quinta-feira, 17 de abril de 2025

Turma do Sesi São Gonçalo disputará premiação de robótica na Holanda

A BatTech, equipe composta por seis alunos da Escola SESI de Referência de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal, vai participar em julho do European Premier Event, um desafio que irá reunir 96 estudantes de 52 países para testar habilidades em engenharia robótica. O evento ocorrerá em Eindhoven, na Holanda. A conquista veio depois que o grupo, formado por Natália Ellen (capitã), Leonardo Marques (designer), Guilherme Massami (gestor de marketing), Arthur Breno (programador), Gustavo Alves (engenheiro) e Alexandro Gabriel (alliance manager), conseguiu o primeiro lugar no Prêmio Conexão, do Festival SESI de Robótica, realizado em Brasília, em março.

Além do robô que se apresentará na Holanda, os estudantes montaram dois protótipos que devem ganhar funcionalidade junto à indústria potiguar em breve. Um deles é a criação de um robô que faz a limpeza de aparelhos de ar-condicionado, exclusivamente para a empresa NR. O outro é uma máquina para empacotamento de casquinhas, exclusiva para a Ster Bom. A interação com a o setor industrial foi uma das orientação seguidas pela BatTech para a participação no Festival SESI de Robótica. Em troca, as empresas estão patrocinando as participação da equipe nas premiações.

O Prêmio Conexão (Connect Award), reconhece as equipes que melhor disseminam os valores da FIRST (organização do festival holandês) e que estabelecem forte interação com a indústria. Para a premiação internacional, que acontece entre os dias 1º e cinco de julho, a equipe está fazendo ajustes no robô que participou da etapa do Festival do SESI, o qual terá que cumprir desafios relacionados a problemas no fundo do mar, como a questão da poluição dos oceanos. Vencerá quem melhor cumprir os desafios em um período de dois minutos e meio. Parâmetros de engenharia também serão avaliados.

O robô da BatTech começou a ser construído em dezembro do ano passado. Com os ajustes, pretende-se deixá-lo mais potente, veloz e preciso. “A temporada [da premiação holandesa] se refere a problemas como o plástico e outros tipos de poluição em geral. E são esses problemas que terão que ser solucionados – por exemplo – no meio da arena (que simula o oceano) tem lixo. Esse material precisará ser levado pelo robô [o que é feito por meio de garras] para uma área delimitada, de observação, onde se torna uma espécie de reciclagem”, cita Leonardo Marques, de 16 anos, designer da equipe.

Os desafios serão os mesmos para todos os grupos. Arthur Breno, de 17 anos, conta que a ansiedade é alta. Ele garante que os ajustes necessários serão feitos até a data da premiação internacional. “Estamos nos organizando para marcar uma reunião com a equipe inteira, mas já está certo de que pelo menos três dos integrantes estarão disponíveis em algumas horas todos os dias da semana e outros em momentos mais específicos, para alinhar tudo. Somos todos alunos da 2ª e 3º séries, com necessidades escolares diferentes, então, precisamos ver o que é mais eficiente”, diz o estudante.

Em julho todos os seis membros da equipe, além do técnico, o professor de Educação Tecnológica do SESI Josenildo Alves, viajam para a Holanda. “Vai ser uma experiência bem diferente. Na etapa nacional, foram 64 equipes, agora, serão 96. Teremos um desafio super intenso, porque são equipes que estão com um investimento muito maior”, afirma Natália Ellen, de 17 anos, a capitã da BatTech.

O professor da equipe diz que será um desafio único. “Estamos ansiosos e orgulhosos ao mesmo tempo. Os meninos, apesar de serem um time jovem dentro dessa competição (semelhante à Copa do Mundo da Robótica), têm apenas dois anos, mas, mesmo com pouco tempo de experiência eles demonstraram que o trabalho em equipe faz toda a diferença”, comenta Josenildo.

A equipe voltou aos treinos, inclusive, com uma demanda nova, que é a língua. “Toda a apresentação vai ser em inglês. Temos buscado aprender o idioma no contraturno e aos sábados, que é quando a equipe consegue se encontrar por completo”, explica o professor.

Tribuna do Norte

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