domingo, 1 de junho de 2025

Vestindo com propósito: startups promovem moda sustentável no RN


Repórter Kayllani Lima Silva 

Na contramão do chamado “fast fashion”, caracterizado por um modelo acelerado de consumo e produção de roupas, duas startups do Rio Grande do Norte mostram que o ato de vestir pode ser mais consciente e sustentável. Com aspectos diferentes, mas unidas por uma mesma cadeia de transformação, a Arara Azul Curadoria de Moda e a Orgâniccas são negócios de impacto socioambiental que têm promovido uma revolução a partir da moda. Ambas aceleradas por meio de editais do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado (Sebrae/RN), neste ano elas completam o ciclo 2024/2025 do Startup Nordeste e seguem trabalhando por uma mudança de mentalidade dentro e fora do mercado. 

Quem entra na loja da Arara Azul Curadoria de Moda, localizada na zona Leste de Natal, se depara com um ambiente repleto de peças escolhidas cuidadosamente: vestidos, calças, camisetas, sapatos, entre tantas outras. Ao olhar cada produto, o que poucas pessoas sabem é que, antes de ser um negócio de impacto socioambiental que promove moda circular e geração de emprego e renda,  a startup começou como um encontro entre amigas. 

Sylvia Furtado, juntamente com Joana Patino, sócia da Arara Azul desde 2023 – Foto: Beatriz Azevedo/cedida

Em 2019, a idealizadora e fundadora da empresa, a arquiteta Sylvia Furtado, que hoje toca o negócio ao lado da sócia, Joana Patino, realizou um clube de troca de roupas em um espaço do escritório em que trabalhava. No primeiro encontro, oito pessoas participaram, enquanto no segundo o número saltou para 88. Na prática, as pessoas pagavam um valor para que ela e sua primeira sócia, na época, avaliassem as roupas para o clube. Após isso, elas estipulavam um preço em araras [moeda utilizada no clube], para que as trocas pudessem ocorrer entre peças com custos equivalentes.

Não demorou para que o clube se tornasse um negócio com propósito. No mesmo escritório que sediou as trocas, a Arara foi aberta como loja em 2020 em um espaço improvisado. Mesmo antes disso, um incômodo atingia Sylvia e sua sócia: apenas 30% das roupas que chegavam para elas eram aproveitadas no negócio, enquanto 70% ficavam de fora. “Então começamos a doar esses itens  para casas-abrigos, para mulheres em situação de vulnerabilidade. Nesses últimos cinco anos, já doamos mais de 10 mil peças de roupa”, destaca.

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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.Elaborado pela autora com base nas informações disponíveis no guia prático Moda Sustentável, publicado pelo Sebrae em 2024

Empolgada com o negócio, a fundadora da Startup queria ir além e, em 2021, participou do Impacta RN, um programa de pré-aceleração do Sebrae/RN. Foi nesse momento que ela compreendeu que a Arara era um negócio de impacto socioambiental e que precisava ter um modelo mais sustentável para se manter. Com o propósito de melhorar a vida de mulheres em situação de vulnerabilidade, a startup começou a promover oficinas de capacitação por volta de outubro de 2021 por meio do projeto Arara Social. “O Sebrae chega e digo que vai tirando os ‘véus’, pois começamos  a entender o que era o nosso negócio em si”, conta.

Durante as oficinas, as participantes dão vida a novos produtos por meio do reaproveitamento têxtil – Foto: cedida

Na primeira oficina, cerca de 19 mulheres do bairro Mãe Luiza, na zona Leste de Natal, foram contempladas. “A gente ficou quatro semanas acompanhando-as. Falamos sobre autocuidado, empreendedorismo, reciclagem têxtil e sustentabilidade. Era com a gente mesmo, minha sócia falava, eu falava. A Valéria Oliveira, que é assistente social e trabalha com a gente, foi quem nos orientou, pois achávamos que era só ir lá ensiná-las a ganhar dinheiro. No entanto,  elas não queriam saber sobre ganhar dinheiro. Era muito mais sobre uma atenção e um olhar para essas mulheres”, comenta Sylvia.

Uma das participantes da 1ª oficina é a artesã Nelma Lúcia, de 56 anos, que já trabalhava no ramo e atualmente vende os produtos que reaproveita para a Arara. Para ela, a experiência tem gerado aprendizados sobre moda circular e a possibilidade de ver seus projetos se materializarem: “A parceria com a Arara também me proporciona realizar sonhos, como a compra de um maquinário. Essa realização foi por meio das peças que eu produzo”, compartilha.

A artesã Nelma Lúcia enxerga na parceria com a Arara uma chance de aprender e gerar trasnformação – Foto: Magnus Nascimento

Desde 2021, mais de 90 mulheres foram capacitadas pelo projeto social,  inicialmente sustentado por meio de bazares e que hoje vêm conseguindo patrocínio para se manter. “É o que eu digo sempre: a moda como força de transformação social e ambiental. Essa revolução e essa mudança começa dentro do seu guarda-roupa. Se você é mulher, tem roupa que você não usa, então traz para Arara para fazer parte desse movimento”, aponta Sylvia.

Na parte das doações, a idealizadora da Arara deixa claro que o cuidado é tão preciso quanto nas qualificações: “a gente não doa por doar”. “Se vamos doar para pessoas em situação de rua, então não vou mandar um vestido de festa, mas sim uma roupa que agasalhe bem e seja confortável. Se a gente vai doar para mulheres em reabilitação e que precisam voltar ao mercado de trabalho, então mandamos roupas mais sociais”, completa. 

Arara Social tem se consolidado na medida em que a startup amplia seu público – Foto: cedida

Desde 2020, a Arara Azul Curadoria de Moda conseguiu expandir suas doações, se firmou em uma sede fora do escritório, participou de três editais do Sebrae/RN e ampliou o faturamento de R$ 80 mil por ano, em 2023, para R$ 200 mil em 2024. Atualmente a empresa conta com oito funcionários. “A gente não é apenas um brechó. Isso é mais a fachada, pois o movimento que fazemos de transformação é muito maior”, enfatiza Sylvia.

Sustentabilidade que começa no cultivo 

A preocupação com o meio ambiente e o desenvolvimento social é, também, o que move a Orgâniccas. A startup, alicerçada na agroecologia, fornece ao público peças feitas com algodão agroecológico. Diferente do algodão comum, a matéria prima é  obtida seguindo os princípios da agroecologia, que utiliza práticas como técnicas de conservação do solo, o controle de pragas com métodos naturais e o apoio à agricultura familiar. 

Fernanda, Talita e Bruna, as três paulistas que fundaram no RN a Orgâniccas, uma startup que é alicerçada na agroecologia – Foto: Luiz Macedo/cedida

Embora de origem potiguar, a empresa surgiu a partir do trabalho de três paulistas que chegaram ao Rio Grande do Norte há sete anos: Talita Ramos, Fernanda Covos e Bruna Monteiro Coimbra. A estilista Fernanda Covos, idealizadora e fundadora da startup, compartilha que tanto ela quanto suas sócias foram transferidas pela empresa para a qual trabalhavam, a Riachuelo, para atuarem na Guararapes. Embora já tivessem experiência em grandes magazines, foi a primeira vez que conheceram de perto o “chão de fábrica”. “Começamos a entender mais a fundo como é, de fato essa, cadeia produtiva”, sublinha a fundadora, que hoje mora em Tibau do Sul.

Com o início da pandemia da covid-19, em 2020, Fernanda saiu da Guararapes e por um tempo achou que não gostaria mais de trabalhar com moda, sobretudo pela cobrança presente nesse mercado. Nesse período, resolveu abrir o olhar para outras possibilidades: começou a estudar e se qualificar nas áreas de permacultura, agrofloresta e negócios sustentáveis. 

O aprendizado foi o ponto de partida para uma descoberta que impulsionou a Orgâniccas: “Percebi que poderia continuar fazendo roupa e não jogar todos os meus 10 anos de experiência fora, mas de uma forma diferente, que eu estava aprendendo, e acreditava que seria melhor”, lembra.

Inicialmente, começou trabalhando em uma empresa voltada à  criação de uma cadeia produtiva mais sustentável a partir da prestação de consultorias para marcas, mas sentia falta do desenvolvimento de produtos. O vazio foi substituído pelo desejo de inovar quando o namorado da estilista estava produzindo um novo disco e ela resolveu que faria as camisetas de divulgação. No entanto, não queria lançar as peças de qualquer forma, mas sim com base na produção regenerativa.

Durante a idealização do projeto, Fernanda descobriu uma alternativa viável por meio do Sebrae/RN. “Vi que o Sebrae tinha aberto um edital de moda e turismo, em 2022, que era um edital focado em sustentabilidade. Então falei ‘vou escrever um projeto’,  que seriam essas camisetas plantadas de maneira regenerativa, porque era um projeto em que eu estava unindo todos os conhecimentos que eu tinha, desde estilista em magazine até a parte de cadeias produtivas regenerativas”, compartilha.

Peças vendidas pela Orgâniccas têm origem na agroecologia – Foto: Rafael dos Santos/cedida

A ideia da fundadora da Startup não apenas foi selecionada, como também rendeu duas coleções de camisetas: uma para o show do seu parceiro e outra inspirada no Seridó. Para conseguir colocar a iniciativa em prática, diante da alta demanda de trabalho, chamou as amigas Bruna e Talita para entrarem no projeto. Posteriormente, surgiu a ideia do nome “Orgâniccas”, a criação do perfil da loja no Instagram e o alcance cada vez maior do público. 

“A Orgâniccas foi crescendo de acordo com os editais que o Sebrae foi lançando. Como a gente nasceu de um edital, até brincamos que somos Sebrae’s baby. Fomos crescendo conforme os outros editais foram aparecendo”, comenta Fernanda. Além do primeiro certame, a empresa participou das edições do Programa Regenera em 2023 e 2024 e atualmente está no Startup Nordeste. 

Para fazer a Orgâniccas acontecer, a idealizadora e as sócias se desdobram em várias funções, incluindo marketing, comunicação, desenvolvimento de produtos e planejamento financeiro. Já a parte de produção, que inclui atividades como modelagem, corte, costura e estamparia, são terceirizadas, mas recebem uma atenção fundamental para que possam atuar com sustentabilidade. 

Fernanda explica que atualmente a empresa mantém parcerias – a exemplo da efetuada com o Instituto Casaca de Couro –  para conseguir obter a matéria-prima para seus produtos. Com sede na Paraíba, a entidade atua na qualificação de agriculturas, incluindo trabalhadores do Rio Grande do Norte, para o plantio de algodão agroecológico.

Assentamento da comunidade do Sítio Capim Grosso, no Rio Grande do Norte, referência em plantio agroecológico e destaque na série Fibras que Regeram, realizada pela startup – Foto: Joel Amarante/cedida

“A gente faz questão de saber exatamente de onde [o algodão] vem, como é produzido, conhecer as pessoas e criar vínculos, fazer amizade. Acreditamos que isso é muito mais importante do que qualquer selo de sustentabilidade que a empresa pode citar”, aponta a idealizadora da startup.

“O que a gente precisa é ensinar os nossos clientes como se produz dessa forma, o que há de diferente nessa produção em comparação à forma extrativista para, assim, eles entenderem que ao invés de comprar dez camisetas por ano [é melhor] comprar três, mas que vão ser bem produzidas, ter uma qualidade melhor e durar mais”, completa Fernanda. 

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O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.Elaborado pela autora com base em dados do guia prático Moda Sustentável, publicado pelo Sebrae em 2024

Atualmente, elas têm alcançado clientes que acreditam no propósito da Orgâniccas, tanto no Rio Grande do Norte quanto em São Paulo. Se   em 2023, o faturamento da empresa foi de R$ 18 mil, em 2024 esse valor aumentou para  R$ 38,4 mil. Neste ano, a meta é alcançar R$ 106 mil e continuar promovendo transformação. Visando o futuro, a idealizadora da Orgâniccas também almeja manter uma loja física, mas no momento tem priorizado o fortalecimento do público local através de parcerias estratégicas, participação em feiras e divulgação ativa em eventos.

Com o apoio do Sebrae-RN, a empresa também vai dar mais um passo importante: após ser selecionada no edital de Economia Criativa, implantará sua primeira agrofloresta têxtil em Tibau do Sul. “A gente quer conseguir ensinar o que a gente está aprendendo, dividir nosso conhecimento com as pessoas”, destaca Fernanda.

Protagonismo na aceleração de negócios 

O ato de dividir conhecimento é um dos principais reflexos do trabalho do Sebrae RN, protagonista no fomento de startups potiguares. Eugênio Spíndola, analista de inovação da entidade, explica que uma startup pode ser definida como uma empresa nascente que tem como base a tecnologia e a escalabilidade, ou seja, a possibilidade de apresentar grandes resultados a partir de uma estrutura pequena. 

Eugênio Spíndola destaca que o Sebrae/RN oferece diversos caminhos para acelerar startups potiguares – Foto: Adriano Abreu

Para fomentar esses negócios, o Sebrae/RN oferece editais, produtos e programas, dentre os quais está inserido o Startup Nordeste, direcionado a projetos inovadores e startups que estão em fase de validação, tração, crescimento ou escala. O analista explica que o ciclo 2024/2025 da iniciativa está na última fase, na qual 60 projetos e startups foram selecionadas.

Entre elas, estão a Arara Curadoria de Moda e a Orgâniccas, que  receberão uma bolsa de R$ 6,5 mil mensal por seis meses, para que possam desenvolver as ideias estruturadas ao longo do programa. Antes disso, as participantes passaram pelo processo de estruturação da ideia, apresentação dos seus projetos e desenvolvimento do modelo de negócio. “Todas essas etapas de capacitação e mentoria, chamamos de aceleração. Isso porque, em um curto espaço de tempo, o projeto é acelerado”, observa Eugênio Spíndola.

Enquanto no Startup Nordeste são selecionados negócios dos mais diversos setores, o programa Regenera tem um foco especial nos de impacto socioambiental. A gestora de Negócios de Impacto do Sebrae-RN, Elisete Lopes,explica que para ser inserido nesse eixo a iniciativa precisa ter como intenção a geração de impactos socioambientais. “Então a gente não está falando de um negócio tradicional, que tem um braço de uma ação social, mas sim daqueles em que a principal atividade nasce com esse propósito de gerar impacto positivo”.

Elisete Lopes: “O Regenera surge para dar apoio aos empreendimentos de impacto” – Foto: Magnus Nascimento

Mas, por serem um negócio, a gestora aponta que esses projetos precisam ter um modelo estruturado tanto para promover resultados positivos quanto para conseguir ter valor no mercado. Por conta disso, há sete anos o Sebrae/RN atua desenvolvendo essas iniciativas a partir do Regenera, que contempla empresas já inseridas no mercado e que apresentam um propósito definido. Durante seis meses, os empreendimentos passam por diagnóstico, oficinas e capacitações, além de receberem um prêmio de R$ 20 mil. 

Desde a primeira edição da iniciativa, 140 empresas foram aceleradas a partir de um investimento de R$ 4,45 milhões. Na edição deste ano, com inscrições abertas até o próximo dia 8 de junho, a proposta é ampliar cada vez mais a escalabilidade dos projetos. 

“O Regenera surge para dar apoio aos empreendimentos de impacto, entendendo que a gente não pode trabalhá-los com uma modelagem tradicional, pois apresentam uma modelagem específica e uma lógica de mercado diferente. Então quem consome de um negócio de impacto, não consome apenas um produto e serviço, mas também transformação positiva na sociedade”, ressalta Elisete Lopes. 

Tribuna do Norte

São João de Caruaru será transmitido na TV Brasil e na Rádio Nacional


A maior festa junina do país entra para o segundo dia de transmissão ao vivo na tela da TV Brasil e nas ondas da Rádio Nacional.

Neste sábado, 31, a partir das 21h, o público confere o São João de Caruaru, em Pernambuco, e os shows de Campina Grande, na Paraíba.

No domingo, a partir das 21h30, a Rádio Nacional e a TV Brasil abrem novamente espaço para os festejos na cidade do agreste paraibano.

Serão 24 dias com 110 horas de transmissão, sempre às quintas, sextas, sábados, domingos e segundas-feiras, até o dia 30 de junho. A cobertura ganhou o slogan “Do xote ao Baião, TV Brasil é São João”.

Com transmissão simultânea para os dois veículos, o especial Arraiá Brasil vai mostrar ao vivo as festas de São João do Nordeste, diretamente de Campina Grande, Caruaru e de Salvador e Amargosa, na Bahia.

A cobertura especial do São João de 2025 conta com as emissoras parceiras PREF TV de Caruaru, TVE Bahia e TV UERN, da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte, com a Prefeitura de Campina Grande.

O Arraiá Brasil também pode ser acompanhado online, é só baixar os aplicativos TV Brasil play e EBC Rádios.

Ouça na Radioagência Nacional

Novo presidente da CBF projeta mais investimentos no futebol feminino


O novo presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud, afirmou que a entidade atuará para expandir investimentos na modalidade feminina. O dirigente se manifestou em entrevista a jornalistas na Neo Química Arena, em São Paulo, onde o Brasil derrotou o Japão por 3 a 1, em amistoso na noite da última sexta-feira (31).

"Deixamos bem claro [em conversa com as atletas da seleção feminina, que ocorreu horas antes da partida na capital paulista] que queremos apoiar, incentivar, investir, trazer mais captação de recursos para poder ter um campeonato robusto", declarou Xaud.

"O que vamos fazer é continuar dando suporte, apoio. O que a CBF puder fazer pelo futebol feminino, que é uma das bandeiras que defendo, vamos estar fazendo, com mais investimentos e trazendo patrocinadores para apoiar e investir na modalidade em todo o Brasil", completou o dirigente, eleito para o cargo no domingo passado (25).

 

Brasília (DF), 31/05/2025 -  Novo presidente da CBF projeta mais investimentos no futebol feminino.
Foto:  Lívia Villas Boas / CBF
Presidente da CBF, Samir Xaud cumprimenta a jogadora Marta - Foto: Lívia Villas Boas/CBF

O técnico da seleção feminina, Arthur Elias, foi questionado, em entrevista coletiva, sobre a expectativa com relação à nova gestão da CBF. Para o treinador, ter as portas abertas na entidade é importante, mas somente parte de um processo de revolução que envolve clubes, federações e governo federal.

"O que temos de mais importante é a Copa do Mundo [de 2027, no Brasil]. Para ser mais rápida [essa evolução], precisamos do aumento de oportunidades para as garotas, um trabalho social, porque ainda fazemos poucos, e melhores condições para as atletas jogarem", avaliou o técnico.

Na ocasião em que foram anunciadas as oito sedes do Mundial, no começo do mês, a diretora de Políticas de Futebol e de Promoção do Futebol Feminino do Ministério do Esporte, Marileia dos Santos, a ex-jogadora “Michael Jackson”, afirmou que a estratégia nacional para a modalidade, criada para fortalecer a base e incentivar a prática do esporte a meninas e mulheres, está em andamento.

"Isso tudo vai se intensificar com a chegada da Copa. Queremos formar uma rede sólida, que permaneça muito além de 2027. A ideia é descentralizar, para que o impacto do futebol feminino floresça em todos os cantos do país", disse Michael Jackson, ao site do ministério.

Agência Brasil