As investigações apontam que o
grupo abria contas bancárias em nome de “laranjas”, em uma agência localizada
na Paraíba, com apoio de uma gerente de banco. Durante a operação, três
suspeitos foram presos em flagrante pelos crimes de posse ilegal de arma de
fogo e obstrução de investigação.
As ações criminosas eram
voltadas para roubar clientes de alto poder aquisitivo e com limites elevados.
De posse dos cartões, os criminosos realizavam transações fraudulentas em
estabelecimentos comerciais para obtenção de dinheiro em espécie, sacavam limites
bancários e financiavam outras fraudes, principalmente relacionadas a placas de
energia solar. Além disso, investiam em veículos de luxo para dissimular a
origem ilícita dos valores.
De acordo com as apurações,
entre outubro de 2019 e novembro de 2024, foram detectadas movimentações
suspeitas superiores a R$ 106 milhões nas contas dos investigados e de empresas
suspeitas de envolvimento na lavagem de dinheiro. Durante a operação, foram
cumpridos 14 mandados judiciais de busca e apreensão nos municípios de Natal,
Parnamirim e Santa Cruz. Três suspeitos foram presos em flagrante pelos crimes
de posse ilegal de arma de fogo e/ou munição e por embaraço à investigação de
organização criminosa. Entre os alvos identificados estão lideranças e
integrantes do grupo, a gerente bancária, o responsável pelo recrutamento dos
“laranjas” e um empresário que utilizava suas empresas para lavar o dinheiro.
Foram apreendidas armas de
fogo, munições, documentos, 18 veículos de luxo e outros materiais que
subsidiarão o andamento das investigações. O valor total dos veículos
apreendidos foi estimado em aproximadamente R$ 3,8 milhões. Além disso, foi
constatado o apoio de um policial militar, que exercia a função de “tesoureiro
do crime”.
As investigações tiveram
início a partir de denúncias e de informações repassadas por instituições
financeiras lesadas. A operação contou com o apoio da Delegacia Especializada
na Repressão à Lavagem de Dinheiro (DRLD), da Delegacia Especializada de Narcóticos
de Natal (DENARC/Natal), da Delegacia Especializada de Defesa da Propriedade de
Veículos e Cargas de Natal (DEPROV/Natal), da 80ª Delegacia de Polícia Civil de
Santa Cruz e da Secretaria da Fazenda do Rio Grande do Norte (SEFAZ/RN).
O nome “Operação Select” faz
referência à agência bancária utilizada para abertura das contas fraudulentas.
Os presos foram encaminhados
ao sistema prisional, onde permanecerão à disposição da Justiça.
Tribuna do Norte

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