A desistência do
voce-governador de disputar a reeleição foi confirmada pelo jornal “Diário do
RN”. Walter Alves assegurou que vai assumir o governo em abril de 2026, com o
afastamento da governadora Fátima Bezerra para disputar uma das duas vagas ao
Senado Federal, mas não será candidato e apoiará Cadu.
De perfil mais técnico e de
fora do metiê político tradicional, Cadu nunca disputou nenhum cargo eletivo.
Engana-se, no entanto, quem imagina que esse movimento se deu aleatoriamente. A
ideia foi estimulada pela governadora Fátima Bezerra (PT), segundo contou em
entrevista à Agência Saiba Mais o próprio Cadu.
“A governadora Fátima
conversou comigo para que eu me colocasse no cenário da chapa majoritária”, disse.
Para Cadu, apesar de viver
atualmente um momento difícil do ponto de vista da avaliação pública, o governo
estadual “tem muita coisa a mostrar para a sociedade”. O cenário,
na visão dele, vai mudar quando a população começar a tomar conhecimento das
entregas da gestão Fátima Bezerra.
“O meu papel, nesse
momento, é de fato me colocar, através do Partido dos Trabalhadores, na
sucessão do Governo do Estado”, declarou convicto o titular da Secretaria
da Fazenda do Estado (Sefaz).
RN precisa de “ciclo de
governos progressistas”
Cadu cita vários avanços do
governo Fátima em relação às administrações anteriores. E entende que, apesar
desses avanços, ainda há “muita coisa para fazer”. Isso, segundo ele, só será
possível com a continuidade de “governos progressistas”, como aconteceu em
outros estados do Nordeste.
“A gente fala muito do
Piauí, do Ceará e de Bahia, mas esses estados começaram ciclos de governo à
esquerda há muito mais tempo que o Rio Grande do Norte. A gente precisa
continuar nesse caminho para ter os resultados que eles conquistaram”, defendeu.
Desistência de Walter
Walter Alves e Cadu Xavier, em
conversa na última segunda-feira (17), quando discutiram a composição da chapa
governista para 2026. Foto: Assessoria Walter Alves
De acordo com Cadu, na
conversa com a governadora, ela enfatizou que, caso se afaste do cargo para
concorrer ao Senado Federal, o “candidato natural do grupo” à
sucessão seria o vice-governador Walter Alves (MDB), que assumirá o Executivo
do Rio Grande do Norte em abril de 2026.
Por isso mesmo, ao fazer o
movimento de se colocar como alternativa para a chapa majoritária, a primeira
ideia de Cadu, seguindo a orientação da governadora Fátima, foi disponibilizar
seu nome como candidato a vice-governador na chapa de Walter Alves.
No entanto, com a desistência
do vice-governador de disputar a reeleição, Cadu diz estar pronto para assumir
a cabeça de chapa como candidato a governador pelo PT.
“Não conversei com a
governadora, nem ela falou comigo, sobre outras possibilidades”, revelou
Cadu, referindo-se à hipótese de ser vice de algum outro nome.
A possível desistência de
Walter Alves havia sido antecipada pela Agência Saiba Mais, em
reportagem publicada no último sábado (22). Uma fonte próxima ao
vice-governador informou que ele poderia assumir o governo, mas não concorrer à
reeleição. O que era apenas uma possibilidade agora é um fato.
Preparado para o desafio
Em relação à possível estreia
na disputa eleitoral, Cadu diz estar preparado para o desafio. Ele relembrou
que, ao assumir a Secretaria de Tributação em 2019, a convite da governadora
Fátima Bezerra, o Estado vivia um momento difícil, com quatro folhas salariais
atrasadas.
Ele próprio, enquanto servidor
público, disse ter passado “por essa época nebulosa, que nenhum servidor
público quer que volte”.
Em 2023, com a reeleição da
governadora Fátima Bezerra, Cadu segui à frente da Secretaria de Tributação,
que foi transformada em Secretaria da Fazenda, trazendo para a pasta a execução
financeira do Rio Grande do Norte.
Em meio aos desafios locais,
Cadu foi eleito presidente do Comitê Nacional de Secretários Estaduais Fazenda
(Comsefaz), com a responsabilidade de mediar o diálogo das 27 unidades
federativas e dos municípios com o governo federal durante a aprovação da Reforma
Tributária.
“Agora, a disputa
eleitoral, se acontecer, é um desafio muito maior, mas estou pronto, tenho
preparo técnico, tenho experiência e sei os rumos que o Rio Grande do Norte
deve seguir para que a gente tenha no futuro um estado com mais condições de
prestar serviços públicos de qualidade à população, um estado mais
desenvolvido, que iniciou esse ciclo há sei anos e a gente pretende continuar
nos próximos quatro anos, a partir de 2027”, pregou o secretário, já
demonstrando estar com o discurso afiado.
Avaliação do governo vai
seguir “trajetória de melhoria”
“Nós entendemos que temos
condições de dialogar com a sociedade e mostrar a seriedade do governo, as
entregas em diversas áreas. Muita coisa vai acontecer em 2025. Eu não tenho
dúvidas que a avaliação do governo vai seguir uma trajetória de melhoria acentuada”,
disse, em tom confiante.
Programa de Recuperação de Estradas
restaurou 800 km de rodovias em 2024 e vai recuperar mais 700 km em 2025.
Foto: Assecom/RN
Entre as realizações do
governo, Cadu destacou a melhoria na segurança pública, o programa de
recuperação das rodovias estaduais (foram 800 km restaurados em 2024 e mais 700
km que serão recuperados em 2025), as 10 unidades do IERN (Instituto Estadual
de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação do RN), as centenas de escolas
que estão sendo reformadas, os indicadores positivos que mostram o começo da
“reação da educação” e as obras de infraestrutura hídrica, como as barragens de
Oiticica e de Passagem das Traíras e o Ramal do Apodi, que trará a água da
transposição do Rio São Francisco para o Rio Grande do Norte.
IERN de Natal,
inaugurado em maio de 2024. Foto: Assecom/Governo do Estado
Esse conjunto de entregas,
além da melhoria do ambiente de negócios, a nova política tributária estadual e
o programa de parceria público-privada que o governo iniciará neste ano,
segundo o secretário, “aponta para uma melhoria da percepção da população
sobre o legado do governo”.
Ele reconhece, no entanto, que
o governo ainda enfrenta dificuldades na saúde pública, mas disse que a gestão
está “concentrando esforços” com o novo secretário Alexandre Motta para
“melhorar a prestação de serviços para a população”.
“É só comparar o Rio Grande
do Norte de hoje com o de governos recentes anteriores que a população vai
perceber que a gente tem uma situação muito melhor do que tínhamos
anteriormente. Temos muita coisa para mostrar, como o incentivo à cultura, a
valorização dos servidores públicos, o crescimento do emprego. Então, esse é o
discurso que a gente vai fazer”, reiterou.
Ataques da oposição
O discurso de que a
governadora Fátima Bezerra, depois de seis anos de mandato, “não tem nenhuma
obra para mostrar”, não passa de uma falsa narrativa – para usar uma palavra da
moda – repetida pela oposição, segundo a avaliação de Cadu.
Esse discurso vem sendo
verbalizado, principalmente, pelo ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias
(Republicanos), na tentativa de antecipar o embate eleitoral de 2026 com a
governadora Fátima Bezerra.
Álvaro vem sendo apontado como
possível candidato a senador pela oposição, ao lado do senador Styvenson
Valentim (PSDB). Em tom grosseiro, o ex-prefeito mandou a governadora ir
“trabalhar”, esperando que ela caísse na provação, mas foi solenemente ignorado.
“Eu acho que o ex-prefeito,
na verdade, está buscando sair do ostracismo com esses ataques à governadora. É
uma tentativa de vir para o debate político através da governadora”,
defendeu o secretário.
Para Cadu, Álvaro Dias quer
criar uma “cortina de fumaça” para desviar o foco dos “vários problemas” que
envolvem a gestão dele na Prefeitura de Natal, como as dívidas deixadas para a
nova administração, as dezenas de obras inacabadas e a denúncia do Ministério
Público Estadual de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024.
Falta
de projeto de drenagem causa alagamentos na engorda de Ponta Negra. Foto:
Mirella Lopes
“Tem o problema da engorda de
Ponta Negra, que era uma obra necessária, mas parece que foi feita a toque de
caixa para ser usada eleitoralmente, quando deveria ter sido realizada com os
cuidados ambientais necessários, para resolver o problema do avanço da maré,
mas também levando em consideração a vida das pessoas que dependem da praia,
que é o principal ponto turístico de Natal”, observou.
Cadu assegurou que a
governadora, mesmo que os ataques continuem, não vai “cair na armadilha” do
ex-prefeito Álvaro Dias.
“A gente vai seguir
trabalhando cada vez mais, trazendo essas pautas positivas para a
população”, completou.
No meio político, a grande
novidade da semana foi o surgimento do secretário de Fazenda do Rio Grande do
Norte, Carlos Eduardo Xavier, como nome do grupo governista na chapa
majoritária para as eleições de 2026. Havia dúvida se ele seria candidato a
vice ou a governador, mas com a desistência anunciada do vice-governador Walter
Alves (MDB), que seria o candidato natural do grupo governista à sucessão da
governadora Fátima Bezerra (PT), a situação está definida. Cadu será candidato
ao Governo do Estado em 2026.
A desistência do
voce-governador de disputar a reeleição foi confirmada pelo jornal “Diário do
RN”. Walter Alves assegurou que vai assumir o governo em abril de 2026, com o
afastamento da governadora Fátima Bezerra para disputar uma das duas vagas ao
Senado Federal, mas não será candidato e apoiará Cadu.
De perfil mais técnico e de
fora do metiê político tradicional, Cadu nunca disputou nenhum cargo eletivo.
Engana-se, no entanto, quem imagina que esse movimento se deu aleatoriamente. A
ideia foi estimulada pela governadora Fátima Bezerra (PT), segundo contou em
entrevista à Agência Saiba Mais o próprio Cadu.
“A governadora Fátima
conversou comigo para que eu me colocasse no cenário da chapa majoritária”, disse.
Para Cadu, apesar de viver
atualmente um momento difícil do ponto de vista da avaliação pública, o governo
estadual “tem muita coisa a mostrar para a sociedade”. O cenário,
na visão dele, vai mudar quando a população começar a tomar conhecimento das
entregas da gestão Fátima Bezerra.
“O meu papel, nesse
momento, é de fato me colocar, através do Partido dos Trabalhadores, na
sucessão do Governo do Estado”, declarou convicto o titular da Secretaria
da Fazenda do Estado (Sefaz).
RN precisa de “ciclo de
governos progressistas”
Cadu cita vários avanços do
governo Fátima em relação às administrações anteriores. E entende que, apesar
desses avanços, ainda há “muita coisa para fazer”. Isso, segundo ele, só será
possível com a continuidade de “governos progressistas”, como aconteceu em
outros estados do Nordeste.
“A gente fala muito do
Piauí, do Ceará e de Bahia, mas esses estados começaram ciclos de governo à
esquerda há muito mais tempo que o Rio Grande do Norte. A gente precisa
continuar nesse caminho para ter os resultados que eles conquistaram”, defendeu.
Desistência de Walter
Walter Alves e Cadu Xavier, em
conversa na última segunda-feira (17), quando discutiram a composição da chapa
governista para 2026. Foto: Assessoria Walter Alves
De acordo com Cadu, na
conversa com a governadora, ela enfatizou que, caso se afaste do cargo para
concorrer ao Senado Federal, o “candidato natural do grupo” à
sucessão seria o vice-governador Walter Alves (MDB), que assumirá o Executivo
do Rio Grande do Norte em abril de 2026.
Por isso mesmo, ao fazer o
movimento de se colocar como alternativa para a chapa majoritária, a primeira
ideia de Cadu, seguindo a orientação da governadora Fátima, foi disponibilizar
seu nome como candidato a vice-governador na chapa de Walter Alves.
No entanto, com a desistência
do vice-governador de disputar a reeleição, Cadu diz estar pronto para assumir
a cabeça de chapa como candidato a governador pelo PT.
“Não conversei com a
governadora, nem ela falou comigo, sobre outras possibilidades”, revelou
Cadu, referindo-se à hipótese de ser vice de algum outro nome.
A possível desistência de
Walter Alves havia sido antecipada pela Agência Saiba Mais, em
reportagem publicada no último sábado (22). Uma fonte próxima ao
vice-governador informou que ele poderia assumir o governo, mas não concorrer à
reeleição. O que era apenas uma possibilidade agora é um fato.
Preparado para o desafio
Em relação à possível estreia
na disputa eleitoral, Cadu diz estar preparado para o desafio. Ele relembrou
que, ao assumir a Secretaria de Tributação em 2019, a convite da governadora
Fátima Bezerra, o Estado vivia um momento difícil, com quatro folhas salariais
atrasadas.
Ele próprio, enquanto servidor
público, disse ter passado “por essa época nebulosa, que nenhum servidor
público quer que volte”.
Em 2023, com a reeleição da
governadora Fátima Bezerra, Cadu segui à frente da Secretaria de Tributação,
que foi transformada em Secretaria da Fazenda, trazendo para a pasta a execução
financeira do Rio Grande do Norte.
Em meio aos desafios locais,
Cadu foi eleito presidente do Comitê Nacional de Secretários Estaduais Fazenda
(Comsefaz), com a responsabilidade de mediar o diálogo das 27 unidades
federativas e dos municípios com o governo federal durante a aprovação da Reforma
Tributária.
“Agora, a disputa
eleitoral, se acontecer, é um desafio muito maior, mas estou pronto, tenho
preparo técnico, tenho experiência e sei os rumos que o Rio Grande do Norte
deve seguir para que a gente tenha no futuro um estado com mais condições de
prestar serviços públicos de qualidade à população, um estado mais
desenvolvido, que iniciou esse ciclo há sei anos e a gente pretende continuar
nos próximos quatro anos, a partir de 2027”, pregou o secretário, já
demonstrando estar com o discurso afiado.
Avaliação do governo vai
seguir “trajetória de melhoria”
“Nós entendemos que temos
condições de dialogar com a sociedade e mostrar a seriedade do governo, as
entregas em diversas áreas. Muita coisa vai acontecer em 2025. Eu não tenho
dúvidas que a avaliação do governo vai seguir uma trajetória de melhoria acentuada”,
disse, em tom confiante.
Programa de Recuperação de Estradas
restaurou 800 km de rodovias em 2024 e vai recuperar mais 700 km em 2025.
Foto: Assecom/RN
Entre as realizações do
governo, Cadu destacou a melhoria na segurança pública, o programa de
recuperação das rodovias estaduais (foram 800 km restaurados em 2024 e mais 700
km que serão recuperados em 2025), as 10 unidades do IERN (Instituto Estadual
de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação do RN), as centenas de escolas
que estão sendo reformadas, os indicadores positivos que mostram o começo da
“reação da educação” e as obras de infraestrutura hídrica, como as barragens de
Oiticica e de Passagem das Traíras e o Ramal do Apodi, que trará a água da
transposição do Rio São Francisco para o Rio Grande do Norte.
IERN de Natal,
inaugurado em maio de 2024. Foto: Assecom/Governo do Estado
Esse conjunto de entregas,
além da melhoria do ambiente de negócios, a nova política tributária estadual e
o programa de parceria público-privada que o governo iniciará neste ano,
segundo o secretário, “aponta para uma melhoria da percepção da população
sobre o legado do governo”.
Ele reconhece, no entanto, que
o governo ainda enfrenta dificuldades na saúde pública, mas disse que a gestão
está “concentrando esforços” com o novo secretário Alexandre Motta para
“melhorar a prestação de serviços para a população”.
“É só comparar o Rio Grande
do Norte de hoje com o de governos recentes anteriores que a população vai
perceber que a gente tem uma situação muito melhor do que tínhamos
anteriormente. Temos muita coisa para mostrar, como o incentivo à cultura, a
valorização dos servidores públicos, o crescimento do emprego. Então, esse é o
discurso que a gente vai fazer”, reiterou.
Ataques da oposição
O discurso de que a
governadora Fátima Bezerra, depois de seis anos de mandato, “não tem nenhuma
obra para mostrar”, não passa de uma falsa narrativa – para usar uma palavra da
moda – repetida pela oposição, segundo a avaliação de Cadu.
Esse discurso vem sendo
verbalizado, principalmente, pelo ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias
(Republicanos), na tentativa de antecipar o embate eleitoral de 2026 com a
governadora Fátima Bezerra.
Álvaro vem sendo apontado como
possível candidato a senador pela oposição, ao lado do senador Styvenson
Valentim (PSDB). Em tom grosseiro, o ex-prefeito mandou a governadora ir
“trabalhar”, esperando que ela caísse na provação, mas foi solenemente ignorado.
“Eu acho que o ex-prefeito,
na verdade, está buscando sair do ostracismo com esses ataques à governadora. É
uma tentativa de vir para o debate político através da governadora”,
defendeu o secretário.
Para Cadu, Álvaro Dias quer
criar uma “cortina de fumaça” para desviar o foco dos “vários problemas” que
envolvem a gestão dele na Prefeitura de Natal, como as dívidas deixadas para a
nova administração, as dezenas de obras inacabadas e a denúncia do Ministério
Público Estadual de abuso de poder político e econômico nas eleições de 2024.
Falta
de projeto de drenagem causa alagamentos na engorda de Ponta Negra. Foto:
Mirella Lopes
“Tem o problema da engorda de
Ponta Negra, que era uma obra necessária, mas parece que foi feita a toque de
caixa para ser usada eleitoralmente, quando deveria ter sido realizada com os
cuidados ambientais necessários, para resolver o problema do avanço da maré,
mas também levando em consideração a vida das pessoas que dependem da praia,
que é o principal ponto turístico de Natal”, observou.
Cadu assegurou que a
governadora, mesmo que os ataques continuem, não vai “cair na armadilha” do
ex-prefeito Álvaro Dias.
“A gente vai seguir trabalhando cada vez mais, trazendo essas pautas positivas para a população”, completou.
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