Os dados foram levantados pela
Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que monitora vendas e custos do
setor. Para a Abras, o resultado positivo foi garantido por políticas diretas
de renda, como o Bolsa Família e o auxílio gás, e o abono do PIS/Pasep, que
destinaram mais de R$ 14 bilhões para a população, valor que ajudou a melhorar
as vendas do setor.
Também teve início o pagamento
da antecipação da primeira parcela do 13º salário para aposentados,
pensionistas e demais beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social
(INSS), que deve estender sua influência sobre o índice de maio, com R$ 70
bilhões pagos aos segurados.
O aumento no consumo dos lares
brasileiros acumula, neste ano, alta de 2,52%. Como já havia expandido em
março, o resultado de abril mostrou-se mais modesto do que o esperado.
“Embora o crescimento de 1,25%
em abril, influenciado pela sazonalidade da Páscoa, possa parecer modesto, ele
ocorreu sobre uma base comparativa elevada, já que, em março, o consumo avançou
expressivamente 6,96%. Esse resultado atípico no mês anterior reduziu o espaço
para um crescimento mais robusto. Ainda assim, o consumo na semana da Páscoa
cresceu 16,5%, evidenciando o impacto positivo da data no consumo das
famílias”, diz nota do vice-presidente da Abras, Marcio Milan.
Preços ao consumidor em alta
O índice da Abras inclui ainda
dois acompanhamentos de preços: uma cesta básica de 35 itens, divididos entre
produtos básicos, hortifrutigranjeiros e proteínas de origem animal, além de
produtos de higiene e limpeza, e outro com 12 produtos considerados essenciais.
Na cesta ampliada, o aumento foi de 0,82% em abril, com acumulado de 10,83% em
um ano.
O valor da cesta passou de R$
812,54 em março para R$ 819,20 em abril. Entre os produtos que mais
contribuíram para a alta em abril estão o café torrado e moído (+4,48%), o
feijão (+2,38%) e o leite longa vida (+1,71%). Itens básicos, como o arroz
(-4,19%), a farinha de mandioca (- 1,91%) e o óleo de soja (-0,97%) tiveram
queda de preço.
Os itens de hortifrúti tiveram
altas entre as mais expressivas, com destaque para batata (+18,29%), tomate
(+14,32%) e cebola (+3,25%). As proteínas animais variaram pouco, e o destaque
foi a queda do preço dos ovos (-1,29%).
No grupo de higiene e limpeza,
a tendência foi de alta: creme dental (+1,70%), papel higiênico (+0,63%),
sabonete (+0,31%) e xampu (+1,11%). Na limpeza doméstica, a água sanitária
avançou (+1,29%), o desinfetante (+0,84%) e o sabão em pó (+0,28%), enquanto o
detergente líquido para louças apresentou leve queda de 0,07%.
Mais uma vez, a cesta mais
cara do país foi a da Região Sul, com valor médio passando de R$ 896,55 em
março para R$ 902,09 em abril. O maior aumento relativo, porém, foi observado
nas regiões Norte e Centro-Oeste, com alta de 0,96% cada. No Norte, o valor
passou de R$ 874,30 para R$ 882,70, enquanto, no Centro-Oeste, foi de R$ 767,57
para R$ 774,96.
No Nordeste, a variação foi de
0,78%, com a cesta subindo de R$ 723,43 para R$ 729,09 e, no Sudeste, de 0,68%,
passando de R$ 831,96 para R$ 837,59.
Na pesquisa considerando a
cesta de alimentos básicos composta por 12 itens, o preço médio nacional
subiu 0,32% em abril, passando de R$ 351,42 para R$ 352,55. Em 12 meses, a
cesta acumula alta de 13,38%.
Agência Brasil
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