De acordo com a categoria,
contratada através da empresa de Serviço de Assistência Médica e Ambulatorial
(SAMA), os repasses financeiros não são feitos pelo estado desde o mês de
outubro.
O presidente do Sinmed/RN,
Geraldo Ferreira, reforça a existência de um acordo pré-processual feito em
audiência de conciliação, realizada pela Justiça Federal, que envolveu a
participação do Sindicato, Conselho Regional de Medicina (CREMERN), Secretaria
Estadual de Saúde (Sesap) e Sama, em que os atrasos salariais não poderiam
ultrapassar o período de quatro meses. “O Governo não vem cumprindo. Então uma
é luta, todo mês para receber E se não se fizer movimentos, o Governo não
paga”, expõe o presidente.
“Todos os meses a gente tem
que fazer um movimento, fazer uma organização de mobilização, ameaçar
paralisação, senão não se recebe. E o governo não está com o emprego do prazo
de quatro meses também, está atrasando seis meses. Então a UTI de Natal, que não
estava envolvida nesse movimento, começou também a atrasar de uma forma que
eles não receberam nem outubro ainda. Essas UTIs do interior, em Mossoró e Assú
receberam outubro, a gente está brigando para receber (o mês de) novembro. A de
Natal nem em outubro recebeu”, detalha Geraldo.
Em razão do descumprimento do
acordo, os médicos decidiram em assembleia apresentar um prazo para o pagamento
dos meses de outubro e novembro de 2024 até o dia 25 de março, às 16 horas.
Caso o pagamento pendente não seja realizado, uma nova assembleia da categoria
será realizada no mesmo dia para tomar uma decisão sobre a possibilidade de
paralisação a partir do dia 26.
“Claro que sabemos que UTI é
uma coisa muito delicada, normalmente há filas de pacientes esperando UTI. Mas
a gente tem uma metodologia que a gente já tem aplicado no interior.
Normalmente quando se dá alta a um paciente, aquele leito fica interditado, ou
seja, nós não nós não abandonamos a UTI. Em casos extremos, onde há risco
iminente de morte claro que esse leito independente de qualquer coisa, a gente
ocupa é um movimento delicado tem que ser monitorado muito de perto pelo
Sindicato mas infelizmente não tem o que fazer, porque se não o Governo não
paga”, detalhou.
Junto a UTI do Walfredo
Gurgel, os hospitais da Polícia, Santa Catarina, Giselda Trigueiro e Deoclécio
Marques, também correm risco de ter os atendimentos paralisados, totalizando
nove UTIs, caso o repasse financeiro não seja efetuado por parte do Governo
Estadual até o dia 26.
A Secretaria de Saúde do RN
foi procurada pela reportagem, mas não respondeu até o fechamento da edição. O
espaço segue aberto para manifestação.
Tribuna do Norte
0 comentários:
Postar um comentário