Senadora Teresa Leitão (PT-PE) escolhida como nova líder do governo no Senado Federal. Foto: AGÊNCIA SENADO
O presidente Luiz Inácio Lula
da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (25) a senadora Teresa Leitão (PT-PE)
como nova líder do governo no Senado. A escolha ocorre após a saída de Jaques
Wagner (PT-BA), que foi alvo de operação da PF (Polícia Federal) relacionada ao
caso do Banco Master, na semana passada.
A senadora assumirá o cargo com a missão, segundo Lula, de articular a
aprovação de duas PECs (Propostas de Emenda à Constituição) que são
prioritárias para o governo sobre o fim da escala de trabalho 6x1 e a chamada
PEC da Segurança Pública.
“Designei a senadora Teresa Leitão (PT-PE) para assumir a liderança do governo
no Senado com a missão de articular o debate e a aprovação de projetos de
interesse da população brasileira que estão em tramitação, como o fim da escala
6 por 1 e a PEC da Segurança, entre outros”, disse Lula no X (antigo Twitter).
Teresa é vista como uma congressista com boas relações com oposição e
governistas. Ela também está na metade do seu mandato de oito anos no Senado e
não será candidata nas eleições deste ano, o que garante maior tempo para se
dedicar à função de liderança na Casa.
“Agradeço ao presidente Lula pela confiança ao me convidar para assumir a
Liderança do Governo no Senado. Conversamos nesta manhã, quando afirmei que
assumo essa missão com os princípios que sempre orientaram minha trajetória
pública: lealdade, diálogo, disciplina e trabalho”, afirmou a senadora em suas
redes sociais.
A escolha foi tratada diretamente por Lula e a senadora. A expectativa de
integrantes do governo é que o ministro José Guimarães, da Secretaria de
Relações Institucionais, intensifique sua atuação junto ao Senado.
Sob Jaques, a liderança do governo na Casa tinha atuação mais independente.
Agora, com Teresa como líder, a avaliação interna é de que o ministro da SRI
deve se envolver mais nas negociações das pautas prioritárias para o Executivo.
Jaques anunciou a saída da função depois de se reunir com Lula no Palácio da
Alvorada, na quarta-feira (24). De acordo com o senador, a decisão foi tomada
em “comum acordo” e após uma “conversa entre amigos”. O afastamento de Jaques
passou a ser defendido por aliados do governo para evitar maior desgaste na
campanha do chefe do Executivo, que é pré-candidato à reeleição.
Na semana passada, o senador foi alvo de nova fase da operação Compliance Zero
que mira o esquema de fraudes do Banco Master. As investigações da PF indicaram
que Jaques teria recebido benefícios econômicos, de forma direta ou indireta,
em troca de sua atuação em prol do Master no Senado. O senador nega as
acusações e afirma que irá colaborar com as investigações.
Tribuna do Norte

Nenhum comentário:
Postar um comentário