domingo, 23 de fevereiro de 2025

Após 16 anos, temporada hípica volta com competições de civis e militares


A Temporada Hípica está de volta ao Rio Grande do Norte. O evento tradicional, que não ocorria há 16 anos, retorna ao território potiguar este ano, promovido pela Cavalaria da Polícia Militar do RN (PMRN). Prevista para o dia 15 de março, a competição acontecerá no Jiqui Country Club, em Parnamirim, na Grande Natal, e contará com provas de salto que vão de 40 cm a 1,20 m, reunindo atletas civis e militares de diversas regiões do Nordeste.

O torneio, que marca o retorno da Cavalaria do RN ao cenário nacional, é tradicionalmente organizado pelas polícias militares e convida as corporações co-irmãs. Além da participação de militares de outros estados, a competição geralmente integra os Campeonatos Estaduais dessas regiões. A PM retomou sua participação no torneio estadual entre 2021 e 2023, mas ainda não havia realizado sua própria etapa, como ocorre agora.

O clima na equipe da Polícia Militar é de otimismo para a temporada. Segundo o Tenente Pinheiro, um dos responsáveis pelos treinamentos e que também representará a Cavalaria da PM na competição, o grupo tem se preparado há bastante tempo e colecionado bons resultados em torneios regionais. Pinheiro integra a Cavalaria desde 2000, tendo passado pela Escola de Equitação do Exército, o maior curso de equitação militar existente no Brasil, além de acumular diversos títulos durante a carreira.

“A expectativa é muito boa, porque nossa equipe já vem treinando há algum tempo e participando de temporadas fora (do estado). Inclusive com bons resultados. Todas as nossas viagens para competir fora, nós voltamos com medalha e troféu. Estamos bem preparados. A equipe é composta pela antiga geração que competia naquela época em que nós organizávamos as provas e uma nova geração que estamos preparando desde o ano passado”, detalhou o treinador.

Passagem de bastão

Na visão do Tenente Pinheiro, a renovação da equipe de hipismo na Cavalaria favorece a continuidade da tradição e a formação de novos competidores. Segundo ele, a chegada da nova turma de militares é fundamental para manter a modalidade ativa e fortalecer a conexão entre a corporação e a sociedade civil. “A geração antiga já está se aproximando da reserva. Então a gente tem que passar o conhecimento e esse hábito, a tradição”, pontua.

Membro da última turma de oficiais, que não era voltada para a Cavalaria, o Tenente Freitas Filho revela que não conhecia o esporte até ter o primeiro contato durante um estágio de adaptação e treinamento. Na oportunidade, ele foi introduzido às tradições da Cavalaria e do hipismo. “Estar vivenciando aqui junto com profissionais que têm mais de 20, quase 30 anos dedicados ao esporte, que vivem o esporte de uma forma que a gente nem imaginava, e poder colher o conhecimento deles e aplicar junto a uma nova dinâmica de habilidade física é excelente”, disse.

“Formamos uma equipe excelente com um padrão muito elevado. Como o (Tenente) Pinheiro falou, a nossa equipe hípica foi para diversas provas no Nordeste. Então, equipes que eram de extrema tradição, como Pernambuco e Alagoas, fomos lá e conseguimos trazer medalhas, conseguimos trazer títulos e apresentações espetaculares dos nossos militares. Então a expectativa é que o Rio Grande do Norte retome o seu lugar de direito como uma das equipes hípicas mais de maior destaque no Nordeste”, pontuou o Tenente Freitas.

Homem andando de cavalo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.Camile Fernandes, de 14 anos compete entre atletas não militares | Foto: Cedida

Jovem amazona potiguar projeta competição

Competidora desde 2022, a jovem Camile Fernandes, de 14 anos, não esconde a expectativa para a disputa do Campeonato Estadual e a etapa regional, que contará com delegações do Nordeste. Para ela, que irá competir como civil, o retorno da Temporada Hípica ao Rio Grande do Norte é emocionante, pois o torneio proporciona mais visibilidade ao esporte dentro do cenário potiguar.

“É muito bom ver o nosso esporte crescendo cada vez mais e ganhando mais visibilidade aqui. Até porque é um esporte que, às vezes, é tão pouco falado, tão pouco conhecido, e é um esporte tão bonito”, revela a jovem amazona.

Em 2023, Camile ficou em terceiro lugar no ranking geral na categoria Escola Principal e, no ano passado, alcançou o primeiro lugar na classificação de toda a temporada. Este ano será o primeiro dela na sérieAspirante (90 cm), após competir na Escola Principal (80 cm). Para a jovem amazona, o RN chega forte para a disputa com os outros estados. Segundo ela, a equipe potiguar conta com ótimos atletas que acumulam campanhas de destaque em competições nacionais.

“A gente sempre faz as provas de salto, que é o percurso. No caso, na minha categoria, é ao tempo ideal, então é sempre no mesmo estilo. Eu acho que a parte mais difícil no geral, tanto na competição quanto no dia a dia, é você formar um conjunto com o cavalo. Então você entender o cavalo, você saber num percurso onde você tem que: ‘aqui eu tenho um pouco mais rápido, aqui eu tenho que segurar um pouco’ Eu acho que é ter esse controle, esse contato pra ficar tudo em harmonia e decorar o percurso que às vezes é bastante difícil também”, comentou Camille.

Tribuna do Norte

0 comentários:

Postar um comentário