Empresários que conversaram com a Coluna do Estadão ressaltaram que Tebet
também considerou que houve razão para a disparada do dólar no fim do ano, por
causa da frustração do mercado financeiro com o pacote de corte de gastos. Mas
Simone Tebet ainda atribuiu a elevação do dólar a fatores externos e erros de
diagnóstico do mercado.
O ambiente do jantar era de
uma conversa informal com empresários. No diálogo, ela também ressaltou que o
ajuste não foi como a equipe econômica gostaria. Ela ponderou, ainda, que o
pacote enviado pelo governo foi modificado pelo Congresso.
Participaram do evento, organizado pelo Esfera representantes dos setores
financeiro, de energia, de infraestrutura e do comércio, entre outros. Segundo
eles, a ministra ressaltou que não é uma entusiasta da reeleição no País, e
prefere o mandato único de cinco anos. Entretanto, fez questão de destacar que
apoiará a reeleição do presidente Lula por fidelidade e respeito ao petista.
Em novembro passado, o governo apresentou ao Congresso uma proposta de emenda à
Constituição (PEC) para tentar equilibrar as contas públicas. No mês seguinte,
os parlamentares aprovaram a PEC, após alterações. Um dos pontos rejeitados
pelos congressistas foi endurecer as regras para o acesso ao Benefício de
Prestação Continuada (BPC), pago a pessoas com deficiência e idosos de baixa
renda.
Depois da aprovação da proposta, o Ministério da Fazenda reduziu em R$ 2,1
bilhões a previsão de economia para os próximos dois anos: de R$ 71,9 bilhões
para R$ 69,8 bilhões. Haddad disse também que o pacote de corte de gastos
encaminhado ao Congresso foi a “primeira leva” do ajuste fiscal.
NÚMERO
R$ 69,8 Bi é o montante da
economia prevista pelo Ministério da Fazenda com o pacote de corte de gastos
enviado ao Congresso.
Tribuna do Norte
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