Segundo Padilha, a ideia
é que todos os hospitais da Ebserh passem a funcionar aos sábados ou em
terceiro turno para o atendimento eletivo, com o objetivo de aumentar a
capacidade das redes locais.
“A Ebserh tem como meta este
ano aumentar em 40% das cirurgias eletivas que realiza e o Ministério da Saúde
coloca R$100 milhões só para essa ação”.
A iniciativa é um esforço para
diminuir os efeitos da pandemia de covid-19 sentidos até hoje, explica
Padilha.
“Além das mais de 700 mil
vidas que nós perdemos, a pandemia, da forma como foi conduzida no governo
anterior, gerou uma desorganização dos fluxos de atendimento, desde o papel da
unidade básica de saúde e encaminhamento para média complexidade, até os procedimentos
de cirurgias mais especializados.”
O ministro participou do mutirão
no Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB), onde estão sendo realizadas
hoje 28 cirurgias eletivas entre catarata, laqueadura, hérnia, colecistectomia,
implante de marcapasso, além de mais 28 exames de coloproctologia. Somente
na unidade, cerca de 30 profissionais de saúde se revezam ao longo do dia para
ampliar o acesso da população aos procedimentos especializados e consultas no
Sistema Único de Saúde.
De acordo com o
vice-presidente da Ebserh, Daniel Beltrammi, o esforço teve início neste sábado
em mais seis unidades da região Nordeste e duas da região Norte, que também
participam do mutirão de lançamento.
“A Ebserh é uma empresa
pública de cada brasileira e brasileiro e a maior rede de hospitais
universitários do Sul Global com o propósito de promover saúde, ensino,
pesquisa e inovação a serviço da vida e do nosso Sistema Único de Saúde”,
reforçou.
Padilha adiantou ainda que no
dia 5 de julho ocorrerá o Dia E Nacional, no mesmo modelo do Dia D de
Vacinação, no qual todos os hospitais universitários do país estarão
mobilizados para fazer ações que garantam um tempo mais adequado para o
tratamento.
“A gente fez questão de fazer
o primeiro ato do programa com a Ebserh, no Hospital Universitário de Brasília,
para reconhecer o compromisso de toda a rede de hospitais universitários.”
Medida
O Agora Tem Especialistas foi instituído por medida provisória,
assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nessa sexta-feira (30). O
programa permite ainda o credenciamento de estruturas privadas que queiram
oferecer atendimento e tratamento aos Sistema Único de Saúde.
“Usaremos dois mecanismos
inovadores. Um com planos de saúde, para troca das dívidas que tenham com a
União, por oferta de cirurgias, exames de imagem, consultas especializadas para
pacientes do SUS e também outro mecanismo para os hospitais privados e filantrópicos
que também poderão ter suas dívidas abatidas em parte, ao oferecerem esses
atendimentos aos pacientes da rede pública”, destacou o ministro.
Monitoramento
O programa prevê ainda a
ativação do Painel de Monitoramento Nacional, com a obrigatoriedade de toda a
rede de saúde, seja nacional, estadual ou municipal, passar a informar dados
sobre atendimento, internação e procedimentos, além do tempo de espera para a
Rede Nacional de Dados de Saúde.
“Hoje essa informação não
existe no Brasil. Vai passar a existir por conta dessa medida provisória do
presidente Lula. Com isso a gente vai poder monitorar”, afirmou Padilha.
Agência Brasil
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