A mostra aborda
espiritualidade e práticas culturais dos guaranis, além da luta pela demarcação
do território como terra indígena.
Quem assina a curadoria são as
jogadoras guaranis Lourdes Yva Poty e Roseane Reté, com co-curadoria de Maíra
Vaz Valente.
“A exposição vai ser um
aprendizado para todos, os alunos, os adultos, para quem não conhece o futebol
feminino indígena”, diz Roseane.
O acervo é, majoritariamente,
de autoria guarani, produzido pelas próprias jogadoras.
O público vai conhecer o Ka’a,
ritual guarani da erva mate, que marca a passagem do inverno, do “tempo velho”
para o “tempo novo”, e ainda os relatos das jogadoras em vídeo e os objetos
usados pelas mulheres Guarani Mbyá, como camisas dos times desenhadas por elas.
No dia da abertura, haverá
apresentação de dança feminina com movimentos inspirados em pássaros da
artista Tangará, canto coral com músicos xondaros, a participação da
artista pataxó Tamikuã Txihi.
A exposição é bilíngue, com
textos, legendas em português e guarani, língua falada no território indígena
do Jaraguá.
O Museu do Futebol fica na
Praça Charles Miller, no bairro do Pacaembu. A mostra ficará aberta de terça a
domingo, das 9h às 18h. A entrada é gratuita às terças-feiras. Nos demais
dias os ingressos custam R$ 24 a inteira e R$ 12 a meia. Crianças de até 7 anos
não pagam.
*Estagiário sob supervisão de
Eduardo Luiz Correia
Agência Brasil
0 comentários:
Postar um comentário