação (PD&I) com foco
no desenvolvimento de tecnologias nacionais voltadas à fundação e à torre de
turbinas eólicas offshore. Ao longo do processo, a planta-piloto também
permitirá a análise de impactos ambientais no ecossistema marinho e nas
atividades socioeconômicas da região, bem como a identificação de necessidades
em formação profissional e qualificação de mão de obra. Além disso, o objetivo
é desenvolver uma cadeia de fornecedores nacionais, a ampliação do conteúdo
local e contribuir com a descarbonização do Porto-Ilha de Areia Branca, o
principal ponto de escoamento do sal do Brasil. A energia gerada vai abastecer
o Porto, substituindo o uso de combustíveis fósseis na operação do terminal,
com a consequente redução das emissões de gases do efeito estufa.
Com apoio do Ibama, INTERSAL,
Companhia Docas do Rio Grande do Norte, Marinha, Empresa de Pesquisa Energética
(EPE) e Ministério de Minas e Energia, o projeto é considerado um marco no
setor energético nacional. Ele inaugura uma nova frente de atuação para o
Brasil, que hoje conta com uma matriz predominantemente hídrica, mas que tem
ampliado sua base com as fontes solar e eólica onshore.
Diante deste cenário, a
energia eólica offshore ganha espaço com um potencial técnico estimado em mais
de 1.200 gigawatts (GW), o que representa quatro vezes a matriz energética
instalada atualmente do país. Segundo relatório do Banco Mundial em parceria
com a EPE, entregue recentemente ao Ministério de Minas e Energia, grande parte
desse potencial está concentrado nas regiões Nordeste, Sudeste e Sul, com
destaque para a margem equatorial do país, que vai do Amapá ao RN, que possui a
maior quantidade de projetos já em licenciamento ambiental do país com 133 GW,
com destaque para os estados do Ceará (66MW) e RN (25MW), segundo dados
atualizados em março de 2025 pelo IBAMA.
Com protagonismo técnico,
visão estratégica e forte compromisso com a inovação, a Dois A consolida sua
posição como agente fundamental na transformação energética do Brasil,
colocando o estado do Rio Grande do Norte no centro das atenções para o futuro
da energia renovável no país.
Tribuna do Norte
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