Além do robô que se
apresentará na Holanda, os estudantes montaram dois protótipos que devem ganhar
funcionalidade junto à indústria potiguar em breve. Um deles é a criação de um
robô que faz a limpeza de aparelhos de ar-condicionado, exclusivamente para a
empresa NR. O outro é uma máquina para empacotamento de casquinhas, exclusiva
para a Ster Bom. A interação com a o setor industrial foi uma das orientação
seguidas pela BatTech para a participação no Festival SESI de Robótica. Em
troca, as empresas estão patrocinando as participação da equipe nas premiações.
O Prêmio Conexão (Connect Award), reconhece as equipes que melhor disseminam os
valores da FIRST (organização do festival holandês) e que estabelecem forte
interação com a indústria. Para a premiação internacional, que acontece entre
os dias 1º e cinco de julho, a equipe está fazendo ajustes no robô que
participou da etapa do Festival do SESI, o qual terá que cumprir desafios
relacionados a problemas no fundo do mar, como a questão da poluição dos
oceanos. Vencerá quem melhor cumprir os desafios em um período de dois minutos
e meio. Parâmetros de engenharia também serão avaliados.
O robô da BatTech começou a ser construído em dezembro do ano passado. Com os
ajustes, pretende-se deixá-lo mais potente, veloz e preciso. “A temporada [da
premiação holandesa] se refere a problemas como o plástico e outros tipos de
poluição em geral. E são esses problemas que terão que ser solucionados – por
exemplo – no meio da arena (que simula o oceano) tem lixo. Esse material
precisará ser levado pelo robô [o que é feito por meio de garras] para uma área
delimitada, de observação, onde se torna uma espécie de reciclagem”, cita
Leonardo Marques, de 16 anos, designer da equipe.
Os desafios serão os mesmos para todos os grupos. Arthur Breno, de 17 anos,
conta que a ansiedade é alta. Ele garante que os ajustes necessários serão
feitos até a data da premiação internacional. “Estamos nos organizando para
marcar uma reunião com a equipe inteira, mas já está certo de que pelo menos
três dos integrantes estarão disponíveis em algumas horas todos os dias da
semana e outros em momentos mais específicos, para alinhar tudo. Somos todos
alunos da 2ª e 3º séries, com necessidades escolares diferentes, então,
precisamos ver o que é mais eficiente”, diz o estudante.
Em julho todos os seis membros da equipe, além do técnico, o professor de
Educação Tecnológica do SESI Josenildo Alves, viajam para a Holanda. “Vai ser
uma experiência bem diferente. Na etapa nacional, foram 64 equipes, agora,
serão 96. Teremos um desafio super intenso, porque são equipes que estão com um
investimento muito maior”, afirma Natália Ellen, de 17 anos, a capitã da
BatTech.
O professor da equipe diz que será um desafio único. “Estamos ansiosos e
orgulhosos ao mesmo tempo. Os meninos, apesar de serem um time jovem dentro
dessa competição (semelhante à Copa do Mundo da Robótica), têm apenas dois
anos, mas, mesmo com pouco tempo de experiência eles demonstraram que o
trabalho em equipe faz toda a diferença”, comenta Josenildo.
A equipe voltou aos treinos, inclusive, com uma demanda nova, que é a língua.
“Toda a apresentação vai ser em inglês. Temos buscado aprender o idioma no
contraturno e aos sábados, que é quando a equipe consegue se encontrar por
completo”, explica o professor.
Tribuna do Norte

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