Os quatro são acusados de
integrarem um grupo de extermínio, investigados no curso da operação
“Aqueronte”, deflagrada para prender os envolvidos em um sêxtuplo homicídio,
sendo três consumados e três tentados, que aconteceu dia 29 de abril de 2022,
no bairro da Redinha, na zona Norte de Natal. Um dos integrantes do colegiado
votou pela não determinação da preventiva para Roldão Ricardo, o que não foi
acompanhado pelos demais desembargadores.
O Gaeco apontou ser necessária e urgente a prisão, sobretudo para fins de garantia da ordem pública, “ora plasmada na renitência delitiva, destruição de provas e fuga”.
Conforme a decisão, “não é
possível se extrair prova induvidosa a respaldar desde logo a pauta defensiva,
centrada na ideia de que no momento dos homicídios os recorridos se achavam
noutro lugar, até porque, repito, os depoimentos das testemunhas arroladas pela
defesa se contrapõem com as imagens captadas e anexadas aos autos”.
O caso
A operação Aqueronte foi
comandada pela equipe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
Segundo as investigações, o crime, que gerou três mortes, foi cometido sem que
as vítimas pudessem se defender e numa ação típica de milícia privada ou grupo
de extermínio, o que agrava a pena.
Ainda de acordo com as
investigações, em 29 de abril de 2022, os denunciados chegaram no Bar Torú,
encapuzados, armados com pistola e escopeta calibre .12., mataram o
proprietário do estabelecimento, Rommenigge Camilo dos Santos, e outras duas
pessoas, um ajudante de cozinha e um servente de pedreiro. O grupo denunciado
deixou feridas mais três vítimas, o que configura o crime de homicídio tentado.
Tribuna do Norte
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