sábado, 18 de abril de 2026

Instituições destacam forte ligação de Oscar com Natal

Oscar Schmidt foi o maior jogador brasileiro de basquete| Foto: CBB

Desportistas e instituições do Rio Grande do Norte manifestam pesar pela morte de Oscar Schmidt, mas destacam sua importância para o basquetebol brasileiro, inclusive natalenses que tiveram a oportunidade de dar os primeiros passos no esporte da bola ao cesto com ele, na infância.

Presidente por 16 anos e agora vice-presidente administrativo da AABB, Haroldo Pinheiro Borges disse que Oscar “foi um ícone do esporte e motivo de muito orgulho para nossa AABB, onde começou a dar os primeiros passos no ‘basket’ em nossa escolinha, na época comandada por José Augusto”.

Haroldo Borges afirma que “já consagrado como jogador de seleção, eventualmente quando vinha a Natal, era amigo de meu irmão Igor Ribeiro Dantas, que me pedia para levá-los à AABB e, juntos, jogávamos basquete na quadra ainda descoberta do clube”.

Borges lembra que em 1997, por ocasião de sua passagem por Natal como secretário do estado de São Paulo, “fizemos uma singela homenagem ao Oscar pelos relevantes serviços ao esporte brasileiro, em especial a sua contribuição como jogador ao basket brasileiro. Esse natalense fez história no cenário mundial”.

Para Borges, Oscar “é orgulho da AABB Natal, por ter sido também um pouco responsável pela sua formação. Momento muito triste para o Brasil e o mundo por essa perda do Oscar”.

O professor aposentado de Educação Física, Paulo Eduardo de Medeiros Dias, o “Paloucha”, disse que “teve o prazer de participar da escolinha da AABB ao lado de Oscar”, que sempre “foi um meninão grande e determinado, quando achava que o basquete era a vida dele”; comentava-se que chegava em casa, onde o pai Osvaldo Schmidt, militar da Aeronáutica, fez uma tabela. E, antes de almoçar, ficava arremessando bola 100, 200 vezes.

“Paloucha” lembrou que anos depois enfrentou Oscar nas quadras, jogando por Brasília contra o Rio Grande do Norte em jogos estudantis, antes de ser levado por “olheiros” de São Paulo.

Segundo “Paloucha”, Oscar “dizia sempre que gostava de dormir com a bola de basquete na cama; foi um cara que introduziu o arremesso dos três pontos e tornou-se um ídolo do basquete brasileiro e do mundo”.

“Paloucha” acha que Oscar Schmidt “vai deixar um legado muito grande; acho que, com sua morte, o basquete no Brasil vai crescer mais, as crianças vão se apaixonar mais, fazer com que comecem a jogar basquete, porque estamos precisando de renovação”.

“Pra mim é o rei do basquete nacional e reconhecido internacionalmente; jamais teremos um Oscar na vida, como jamais teremos um Pelé na vida; ele é o Pelé do basquete”, concluiu.

Instituições

Em nota, a AABB também lamentou “profundamente o falecimento de um dos maiores atletas do basquete brasileiro de todos os tempos”.

Segundo a nota, a trajetória de Oscar Schmidt no basquete “teve início na escolinha da AABB Natal, sob a orientação do saudoso técnico José Augusto, onde começou a construir um legado que jamais será esquecido”.

“Neste momento de dor, expressamos nossos mais sinceros sentimentos à família, amigos e a todos que tiveram o privilégio de acompanhar sua história”, diz a nota da AABB.

O Colégio Salesiano São José, onde Oscar estudou na infância, também manifestou “profundo pesar” por seu falecimento, “ícone do esporte brasileiro e referência de dedicação, disciplina e amor ao basquete”.

Conforme a nota, na década de 50, Oscar iniciou sua trajetória no esporte no Colégio Salesiano: “sempre manteve sua ligação com a casa que ajudou a formar sua história. Anos depois, retornou à escola para celebrar os 80 anos da instituição, reencontrando suas origens e inspirando novas gerações com sua presença e testemunho”.

O Colégio Salesiano destacou que a sua trajetória “inspira não apenas pelo talento em quadra, mas, sobretudo, pelos valores que sempre transmitiu: perseverança, respeito e compromisso — princípios que também integram a missão educativa salesiana”.

Para o Salesiano, o legado de Oscar “permanecerá ecoando como exemplo de superação e grandeza humana”.

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte manifesta seu profundo pesar pelo falecimento de Oscar Daniel Bezerra Schmidt, o “Mão Santa”, ocorrido nesta sexta-feira (17), aos 68 anos, em São Paulo, destacando que ele foi o maior pontuador da história do basquete, com 49.973 pontos, “deixando uma marca indelével no esporte nacional e internacional, sendo reconhecido pela Fiba como um dos ‘50 Maiores Jogadores de Basquete’ em 1991 e incluído no Hall da Fama da entidade em 2010”.

Também relata a sua atuação pela Seleção Brasileira: conquistou o título do Pan-Americano de 1987 e três Campeonatos Sul-Americanos de Basquete, em 1977, 1983 e 1985. Foi também o maior pontuador da história dos Jogos Olímpicos e da Copa do Mundo de Basquete.

Já o Município de Natal manifesta que Oscar Schmidt, o eterno “Mão Santa”, foi o “maior expoente do basquete brasileiro e um dos maiores atletas da história mundial”.

Segundo a nota do Município, Oscar teve “uma carreira marcada por sua garra e arremessos precisos, que inspiraram gerações. Oscar também se destacou pela determinação, como o maior pontuador de todos os tempos. Fora das quadras, sua vida também foi exemplo de coragem e resiliência”.

Tribuna do Norte

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