Dados da CliqueFarma,
plataforma de comparação de preços, revelam que o remédio Rivaroxabana,
utilizado no tratamento e prevenção de tromboses, liderou os aumentos, com um
salto de 359%. Outros medicamentos amplamente utilizados também registraram
altas significativas, como o Prednisolona (340%), usado para tratar inflamações
e doenças autoimunes, e o Tadalafila (328%), indicado para disfunção erétil e
hipertensão arterial pulmonar.
Também figuram na lista dos
que mais subiram, medicamentos como ácido fólico (311%), utilizado na prevenção
de anemias, Paracetamol (272%), recomendado para dores, e Citrato de
Tamoxifeno, indicado para tratamento de câncer de mama sensível a hormônios. Esses
aumentos representam um desafio crescente para as famílias brasileiras,
especialmente para aquelas que dependem de tratamentos contínuos.
Para muitos consumidores, o
impacto é sentido no dia a dia. Hilton Donato, aposentado, descreve o peso no
orçamento. “Sempre compro para fazer um tratamento e realmente vem pesando no
orçamento. E não é só remédio, é tudo mesmo; medicamentos, supermercado.
Acredito que a política tenha influência nessa questão. O remédio que costumo
comprar aumentou, mas são os outros remédios também, de maneira geral. Uma ida
à farmácia tem ficado muito cara”, afirma.
Situações semelhantes também
são enfrentadas por quem precisa adquirir remédios para familiares. Edineide
Fernandes, que compra medicamentos para a mãe, de 82 anos, relata a
dificuldade. “Compro sempre os remédios da minha mãe, ela toma para pressão e
coração e, a cada dia, a gente percebe esses aumentos absurdos. Ela teve
infecção urinária e foi mais um gasto. A sorte é que meu pai é aposentado da
Petrobras e consegue ajudar. Mas imagine quem não tem. É um absurdo que pesa
muito para quem é de baixa renda”, pontua.
Os impactos não são limitados
a medicamentos de uso específico. Remédios comuns, como Paracetamol, que
registrou alta de 272%, também afetam diretamente o orçamento de quem depende
de medicamentos de uso contínuo. “Os preços dos remédios estão ficando difíceis
de acompanhar. Os medicamentos subiram muito, e isso pesa bastante no
orçamento, especialmente para quem depende de remédios de uso contínuo. A gente
acaba tendo que recorrer a alguma promoção, pesquisas, porque só assim”,
afirmou Erivan Terto, servidor público.
De acordo com o economista
Helder Cavalcanti Vieira, os aumentos refletem fatores variados, desde os
custos logísticos até a influência do câmbio. “Os medicamentos têm um órgão
regulador específico que estabelece os preços máximos, mas entra novamente todo
o impacto do dólar, as questões logísticas e o custo dos insumos”, explica.
Medicamentos que mais subiram
em 2024
Rivaroxabana: +359%
(anticoagulante utilizado para prevenir e tratar tromboses);
Prednisolona: +340%
(corticosteroide para tratar inflamações e doenças autoimunes);
Tadalafila: +328% (tratamento
de disfunção erétil, hiperplasia prostática benigna e hipertensão arterial
pulmonar);
Ácido Fólico: +311% (indicado
na formação do DNA e prevenção de anemias);
Paracetamol: +272% (analgésico
para dores moderadas a intensas);
Citrato de Tamoxifeno: +271%
(tratamento de câncer de mama sensível a hormônios);
Hidroclorotiazida: +268%
(hipertensão arterial);
Cloridrato de Clomipramina:
+251% (antidepressivo para transtornos depressivos e obsessivo-compulsivos);
Cloranfenicol, Fibrinolisina,
Desoxirribonuclease: +249% infecções cutâneas, auxiliando na cicatrização);
Letrozol: +248% (tratamento de
câncer de mama em mulheres pós-menopausa).
Fonte do levantamento:
CliqueFarma
Tribuna do Norte
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