“Isso significa aumentar o
poder de barganha política, poder atrair mais recursos federais, que impactam
diretamente na vida das pessoas”, defendeu o deputado federal João Maia (PP).
No entendimento do deputado João Maia “havia uma injustiça com o Rio Grande do
Norte”, diz ele, que nem relaciona o Ceará, “um estado bem maior e que tem um
número expressivo de parlamentares “, no entanto, “até a lei ser sancionada o
RN tem o mesmo número de deputados que Roraima”.João Maia também citou outros
estados de mesmo porte do RN caso de Alagoas, com nove deputados e a vizinha
Paraíba, que tem 50% a mais – 12 deputados: ”A discrepância era muito grande em
relação ao Rio Grande do Norte, absurdamente elevada”.
Quanto a questão “se o deputado é bom ou não cabe ao povo”, avalizou Maia, que
exerce quarto mandato na Câmara Federal e entende que com o aumento de duas
vagas na bancada federal, eleitoralmente “estimula a ter mais candidatos nos
partidos consolidados” na formatação de uma chapa com 11 candidatos”.
O deputado federal General Girão (PL) ressalta que o aumento do número de
deputados “seria matéria impositiva no Supremo Tribunal Federal, o que iria
causar, para alguns estados do Nordeste, a perda da quantidade de deputados”.
“Julgamos não ser justo, até porque não acho justo que o Supremo determine
alguma coisa que diga respeito ao Poder Legislativo. O Congresso Nacional
provou com a promessa de que não iria aumentar os custos da Câmara dos
Deputados”, alertou Girão, o que confirmado após a votação no Senado Federal.
“Com esse aumento de 31 deputados, cada bancada terá que dividir entre os que
estão chegando o valor total do que se recebia antes. Politicamente, devemos
ter mais representatividade, tanto a nível estadual quanto mais presença do
Nordeste no parlamento, principalmente o nosso Rio Grande do Norte”, destacou
Girão, hoje no segundo mandato consecutivo.
Estreante na Câmara, o deputado federal Sargento Gonçalves (PL) disse que votou
contra essa ideia de aumentar as cadeiras da Câmara Federal, mas respeita quem
votou favorável. “Continuo com a mesma visão votei por uma questão de
coerência, mesmo desde antes de ser candidato pela primeira vez em 2018, eu já
era já falava o inverso disso, de reduzir a quantidade de cadeiras na Câmara
Federal, 513 deputados”.
“Eu acho deputado demais para representar o povo, eu acho que aumentar a
quantidade cadeira não tem nada a ver com democracia, com defesa da democracia
dá para se defender e continuar a existir democracia sem a necessidade de
aumentar os gastos públicos”.
Agora, entende Gonçalves, “naturalmente o Estado ganha dois deputados, mas nem
sempre quantidade significa qualidade, na verdade, cabe a cada parlamentar
eleito pelo povo do Rio Grande do Norte, que está na Câmara Federal, se dedicar
ao máximo para representar o melhor possível o nosso povo”.
Essa é a minha visão em relação à função política, a gente tem que buscar se
dedicar, buscando representar bem a parcela significativa do povo do Rio Grande
do Norte, as bandeiras continuam as mesmas, as mesmas estratégias, trabalhando
muito e crendo que, como eu digo, já vínhamos trabalhando na perspectiva de
oito cadeiras, e essa é a nossa missão, é cumprir, é estar entre os eleitos, se
Deus quiser, o reeleito, para continuar cumprindo, os interesses do povo do Rio
Grande do Norte”, prometeu Gonçalves.
Em relação às emendas, ponderou Gonçalves, as emendas de bancada eram
divididas, no caso eram 11 parlamentares que indicavam, agora serão 13, no
total aumentam duas das indicações, o valor continua praticamente o mesmo.
individuais, haverá uma redução no sentido macro, de 513 vai ser dividido para
531 deputados, “mas na matemática, como são 10 deputados, aumenta alguma coisa
mas não tem essa significância toda”.
A deputada federal Natália Bonavides (PT) acredita que “o ideal seria buscar a
proporcionalidade entre os estados sem aumentar o número de parlamentares.
Principalmente porque não é o momento de mais gastos com o legislativo”.
Com dois mandatos consecutivos, Natália Bonavides frisou que “esse aumento
implica em maior pressão por emendas, aumentando a crescente influência do
Congresso sobre o Orçamento e políticas públicas, que pode levar a um
semipresidencialismo”.
“Vale destacar também que existem dois projetos muito importantes para o povo:
a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a redução da
jornada de trabalho, dando fim a escala 6X1. Esses sim de maior impacto e
benefício para a população”, alertou Bonavides.
Já o deputado federal Fernando Mineiro (PT) disse que votou contra o aumento de
vagas: ”Acho que não resolve o problema da falta de proporcionalidade e nem da
representatividade”. Para Mineiro, que está no primeiro mandato, “a questão não
é a quantidade; é o compromisso com as demandas da sociedade e com os
princípios públicos”.
Tribuna do Norte

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