O torneio, que marca o retorno
da Cavalaria do RN ao cenário nacional, é tradicionalmente organizado pelas
polícias militares e convida as corporações co-irmãs. Além da participação de
militares de outros estados, a competição geralmente integra os Campeonatos
Estaduais dessas regiões. A PM retomou sua participação no torneio estadual
entre 2021 e 2023, mas ainda não havia realizado sua própria etapa, como ocorre
agora.
O clima na equipe da Polícia
Militar é de otimismo para a temporada. Segundo o Tenente Pinheiro, um dos
responsáveis pelos treinamentos e que também representará a Cavalaria da PM na
competição, o grupo tem se preparado há bastante tempo e colecionado bons
resultados em torneios regionais. Pinheiro integra a Cavalaria desde 2000,
tendo passado pela Escola de Equitação do Exército, o maior curso de equitação
militar existente no Brasil, além de acumular diversos títulos durante a
carreira.
“A expectativa é muito boa,
porque nossa equipe já vem treinando há algum tempo e participando de
temporadas fora (do estado). Inclusive com bons resultados. Todas as nossas
viagens para competir fora, nós voltamos com medalha e troféu. Estamos bem
preparados. A equipe é composta pela antiga geração que competia naquela época
em que nós organizávamos as provas e uma nova geração que estamos preparando
desde o ano passado”, detalhou o treinador.
Passagem de bastão
Na visão do Tenente Pinheiro,
a renovação da equipe de hipismo na Cavalaria favorece a continuidade da
tradição e a formação de novos competidores. Segundo ele, a chegada da nova
turma de militares é fundamental para manter a modalidade ativa e fortalecer a
conexão entre a corporação e a sociedade civil. “A geração antiga já está se
aproximando da reserva. Então a gente tem que passar o conhecimento e esse
hábito, a tradição”, pontua.
Membro da última turma de
oficiais, que não era voltada para a Cavalaria, o Tenente Freitas Filho revela
que não conhecia o esporte até ter o primeiro contato durante um estágio de
adaptação e treinamento. Na oportunidade, ele foi introduzido às tradições da
Cavalaria e do hipismo. “Estar vivenciando aqui junto com profissionais que têm
mais de 20, quase 30 anos dedicados ao esporte, que vivem o esporte de uma
forma que a gente nem imaginava, e poder colher o conhecimento deles e aplicar
junto a uma nova dinâmica de habilidade física é excelente”, disse.
“Formamos uma equipe excelente
com um padrão muito elevado. Como o (Tenente) Pinheiro falou, a nossa equipe
hípica foi para diversas provas no Nordeste. Então, equipes que eram de extrema
tradição, como Pernambuco e Alagoas, fomos lá e conseguimos trazer medalhas,
conseguimos trazer títulos e apresentações espetaculares dos nossos militares.
Então a expectativa é que o Rio Grande do Norte retome o seu lugar de direito
como uma das equipes hípicas mais de maior destaque no Nordeste”, pontuou o
Tenente Freitas.
Camile Fernandes, de 14 anos
compete entre atletas não militares | Foto: Cedida
Jovem amazona potiguar
projeta competição
Competidora desde 2022, a
jovem Camile Fernandes, de 14 anos, não esconde a expectativa para a disputa do
Campeonato Estadual e a etapa regional, que contará com delegações do Nordeste.
Para ela, que irá competir como civil, o retorno da Temporada Hípica ao Rio
Grande do Norte é emocionante, pois o torneio proporciona mais visibilidade ao
esporte dentro do cenário potiguar.
“É muito bom ver o nosso
esporte crescendo cada vez mais e ganhando mais visibilidade aqui. Até porque é
um esporte que, às vezes, é tão pouco falado, tão pouco conhecido, e é um
esporte tão bonito”, revela a jovem amazona.
Em 2023, Camile ficou em
terceiro lugar no ranking geral na categoria Escola Principal e, no ano
passado, alcançou o primeiro lugar na classificação de toda a temporada. Este
ano será o primeiro dela na sérieAspirante (90 cm), após competir na Escola Principal
(80 cm). Para a jovem amazona, o RN chega forte para a disputa com os outros
estados. Segundo ela, a equipe potiguar conta com ótimos atletas que acumulam
campanhas de destaque em competições nacionais.
“A gente sempre faz as provas de salto, que é o percurso. No caso, na minha categoria, é ao tempo ideal, então é sempre no mesmo estilo. Eu acho que a parte mais difícil no geral, tanto na competição quanto no dia a dia, é você formar um conjunto com o cavalo. Então você entender o cavalo, você saber num percurso onde você tem que: ‘aqui eu tenho um pouco mais rápido, aqui eu tenho que segurar um pouco’ Eu acho que é ter esse controle, esse contato pra ficar tudo em harmonia e decorar o percurso que às vezes é bastante difícil também”, comentou Camille.
Tribuna do Norte
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