Foto: Reprodução
O Conselho Federal de Medicina
determinou ao Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal, nesta
quarta-feira (7), a instauração imediata de sindicância para apurar denúncias
relacionadas às condições de atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair
Bolsonaro (PL). Segundo o conselho, as manifestações recebidas expressam
preocupação quanto à garantia de assistência adequada.
Bolsonaro recebeu atendimento médico na carceragem da Polícia Federal – onde está detido – depois de sofrer uma queda durante a madrugada de terça-feira (6).
Em nota, o CFM afirmou que o
estado de saúde do ex-presidente demanda a adoção de um “protocolo de
monitoramento contínuo e imediato”, com acompanhamento médico multidisciplinar.
Ainda na terça-feira, a
Polícia Federal encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um relatório
médico informando que Bolsonaro estava consciente, orientado e sem indícios de
déficit neurológico na manhã daquele dia. O documento foi solicitado pelo ministro
Alexandre de Moraes após a defesa pedir autorização para a realização de exames
em um hospital particular.
Com base nas informações
apresentadas, Moraes avaliou que não havia necessidade de remoção imediata
naquele momento. Na manhã desta quarta-feira, no entanto, o ministro autorizou
a ida do ex-presidente a uma unidade hospitalar para a realização de exames.
Bolsonaro ficou internado no
Hospital DF Star, em Brasília, da véspera de Natal até o ano novo. Ele teve de
Moraes para passar por sua oitava cirurgia desde 2018, quando sofreu um
atentado a faca durante a campanha eleitoral. A intervenção teve como objetivo
tratar uma hérnia inguinal.
O ex-presidente também passou
por três procedimentos no nervo frênico em um intervalo de quatro dias, com o
objetivo de amenizar crises recorrentes de soluços.
Estadão Conteudo

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