A partir do início das obras,
previsto para 2026, serão cerca de cinco anos para finalização.
O empreendimento está incluído
entre as obras do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e será resultado
de uma parceria público-privada (PPP), com R$ 5,96 bilhões em investimentos. O
acordo entre a União e o estado de São Paulo foi firmado em fevereiro
do ano passado.
Em cerimônia no Parque
Valongo, no Porto de Santos, Lula destacou que a parceria é “histórica” e que é
compromisso dos governantes atender bem a população, independentemente da visão
política de cada um. Para ele, o governo federal não deve utilizar sua capacidade
de investimento como instrumento político.
“Eu quero trazer o Brasil à
normalidade. A normalidade é a relação civilizada entre os entes federados,
entre prefeito, governadores, presidente da República, deputados federais. Essa
é uma relação civilizada. Outra vez, ninguém precisa concordar com ninguém”,
disse.
“Nós fomos eleitos para
compartilhar o nosso esforço e fazer com que o povo sinta prazer em ser
governado por alguém que está preocupado com ele”, acrescentou o presidente.
O governador Tarcísio de
Freitas destacou que o túnel é esperado pelos moradores da região desde o
início do século passado. Ele citou diversas intervenções que já foram feitas e
outras que estão programadas em preparação para a obra, a qual chamou de
“cereja do bolo”.
“Há quem diga que a primeira
vez que se falou no Túnel Santos-Guarujá foi em 1924. Portanto, 101 anos atrás,
para que hoje a gente publicasse o edital”, disse, agradecendo ao presidente
que “colocou esse túnel como prioridade”.
Projeto
O Santos-Guarujá será o
primeiro túnel imerso do Brasil, com 1,5 km de extensão, sendo 870 metros
imersos. A obra contará com três faixas de rolamento por sentido, incluindo uma
exclusiva para o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), além de acessos dedicados
para pedestres e ciclistas.
Atualmente, para ir de uma
cidade a outra pode-se utilizar o sistema de balsas, que faz o transporte de
aproximadamente 23 mil veículos por dia, ou enfrentar o trajeto pela
rodovia Cônego Domenico Rangoni.
Diariamente, 78 mil pessoas
passam pela ligação entre Santos e Guarujá e cerca de 2 milhões de pessoas
pelas nove cidades da Baixada Santista — considerando a travessia pela
balsa e a ligação rodoviária. A espera nas filas para cruzar o canal vai de 20
minutos a duas horas e, com o túnel, a expectativa é que as travessias demorem
menos de dois minutos.
Em razão da crescente altura
dos navios que percorrem e atracam no Porto de Santos, o túnel foi a escolha
mais viável para ligar as duas cidades. De acordo com a presidência da
República, a opção de engenharia será por um método pré-moldado, com blocos de
concreto afundados.
Ele ficará imerso no fundo do
canal entre os dois municípios a uma profundidade de 21 metros. Atualmente,
o calado (parte submersa) dos navios que passam pelo porto tem 15 metros.
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No evento, também foi
anunciado o financiamento de R$ 2,4 bilhões do Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a expansão da Linha 2-Verde do
metrô de São Paulo. Atualmente, a linha liga a Vila Madalena à Vila
Prudente e será prolongada por 8,3 quilômetros no trecho entre as estações
de Vila Prudente (existente) e Penha (nova). Serão oito novas estações e
previsão de integração com a Linha 3-Vermelha e a Linha 11-Coral.
Houve ainda a celebração
do acordo extrajudicial de recuperação do fundo de pensão do Instituto Portus,
de trabalhadores do setor portuário da extinta empresa pública Portobras. O
acordo envolve valores em litígio de R$ 5 bilhões e deve beneficiar 8,5 mil
famílias com o desbloqueio de reajuste de aposentadorias, também reduzindo os
passivos das autoridades portuárias patrocinadoras.
Por fim, foi assinada durante
a cerimônia a renovação antecipada da delegação do Porto Organizado de São
Sebastião por mais 25 anos, estendendo sua vigência de 2032 para 2057.
Agência Brasil
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