Funcionários das empresas JMT
e Fortex, anunciaram greve com objetivo de reivindicar salários e o
vales-alimentação atrasados. Os trabalhadores terceirizados até o momento não
receberam os pagamentos referentes ao mês de março.
De acordo com os grevistas,
30% dos serviços continuam funcionando, conforme determina a legislação, para
garantir o atendimento mínimo à população. O sindicato afirma que a alimentação
de funcionários, médicos e acompanhantes foi suspensa, comprometendo
diretamente a rotina do hospital.
Segundo a Sesap, os repasses
financeiros foram feitos à JMT, mas os trabalhadores seguem sem receber. Quanto
à empresa Fortex, a secretaria ainda não se posicionou.
“Quase todos os meses, o
sindicato vem a público denunciar essa situação e cobrar que o governo e a
Sesap se posicionem. Essa postura de jogar a culpa apenas na empresa privada e
ficar de braços cruzados não cola mais. Não dá para os trabalhadores pagarem
essa conta. Queremos uma resposta”, enfatiza Rosália Fernandes, Coordenadora do
Sindsaúde/RN.
Em assembleia realizada entre
o sindicato e os terceirizados, ficou decidido que, dois dias após a
paralisação da JMT, os funcionários dariam início a uma greve parcial, em
formato de revezamento. A estratégia foi adotada como forma de manter os
serviços essenciais com segurança mínima, sem deixar de denunciar o desrespeito
enfrentado pela categoria.
As exigências imediatas
pedidas pelos grevistas são: pagamento integral e imediato dos salários
atrasados, regularização dos vales-alimentação, garantia de alimentação para os
trabalhadores, fiscalização da atuação das empresas e comprometimento do Governo
do Estado com a saúde pública.
A diretora geral do Hospital
Tarcísio Maia, Kaline França, informou que nesta quinta-feira (17) serão
liberados metade dos vales-alimentação atrasados.
Essa é a segunda paralisação
em apenas quatro meses.
Tribuna do Norte

Nenhum comentário:
Postar um comentário