sexta-feira, 30 de dezembro de 2022

Presidência autoriza deslocamento de 8 servidores aos EUA


O Diário Oficial da União (DOU) publicou hoje (30) despacho da Secretaria da Presidência da República autorizando o deslocamento de servidores que vão apoiar o presidente Jair Bolsonaro em viagem aos Estados Unidos. Bolsonaro deve passar a virada de ano naquele país. 

De acordo com a publicação, oito servidores vão realizar serviço de assessoria, segurança e apoio pessoal ao futuro ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro, em agenda internacional a realizar-se em Miami/Estados Unidos da América, no período de 1º a 30 de janeiro de 2023. 

Mais cedo, Bolsonaro fez um balanço de seus quatro anos de governo, em uma transmissão pela internet, e afirmou que não estimula confrontos de seus apoiadores diante da posse do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 1°.

Edição: Lílian Beraldo - Agência Brasil

PIS/Pasep ainda pode ser pedido por quem perdeu prazo


O último prazo para sacar o abono PIS/Pasep (Programa de Integração Social/ Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público) deste ano terminou ontem (29), mas quem perdeu a data-limite ainda tem chance de acessar o dinheiro a que tem direito. Pela lei que regulamenta o assunto, os valores permanecem disponíveis por até cinco anos.  

Para isso, é preciso ingressar com recurso administrativo, que poderá ser protocolado a partir de 15 de fevereiro. Quem processa as solicitações é sempre a Superintendência Regional do Trabalho de cada estado, mas o trabalhador pode dar entrada no processo em qualquer posto de atendimento do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Todos os endereços encontram-se no portal.

Há ainda a possibilidade de fazer o pedido por e-mail. Em todos os casos, o endereço é trabalho.UF@economia.gov.br, sendo que as letras UF (unidade federativa) devem ser substituídas pela sigla do estado em que o trabalhador reside.

O trabalhador tem ainda outros canais nos quais pode buscar auxílio para ingressar com o recurso para receber o auxílio PIS/Pasep referente ao ano-base 2020, que foi pago em 2022. É possível pedir o pagamento também de abonos com ano-base de cinco anos anteriores, caso não tenham sido sacados.

No aplicativo Carteira Digital de Trabalho, disponível para celulares com plataforma Android e iOS, o trabalhador pode consultar se de fato tem direito ao benefício em anos anteriores, qual o valor disponível e como ele deve ser pago. Tais informações podem ser consultadas pelo telefone 153, no serviço Alô Trabalhador.

Os abonos do PIS e do Pasep são pagos a trabalhadores de setores privados e públicos, respectivamente. No caso do PIS, os pagamentos são processados pela Caixa Econômica Federal, e pelo Banco do Brasil em relação ao Pasep.

Direito

Para ter direito ao abono salarial é necessário:

*Estar cadastrado no programa PIS/Pasep ou no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) (data do primeiro emprego) há pelo menos cinco anos;

*Ter trabalhado para empregadores que contribuem para o PIS ou Pasep.

*Ter recebido até dois salários mínimos médios de remuneração mensal no período trabalhado.

*Ter exercido atividade remunerada durante pelo menos 30 dias, consecutivos ou não, no ano-base considerado para apuração;

*Ter os dados corretamente informados pelo empregador (pessoa jurídica/governo) na Relação Anual de Informações Sociais (Rais) ou no eSocial do ano-base considerado para apuração.

Não têm direito a receber o Abono Salarial:

*Empregado (a) doméstico (a);

*Erabalhadores rurais empregados por pessoa física;

*Trabalhadores urbanos empregados por pessoa física;

*Trabalhadores empregados por pessoa física equiparada a jurídica.

Edição: Kleber Sampaio - Agência Brasil

Covid-19: Brasil registra 37,6 mil novos casos em 24 horas


O Ministério da Saúde divulgou hoje (29) novos números da pandemia de covid-19 no país. De acordo com levantamento diário feito pela pasta, o Brasil registrou, em 24 horas, 37,6 mil novos casos da doença e 172 óbitos.

Desde o início da pandemia, o país acumula 36,3 milhões de casos confirmados da covid-19 e 693,7 mil mortes registradas. O número de pacientes recuperados soma 34,9 milhões.

O estado de São Paulo tem o maior número de registros de covid-19 e de mortes em consequência da doença – 6,3 milhões de casos e 177,3 mil óbitos. Em seguida, aparecem Minas Gerais (4 milhões de casos e 64,4 mil óbitos); Rio Grande do Sul (2,88 milhões de casos e 41,4 mil óbitos) e Paraná (2,85 milhões de casos e 45,7 mil óbitos). 

Vacinação

Segundo o vacinômetro do Ministério da Saúde, 498 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 já foram aplicadas no país, sendo 181,4 milhões da primeira dose e 163,9 milhões da segunda, além de 102,4 milhões da primeira dose de reforço e 40 milhões do segundo reforço.

Boletim Epidemiológico  29.12.22
Boletim Epidemiológico 29.12.22 - 29/12/2022/Divulgação/ Ministério da Saúde

Edição: Lílian Beraldo - Agência Brasil

Confira os nomes dos 37 ministros do futuro governo


últimos nomes de ministros do futuro governo do presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, foram anunciados hoje (29), em Brasília. No total, serão 37 ministérios. Desses, cinco são ligados à Presidência da República. Os ministros assumem o cargo no próximo domingo (1º).

Confira abaixo os nomes anunciados para todos os 37 ministérios:

Na Presidência da República:

  1. Casa Civil – Rui Costa
  2. Secretaria-Geral  – Márcio Macedo
  3. Secretaria de Relações Institucionais – Alexandre Padilha
  4. Gabinete de Segurança Institucional – Gonçalves Dias
  5. Secretaria de Comunicação – Paulo Pimenta

Na Esplanada dos Ministérios:

  1. Advocacia-Geral da União (AGU) – Jorge Messias
  2. Controladoria-Geral da União – Vinicius Marques de Carvalho
  3. Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Carlos Fávaro
  4. Ciência e Tecnologia – Luciana Santos
  5. Cultura – Margareth Menezes
  6. Defesa – José Múcio Monteiro
  7. Fazenda – Fernando Haddad
  8. Educação – Camilo Santana
  9. Gestão e Inovação em Serviços Públicos – Esther Dweck
  10. Igualdade Racial – Anielle Franco
  11. Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços – Geraldo Alckmin
  12. Integração e Desenvolvimento Regional - Waldez Góes
  13. Justiça e Segurança Pública – Flavio Dino
  14. Pesca e Aquicultura – André de Paula
  15. Previdência Social – Carlos Lupi
  16. Saúde – Nísia Trindade
  17. Cidades – Jader Filho
  18. Comunicações – Juscelino Filho
  19. Relações Exteriores – Mauro Vieira
  20. Minas e Energia – Alexandre Silveira
  21. Mulher – Cida Gonçalves
  22. Portos e Aeroportos – Marcio França
  23. Desenvolvimento Social, Assistência, Família e Combate à Fome – Wellington Dias
  24. Esporte – Ana Moser
  25. Meio Ambiente – Marina Silva
  26. Planejamento e Orçamento – Simone Tebet
  27. Trabalho e Emprego – Luiz Marinho
  28. Turismo – Daniela Souza Carneiro   
  29. Direitos Humanos e Cidadania – Silvio Almeida
  30. Povos Indígenas – Sônia Guajajara
  31. Transportes – Renan Filho
  32. Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar – Paulo Teixeira
  33. Agência Brasil

Ibovespa fecha ano com alta de 4,69% e dólar com queda de 5,3%


O índice referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa, encerrou o pregão de hoje (29), o último do ano, aos 109.734 pontos. O resultado representa uma queda de 0,46% em relação a ontem e de 2,45% em comparação ao final do mês de novembro. No entanto, no acumulado do ano, o índice somou alta de 4,69%.

O giro financeiro no último pregão do ano somou R$ 24,4 bilhões. Amanhã, em razão do feriado bancário, não haverá negociação de ações na bolsa paulista, a B3.

Diferentemente do Brasil, Wall Street caminha para uma perda em 2022, com o S&P 500 registrando até o momento declínio de 19%. No entanto, amanhã ainda haverá pregão nos Estados Unidos.

Já o dólar teve em 2022 sua primeira baixa anual frente ao real em seis anos. Subiu hoje 0,43%, fechando o último pregão do ano em R$ 5,27 reais na venda. No acumulado de 2022, a moeda norte-americana somou queda de 5,3% - a primeira baixa anual desde 2016.

Boa parte das perdas deste ano veio no primeiro trimestre, quando o dólar caiu 14,55% frente ao real, maior tombo percentual trimestral desde o período de abril a junho de 2009 (-15,81%).

*Com informações da Agência Reuters Brasil

Bancos não vão abrir nesta sexta-feira


As agências bancárias não irão abrir ao público nesta sexta-feira (30). O expediente bancário só retornará na  segunda-feira (2). As informações são da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Segundo a entidade, nos dias em que as agências estiverem fechadas a população poderá utilizar os meios eletrônicos de atendimento bancário, como mobile internet banking, caixas eletrônicos, banco por telefone e correspondentes para fazer transações financeiras.

“Os carnês e contas de consumo (como água, energia, telefone, etc.) vencidos no feriado [dia 1º] poderão ser pagos sem acréscimo no dia útil seguinte. Normalmente, os tributos já estão com as datas ajustadas ao calendário de feriados, sejam federais, estaduais ou municipais”, destacou a Febraban.

Edição: Kleber Sampaio - Agência Brasil

IGP-M sobe 0,45% em dezembro e fecha ano com alta de 5,45%


Brasília (AE) - O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou alta de 0,45% em dezembro, após avanço de 0,56% em novembro, informou nesta quinta-feira (29), a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado ficou abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast com analistas do mercado financeiro, que indicava 0,58% para o indicador, com estimativas entre 0,25% e 0,99%. A inflação acumulada pelo IGP-M em 2022 foi de 5,45%. Em 2021, o índice fechou em 17,78%.

O IGP-M de dezembro registrou avanço de 0,47% do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M), que inverteu o sinal após deflação de 0,94% em novembro. O índice de preços no atacado acumulou inflação de 5,27% em 2022, ante 20,57% em 2021.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) desacelerou de 0,64% em novembro para 0,44% em dezembro. A inflação ao consumidor encerrou o ano com avanço total de 4,30%, abaixo dos 9,32% registrados de 2021.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) acelerou de 0,14% em novembro para 0,27% este mês, conforme já divulgado pela FGV. O indicador acumulou alta de 9,40% em 2022, após 14,03% em 2021.

IPA agropecuário cai 0,64%


O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) subiu 0,47% em dezembro, ante queda de 0,94% em novembro. Nas aberturas por origem dos produtos feitas pela FGV, os preços ao produtor industrial inverteram o sinal do mês anterior, de queda de 0,74% para alta de 0,92%. O IPA-M agropecuário, por sua vez, se manteve no campo negativo e recuou 0,64%, após retração de 1 46%.

Com o resultado, o IPA-M industrial acumulou inflação de 6,04% em 2022, um arrefecimento em relação aos 22,22% de 2021. Os preços agropecuários desaceleraram a 3,34%, após 16,65% no ano passado.

Nas aberturas por estágios de processamento, as matérias-primas brutas passaram de deflação de 2,86% em novembro para inflação de 2,09% em dezembro. O grupo subiu 0,02% em 2022, ante 8,31% em 2021.

A aceleração das matérias-primas entre novembro e dezembro foi puxada por minério de ferro (-8,01% para 16,32%), café em grão (-20,97% para 0,40%) e bovinos (-2,20% para 1,55%). Em sentido oposto, os destaques foram soja em grão (1,25% para -1,52%), laranja (8,88% para -3,04%) e mandioca/aipim (6,33% para 1,72%).

Os bens finais recuaram 0,29% no período, ante alta de 0,13%, puxados pelo subgrupo de o subgrupo alimentos processados (0,01% para -0,47%). Os intermediários caíram 0,30%, ante contração de 0,11%, devido à deflação de combustíveis e lubrificantes para a produção (0,83% para -2,26%).

Os bens finais acumularam alta de 8,59% em 2022, ante 17,64% em 2021, e os bens intermediários de 7,55%, ante 38,37%.

Influências


Minério de ferro, feijão em grão (-1,45% para 15,36%) e bovinos (-2,20% para 1,55%) foram os itens que mais contribuíram para a alta do IPA-M de dezembro. Óleo de soja refinado (2,57% para 7 35%) e farelo de soja (1,96% para 2,04%) completam a lista.

Em contrapartida, óleo diesel (0,00% para -3,81%), leite in natura (-5,32% para -4,75%) e soja em grão ajudaram a limitar o avanço do índice, seguidos por adubos ou fertilizantes (-2,91% para -3,15%) e gasolina automotiva (0,00% para -2,84%).

Pelé: Morre o maior jogador de futebol da história


Pelé está morto. Aos 82 anos, o melhor jogador de todos os tempos não resistiu a um câncer no cólon. Ele estava internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Seu coração bateu pela última vez de forma lenta e pausada, sem que seu corpo sentisse qualquer dor. Estava sedado. Pelé morreu nesta quinta-feira, 29 de dezembro, sereno, tranquilo e calmo, como sempre se comportou diante dos zagueiros e goleiros que tentaram impedir seus gols. Tudo o que era possível fazer, foi feito

Pelé nunca desistiu da vida. Ela sempre lhe deu muito. E ele a todos nós. Pelé queria viver mais. Ele terminou os seus dias amparado pela mulher, Márcia, com o carinho dos filhos e rezando no quarto do hospital, um hábito que sempre o acompanhou, mas que nos últimos tempos era quase uma obsessão. Pelé rezava com os médicos. Levou sua fé até o fim e a Deus nunca deixou de agradecer pelo dom dado sem pedir nada em troca.

O futebol está de luto. O dia de sua morte será lembrado para sempre, assim como sua história. "Pelé morreu" vai ser a frase mais dita nos próximos dias em Três Corações, Bauru, Santos, São Paulo, Brasil e em todos os cantos do planeta. Seu corpo será velado na Vila Belmiro. A família pediu para o corpo ser cremado Haverá muita gente incrédula com a notícia. Mas ninguém indiferente a ela. Sua história continuará sendo contada de geração em geração até o fim dos tempos. Reis, rainhas e presidentes vão chorar sua morte e reverenciar o que ele fez em vida. O futebol vai demorar para entender o que essas duas palavras significam: "Pelé morreu". A notícia vai correr o mundo Não se sabe se um dia o futebol deixará o luto. Suas histórias vão virar lenda. Pelé está morto.

O Brasil ainda não sabe o que sua morte significa. Vai descobrir com o tempo, em meio à dor da perda de um filho pródigo e de um vazio inigualável. Inigualável porque Pelé foi o maior jogador da história do futebol. Não há nem haverá outro como ele. A notícia de sua morte vai ecoar pelo mundo. Onde há uma bola, há reverência a Pelé, seu talento e história. O futebol chora sua morte. Pelé está morto.

Ele deixa milhões de admiradores e seguidores nas redes depois de viver os últimos anos numa luta quase que diária com suas doenças. Há anos, sua saúde estava cada vez mais debilitada, de altos e baixos, com momentos estáveis e outros nem tanto. Pelé foi definhando em vida, longe da bola e cada vez mais distante dos compromissos profissionais. Em seus últimos momentos, nem de longe lembrava aquele atleta esbelto e dono de movimentos precisos. Mas Pelé reinou absoluto até o fim. Ele deixa mulher e sete filhos. Um câncer o derrubou, mas não somente. Ele tinha outras doenças graves, uma delas nos músculos das pernas. Tentou um tratamento nos EUA, mas não deu certo. Também tinha enfermidades no coração.

Neste dia em que não haverá notícia maior e mais sentida do que sua morte, Pelé se junta a outros gênios da humanidade, como Leonardo da Vinci, William Shakespeare, Albert Einstein, Villa-Lobos e alguns mais por quem o mundo se dobrou. Os feitos de Pelé como jogador correram o mundo e se tornaram maiores do que ele próprio, um sujeito simples que gostava de reunir a família em volta da mesa aos domingos, de cantar e contar histórias. Sua fama o precede desde os 17 anos, quando estreou pela seleção brasileira na Copa de 1958. Nascido Edson Arantes do Nascimento, Pelé foi homem e deus ao mesmo tempo. Em vida, recebeu muitos homenagens. A última delas, uma coroa na camisa do Santos. Em sua morte, recebe gratidão. Pelé está morto.

O Rei estava internado no Hospital Albert Einstein, em São Paulo Ele acompanhou alguns jogos da Copa do Catar, ‘abraçou’ Neymar após a eliminação do Brasil e festejou a conquista da Argentina, do amigo Messi. Um dos últimos boletins médico relatava um Pelé mais enfraquecido e debilitado. "Internado desde 29 de novembro para uma reavaliação da terapia quimioterápica para tumor de cólon e tratamento de uma infecção respiratória, Edson Arantes do Nascimento apresenta progressão da doença oncológica e requer maiores cuidados relacionados às disfunções renal e cardíaca. O paciente segue internado em quarto comum, sob os cuidados necessários da equipe médica", informava o boletim do dia 21 de dezembro assinado pelos médicos Fabio Nasri, geriatra e endocrinologista, Rene Gansl, oncologista, e Miguel Cendoroglo Neto, diretor-superintendente médico e serviços hospitalares, todos do Einstein e que assistiram ao paciente em seus últimos dias. Familiares também estiveram com ele. Sua última mulher, Marcia, foi a grande companheira à beira da morte.

Pelé iniciou tratamento contra um tumor no cólon em 2021. Ele precisava ir ao hospital com frequência para dar seguimento ao atendimento e fazer avaliações. Já havia sido submetido a uma cirurgia para retirada do tumor no mesmo hospital em setembro daquele ano. No início de 2022, os médicos constataram metástase que atingia o intestino, o pulmão e o fígado. Pelé nunca se entregou. Morreu sedado e sem se entregar.

MAIOR DE TODOS

Aclamado "Rei do Futebol" e "Atleta do Século 20?, o ídolo brasileiro tinha fãs pelo mundo todo. Seu nome, ou apelido de quatro letras (PELÉ), era conhecido muito mais do que qualquer personalidade das mais diversas áreas e gerações, mais até do que presidentes, reis e rainhas, além dos papas. Pelé não precisava de legenda em suas fotos. Reza a lenda que nunca pediram passaporte para ele em suas inúmeras viagens. Exagero? Nem tanto para quem carregou a fama de ter parado uma guerra na África, apertado a mão dos últimos presidentes americanos e sido abençoado pelos papas que ocuparam o Vaticano em sete décadas, do italiano São João 23 ao argentino Francisco Bergoglio, para quem Pelé sempre foi melhor do que Maradona.

Sinônimo de saúde e vigor físico durante toda a sua carreira, Pelé vinha enfrentando problemas médicos nos últimos anos. Seu corpo atlético e perfeito definhava com a inevitável chegada da idade e alguns contratempos de saúde, como uma cirurgia no fêmur em 2012 e os músculos enfraquecidos das pernas. Pelé virou um senhor cuja imagem do passado dizia mais do que o reflexo do presente no espelho. Ele vinha se distanciando de sua maior paixão, a bola, fazia algum tempo.

Seu maior prazer era reunir a família nos almoços de domingo. Também reduziu sua agenda a quase zerá-la, não viajava mais e não aparecia no Museu Pelé, em Santos, onde tinha uma ampla sala para dar expediente e de onde gostava de ficar a ver os navios passando pela janela. Foi lá que o Estadão esteve com ele pela última vez, em 2019, por causa dos 50 anos do seu milésimo gol.

A história de Pelé já foi contada de diversas maneiras, com inúmeros recortes e fatos, todos eles fascinantes. Ensinou sua arte nos Estados Unidos por um caminhão de dinheiro, quando vestiu a camisa do Cosmos de 1974 a 1977. Fez da seleção brasileira conhecida e reverenciada nos rincões do planeta ao ser tricampeão do mundo nas Copa de 1958, então com 17 anos, 1962 e 1970, cujo time é apontado como o melhor de todos os tempos. Nenhum outro ganhou tantos Mundiais. Nenhum outro foi como ele.

Sua vida, vasculhada a cada aniversário ou comemoração de marcas importantes, vinha à tona por ângulos diferentes, novas entrevistas e inúmeras lembranças. Sempre sob o olhar apaixonado de seus seguidores. Pelé não deixava nenhum fã sem sorriso ou autógrafo. Em 2019, ele se reuniu em sua sala no Museu Pelé, em Santos, cidade que escolheu para morar e terminar seus dias, com jornalistas brasileiros e estrangeiros para festejar os 50 anos do gol 1.000. Atendeu a todos com paciência, sem pausa e sem se recusar a responder qualquer pergunta. Assim era o Rei.

VIDA E OBRA

Pelé nasceu Edson Arantes do Nascimento, na cidade mineira de Três Corações, no dia 23 de outubro de 1940, filho de dona Celeste Arantes, que no dia 20 de novembro deste ano (2022) completou 100 anos, e de João Ramos do Nascimento, mais conhecido como seu Dondinho. Pelé nasceu no mesmo dia do Aviador e da Força Aérea Brasileira - remonta ao dia em que Santos-Dumont voou com o 14-Bis.

A família tinha vida simples. Pelé era um dos três filhos dos Arantes do Nascimento. Seu nome foi uma homenagem ao inventor da lâmpada, Thomas Edison. O pai era um grande jogador do futebol amador. Ele incentivou o garoto nos campinhos da cidade. Com apenas quatro anos, Edson se mudou com a família para Bauru, no interior de São Paulo, e lá ganhou o apelido que marcaria sua vida.

Quando brincava no gol, a cada defesa que fazia, gritava o nome de Bilé, em referência ao goleiro do São Lourenço, time mineiro em que seu pai jogava. A proximidade sonora e o erro na fala fizeram com que os amigos passassem a chamá-lo de Pelé. Bilé virou Pelé. O pequeno Edson não gostava da gozação e por isso mesmo o apelido pegou. O mundo conhece essas quatro letras desde então. E agora chora sua morte.

A paixão pelo futebol o acompanhou na mudança de cidade. E logo Pelé começou a jogar nas categorias de base do Bauru Atlético Clube, o BAC ou Baquinho. Não demorou para os amigos repararem seu talento, até que o técnico Waldemar de Brito o levou para um teste no Santos, que já tinha em suas fileiras jogadores como Manga, Zito, Formiga, Jair Rosa Pinto, Pagão, Del Vecchio e Pepe

Em 1956, Pelé fez sua estreia no profissional. Marcou um gol na goleada por 7 a 1 no amistoso com o Corinthians de Santo André. Em pouco tempo, o novato já era titular. No ano seguinte, estreou com a camisa da seleção brasileira, quando novamente deixou sua marca logo de cara, na derrota por 2 a 1 para a Argentina, pela Copa Roca. O Santos e a seleção mudaram a vida de Pelé, e ele mudou a história do time da Baixada e do escrete nacional. Pelé mudou o futebol: Antes de Pelé, Depois de Pelé.

ESTREIA NA COPA DE 1958

Pelé sempre brilhou em estreias. Essa condição o acompanhou em sua primeira Copa do Mundo, em 1958, na Suécia, quando tinha 17 anos apenas. Era um moleque franzino e de cabelo estilo reco, raspado nas laterais. O presidente do Brasil era Juscelino Kubitschek. Tudo na sua vida foi precoce. Num ano ele estava no Santos. No outro, fazia sua primeira partida pela seleção. E na temporada seguinte, lá estava Pelé em um Mundial da Fifa. Ele foi destaque na equipe brasileira em sua primeira conquista, aquela que abriu caminho para as outras quatro. Foi comandado pelo técnico Vicente Feola e esteve ao lado de lendas como Garrincha, Zagallo, Bellini e Vavá. Pelé fez um dos gols mais bonitos do torneio na final contra a Suécia, com vitória por 5 a 2.

Na Copa do Mundo do Chile, quatro anos mais tarde, Pelé já não era mais aquele menino desconhecido em meio a jogadores formados Pelé já era Pelé. Todos queriam vê-lo jogar. Sua lenda corria o mundo com as cores do Santos, que fazia muitas excursões, e da seleção campeã do mundo, mas ainda estava longe de ser uma celebridade como se tornaria mais tarde. Mas ele se machucou na segunda apresentação do Brasil naquele Mundial. Então, sob o comando de Garrincha, a seleção chegou ao bicampeonato. Pelé e Garrincha nunca perderam um jogo juntos.

Em alta na seleção, Pelé mantinha também a grande fase no Santos Ao lado de Pepe, Coutinho e tantos outros craques do clube da Baixada, levou a equipe paulista a dois títulos do Mundial da Fifa e outros dois da Libertadores da América, em 1962 e 1963. Não se cansava de ganhar o Paulistão quando os Estaduais tinham mais importância do que qualquer competição. Foram nove conquistas estaduais entre 1958 e 1969 e mais uma em 1973. Por onze vezes, Pelé foi artilheiro do torneio regional. Em 1958, marcou 58 gols. Boa parte dos seus 1.281 gols está registrada no filme Pelé Eterno, de 2004, dirigido por Anibal Massaini Neto, com roteiro de José Roberto Torero e Armando Nogueira.

HOMEM E DEUS

Com tanto sucesso, ele deixava de ser meramente um jogador de futebol para se tornar uma lenda. Campanhas de publicidade, músicas gravadas com grandes artistas e até participações em filmes e novelas passaram a fazer parte da rotina de Pelé entre um treino e outro. Casou três vezes. Tudo na sua vida era um grande acontecimento, desde o primeiro casamento com Rosimere dos Reis Cholbi ao nascimento dos filhos. Depois namorou com Xuxa, ícone da televisão brasileira. Onde ia, Pelé arrastava multidões. Acertou e fracassou em negócios fora de campo, virou garoto-propaganda de marcas importantes e nunca deixou seu nome desaparecer. Sua lenda vai correr o mundo para sempre.

Em campo, manteve sua qualidade até o fim. Pelé seguia o enredo de liquidar com os rivais e aumentar sua coleção de vitórias, conquistas e gols. Nunca teve outro objetivo a não ser ganhar o jogo. Os companheiros contam que ele chegava a dormir no vestiário antes das partidas. Diziam que Pelé sonhava com as jogadas. Quando isso acontecia, era vitória na certa. Em 1969, no Maracanã, contra o Vasco, ele fez seu milésimo gol. Foi um acontecimento. O povo brasileiro perseguiu a façanha por semanas E tinha de ser de bola parada, em cobrança de pênalti, para o mundo ver, e no palco maior do futebol nacional, o Maracanã. Agora Pelé está morto.

Mas foi na Copa do Mundo de 1970, no México, que sua vida ganharia contornos épicos. Depois do fiasco brasileiro no Mundial de 1966, quando se machucou novamente, Pelé foi o destaque daquela que é considerada por muitos a melhor seleção de todos os tempos. Ele fez da Copa de 70 a pincelada final de sua obra. Após viajar para o México sob desconfiança, conduziu o time ao tricampeonato. Tinha 29 anos. Já era chamado de Rei. Sabia que aquela seria sua última Copa e fez com que todos comprassem sua ideia de se despedir com mais uma conquista. Pelé foi homem e deus ao mesmo tempo, não se sabe até hoje em qual ordem. O homem está morto. O deus viverá para sempre.

APÓS O TRI

Pelé se despediu da seleção um ano depois, em 1971, e do Santos logo em seguida, em 1974, mas ainda teria mais um desafio. Em 1975, aceitou convite do Cosmos de Nova York para reforçar a equipe e popularizar o futebol nos Estados Unidos. Tornou-se campeão americano de soccer em 1977, ano de sua aposentadoria definitiva. Descalçava as chuteiras para vestir os ternos. Assim, tornou-se ministro dos esportes no governo Fernando Henrique Cardoso. Assinou uma lei tão ou mais importante do que seus gols: a Lei Pelé, que libertava os jogadores das amarras contratuais dos clubes. Era o fim do passe e o começo dos direitos dos atletas.

Mesmo aposentado no fim dos anos 70, o futebol nunca sairia de sua vida. Pelé tornou-se presença frequente em jogos do Santos, programas televisivos e campanhas publicitárias, sempre apoiado pelo carisma e apelo popular. Viajou o mundo para levar sua marca e as marcas que o patrocinava. Chegou a se envolver em polêmicas familiares e discussões públicas com desafetos, como Maradona e Romário, mas nada que não se resolvesse com o tempo. Foi gentil ao mandar flores na morte do argentino, quem mais perto esteve de sua coroa. Disse ter perdido um amigo quando Diego morreu em novembro de 2020. Dois anos depois, chegou a sua hora. Ele deixa esse mundo com uma única certeza, de que seu nome será cultuado para sempre. O Brasil perde seu Rei. Pelé está morto.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Sindicato pede reajuste de 52% na tarifa de tranporte intermunicipal


O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio Grande Do Norte (SETRANS), que representa empresas de ônibus intermunicipais, protocolou nesta quarta-feira, (28), pedido de reajuste tarifário de 52,06% no Departamento de Estradas e Rodagens (DER), órgão responsável pela gestão do transporte metropolitano e rodoviário no Estado. O pedido já foi entregue ao DER, que vai analisar a proposta do sindicato.

Segundo o presidente do sindicato, Eudo Laranjeiras, o pedido de aumento do reajuste vem do fato do valor da passagem está defasado desde 2018. Além da queda do número de passageiros no período pós-pandemia e o alto preço. Outro fato que contribui para o reajuste é o preço do óleo diesel e de outros insumos que afetaram o setor.

"Estamos necessitando muito desse reajuste. Hoje faz quatro anos que teve a última mudança. De lá, teve pandemia, e o setor não conseguiu recuperar o número de passageiros. Além do aumento do valor do óleo diesel", falou.

Em julho deste ano o Poder Executivo Estadual reduziu o  ICMS sobre o óleo diesel. Ontem, o Governo anunciou a manutenção do benefício por três meses. Apesar da diminuição, o fato não resolveu a questão, como detalha Eudo.

“A desoneração dada pelo governo para o diesel foi importantíssima, e contribui para que a defasagem não seja ainda maior”, explica.

Auxílio Brasil para 2023 divulga Calendário.


O Ministério da Cidadania divulgou na última quinta-feira (28) o calendário com as datas de pagamento do Auxílio Brasil, que deverá voltar a se chamar Bolsa Família com a gestão do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para 2023. 

Os pagamentos serão realizados nos últimos dez dias úteis de cada mês, de acordo com o número final do Número de Identificação Social (NIS) do beneficiário. A primeira parcela, que será direcionada aos beneficiários com  NIS de final “1”,  será paga no dia 18 de janeiro. 

Confira as datas de pagamento do benefício por mês: 

NIS terminado em 1 

Janeiro: 18 

Fevereiro: 13 

Março: 20 

Abril: 14 

Maio: 18 

Junho: 19 

Julho: 18 

Agosto: 18 

Setembro: 18 

Outubro: 18 

Novembro: 17 

Dezembro: 11

NIS terminado em 2 

Janeiro: 19 

Fevereiro: 14 

Março: 21 Abril: 17 

Maio: 19 

Junho: 20 

Julho: 19 

Agosto: 21 

Setembro: 19 

Outubro: 19 

Novembro: 20 

Dezembro: 12

NIS terminado em 3 

Janeiro: 20 

Fevereiro: 15 

Março: 22 

Abril: 18 

Maio: 22 

Junho: 21 

Julho: 20 

Agosto: 22 

Setembro: 20 

Outubro: 20 

Novembro: 21 

Dezembro: 13

NIS terminado em 4 

Janeiro: 23 

Fevereiro: 16 

Março: 23 

Abril: 19 

Maio: 23 

Junho: 22 

Julho: 21 

Agosto: 23 

Setembro: 21 

Outubro: 23 

Novembro: 22 

Dezembro: 14

NIS terminado em 5 

Janeiro: 24 

Fevereiro: 17 

Março: 24 

Abril: 20 

Maio: 24 

Junho: 23 

Julho: 24 

Agosto: 24 

Setembro: 22 

Outubro: 24 

Novembro: 23 

Dezembro: 15

NIS terminado em 6 

Janeiro: 25 

Fevereiro: 22

 Março: 27 

Abril: 24 

Maio: 25 

Junho: 26 

Julho: 25 

Agosto: 25 

Setembro: 25 

Outubro: 25 

Novembro: 24 

Dezembro: 18

NIS terminado em 7

Janeiro: 26 

Fevereiro: 23 

Março: 28 

Abril: 25 

Maio: 26 

Junho: 27 

Julho: 26 

Agosto: 28 

Setembro: 26 

Outubro: 26 

Novembro: 27 

Dezembro: 19

NIS terminado em 8 

Janeiro: 27 

Fevereiro: 24 

Março: 29

 Abril: 26

 Maio: 29 

Junho: 28 

Julho: 27 

Agosto: 29

 Setembro: 27

 Outubro: 27 

Novembro: 28 

Dezembro: 20

NIS terminado em 9 

Janeiro: 30 

Fevereiro: 27 

Março: 30 

Abril: 27 

Maio: 30 

Junho: 29 

Julho: 28 

Agosto: 30

Setembro: 28 

Outubro: 30 

Novembro: 29 

Dezembro: 21

NIS terminado em 0 

Janeiro: 31 

Fevereiro: 28 

Março: 31 

Abril: 28 

Maio: 31 

Junho: 30 

Julho: 31 

Agosto: 31 

Setembro: 29

Outubro: 31 

Novembro: 30 

Dezembro: 22