Sérgio de Paula, diretor da Vox2you, em Natal, explica que dominar bem as
técnicas é fundamental, independentemente da área de atuação. “Não importa se é
um advogado, um profissional liberal ou um empresário. Todos precisam se
comunicar bem. Na maioria das vezes, esses profissionais são mais valorizados
pela forma como se comunicam e isso passa também pela exposição nas redes
sociais. Então, não é somente a qualificação técnica que importa”, afirma.
Os benefícios para quem
consegue fazer uma comunicação assertiva, segundo Sérgio de Paula, são
inúmeros. “Quem fala bem é automaticamente percebido como uma referência, uma
autoridade. É a comunicação, portanto, que pode gerar ou tirar credibilidade,
por isso é essencial aprimorá-la”, diz o diretor da Vox2you. Outro benefício
para quem domina as ferramentas de oratória, aponta, é a melhoria no
networking, uma consequência do fato de o profissional passar a ser notado pela
forma como se comunica. Além disso, o aumento da capacidade de liderar é outro
diferencial, uma vez que uma boa oratória é imprescindível para motivar
equipes.
Outros aspectos que ganham com o aperfeiçoamento da oratória são o aumento do
poder de persuasão, que facilita negociações e fortalece a imagem profissional,
bem como a capacidade de mediar conflitos. Etevaldo de Miranda Jr., sócio
fundador da Orathória, chama atenção para alguns pontos que são importantes na
arte de dominar bem toda a metodologia, como as técnicas de storytelling,
linguagem corporal, imagem pessoal e atuação nas mídias sociais.
“O storytelling ajuda as pessoas na organização do próprio discurso, com
início, meio e fim. A linguagem corporal é fundamental para utilizar bem o
corpo e a imagem em favor da comunicação”, aponta Miranda Jr. Um acompanhamento
com fonoaudiólogo também é importante, assim como conhecimentos de psicologia
comportamental para trabalhar o medo de falar em público.
Miranda destaca, ainda, o bom uso da língua portuguesa, autoconhecimento,
neurolinguística, improvisação e persuasão como ferramentas a serem dominadas.
Jeanny Damas, diretora da Speak, relata que a comunicação é um processo
“treinável”, por isso o aperfeiçoamento das técnicas de oratória depende de
prática. “Tem gente que já nasce com uma melhor aptidão para se comunicar, mas
há pessoas que são mais tímidas. A boa notícia é que existem meios de se fazer
esse destravamento, digamos assim”, explica Damas.
“Bons cursos identificam esses pontos de timidez e ensinam a ultrapassar medos
e inseguranças. É importante pontuar que a oratória também é interessante para
as pessoas que falam muito e que precisam dosar o próprio discurso, com foco
apenas no que é realmente necessário. Claro que isso precisa ser feito com
objetividade, clareza e conexão”, ensina Jeanny Damas. Para auxiliar em todo
esse processo, buscar boas escolas de oratória é essencial.
Sérgio de Paula, da Vox2you, alerta que não é possível tornar-se um bom orador
do dia para a noite. Antes, ensina ele, é preciso prática e estudo técnico: “É
fundamental a prática com exposição”, afirma.
Etevaldo de Miranda Jr, da Orathória, diz que, por mais habilidade que se
tenha, a prática e a formação sempre ajudam a melhorar. “A oratória pode ser
aprendida, se houver prática, mesmo que haja certa dificuldade de se falar em
público e em se expressar”, sublinha Miranda.
Jeanny Damas, da Speak, reforça o quanto o mercado de trabalho atual valoriza
os profissionais que dominam as técnicas de oratória. “Saber se comunicar bem é
a habilidade mais observada em qualquer profissional hoje em dia. Para tudo
você precisa de uma boa comunicação, a fim de despertar o interesse das pessoas
e de se conectar com elas”, ressalta. “Para um bom orador, existem cinco
pilares: storytelling, autoconhecimento, prática com exposição, feedback
individual e repetição. Ninguém fica bom em algo se não pratica. Mas não
adianta praticar apenas dentro de casa, de frente para o espelho. Novamente eu
digo: é preciso exposição”, reforça Sérgio de Paula, da Vox2you.
Tribuna do Norte
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