Criado em 2012 pelo Grupo
Folha, o RUF é uma das principais referências nacionais para medir o desempenho
do ensino superior. O ranking leva em conta 18 componentes, distribuídos entre
cinco eixos: pesquisa (42%), ensino (32%), mercado (18%), inovação (4%) e
internacionalização (4%). A coleta dos dados envolve bases nacionais e
internacionais de periódicos científicos, registros de patentes, dados do INEP,
além de pesquisas de opinião feitas pelo Datafolha com empregadores e docentes.
Para o mestre em Educação, Gustavo Fernandes, os resultados refletem um
conjunto de fatores que fortalecem a imagem institucional da universidade.
“Esse resultado vem muito da qualidade do ensino e da formação dos
profissionais. São egressos engajados na pesquisa e na extensão, o que
contribui para a relevância da produção científica. Além disso, a UFRN vem se
consolidando nos programas de pós-graduação, ampliando sua infraestrutura e
fortalecendo parcerias internacionais”, avaliou.
Para o reitor José Daniel Diniz Melo, “as sucessivas avaliações positivas da
UFRN são fruto do trabalho integrado entre corpo docente, estudantes,
servidores técnico-administrativos, terceirizados e a gestão da universidade; e
atestam o compromisso e a dedicação da comunidade universitária com a produção
do conhecimento”.
Na trajetória da UFRN, existem avanços significativos nos últimos anos. Em
2019, a instituição ocupava a 22ª colocação, com nota geral de 82,57. Desde
então, vem subindo gradualmente, com destaque para a pesquisa, que saiu do 25º
lugar em 2019 para o 15º em 2024. No mesmo período, o ensino também evoluiu,
passando da 27ª para a 20ª colocação, enquanto a inovação apresentou salto
ainda mais expressivo, saindo da 54ª para a 19ª posição. Em contrapartida, a
dimensão “mercado” permanece estável, variando entre as posições 28ª e 30ª, o
que aponta para desafios na inserção dos egressos.
Tribuna do Norte

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