Foto: Reprodução
O ministro da Justiça e
Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, entregou ao presidente Luiz Inácio Lula
da Silva uma carta comunicando a intenção de deixar o cargo. A informação foi
confirmada pelo Palácio do Planalto, mas, até o momento, não há anúncio oficial
sobre a exoneração.
Segundo apurações de veículos de imprensa, a expectativa é que a saída de Lewandowski do comando da pasta seja formalizada nesta quinta-feira (8), com publicação no Diário Oficial da União prevista para sexta (9). Até a última atualização desta reportagem, o governo federal não havia divulgado comunicado oficial confirmando a decisão nem anunciado o eventual substituto.
Lewandowski assumiu o
Ministério da Justiça e Segurança Pública em fevereiro de 2024, após se
aposentar do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com informações apuradas
pela imprensa, ele já teria comunicado a auxiliares, no início de dezembro, a
intenção de antecipar sua saída do governo e, nos últimos dias, vinha retirando
seus pertences do gabinete no Palácio da Justiça.
A possível saída ocorre em um
momento de destaque do tema da segurança pública no país, em meio ao avanço de
organizações criminosas e a episódios de violência relacionados a disputas
entre facções. Estão vinculados ao ministério a Polícia Federal (PF), a Polícia
Rodoviária Federal (PRF) e a Força Nacional.
Até o momento, o governo não
confirmou oficialmente quem poderá assumir o comando da pasta. Segundo apuração
jornalística, o secretário-executivo do ministério, Manoel Almeida, pode
assumir interinamente, caso a exoneração seja confirmada.
Lewandowski deixa o ministério
sem que tenha sido aprovada, no Congresso Nacional, a Proposta de Emenda à
Constituição (PEC) da Segurança Pública, principal iniciativa do governo
federal na área. Também seguem em debate no governo discussões sobre uma possível
reestruturação da pasta, com a separação entre os ministérios da Justiça e da
Segurança Pública.
Tribuna do Norte

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