Segundo o CNJ, Buhatem
compartilhou mensagens de grande alcance que questionavam a credibilidade dos
sistemas judicial e eleitoral. Para o órgão, as publicações fomentaram a
desconfiança social acerca da justiça, da segurança e da transparência das
eleições.
Em outubro do ano passado, o
desembargador chegou a ter suas redes sociais suspensas em uma decisão inédita
do ministro Luis Felipe Salomão, então corregedor nacional de Justiça. Salomão
alegou que o magistrado reincidiu na conduta, “mesmo depois de já instaurado
procedimento investigatório” na Corregedoria.
Entre os conteúdos usados como
base para o afastamento, está uma mensagem enviada por lista de transmissão no
WhatsApp que associava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Comando
Vermelho. Buhatem compartilhou uma reportagem sobre a visita de Lula a uma
favela onde a polícia teria sido proibida de realizar operações e disse que
“Lula é convidado de honra do Comando Vermelho”.
Em outra postagem, o
desembargador divulgou a capa do jornal Folha de S.Paulo com uma pesquisa do
Datafolha publicada antes do primeiro turno de 2022, acompanhada do comentário:
“Isso sim, tinha que está (sic) no Inquérito das Fake News! Ato contra democracia!”.
A Corregedoria Nacional do CNJ identificou ainda críticas a ministros do
Supremo Tribunal Federal (STF) e conteúdo alinhado ao ex-presidente Jair
Bolsonaro (PL).
A defesa do desembargador
afirmou que ele apenas curtiu postagens institucionais de Bolsonaro, sem fazer
manifestações pessoais sobre o conteúdo. Sustentou ainda que as interações
ocorreram em 2023, após o período eleitoral, o que afastaria a imputação de
apoio à candidatura do agora ex-presidente.
Estadão Conteudo

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