Não faz muito, foi divulgada a
pesquisa Genial/Quaest que apresenta um resultado ruim para o Governo Lula e,
por isso, emite um sinal de alerta. Ainda que dentro da margem de erro, há,
pela primeira vez, a reprovação ultrapassando a aprovação de Lula em seu
terceiro mandato: 49% desaprovam e 47% aprovam.
Lula entra na segunda metade
de seu mandato e, no caso, a fala do presidente foi de que 2025 deverá ser um
ano de entregas por parte do governo, pois, se isso não ocorrer, o projeto de
reeleição terá risco concreto de não se realizar.
Voltando aos dois primeiros
anos, faz-se necessário rememorar que o primeiro ano, 2023, Lula ficou em
compasso de espera graças aos atos de ataque às sedes dos Três Poderes, em
Brasília. Bolsonaro, portanto, é, provavelmente, o ex-presidente mais presente
e ativo que tivemos no período da Nova República e não só. Bolsonaristas, seus
aliados, continuam firmes e fortes em uma oposição que o PT não havia
enfrentado com tanta ênfase e, não menos importante, com tamanha malícia nas
redes sociais. E, no final de 2024, o que temos? Mais fatos conectados ao
bolsonarismo na investigação não apenas da tentativa de golpe de Estado, bem
como do planejamento de assassinato de Lula, Alckmin e Alexandre de Moraes.
Novamente, a pauta é, ainda que negativamente, voltada à atividade do
bolsonarismo.
Lula – animal político – já
percebeu que seu terceiro mandato é distinto dos outros e não teria como ser
diferente. O petista já não é o mesmo, tem idade avançada e acidentou-se
recentemente; a política, no Brasil e no mundo, apresenta um conteúdo alinhado,
não raro, às teses ideológicas da extrema direita; o PT parece não mais
conseguir dialogar com setores da sociedade que, em outros tempos, estavam
presentes no discurso e na ação política do partido.
Lembram-se da passagem de
governo de FHC para Lula? Foi, por certo, a transição mais democrática e
republicana que assistimos no país. E, assumindo o mandato, Lula e os petistas
cunham o termo “herança maldita” para, politicamente, posicionar o PSDB como um
partido praticamente nefasto no cenário nacional. O PT fez ferrenha oposição a
praticamente tudo, do Plano Real até as políticas mais bem desenhadas pelos
tucanos.
Hoje, 2025, os petistas têm a
oposição de bolsonaristas que, no jogo, não encontram problemas éticos em
usar fake news, pós-verdades, negacionismos, teorias da conspiração e
discurso de ódio, nas redes e nas ruas.
Lula, então, inicia a ideia de
uma reforma ministerial. Troca o ministro responsável pela comunicação, que,
sem dúvida, pode ser melhorada. Comunicação é forma e, ao que tudo indica,
falta ao governo apresentar conteúdo. Fernando Haddad é o ministro com maior
destaque e com a missão mais difícil e não foram poucas as vezes que sofreu
desautorizações de Lula e fogo amigo de seu próprio partido. Aliás, poucos
tiveram um ministério tão estrelado, composto de atores políticos que já foram
candidatos à presidência: o próprio Haddad; Alckmin, que é vice-presidente e
ministro; Simone Tebet e Marina Silva. Esses ministros tiveram o espaço
necessário para exercer suas lideranças? A resposta parece óbvia, não é?
Ainda no que tange à
comunicação, o famigerado vídeo do deputado Nikolas Ferreira foi uma bomba
teleguiada na direção de um Planalto cambaleante e sem conteúdo concreto de
entregas para se contrapor e apresentar à sociedade. Não tendo o que
apresentar, o governo retrocede e, vergonhosamente, mostra uma fraqueza
singular.
Lula e seus ministros precisam
reagir. Sair das cordas. Uma luta pode ser ganha por pontos ou por nocaute. A
força do governo para, simbolicamente, nocautear a oposição não se apresenta no
momento. E a pesquisa aqui exposta mostra que, nos pontos, está atrás do
adversário.
*O conteúdo dos artigos
assinados não representa necessariamente a opinião do Mackenzie.
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Estado de São Paulo em 2023, de acordo com o Ranking Universitário Folha 2023
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