Os fiéis aclamaram o retorno
com gritos de “viva o papa” e, em mensagem lida para todos, o pontífice
agradeceu as orações por sua recuperação.
Ele deu sua bênção do 5º andar do Hospital Gemelli, em Roma. Ele preferiu fazer a aparição deste local – e não do 10º andar do prédio, onde fica a suíte papal – para que as centenas de fiéis que se reúnem na praça próxima ao Gemelli possam vê-lo melhor. Ele não preside a oração do Angelus desde 9 de fevereiro.
Após se despedir da equipe do
centro médico, ele retornará ao Vaticano para começar pelo menos dois meses de
descanso, reabilitação e convalescença, durante os quais os médicos disseram
que ele deveria evitar encontros em grandes grupos ou esforçar-se demais.
Contudo, o médico pessoal de
Francisco, o doutor Luigi Carbone, disse no sábado que o papa eventualmente
deveria poder retomar todas as suas atividades normais desde que mantenha o
progresso lento e constante que tem apresentado até agora.
Seu retorno para casa, após a
hospitalização mais longa de seu papado de 12 anos e a segunda mais longa na
história papal recente, trouxe alívio tangível ao Vaticano e aos fiéis
católicos que têm acompanhado com nervosismo os 38 dias de altos e baixos médicos
e se perguntando se Francisco se recuperaria.
Rotina agora inclui remédio e
fisioterapia
Nenhum arranjo especial foi
feito na Domus Santa Marta, o hotel do Vaticano ao lado da basílica de São
Pedro onde Francisco vive em uma suíte de dois quartos no segundo andar.
Francisco terá acesso a oxigênio suplementar e cuidados médicos 24 horas por dia
conforme necessário, embora Carbone tenha dito que espera que Francisco
progressivamente precise de menos assistência respiratória à medida que seus
pulmões se recuperem.
Embora a infecção por
pneumonia tenha sido tratada com sucesso, Francisco continuará tomando
medicação oral por um bom tempo para tratar a infecção fúngica em seus pulmões
e continuará sua fisioterapia respiratória e física.
“Por três ou quatro dias ele
tem perguntado quando pode ir para casa. Então ele está muito feliz”, disse
Carbone.
Estadão Conteúdo
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