
Em data não muito distante a Semana Santa era tida como símbolo de penitência entre as famílias cristãs. O jejum, em forma de abstinência, era praticado para amenizar seus pecados perante Deus.
Aqueles mais abastados faziam doações, conhecidas com esmolas, na intenção de levar à mesa do mais carente, num ato de generosidade, o pão que quase sempre faltava para o pobre e até hoje sobra para os ricos.
Em algumas famílias, o jejum começava desde a quarta-feira, conhecida como “quarta-feira de trevas”, dia em que a crendice popular recomendava não se tomar banho, pois se corria o risco de ficar entrevado, paralítico para o resto da vida.
Não se comia carne de tipo algum, a não ser o peixe que, “Séculos antes da cruz, o peixe foi o primeiro símbolo da fé cristã. Perseguido pelos romanos, o desenho de seu formato era um código para que os primeiros cristãos continuassem a se encontrar e mantivessem sua crença”.
Atualmente, com o passar do tempo, novos hábitos foram introduzidos na sociedade católica, onde a Sexta-Feira Santa, o dia da morte de Cristo, se transformou em oportunidade de negócios para os comerciantes, aproveitam-se da fé para explorar a população que continuam praticando a tradição do uso do peixe na sexta-feira da paixão.
Atualmente, com o passar do tempo, novos hábitos foram introduzidos na sociedade católica, onde a Sexta-Feira Santa, o dia da morte de Cristo, se transformou em oportunidade de negócios para os comerciantes, aproveitam-se da fé para explorar a população que continuam praticando a tradição do uso do peixe na sexta-feira da paixão.
Segundo Dom Dadeus Grings, arcebispo de porto Alegre, “A Sexta-Feira é um dia de penitência. Antigamente a Igreja determinava fazer jejum, comer pouco, abster-se de carne vermelha. Eram determinações bem rigorosas, que mudaram. Hoje em dia, a gente prefere sugerir penitências como a abstinência de carro, de celular, de cigarro ou de álcool. Cada um deve escolher uma penitência que valorize o espiritual em detrimento do material. O que se quer é esse espírito de penitência, e não a abstinência de carne”.
Quanto ao jejum, este sim, pode sofrer mudança de conceito. Ha várias maneiras de jejuar. Ha o jejum completo, ha o jejum a pão e água, e entre outras maneiras de jejuar, ha o jejum atualmente preceituado pela Igreja para que os fiéis façam nesses dias de penitencia: Que tome um café da manha moderado, e faca uma única refeição (normalmente o almoço) substituindo a outra refeição por um leve lanche, evitando cafezinhos, refrigerantes, balas e outras maneiras de "beliscar" durante o dia, afirma Dom Dadeus Grings.
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