Foto: Reprodução/Redes Sociais
Pelo menos 32 pessoas morreram
e cerca de 700 ficaram feridas após dois fortes terremotos atingirem a
Venezuela na noite de quarta-feira (24). Os tremores provocaram o desabamento
de edifícios em Caracas e municípios vizinhos, levando o governo a mobilizar
uma grande operação de busca e resgate.
Segundo informações divulgadas pela presidente interina Delcy Rodríguez, os números ainda são preliminares e não incluem vítimas registradas no estado de La Guaira, considerado uma das áreas mais afetadas pela tragédia. A região abriga o principal aeroporto que atende a capital venezuelana.
De acordo com o Serviço
Geológico dos Estados Unidos (USGS), o primeiro terremoto teve magnitude 7,2 e
ocorreu a cerca de 160 quilômetros a oeste de Caracas. Menos de um minuto
depois, um segundo tremor, ainda mais intenso, atingiu magnitude 7,5.
Operações de resgate
As autoridades venezuelanas
seguem realizando buscas em áreas atingidas pelo desabamento de prédios e
residências. Equipes de emergência trabalham na remoção de escombros em
diferentes pontos da capital.
“Dezenas de edifícios
desabaram e estamos conduzindo operações intensas para salvar o maior número
possível de vidas”, afirmou Delcy Rodríguez em pronunciamento à televisão
estatal.
O ministro do Interior,
Diosdado Cabello, informou que forças de segurança, defesa civil e equipes
médicas foram mobilizadas para atender as vítimas e auxiliar os moradores
afetados.
Imagens divulgadas por
veículos locais mostram socorristas trabalhando entre destroços de edifícios
que ruíram após os tremores. Familiares também se concentraram nas áreas
atingidas em busca de informações sobre desaparecidos.
No distrito de Baruta, em
Caracas, três pessoas morreram após o colapso de dois edifícios, segundo
autoridades locais. Já em Chacao, outro município da região metropolitana, uma
pessoa morreu e quatro prédios desabaram completamente.
O governo venezuelano informou
que equipes internacionais de apoio devem chegar ao país nas próximas horas
para reforçar as operações de resgate.
Alerta de tsunami foi
descartado
Após os terremotos, um alerta
de tsunami chegou a ser emitido por órgãos de monitoramento. No entanto, a
possibilidade de formação de ondas destrutivas foi posteriormente descartada e
o aviso acabou cancelado.
Grande parte da população
estava em casa quando os tremores ocorreram, já que o país vivia um feriado
nacional.
Moradores relataram momentos
de medo durante os abalos. “Ouvi um estrondo muito forte. Objetos caíram dentro
de casa. Nunca vivi nada parecido”, contou uma moradora da região leste de
Caracas.
Como medida preventiva, o
principal aeroporto da Venezuela, localizado em Maiquetía, foi fechado após a
identificação de danos causados pelos terremotos.
O governo também determinou a
suspensão das aulas até o fim da semana para permitir a avaliação da
infraestrutura das escolas e de outros prédios públicos.
Hospitais da capital
reforçaram as equipes médicas e ampliaram os plantões para atender o aumento da
demanda provocado pelo desastre.
O Serviço Geológico dos
Estados Unidos informou que estimativas preliminares apontam para a
possibilidade de um número de mortos significativamente maior que o registrado
até o momento. Com base em modelos estatísticos utilizados para grandes
terremotos, o órgão considera possível que o total de vítimas fatais chegue à
casa dos milhares.
A Venezuela está situada em
uma área de intensa atividade tectônica, resultado do encontro entre as placas
do Caribe e da América do Sul. O país já enfrentou outros grandes terremotos ao
longo de sua história, incluindo um forte abalo registrado em 1812, que deixou
milhares de mortos nas regiões de Caracas e Mérida.
Com informaçãoes da CNN BRASIL/Tribuna
do Norte

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