De acordo com Thales Medeiros, gerente da Agência Sebrae Grande Natal, as
pendências mais comuns estão relacionadas à falta de pagamento de tributos e à
não entrega da Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-Simei). “Se o MEI
acumular dois anos sem realizar a declaração, ele pode ficar inapto. Além
disso, dívidas com estados e municípios também são comunicadas à Receita
Federal, agravando a situação”, explica Thales.
A exclusão do Simples Nacional
tem impacto direto na sustentabilidade do negócio, já que a migração para
regimes como lucro presumido ou lucro real eleva significativamente os custos
tributários. “Enquanto um MEI paga entre R$ 75 e R$ 90 por mês, no lucro
presumido os valores podem chegar a 20% de imposto por emissão da nota,
dependendo da atividade. Isso pode inviabilizar o negócio”, ressalta Thales
Medeiros.
Para aqueles que já tiveram débitos migrados para a dívida ativa, a
regularização ainda é possível por meio do portal Regularize, vinculado à
Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Nesse sistema, os MEIs podem
solicitar o parcelamento das dívidas. “O próprio sistema informa o que pode ser
parcelado, o número de parcelas e os valores. Basta pagar a primeira parcela
para ativar o acordo e manter a regularidade”, orienta o gerente do Sebrae.
Além de evitar sanções fiscais, a regularização garante ao MEI acesso a
benefícios como financiamentos e programas de crédito. Caso as pendências não
sejam resolvidas, o CNPJ pode ser excluído, e as dívidas pendentes migram para
o CPF do titular, restringindo a participação em benefícios futuros. Segundo o
Sebrae, o Rio Grande do Norte possui 241.123 pequenos negócios.
Após a solicitação de reenquadramento, os MEIs podem acompanhar o status no
serviço de “Acompanhamento da Formalização da Opção pelo Simples Nacional”.
Pendências impeditivas serão listadas no relatório do sistema, permitindo que
sejam solucionadas antes do término do prazo. Os processamentos ocorrem uma vez
ao dia, sempre que o contribuinte acessar o site.
Para evitar problemas futuros, o gerente da Agência Sebrae Grande Natal
recomenda que os MEIs mantenham suas obrigações fiscais em dia, mesmo que isso
exija o parcelamento de valores menores. Ele reforça ainda a importância de
avaliar a viabilidade do negócio.
“Se a empresa não está funcionando, talvez seja o caso de baixar o CNPJ para
evitar que as dívidas aumentem desnecessariamente. Regularize o que está
pendente e evite problemas no CPF do titular”, orienta.
Para as empresas que já são optantes ao Simples Nacional e estão regularizadas,
a Receita Federal esclarece que não há necessidade de fazer uma nova escolha a
cada ano. Uma vez optante, o CNPJ deixará o regime somente quando excluída,
seja por comunicação do optante ou de ofício.
Assim como no auxílio na regularização e na avaliação da sustentabilidade da
empresa, o Sebrae auxilia através do contato 0800 570 0800 durante os 7 dias da
semana e 24h por dia, além dos atendimentos na Agência Sebrae Grande Natal,
localizada na Avenida Lima e Silva, 76, no bairro de Lagoa Nova.
Tribuna do Norte
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