Em ofício enviado ao Supremo
Tribunal Federal (STF), a procuradora-geral da República, Raquel Dodge,
defendeu a manutenção da prisão preventiva do ex-ministro Geddel Vieira Lima
(PMDB-BA) e afirmou que ele parece ter assumido a posição de um "líder de
organização criminosa".
Em outro parecer, a PGR pediu
a abertura de inquérito para apurar a participação do deputado Lúcio Vieira
Lima (PMDB-BA), irmão de Geddel, em crimes relacionados ao ex-ministro e disse
que "mais do que indícios, há prova" da participação de Lúcio (leia mais ao final desta reportagem). O
inquérito foi autorizado pelo ministro Edson Fachin, do STF.
A manifestação de Raquel Dodge
foi enviada após a defesa de Geddel pedir a liberdade provisória do
ex-ministro. Ele
foi preso no dia 8 de setembro, três dias após a Polícia Federal (PF) apreender
mais de R$ 51 milhões em um imóvel que teria sido emprestado por um
amigo ao peemedebista.
Após a prisão, a PF
encontrou as digitais de Geddel no apartamento e nas malas e caixas
onde o dinheiro estava guardado.
À época da prisão relacionada
aos mais de R$ 51 milhões, Geddel
estava em prisão domiciliar, devido às suspeitas de que estava atuando para
obstruir as investigações
da Operação Cui Bono, que apura fraudes na Caixa Econômica Federal. O
ex-ministro foi vice-presidente do banco público.
Com informações do G1.Com

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