O projeto é uma parceria do
Instituto Arapyaú, organização voltada para desenvolvimento justo, inclusivo e
de baixo carbono do país, e da ONG Tabôa Fortalecimento Comunitário, que atua
para fomentar acesso a recursos financeiros e estímulo à cooperação, para
projetos de sustentabilidade e justiça socioambiental.
Para o gerente de bioeconomia
do Instituto Arapyaú, Vinicius Ahmar, o projeto vai contribuir para melhorar as
condições de vida de pequenos produtores, de baixa renda e com baixa
produtividade na produção.
“Com o Kawá, queremos ampliar
a escala de impactos econômicos, sociais e ambientais positivos, atraindo
investidores de maior porte para destravar modelos produtivos que façam uso
sustentável do solo e gerem renda para quem mais precisa e quem conserva a
floresta", disse.
Diversas organizações integram
a iniciativa que pretende beneficiar, na primeira fase, 1,2 mil agricultores
dos dois estados, com cerca de R$ 30 milhões.
O nome Kawá faz referência à
forma como o cacau era chamado nas civilizações pré-colombianas, quando era
conhecido como kakawa. A iniciativa mescla recursos concessionais e
filantrópicos com capital público e privado.
O Kawá é classificado como um
Fundo de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagro). A
metodologia de concessão de crédito é mais simplificada e acessível.
Ao receber o crédito, o
produtor tem até 45 dias para realizar o investimento. Após esse período, são
36 meses de prazo para pagá-lo, com uma média de seis meses de carência.
Os recursos têm como destino o
custeio da adubação, irrigação, mão de obra, compra de equipamento e
adensamento com mudas.
Além disso, o Kawá prevê a
possibilidade de comércio de créditos de carbono de conservação por parte dos
produtores. A iniciativa tem ainda parceria da Associação Nacional das
Indústrias Processadoras de Cacau (AIPC), que sinalizou a possibilidade da compra
do cacau dos produtores beneficiados.
A assistência técnica ficará a
cargo Consórcio Intermunicipal do Mosaico das Apas do Baixo Sul da Bahia
(Ciapra), da Fundação Solidaridad e da Polímatas Soluções Agrícolas e
Ambientais.
Agência Brasil
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