Depois de sobrevoar as áreas afetadas pelas inundações em grande parte do Vale do Açu, o Ministro da Integração Nacional, Geddel Quadros Viera Lima, acompanhado da governadora Wilma de Faria e do deputado federal Henrique Alves, determinou a contratação ou até mesmo a compra de uma Draga para iniciar o desassoreamento do rio Piranhas/Açu e seus afluentes imeidatamente, nas atuais condições.
Demonstrando ansiedade, o ministro, que é soteropolitano, desejava chegar rapidamente em Salvador, onde grande quantidade de chuvas transformou a capital baiana em verdadeiro horror à sociedade, inclusive contabilizando mortes.
Em seu discurso o ministro que também é deputado federal pelo PMDB/BH, está em seu quinto mandato, tomou a decisão, quando determinou do superintendente do DNOCS – Dr. Elias Fernandes – contratar os serviços emergenciais de dragagem do rio Piranhas/Açu sem medir as prováveis conseqüências. Vejamos:
Onde colocar tanta areia?
Quantos metros cúbicos serão necessários remover?
O que fazer para que o atual volume de água não destrua as margens do Rio?
Quais tipos de impactos ambientais serão causados?
Não é necessário ser mestre em engenharia para saber que obras como essa precisam ser muito bem avaliadas, planejadas antes de partir para execução. Parecia mesmo, como me perguntou uma pessoa amiga e leiga no assunto, é que o deputado ministro Geddel Vieira queria era se livrar do calor de Assú ou do povo.
Quanto tempo será que vão levar para dizerem da inviabilidade operacional de obra durante as enchentes, que somente poderão iniciar as obras após o período chuvoso.
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