Para a Confederação Nacional
do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a pesquisa evidencia o clima
menos otimista no varejo diante de um cenário econômico mais desafiador.
Segundo a entidade, o resultado
é reflexo da queda de quase todos os componentes analisados, com peso maior
para “condições atuais da economia”, que caiu 6,5% na variação mensal e 18,7%
no comparativo com o mesmo mês do ano passado. O único subíndice em crescimento
foi o de “intenções de investimento em estoque”, que subiu 0,1% nos dois
cenários em retrospecto.
“A redução da confiança é
coerente com o ambiente de juros elevados e de trajetória mais complexa do que
no início de 2024. Esses fatores seguem impactando as decisões do empresariado
e exigindo cautela na condução dos negócios nos próximos meses. É algo a ser
acompanhado de perto, já que o otimismo do setor é essencial para impulsionar
os investimentos e gerar crescimento para o país”, afirmou o presidente do
Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.
Contribuiu para o saldo
negativo do Icec a retração de todos os segmentos observados, principalmente
pelas lojas do varejo de supermercados, farmácias e lojas de cosméticos, com
variação negativa mensal de 3,3%. Roupas, calçados, tecidos e acessórios
recuaram 1,7%, enquanto o segmento de eletroeletrônicos, eletrodomésticos,
móveis e decorações, cine/foto/som, materiais de construção e veículos tiveram
uma queda de 2,7%.
“Os comerciantes têm sentido
muito o impacto da Selic alta, com a tendência de novos aumentos. A prova disso
é que na percepção atual do comércio, as atividades que englobam os bens de
maior valor agregado (eletroeletrônicos, móveis e decorações, cine/foto/som,
materiais de construção e veículos) caíram 5,3% em relação a janeiro porque são
eles os mais afetados pela evolução dos juros”, disse o economista-chefe da
CNC, Felipe Tavares.
Agência Brasil

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