O memorial apresenta, de forma
dinâmica e didática, o percurso da industrialização no RN, a atuação sindical
da indústria, o acervo de artes visuais e bibliográfico da FIERN, além da
história do próprio Solar Bela Vista. A exposição ficará aberta ao público de
junho a agosto, com visitação gratuita de terça a sexta-feira, das 13h às 17h,
com entrada pela Rua São Tomé.
A exposição conta com painéis
que narram a evolução das atividades industriais no estado — da produção têxtil
e alimentícia às iniciativas mais recentes ligadas às energias renováveis. A
curadoria é assinada por profissionais das áreas de museologia, patrimônio
cultural e design gráfico, com foco em uma abordagem acessível, visualmente
leve e respeitosa à estrutura histórica do casarão.
Roberto Serquiz, presidente do
Sistema FIERN | Foto: Adriano Abreu
Para o presidente do Sistema
FIERN, Roberto Serquiz, o Memorial da Indústria representa um marco na
valorização da história do setor produtivo e no fortalecimento da identidade
industrial local.
“A exposição deixa marcada a
importância da indústria para a economia do RN, reafirmando isso também para a
comunidade e todas as gerações que irão acompanhar a exposição. É um momento de
troca entre comunidade, industriais e colaboradores do setor que reforça o
papel do SESI-RN em manter essa memória viva”, afirma.
Roberto enfatiza também que um
dos principais objetivos da exposição é mostrar as conquistas que o setor
industrial promoveu ao Estado. “Estamos falando desde a época colonial,
passando pela época do sal, do algodão, do século XX, onde houve a diversificação
da economia, até chegarmos ao momento atual, com o petróleo, com as energias
renováveis, saindo já da indústria 4.0 para a indústria 5.0, da inteligência
artificial, inclusive, aqui nesse memorial, nós temos uma sala de imersão onde
projeta através da inteligência artificial os quadros que a federação tem em
todas as suas unidades, sobretudo na sede nossa”, disse.
A sala com projeção mapeada é
um dos pontos ápices da exposição, ela permite aos observadores uma imersão
completa no acervo de arte. A expografia também utiliza materiais como
acrílico, metalon, MDF e PVC, combinados a recursos tecnológicos e interativos,
como protótipos em impressão 3D, painéis informativos, vídeos de entrevistas e
mostra fotográfica.
Para o presidente, o RN possui
grande potencial em sua riqueza natural, fazendo com que gerações futuras
possam se desenvolver ainda mais no setor industrial. “Quando você olha uma
história belíssima aqui, uma instituição de sete décadas, você vai sim entender
todo esse avanço que nós tivemos e o que a gente pode, logicamente, pensar para
o futuro a partir da realidade que nós já temos hoje. Então, falar em economia
é falar em desenvolvimento. E a Federação da Indústria, ela hoje realmente está
apontando caminhos, apontando soluções para que o Rio Grande do Norte, através
da indústria, dessa fortaleza, desse vetor de desenvolvimento, possa cada vez
mais desenvolver as suas potencialidades para o bem-estar da população, gerando
emprego, gerando renda”, completou.
A coordenadora de Cultura do
SESI-RN, Valéria Marinho, destaca que a iniciativa busca aproximar a comunidade
da história e da importância social da indústria potiguar. “É uma oportunidade
para que estudantes, trabalhadores da indústria e suas famílias e visitantes
conheçam como a indústria ajudou a moldar o desenvolvimento do nosso estado”,
afirma.
Danielle Mafra, superintendente
regional do SESI-RN | Foto: Adriano Abreu
Segundo a superintendente
regional do SESI-RN, Danielle Mafra, o memorial fortalece as ações culturais da
instituição, ao lado de projetos como o Festival do Industriário e o Formando
Talentos. “A missão do SESI é difundir um pouco como as pessoas são importantes
para a indústria. E aqui, no Solar Bela Vista, que é um centro cultural e um
dos pilares de atuação do SESI, faz com que a gente possa misturar um pouco de
arte, cultura, tecnologia, pessoas e história. E principalmente a nossa
colaboração com o Centro Histórico e com essa localização muito privilegiada
que é esse palácio. Então a gente dá vida a esse espaço, trazendo para a cidade
do Natal um ambiente que conta o histórico da indústria através de muita arte e
tecnologia.”
Além de valorizar o trabalho
industrial, a exposição também coloca em evidência obras de artistas locais.
Como é o caso do músico e compositor potiguar Carlos Zens, que há 40 anos busca
preservar e valorizar a música popular brasileira através do seu trabalho. O
artista esteve presente na inauguração do memorial e tem sua interpretação das
músicas Royal Cinema e Serenata do Pescador expostas na mostra audiovisual.
“Me senti premiado e
prestigiado por ser um instrumentista que é mais uma vez solicitado a
apresentar o que eu fiz, o que eu interpreto. Eu achei muito para o artista, se
sentir em vida e vivo. O sistema industrial é uma cadeia produtiva muito forte
de trabalhadores. Então, quando você faz um trabalho coordenado com o sistema S
é muito bacana porque mostra arte e cultura para os trabalhadores também. Isso
é importante. Lazer também é cultura e saúde mental”, comentou o músico.
Tribuna do Norte
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