quinta-feira, 29 de maio de 2025

Natal concentra mais de 75% dos empregos criados em abril no RN


Dos 2.927 empregos gerados no Rio Grande do Norte no mês de abril, Natal foi responsável por 75,8% dessas vagas. Os dados foram divulgados na quarta-feira (28), pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do mês de abril. O resultado é fruto de 22.089 admissões e 19.162 desligamentos no período no RN.

Na capital potiguar, foram 10.030 contratados e 7.810 demissões, gerando um saldo de 2.220 empregos. É o maior saldo mensal desde o período pré-pandemia. Procurado o prefeito de Natal, Paulinho Freire (União Brasil) comemorou os números de empregos gerados em Natal, no mês de abril.

“Nossa gestão é pautada em ações que estimulem o bom ambiente de negócios e a nossa economia. Assim, vamos impulsionar o setor produtivo e chegar mais próximo do nosso objetivo principal, que é criar cada vez mais meios de renda e de postos de trabalho para os natalenses. Nesse sentido, resultados como o novo Caged indicam que estamos no caminho certo, trabalhando forte para promover o desenvolvimento em nossa cidade e priorizando as pessoas nesse contexto”, afirma o prefeito Paulinho.

O salto dos empregos em Natal foi puxado pelo setor de serviços, que contou com 5.415 admissões e 3.723 desligamentos, produzindo 1.692 novos empregos, o que corresponde a 64,14% do total de trabalhos dessa categoria no Rio Grande do Norte.

Para se ter noção da importância dos números, no mês de março, em Natal, o mesmo setor de serviços fechou com saldo negativo de empregos, com -170. Foram 4.766 admissões e 4.936 desligamentos. Ou seja, houve mais demissões do que contratações.

O setor de serviços é conhecido como o setor terciário da economia brasileira, que vai do papel do comércio de bens à prestação de serviços. O que inclui o comércio, transportes, comunicação, setor de alimentos, administração pública e demais serviços.

O segundo grupo econômico que mais gerou empregos em Natal foi a indústria, no qual apresentou um saldo positivo de 487 postos de trabalho. Com 991 admissões e 504 desligamentos.

O setor da economia natalense que menos gerou empregabilidade no mês de abril foi o comércio, com um saldo negativo de – 50. Com 1.953 novas carteiras assinadas e 2.003 demissões.

Dados nacionais

O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostra criação líquida de 257.528 postos formais de trabalho em abril, após um saldo de 79.726 em março (com ajustes), segundo dados divulgados nesta quarta-feira (28), pelo Ministério do Trabalho. O resultado ficou mais próximo do teto da pesquisa Projeções Broadcast, de 267.366 novos empregos gerados, do que da mediana do levantamento, que apontava criação de 170.500 postos de trabalho.

Setores

O saldo positivo do Caged em abril foi puxado pelo setor de serviços, que gerou 136.019 vagas, segundo dados divulgados do Ministério do Trabalho e Emprego. O comércio abriu 48.040 vagas no período, e a indústria, 35.068. O saldo do setor de construção foi positivo em 34.295. O da agropecuária, positivo em 4.025.

Estados

Todas as 27 Unidades da Federação tiveram saldos positivos no Caged em abril. As maiores criações líquidas de postos de trabalho, em números absolutos, ocorreram em São Paulo (+72 283), Minas Gerais (+29.083) e Rio de Janeiro (+20.031). Os menores saldos foram de Alagoas (+414), Roraima (+669) e Acre (+760).

Salário médio

O salário médio de admissão nos empregos com carteira assinada foi de R$ 2.251,81 em abril, 0,71% maior do que em março.

Acumulado do ano

Todos os cinco principais setores da economia apresentaram saldos positivos na geração de empregos formais em 2025. O setor de Serviços liderou com a criação de 504.571 vagas (+2,19%). Em seguida, veio a Indústria, que gerou 190.477 postos de trabalho (+2,13%). A Construção ficou em terceiro lugar, com 135.202 vagas (+4,73%). Já a Agropecuária contribuiu com 55.605 novos empregos (+3,09%), e o Comércio registrou 36.523 postos criados (+0,35%).

São Paulo foi o estado que mais gerou empregos no acumulado do ano, com 284.033 novas vagas (+1,98%). Na sequência, destacam-se Minas Gerais, com 105.584 postos (+2,15%), e o Paraná, com 79.914 vagas (+2,48%). Considerando a variação relativa, os maiores crescimentos foram registrados em Goiás (+3,56%), Mato Grosso (+3,20%) e Tocantins (+3,01%).

Tribuna do Norte

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